segunda-feira, 7 de julho de 2025

Lula: Sul Global tem condições de liderar o novo paradigma de desenvolvimento

Países em desenvolvimento, reunidos no BRICS, já são “os mais afetados pelas mudanças do clima”, alertou o presidente

      Cúpula do BRICS (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Durante a Sessão Plenária “Meio Ambiente, COP30 e Saúde Global” do BRICS, realizada nesta segunda-feira (7) no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o papel central do Sul Global na construção de um novo modelo de crescimento sustentável. A fala foi marcada por duras críticas ao negacionismo climático e à concentração de emissões de carbono em grandes corporações.

A cobertura é do Brasil 247, que acompanhou a participação de Lula no encontro com os demais líderes dos países que integram o bloco. “Já somos os mais afetados pelas mudanças do clima”, alertou Lula, enfatizando que a degradação ambiental agrava desigualdades e compromete o futuro dos países em desenvolvimento.

☆ Críticas ao negacionismo e à lógica do mercado - Lula advertiu que o negacionismo e o unilateralismo vêm corroendo as conquistas ambientais do passado, ao mesmo tempo em que sabotam os esforços globais por um futuro viável. Ele observou que o aquecimento do planeta avança de forma mais rápida do que o previsto pela ciência, e apontou que biomas como as florestas tropicais já se aproximam de pontos de irreversibilidade.

“O oceano está febril”, disse o presidente, numa metáfora que resume os sinais alarmantes do colapso climático.

Na avaliação de Lula, os países em desenvolvimento enfrentam as piores consequências desse cenário — ao mesmo tempo em que dispõem de menos recursos para realizar a transição energética e climática. Ele reiterou que uma “transição justa e planejada” é essencial para construir um novo ciclo de prosperidade global.

☆ Justiça climática e protagonismo do Sul Global - O presidente brasileiro defendeu que a justiça climática precisa estar ligada ao combate à fome e às desigualdades socioambientais. Para isso, é necessário reconhecer e remunerar os serviços ecossistêmicos prestados por comunidades locais e povos indígenas. Lula afirmou:

“Ao proteger, conservar e restaurar nossos territórios, criamos também oportunidades para as comunidades locais e povos indígenas.”

Segundo ele, o Sul Global tem as condições necessárias para liderar um novo paradigma de desenvolvimento sustentável, sem repetir as distorções do modelo explorador do passado:

“Não seremos simples fornecedores de matérias-prima”, assegurou.

☆ Emissões concentradas e financiamento climático - Lula denunciou a concentração das emissões de carbono em um pequeno grupo de corporações altamente poluentes. De acordo com ele, “80% das emissões de carbono são produzidas por menos de 60 empresas”, concentradas principalmente nos setores de petróleo, gás e cimento.

Ao criticar a lógica de mercado, o presidente apontou que, apenas em 2024, os 65 maiores bancos do mundo destinaram US$ 869 bilhões ao financiamento de combustíveis fósseis, conforme levantamento da organização Oxfam. “Os incentivos dados pelo mercado vão na contramão da sustentabilidade”, lamentou.

Como resposta, Lula anunciou a Declaração sobre Finanças Climáticas aprovada pelos países do BRICS, que propõe fontes alternativas e modelos inovadores de financiamento verde. Ele também antecipou o lançamento do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre, previsto para a COP30 em Belém:

“Esse fundo irá remunerar os serviços ecossistêmicos prestados ao planeta.”

Fonte: Brasil 247

'Renda, escolaridade, gênero, raça e origem determinam quem adoece', critica Lula em sessão do BRICS

Presidente cobra investimentos estruturais e solidariedade para superar desigualdades que impactam diretamente a saúde dos povos

Sessão plenária do BRICS (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Durante a sessão do BRICS dedicada ao “Meio Ambiente, COP30 e Saúde Global”, realizada nesta segunda-feira (7) no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) denunciou as desigualdades que moldam o acesso à saúde no Brasil e no mundo. Segundo ele, fatores como renda, escolaridade, gênero, raça e local de nascimento ainda determinam quem adoece e quem morre, revelando um cenário de injustiça persistente nas políticas públicas de saúde.

A declaração foi feita no âmbito da Cúpula do BRICS, destacando o compromisso do bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul com uma abordagem mais equitativa e solidária no enfrentamento das emergências sanitárias.

“No Brasil e no mundo, a renda, a escolaridade, o gênero, a raça e o local de nascimento determinam quem adoece e quem morre”, afirmou Lula em discurso.

