
A mãe do adolescente de 15 anos indiciado pela morte do cão Orelha em Florianópolis (SC) afirma que a família vive reclusa após ameaças nas redes sociais. O caso ainda passará por diligências adicionais a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), que apontou lacunas na investigação. A defesa sustenta que o jovem é inocente.
“A gente está tendo que se defender até do inimaginável, porque não tem nada que leve o meu filho a essa situação, não tem nada que o coloque no momento, tampouco como testemunha”, disse a mãe à Folha de S.Paulo. Segundo ela, o adolescente não sai de casa, e a família interrompeu atividades profissionais e acadêmicas.
A investigação apontou contradições em depoimentos e citou uma suposta tentativa de ocultar um boné e um moletom usados pelo jovem. A mãe nega. “Minha bolsa era uma bolsa estruturada, daquelas bolsas duras. Eu só apoiei o boné em cima, não coloquei ele dentro. E ali fico”. Sobre as roupas, disse: “Eu não poderia esconder provas, uma vez que eu nem sabia o que eles estavam buscando”.
Ela também rebate acusações de interferência na apuração e diz que a exposição pública agravou o sofrimento da família. “Não basta expor a imagem do meu marido dizendo que ele coagiu o porteiro, não basta dizer que o meu filho é agressor, agora eu estou escondendo provas. É um triângulo perfeito, a família tá articulando tudo. Gente, [esconder prova] na cara dos policiais?”, completou.
Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo
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