terça-feira, 6 de janeiro de 2026

STF terá programação especial para lembrar o 8 de janeiro

Atividades integram a campanha “Democracia Inabalada” e destacam a resiliência e a força das instituições brasileiras



O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza, na próxima quinta-feira (8/1), uma programação especial aberta ao público para lembrar os três anos dos ataques que resultaram na depredação do edifício-sede da Corte, bem como para celebrar o fortalecimento da democracia simbolizado pela restauração e reabertura do prédio, concluídas em prazo recorde.

A iniciativa integra a campanha “Democracia Inabalada”, criada em resposta aos atos golpistas que resultaram na depredação do edifício. O objetivo é preservar a memória do episódio para que ele não se repita, reconhecer o trabalho de quem contribuiu para a reconstrução do espaço e reafirmar o compromisso com o Estado Democrático de Direito.

Programação

A programação começa às 14h30, com a abertura da exposição “8 de janeiro: mãos da reconstrução”, no átrio do Espaço do Servidor. Às 15h, será exibido o documentário “Democracia Inabalada: mãos da reconstrução”, produzido pela TV Justiça, que registra as histórias dos profissionais do STF que testemunharam os ataques e participaram da reconstrução do Palácio da Justiça.

Às 15h30, ocorre uma roda de conversa com jornalistas que cobriram os ataques e irão relatar o que viram e ouviram naquele dia. A atividade será conduzida pela jornalista Gabriela Guerreiro, então coordenadora de Imprensa do STF, que receberá os convidados Weslley Galzo, repórter do jornal O Estado de S. Paulo; Marina Dias, repórter do Washington Post em Brasília; e Gabriela Biló, fotógrafa da Folha de S. Paulo.

Já às 17h, está marcada a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, a ser realizada no Salão Nobre do STF. Participam do encontro o teólogo e pesquisador Ronilso Pacheco, mestre em Religião e Sociedade pela Columbia University, diretor do Instituto de Estudos da Religião (ISER), colunista do UOL e autor de obras voltadas à intersecção entre raça, política, religião e democracia; o historiador Carlos Fico, professor titular de História do Brasil da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisador do CNPq e referência nos estudos sobre a ditadura militar e a historiografia brasileira, com ampla atuação acadêmica e institucional, incluindo a coordenação da área de História da Capes; a advogada e cientista social Juliana Maia Victoriano da Silva, mestra em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), gerente do Programa de Equidade Racial do Instituto Ibirapitanga, com experiência em pesquisas e iniciativas voltadas à justiça racial, gênero e políticas públicas; e o jornalista Felipe Recondo Freire, graduado pela Universidade de Brasília, pesquisador associado do CPDOC/FGV, cofundador do JOTA e autor de livros que analisam a atuação do Supremo Tribunal Federal no contexto da ditadura militar e da democracia contemporânea.

8 de janeiro

Em 8 de janeiro de 2023, o edifício-sede do STF, projetado por Oscar Niemeyer, foi invadido e depredado durante ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Salas, obras de arte, móveis e equipamentos foram destruídos. Apesar dos danos, as instalações foram restauradas e o local reaberto em 24 dias, tornando-se símbolo da resistência das instituições democráticas.

Fonte: STF

Lindbergh pede à PF investigação contra Flávio, Eduardo e Nikolas

Representação aponta discursos que incentivariam intervenção estrangeira e ataque à democracia

                  Lindbergh Farias (Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT), apresentou um pedido formal à Polícia Federal para a abertura de inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A iniciativa sustenta que os três atuaram de maneira articulada em ações e discursos considerados ofensivos à soberania nacional e ao Estado Democrático de Direito.

Na representação, Lindbergh argumenta que as condutas atribuídas aos parlamentares e ao ex-deputado podem configurar crimes como associação criminosa e atentados contra a ordem democrática. O documento afirma que haveria uma campanha sistemática para estimular, justificar e normalizar a ideia de uma intervenção militar estrangeira no Brasil com o objetivo de depor um governo legitimamente constituído.

De acordo com a petição, Flávio Bolsonaro teria questionado a legitimidade das eleições de 2026 e feito comparações com os ataques nucleares de Hiroshima e Nagasaki, sugerindo que o país deveria se submeter a interferência externa no processo eleitoral. O senador também teria defendido a aprovação de uma anistia e mencionado a possibilidade de uma intervenção militar estrangeira na Baía de Guanabara, sob o argumento de combate ao narcotráfico.

Ainda segundo o pedido encaminhado à Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro reforçou essa retórica ao especular sobre a chegada de “porta-aviões no Lago Paranoá”, em alusão a uma eventual ação militar externa em território brasileiro. Já Nikolas Ferreira, conforme descrito na representação, divulgou montagens visuais e publicações que retratariam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sendo preso por forças estrangeiras.