Pobreza e unilateralismo comprometem o direito à saúde - Para o presidente, apesar de a saúde ser um direito humano fundamental, ela continua sendo profundamente impactada por desigualdades estruturais, pela pobreza e pelo avanço do unilateralismo nas relações internacionais. Ele alertou que, se certas doenças tropicais afetassem países do Norte Global, já teriam sido erradicadas:

“Muitas das doenças que matam milhares em nossos países, como o mal de Chagas e a cólera, já teriam sido erradicadas se atingissem o Norte Global”, criticou.

Lula também defendeu o fortalecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) como fórum legítimo para coordenar o combate a pandemias e preservar o direito universal à saúde. A recente aprovação do Acordo de Pandemias foi vista por ele como um avanço nesse sentido.

★ BRICS investe em ciência e solidariedade - Na avaliação do presidente, o BRICS tem mostrado protagonismo ao apostar na ciência, na transferência de tecnologia e na solidariedade como princípios para a construção de um sistema global de saúde mais justo.

Lula destacou a iniciativa da Parceria pela Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas, anunciada durante a sessão, que visa enfrentar as causas estruturais da doença com ações voltadas para infraestrutura física e digital, bem como o fortalecimento de capacidades institucionais nos países do bloco.

Além disso, ele ressaltou a consolidação da Rede de Pesquisa de Tuberculose — com apoio da OMS e do Novo Banco de Desenvolvimento — e o avanço da cooperação regulatória em produtos médicos como exemplos de conquistas concretas dessa estratégia multilateral.

★ Investimento social é condição para garantir saúde - Lula enfatizou que alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 (ODS 3), que trata da promoção da saúde e do bem-estar, exige investimentos consistentes:

“Não há direito à saúde sem investimento em saneamento básico, alimentação adequada, educação de qualidade, moradia digna, trabalho e renda".

Por fim, o presidente reforçou que o BRICS tem liderado pelo exemplo, colocando a dignidade humana no centro das decisões:

“Estamos liderando pelo exemplo. Cooperando e agindo com solidariedade em vez de indiferença. Colocando a dignidade humana no centro de nossas decisões".

Fonte: Brasil 247

Lula resiste à pressão e decide não sancionar projeto que amplia número de deputados

Presidente deve vetar ou apenas não decidir sobre o assunto, devolvendo o desgaste ao Congresso Nacional

Luiz Inácio Lula da Silva e a Câmara dos Deputados (Foto: Zeca Ribeiro / Agência Câmara I Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não sancionará o projeto de lei complementar aprovado pelo Congresso Nacional em junho que eleva de 513 para 531 o número de deputados federais, de acordo com três ministros ouvidos pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. Com a decisão de não sancionar a proposta, Lula estuda agora dois caminhos possíveis: vetar integralmente o texto ou permitir que ele seja promulgado pelo próprio Congresso, sem manifestação do Executivo. O tema provocou divisões internas no governo e intensa pressão política.

No entorno do presidente, há conselheiros que o incentivam a vetar a medida, apontando a elevada rejeição popular à proposta. Segundo levantamento do instituto Datafolha, 76% dos brasileiros são contrários ao aumento no número de parlamentares. Um veto de Lula, portanto, reforçaria sua sintonia com a opinião pública e poderia ser visto como um gesto de responsabilidade com os gastos públicos.

Entretanto, auxiliares ponderam sobre o custo político da decisão. Caso opte pelo veto, Lula deverá enfrentar uma reação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defensor da proposta e articulador da aprovação do texto no Legislativo. O veto presidencial obrigaria o Congresso a mobilizar uma votação para derrubá-lo, aumentando o clima de tensão entre os Poderes.

Por outro lado, ao simplesmente não sancionar o projeto e deixar que o Congresso o promulgue, Lula evitaria um embate direto com a cúpula do parlamento, mas perderia a oportunidade de liderar o debate público contra o aumento de cadeiras na Câmara. A omissão, nesse cenário, poderia ser interpretada como sinal de fraqueza.

Fontes do governo relatam que Lula está ouvindo conselhos divergentes. Um dos ministros próximos ao presidente disse que, se a decisão fosse pessoal, ele vetaria o projeto. Outro interlocutor afirmou que “o povo está esperando o veto”, mas reconhece que o presidente precisa ponderar os riscos políticos envolvidos.

"Se ele não vetar, pode parecer um presidente frouxo, sem coragem de tomar a decisão certa de acordo com a própria consciência", avaliou um ministro. Já a base aliada no Congresso se movimenta e parlamentares do PT pressionam pelo veto ao projeto. “Lula deveria vetar. Não é o caso de se omitir”, defendeu o deputado Rui Falcão (PT-SP). “O povo depois julga quem está com a razão.”

