segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Dino vê "quadro generalizado de ilegalidades" em emendas PIX e manda PF investigar

Ministro do STF envia à PF relatório da CGU que aponta falhas de transparência e rastreabilidade nas emendas PIX

      Flávio Dino (Foto: Fellipe Sampaio/STF)

As falhas de transparência e rastreabilidade nas chamadas emendas PIX continuam a preocupar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que voltou a alertar para a gravidade do problema. Em nova decisão, ele destacou que os entraves persistem mesmo após determinações anteriores da Corte para fortalecer os mecanismos de controle e fiscalização. Segundo o G1, Dino enviou à Polícia Federal um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) que detalha irregularidades constatadas na aplicação das transferências especiais destinadas a municípios brasileiros.

☉ Relatório da CGU indica falhas em todos os municípios auditados

A auditoria da CGU analisou os 20 municípios que mais receberam recursos de transferências especiais em 2024, representando 25,8% dos R$ 72 milhões liberados em 481 planos de trabalho. Foram avaliados municípios de 13 estados, incluindo Bahia, Tocantins, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Amazonas e Santa Catarina.

De acordo com o órgão, nenhum dos entes analisados cumpriu integralmente os requisitos legais. A CGU registrou ausência de rastreabilidade, baixa transparência ativa e deficiências na divulgação das despesas.

“Nenhum dos 20 entes beneficiados com recursos de transferências especiais alcançou nível adequado de transparência ativa, mostrando graus distintos de acessibilidade, clareza, detalhamento e completude”, destaca um trecho do relatório. A Controladoria acrescentou ainda que a situação exige “melhorias e ajustes importantes principalmente no que diz respeito à rastreabilidade de recursos oriundos de emendas parlamentares e ao detalhamento de sua aplicação.

☉ Dino vê quadro “generalizado de ilegalidades”

Ao encaminhar o material à Polícia Federal, Dino determinou que sejam analisados possíveis indícios de crimes, com abertura de novos inquéritos ou inclusão das informações em procedimentos já em andamento. Para ele, o relatório revela um cenário de descompasso com as exigências legais que regem a execução das emendas. Em sua decisão, o ministro afirmou que o levantamento “mostra que há falhas generalizadas no cumprimento dos planos de trabalho, no atendimento às condicionantes legais e na observância dos princípios da transparência e da rastreabilidade”.

Dino ressaltou ainda que “tais auditorias por amostragem parecem indicar a permanência de um quadro generalizado de ilegalidades, com grave afronta às decisões do STF em tema tão relevante quanto o uso de dezenas de bilhões de reais do Orçamento da União”. Com o avanço da análise, caberá à Polícia Federal determinar a pertinência de investigações adicionais e verificar a existência de eventuais responsabilidades penais.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Ciro Nogueira descarta candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto: 'não é viável'’

Presidente do PP afirma que só Tarcísio de Freitas e Ratinho Júnior podem unir centro-direita e direita na corrida presidencial

      Ciro Nogueira (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), declarou nesta segunda-feira (8), em Curitiba, que considera inviável a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto em 2026, defendendo que apenas os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ratinho Junior (PSD-PR) reúnem força para liderar o campo conservador. As informações são da Folha de S. Paulo.

☆ Ciro prioriza Tarcísio e Ratinho na disputa presidencial

O senador afirmou que, apesar da relação pessoal com Flávio, considera fundamental avaliar critérios objetivos. "O senador Flávio é um dos melhores amigos que tenho na minha vida pública. Se eu tivesse que escolher pessoalmente um candidato para suceder Bolsonaro, não tenho a menor dúvida de que seria Flavio, pela minha relação com ele. Mas política não se faz só com amizades. Se faz com pesquisas, com viabilidade, ouvindo os partidos aliados. Isso não pode ser só uma decisão do PL", disse.

Ele reforçou a necessidade de união do campo conservador. "É importante unificarmos todo o campo político de centro e da direita, porque, caso contrário, não vamos ganhar a eleição", afirmou.

☆ Relação pessoal com Flávio não define escolha política

Ciro informou ainda que se reuniria com Flávio na mesma noite para conversar sobre sua movimentação eleitoral. "Vou ouvi-lo, vamos dialogar para entender [o motivo de ter se lançado candidato]", afirmou o presidente do PP.

☆ PP rejeita apoio a Sergio Moro no Paraná

Durante a passagem por Curitiba, Ciro participou de uma reunião do diretório estadual do PP, comandado no estado pelo deputado Ricardo Barros. O encontro definiu que a sigla não apoiará a candidatura do senador Sergio Moro (União Brasil) ao governo do Paraná.

