domingo, 30 de novembro de 2025

Moraes dá prazo de 5 dias para defesa comprovar Alzheimer de Heleno

Defesa deve entregar exames e prontuários que comprovem doença alegada pelo general Augusto Heleno desde 2018

      Augusto Heleno (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do general da reserva Augusto Heleno apresente, no prazo de cinco dias, novos documentos que comprovem o diagnóstico de Alzheimer alegado pelo ex-ministro.

Segundo o g1, o pedido do ministro tem como objetivo reunir provas adicionais antes de analisar o requerimento de prisão domiciliar feito pelos advogados do ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Heleno, de 78 anos, foi preso na terça-feira (25) na investigação sobre a trama golpista envolvendo setores do Exército e da Polícia Federal, permanecendo detido no Comando Militar do Planalto, em Brasília.

Prazo de cinco dias imposto pelo STF

No despacho, Moraes estabeleceu que a defesa deve apresentar todos os registros clínicos que sustentem a alegação de que o general convive com demência mista, incluindo Alzheimer vascular, desde 2018. A medida busca esclarecer a real situação médica do réu, que mencionou o diagnóstico durante o exame de corpo de delito.

Exame de corpo de delito e alegações médicas

O laudo médico anexado ao processo registrou que Heleno “refere ser portador de Demência de Alzheimer em evolução desde 2018, com perda de memória recente importante, prisão de ventre e hipertensão, em tratamento medicamentoso (polifarmácia)”. Esse tipo de exame tem caráter médico-legal e serve para documentar as condições físicas do custodiado no momento da prisão.

PGR recomenda medida humanitária

Após o pedido da defesa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da conversão da prisão em domiciliar por razões humanitárias. O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que “as circunstâncias postas” indicavam “a necessidade de reavaliação da situação do custodiado”.

Moraes questiona ausência de registro oficial

Moraes também cobrou esclarecimentos sobre o fato de o general não ter informado o diagnóstico aos órgãos competentes quando integrava o governo de Jair Bolsonaro (PL), entre 2019 e 2022. O ministro observou ainda que, durante interrogatório em 10 de junho de 2025, Heleno respondeu às perguntas de seu advogado sem que fosse registrada qualquer menção a dificuldades cognitivas.

Documentos exigidos pelo ministro

O despacho, segundo a reportagem, determina a entrega do exame inicial que teria identificado sinais de demência mista em 2018, incluindo prontuários; além de relatórios de consultas e acompanhamento clínico ao longo dos últimos anos, com identificação dos profissionais responsáveis.

Quem é Augusto Heleno no processo

Augusto Heleno comandou o GSI durante todo o governo Bolsonaro e foi condenado a 21 anos de prisão por integrar o núcleo central de uma organização criminosa que buscava manter o ex-mandatário no poder após a derrota eleitoral no pleito de 2022.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

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