segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Metade dos brasileiros não votaria em nome indicado por Bolsonaro, diz Datafolha

Rejeição ao ex-presidente atinge recorde e fragiliza nomes da direita para 2026

O ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília-DF, onde cumpre prisão domiciliar, enquanto aguarda a execução penal pela condenação por golpe de Estado - 29/09/2025 (Foto: REUTERS/Diego Herculano)

A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado (6), mostra um cenário desfavorável para o grupo político alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso e considerado inelegível por decisão do Supremo Tribunal Federal. O levantamento revela que 50% dos brasileiros não votariam em um candidato apoiado por ele.

Apenas 26% dos entrevistados afirmaram que votariam com certeza em um nome indicado pelo ex-presidente, enquanto 21% disseram que talvez o fizessem. Outros 3% não souberam responder. Os dados reforçam a queda significativa da capacidade de transferência de votos de Bolsonaro, elemento que durante anos sustentou a força eleitoral da direita.

O estudo também avaliou os nomes mais cotados dentro do campo bolsonarista para disputar a Presidência em 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), lançado pelo pai como pré-candidato, é o menos desejado pelos eleitores: apenas 8% consideram que ele deveria liderar a chapa. A preferência interna é ocupada por Michelle Bolsonaro, com 22%, seguida por Tarcísio de Freitas (20%), Ratinho Jr. (12%) e Eduardo Bolsonaro (9%). Mesmo os nomes mais competitivos, porém, não conseguem ultrapassar a rejeição de metade da população a qualquer candidatura apadrinhada pelo ex-presidente.

Neste domingo (7), Flávio Bolsonaro declarou acreditar na união da direita para 2026 e apostou que a vitória começaria por São Paulo, “com uma diferença maior de votos do que em 2022”. Ele também afirmou que poderia abrir mão de disputar a Presidência caso avançasse a proposta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, medida que beneficiaria o pai.

O levantamento expõe ainda a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre todos os adversários testados. Em um confronto direto com Flávio Bolsonaro, Lula aparece com 51% contra 36%. Contra Tarcísio, o petista tem 47% frente a 42%, e diante de Michelle Bolsonaro, lidera por 47% a 39%. Já Eduardo Bolsonaro registra apenas 35%, enquanto Lula alcança 52%.

A pesquisa avaliou também índices de rejeição pessoal. Jair Bolsonaro lidera com 45%, seguido por Flávio (38%), Eduardo (37%) e Michelle (35%). Nomes fora do núcleo familiar, como Tarcísio de Freitas, Ratinho Jr., Romeu Zema e Ronaldo Caiado, têm taxas menores, mas ainda insuficientes para ameaçar a dianteira de Lula nas simulações.

Nos cenários de primeiro turno, Lula mantém 41% das intenções de voto em todas as combinações apresentadas. Entre os candidatos da direita, Flávio e Eduardo Bolsonaro alcançam 18% cada, Michelle chega a 24% e Tarcísio marca 23%. Nenhum deles conseguiu romper a fragmentação do campo conservador ou demonstrar capacidade de consolidação.

Realizada entre 2 e 4 de dezembro com 2.002 entrevistados em 113 municípios, a pesquisa Datafolha tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Fonte: Brasil 247

Datafolha: 54% acham que Bolsonaro quis fugir; 33% acreditam em surto

Na decisão que determinou a prisão preventiva de Bolsonaro, o Supremo Tribunal Federal sustentou que o ex-presidente tentou romper a tornozeleira

      Bolsonaro com sua tornozeleira (Foto: Divulgação)

A maioria dos brasileiros acredita que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentou fugir ao danificar a tornozeleira eletrônica que utilizava por ordem judicial, segundo pesquisa Datafolha. O episódio ocorreu antes da decretação da sua prisão preventiva e gerou forte repercussão política e jurídica no país.