☆ Flávio condiciona desistência à situação de Jair Bolsonaro

Flávio Bolsonaro havia anunciado na sexta-feira (5) que teria sido escolhido pelo pai, o Jair Bolsonaro (PL), que está preso, para disputar a Presidência. No domingo (7), declarou que poderia desistir da candidatura, mas que essa decisão teria um “preço”.

Ele afirmou que se reuniria nesta segunda-feira com lideranças partidárias, entre elas Valdemar Costa Neto (PL), Marcos Pereira (Republicanos) e Antonio Rueda (União Brasil), para discutir, entre outros temas, a anistia. Mais tarde, em entrevista à Record, disse que uma eventual desistência dependeria de Bolsonaro estar “livre, nas urnas”.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Indulto de Natal de Lula deve excluir condenados por golpe, como Bolsonaro

A minuta do decreto já foi encaminhada ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e deve seguir para análise final do presidente

Presidente Lula durante entrevista à TV Verdes Mares. Fortaleza (CE) (Foto: Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O decreto de indulto natalino que está em elaboração pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve manter a exclusão de condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, o que atinge diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são da CNN Brasil.

A minuta do decreto já foi encaminhada ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e deve seguir para análise final do presidente da República. A previsão é de que o texto seja publicado, como de costume, em 23 de dezembro, na antevéspera do Natal.

A proposta segue a mesma linha adotada pelo governo nos últimos dois anos, quando os réus envolvidos nos atos de 8 de janeiro foram excluídos do benefício. A orientação partiu do Conselho Nacional de Políticas Criminais e Penitenciárias (CNPCP), órgão ligado ao Ministério da Justiça, que recomendou a vedação do perdão a crimes considerados atentatórios à ordem democrática.

Além desse grupo, o texto também veda a concessão de indulto a pessoas que firmaram acordos de colaboração premiada. Um dos exemplos citados é o do tenente-coronel Mauro Cid, que colaborou com a Polícia Federal em investigações que resultaram em condenações envolvendo Jair Bolsonaro.

A minuta também amplia a lista de impedimentos, recomendando a exclusão de líderes de facções criminosas custodiados em presídios de segurança máxima, condenados por abuso de autoridade e autores de crimes contra a administração pública, como peculato e corrupção passiva. Também ficam fora do benefício condenados por tortura, terrorismo e racismo.Segundo o cronograma do Palácio do Planalto, o texto aprovado pelo CNPCP já foi encaminhado ao Ministério da Justiça e, após o aval do ministro Ricardo Lewandowski, será submetido ao presidente Lula.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Governo prepara relatório próprio sobre fim da escala 6x1

Texto do governo propõe jornada 5x2 com limite de 40 horas semanais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), em Brasília - 29/10/2025 (Foto: REUTERS/Mateus Bonomi)

O governo federal decidiu assumir o protagonismo no debate sobre a nova organização do tempo de trabalho e elabora um relatório alternativo para substituir a escala 6x1. Segundo revelou O Globo, a proposta articulada pelo Palácio do Planalto institui uma jornada 5x2, com limite de 40 horas semanais, em resposta direta à recepção negativa do parecer inicialmente apresentado na Câmara dos Deputados.

O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, foi designado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apresentar pessoalmente o novo texto aos parlamentares. A iniciativa busca alinhar a política trabalhista à agenda que o governo pretende destacar em 2026.

A proposta elaborada pelo Planalto elimina de forma categórica a escala 6x1. O modelo prevê jornada diária de oito horas e uma fase de transição: 42 horas semanais a partir de 2027 e o limite definitivo de 40 horas em 2028.

O documento também veta qualquer possibilidade de redução salarial, impede acordos individuais que flexibilizem direitos, amplia o descanso semanal para dois dias consecutivos — garantindo ao menos um domingo livre a cada três semanas — e prevê ajustes nas regras dos comerciários para adequar a categoria ao novo padrão.