Para Lindbergh Farias, o conjunto dessas manifestações ultrapassa os limites da crítica política e se aproxima da incitação a atos incompatíveis com o regime democrático. “O que se observa é uma escalada discursiva que ultrapassa o campo da crítica política e passa a flertar com a incitação explícita à intervenção estrangeira, algo absolutamente incompatível com o regime democrático e com a soberania do Estado brasileiro”, afirma o deputado no documento.

A iniciativa do líder do PT soma-se a outra representação apresentada pela deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) à Procuradoria-Geral da República contra Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira. Na peça, a parlamentar acusa os dois de apologia ao crime de golpe de Estado, ao defenderem a submissão do Brasil à jurisdição penal estrangeira e a deposição do governo por meio de intervenção externa.

Erika Hilton sustenta que o uso recorrente de postagens, memes e associações visuais envolvendo autoridades estrangeiras e o presidente da República banaliza a ideia de interferência externa e pode induzir a população a aceitar a atuação de forças estrangeiras sobre instituições brasileiras, em afronta direta à Constituição.

Fonte: Brasil 247

Manifestantes no mundo exigem libertação de Maduro e rejeitam intervenção dos EUA

As manifestações, realizadas entre os dias 3 e 5 de janeiro, reuniram grupos políticos, organizações sociais e cidadãos comuns em capitais

Manifestantes repudiaram a ingerência dos Estados Unidos e exigiram respeito à soberania nacional (Foto: @LemusteleSUR)


Milhares de pessoas organizaram manifestações em diversas cidades ao redor do mundo para exigir a libertação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, após a sua captura pelos Estados Unidos no início de janeiro de 2026. A mobilização global foi registrada por TeleSUR, que compilou imagens e relatos de atos em diferentes continentes mostrando repúdio à intervenção militar e às ações do governo norte-americano.

As manifestações, realizadas entre os dias 3 e 5 de janeiro, reuniram grupos políticos, organizações sociais e cidadãos comuns em capitais. Em frente a consulados e em praças públicas, participantes levantaram cartazes com slogans contrários à “agressão imperialista” e clamaram pelo retorno imediato de Maduro e Cilia Flores ao poder em Caracas.

No Brasil, movimentos populares e coletivos de esquerda disseram que a detenção do presidente venezuelano representa uma violação dos princípios de soberania e autodeterminação dos povos. Em São Paulo, manifestantes concentraram-se em frente ao Consulado dos Estados Unidos, enquanto em outras cidades brasileiras faixas e bandeiras reforçavam a exigência de respeito à ordem democrática na Venezuela.

Em Londres, membros da seção britânica da Internacional Antifascista (AFI) reuniram mais de mil pessoas em frente à Downing Street. No ato, participantes destacaram a importância da solidariedade internacional e criticaram o que definiram como apoio do governo britânico à agressão estadunidense, bem como o papel de potências estrangeiras no contexto regional.

Os manifestantes também pediram a devolução de ativos venezuelanos, como ouro mantido em instituições financeiras estrangeiras, e exigiram que governos respeitem o direito internacional e a Carta das Nações Unidas.

Para os organizadores das mobilizações, as ações dos Estados Unidos constituem uma afronta direta à soberania da Venezuela e um ataque aos princípios de autodeterminação. As mobilizações foram parte de uma onda de protestos que também incluiu atos em outros países da Europa, América Latina e Estados Unidos.

Em Nova York, apoiadores de Maduro se concentraram em frente a tribunais federais, denunciando o processo judicial e a intervenção militar, enquanto opositores ao governo venezuelano organizaram protestos paralelos com posições divergentes sobre o futuro político da Venezuela.

Fonte: Brasil 247 com informações da TeleSur

Trump derruba Maduro na Venezuela 5 anos após tentar golpe nos EUA

Em 6 de janeiro de 2021, Donald Trump comandou, à distância, invasão ao Capitólio, numa tentativa de se manter na presidência após derrota para Joe Biden

Donald Trump, invasão do Capitólio em 2021 e Nicolás Maduro detido (Foto: Reuters/Andrew Kelly | Reuters/Leah Millis | Reuters/Eduardo Munoz)

A trajetória política de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, é marcada por uma relação - no mínimo - conflituosa com as instituições democráticas e por ações que colocaram em xeque tanto a ordem constitucional norte-americana quanto os princípios básicos do direito internacional. Dois episódios separados por cinco anos — a invasão do Capitólio, em Washington, e a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela que resultou no sequestro de Nicolás Maduro — passaram a ser analisados em conjunto por exporem uma mesma lógica de poder, baseada no desprezo às regras democráticas e na imposição da força.

