quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Flávio Bolsonaro fala em "equívoco" por uso de verba do Senado em viagem de pré-campanha

Parlamentar pediu reembolso de R$ 13,6 mil por viagem a evento com empresários em São Paulo

Flávio Bolsonaro (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse ter cometido um "equívoco" ao usar recursos da cota parlamentar para custear uma viagem a São Paulo durante uma viagem de sua pré-campanha presidencial. Em nota, o parlamentar disse que sua equipe cometeu “um erro” e que já providenciou a devolução do valor de R$ 13,6 mil ao Legislativo. "O senador Flávio Bolsonaro informa que a assessoria cometeu um equívoco ao pedir o ressarcimento da viagem. Esse erro já foi corrigido e o Senado será reembolsado pelo parlamentar", diz o comunicado, segundo o jornal O Globo.

☉ Viagem custeada com recursos públicos

A viagem questionada ocorreu entre os dias 11 e 12 de dezembro de 2024, quando Flávio participou de um almoço com empresários do mercado financeiro paulista. O encontro aconteceu uma semana após o senador anunciar sua pré-candidatura à Presidência da República, em movimento visando uma aproximação com o setor econômico.

Segundo dados disponibilizados no Portal da Transparência do Senado, o parlamentar solicitou reembolso de passagens aéreas entre Brasília e o Aeroporto de Congonhas para ele e o assessor Fernando Nascimento Pessoa. Os registros mostram que Flávio inicialmente comprou dois bilhetes de ida e volta, com previsão de retorno à capital federal na noite do dia 12 de dezembro. Posteriormente, o senador adquiriu novos tíquetes para antecipar a volta para a tarde do mesmo dia, elevando o valor total dos gastos.

☉ Uso indevido da cota parlamentar

A legislação que regulamenta a cota parlamentar estabelece que os recursos devem ser utilizados exclusivamente para atividades relacionadas ao exercício do mandato legislativo. O uso dessas verbas em eventos de natureza eleitoral configura desvio de finalidade dos valores públicos.

O principal compromisso da agenda foi um almoço realizado na sede do Banco UBS, em São Paulo. O evento reuniu importantes nomes do empresariado brasileiro, como Flávio Rocha, proprietário da rede de vestuário Riachuelo, e Richard Gerdau, executivo do grupo siderúrgico que leva o sobrenome da família.

Também esteve presente Gustavo Montezano, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de outros empresários ligados ao mercado financeiro. O encontro representou uma tentativa de Flávio de estabelecer diálogo com representantes da Faria Lima, tradicional centro financeiro do país.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Quem é o presidente bolsonarista do CFM intimado por Moraes a depor na PF


              José Hiran, presidente do CFM. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O bolsonarista presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, deve ser ouvido pela Polícia Federal após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O depoimento está relacionado à abertura de sindicância no CFM para apurar suposta falha de assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O procedimento foi posteriormente anulado por Moraes.

José Hiran da Silva Gallo é médico ginecologista e obstetra. Ele se formou pela Universidade do Estado do Pará (UFPA) e tem longa atuação em entidades médicas. Foi vice-presidente do Conselho Regional de Medicina de Rondônia e ocupou cargos na direção do CFM em diferentes períodos.

Gallo preside o CFM desde 2022. Assumiu inicialmente após eleição suplementar e, em 2024, foi reeleito para mandato que se estende até 2029. Sob sua gestão, o conselho publicou normas e posicionamentos em temas ligados à pandemia, aborto legal e prática médica.

Durante a pandemia de covid-19, Gallo adotou posições contrárias ao uso de máscaras. Em 2023, o CFM enviou ofício à Anvisa afirmando que o uso do equipamento poderia representar “sinalização de virtude” e “ideologia”. O posicionamento gerou reação de entidades científicas.

Jair Bolsonaro e o presidente do Conselho Federal de Medicina, José Hiran da Silva Gallo. Foto: Divulgação/CFM
No tema do aborto legal, o CFM, sob sua presidência, editou norma que restringia procedimentos em casos de interrupção de gravidez após 22 semanas. A regra foi suspensa por decisão do ministro Alexandre de Moraes. Em audiência no STF, Gallo também declarou que “a autonomia da mulher” sobre o próprio corpo tinha “limite” e afirmou que o método de assistolia fetal seria “uma crueldade”.

