quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Moraes manda 6º suspeito de vazar dados usar tornozeleira eletrônica


      Superintendência da Receita Federal. Foto: Reprodução

A Polícia Federal cumpriu nesta quarta (25) mandado de busca e apreensão e determinou o uso de tornozeleira eletrônica contra mais um suspeito de envolvimento no vazamento de dados de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, que supervisiona a investigação.

O alvo é uma pessoa no Rio de Janeiro. Moraes já havia determinado medidas semelhantes contra um servidor do Serpro cedido à Receita Federal e contra um vigilante do prédio do Fisco. Ambos são suspeitos de participação no acesso irregular a informações sigilosas.

No dia 17, a PF deflagrou operação contra quatro investigados. Entre eles está Luiz Antônio Martins Nunes, servidor do Serpro, que teria acessado sistemas da Receita sem justificativa funcional e repassado dados a terceiros. A defesa dele não foi localizada.

Também foram alvos os técnicos Luciano Pery Santos Nascimento e Ruth Machado dos Santos, além do auditor Ricardo Mansano de Moraes. Em nota, o STF informou que houve “bloco de acessos cuja análise, pelas áreas responsáveis, não identificou justificativa funcional”.

A advogada Viviane Barci de Moraes e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de perfil, sérios
A advogada Viviane Barci de Moraes e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Foto: Reprodução
Ruth é suspeita de acessar dados fiscais de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Em depoimento, afirmou que estava em atendimento presencial no momento do acesso. Já Mansano teria consultado informações de uma ex-enteada do ministro Gilmar Mendes.

Segundo apurações, Mansano acessou dados referentes a dois anos distintos, 2008 e 2024. Ele foi retirado do cargo de chefia que ocupava em Presidente Prudente (SP). A defesa sustenta que se trata de um “profissional de reputação ilibada que, ao longo de anos de atuação junto à Receita Federal do Brasil, jamais respondeu a qualquer falta funcional”.

Os advogados afirmaram ainda que os fatos “serão devidamente esclarecidos e a verdade prevalecerá” e que não tiveram acesso integral às acusações e aos elementos da investigação. As apurações seguem sob supervisão do STF.

Fonte: DCM

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