O ataque ao Capitólio, ocorrido em 6 de janeiro de 2021 após a derrota eleitoral de Trump para Joe Biden, foi amplamente descrito pela imprensa internacional, por investigações oficiais e por historiadores como uma tentativa de subverter o resultado das urnas. Segundo reportagens publicadas à época, Trump, então presidente, incentivou seus apoiadores a contestarem a certificação do resultado eleitoral, alimentando a narrativa de fraude sem apresentar provas e estimulando a mobilização que culminaria na invasão do Congresso.

Naquele dia, milhares de manifestantes marcharam até o Capitólio enquanto o Parlamento se reunia para formalizar a vitória de Biden. A ação violenta interrompeu os trabalhos legislativos, provocou confrontos com a polícia, deixou mortos e feridos e levou parlamentares a se refugiarem às pressas. Embora Trump não tenha participado fisicamente da invasão, seu discurso horas antes e sua recusa em reconhecer o resultado eleitoral foram apontados por investigações posteriores como elementos centrais para a escalada dos acontecimentos.

Cinco anos depois, já de volta à Casa Branca, Donald Trump voltou a protagonizar um episódio de enorme repercussão internacional ao ordenar uma operação militar dos Estados Unidos na Venezuela no último sábado (3). A ação envolveu forças especiais norte-americanas e resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, que foi retirado do país e levado para os Estados Unidos. O governo Trump apresentou a operação como parte de uma suposta ofensiva contra o narcotráfico, mas a iniciativa foi imediatamente denunciada por autoridades venezuelanas e por diversos atores internacionais como uma violação da soberania nacional, visando principalmente o roubo do petróleo do país sul-americano.

Na Venezuela, a operação foi descrita como um sequestro de chefe de Estado e como mais um capítulo da longa história de intervenções externas no país. Setores políticos, movimentos sociais e instituições venezuelanas apontaram que a ação ignorou completamente os mecanismos do direito internacional, a Carta das Nações Unidas e qualquer mediação multilateral, aprofundando a instabilidade regional e penalizando a população venezuelana.

A comparação entre os dois episódios revela um padrão recorrente na atuação de Trump. No plano interno, o presidente dos Estados Unidos tentou se manter no poder questionando o resultado de uma eleição legítima e incentivando uma mobilização que atacou diretamente o coração da democracia norte-americana. No plano externo, recorreu ao uso da força militar para impor seus objetivos políticos e econômicos sobre um país soberano, sem respaldo de organismos internacionais e à margem das normas que regem as relações entre Estados.

Os acontecimentos de Washington e Caracas, embora distintos em contexto e escala, passaram a ser vistos como expressões complementares de uma mesma visão autoritária de poder. A invasão do Capitólio permanece como um trauma na história política dos Estados Unidos, enquanto a intervenção na Venezuela reforça o sentimento de vulnerabilidade diante da ingerência externa. Em ambos os casos, a marca deixada por Donald Trump é a de um líder disposto a relativizar a democracia e o direito internacional para alcançar seus objetivos políticos.

Fonte: Brasil 247

Requião Filho questiona segurança de shows em Matinhos após erosão causada pela maré alta

Segurança de público e estruturas é colocada em dúvida após ressaca provocar erosão em áreas destinadas aos eventos no litoral do Paraná

      Requião Filho (Foto: Eduardo Matysiak)

O deputado estadual Requião Filho (PDT) demonstrou preocupação com a segurança da população de Matinhos (PR) e dos turistas que aguardam o início dos shows do Verão Maior Paraná, na próxima sexta-feira (9). Após a maré alta atingir as praias e a ressaca provocar erosão de 1,5 m em áreas onde estão previstos 39 shows, a segurança do local foi questionada pelo parlamentar. Imagens mostram que os desníveis da areia estão muito próximos às estruturas montadas para a realização dos eventos.

“A maré alta veio e levou areia, deixando um degrau enorme e trazendo uma instabilidade para a própria estrutura dos shows que vão acontecer. A minha preocupação é com as pessoas, é uma questão de segurança que não pode ser ignorada pelo governo do Paraná”, afirmou Requião Filho.

Para o deputado, o andamento dos eventos só pode ocorrer se houver garantias técnicas claras de segurança para o público, trabalhadores e artistas envolvidos. Ele defende que a proteção da população deve ser o principal critério na tomada de decisões, especialmente diante de um cenário de instabilidade do solo e riscos estruturais.

“Espero que o governo se comprometa com a segurança das pessoas mais do que ele se preocupa com a propaganda, com aparecer bem na internet e na televisão. Os paranaenses e seus familiares vêm sempre em primeiro lugar, muito antes de qualquer propaganda”, reforçou.

Novos episódios

Requião Filho destaca que o litoral do Paraná demanda planejamento responsável e respeito às condições ambientais. Em 2022, o governo finalizou obras de engorda da praia na região, com valor de R$ 315 milhões, mesmo após alerta de pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) sobre riscos de retirada da vegetação e ocupação irregular na região. Em outubro de 2025, uma erosão de mais de 2 metros já havia sido registrada na Praia Brava, em Matinhos.