Em artigo publicado em 2018, ele escreveu que “a esperança venceu o medo” ao se referir ao resultado eleitoral. Na pandemia, defendeu Bolsonaro afirmando que o presidente não deveria ser responsabilizado pela crise e declarou: “Se ele cometeu deslizes na comunicação dessa crise, por outro lado, não se pode ignorar que seu Governo se desdobrou para aumentar a oferta de leitos de internação e de UTI”.

Fonte: DCM

Vazamento de inquérito contra Lulinha foi motivado por racha na PF, segundo o Planalto


             Sede da PF. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil



A cúpula do governo Lula (PT) avalia que a investigação da Polícia Federal envolvendo menções ao nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no caso de desvios de aposentadorias do INSS, expõe uma disputa de poder dentro da corporação. Ministros do Planalto descrevem o cenário como uma “guerra interna”, com grupos conflagrados e interesses conflitantes que, segundo eles, ajudariam a explicar os vazamentos recentes.

A percepção, segundo o Estadão, é de que a PF se tornou mais um ponto de tensão institucional a ser administrado pelo governo.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e que já representou o filho do presidente, afirmou que acionará o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para que seja aberta investigação formal sobre o que chamou de “vazamentos seletivos”.

Segundo ele, a exposição das citações ao nome de Fábio Luís ocorreu sem apresentação de provas concretas e repete métodos que, na sua avaliação, lembram episódios da Operação Lava Jato. “Vou solicitar à Polícia Federal uma apuração rigorosa desses vazamentos seletivos”, disse.

“O grave não são as acusações porque elas não estão calçadas em provas e o Fábio não é alvo de qualquer procedimento de investigação. O grave são os vazamentos com métodos que reproduzem o que houve de pior na Lava Jato”.

Fábio Luis, o Lulinha. Foto: Greg Salibian/Folhapress

A revelação de que o nome de Lulinha aparece em conversas interceptadas ocorreu após a PF informar ao ministro André Mendonça, do STF, que encontrou menções ao filho do presidente durante a apuração sobre possíveis vínculos com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como líder do esquema de fraudes.

A defesa de Fábio Luís nega qualquer relação. A corporação frisou, na própria representação ao Supremo, que as referências aparecem em falas de terceiros e que não há indícios de participação direta do filho do presidente no esquema.

O tema reacendeu o debate no Congresso. Parlamentares da oposição voltaram a defender que Lulinha seja convocado para depor na CPI do INSS, retomada prevista para fevereiro, após o recesso legislativo. Nos bastidores, opositores avaliam que a simples menção ao nome do filho do presidente cria um ambiente político favorável à pressão por novos depoimentos, ainda que a PF não o trate como investigado.

Lula já havia se pronunciado sobre o tema em dezembro, durante café da manhã com jornalistas. Questionado sobre a operação deflagrada naquele dia, afirmou que não fará qualquer interferência na apuração. “Se tiver filho meu metido nisso, será investigado”, declarou.

“É importante que haja seriedade para que a gente possa investigar todas as pessoas envolvidas. Ninguém ficará livre”, emendou o presidente.

Fonte: DCM com informações do Estadão

Dosimetria: Aliados afirmam que Motta e Alcolumbre têm votos para derrubar veto de Lula

Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, e Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados. Foto: Reprodução

Aliados dos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), afirmam que os dois avaliam já ter votos suficientes no Congresso para derrubar um eventual veto do presidente Lula (PT) ao projeto da dosimetria, aprovado no fim de 2025. Segundo interlocutores, a articulação está em andamento entre as cúpulas das duas Casas. Com informações do Globo.

A expectativa é que Lula anuncie o veto nesta quinta-feira (8), durante a cerimônia em referência aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A avaliação interna é que o simbolismo da data reforça o caráter político da decisão e dialoga diretamente com o recado institucional que o governo deseja enviar após os julgamentos do STF, que resultaram na prisão de Bolsonaro e outros envolvidos na tentativa de golpe de Estado.

Motta e Alcolumbre não participarão do ato, o que é interpretado como movimento de cautela. Parlamentares avaliam que o tema contaminou o ambiente político do 8 de janeiro e reforçou o desgaste entre Executivo e Legislativo.

