segunda-feira, 2 de março de 2026

“Fracasso”: o que aliados de Lula acharam do ato bolsonarista na Paulista


       Bolsonaristas durante ato na Avenida Paulista, neste domingo (1º). Foto: Allison Sales/Folhapress

Aliados do governo Lula minimizam os impactos do ato bolsonarista ocorrido neste domingo (1º) na Avenida Paulista, chamando-o de “fracasso”. A manifestação, liderada por Nikolas Ferreira (PL-MG) e com presença de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), teve como tema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”.

O ato criticava o presidente Lula e ministros do Supremo Tribuna Federal (STF), mas, para figuras do governo, o evento não representou uma ameaça política. A ministra Gleisi Hoffmann usou suas redes sociais para desqualificar a manifestação, acusando os opositores de “emular besteiras” e de tentar “atacar Lula” por meio de discursos vazios.

Para ela, os bolsonaristas estão tentando disfarçar o fracasso de sua eleição perdida com ataques infundados, lembrando que “perderam a eleição e tentaram um golpe”. A postura da ministra reflete a tentativa de descreditar as ações opositoras e minimizar sua relevância.

Vista aérea do ato bolsonarista deste domingo (1º) na Avenida Paulista. Foto: Eduardo Knapp/Folhapress
O vice-presidente do PT, Jilmar Tatto, também desconsiderou os atos como uma última tentativa da direita de se unir em torno de um possível adversário em 2026. “Eles sabem que Lula é forte, é difícil ganhar do Lula, então por isso que, ao mesmo tempo que eles atacam as instituições, atacam o Lula, o que nós estamos acostumados”, afirmou à Folha de S.Paulo.

“Não há nada de novo. É mais um domingo de sol que eles não têm o que fazer. Enquanto eles gritam, estamos cuidando do povo brasileiro”, prosseguiu.

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral, e o líder do governo na Câmara, José Guimarães, avaliam que a manifestação foi “esvaziada” e não gera qualquer impacto no cenário político. O paramentar afirma que a manifestação foi uma “flopada histórica e vergonhosa”.

A presença de Flávio Bolsonaro no ato é vista como uma tentativa de criar uma imagem de oposição à esquerda, especialmente com sua pré-candidatura à Presidência. A manifestação reuniu cerca de 20 mi pessoas, segundo estimativas feitas pelo Monitor do Debate Político da USP e a ONG More in Common.

O número foi bem abaixo das manifestações anteriores, como a do 7 de setembro de 2025, quando o ato pró-anistia reuniu mais de 40 mil participantes, um reflexo de um desinteresse crescente pelo movimento bolsonarista.

Fonte: DCM

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