Diplomata classifica ataque dos Estados Unidos e de Israel como “criminoso”
Embaixador da República Islâmica do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, durante entrevista coletiva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, recebeu jornalistas na embaixada iraniana, em Brasília, nesta segunda-feira (2), para comentar o ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e detalhar a posição de Teerã diante da escalada do conflito no Oriente Médio. Durante a coletiva, ele também agradeceu publicamente a manifestação do governo brasileiro que condenou as ações militares.
Ao abrir o pronunciamento, o diplomata classificou como “criminoso” o ataque dos EUA contra uma escola iraniana ocorrido no primeiro dia da ofensiva. De acordo com ele, 170 alunas morreram após a ação.
Ao mencionar a posição do Brasil, Nekounam destacou o teor das declarações oficiais emitidas por Brasília. “Nós recebemos as manifestações do governo brasileiro sobre os ataques dos EUA e do regime sionista de Israel e agradecemos a condenação dos atos de agressão”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Acreditamos e vemos essa ação da parte do governo do Brasil como uma ação valorosa que dá atenção aos valores do ser humano, soberania, integridade territorial e independência dos governos”.
O embaixador também avaliou que, após os acontecimentos recentes, os Estados Unidos não estariam buscando um acordo nuclear com o Irã, mas sim uma mudança de governo no país. A declaração foi feita no contexto das críticas à ofensiva militar conduzida por Washington e Tel Aviv.
A escalada teve início com ataques que atingiram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, cuja morte foi confirmada horas depois pela TV estatal iraniana. Em resposta, o Irã lançou ataques contra Israel e outros países do Oriente Médio com o uso de mísseis e drones.
O confronto já deixou centenas de mortos em território iraniano e levou ao fechamento do estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, ampliando as tensões na região e elevando o alerta internacional sobre os desdobramentos do conflito.
Fonte: Brasil 247
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