O presidente Lula (PT). Foto: Reprodução

Ciro Nogueira diz que veto seria “desrespeito ao Legislativo”

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), aliado de Motta, afirmou que o Congresso tem votos suficientes para derrubar o veto e que a iniciativa de Lula seria “um desrespeito ao Legislativo”.

Segundo ele, não faria sentido os presidentes da Câmara e do Senado participarem de um evento que pode sacramentar um veto rejeitado pela maioria do Parlamento.

O projeto foi aprovado por 291 a 148 na Câmara e por 48 a 25 no Senado. Para derrubar o veto presidencial, são necessários 257 deputados e 41 senadores.

Motta e Alcolumbre, que já vinham se afastando de atos relacionados ao 8 de janeiro, mantêm posição discreta e evitam confronto público direto com o governo.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

Ostentação: Neymar exibe R$ 300 milhões em avião, helicóptero e batmóvel


                  Neymar com seu avião, batmóvel e helicóptero. Foto: reprodução

A garagem de Neymar ganhou novos itens milionários. Além de uma Ferrari Purosangue de R$ 7,5 milhões, o craque ostentou nas redes sociais um Batmóvel, réplica do carro do Batman. O veículo, construído pelo designer Adhemar Cabral, tem mais de 500 cavalos de potência e custou mais de R$ 8 milhões.

O acervo do atacante vai além dos automóveis. Seu transporte aéreo inclui um jato Dassault Falcon 900LX, avaliado em cerca de R$ 250 milhões, e um helicóptero Airbus H145, na casa dos R$ 52 milhões. O helicóptero, todo preto e com símbolos do Batman, foi visto em março de 2025 estacionado num casarão em Araçoiaba da Serra (SP).

O jato é todo preto e decorado com as iniciais do jogador. Já o helicóptero tem nove assentos e foi utilizado por Neymar em idas ao centro de treinamento do Santos, além de ter sido associado a um evento que rendeu crise em seu casamento.

Fonte: DCM

Malafaia diz a Moraes quando responderá à denúncia da PGR


                    O pastor bolsonarista Silas Malafaia. Foto: Bruno Santos/Folhapress

A defesa de Silas Malafaia informou ao Supremo Tribunal Federal que só pretende responder à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República após o término do recesso do Judiciário. A manifestação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes no processo em que Malafaia é acusado pelos crimes de calúnia e injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva.

Segundo os advogados, a intimação foi recebida em 23 de dezembro, mas a resposta será apresentada apenas após 20 de janeiro. A defesa afirmou que trabalha com o prazo até o dia 29 de janeiro para protocolar a manifestação. Os representantes alegam que o caso não se enquadra nas hipóteses que exigem atuação durante o recesso.

No documento enviado ao STF, a defesa escreveu: “A defesa técnica respeitará o período do recesso forense, praticado entre os dias 20/12/2025 e 20/01/2026, por entender que o caso em tela não se adequa a nenhum dos incisos do art. 798-A do Código de Processo Penal.”

A denúncia foi apresentada pela PGR em 18 de dezembro, após representação do general Tomás Paiva. O procurador-geral Paulo Gonet afirma que Malafaia ofendeu a dignidade e o decoro do então comandante do Exército durante manifestação realizada na Avenida Paulista em 6 de abril de 2025.


Na ocasião, o pastor atacou generais do Exército com declarações públicas durante o ato. Malafaia afirmou: “Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes.” O discurso também foi compartilhado nas redes sociais.

Segundo a PGR, houve propósito de constranger e ofender publicamente oficiais-generais, incluindo o comandante do Exército, Tomás Paiva. A denúncia tramita no STF sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que estabeleceu prazo para manifestação da defesa, agora condicionada ao fim do recesso forense.

Fonte: DCM

Maduro e mulher foram feridos durante sequestro pelos EUA, diz ministro

Diosdado Cabello afirma que Maduro foi ferido na perna e Cilia Flores sofreu uma pancada na cabeça

Nicolás Maduro cercado por agentes dos Estados Unidos (Foto: Reuters/Eduardo Munoz)

O ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, afirmou que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, ficaram feridos durante a agressão militar conduzida pelos Estados Unidos na madrugada de 3 de janeiro, cujo objetivo foi sequestra-los. A ação provocou um elevado número de vítimas e aprofundou o clima de instabilidade política e social no país.