Na mesma linha, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, considerou essencial que Lula vete o projeto para iniciar um “amplo debate sobre o assunto”. “O presidente Lula tem muita sensibilidade. Sabe capturar o sentimento do povo. E, neste caso, não há dúvida alguma. O sentimento é de repulsa. Com o veto, abre-se um espaço importante para reflexão”, disse.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

STF já condenou mais de 600 pessoas envolvidas nos atos golpistas do 8/1

Outros 555 envolvidos assinaram acordos para evitar processo, com penas alternativas e multa de R$ 5 milhões

       (Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) responsabilizou até o momento 1.198 pessoas pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. O balanço foi divulgado na última sexta-feira (4) pelo Ministério Público Federal (MPF), órgão responsável por apresentar as denúncias contra os envolvidos e por negociar os acordos de não persecução penal.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Do total, 643 investigados foram condenados por participarem dos ataques às sedes dos Três Poderes — Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto. Outros 555 acusados, enquadrados por crimes considerados de menor gravidade, firmaram acordos que substituem o processo judicial por medidas alternativas, como prestação de serviços comunitários.

Ainda segundo o MPF, 270 das pessoas condenadas foram identificadas como participantes diretos da invasão e depredação das instalações públicas. A apuração utilizou diversos recursos, como imagens divulgadas pelos próprios radicais nas redes sociais, câmeras de segurança, identificação por DNA e outros métodos de investigação.

Aos 643 réus condenados diretamente pelos ataques, o STF impôs uma multa coletiva de R$ 30 milhões, a título de indenização por danos morais coletivos. As penas aplicadas variam de três a 17 anos de prisão, conforme a gravidade da conduta. Entre os crimes atribuídos aos condenados estão associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e destruição de patrimônio tombado.

Já entre os 555 que assinaram acordos de não persecução penal estão apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que permaneceram acampados em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, clamando por intervenção militar após a derrota eleitoral de 2022. Neste grupo, os crimes imputados foram de associação criminosa e incitação. A pena fixada foi de um ano de prisão, convertida em medidas alternativas.

Como parte do acordo, os condenados devem cumprir uma série de exigências, como a realização de um curso online sobre democracia e a proibição de uso das redes sociais por um período de 12 meses. Além disso, os integrantes desse núcleo também foram condenados a dividir o pagamento de uma indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 5 milhões.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Estado de S. Paulo

Mercado aumenta previsão do PIB para 2,23%, diz Boletim Focus

Analistas revisam para baixo previsão da inflação pela sexta semana consecutiva

          Sede do Banco Central, em Brasília - 17/12/2024 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)


Por Felipe Moreira, do Infomoney - As projeções do mercado para a inflação em 2025 recuaram pela sexta semana seguida, segundo o Relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (7). A estimativa para o IPCA no ano passou de 5,20% para 5,18%.

Já a mediana para o câmbio em 2025 ficou em R$ 5,70.

A projeção do PIB, por sua vez, subiu de 2,21% para 2,23%.

Enquanto isso, a previsão para taxa básica de juros neste ano ficou em 15%.

☆ Inflação - A projeção para inflação no próximo ano permaneceu em 4,50%. A projeção para 2027 ficou em 4,00%, enquanto para 2028, a estimativa caiu de 3,83% para 3,80%.

Para o IGP-M, as projeções para 2025 caíram de 2,37% para 2,25%, enquanto a estimativa para 2026 ficou em 4,50%. Para 2027 e 2028, a projeção de inflação ficou em 4%.

As expectativas para a variação dos preços administrados dentro do IPCA em 2025 subiu de 4,30% para 4,36%. As projeções para 2026 ficou em 4,30%. Para 2027, a estimativa ficou em 4,00%, enquanto para 2028, a estimativa caiu de3,80% para 3,79%.

☆ Câmbio - Para 2026, a estimativa caiu de R$ 5,79 para R$ 5,75, enquanto a projeção permaneceu em R$ 5,75. Para 2028, a projeção permaneceu em R$ 5,80.

☆ PIB - Para o produto interno bruto (PIB), a mediana das projeções de 2026 recuou de 1,87% para 1,85%. A projeção permaneceu ficou em 2,00% em 2027. Para 2028, a projeção continuou em 2%, há 69 semanas.

☆ Selic - A projeção para 2026 ficou em 12,50%, enquanto para 2027 permaneceu em 10,50%. Para 2028, a estimativa permaneceu em 10% por 28 semanas.

Fonte>: Brasil 247 com Infomoney

PT quer reforçar presença digital para manter narrativa nas redes

Cúpula do partido quer ampliar produção de conteúdo com foco em inteligência artificial e engajamento para defender o governo Lula

      (Foto: Alessandro Dantas)

O PT planeja reforçar seu gabinete digital, independentemente de quem estiver à frente da legenda nos próximos dois anos. A avaliação interna é de que, pela primeira vez, o partido conseguiu dominar a narrativa nas redes sociais diante das críticas ao Congresso Nacional. As informações são da CNN Brasil.

