
A Polícia Federal pediu em janeiro de 2026 a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. O pedido foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, antes mesmo de a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS aprovar medida semelhante nesta quinta (26), segundo o Poder360.
Mendonça é o relator no STF da investigação que apura fraudes em descontos ilegais aplicados a beneficiários do INSS. Indicado ao Supremo em 2021, ele também conduz o caso relacionado ao Banco Master, que foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central.
Documentos preliminares da apuração da PF indicam que Lulinha pode ter recebido R$ 300 mil de um investigado. O filho do presidente nega irregularidades. O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que as citações a ele são “fofocas e vilanias” e tentativa de prejudicar sua família e o governo.
Segundo as investigações, há indícios de que o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, teria sido responsável pelos pagamentos. Ele está preso desde setembro de 2025, sob suspeita de envolvimento nos desvios.

Na decisão que autorizou a quebra dos sigilos, André Mendonça determinou que provedores de internet preservem e-mails vinculados a Lulinha pelo tempo necessário às investigações. A medida inclui dados bancários, fiscais e comunicações eletrônicas.
O presidente já se manifestou sobre o caso em dezembro passado. Na ocasião, o petista afirmou: “Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado. Olhei no olho do meu filho e falei: ‘Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda’”.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, tem informado o presidente sobre os desdobramentos do inquérito. A investigação segue sob supervisão do Supremo.
Fonte: DCM com informações do Poder 360
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