As declarações foram feitas por Cabello em seu programa semanal de televisão. De acordo com o ministro, os ferimentos ocorreram no momento da incursão militar. “Naquele momento, Cilia foi ferida na cabeça e sofreu uma pancada no corpo, [e] o irmão Nicolás foi ferido em uma perna. Felizmente, eles estão se recuperando, mas as consequências do ataque traiçoeiro permanecem: 100 pessoas”, disse, ao mencionar o número de mortos associados à ação.

O episódio, segundo Cabello, marcou uma escalada inédita na pressão externa sobre a Venezuela. Após o sequestro de Maduro, autoridades dos Estados Unidos teriam comunicado ao ministro que ele próprio poderia se tornar alvo de Washington caso não colaborasse com a presidente interina Delcy Rodríguez e não contribuísse para a manutenção da ordem interna.

Figura central do chavismo e responsável pelo comando das forças de segurança, Cabello é citado por autoridades americanas como alguém capaz de influenciar decisivamente a interferência norte-americana no país. Mesmo enfrentando acusações na Justiça dos Estados Unidos por conspiração ligada ao narcoterrorismo, ele segue como um dos principais quadros ainda associados a Maduro. No contexto da transição, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria optado por manter canais de interlocução visando evitar um colapso imediato da ordem institucional.

Fonte: Brasil 247

Neste 8 de janeiro, Governo Lula e movimentos populares mobilizam o país em defesa da democracia

Três anos após a intentona golpista, manifestações e eventos institucionais reforçam compromisso democrático do povo brasileiro

Atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023 (Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF)

O Brasil marca nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, três anos da intentona golpista, com uma ampla mobilização nacional em defesa da democracia. Movimentos populares, partidos políticos, centrais sindicais e instituições públicas promovem atos, debates e atividades culturais em diversas capitais e cidades do interior, transformando a data em um marco de reafirmação do Estado Democrático de Direito.

A data remete à invasão ocorrida em Brasília em 8 de janeiro de 2023, quando grupos golpistas depredaram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, em um ataque direto às instituições da República.

Na capital federal, o eixo central das atividades ocorre em torno da Praça dos Três Poderes e do Palácio do Planalto. O evento oficial está programado para o Salão Nobre do Planalto, a partir das 10h, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também deve circular pela área externa, conforme confirmação do próprio Palácio do Planalto.

O presidente deve anunciar sua decisão sobre o Projeto de Lei da Dosimetria, que trata da redução de penas aplicadas a condenados pela tentativa de golpe, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro e militares de alta patente. A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, cabendo agora ao chefe do Executivo sancioná-la ou vetá-la.

Além dos atos de rua, o Supremo Tribunal Federal promove, em sua sede, o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debates voltada à reflexão sobre os impactos institucionais e políticos dos ataques de 2023.

As manifestações se espalham por todas as regiões do país. Em São Paulo, o ato ocorre no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo de São Francisco. No Rio de Janeiro, a mobilização acontece na Cinelândia. Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Recife, Fortaleza, Natal, João Pessoa, São Luís, Belém, Porto Velho e Boa Vista estão entre as capitais com atividades confirmadas, além de cidades do interior como Campina Grande, Juazeiro do Norte, Mossoró, Araraquara, Bauru, Ribeirão Preto e Ubatuba.

A convocação nacional tem como lema “Brasil nas ruas pela democracia” e busca manter viva a memória dos ataques, reforçar a responsabilização dos envolvidos e reafirmar o compromisso da sociedade com a ordem constitucional. Três anos após o episódio que chocou o país e teve repercussão internacional, o 8 de janeiro se consolida como uma data de mobilização política e institucional, marcada pela defesa das liberdades democráticas e pela rejeição a qualquer tentativa de ruptura do regime democrático no Brasil.

