sábado, 14 de fevereiro de 2026

Itumbiara: Procuradora da Mulher se solidariza à mãe que teve os filhos assassinados por vingança do marido

Dra. Zeli classifica o caso como violência vicária, quando filhos são usados para atingir a mãe, e cobra políticas públicas de prevenção

Itumbiara: Procuradora da Mulher se solidariza à mãe que teve os filhos assassinados por vingança do marido (Foto: Reprodução)

A deputada estadual Dra. Zeli se manifestou sobre a tragédia ocorrida em Itumbiara, no sul de Goiás, que resultou na morte de duas crianças, de 12 e 8 anos, além do próprio autor do crime, atingindo a família do prefeito Dione Araújo.

As informações foram divulgadas pelo Portal da Alego, que publicou a nota da parlamentar e destacou o posicionamento da Procuradora Especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Goiás diante do caso.

Na manifestação, Dra. Zeli expressou profunda solidariedade aos familiares, com destaque especial à mãe das crianças, ressaltando a dor irreparável provocada pela violência. Ao abordar o episódio, a deputada afirmou que o caso apresenta características de violência vicária — expressão utilizada para definir situações em que o agressor provoca sofrimento à mulher por meio dos filhos, usando-os como instrumento de punição emocional.

◎ O que é violência vicária

A violência vicária é uma forma de violência de gênero em que o agressor busca atingir a mulher de maneira indireta, causando-lhe dor por meio de terceiros, geralmente os filhos. Em vez de atacar apenas a vítima direta, o agressor utiliza crianças ou pessoas com quem a mulher mantém vínculos afetivos profundos como forma de vingança, controle ou punição.

Esse tipo de violência amplia o sofrimento da mãe, pois transforma os filhos em alvo da agressão para gerar impacto emocional máximo. Especialistas apontam que a violência vicária está associada a contextos de separação conflituosa, disputas conjugais ou comportamentos possessivos, sendo considerada uma das formas mais cruéis de violência doméstica e familiar.

◎ Machismo estrutural e políticas públicas

De acordo com a deputada, nenhuma frustração ou conflito conjugal pode justificar atos dessa natureza. Ao classificar o episódio como exemplo de violência vicária, Dra. Zeli reforçou a necessidade de ampliar o debate público sobre o tema e de enfrentar o machismo estrutural que sustenta comportamentos de controle e vingança contra mulheres.

A parlamentar também defendeu o fortalecimento de políticas públicas de prevenção, conscientização e proteção às mulheres e às crianças, destacando a importância de redes de apoio capazes de identificar sinais de risco e agir antes que situações de conflito evoluam para tragédias.

◎ Cultura do diálogo e responsabilidade emocional

Na condição de Procuradora Especial da Mulher, Dra. Zeli enfatizou ainda a necessidade de promover uma cultura baseada no diálogo, no respeito e na responsabilidade emocional como caminho indispensável para evitar novos episódios de violência.

O posicionamento público da parlamentar ocorre em meio à comoção provocada pela tragédia em Itumbiara e reforça a urgência de tratar a violência contra mulheres e crianças como prioridade permanente das políticas públicas, com ações integradas de prevenção, acolhimento e responsabilização.

Fonte: Brasil 247 com informações divulgadas pelo Portal da Alego

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