A direção nacional da sigla acredita que o bom desempenho recente nas plataformas digitais — em especial nas discussões sobre a taxação dos super ricos — mostra que é hora de intensificar a produção de conteúdo. Para isso, o partido quer contar com especialistas em inteligência artificial e comunicação digital.

Nas últimas semanas, perfis de esquerda ganharam destaque nas redes sociais ao promover críticas contundentes ao Congresso e defender medidas como a taxação de grandes fortunas. O tema chegou às primeiras posições entre os assuntos mais comentados na rede social X (antigo Twitter), consolidando uma frente digital em apoio ao governo federal.

O nome mais cotado para assumir a presidência do PT, Edinho Silva, já declarou que a atuação nas redes será uma das prioridades da legenda. Embora ainda não tenha assumido o comando da sigla, ele tem se posicionado publicamente sobre a importância do ambiente digital para o partido.

A avaliação da cúpula petista é de que não se pode deixar o engajamento esfriar. A estratégia é aproveitar o momento para manter a militância ativa, com foco na defesa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No Palácio do Planalto, esse crescimento no engajamento da esquerda — inclusive alcançando perfis de centro — é visto hoje como a principal ferramenta para aumentar a popularidade do governo.

Fonte: Brasil 247 com informaçlões da CNN Brasil

Embraer negocia com até 10 países venda de cargueiro militar KC-390

“Não posso falar nomes... (mas negociamos) com 5, 10 (países). É bastante”, disse o presidente-executivo da empresa, Francisco Gomes Neto

KC-390, avião para transporte tático/logístico e reabastecimento em voo desenvolvido pela Embraer, na Base Aérea de Brasília (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Reuters - A fabricante brasileira de aeronaves Embraer está em negociações com até 10 países para a venda do cargueiro militar KC-390, afirmou o presidente-executivo da empresa, Francisco Gomes Neto.

O executivo não revelou os países envolvidos nas negociações, mas destacou que o projeto tem avançado de forma positiva. “Não posso falar nomes... (mas negociamos) com 5, 10 (países). É bastante”, disse ele à Reuters às margens do Fórum Empresarial dos BRICS no fim de semana.

Recentemente, a Lituânia anunciou a escolha do KC-390 como sua próxima aeronave de transporte militar, somando-se a países como Portugal, Hungria, Áustria e Coreia do Sul, entre outros.

Neto também afirmou que a Embraer segue com o objetivo de expandir sua presença no mercado de defesa dos EUA, uma vez que a empresa ainda não conseguiu vender o KC-390 para a Força Aérea dos EUA.

“A gente está lá tentando convencer a Força Aérea Americana sobre o KC-390”, afirmou. “Até agora não temos um KC-390 lá. Só levamos para demonstração, mas não vendemos nenhum”.

O executivo também reiterou que a empresa projeta alcançar um faturamento anual de US$10 bilhões até 2030, impulsionado pelas encomendas de cargueiros e jatos comerciais. “A gente fala até 2030, e claro que nosso interesse é puxar para antes”, disse Neto.

Em 2024, a Embraer registrou receita recorde de US$6,4 bilhões, com previsão de atingir entre US$7 bilhões e US$7,5 bilhões em 2025.

As entregas de aeronaves também têm mostrado crescimento significativo. A empresa prevê um aumento de 17% em 2025 em relação a 2024, após registrar incremento de 40% nas entregas no primeiro semestre de 2025 comparado ao mesmo período do ano anterior.

“Esse crescimento grande é porque a gente está nivelando a produção, que antes era concentrada no fim do ano. Estamos distribuindo melhor”, explicou Neto.

Em 2025, a Embraer anunciou importantes vendas, incluindo 45 jatos para uma companhia aérea escandinava e 15 aeronaves para uma empresa japonesa, com potencial de novos pedidos. Outras comercializações incluem negócios com a Airlink, da África do Sul, e SkyWest, dos EUA. “Essas vendas vão mexer com os 10 bilhões previstos lá pra frente”, avaliou o presidente.

O desempenho positivo da empresa tem refletido no mercado financeiro, com as ações superando R$83 na última semana, um recorde histórico.

“A gente vem entregando bons resultados ano a ano. Em 2020, fizemos um plano até 2025, e nosso foco era fazer o básico bem feito. Olhamos custo, venda de avião, redução de estoque, cultura, e a gente vem entregando. O mercado está vendo isso e se sente seguro”, concluiu Neto.

