sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

VÍDEO: Zezé Di Camargo usa playback em show de R$ 1 milhão no Pará e revolta fãs


       Zezé Di Camargo durante show em Marabá. Foto: reprodução

O show de réveillon com o bolsonarista Zezé Di Camargo, contratado por cerca de R$ 1 milhão com recursos provenientes de convênio com o governo federal, terminou marcado por forte reação negativa do público em Marabá, no sudeste do Pará. Desde os primeiros minutos da apresentação, pessoas que acompanhavam o espetáculo passaram a relatar que o cantor estaria dublando todas as músicas mais antigas de seu repertório, utilizando gravações de voz prévia em vez de execução ao vivo.

Segundo os relatos, a voz ouvida durante as canções não correspondia a uma performance em tempo real. O único som identificado como ao vivo ocorria quando o artista falava entre uma música e outra, ou em breves respirações e pausas entre frases cantadas. Para quem estava presente, tratou-se de um playback vocal do próprio cantor, o que gerou indignação imediata entre parte do público.


A repercussão negativa se intensificou quando a transmissão ao vivo feita pela Prefeitura de Marabá foi retirada do ar antes mesmo do término da primeira música. No entanto, uma outra transmissão foi iniciada quando o bolsonarista já encaminhava as últimas músicas.

Nos comentários da transmissão interrompida, internautas passaram a sugerir que a retirada do sinal teria ocorrido porque, no ambiente digital, a dublagem se tornava ainda mais perceptível. Após a queda da live, as críticas se intensificaram, reforçando a percepção de que o espetáculo não entregou o que havia sido prometido ao público.


À medida que a apresentação avançava, a insatisfação passou a se manifestar de forma aberta. Pessoas no local passaram a classificar o show como “pura enganação” e “farsa”, expressões que também se multiplicaram nas redes sociais.

Comentários com críticas diretas ao formato da apresentação ganharam volume conforme a dublagem se tornava mais evidente para quem assistia.

A estimativa de público foi de cerca de 10 mil pessoas, número considerado abaixo do esperado pela própria prefeitura para a principal atração da virada do ano. Participantes apontaram que a frustração com o show contribuiu para a dispersão e para a percepção de baixa adesão ao evento, que havia sido divulgado como um dos maiores réveillons da região.

Veja alguns comentários:

Fonte: DCM

Prisão de Filipe Martins ocorre após e-mail ao gabinete de Moraes

Mensagem questionou suposto uso de redes por ex-assessor de Bolsonaro e levou ministro do STF a concluir que houve descumprimento de medida cautelar

      Filipe Martins (Foto: Artur Max/MRE)

A prisão preventiva do ex-assessor presidencial Filipe Martins foi decretada após o envio de um e-mail ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no qual se questionava o eventual uso de redes sociais por parte do aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo informações da CNN. A mensagem deu origem à apuração que resultou na decisão judicial tomada nesta sexta-feira (2).

Segundo a decisão do STF, o e-mail encaminhado ao gabinete de Moraes trazia uma lista de perfis em redes sociais, entre eles o de Filipe Martins, condenado no processo que apura a existência de um plano golpista. O autor da mensagem perguntou se o ex-assessor não estaria impedido de acessar as plataformas digitais, já que contra ele havia sido imposta medida cautelar que restringia esse tipo de atividade.

A partir desse questionamento, o ministro avaliou que houve descumprimento das determinações judiciais. A defesa de Martins, no entanto, sustenta que ele não acessou pessoalmente as redes sociais, uma vez que estaria ciente das restrições impostas pela Suprema Corte. Os advogados argumentam que o eventual acesso teria sido realizado por integrantes da equipe do ex-assessor, e não por ele diretamente.

Apesar da justificativa apresentada, Moraes considerou que a própria manifestação da defesa confirmou a utilização das redes sociais, ainda que sob a alegação de fins relacionados à estratégia jurídica. Para o ministro, tal argumento não afasta a violação da medida cautelar estabelecida anteriormente.