De acordo com o levantamento, 54% dos entrevistados avaliam que Bolsonaro se preparava para uma fuga, enquanto 33% concordam com a versão apresentada por sua defesa, de que ele sofreu um surto paranoico. Outros 13% afirmaram não saber ou preferiram não opinar.

A pesquisa ouviu 2.002 eleitores em 113 municípios, entre os dias 2 e 4 de dezembro, com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O recorte regional mostra diferenças importantes na percepção da população. No Nordeste, 61% dos entrevistados apostam na hipótese de tentativa de fuga. Já nas regiões Sul, Norte e Centro-Oeste, 40% acreditam que o ex-presidente estaria em um surto no momento em que danificou o equipamento de monitoramento.

Entre eleitores, o tema também revela forte polarização. Entre os que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno de 2022, 66% defendem que Bolsonaro tentava fugir. Já 66% dos eleitores do ex-presidente concordam com a tese de que ele sofreu um surto paranoico.

O levantamento também mostrou variações por faixa etária e perfil religioso e econômico. Entre jovens de 16 a 24 anos, 60% afirmam que o ato teve como objetivo facilitar uma possível fuga. Entre os mais ricos, 40% consideram verdadeira a versão do surto, enquanto 46% dos evangélicos também se inclinam para essa explicação.

Entendimento do STF

Na decisão que determinou a prisão preventiva de Bolsonaro em 22 de novembro, o Supremo Tribunal Federal sustentou que o ex-presidente tentou romper a tornozeleira eletrônica para "garantir êxito em sua fuga".

A medida foi solicitada pela Polícia Federal e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. De acordo com a Corte, a tentativa de danificação do equipamento ocorreu por volta da meia-noite.

Versão da defesa

Durante a audiência de custódia realizada no dia seguinte à prisão, Bolsonaro apresentou sua versão dos fatos. Questionado pela juíza auxiliar do gabinete de Alexandre de Moraes, Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, o ex-presidente afirmou ter vivido um período de instabilidade mental.

Ele declarou que teve uma “certa paranoia” e associou o episódio ao uso de medicamentos prescritos por médicos diferentes, que teriam interagido de forma inadequada. Bolsonaro também relatou que vinha apresentando sono irregular.

Segundo seu relato, ele mexeu na tornozeleira utilizando um ferro de solda por ter curso de operação desse tipo de equipamento, mas afirmou que interrompeu a ação após “cair na razão” e comunicou o fato aos agentes responsáveis por sua custódia, versão que segue sendo analisada pelas autoridades.

Até o momento, a defesa reafirma que não houve intenção de fuga e sustenta que o episódio foi resultado de um quadro episódico de desorientação.

Fonte: Brasil 247

Traumann vê maior probabilidade de vitória de Lula no primeiro turno após entrada de Flávio Bolsonaro

Ex-ministro da Secom e colunista de Veja afirma que candidatura do senador bolsonarista fortalece cenário de reeleição do presidente Lula

04.12.2025 - Palácio Itamaraty - Brasília (DF) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A análise do ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social e colunista da Revista Veja, Thomas Traumann, indica que a entrada do senador Flávio Bolsonaro na disputa presidencial de 2026 aumenta significativamente a probabilidade de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno. Os dados citados por Traumann têm como base a nova pesquisa Datafolha.

Segundo o levantamento, em votos válidos — desconsiderando brancos, nulos e indecisos — Lula aparece com 49%, dentro da margem de erro que o colocaria muito perto de definir a eleição já na primeira etapa caso Flávio Bolsonaro seja confirmado como candidato da oposição. Flávio registra 22%, seguido por Ratinho Junior (14%), Ronaldo Caiado (8%) e Romeu Zema (7%).

Segundo turno seria o mais desequilibrado desde 2006, aponta levantamento

Ainda de acordo com o Datafolha, caso Flávio Bolsonaro chegasse ao segundo turno, perderia por uma das maiores margens de votos desde a reeleição de Lula em 2006. Em votos válidos, o presidente teria 59%, contra 41% do senador.