Fonte: Brasil 247

Irmão de Eliza Samudio se pronuncia após passaporte ser encontrado

Diante da repercussão, Arlie Moura, de 27 anos, irmão caçula de Eliza Samudio, se pronunciou publicamente

       Eliza Samudio (Foto: Reprodução)


O nome de Eliza Samudio, assassinada em 2010, voltou ao centro das atenções nesta segunda-feira (5) após a divulgação de que um passaporte em nome da modelo teria sido encontrado em uma casa em Portugal. A informação gerou uma onda de especulações nas redes sociais, incluindo teorias de que ela poderia estar viva.

Diante da repercussão, Arlie Moura, de 27 anos, irmão caçula de Eliza Samudio, se pronunciou publicamente. Em entrevista, ele afirmou que o episódio trouxe novamente à tona um período doloroso para a família. As declarações foram dadas ao jornal O Tempo.

Segundo Arlie, o surgimento do documento causou impacto emocional. “Deu uma balançada de novo”, afirmou. Ele confirmou que o passaporte pertence, de fato, à irmã, mas ressaltou que a situação precisa ser apurada pelas autoridades. “Mas o passaporte é da Eliza. Agora é preciso investigar se ele foi perdido, se houve roubo, o que aconteceu em relação a isso”, disse.

O irmão da modelo também destacou que ainda não há explicação para o fato de o documento ter sido encontrado em um imóvel alugado na Europa. “O motivo de ele estar guardado naquela casa e só agora ser divulgado também precisa ser apurado”, declarou, reforçando a necessidade de uma investigação detalhada antes de qualquer conclusão.

Apesar das especulações que circulam nas redes sociais, Arlie afirmou não acreditar que Eliza Samudio esteja viva. Para ele, as investigações conduzidas à época do crime, que apontaram o envolvimento do ex-goleiro Bruno Fernandes, são consistentes. Segundo Arlie, os elementos reunidos pela polícia ao longo do processo foram “convincentes”.

Ainda assim, ele afirmou que a família aguarda um posicionamento oficial das autoridades sobre o achado do passaporte. “Seria bom se realmente ela estivesse viva, mas temos que esperar para saber o que aconteceu, aguardar as autoridades darem esse veredito pra gente. A gente torce, mas, pelos fatos que foram passados na época, acho difícil de ser verdade”, afirmou.

Na entrevista, Arlie também relembrou a relação com a irmã e contou que conviveu pouco com Eliza. Eles moraram juntos em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, quando ele ainda era bebê e ela tinha 14 anos. Posteriormente, Eliza se mudou para Foz do Iguaçu, no Paraná, para viver com o pai. “A gente perdeu contato quando ela veio para São Paulo, por volta de 2008 ou 2009. Foi a última vez que tenho recordação de a gente se encontrar”, disse. Pouco tempo depois, em 2010, Eliza Samudio desapareceu e teve sua morte confirmada no curso das investigações, em um dos casos criminais de maior repercussão do país.

O achado do passaporte agora deverá ser analisado pelas autoridades competentes, enquanto familiares e investigadores buscam esclarecer como o documento foi parar fora do Brasil tantos anos após o crime.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Tempo

Brasileiro encontra passaporte de Eliza Samudio em Portugal; saiba mais

 

A atriz Eliza Samúdio. Foto: reprodução
A descoberta de um passaporte antigo em nome de Eliza Samudio, encontrado em Portugal no fim de 2025, reabriu questionamentos sobre um dos crimes mais emblemáticos do Brasil. O documento foi localizado em um apartamento de aluguel, guardado entre livros em uma estante, segundo o portal LeoDias. Fontes oficiais confirmaram que o passaporte é verdadeiro e que não existe segunda via emitida.

O documento foi encontrado por um brasileiro que mora no imóvel e preferiu não se identificar. Ele vive no local com a esposa e a filha, além de uma senhora e um homem jovem que também alugam espaços no mesmo apartamento.

Após retornar de uma temporada de trabalho fora, ele contou que se aproximou de um dos livros dispostos na sala compartilhada e percebeu que, sobre ele, estava o passaporte de Eliza. Surpreso com o que viu, decidiu procurar a equipe do portal para relatar a situação.

“Quando encontrei o documento e vi de quem era, por se tratar de uma pessoa que foi um caso que teve grande repercussão no Brasil e no mundo inteiro, fiquei em choque; pela foto eu já sabia de quem era, quem era a dona. (…) Lá estava, em cima de um livro, visível, esse documento”, relatou.

O passaporte apresenta apenas um carimbo de entrada em Portugal, datado de 5 de maio de 2007, sem qualquer registro de saída. Todas as páginas estão intactas, sem sinais de rasgos ou ausência de folhas, e o estado de conservação é considerado bom, apesar do tempo desconhecido em que permaneceu no local.

