quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

MPF denuncia prefeito tiktoker de Sorocaba por corrupção e lavagem de dinheiro


         Rodrigo Manga, o prefeito tiktoker de Sorocaba (SP). Foto: reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma denúncia contra o prefeito afastado de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), sua esposa Sirlange e 11 outras pessoas, acusando-os de integrar uma organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos, principalmente em contratos relacionados à área da saúde.

O MPF afirmou que Manga, seu círculo íntimo e aliados políticos, utilizaram de maneira irregular recursos do município, desviando-os por meio de contratos fraudulentos. O caso remonta à época em que o prefeito foi eleito, em 2020, e está sendo investigado desde então.

Manga, que foi afastado do cargo em novembro de 2025, é acusado de corrupção passiva, peculato (desvio de recursos) e lavagem de dinheiro. Segundo o MPF, o esquema envolvia o uso de uma organização social, o Iase, que firmou dois contratos com a prefeitura sem licitação ou com licitação direcionada. Além disso, a acusação envolve o uso de aviões privados e outros bens da organização para beneficiar a campanha do então candidato. A defesa do prefeito afastado refutou as acusações, alegando que a investigação foi conduzida de forma ilegal e que se tratava de uma perseguição política.

Em sua denúncia, o MPF revelou que a lavagem de dinheiro envolvia intermediários, como o empresário Marcos Mott e o pastor Josivaldo Batista de Souza, ambos acusados de atuar como operadores financeiros no esquema. Mott e Souza são acusados de armazenar grandes quantidades de dinheiro em espécie, incluindo depósitos suspeitos e a manutenção de uma contabilidade paralela para encobrir os desvios.

josivaldo Batista e Marco Mott, investigados em operação que levou afastamento do prefeito de Sorocaba (SP). Imagem: reprodução
O MPF afirmou que parte dos recursos do esquema passava pela igreja evangélica de Josivaldo, que estava envolvida em contratos suspeitos com uma empresa ligada à mulher de Manga.

As investigações indicam que o grupo criminoso teve acesso aos cofres municipais a partir da eleição de Manga, e que ele utilizou a imagem de “prefeito tiktoker” para ganhar apoio popular e se promover nas redes sociais. Em sua defesa, o político alegou ser vítima de uma tentativa de assassinato de reputação. Até o momento, a investigação segue sob segredo de justiça, e a Justiça terá que decidir sobre as possíveis sanções e a continuidade das acusações.

Fonte: DCM

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