Fonte: Brasil 247

Justiça derruba postagem de Paulo Bilynskyj com fake news contra o PT

Decisão determina exclusão de vídeo publicado por Paulo Bilynskyj no Instagram e aponta imputação criminosa sem provas

Delegado Paulo Bilynskyj (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

A Justiça do Distrito Federal determinou, em decisão liminar, a retirada de um conteúdo publicado nas redes sociais pelo deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) que associa o PT ao narcotráfico. A medida foi adotada pela 2ª Vara Cível de Brasília após ação movida pela legenda, que apontou danos à sua honra e à sua imagem institucional.

A decisão foi proferida pelo juiz Carlos Eduardo Batista dos Santos, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). O magistrado concluiu que o conteúdo divulgado extrapola os limites da crítica política legítima ao imputar crimes graves sem qualquer comprovação.

Segundo o processo, o vídeo foi publicado no perfil oficial de Paulo Bilynskyj no Instagram e alcançou ampla repercussão, com elevado número de visualizações e interações. O PT sustentou que o parlamentar utilizou sua visibilidade pública para difundir acusações falsas, vinculando o partido a organizações criminosas, o que teria causado prejuízo direto à sua reputação perante a opinião pública.

Ao analisar o pedido de tutela de urgência, o juiz ressaltou que a liberdade de expressão é um direito constitucional, mas não absoluto. De acordo com a decisão, quando manifestações ultrapassam o campo da opinião e passam a imputar ilícitos penais sem lastro probatório, ocorre violação aos direitos de personalidade, como a honra e a imagem.

Na decisão, o magistrado reproduziu literalmente o conteúdo divulgado pelo deputado. No vídeo, Paulo Bilynskyj afirma: “O Maduro foi preso por liderar um cartel de narcotráfico e quem que ele financia? O narcotráfico da América Latina financia a esquerda da América Latina, incluindo o PT e o Lula. Então é óbvio que agora que o Maduro ‘tá em cana’, deve ‘caguetar’ a participação do PT no narcotráfico do Brasil e do mundo". A legenda da publicação reforçava a acusação ao dizer: “O narcotráfico da América Latina financia o PT, Lula tem que ser preso!”.

Para o juiz, esse tipo de afirmação, desacompanhada de provas, ultrapassa o debate político aceitável. Na avaliação do magistrado, a permanência do vídeo no ambiente digital representaria risco concreto de dano irreparável ou de difícil reparação, diante da rápida disseminação de informações nas redes sociais.

Com base nesse entendimento, a Justiça determinou a exclusão imediata do vídeo publicado em 3 de janeiro de 2026, com ordem encaminhada diretamente à plataforma responsável pelo Instagram.

Fonte: Brasil 247

Moraes manda interrogar presidente do CFM após anular sindicância do caso Bolsonaro

José Hiran da Silva Gallo, presidente do CFM. Foto: Divulgação/CFM

O ministro Alexandre de Moraes determinou que o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) seja interrogado pela Polícia Federal no prazo de dez dias. Na mesma decisão, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a sindicância aberta pelo CFM sobre a assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal.

Moraes afirmou que o CFM não tem competência para instaurar sindicância sobre a atuação da Polícia Federal e classificou a medida como ilegal. O ministro destacou que haverá oitiva formal do dirigente do conselho, conduzida pela PF, para esclarecer as razões da abertura do procedimento e as circunstâncias das acusações feitas pela entidade.

Na decisão, Moraes citou relatório médico produzido pela própria Polícia Federal sobre o atendimento a Bolsonaro. Segundo o documento mencionado, não foi identificada omissão no atendimento ao ex-presidente e os exames realizados no hospital DF Star não indicaram sequelas relacionadas ao episódio da queda.

Além do interrogatório do presidente do CFM, Moraes determinou que o hospital DF Star envie, em até 24 horas, todos os laudos e exames médicos realizados em Bolsonaro. O CFM havia informado que solicitou ao CRM-DF a abertura de sindicância para apurar o atendimento após a queda do ex-presidente na sede da PF em Brasília, o que agora está suspenso por decisão do STF.


Nesta semana, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi levado ao Hospital DF Star, em Brasília, para realização de exames neurológicos após uma queda na cela em que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal. Ele passou por tomografia computadorizada, ressonância magnética e eletroencefalograma a pedido de sua defesa e com autorização do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal.

Os exames identificaram “leve densificação de partes moles” na região frontal e temporal da cabeça, sem fraturas ou necessidade de intervenção cirúrgica especializada, segundo boletim médico divulgado pela unidade de saúde.