A equipe do LeoDias acompanhou o brasileiro até Lisboa, onde o passaporte foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa.

Em nota oficial, o consulado informou: “O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa já fez uma comunicação oficial ao Itamaraty em Brasília informando que o passaporte foi encontrado e entregue ao consulado. Neste momento estamos aguardando instruções sobre quais são os próximos passos com relação ao documento. De nossa parte, como não se trata de matéria de competência do Consulado, não sei lhe informar sobre o que vai ocorrer a partir de agora. O consulado vai apenas receber instruções de Brasília e cumprir o que for determinado. Aproveito para também esclarecer que o consulado e a embaixada são dois postos independentes aqui em Lisboa, o consulado não é parte da embaixada”.

Fonte: DCM

Governo articula ato do 8 de janeiro e Lula pode vetar PL da Dosimetria

Há, no entanto, divergências sobre a conveniência de vetar o projeto aprovado pelo Congresso durante o evento

             Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) finaliza os preparativos para uma cerimônia que marcará os três anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. No entorno do Palácio do Planalto, cresce a avaliação de que o evento deve manter caráter institucional e simbólico, evitando a formalização, naquele momento, do veto presidencial ao projeto de lei que altera a dosimetria das penas para crimes contra o Estado democrático de direito, informa o jornal O Globo.

Há divergências internas no governo sobre a conveniência política de associar a solenidade à decisão de barrar o texto aprovado pelo Congresso no fim de 2025. A proposta reduz penas e beneficia Jair Bolsonaro (PL) e outros envolvidos na tentativa de ruptura institucional.

A cerimônia do 8 de janeiro foi concebida para reafirmar o compromisso do Estado brasileiro com a democracia e as instituições, três anos após a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. Auxiliares do presidente avaliam que o ato também ganha novo significado após a conclusão, no Supremo Tribunal Federal (STF), do julgamento da trama golpista, que resultou na prisão de Bolsonaro e de integrantes de seu entorno.

Apesar de Lula já ter decidido vetar o projeto da dosimetria — com prazo legal até o próximo dia 12 —, parte de seus assessores defende que a medida não seja anunciada durante a cerimônia, para evitar novo desgaste na relação com o Congresso. O Planalto tem buscado reduzir tensões com o Legislativo após episódios recentes de atrito institucional.

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB); do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); e do STF, Edson Fachin, foram convidados para a solenidade, mas ainda não confirmaram presença. Um auxiliar direto do presidente avalia que, embora a decisão final caiba a Lula, o gesto de vetar o projeto no mesmo evento poderia gerar desconforto desnecessário entre os Poderes.

Por outro lado, interlocutores próximos ao presidente minimizam o risco de crise política. Segundo essa avaliação, o posicionamento de Lula já é esperado no Congresso e estaria “precificado”, o que reduziria o impacto negativo de um eventual anúncio no próprio dia 8. Para esses aliados, a data reforçaria o simbolismo da decisão e sua associação direta com a defesa da democracia.

A palavra final sobre o momento do veto ainda será discutida em reuniões previstas para esta terça (6) e quarta-feira (7), com a presença do presidente, que retorna a Brasília. Ministros também foram convocados para participar da cerimônia oficial, que incluirá ainda uma atividade externa, em frente ao Palácio do Planalto, com representantes da sociedade civil e de movimentos sociais. A expectativa é que Lula desça a rampa ao fim do evento para se juntar ao público.

Paralelamente, o PT convocou manifestações em todo o país no dia 8 de janeiro em defesa da democracia e da soberania nacional. Um dos eixos centrais dos atos será a mobilização contra o projeto da dosimetria. Diante dos acontecimentos recentes na Venezuela, que envolveram uma ação militar dos Estados Unidos e o sequestro de Nicolás Maduro, dirigentes do partido defendem que a pauta da soberania latino-americana também seja incorporada às manifestações. "A cerimônia tem esse duplo significado: a defesa da democracia e da soberania. E o que vale para o Brasil vale para a América Latina. O ato ganha um simbolismo muito grande num momento em que acontece o que aconteceu na Venezuela. O ato tomou essa nova conotação", afirmou o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), reforçou que a defesa da democracia brasileira permanece como eixo central do evento, mas reconheceu que o contexto internacional ampliou o alcance político da cerimônia. "O centro do ato de 8 de janeiro é a defesa da democracia e a condenação do golpismo. É o primeiro 8/1 após a condenação e a prisão dos criminosos golpistas. Agora, é evidente que os temas da soberania e defesa da paz ganharam força após os ataques dos EUA e serão complementares no ato. O Brasil defende democracia com soberania nacional. E essa defesa estará presente no ato do 8/1", declarou Boulos.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Entenda o que causou o tiroteio na sede do governo venezuelano

Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano. Foto: reprodução

Os disparos registrados próximo ao Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano em Caracas, foram resultado de uma falha de comunicação entre órgãos de segurança na última segunda-feira (5). Os seguranças locais se assustaram com a circulação de drones na área sem aviso prévio às forças responsáveis pela proteção do local. A ausência de coordenação levou os agentes a interpretarem os equipamentos como ameaça, desencadeando tiros e explosões que rapidamente se espalharam pelas redes sociais.