Traumann ressalta que os números evidenciam a fragilidade eleitoral do sobrenome Bolsonaro. Segundo ele, simulações com Michelle Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro apresentam desempenho igualmente fraco contra Lula.

Desempenho muda quando bolsonarista é substituído por Tarcísio de Freitas

O cenário se altera quando o nome de Flávio é substituído pelo do governador Tarcísio de Freitas. Nesse caso, a disputa se torna mais apertada.

Primeiro turno:

  •  Lula — 49%
  •  Tarcísio — 27%
  •  Ratinho Junior — 13%
  •  Caiado — 7%
  •  Zema — 4%

Segundo turno:

  •  Lula — 53%
  •  Tarcísio — 47%

O governador do Paraná, Ratinho Junior, apresenta desempenho semelhante ao de Tarcísio em um eventual segundo turno contra Lula (54% x 46%), reforçando a avaliação de que o problema central para a oposição é o impacto negativo do nome Bolsonaro.

Crise no bolsonarismo e agenda de governo fortalecem Lula, avalia Traumann

Traumann sustenta que o “efeito tóxico” da família Bolsonaro se consolidou nos últimos meses, em meio a episódios que fragilizaram ainda mais o grupo político:

  •  Eduardo Bolsonaro atuou para que o governo Trump aplicasse ao Brasil o maior tarifaço do mundo.
  •  Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado.
  •  As manifestações bolsonaristas perderam força.
  •  A proposta de anistia não avançou no Congresso.
  •  Flávio Bolsonaro contribuiu para antecipar a prisão do pai.
  •  Os irmãos Bolsonaro protagonizaram disputas públicas internas.
  •  A candidatura de Flávio foi lançada por meio de uma nota no portal Metrópoles.
Enquanto isso, destaca Traumann, o governo Lula avança em políticas públicas com forte impacto social:

  •  Programa de gratuidade de luz e gás para 18 milhões de famílias.
  •  Isenção de imposto de renda para 20 milhões de contribuintes.
  •  Lançamento do maior programa habitacional para a classe média neste século.
  •  Ampliação do crédito Pé de Meia para todos os estudantes do ensino médio.
  •  Reajuste de 7,4% no salário mínimo em janeiro.
  •  Estudo para reajuste do Bolsa Família.
  •  Projeto piloto de gratuidade no transporte público aos finais de semana.
  •  Inclusão do fim da escala 6x1 como um dos eixos centrais do futuro programa de governo Lula 4.

Brasileiros priorizam vida cotidiana, e anistia a Bolsonaro vira “não assunto”

Traumann escreve que a pauta da anistia a Jair Bolsonaro “não mobiliza mais o país”, enquanto a população demonstra preocupação com temas como pagar contas, enfrentar longos deslocamentos diários e o medo constante da violência urbana.

Segundo o colunista, a candidatura de Flávio Bolsonaro funciona como um “presente de Natal” para Lula, ao cristalizar a rejeição acumulada pelo clã e enfraquecer a formação de uma frente de oposição competitiva.

Fonte: Brasil 247

domingo, 7 de dezembro de 2025

VÍDEO: Manifestações em todo o Brasil pedem fim do feminicídio e mais proteção às mulheres


   Manifestação contra a violência às mulheres reuniu participantes na Avenida Paulista. Foto: Divulgação

Neste domingo (7), protestos ocorreram em diversas cidades brasileiras em apoio à campanha contra o aumento de feminicídios e outras formas de violência contra mulheres. A mobilização foi organizada pelo movimento Levante Mulheres Vivas e reuniu pessoas de pelo menos 20 estados, além do Distrito Federal.

O movimento visa denunciar a violência estrutural que atinge as mulheres e cobrar medidas efetivas de enfrentamento a esse grave problema. Em São Paulo, o protesto na Avenida Paulista atraiu 9.200 participantes, de acordo com dados do Monitor do Debate Político do Cebrap e USP.