Fonte: Brasil 247 com Reuters

"O maior medo da elite é que o pobre acorde", diz Felipe Neto

Em meio à ofensiva do governo pela taxação das grandes fortunas, YouTuber expõe hipocrisia do discurso contra a polarização

Felipe Neto (Foto: Reprodução/X/@felipeneto)

Em meio ao avanço da pauta pela taxação das grandes fortunas no Brasil, o youtuber Felipe Neto voltou a provocar a elite econômica do país ao comentar o velho discurso de que a polarização seria o principal mal a ser combatido. “O discurso de nós contra eles é ruim pro país”, ironizou Felipe Neto, ao compartilhar a frase frequentemente usada por setores da mídia e do empresariado. Em seguida, rebateu: “Mentira. Esse discurso é ruim pra ELITE. Eu sei, eu estou nela, conheço essa gente toda. O maior medo da elite é que o pobre acorde. Que realmente perceba que a história humana é a história da LUTA DE CLASSES. Esse é o pânico.”

A fala do youtuber viralizou nas redes justamente no momento em que o governo federal coloca no centro do debate a criação de mecanismos para taxar grandes fortunas, heranças bilionárias e movimentações financeiras de super-ricos. A proposta, tratada como uma das principais bandeiras da gestão Lula em 2025, enfrenta resistência no Congresso Nacional, tradicionalmente alinhado aos interesses de bancos e grandes empresários.

Na semana passada, a Câmara dos Deputados impôs um revés ao Planalto ao manter o veto que impede a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em aplicações financeiras de milionários no exterior, uma medida que, na prática, beneficia diretamente as camadas mais ricas da população.

★ "Luta de classes escancarada"

Felipe Neto, que tem se posicionado de forma contundente em temas políticos nos últimos anos, afirmou conhecer de perto o funcionamento da elite brasileira e o verdadeiro motivo do incômodo com a narrativa de "nós contra eles".

“O medo da elite não é a polarização. É que a classe trabalhadora perceba que a desigualdade não é uma fatalidade, é um projeto”, completou ele em outra postagem.

★ Governo endurece discurso

Enquanto isso, o governo Lula tem endurecido o tom ao defender mudanças tributárias que ataquem o coração da concentração de renda no Brasil. Segundo dados recentes do IBGE e do Credit Suisse, o país segue entre as nações mais desiguais do mundo, com cerca de 1% da população concentrando quase 50% da riqueza nacional.

Lula, que já declarou que “não é possível continuar aceitando que bilionários paguem menos impostos do que um trabalhador comum”, pretende enviar ao Congresso um pacote de medidas voltado a tributar grandes fortunas e movimentações financeiras internacionais, além de reformular impostos regressivos que penalizam os mais pobres.

Fonte: Brasil 247

Emendas parlamentares atendem a "interesses particulares" e "objetivos eleitorais", aponta estudo do Ipea

Estudo do Ipea conclui que impacto real das emendas parlamentares na vida da população é incerto e de “qualidade duvidosa”

        Hugo Motta (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que as emendas parlamentares, utilizadas por deputados e senadores para direcionar recursos públicos, não apresentam conexão clara com políticas públicas estruturadas. A principal função desses repasses, segundo o instituto, tem sido garantir apoio eleitoral em determinadas regiões, servindo a interesses individuais dos parlamentares.

Segundo a Folha de S. Paulo, a informação está baseada em um estudo solicitado pelo deputado federal Eduardo Bandeira de Mello (PSB-RJ). A pesquisa surge no contexto de tensão entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), em meio a debates sobre a legalidade e a transparência do chamado "orçamento secreto", mecanismo que ampliou o uso político das emendas a partir dos últimos anos.

De acordo com a análise do Ipea, há “evidência robusta” de que as emendas influenciam diretamente o comportamento eleitoral, beneficiando parlamentares que controlam a liberação de verbas públicas em seus redutos. No entanto, o estudo destaca que essas emendas não estão vinculadas a áreas específicas da política pública, como saúde, educação ou infraestrutura, o que compromete sua efetividade como instrumento de planejamento e desenvolvimento.

“O que se observa é o uso das emendas como uma forma de atender interesses particulares dos parlamentares, com foco no retorno eleitoral”, aponta o estudo. Tal constatação reforça críticas já recorrentes sobre o uso clientelista dos recursos públicos, muitas vezes alocados de maneira discricionária, sem critérios técnicos ou planejamento estratégico.

O debate sobre a função das emendas parlamentares ganhou força desde que o “orçamento secreto” — nome informal dado às emendas de relator (RP9) — veio à tona, revelando a falta de transparência na distribuição de recursos e favorecimento político em detrimento da gestão pública baseada em evidências.