Na decisão que fundamentou a prisão preventiva, Moraes foi categórico ao afirmar: “Efetivamente, não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social, não havendo qualquer pertinência da alegação defensiva no sentido de que as redes sociais foram utilizadas para ‘preservar, organizar e auditar elementos informativos pretéritos relevantes ao exercício da ampla defesa’.”

O ministro também destacou o que classificou como uma postura de afronta às determinações judiciais e às instituições democráticas. Segundo ele, o comportamento atribuído ao ex-assessor reforça a gravidade do descumprimento das regras impostas pelo Supremo.

Em outro trecho da decisão, Moraes afirma: “O acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas, em virtude de que, ao fazer uso das redes sociais, ofende as medidas cautelares aplicadas, assim como, todo o ordenamento jurídico.”

Com base nesse entendimento, Filipe Martins teve a prisão preventiva decretada e foi encaminhado para uma prisão pública na cidade de Ponta Grossa, no Paraná. A decisão reforça a posição do STF de rigor no cumprimento das medidas cautelares impostas a investigados e condenados em processos relacionados a ataques ao Estado democrático de direito.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Quase metade dos ministros deve deixar governo para disputar eleições, e Lula aposta em “números 2” para manter entregas

Trocas previstas a partir de abril devem atingir até 22 pastas; estratégia prioriza secretários-executivos para evitar paralisia

     Lula durante reunião ministerial (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caminha para uma das maiores reformulações ministeriais do atual mandato a partir de abril, quando ministros que pretendem concorrer nas eleições de 2026 precisarão se desincompatibilizar dos cargos. A estratégia definida no Palácio do Planalto é manter a máquina funcionando sem interrupções, promovendo majoritariamente os secretários-executivos — os chamados “números 2” das pastas — que, em geral, têm perfil mais técnico do que político. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo.

A expectativa é de que quase metade da Esplanada passe por mudanças. A medida, segundo a articulação do Planalto, busca impedir que o governo perca ritmo em obras, programas e entregas, num período em que Lula pretende elevar sua popularidade para disputar a reeleição.

Em conversa com jornalistas em meados de dezembro, Lula reconheceu que a saída de auxiliares será ampla e indicou que não pretende barrar a decisão de ninguém:

“Eu sei que tem uma enxurrada de ministros que vai sair, acho que pelo menos 18. Não vou impedir ninguém de sair, vou apenas torcer”, disse o presidente.

Segundo o desenho discutido internamente, o número de desligamentos pode chegar a 22 ministros, com Lula também sinalizando que pretende conversar pessoalmente com os auxiliares que devem deixar seus postos nos próximos meses.

☉ Haddad e Lewandowski puxam a fila — mas sem candidatura confirmada

Dois nomes aparecem como os primeiros a deixar o governo: Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça. Nenhum dos dois, segundo o relato, pretende disputar eleição, mas ambos comunicaram a intenção de saída.

Haddad disse que já conversou com Lula sobre o tema e, dias depois, indicou que pode se despedir do cargo ainda em fevereiro. Seu plano seria colaborar com a campanha de reeleição do presidente, embora Lula já tenha afirmado publicamente que gostaria de vê-lo candidato em São Paulo — opção defendida por setores do PT, que o pressionam a disputar o governo estadual ou o Senado.

No Ministério da Fazenda, Haddad trabalha para que o comando fique com seu secretário-executivo, Dario Durigan, garantindo continuidade da política econômica.

Já Lewandowski comunicou a Lula em 23 de dezembro que considera sua missão cumprida e quer uma rotina mais tranquila perto da família. Diferentemente da Fazenda, a sucessão na Justiça permanece indefinida.

☉ Alckmin pode sair do MDIC e abrir espaço para Márcio Elias Rosa

Outro movimento relevante envolve o vice-presidente Geraldo Alckmin, que ocupa também o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Ele teria de deixar o cargo caso dispute eleição em São Paulo — hipótese defendida por parte do PT — ou se for novamente o parceiro de chapa de Lula na campanha presidencial.