A reação do governo ocorre após críticas ao relatório do deputado Gastão, que não extingue o 6x1 e propõe apenas uma redução gradual da carga semanal: 42 horas no primeiro ano, 41 no segundo e 40 no terceiro. O texto do relator sugere ainda desoneração da folha para setores com alto volume de mão de obra, como forma de mitigar eventuais impactos econômicos.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Datafolha: 56% apontam Lula como líder da esquerda, enquanto 35% veem Bolsonaro na direita

Levantamento indica predominância de Lula no campo progressista e falta de consenso sobre sucessão à direita

      Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi identificado como a maior liderança da esquerda por 56% dos brasileiros, enquanto Jair Bolsonaro (PL) aparece como o principal nome da direita para 35% dos entrevistados. Os dados fazem parte de uma pesquisa do instituto Datafolha, divulgada pela Folha de S.Paulo, que ouviu 2.002 pessoas entre os dias 2 e 4 de dezembro.

A margem de erro da sondagem é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O estudo investigou quem os entrevistados consideram as maiores lideranças políticas de cada espectro ideológico, revelando um cenário de maior fragmentação na direita e de forte unidade em torno de Lula na esquerda.

Segundo o instituto, a direita enfrenta altos índices de indefinição: 36% dos participantes afirmaram não saber apontar um líder desse campo. Entre eleitores que se declaram petistas, esse percentual sobe para 46%, enquanto 16% chegam a indicar o próprio Lula como maior nome da direita, evidenciando confusão ou rejeição às alternativas disponíveis.

Na amostra geral, Lula aparece em segundo lugar na lista de nomes associados à direita, com 9%, à frente do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que somou 5%, e de Michelle Bolsonaro (PL), com 2%. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que lançou sua pré-candidatura ao Planalto dias antes da divulgação do levantamento, aparece com 1%. Esse desempenho o coloca atrás de Lula e empatado com outros nomes que registraram baixa lembrança, como Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG). Governadores como Romeu Zema (Novo-MG) e Ratinho Jr. (PSD-PR) sequer pontuaram, enquanto Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, marcou 1%.

No campo da esquerda, a coesão é maior. Atrás de Lula, o segundo nome mais citado — de forma curiosa — é o de Jair Bolsonaro, com 5%. Em seguida aparecem o ministro do STF Alexandre de Moraes, com 2%, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com 1%. Apenas 2% dos entrevistados dizem não enxergar uma liderança à esquerda, e 4% mencionaram outras opções. À direita, 3% afirmam não haver nome principal e outros 3% apontaram alternativas diversas.

Os dados reforçam a força de Lula entre grupos alinhados ao PT: 51% dos petistas o reconhecem como principal figura de esquerda, enquanto 20% apontam Bolsonaro como líder máximo da direita. Já entre os bolsonaristas, 52% veem o ex-presidente como principal liderança de seu campo político, ao passo que 60% atribuem a Lula a maior influência na esquerda.

A pesquisa também lança luz sobre o cenário eleitoral de 2026. A presença de Lula como figura dominante limita o surgimento de nomes alternativos e mais jovens dentro da esquerda, como Fernando Haddad ou Guilherme Boulos. À direita, a falta de consenso e a ausência de uma sucessão clara para o bolsonarismo alimentam especulações sobre a viabilidade de candidaturas como a de Flávio Bolsonaro ou de Tarcísio de Freitas, visto por aliados e adversários como potencial herdeiro político.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Quem é a “sugar baby” que ganhou apartamento de R$ 4,3 milhões de Vorcaro


    Karolina Trainotti, “sugar baby” de Daniel Vorcaro. Foto: reprodução

Com mais de 34 mil seguidores no Instagram, Karolina Trainotti exibe uma vida de luxo marcada por viagens internacionais, festas e presença em eventos de alto padrão nas redes sociais. Formada em administração pela universidade Mackenzie, ela aparece em fotos no Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, no festival Burning Man, o maior evento de música eletrônica que acontece no deserto de Nevada, nos Estados Unidos, além de registros no Empire State, em Nova York, ou entre carnavais em São Paulo e Olinda.

Também circula em ambientes corporativos de elite, como o CEO Conference, o “maior evento anual do BTG Pactual”, como a ré por lavagem de dinheiro descreveu em uma publicação. A imagem de influenciadora de luxo, porém, contrasta com as suspeitas de crimes financeiros ligada ao esquema internacional de tráfico comandado por Rowles Magalhães.

Karolina no Burning Man, nos Estados Unidos. Foto: reprodução

Apartamento de R$ 4,3 milhões

A relação de Karolina com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, tornou-se pública após a doação de um apartamento de R$ 4,3 milhões na região da Faria Lima, local onde também estão outros imóveis ligados ao banqueiro.

A transferência foi oficializada em dezembro de 2024 e ocorreu após o imóvel circular entre empresas controladas por Vorcaro, como a Viking Participações e a Super Empreendimentos e Participações, esta última dona de propriedades milionárias associadas ao empresário.