O episódio aconteceu dias depois de Bolsonaro ter retornado à prisão após alta hospitalar no início de janeiro, quando deixou o DF Star após uma série de procedimentos médicos e voltou à custódia da PF. Na nova internação desta semana, a transferência para o hospital ocorreu sob escolta da Polícia Federal e, após os exames, ele foi levado de volta à Superintendência da PF, onde permanece sob custódia.

Fonte: DCM

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Moraes anula ato do CFM e chama sindicância sobre Bolsonaro de “total ignorância”

 


O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes anulou a sindicância aberta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) relacionada à assistência prestada a Jair Bolsonaro. Na decisão, o ministro afirmou que houve “total ignorância” do órgão em relação às determinações judiciais já existentes sobre o caso. A sindicância tratava do atendimento médico ao ex-presidente após episódio recente.

Moraes destacou que medidas envolvendo Bolsonaro estão sob competência do STF no âmbito de investigações em curso. Segundo o ministro, ao abrir a apuração, o CFM teria desconsiderado decisões anteriores do Supremo. Ele citou o risco de interferência em investigações conduzidas pela Polícia Federal.

A decisão afirma que a atuação do conselho poderia alcançar informações cobertas por sigilo judicial. Moraes escreveu que a abertura da sindicância poderia comprometer diligências em andamento e atingir profissionais de saúde envolvidos no atendimento. Por isso, determinou a anulação do procedimento.

O ministro também fez críticas diretas ao conteúdo do ato do CFM. Para Moraes, a iniciativa do conselho foi tomada sem observância das decisões do STF e sem consulta prévia à Corte. Ele usou a expressão “total ignorância” ao se referir ao documento elaborado pelo conselho.

A sindicância havia sido anunciada para apurar condutas médicas relacionadas à assistência recebida por Bolsonaro após sua queda. O procedimento poderia atingir médicos que participaram do atendimento. Com a decisão do STF, essas apurações ficam suspensas.



Moraes reforçou que qualquer medida relacionada ao estado de saúde de Bolsonaro em contexto de investigação judicial deve ser submetida ao Supremo. O ministro afirmou que cabe à Corte definir limites de acesso a prontuários, laudos e demais dados médicos.

O CFM havia informado a abertura da sindicância como procedimento interno. Após a decisão de Moraes, o conselho deve ser comunicado formalmente para encerrar o processo instaurado. Não há, até o momento, decisão sobre eventual recurso do órgão.

Fonte: DCM

Senado pagou viagem de Flávio Bolsonaro a evento de pré-campanha em SP

Deslocamento custeado com verba pública ocorreu durante agenda ligada à pré-campanha do senador na capital paulista

Senado pagou viagem de Flávio Bolsonaro a evento de pré-campanha em SP (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O Senado Federal custeou a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a São Paulo para participação em um evento com empresários, realizado em meio ao anúncio de sua pré-candidatura. O parlamentar esteve na capital paulista para um almoço promovido no banco de investimentos suíço UBS, em uma iniciativa voltada à aproximação do senador com representantes do mercado financeiro da região da Faria Lima.

A informação foi revelada pelo UOL, que teve acesso aos registros oficiais de passagens emitidas pelo Senado. De acordo com os dados, Flávio Bolsonaro adquiriu duas passagens aéreas de ida e volta — uma para ele e outra para um assessor. Posteriormente, no entanto, foram emitidos mais dois bilhetes para o retorno a Brasília no mesmo dia 12, em horário diferente do inicialmente previsto.

O encontro em São Paulo foi organizado por Filipe Sabará, ex-secretário de Desenvolvimento Social da gestão municipal paulistana. O objetivo do evento foi criar um canal de diálogo entre o senador e empresários ligados ao principal centro financeiro do país.

Poucos dias antes da viagem, em 5 de dezembro, Flávio Bolsonaro havia tornado pública sua pré-candidatura. No anúncio, o senador afirmou: "É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação".