O grupo exibiu faixas e cartazes com frases como “Mulheres Vivas” e marchou pela cidade, destacando dois casos de feminicídio ocorridos no mesmo dia: o assassinato da farmacêutica Daniele Guedes Antunes, em Santo André, e a morte de Milena de Silva Lima, em Diadema, ambas vítimas de ex-companheiros.

“Todas merecem dignidade, todas merecem proteção. Tomamos a rua para dizer que nenhuma mulher será esquecida”, afirmou a deputada federal Erika Hilton, uma das vozes do protesto.

No Rio de Janeiro, a manifestação em Copacabana, na Zona Sul, reuniu centenas de pessoas em protesto contra o aumento da violência no estado, que registrou 79 feminicídios até novembro de 2025, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP).

O caso de Aline Nascimento, esfaqueada pelo ex-companheiro em Irajá, também foi lembrado no ato. Aline, que já possuía medida protetiva contra o agressor, sobreviveu ao ataque. O protesto no Rio também exigiu mais proteção para as mulheres e uma resposta eficaz das autoridades.

Protesto contra feminicídio reúne manifestantes em Copacabana. Foto: Divulgação

Em Brasília, a manifestação ocorreu pela manhã na Torre de TV, onde dezenas de mulheres se reuniram para exigir justiça e denunciar o alto número de feminicídios no Distrito Federal, que já registrou 26 casos em 2025. O protesto ganhou força após o assassinato da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, morta por um soldado dentro de um quartel.

Durante o ato, as organizadoras ressaltaram a importância das medidas protetivas e dos canais de denúncia para mulheres em situação de risco. Em Santa Catarina, a caminhada em Florianópolis homenageou Catarina Kasten, uma professora de 31 anos brutalmente assassinada em novembro.

Os manifestantes percorreram a cidade com faixas e cartazes pedindo o fim da violência contra a mulher, enquanto em Belo Horizonte, o protesto na Praça Raul Soares também exigiu justiça e políticas públicas de enfrentamento ao feminicídio.

A mobilização nacional “Mulheres Vivas” tem ganhado força com o objetivo de sensibilizar a sociedade e pressionar as autoridades a tomarem medidas efetivas para combater a violência de gênero.

Além das manifestações em várias cidades, o movimento também ressaltou a importância das medidas protetivas, que podem ser solicitadas pelas mulheres que se sentem ameaçadas, mesmo sem um crime consumado.

As mulheres podem buscar proteção na Polícia Civil, em delegacias e por meio de canais como o número 197. O descumprimento das medidas protetivas é considerado crime e deve ser denunciado imediatamente.

Confira os vídeos:

Fonte: DCM

Lindbergh cobra Tarcísio sobre explosão de feminicídios em São Paulo

Líder do PT critica o silêncio do governador diante dos casos de violência contra a mulher

     O deputado federal Lindbergh Farias - 09/07/2025 (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) cobrou publicamente uma resposta do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, diante da escalada da violência de gênero no estado. A manifestação do parlamentar ocorreu no mesmo dia em que atos contra o feminicídio tomaram as ruas de diversas capitais brasileiras.

Em publicação nas redes sociais, o petista destacou o crescimento alarmante dos crimes: “Tarcísio precisa explicar! Estupros cresceram 43% em SP nos últimos 5 anos e o feminicídio subiu 76% na capital. No dia de defesa da vida das mulheres, o governador deve uma resposta: o que será feito pra parar essa violência?”.



◉ Pressão por respostas em meio à onda de manifestações

As declarações de Lindbergh ecoam um clima nacional de indignação. Neste domingo (7), o movimento Mulheres Vivas coordenou protestos em várias cidades do país, motivados pelo aumento dos casos de feminicídio e outras formas de violência contra mulheres. As mobilizações, segundo o Brasil 247, começaram pela manhã em Curitiba, Brasília e Belo Horizonte, e se espalharam ao longo do dia para capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Teresina, Manaus e Boa Vista.