Morando no 37º andar, Karolina não respondeu aos contatos da imprensa. Seu advogado, Eugênio Pacelli, afirmou que ela não comentaria o caso. Vorcaro também permaneceu em silêncio.

O banqueiro foi preso preventivamente em novembro por suspeita de fraude em um negócio de R$ 12 bilhões com o BRB, sendo solto dias depois por ordem judicial.

Karolina em ilha paradisíaca na Croácia. Foto: reprodução

Lavagem de dinheiro

Karolina se tornou ré a partir das investigações que cercam Rowles Magalhães, apontado pela Polícia Federal como integrante do primeiro escalão de uma organização criminosa responsável por enviar cocaína para a Europa por meio de jatos executivos.

Segundo o Ministério Público Federal, ela teria sido “destinatária dos recursos de origem criminosa que Rowles pretendia omitir”, recebendo R$ 271 mil entre 2020 e 2021, parte por meio do esquema dólar-cabo. “Ele chegava e passava as contas da família dele (…) e da amante, que era a Karolina”, relatou o doleiro.

Em outra troca de mensagens, Rowles afirmou: “vou precisar fazer alguma coisa”. Questionado sobre o valor, respondeu: “uns 15 mil daí”, que foram depositados no mesmo dia.

A denúncia afirma que “a forma como as transações foram realizadas não deixa dúvida acerca da intenção de ocultação da origem, localização, disposição, movimentação e propriedade de valores oriundos do tráfico internacional de drogas”.

A defesa sustenta que ela recebia uma “mesada” como “sugar baby” e “nunca soube do suposto tráfico de drogas imputado aos corréus”.

A investigação também aponta que outras mulheres próximas a Rowles atuavam na guarda de dólares, na lavagem de capitais ou eram beneficiadas com presentes e viagens, compondo o círculo pessoal usado pelo lobista para movimentar valores ilícitos.

Fonte: DCM

VÍDEO – A gafe de Nicole Bahls no programa de Luciano Huck: “Tenho delay”


      Nicole Bahls no “Domingão com Huck”. Foto: reprodução

Na grande final do quadro “Dança dos Famosos”, Luciano Huck reuniu todo o elenco no palco do “Domingão” para uma celebração e uma votação interna. O apresentador explicou que os famosos distribuiriam troféus como “Melhor Biscoito” usando quatro placas de votação. No entanto, Nicole Bahls, uma das participantes mais comentadas da edição, se confundiu com a dinâmica.

Ao perceber que a influenciadora estava perdida, Huck perguntou se ela havia entendido. “Eu demoro mais um pouquinho, tenho delay”, respondeu Nicole, antes de explicar sua dificuldade: “Não estou entendendo porque todas as placas são iguais”. O apresentador, então, deu a dica: “Vira a placa”.

O momento descontraído, registrado em vídeo, resgatou o espírito divertido que Nicole trouxe ao quadro com suas gafes ao longo da temporada, arrancando risos do público e dos colegas no palco de despedida.

Fonte: DCM

Lula comemora saída de beneficiários do Bolsa Família e diz que programa cumpre papel de promover autonomia

Presidente afirma que maioria dos jovens que recebiam o benefício em 2014 deixou o programa até 2025

     Lula e cartão do Bolsa Família (Foto: REUTERS/Adriano Machado | Jefferson Rudy/Agência Senado)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou os dados que apontam que uma parcela expressiva de jovens beneficiários do Bolsa Família conseguiu deixar o programa ao longo da última década, destacando o resultado como prova de que a política pública tem cumprido sua finalidade de promover ascensão social e redução da pobreza.

De acordo com o presidente, sete em cada dez adolescentes que eram beneficiários do Bolsa Família em 2014 deixaram o programa até 2025, o que, segundo ele, demonstra que o programa não é pensado como uma política permanente de dependência, mas como uma ponte para que as famílias possam alcançar autonomia financeira e melhores condições de vida.

Em declaração pública, Lula afirmou: "7 em cada 10 adolescentes que eram beneficiários do Bolsa Família em 2014 deixaram o programa até 2025. Um resultado que representa a essência do programa: Garantir suporte para as famílias mais necessitadas, para que possam seguir seu caminho com mais segurança. Conseguir um emprego, abrir um negócio, melhorar de vida. Garantir um futuro digno para seus filhos. É este o objetivo do Bolsa Família. Dar sustentação a quem mais precisa. E é este o compromisso do nosso governo: estar sempre do lado do povo brasileiro."

