A Polícia Federal concluiu a perícia nos telefones celulares do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, instituição que foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central. Com o material já selecionado e analisado, a corporação agora avalia se vai sugerir a abertura de novas investigações com base no conteúdo extraído dos aparelhos.
Segundo apuração da CNN Brasil, conversas encontradas nos celulares citam autoridades públicas, o que aumentou a expectativa de envio do material ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Já Daniela Lima e Fabio Serapião, do Uol, informaram que o conteúdo tem citações ao ministro Dias Toffoli, podendo abri pelo menos três novas frentes de investigação. A PF também encaminhou o conteúdo a Edson Fachin, ministro da Corte.
Nesta semana, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reuniu-se com Fachin. O encontro ocorreu em meio à análise do material apreendido, após a PF conseguir quebrar a criptografia do celular de Vorcaro. A entidade também pediu suspeição do processo sob relatoria de Toffoli.
As informações indicam que as relações do empresário alcançavam diferentes campos ideológicos. Conforme relatado, suas conexões incluíam o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que receberam doações de campanha de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Também foram mencionados vínculos com Jaques Wagner e Rui Costa, do PT da Bahia, além de políticos do Centrão.

As conexões se estendiam ainda ao Judiciário. Segundo os dados citados, a mulher do ministro Alexandre de Moraes mantinha contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master.
Ricardo Lewandowski, ex-ministro do STF e ex-ministro da Justiça, também teria contrato com a instituição, posteriormente herdado por sua família após sua posse no ministério. Há ainda menções ao ministro Dias Toffoli, incluindo referências a resort da família e viagem com diretor do banco para a final da Libertadores.
Toffoli, que conduz o caso, deverá definir quais elementos são relevantes para as investigações. A PF considera a quebra da criptografia um dos principais avanços até agora e busca distinguir relações republicanas de possíveis irregularidades que possam gerar novos desdobramentos.
Fonte: DCM com informações da CNN Brasil e do UOL
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