◉ Forte adesão em São Paulo

Na capital paulista, o ato teve início às 14h em frente ao Masp, ocupando dois quarteirões da Avenida Paulista. Mulheres de várias idades, acompanhadas por homens e crianças, ergueram cartazes com frases como “misoginia mata” e “nenhuma a menos”, além de homenagens a vítimas recentes de feminicídio. O trânsito não foi totalmente bloqueado e seguiu liberado até a altura da Rua Itapeva. A Polícia Militar acompanhou a manifestação.

◉ Mobilização nacional reforça gravidade dos números

Em Belo Horizonte, manifestantes se concentraram na Praça Raul Soares, marchando até a Praça da Estação com cartazes que pediam justiça e denunciavam a impunidade. Em Curitiba, o protesto começou no Largo da Ordem, ao som do coro “Mulheres Vivas”.

O contexto que embasa a cobrança de Lindbergh é grave: só em 2024, o Brasil registrou 1.492 feminicídios, o maior número desde que o crime foi tipificado em 2015. Em 2025, o estado de São Paulo já contabiliza 53 feminicídios, um recorde histórico. Os assassinatos de mulheres por razão de gênero aumentaram 10% desde janeiro no estado.

◉ Silêncio do governo paulista amplia críticas

A ausência de posicionamento público do governador sobre esse cenário tem ampliado a pressão política. Para movimentos sociais, parlamentares e coletivos feministas, o governo estadual deve apresentar medidas concretas para conter a escalada da violência e proteger mulheres em situação de risco.

As manifestações deste domingo ressaltam a urgência por políticas públicas eficazes e reforçam a visibilidade de uma crise que vitima mulheres diariamente em todo o país.

Fonte: Brasil 247

VÍDEO: Bolsonaro perde força entre apoiadores e superintendência da PF fica vazia neste domingo


       Jair Bolsonaro. Foto: Divulgação

Após os primeiros 15 dias de encarceramento, Jair Bolsonaro tem se deparado com uma realidade diferente daquela que o acompanhou durante sua trajetória política. Nas redes, um vídeo registra o abandono do capitão, no dia em que o Datafolha aponta que a maioria do país concorda com sua prisão.

As imagens mostram a superintendência da PF vazia. Nenhuma alma para prestar solidariedade em ex-presidente encarcerado por tentativa de golpe. Detalhe: as imagens foram captadas neste domingo, 7, dia em que tradicionalmente as visitas nas cadeias aumentam em todo o país.


As mobilizações em apoio ao ex-presidente têm sido raras e de baixo impacto. No domingo, 30 de novembro, um pequeno grupo se reuniu em frente ao Museu Nacional da República, em Brasília, para pedir pela anistia de Bolsonaro e outros condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após sua participação na tentativa de golpe de 2022.

A manifestação foi modesta, com apenas um deputado, Marcos Pollon (PL-MS), presente. O ato não conseguiu gerar repercussões significativas e mal conseguiu atrair a atenção de quem passava pelo local.

Ao longo da semana, as mobilizações continuaram escassas. Poucos apoiadores se mostraram dispostos a se deslocar até a Superintendência da Polícia Federal (PF) para apoiar o ex-presidente.

A maior manifestação ocorreu na segunda-feira (1), quando três apoiadores se reuniram para protestar contra a prisão de Bolsonaro e pedir por anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. No entanto, o número reduzido de participantes e a falta de consistência nos protestos refletem a perda de relevância do ex-presidente no cenário político atual.

Mesmo com o apoio de poucos, o ato de segunda-feira gerou uma reação das ruas, com buzinas de apoio sendo ouvidas, além de críticas e protestos de membros da oposição. Contudo, a escassez de seguidores que compareceram ao evento deixa claro que o bolsonarismo parece ter perdido força e está longe de ter o mesmo apelo popular que exibiu durante os anos de governo de Bolsonaro.

O enfraquecimento da base bolsonarista tem sido evidente não apenas nas ruas, mas também nas interações familiares. Nos bastidores, a prisão de Bolsonaro gerou atritos políticos dentro da família, evidenciando um afastamento dos aliados mais próximos.