Segundo o Planalto, o dado é utilizado pelo governo como um dos principais argumentos para defender a manutenção e o fortalecimento do programa social, que atende milhões de famílias em situação de vulnerabilidade em todo o país. A avaliação oficial é de que a política pública não apenas reduz a pobreza imediata, mas também cria condições para que crianças e adolescentes permaneçam na escola e tenham melhores oportunidades no mercado de trabalho no futuro.

Especialistas em políticas sociais avaliam que a rotatividade de beneficiários é um dos principais indicadores de efetividade do programa, já que demonstra a capacidade de parte das famílias de superar a linha de pobreza ao longo do tempo. Ainda assim, apontam que o desafio segue sendo alcançar regiões mais vulneráveis e reduzir desigualdades históricas.

O governo federal tem defendido que a nova fase do Bolsa Família, relançado com regras mais rígidas de acompanhamento escolar e de saúde, amplia o foco na emancipação das famílias, associando a transferência de renda a políticas de qualificação profissional, estímulo ao empreendedorismo e geração de emprego.


Fonte: Brasil 247

Nassif defende reabertura das investigações sobre a morte de Teori Zavascki

Teori morreu dias depois de assegurar que enquadraria os abusos da Operação Lava Jato

       Teori Zavascki. Foto: José Cruz / Agência Brasil

O jornalista Luis Nassif defendeu que a morte do ministro Teori Zavascki seja novamente investigada diante dos novos elementos que emergem sobre a atuação da Lava Jato e do então juiz Sérgio Moro. A análise foi publicada originalmente no GGN e trouxe detalhes da chamada “caixa amarela” da 13ª Vara Federal de Curitiba, onde estariam guardados vídeos da conhecida “festa da cueca”. Para Nassif, esse material dá nova gravidade às denúncias do empresário Tony Garcia sobre mecanismos de chantagem atribuídos à operação.

Nassif afirma que a suposta existência dos vídeos fortalece o relato de Garcia, que afirma ter sido coagido por Moro a produzir gravações comprometedoras de autoridades. O jornalista argumenta que esse conjunto de denúncias ajuda a explicar a postura leniente do TRF-4, que durante anos validou as decisões da Lava Jato sem resistência.

Entre os episódios narrados por Tony Garcia, há acusações de grande impacto institucional. Segundo ele, “um desembargador, contrário à Lava Jato, foi sacrificado com base em denúncias falsas”. O empresário também afirma que dois ministros — Herman Benjamin, do STJ, e Luís Roberto Barroso, do STF — teriam sido alvos de chantagem. No caso de Barroso, Garcia relaciona a pressão a operações do Banestado, quando o ministro ainda atuava como advogado.

O texto de Nassif também destaca o depoimento da ex-juíza Luciana Bauer, que reforçou publicamente a acusação de ter sido agredida por Moro dentro de um elevador. Ela relata que o então magistrado teria segurado seu pescoço e que, após o episódio, viaturas suspeitas passaram a circular com frequência incomum em sua rua.

Diante desse conjunto de relatos, Nassif sustenta que é necessário reexaminar o acidente aéreo que matou Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. O jornalista lembra que, no documentário do GGN sobre a operação — prestes a ser divulgado —, o ministro Gilmar Mendes afirma que Teori morreu poucos dias depois de sinalizar que enfrentaria os abusos da força-tarefa.

Com a morte de Teori, a relatoria dos casos foi transferida para o ministro Luiz Edson Fachin, visto como “confiável” por integrantes da operação, conforme diálogos revelados pela Vaza Jato. Embora não haja qualquer evidência de envolvimento irregular de Fachin, Nassif destaca que a mudança ocorreu em um momento de forte disputa institucional.

Para o jornalista, a discussão ultrapassa o campo jurídico e envolve interesses econômicos expressivos — desde recursos bilionários que seriam destinados à chamada Fundação Lava Jato até disputas entre empreiteiras brasileiras e efeitos diretos sobre a Lei de Partilha da Petrobras. Nesse cenário, afirma Nassif, a reabertura das investigações sobre a morte de Teori Zavascki torna-se indispensável diante dos novos elementos que vieram à tona.

Fonte: Brasil 247 com informações do GGN

Bacellar se negou a dar senha do celular à PF

Mesmo com a negativa, os agentes conseguiram acessar o conteúdo do aparelho

     Rodrigo Bacellar (Foto: Alerj)

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, recusou-se a fornecer a senha de seu telefone celular à Polícia Federal durante diligência realizada na superintendência do órgão. Apesar da resistência, os agentes conseguiram acessar o conteúdo do aparelho. As informações são do jornalista Octávio Guedes, do g1.