A conclusão do estudo do Ipea pode impulsionar novas discussões sobre a reformulação do sistema orçamentário brasileiro, pressionando por mais controle, transparência e critérios técnicos na destinação de verbas via emendas parlamentares. A expectativa é de que o relatório fortaleça iniciativas que visam coibir o uso eleitoral desses recursos e contribuir para uma melhor governança pública.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Aliado de Nikolas, presidente da Fiemg é detonado após dizer que todo trabalhador com carteira assinada é um “idiota”

Flávio Roscoe atacou trabalhadores e beneficiários do Bolsa Família em entrevista; dados oficiais desmentem empresário e web reage com indignação

       Flávio Roscoe e Nikolas (Foto: Reprodução)

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, gerou indignação nas redes sociais após fazer declarações ofensivas contra trabalhadores e beneficiários de programas sociais durante entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. Roscoe, que é aliado político do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), chamou de “idiota” o trabalhador que possui carteira assinada e associou, de forma preconceituosa e sem embasamento, o Bolsa Família à suposta falta de mão de obra no setor industrial.

Segundo o empresário, há mais vantagens em “ficar desempregado por vinte anos, preso ao Bolsa Família, para aposentar-se aos 45 anos”, do que trabalhar formalmente e contribuir com a Previdência. Ele ainda afirmou: “O idiota é quem trabalha com carteira assinada, porque ganha R$ 2 mil, paga imposto, e ainda vai se aposentar com a regra até os 65 anos.”

As falas, além de provocativas, foram amplamente rebatidas por especialistas e dados oficiais, que desmentem o discurso de Roscoe. Em um ano marcado pela retomada do emprego formal no Brasil, levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra que 98,87% das vagas criadas em 2024 foram preenchidas por pessoas cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico), o banco de dados de beneficiários de programas sociais.

“O Caged mostra, na prática, que as pessoas do Bolsa Família e do Cadastro Único querem trabalhar, estão empregadas, mas buscam empregos decentes”, afirmou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. “Peço que observem essa realidade para evitar qualquer forma de preconceito contra os mais pobres”, acrescentou.

Os números reforçam o papel dos beneficiários de programas sociais na economia formal. Do total de 1,69 milhão de empregos gerados em 2024, 1,27 milhão (75,5%) foram ocupados por beneficiários do Bolsa Família, enquanto outros 395 mil (23,4%) foram preenchidos por cadastrados que, embora inscritos no CadÚnico, não recebem o benefício. Em 2025, essa tendência se mantém: até abril, 75% das vagas foram ocupadas por pessoas de baixa renda beneficiadas por programas sociais.

A fala de Roscoe foi rapidamente associada ao discurso elitista de Nikolas Ferreira, de quem o empresário é aliado estratégico. Os dois frequentemente aparecem juntos em vídeos nas redes sociais, onde compartilham críticas a políticas sociais e discursos contra trabalhadores organizados.

Nas redes, o presidente da Fiemg foi duramente criticado. Internautas apontaram o preconceito contra os mais pobres e a desconexão de Roscoe com a realidade do país.

Veja:


Fonte: Brasil 247


Caças da FAB interceptam três aviões em área restrita durante Cúpula do BRICS

    FAB escoltou aeronaves que entraram sem autorização em zona de exclusão no Rio de Janeiro

            (Foto: Divulgação)

    Durante a realização da Cúpula do BRICS no Rio de Janeiro, a Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou três aeronaves que violaram o espaço aéreo restrito estabelecido em função do evento. A ação foi confirmada neste domingo (6) pelo tenente-coronel Deoclides Fernandes, comandante do Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea (CGNA), em entrevista à CNN Brasil.

    As interceptações ocorreram no sábado (5) e também no domingo (6). Para realizar a operação, a FAB acionou os A-29 Super Tucano, caças em uso desde 2004, que integram o aparato de defesa aérea em grandes eventos. Segundo Fernandes, as aeronaves não autorizadas adentraram áreas de exclusão criadas para proteger a reunião de chefes de Estado.

    “Elas foram orientadas a sair das áreas de exclusão e obedeceram a ordem. Os caças atuaram no sentido de acompanhar essas aeronaves”, explicou. O oficial ressaltou que os voos eram da aviação geral e entraram inadvertidamente na zona proibida. “Talvez por uma inobservância, isso está sendo investigado, e escoltamos no sentido que saíssem das áreas previstas”, acrescentou o comandante do CGNA, de acordo com a reportagem.

    A FAB intensificou o monitoramento do espaço aéreo durante a Cúpula do BRICS, que ocorre neste domingo (6) e segunda-feira (7). A estrutura adotada segue os protocolos implementados na Cúpula do G20, realizada em 2024, incluindo o uso de armamentos reais nas aeronaves mobilizadas.