Fontes em Caracas confirmaram que pelo menos duas pessoas ficaram feridas. De acordo com relatos obtidos pelo jornal O Globo, o Corpo de Investigações Científicas, Criminais e Forenses (CICPC) lançou diversos drones na região central da capital sem informar o Palácio de Miraflores.

Em um contexto de alerta máximo, pouco mais de dois dias após os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro, a falta de comunicação foi suficiente para provocar uma reação armada imediata das equipes de segurança do Executivo.



Testemunhas ouvidas pela AFP relataram momentos de confusão e medo. “Parecia que estavam ocorrendo explosões, e elas aconteciam com muita frequência”, disse um morador que vive a cinco quarteirões de Miraflores.

“A primeira coisa que me veio à mente foi verificar se havia aviões sobrevoando, mas não havia. Só vi duas luzes vermelhas no céu. Durou cerca de um minuto”. Segundo essas fontes, os disparos cessaram após alguns minutos, quando ficou claro que se tratava de uma operação interna sem caráter ofensivo.

Vídeos obtidos pela AFP mostram o palácio presidencial às escuras e o que parecem ser balas traçantes cruzando o céu. Rajadas de tiros seguidas de explosões podem ser ouvidas nas gravações, enquanto agentes policiais circulam nas proximidades do complexo.

Apesar da repercussão, o Ministério das Comunicações da Venezuela não respondeu aos telefonemas da agência internacional para confirmar oficialmente o incidente nem explicar por que a operação com drones foi realizada sem aviso às demais forças de segurança.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

Saída de Lewandowski deve levar núcleo duro do Ministério da Justiça; entenda


                              O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Foto: Reprodução

O núcleo duro do Ministério da Justiça e Segurança Pública deve deixar a pasta junto com Ricardo Lewandowski, movimento já sinalizado por integrantes-chave da equipe e tratado nos bastidores do governo Lula, conforme informações da Folha de S.Paulo.

A saída do ministro é esperada para os próximos dias e tende a arrastar secretários que compõem o comando central da pasta.

Pelo menos dois secretários comunicaram a pessoas próximas a intenção de deixar o ministério com Lewandowski: o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto e o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo.

Outro nome que deve sair ainda no primeiro semestre é o secretário de Assuntos Legislativos, Marivaldo Pereira, que planeja disputar uma vaga de deputado federal em 2026.

Governo Federal discute novo programa de fomento ao uso de hidrovias
O secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto e o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo. Foto: Reprodução


A previsão inicial era que Lewandowski deixasse o cargo após a aprovação da PEC da Segurança, ainda sem data na Câmara. Segundo interlocutores, porém, a saída deve ocorrer já na sexta-feira (9). O ministro retornou de férias antes do previsto e reassumiu as atividades nesta segunda (5), além de ter solicitado audiência ao presidente Lula, o que reforçou a expectativa de antecipação.

Ao informar a intenção de sair, Lewandowski ouviu de Lula um pedido para aguardar até o fim de janeiro ou o início de fevereiro, de modo a alinhar sua saída à do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ainda assim, a decisão de deixar a pasta foi pactuada recentemente, em meio à avaliação interna de desgaste do ministro.

Lewandowski assumiu o ministério em 1º de fevereiro de 2024, após Flávio Dino ir para o Supremo Tribunal Federal (STF). Na posse, prometeu foco em segurança pública, combate ao crime organizado, delitos digitais e milícias.

Agenda e futuro da pasta

Na gestão, o ministério apresentou um arcabouço legal para enfrentar o crime organizado, incluindo a PEC da Segurança e o PL Antifacção, ambos em tramitação na Câmara.

Aliados de Lula defendem reavaliar o perfil do comando da área — especialmente se houver divisão entre Justiça e Segurança Pública — para dar maior capacidade de disputa da pauta junto à opinião pública.

No governo, porém, há quem sustente que a criação de um Ministério da Segurança só avance após a aprovação da emenda constitucional que redefine competências da União.

Fonte: DCM

VÍDEO: Fiel surta ao ouvir padre pedindo a Deus que “toque coração de Trump”


          O padre Anemézio Machado Parreira durante missa em Trindade (GO). Foto: reprodução

Durante uma homilia no primeiro domingo de 2026, na Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), o padre Anemézio Machado Parreira comentou a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, e foi interrompido por um fiel aos gritos. O religioso afirmou que o mundo vive um período de instabilidade e expressou preocupação.