A situação provocou apreensão entre políticos do Rio de Janeiro, sobretudo pela possibilidade de que Bacellar não tenha apagado informações sensíveis antes de ser conduzido à PF. Ele teria chegado ao local desprevenido, o que chamou ainda mais atenção dos investigadores.

Outro ponto que reforçou as suspeitas foi a apreensão de um carro oficial utilizado pelo parlamentar, no qual foram encontrados R$ 90 mil em espécie. De acordo com a reportagem, Bacellar não explicou a origem do dinheiro quando questionado.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Novo ciclone se aproxima e mudará a temperatura em 2 regiões do Brasil; confira a previsão

A formação de um novo ciclone extratropical deve provocar uma mudança brusca no tempo

      Chuva de granizo (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A formação de um novo ciclone extratropical deve provocar uma mudança brusca no tempo em áreas do Sul, do Sudeste e de parte do Centro-Oeste do Brasil nos próximos dias, com previsão de ventos intensos, temporais e mar agitado. As informações são do Climatempo.

O sistema atmosférico, classificado como de forte intensidade pela Climatempo, deve se organizar entre esta segunda-feira (8) e a terça-feira (9), com pressão atmosférica inferior a 1.000 hPa — condição associada a tempestades severas e rajadas de vento que podem ultrapassar 100 km/h.

Segundo os meteorologistas, a partir de quarta-feira (10), quando o ciclone já estará mais organizado e avançando em direção ao oceano na altura do litoral do Rio Grande do Sul, podem ser registradas rajadas entre 90 km/h e 120 km/h, especialmente em áreas serranas e litorâneas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.Embora o centro do sistema deva se formar no Sul do país e seguir para alto-mar pela costa gaúcha, seus efeitos também devem atingir São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, por meio da atuação de frentes frias, corredores de umidade e ventos intensificados.

✲ Como o sistema se forma

De acordo com a previsão, o ciclone nasce a partir da intensificação de uma área de baixa pressão localizada entre o sul do Paraguai, o nordeste da Argentina e o Rio Grande do Sul. Durante a tarde e a noite de segunda-feira, essa instabilidade se fortalece, e, na madrugada de terça-feira, o sistema se organiza totalmente, cruzando o território gaúcho de oeste para leste.A pressão atmosférica muito baixa favorece a formação de nuvens de grande desenvolvimento vertical, como as do tipo cumulonimbus, responsáveis por raios, granizo, ventos descendentes intensos e microexplosões. Em situações como essa, não se descarta a ocorrência de rajadas destrutivas associadas a tornados.

✲ Principais riscos previstos

A passagem do ciclone e da frente fria associada deve provocar:

▸ Ventos entre 90 km/h e 120 km/h no Sul do país
Chuva intensa em curto intervalo de tempo, com risco de alagamentos
▸ Queda de granizo de forma localizada
▸ Ondas altas e mar agitado, principalmente em Rio Grande do Sul e Santa Catarina
▸ Grande incidência de raios e instabilidade prolongada
▸ Possibilidade de queda de energia elétrica e danos estruturais

✲ Regiões mais afetadas

No Sul, a situação é considerada mais crítica. No Rio Grande do Sul, os temporais devem se intensificar a partir da madrugada de terça-feira, com destaque para a Grande Porto Alegre. A quarta-feira tende a ser o dia de maior risco para ventos fortes. Em Santa Catarina, a instabilidade mais severa é esperada entre os dias 9 e 10, enquanto o Paraná deve registrar rajadas mais frequentes principalmente na quarta-feira.

No Sudeste, os efeitos serão indiretos, mas relevantes. Em São Paulo, o aumento do vento começa na terça, com maior intensidade na quarta-feira, especialmente no litoral, na Grande São Paulo e na Serra do Mar. O Rio de Janeiro deve ter ventos fortes no centro-sul do estado, incluindo a Região Metropolitana e a Região Serrana. Em Minas Gerais, há previsão de instabilidade no Sul de Minas, Zona da Mata, Triângulo Mineiro e Grande Belo Horizonte.

No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul será o estado mais impactado, com rajadas moderadas já a partir de segunda-feira e potencial de ventos mais intensos na terça. Mato Grosso e Goiás também podem registrar aumento de instabilidade, mas de forma mais pontual.