    Entre os recursos empregados estão caças F-5M equipados com mísseis — uma novidade no atual esquema de proteção. Conforme declarou o tenente-brigadeiro do Ar Alcides Teixeira Barbacovi, comandante de Operações Aeroespaciais, o objetivo é agilizar a resposta a qualquer eventual ameaça. “A medida visa reduzir o tempo de reação em caso de eventual ataque”, justificou.

    Como parte do plano de segurança, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) delimitou zonas de exclusão no entorno do Museu de Arte Moderna (MAM), local das reuniões da cúpula. Essas áreas foram ativadas uma hora antes e permanecerão em vigor até uma hora após os encontros.

    A zona de maior raio abrange 150 km e proíbe voos de instrução, turismo, acrobacias, pulverização agrícola, além da circulação de drones e parapentes. Outras duas zonas de restrição mais próximas ao evento também foram definidas:

  • Raio de 10 km: somente aeronaves da organização ou participantes do evento podem operar;
  • Área de 1.350 x 955 metros: localizada entre o MAM e o Aeroporto do Galeão, será acessada exclusivamente pelo helicóptero de resgate da FAB.
Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Contra privilégios e por justiça tributária, governo Lula recupera popularidade, apontam pesquisas internas

Após embate sobre IOF, avaliação positiva do presidente cresceu fora da margem de erro, segundo trackings acompanhados pelo Planalto

Luiz Inácio Lula da Silva - 02/07/2025 (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Levantamentos internos encomendados pelo Palácio do Planalto apontam uma recuperação significativa da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) junto à população. De acordo com Bela Megale, do jornal O Globo, os chamados trackings — pesquisas diárias e não registradas oficialmente — indicam que a aprovação de Lula aumentou de forma consistente, ultrapassando a margem de erro, enquanto os índices de rejeição sofreram queda expressiva.

A melhora nas medições coincide com a intensificação do discurso do governo federal em torno da justiça tributária e da oposição entre ricos e pobres, especialmente após o Congresso Nacional derrubar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Esse episódio foi interpretado no núcleo palaciano como um marco na comunicação do governo com a sociedade.

Segundo integrantes do governo, o embate impulsionado pelo centrão teria antecipado o clima eleitoral, obrigando Lula e seus ministros a assumirem uma postura mais combativa — o que, na prática, teria facilitado a conexão direta com os anseios populares. Um dos ministros, sob anonimato, resumiu a leitura interna: “O centrão queria usar o IOF e essa disputa para deixar o governo Lula um pato manco até a eleição. O que fizeram, porém, foi nos dar um presente”.

Nos bastidores da Esplanada, a avaliação majoritária é que o governo deve seguir firme na retórica sobre o combate aos privilégios e na defesa de um sistema tributário mais justo, em que os mais ricos contribuam proporcionalmente mais com o financiamento do Estado. A aposta é de que esse enfrentamento direto fortalece o projeto político do presidente ao estabelecer uma linha clara entre os interesses do governo e os de setores privilegiados do Congresso.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

PF avança com depoimentos no inquérito das fake news

Na semana passada, a corporação ouviu um ex-assessor de Jair Bolsonaro

Sede da PF em Brasília (DF) (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Polícia Federal (PF) iniciou, nesta semana, uma nova rodada de depoimentos no inquérito das fake news, que investiga a disseminação de conteúdos falsos na internet e ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a instituições democráticas. A apuração, em andamento desde 2019, é conduzida por determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. As informações são da CNN Brasil.

Na última quinta-feira (3), foi ouvido Tércio Arnaud Thomaz, ex-assessor da Presidência da República durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Tércio é apontado como um dos integrantes do chamado “gabinete do ódio” — nome atribuído a um grupo que teria atuado na produção e disseminação de desinformação, além de ataques a adversários políticos, a partir de uma estrutura instalada dentro do Palácio do Planalto. O grupo seria liderado por Carlos Bolsonaro (PL-RJ), vereador do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente.

No depoimento à PF, Tércio negou que existisse qualquer estrutura dedicada à disseminação de fake news ou à coordenação de ataques durante o governo Bolsonaro. O ex-assessor também afirmou não reconhecer alguns dos nomes citados pelos investigadores como possíveis membros do grupo.

Tércio não será o único a prestar esclarecimentos nesta fase. A PF deverá ouvir ao menos outros dois investigados ainda nesta semana, conforme autorizado por Moraes. A expectativa é que os novos depoimentos contribuam para o encerramento do inquérito.