“Nós precisamos rezar. Pedir a Deus que toque no coração daquele Trump para que respeite o direito do outro”, disse o padre. “Não vamos pensar que é só a Venezuela que está na mira; o Brasil também está na mira”. Na sequência, um homem se exaltou, levantou-se e começou a gritar dentro da igreja, demonstrando revolta com a fala.

O padre ignorou a manifestação e pediu que os fiéis “louvassem a Deus”, sendo seguido por aplausos de parte do público. A celebração seguiu normalmente após o incidente. O episódio ocorreu durante uma pregação que relacionou política internacional e fé.

Fonte: DCM

VÍDEO: Tiros são registrados na região do palácio do governo da Venezuela, em Caracas


                   Drones não identificados sobrevoaram o Palácio de Miraflores – Reprodução

Drones não identificados foram registrados sobrevoando o Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, no centro de Caracas, na noite desta segunda-feira (5). De acordo com uma fonte citada pela agência AFP, forças de segurança efetuaram disparos com o objetivo de derrubar os equipamentos. Com informações do g1.

Os tiros começaram por volta das 20h, no horário local, equivalente às 21h em Brasília. Ainda segundo a AFP, uma fonte do governo venezuelano afirmou que a situação estava controlada após a movimentação das equipes de segurança na região central da capital.




Até o momento, não havia confirmação sobre a origem dos drones. Nas redes sociais, circularam vídeos em que é possível ouvir sucessivas rajadas de tiros durante a ação.

O caso ocorre dois dias depois da operação realizada pelos Estados Unidos em Caracas que resultou na captura de Nicolás Maduro. No sábado (3), a capital venezuelana registrou explosões em diferentes pontos.

Desde então, o governo norte-americano declarou que não pretende realizar novas ações militares no país, condicionando essa posição à continuidade da cooperação das autoridades venezuelanas. Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país “não está em guerra com a Venezuela”.

Trump disse, em entrevista à NBC News, que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, tem colaborado com Washington, com intermediação do secretário de Estado, Marco Rubio. Ela assumiu interinamente após decisão do Tribunal Supremo de Justiça e tomou posse nesta segunda-feira (5).

No domingo (4), as Forças Armadas venezuelanas reconheceram Delcy como presidente interina por 90 dias, conforme pronunciamento do ministro da Defesa, Vladimir Padrino.

Fonte: DCM com informações do G1

APUCARANA: Restaurante Popular retoma atendimento nesta segunda-feira

O serviço retornou após o recesso de final de ano, assegurando refeições acessíveis, nutritivas e de qualidade à população


Depois do recesso de final de ano, o Restaurante Popular retoma as atividades nesta segunda-feira (05/01), garantindo refeições acessíveis e de qualidade para quem mais precisa. A reabertura marca a continuidade de um serviço essencial para centenas de pessoas, integrando as ações de segurança alimentar colocadas em prática pela Prefeitura.

O Restaurante Popular funciona na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, nº 65, entre a Prefeitura e a Praça do Redondo. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, a partir das 11 horas, até o limite de 300 refeições por dia. O primeiro cardápio de 2026 teve arroz, feijão, picadinho bovino ao molho, macarrão alho óleo, salada variada e fruta.

O prefeito Rodolfo Mota frisa que o Restaurante Popular recomeça reafirmando o compromisso da gestão com a segurança alimentar. “Ao longo do ano passado, foram servidas mais de 73 mil refeições, oferecendo à população refeições balanceadas e nutritivas por apenas R$ 2”, lembrou.

O Restaurante Popular é terceirizado e administrado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, sendo que todo o funcionamento é acompanhado pelo Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional. “O serviço atende principalmente idosos, trabalhadores, estudantes e pessoas que buscam atendimento de saúde na cidade”, explicou a secretária municipal da Assistência Social, Fabíola Carrero.

A secretária afirma ainda que o Restaurante Popular integra uma rede de proteção social que acolhe especialmente pessoas em situação de vulnerabilidade. “O serviço representa dignidade e cuidado, com cardápios equilibrados, preparados para oferecer variedade nutricional ao longo da semana”, completou.

RETOMADA DA ROTINA – A garantia de ter um local para almoçar faz parte da rotina dos usuários do serviço. Maurílio Aparecido Dearo e Carlos César Fonseca, ambos aposentados, contam que frequentam a unidade todos os dias, de segunda a sexta-feira, e sentiram falta do serviço durante o recesso.

A mesma expectativa marcou os dias de Ciele Aparecida Duarte Rui, pensionista de 62 anos, moradora do Parque Bela Vista. “Eu moro sozinha — só eu e Deus — e é complicado cozinhar para uma pessoa só”, disse, destacando ainda o valor acessível das refeições “Aqui é R$ 2. Num restaurante você paga R$ 30 por um prato parecido e, com esse valor, dá para comer quase o mês inteiro aqui”, frisou.