✲ Quando o sistema perde força

A expectativa é que o centro do ciclone alcance o oceano entre a madrugada e a manhã de quarta-feira, deslocando-se gradualmente para alto-mar ao longo de quinta-feira (11). Mesmo em afastamento, o sistema deve continuar influenciando o vento e o mar nas áreas costeiras do Sul.

✲ Orientações das autoridades

Defesas civis e especialistas recomendam evitar áreas costeiras e o mar aberto durante o pico do fenômeno, não se abrigar sob árvores em tempestades, manter distância de redes elétricas e reforçar estruturas como telhados. Também é indicado retirar objetos soltos que possam ser arremessados pelo vento e acompanhar os alertas oficiais.Com o enfraquecimento do ciclone, o tempo tende a se estabilizar gradualmente no Sul a partir de quinta-feira, enquanto o Sudeste deve seguir com instabilidades pontuais e temperaturas mais amenas. No Centro-Oeste, o calor deve retornar, com pancadas isoladas.

Fonte: Brasil 247 com informações do Climatempo

Governo propõe usar arrecadação de bets para financiar universidade federal do esporte

A proposta vincula a criação da universidade ao legado institucional da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027

       Divulgação

O governo federal apresentou ao Congresso um projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte e autoriza a utilização de parte da arrecadação das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets, para o financiamento da nova instituição. As informações foram inicialmente divulgadas pelo portal Metrópoles.

De acordo com o texto enviado ao Legislativo, os recursos provenientes das chamadas “apostas de quota fixa” seriam repassados pelo Ministério do Esporte para compor o orçamento da universidade. Além dessas verbas, o projeto prevê financiamento por meio de dotações orçamentárias tradicionais, convênios, parcerias institucionais e receitas geradas pela prestação de serviços.

A proposta vincula a criação da universidade ao legado institucional da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, que será realizada no Brasil. Segundo o governo, o objetivo é transformar o evento em um catalisador de políticas públicas permanentes para o desenvolvimento do esporte, da pesquisa e da formação profissional no país.

O projeto também traz diagnóstico sobre a situação do futebol feminino no Brasil. O texto afirma que a modalidade “é predominantemente amador”, destacando que “apenas 19,2% das atletas” possuem vínculo profissional e que “1,2% tem contrato de formação”. O documento aponta ainda desigualdades de gênero na estrutura do esporte, ao registrar que “45% das pessoas que trabalham com o futebol feminino são homens”.

A proposta menciona relatos de discriminação no ambiente esportivo, indicando que “41% das pessoas negras e 31% das indígenas” afirmam ter sido vítimas de racismo no exercício de suas funções. Outro dado citado pelo governo é o desequilíbrio racial em cargos de comando: “Embora 57% dos jogadores da elite do futebol brasileiro sejam pretos ou pardos, não havia nenhum treinador negro comandando um clube da série A do Campeonato Brasileiro e apenas 17% dentre os auxiliares em 2023.”

Pelo cronograma apresentado, a inauguração da Universidade Federal do Esporte está prevista para 2027, com sede em Brasília. A instituição deve iniciar suas atividades com cinco cursos de graduação e cinco cursos de pós-graduação lato sensu. Em um prazo de até quatro anos, o plano é expandir a oferta para onze graduações.

A capacidade máxima projetada é de cerca de 3 mil estudantes. Segundo o governo, não está previsto aumento imediato de despesas com pessoal, uma vez que a implementação dependerá de dotações específicas no Orçamento Geral da União e de autorizações futuras.

O projeto ainda será analisado pelas comissões temáticas da Câmara dos Deputados e do Senado, antes de eventual votação em plenário.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

PT aprova resolução contra o bolsonarismo e mira Tarcísio como principal adversário

O documento é composto por cerca de 30 tópicos e trata dos desafios do início do ciclo pré-eleitoral

PT aprova resolução contra o bolsonarismo e mira Tarcísio como principal adversário (Foto: Alessandro Dantas)

A direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou uma resolução interna que orienta a militância a intensificar a mobilização contra o bolsonarismo, classificando o grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como próximo do fascismo e da extrema direita. O documento alinha o discurso eleitoral do partido para o período pré-eleitoral e sinaliza que o principal foco da oposição será o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.

Na versão final, o texto deixa de lado a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e passa a mirar diretamente Tarcísio de Freitas, apontado como principal representante de um projeto neoliberal. Em um dos trechos, o partido afirma:“O Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se destaca como principal interlocutor do projeto neoliberal e privatista, transformando São Paulo em um laboratório de redução do papel do Estado, de entrega de bens públicos e de enfrentamento ideológico ao governo federal”.

