Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Prerrogativas, afirma que participação de Janja no carnaval não configura irregularidade eleitoral
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de entrega de obras retomadas do Ministério da Educação na Ilha de Marajó. Orla de Breves – Pará (PA) (Foto: Ricardo Stuckert)
A participação da primeira-dama Janja da Silva, no desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageia o presidente Lula, não enfrenta qualquer impedimento legal, segundo avaliação do advogado Marco Aurélio de Carvalho, que coordena o grupo Prerrogativas.
Segundo o advogado, Janja pode participar normalmente do desfile, previsto para ocorrer no domingo (15), no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, seja em carro alegórico ou como passista. O presidente deve assistir à apresentação de um camarote da prefeitura. Antes disso, Lula passou por Recife e Salvador para acompanhar blocos e trios elétricos tradicionais.
"Não há qualquer tipo de impedimento ou restrição contra a primeira-dama para que ela participe do carnaval, seja em cima de um carro alegórico ou seja como passista em qualquer uma das alas da escola. A ela não foram assegurados os direitos de ministros de Estado, de figuras públicas, e não podem ser, portanto, impostos os mesmos deveres e cautelas. Nós estamos tranquilos quanto a isso", diz ele, em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
Carvalho classificou as críticas como infundadas e politizadas. "É uma discussão absolutamente artificial, um debate que chega a ser até desonesto".
A controvérsia surgiu após a oposição acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que o desfile poderia configurar propaganda eleitoral antecipada em favor de Lula. A Corte, porém, rejeitou o pedido de liminar sob o argumento de que não é possível julgar fatos que ainda não ocorreram.
Na avaliação do coordenador do Prerrogativas, a iniciativa pode ter efeito contrário ao pretendido pela oposição.
"A tentativa de criminalizar o desfile em homenagem ao presidente Lula é absolutamente equivocada e pode inclusive se revelar como um tiro no pé para a oposição".
Segundo ele, a repercussão do caso acabou ampliando a visibilidade do evento. "Não há qualquer impedimento por homenagem dessa natureza. É importante lembrar que quem está sendo homenageado não é um candidato à reeleição, mas é um homem público que está no imaginário do Brasil e dos brasileiros há mais de 60 anos e tem uma importância na vida política do país e do mundo que é absolutamente indiscutível".
Fonte: Brasil 247
Nenhum comentário:
Postar um comentário