Fonte: DCM

VÍDEO: Empresário de SC agride filha após denúncia de abuso e caso viraliza


A vítima conversa com o pai através do perfil falso criado para investigação. Foto: Reprodução/Jornal Razão

Em Brusque, Santa Catarina, um empresário de terraplanagem agrediu a própria filha dentro de um carro perto de um canteiro de obras. O caso veio à tona neste domingo (7). A vítima divulgou vídeos e fotos nas redes sociais que viralizaram localmente., segundo informação do Jornal Razão.

A filha investigava o pai há semanas por suspeitas de abuso sexual contra menores. Ela criou um perfil falso de adolescente de 14 anos para testar as desconfianças. O homem respondeu com mensagens explícitas sabendo da idade simulada.​

Ao confrontá-lo pessoalmente ele descobriu o perfil falso e reagiu com violência. A jovem dirigia o carro quando o pai a atacou fisicamente. Recém recuperada de um acidente de moto ela ainda usava bota ortopédica.​

Ele explorou essa fragilidade puxando-a pelo pescoço. Tentou arrastá-la para fora do veículo e imobilizá-la no chão. Ela jogou o carro contra um barranco para se defender.​

A vítima viu ódio e prazer no rosto do agressor. O noivo dela recebeu ameaças telefônicas do pai. O empresário tem histórico de agressões contra mulheres e evita confrontos com homens.​

Na briga ele tomou o celular dela quebrou o aparelho e tentou apagar provas. Ela recuperou arquivos postou online e ganhou apoio de centenas. A empresa segue ativa ele permanece em liberdade e circula pela cidade. O Jornal Razão aguarda posição da Polícia Civil.

Veja o vídeo da agressão:

Fonte: DCM com informação do jornal Razão

Protestos contra feminicídios acontecem em todo o Brasil neste domingo; confira os locais


Ato contra feminicídios em Porto Alegre ocorreu no sábado (6)
| Crédito: Rafa Dotti

Neste domingo (7), o Brasil se mobiliza para denunciar a crescente violência contra as mulheres, com destaque para os feminicídios. A mobilização, batizada de Levante Mulheres Vivas, é convocada por coletivos, movimentos populares e organizações feministas, e busca alertar a sociedade sobre a crise de violência enfrentada pelas mulheres no país. O ato ocorre após uma série de crimes brutais, incluindo o feminicídio de Maria de Lourdes Freire Matos, ocorrido no Distrito Federal, onde um soldado foi preso em flagrante. As informações são do Brasil de Fato.

Os recentes casos de violência contra mulheres têm gerado revolta em todo o país, destacando a misoginia (ódio das mulheres) que alimenta tais ataques. Em São Paulo, uma mulher teve as pernas amputadas após ser atropelada e arrastada pelo ex-namorado, e no Rio de Janeiro, duas funcionárias do Cefet-RJ foram assassinadas a tiros por um homem que não aceitava ser comandado por mulheres. O Levante Mulheres Vivas aponta que a fragilidade da rede de proteção e o aumento de discursos de ódio nas redes sociais têm agravado essa situação alarmante.

A mobilização busca, também, o reconhecimento da misoginia como crime específico, destacando que ataques simbólicos e diretos contra mulheres sustentam e amplificam outras formas de violência, incluindo o feminicídio. O manifesto do Levante exige que o Estado trate a misoginia como uma questão prioritária, tanto jurídica quanto socialmente, para enfrentar a violência de maneira mais eficaz.

No sábado (6), as mobilizações ocorreram em cidades como Porto Alegre (RS), Belém (PA), Joinville (SC) e Cuiabá (MS), com outras programadas para o domingo (7) e o próximo dia 14, em Salvador (BA). Diversos atos de protesto estão confirmados para hoje, com pontos de concentração em várias capitais, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Cuiabá, Manaus, Belo Horizonte e outras cidades.