Em 16 de dezembro de 2023, o ministro Alexandre de Moraes prorrogou a investigação por mais seis meses. Com os novos interrogatórios, a PF espera reunir os elementos finais para esclarecer se a estrutura existiu, como funcionava, quem eram seus integrantes e de onde partia o financiamento.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

domingo, 6 de julho de 2025

Negociações para sistema próprio de pagamento do BRICS avançam

Desafios foram apontados em documento final de encontro de finanças
Dilma Rousseff, Fernando Haddad e Gabriel Galípolo (Foto: LUCAS LANDAU/MF)

Agência Brasil - As negociações para um sistema próprio de pagamento entre os países do BRICS, que dispensa a conversão para o dólar, teve avanços, mencionou o comunicado final dos ministros de Finanças e presidentes dos Bancos Centrais do grupo. Segundo o documento, houve progresso na identificação de possíveis caminhos para a “interoperabilidade” dos sistemas de pagamentos de países membros.

De acordo com o documento, os países avançaram em reconhecer formas de estimular as transações em moedas locais dos membros do BRICS e de reduzir custos nas operações. O texto, no entanto, não detalha os progressos alcançados. Isso porque as negociações continuarão no segundo semestre, antes que a Índia assuma o comando do BRICS, em 1º de janeiro de 2026.

“Seguindo a instrução de nossos líderes na Declaração de Kazan [na Rússia] para continuar a discussão sobre a Iniciativa de Pagamentos Transfronteiriços do BRICS, reconhecemos o progresso alcançado pela Força-Tarefa de Pagamentos do BRICSna identificação de possíveis caminhos para apoiar a continuação das discussões sobre um maior potencial de interoperabilidade dos sistemas de pagamentos do BRICS”, destacou o comunicado no 13º parágrafo.

Embora não detalhe os avanços no sistema de pagamentos em moedas locais, o documento cita esforços como o relatório “Sistema de Pagamentos Transfronteiriços do BRICS”, elaborado pelo Banco Central do Brasil. O documento lista as preferências dos países do bloco para facilitar “pagamentos transfronteiriços rápidos, de baixo custo, mais acessíveis, eficientes, transparentes e seguros”.

Segundo o comunicado, um sistema alternativo de pagamentos entre os países do BRICS pode “sustentar maiores fluxos de comércio e investimento”.

☆ Acordo de Reservas

Os ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais do BRICS anunciaram a revisão do Acordo de Reservas Contingentes (ARC) para incluir novas moedas. Esse é um mecanismo de ajuda financeira mútua criado em 2014 em caso de dificuldades no balanço de pagamentos (contas externas e investimentos estrangeiros).

Após a revisão do acordo, as novas regras serão discutidas internamente pelos países do BRICS. Além disso, uma reunião no segundo semestre, ainda sem data definida, discutirá a adesão dos novos membros do BRICS ao ACR.

“Aguardamos ansiosamente essas alterações como base para discussões que visam aumentar a flexibilidade e a eficácia do mecanismo do ACR, notadamente por meio da incorporação de moedas de pagamento elegíveis e da melhoria da gestão de riscos”, destacou o comunicado.

☆ Transição ecológica

Em relação à transformação ecológica, o comunicado final informou que os países do BRICS começaram a discutir uma linha de garantia multilateral. Ativos usados para cobrir eventuais inadimplências, as garantias reduzem o risco das operações e melhoram a qualidade de crédito dos países do Sul Global.

A futura linha de garantia será desenvolvida pelo Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco dos BRICS, sem a necessidade de os países aportarem capitais adicionais à instituição financeira. Uma iniciativa piloto será elaborada em 2025 para relatar o progresso na Reunião de Cúpula do BRICS de 2026, na Índia.

Sobre a agenda climática, o comunicado final destacou que os países do BRICS acreditam que um financiamento “previsível, equitativo, acessível e economicamente viável é indispensável para transições justas” e, com ajuda do capital privado, será possível enfrentar o aquecimento global.

“Apelamos às instituições financeiras internacionais para que ampliem o apoio à adaptação [climática] e ajudem a criar um ambiente propício que incentive uma maior participação do setor privado nos esforços de mitigação [do aquecimento global]”, afirmaram os ministros de finanças e presidentes de Bancos Centrais do BRICS.

☆ Transações

O BRICS é um bloco que reúne representantes de 11 países membros permanentes: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. Também participam os países parceiros: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Tailândia, Cuba, Uganda, Malásia, Nigéria, Vietnã e Uzbequistão.

Sob a presidência do Brasil, a 17ª Reunião de Cúpula do BRICS ocorre no Rio de Janeiro nos dias 6 e 7 de julho.

Os 11 países representam 39% da economia mundial, 48,5% da população do planeta e 23% do comércio global. Em 2024, países do BRICS receberam 36% de tudo que foi exportado pelo Brasil, enquanto compramos desses países 34% do total do que importamos.

Fonte: Brasil 247 com Agência Brasil