Procurados, tanto o Senado Federal quanto Flávio Bolsonaro não se manifestaram até a publicação da reportagem. Segundo o veículo, em caso de posicionamento posterior, o conteúdo será atualizado.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Bolsonarista, CFM abre investigação sobre atendimento de Jair após a queda


O ex-presidente Jair Bolsonaro no hospital DF Star, em Brasília. Foto: Reprodução

O Conselho Federal de Medicina determinou a abertura de sindicância para apurar o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro após a queda sofrida por ele em sua cela, em Brasília. O órgão informou ter recebido denúncias formais sobre a assistência oferecida e decidiu encaminhar o caso ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal para a condução do procedimento.

Em nota, o CFM declarou que as denúncias relatam preocupação quanto à garantia de assistência adequada. O órgão afirmou que as manifestações incluem relatos divulgados publicamente e comunicações internas. A sindicância tem o objetivo de reunir informações, documentos e depoimentos sobre as circunstâncias do atendimento.

O Conselho também ressaltou que a saúde do ex-presidente exige monitoramento contínuo. Segundo o órgão, situações clínicas que envolvem múltiplas especialidades requerem vigilância, inclusive em eventuais cenários de urgência e emergência. O ex-presidente passou por avaliação médica após o episódio.

José Hiran da Silva Gallo. Foto: Divulgação/CFM
O atual presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, é apontado como apoiador de Bolsonaro desde 2018, quando publicou artigo defendendo sua eleição. Durante a pandemia de covid-19, ele promoveu posicionamentos alinhados ao então presidente. Em entrevistas, Gallo criticou medidas de enfrentamento adotadas por governos estaduais.

Após a queda, Bolsonaro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes a realizar exames médicos fora da carceragem. Ele realizou tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma no hospital DF Star, em Brasília. A defesa relatou tontura, sonolência e trauma leve na cabeça.

O CFM informou que acompanhará o processo no âmbito ético-profissional. O resultado da sindicância depende da análise do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, responsável por reunir os elementos do caso. O procedimento pode resultar em arquivamento ou abertura de processo ético, conforme os achados.

Fonte: DCM

VÍDEO – Médico detalha estado de saúde de Bolsonaro após exames


O ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado de policial durante ida ao hospital DF Star nesta quarta (7). Foto: Luis Nova/Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro caiu ao caminhar e não sofreu apenas uma queda da cama, segundo o médico cardiologista Brasil Caiado. Ele retornou à Superintendência da Polícia Federal em Brasília após realizar exames no hospital DF Star nesta quarta (7).

“Não foi apenas uma queda da cama. Como ele estava sozinho e não presenciamos a queda, tentando reconstituir a cena com ele, foi que eu deduzi que houve este levantamento, ele caminhou e na queda bateu a cabeça e o pé em um objeto dentro do quarto. Por que é diferente? Uma simples queda da cama é uma coisa. Você se levantar, caminhar e cair é outra coisa”, explicou.

O profissional disse que o ex-presidente tem apresentado quadros de “tontura, desequilíbrio e oscilação da memória” nos últimos dias. “Penso, neste momento, que temos que fazer um acompanhamento juntos, compartilhado”, prosseguiu.

De acordo com o cardiologista, os exames realizados apontaram lesões compatíveis com traumatismo craniano leve. “Em relação aos exames feitos hoje, observamos uma lesão em partes moles da região temporal direita e da região frontal direita, caracterizando um traumatismo craniano leve”, disse.


Na véspera, o médico Claudio Birolini já havia relatado um “traumatismo cranioencefálico leve”.

A ida de Bolsonaro ao hospital foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um relatório da Polícia Federal enviado à Corte havia indicado que o ex-presidente estava orientado e sem sinais de déficit neurológico após a queda ocorrida na unidade prisional.

Segundo os médicos, as quedas são motivo de preocupação em razão da idade de Bolsonaro, que tem 70 anos. “Alertamos quanto a esse risco de queda”, afirmou Birolini.

A Polícia Federal informou que Bolsonaro não acionou o protocolo de emergência após bater a cabeça durante a madrugada. A lesão só foi identificada horas depois, durante a checagem de rotina feita por policiais penais, quando foi notado um arranhão na testa. Mesmo dispensando atendimento, a equipe médica da PF foi acionada por procedimento padrão e recomendou apenas observação.