O documento é composto por cerca de 30 tópicos e trata dos desafios do início do ciclo pré-eleitoral, citando fatores internos e internacionais como justificativa para o fortalecimento da estrutura partidária. A resolução menciona o avanço de movimentos extremistas no cenário global e faz referência ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, traçando paralelos com a situação política brasileira.

Um dos pontos centrais do texto é a menção às investigações relacionadas a uma suposta tentativa de golpe de Estado. O partido sustenta:“A prisão de Jair Bolsonaro e de quatro generais por tentativa de golpe de Estado e planejamento de assassinato do presidente e vice-presidente da República é um fato inédito na história do Brasil e uma importante vitória da democracia”. Na sequência, o PT afirma:“Este fato recoloca a direita em xeque, abre disputas internas por hegemonia e expõe a crise moral e política do bolsonarismo, que, apesar disso, segue articulado, mantendo ativo um núcleo fascista que disputa e hegemoniza setores importantes da política nacional”.

A resolução também trata da relação entre o governo federal e o Congresso Nacional. O texto faz críticas diretas ao chamado Centrão e ao uso de emendas parlamentares como instrumento de pressão política, apontando a influência de setores de centro na crise com o Legislativo.

Outro ponto destacado é a defesa do resgate de bandeiras históricas do partido. O documento aponta a segurança pública como uma das principais demandas da população e também menciona temas como transformação digital, combate ao feminicídio e fortalecimento de políticas sociais.

No encerramento, o texto convoca a militância a reforçar a mobilização em torno do dia 8 de Janeiro, tratado como marco simbólico na defesa da democracia. O partido afirma: “É fundamental que realizemos atos em todo o país, reafirmando que o povo brasileiro não tolera mais golpes e ataques à soberania popular.” A resolução deve servir como base para a atuação partidária nos próximos meses, influenciando a estratégia política e o discurso público da legenda rumo às eleições de 2026.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Datafolha: rejeição à família Bolsonaro supera a de governadores de direita em 2026


Família Bolsonaro   (Foto: Reprodução)

Pesquisa Datafolha, divulgada no último sábado (6), revela um cenário eleitoral desfavorável para a família Bolsonaro. Segundo o levantamento, os integrantes do clã registram índices de rejeição bem acima daqueles atribuídos a governadores de direita cotados para a disputa presidencial de 2026. Enquanto nomes como Tarcísio de Freitas, Ratinho Jr., Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem na casa dos 18% a 21%, nomes da família do ex-presidente ultrapassam os 35%.

Entre os possíveis candidatos do grupo, o senador Flávio Bolsonaro (PL), recém-lançado como pré-candidato, acumula 38% de rejeição. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL) chega a 37%, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro marca 35%. O maior índice, no entanto, continua com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta 45% de rejeição – número que o coloca tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que registra 44%, dentro da margem de erro.

A pesquisa também destaca que a rejeição elevada da família Bolsonaro contrasta com o desempenho de líderes estaduais que vêm ganhando espaço no debate nacional. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, aparece com 20% de rejeição; Ronaldo Caiado, de Goiás, com 18%; enquanto Ratinho Jr. (PR) e Romeu Zema (MG) registram 21% cada. A diferença – superior a dez pontos percentuais – indica que parte do eleitorado que migrou para a direita nos últimos anos começa a separar o “bolsonarismo raiz” de outros nomes conservadores.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sério, sentado, sem olhar para a câmera
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) – Reprodução

Nos cenários de segundo turno, o Datafolha aponta vitórias de Lula sobre candidatos da família Bolsonaro com folga considerável. Contra Flávio, o petista venceria por 51% a 36%, uma vantagem de 15 pontos. Já contra governadores de direita, a disputa se estreita: Lula aparece com 47% contra 42% de Tarcísio e 47% contra 41% de Ratinho Jr. A tendência sugere que candidatos fora do núcleo familiar têm maior potencial de competitividade nacional.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre os dias 2 e 4 de dezembro, em 113 municípios, antes do anúncio oficial da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Com margem de erro de 2 pontos percentuais, a pesquisa reforça uma percepção crescente no meio político: o sobrenome Bolsonaro, que já representou força eleitoral, hoje se tornou um dos maiores obstáculos para a própria direita ampliar sua capacidade de disputa em 2026.

Fonte: DCM