Fonte: Prefeitura de Apucarana

Rodolfo Mota reúne secretariado para celebrar conquistas de 2025 e alinhar planejamento estratégico para 2026

Encontro de trabalho no primeiro dia útil do ano trata de demandas a curto prazo, define prioridades, alerta para cenário fiscal desafiador e projeta início de até 25 grandes obras



No primeiro dia útil do ano, o prefeito Rodolfo Mota reuniu nesta segunda-feira (05/01) em seu gabinete, todo o secretariado municipal para a primeira reunião de trabalho de 2026. O encontro marcou o alinhamento do planejamento estratégico da gestão e o início de um novo ciclo administrativo, definido como o “ano da construção e da transformação”.

Durante a reunião, o prefeito apresentou um balanço do primeiro ano de mandato, período marcado por desafios estruturais e avanços significativos em diversas áreas, e reforçou as diretrizes que vão nortear as ações da Prefeitura ao longo de 2026. O foco, segundo ele, é acelerar entregas, consolidar investimentos e transformar planejamento em obras e serviços concretos para a população.

Entre os temas debatidos estiveram também demandas de curto prazo, como o enfrentamento à dengue, a programação comemorativa pelos 82 anos de Apucarana, a organização da 63ª Prova Pedestre 28 de Janeiro — que já registra recorde de inscritos — e a preparação da rede municipal para a volta às aulas. “O primeiro ano de mandato foi de muitos desafios, mas também de grandes conquistas. Temos uma equipe capacitada que, junto com o funcionalismo municipal, recolocou Apucarana na rota do desenvolvimento. Em 2026 não podemos diminuir o ritmo. Pelo contrário, a dedicação será ainda maior para entregar o melhor para a população”, afirmou o prefeito Rodolfo Mota.

Ele destacou que o “ano da construção e da transformação” prevê investimentos da ordem de R$ 108.460.600,00, destinados a obras, aquisição de veículos e equipamentos, além de melhorias estruturais e ações estratégicas que serão executadas, prioritariamente, nos primeiros seis meses do ano. “Estamos falando de um ciclo de execução. O planejamento está pronto, os recursos estão organizados e agora é hora de fazer acontecer. A previsão é iniciar entre 20 e 25 grandes obras ao longo de 2026, impactando diretamente a qualidade de vida da população e preparando Apucarana para o futuro”, completou o prefeito.

O desafio financeiro do Município também foi pauta da reunião, especialmente diante da dívida de aproximadamente R$ 1,3 bilhão com a União, cuja cobrança está suspensa até março por força de liminar obtida pela Prefeitura de Apucarana. O cenário fiscal para 2026, segundo a equipe econômica da prefeitura, exige ainda mais planejamento, eficiência e controle de gastos. De acordo com o secretário municipal da Fazenda, professor Rogério Ribeiro, o Município deverá enfrentar uma redução significativa na receita disponível ao longo do ano, decorrente de fatores externos à gestão. “Um deles é a correção da tabela do Imposto de Renda, que beneficia os trabalhadores, mas reduz a arrecadação municipal sobre a folha de pagamento. A estimativa é de uma queda de cerca de R$ 10 milhões apenas com essa medida”, informa Ribeiro.

Outro impacto relevante vem da redução de aproximadamente 45% na arrecadação do IPVA, o que representa menos R$ 18 milhões para os cofres municipais. Soma-se a isso o processo de reoneração da folha de pagamento promovido pelo Governo Federal, com o aumento da alíquota do INSS patronal de 12% para 16%, gerando uma despesa adicional estimada em cerca de R$ 4 milhões ao longo do ano. “Estamos falando de um cenário em que o Município terá algo em torno de R$ 30 milhões a menos de receita disponível em 2026. Isso exige um esforço ainda maior de planejamento estratégico e eficiência no gasto público. Não se trata de reduzir políticas públicas ou desacelerar entregas, mas de fazer mais — ou pelo menos o mesmo — com menos recursos”, explicou Rogério Ribeiro.

O secretário destacou que, apesar da conjuntura desfavorável, a gestão inicia 2026 em condições mais sólidas do que no início do mandato, fruto do controle fiscal e do uso responsável dos recursos públicos ao longo do último ano. “Cuidamos bem do dinheiro público, reduzimos despesas desnecessárias e concentramos esforços no que é essencial.
Isso nos dá base para manter o ritmo de entregas, mesmo em um cenário mais restritivo”, completou.

Segundo Rogério Ribeiro, o alinhamento com todo o secretariado tem como objetivo garantir que cada pasta compreenda o contexto econômico de 2026 e atue de forma integrada para sustentar o plano de investimentos do ano, que prevê o início de ao menos 20 grandes obras no Município.

Fonte: Prefeitura de Apucarana