Fonte: DCM

PF diz ao STF que barulho na prisão de Bolsonaro não pode ser resolvido pontualmente

A defesa do ex-mandatário reclamou do ruído no sistema de ar-condicionado onde ele está preso

O senador Flávio Bolsonaro observa o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Aeroporto Internacional de Brasília - 25/11/2024 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

A Polícia Federal (PF) prestou esclarecimentos nesta quarta-feira (7) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para informar que não é possível "reduzir significativamente", com "medidas simples ou pontuais" o ruído no sistema de ar-condicionado do local em que Jair Bolsonaro (PL) está preso por tentativa de golpe.

O magistrado havia fixado, na última segunda (5), um prazo de cinco dias para que a corporação apresentasse um relatório sobre a situação. O relato foi publicado no Portal G1.

O STF condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista. Em pedido apresentado ao STF, a defesa do ex-mandatário disse que, por conta dos ruídos, o local da prisão "não assegura condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde".

O delegado federal Maurício Rocha da Silva assinou o pedido encaminhado ao STF. O investigador afirmou que a sala de Estado-Maior – onde está o político do PL – fica perto de áreas técnicas usadas para a instalação e para o funcionamento do sistema de climatização do edifício.

"Eventual intervenção efetiva demandaria ações complexas de infraestrutura e, sobretudo, a paralisação total do sistema de climatização por período prolongado, o que ocasionaria prejuízo à continuidade dos trabalhos ordinários desta Superintendência Regional", afirmou a PF.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Regional de Saúde inicia campanha para prevenir diarreia aguda no verão


     Higiene das mãos é indispensável para evitar a diarreia aguda no verão (Foto: Divulgação)

A 16ª Regional de Saúde de Apucarana iniciou hoje (7) uma campanha de orientação e prevenção em relação aos casos de doença diarreica aguda, que apresenta um número maior de casos no verão. O diretor da RS, Paulo Vital, informa que estão sendo entregues folders com orientações pontuais às secretarias de saúde dos 17 municípios da região.

“O foco da Secretaria de Estado da Saúde é levar informações precisas para orientação e prevenção de casos de diarreia aguda, que são mais comuns no verão. E, ao mesmo tempo, como deve ser o tratamento, principalmente, dos casos mais graves”, explica Vital.

A diarreia é a diminuição da consistência das fezes e aumento do número de evacuações. Pode ter muco e sangue nas fezes, acompanhado de náusea, vômito, febre e dor abdominal. A principal via de transmissão é a fecal-oral, ou seja, os microrganismos das fezes vão para a boca. Acontece quando as mãos não são higienizadas após evacuação e contaminam alimentos, objetos e outras pessoas.

Cacilda Maria do Prado, chefe da Seção de Vigilância Epidemiológica da 16ª Regional de Saúde, informa que a contaminação também pode ser transmitida quando uma pessoa que está com diarreia e prepara os alimentos sem os devidos cuidados com a higiene das mãos e dos alimentos, ou ainda, usando água não potável (imprópria para consumo humano).

“Caso tenha diarreia, vômito, náuseas, dor abdominal, febre, a pessoa deve procurar uma Unidade de Saúde. Também é preciso ficar atento aos sinais ou sintomas mais graves, tais como pele e boca secas, muita sede ou se não consegue beber líquidos e apresentar mal-estar intenso. A atenção deve ser mais rigorosa com as crianças, idosos, gestantes e imunocomprometidos”, alerta Cacilda.

COMO SE PREVENIR

Para evitar a diarreia aguda é indispensável lavar frequentemente as mãos com água e sabão e manter limpos
objetos de uso pessoal. Certifique-se também de lavar as mãos das crianças e idosos sempre antes das refeições e após usar o banheiro.

• Mantenha cuidado no preparo de alimentos e higienize os alimentos crus.

• Evite a contaminação cruzada, que ocorre quando microrganismos são transferidos para o alimento por meio das mãos ou superfícies contaminadas ou ainda, de um alimento cru para outro pronto para consumo (cozidos, por exemplo).

• Use apenas água potável ou tratada para consumo e na preparação de refeições.

• Evite contato com outras pessoas, caso apresente sintomas de diarreia. Fique em casa, faça repouso e siga as orientações do profissional de saúde.

Fonte: Assessoria