Os eventos visam pressionar as autoridades a melhorar o sistema de proteção às mulheres, especialmente em um momento de crescimento do número de feminicídios no Brasil. O ato de hoje é mais uma tentativa de garantir justiça para as vítimas e lutar por uma sociedade mais segura e igualitária para as mulheres.

Veja a lista de atos confirmados neste domingo:

São Paulo (SP) – 14h, vão do Masp
Rio de Janeiro (RJ) – 12h, Posto 5 – Copacabana
Brasília (DF) – 10h, Feira da Torre de TV
Curitiba (PR) – 10h, Praça João Cândido – Largo da Ordem
Cuiabá (MT) – 14h, Praça Santos Dumond
Campo Grande (MS) – 13h, em frente ao Aquário do Pantanal
Manaus (AM) – 17h, Largo São Sebastião
Parnaíba (PI) – 16h, em frente ao Parnaíba Shopping
Belo Horizonte (MG) – 11h, Praça Raul Soares
Porto Alegre (RS) – 17h, Praça da Matriz
São José dos Campos (SP) – 15h, Largo São Benedito
Salvador (BA) – 10h, Barra (do Cristo ao Farol)
São Luís (MA) – 9h, Praça da Igreja do Carmos (Feirinha)
Belém (PA) – 8h, Boulevard Gastronomia
Teresina (PI) – 17h, Praça Pedro II
Roraima (RR) – 16h30, Assembleia Legislativa

Fonte: DCM

VÍDEO – Flávio ameaça desistir da Presidência e sinaliza: ” Tenho um preço”

Flávio Bolsonaro em culto, em Brasília (DF). Foto: Vinicius Schimidt/Metrópoles

Neste domingo (7), Flávio Bolsonaro afirmou que pode abandonar a pré-candidatura à Presidência em 2026. O senador do PL do Rio declarou que a desistência teria um “preço” e que pretende tratar do assunto de forma mais detalhada nesta segunda-feira (8).

A declaração foi dada após a participação dele em um culto religioso na capital federal. Questionado sobre o que motivaria sua saída da disputa e se esse “preço” envolveria a aprovação de anistia aos condenados por atos golpistas, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio preferiu não responder diretamente.

O senador disse que conversará com líderes do centrão, como Valdemar Costa Neto, Marcos Pereira e Antonio Rueda, para tratar da proposta de anistia. Segundo ele, o tema tem sido objeto de negociações e seguirá no centro das conversas com partidos de direita.

Flávio já havia afirmado na sexta-feira (5) que foi escolhido pelo pai para representar o grupo político na corrida ao Planalto. Ele disse que a possibilidade de concorrer vinha sendo discutida com o ex-presidente antes mesmo da prisão dele.

No sábado (6), pelas redes sociais, o senador afirmou que as tratativas sobre a anistia haviam começado e cobrou que lideranças contrárias ao governo Lula apoiassem a proposta. Para ele, esse seria o gesto inicial necessário para fortalecer o campo político que pretende reunir.

Flávio relatou que já buscou dirigentes do União Brasil, PP e PSD para compor alianças e afirmou acreditar que pode crescer nas pesquisas, apesar da falta de projeção eleitoral atual. Disse ainda que pretende apresentar uma imagem de “pacificação”, diferenciando-se do estilo do pai.

Levantamentos recentes mostram dificuldades para o senador ampliar seu apoio. Pesquisa Datafolha indica que 38% do eleitorado rejeitam seu nome. No mesmo estudo, Tarcísio de Freitas aparece com rejeição de 20%, e o presidente Lula com 44%.

Dirigentes do centrão continuam a ver Tarcísio como o nome mais competitivo da direita. Para esses partidos, o governador de São Paulo teria melhores condições de enfrentar uma disputa nacional por apresentar menor resistência entre os eleitores.

