O país asiático ocupa a 16ª posição em ranking global e amplia uso de drones em meio à escalada do conflito no Oriente Médio
Soldados da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) durante exercício em Aras 17/10/2022 IRGC/WANA (West Asia News Agency)/Divulgação via REUTERS (Foto: WANA NEWS AGENCY)
O Irã figura entre as principais potências militares do planeta, segundo levantamento do portal internacional Global Fire Power, que elabora anualmente um ranking das forças armadas ao redor do mundo. A informação ganha relevância em meio aos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o país asiático no último fim de semana.
De acordo com o Global Fire Power, na edição de 2025 foram analisados 145 países com base em mais de 60 critérios, incluindo capacidade aérea, terrestre e naval, além de estrutura logística e efetivo disponível. Os Estados Unidos lideram a classificação. Até o ano passado.
O Irã aparece na 16ª colocação e mantém um contingente expressivo. São 610 mil militares na ativa e outros 350 mil na reserva. Cerca de 220 mil integrantes de forças paramilitares atuam no território iraniano, ampliando a capacidade de mobilização em caso de conflito prolongado.
No campo de equipamentos, o Exército iraniano dispõe de 227 tanques de guerra, 778 aeronaves e 97 navios. O país também vem direcionando investimentos estratégicos para o desenvolvimento e ampliação de sua frota de drones. Atualmente, o Irã conta com 3.894 dispositivos aéreos não tripulados, utilizados tanto para vigilância quanto para ações ofensivas.
Conflito se intensifica na região
A análise do poderio militar ocorre em meio à intensificação da guerra no Oriente Médio. O ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã teve início no sábado (28). Os bombardeios resultaram na morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad.
A tensão rapidamente ultrapassou as fronteiras iranianas. Nesta segunda-feira (2), o Hezbollah, organização político-militar do Líbano, lançou mísseis e drones contra Israel. O grupo afirmou que a ofensiva foi uma retaliação “pelo sangue puro do líder supremo dos mulçumanos”, o aiatolá Ali Khamenei, assassinado durante a agressão dos Estados Unidos (EUA) e Israel contra o Irã.
Em resposta, Israel realizou novos ataques em diferentes áreas do Líbano, incluindo regiões nos arredores de Beirute. O presidente libanês, Josefh Aoun, condenou a ação do Hezbollah e declarou que o disparo de mísseis contra Israel compromete os esforços do país para evitar envolvimento direto nos confrontos.
O impacto humanitário também se agrava. A ONG Crescente Vermelho informou que os ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel já provocaram 555 mortes no Irã desde sábado. O balanço não diferencia civis, militares ou lideranças políticas entre as vítimas. Segundo a entidade, 131 cidades iranianas foram atingidas até o momento.
O conflito também impôs perdas aos Estados Unidos. Quatro militares tiveram as mortes confirmadas pelas Forças Armadas norte-americanas, enquanto outros 18 soldados permanecem em estado grave após ações retaliatórias iranianas, ampliando a dimensão da crise e seus desdobramentos regionais.
Fonte: Brasil 247
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