Veja o vídeo:

Fonte: DCM

Datafolha: 54% dos brasileiros acham justa prisão de Bolsonaro

População se divide sobre local de cumprimento da pena: 34% defendem prisão domiciliar e 26% citam presídio comum

Datafolha: 54% dos brasileiros acham justa prisão de Bolsonaro (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Levantamento do Datafolha divulgado neste domingo (7) pela Folha de São Paulo indica que a maior parte da população avalia como justa a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou Jair Bolsonaro (PL) por seu papel central na articulação golpista após a derrota para o presidente Lula (PT) na eleição de 2022.

Segundo dados do Datafolha, 54% dos entrevistados afirmam que a prisão é justa, enquanto 40% discordam. O instituto ouviu 2.002 pessoas entre os dias 2 e 4 de dezembro, em 113 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais.

A execução da pena — 27 meses e três meses de prisão — teve início em 25 de novembro, após determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes, que também conduz a fase de execução. Dias antes, o magistrado ordenara a prisão após Bolsonaro tentar romper a tornozeleira eletrônica usando um ferro de solda, violando novamente medidas cautelares impostas desde agosto, quando cumpria prisão domiciliar.

Condenado em 11 de setembro junto a outros integrantes do núcleo central da trama golpista, o ex-presidente está custodiado na superintendência da Polícia Federal em Brasília. A decisão de mantê-lo no local, em vez de permitir prisão domiciliar, contrariou a defesa, que alegava problemas de saúde. Moraes, no entanto, ponderou que a PF oferece monitoramento médico contínuo e maior segurança, especialmente diante do risco de fuga ilustrado por episódios envolvendo aliados próximos.

O histórico recente reforça essa preocupação. O ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, também condenado, deixou o país e permanece foragido nos Estados Unidos, assim como Eduardo Bolsonaro (PL-SP), investigado por campanha contra o Brasil junto ao governo americano. A possibilidade de Bolsonaro ser transferido para o complexo da Papuda — onde já estiveram figuras como Anderson Torres — gerou apreensão entre seus apoiadores, mas não se concretizou. Oficiais-generais condenados, como Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, foram encaminhados a unidades militares, enquanto o delator Mauro Cid cumpre regime aberto.

A prisão do grupo representa um marco na história recente, intensificando tensões nas Forças Armadas, especialmente no Exército. De acordo com o Datafolha, 57% dos eleitores consideram justa a condenação dos generais, ao passo que 30% discordam. A imagem da Força também sofreu desgaste: 26% dos entrevistados afirmam ter piorado sua percepção, enquanto 57% dizem não ter mudado de opinião.

O levantamento mostra ainda que 36% se dizem bem informados sobre a condenação definitiva de Bolsonaro; 37% afirmam ter conhecimento parcial; 11% se consideram mal informados; e 16% não estavam cientes do desfecho judicial. Sobre o local adequado para cumprimento da pena, 34% defendem prisão domiciliar. Entre os que rejeitam essa opção, 26% preferem presídio comum, 20% apontam unidade militar e 13% citam sede da PF.

Bolsonaro — que já está inelegível até 2030 por condenação da Justiça Eleitoral — ficará afastado das urnas até 2060 em razão das novas penas. A previsão de progressão ao regime semiaberto só se daria em 2033, segundo especialistas.

A pesquisa também evidencia um cenário profundamente marcado pela polarização política. Evangélicos (55%), moradores do Norte e Centro-Oeste (48%), apoiadores do PL (95%) e eleitores de Bolsonaro no segundo turno de 2022 (81%) consideram a prisão injusta. Já entre nordestinos (65%), apoiadores do PT (92%) e eleitores de Lula (87%), a avaliação majoritária é de que a decisão foi correta. Entre quem anulou ou votou em branco, 57% aprovam a medida.

Nos recortes socioeconômicos, há relativa uniformidade. Jovens, pessoas com apenas o ensino fundamental e brasileiros de menor renda demonstram ligeira tendência a considerar a prisão justa — 60%, 59% e 58%, respectivamente — mas as margens de erro maiores desses segmentos impedem distorções significativas no panorama geral.

Fonte: Brasil 247