Nesse cenário, o secretário-executivo Márcio Elias Rosa, ex-procurador-geral do Ministério Público de São Paulo, aparece como possível substituto.

☉ Mudanças no Planalto: Casa Civil, SRI e comunicação no radar

Entre as pastas instaladas no Palácio do Planalto, a reforma deve alcançar Casa Civil e Secretaria de Relações Institucionais (SRI). O ministro Rui Costa pode sair em abril para concorrer ao Senado pela Bahia, e a tendência é que o posto fique com a secretária-executiva Miriam Belchior, ex-ministra do Planejamento no governo Dilma Rousseff.

Na SRI, Gleisi Hoffmann deve tentar novo mandato pelo Paraná. O substituto ainda não está definido, mas uma das possibilidades apontadas é a promoção do secretário-executivo, o diplomata Marcelo Costa.

Há ainda a hipótese de saída de Sidônio Palmeira, ministro da Comunicação Social, caso ele assuma a coordenação do marketing da campanha de Lula à reeleição.

☉ Lista de ministros que podem deixar o governo até abril

Fora do Planalto, o conjunto de saídas pode ser amplo e envolver ministérios centrais. Entre os nomes citados como prováveis ou possíveis candidatos estão:

  •  Marina Silva (Meio Ambiente)
  •  Simone Tebet (Planejamento)
  •  Jader Filho (Cidades)
  •  Waldez Goés (Integração Nacional)
  •  Renan Filho (Transportes)
  •  Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos)
  •  Wolney Queiroz (Previdência)
  •  Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário)
  •  André Fufuca (Esporte)
  •  André de Paula (Pesca)
  •  Macaé Evaristo (Direitos Humanos)
  •  Sonia Guajajara (Povos Indígenas)
  •  Anielle Franco (Igualdade Racial)

Desses, Renan Filho, do MDB, é apontado como o único com perspectiva de disputar um governo estadual: ele pretende voltar ao comando de Alagoas, que governou entre 2015 e 2022.

Outros ministros são mencionados como potenciais candidatos ao Senado, enquanto parte do grupo teria projetos de candidatura à Câmara.

☉ Marina e Tebet: decisões ainda dependem de Lula

Entre os nomes citados, dois casos se destacam por dependerem diretamente das decisões do presidente: Marina Silva e Simone Tebet.

No caso de Marina, a discussão envolve a possibilidade de candidatura ao Senado por São Paulo. Se a estratégia não avançar, ela pode tentar renovar o mandato de deputada, com a ressalva de que talvez precise mudar de partido, diante de conflitos internos na Rede Sustentabilidade. Para substituí-la no Meio Ambiente, o nome mais forte é o do secretário-executivo João Paulo Capobianco, que tem trajetória consolidada na área ambiental e dentro da própria pasta.

Já Tebet avalia disputar o Senado pelo Mato Grosso do Sul — seu estado de origem — ou por São Paulo. A decisão deve ser tomada no primeiro semestre. A expectativa é que seu secretário-executivo, Gustavo Guimarães, com ampla experiência na área econômica, assuma o comando do Planejamento.

☉ Infraestrutura deve seguir a “solução caseira”

A lógica de promover os “números 2” aparece com mais força nos ministérios de infraestrutura, para evitar atrasos e descontinuidade em obras.

Em Transportes, o nome citado como provável sucessor é George Santoro, ex-secretário da Fazenda de Alagoas. Em Portos e Aeroportos, a tendência é a promoção de Tomé Franca, com passagem por cargos estaduais em Pernambuco.

A avaliação no Planalto é que, em áreas com cronogramas sensíveis, trocas políticas com nomes externos poderiam gerar um período de adaptação e reduzir a capacidade de execução.

☉ Outras saídas possíveis: França, Silveira e Camilo Santana

Além do grupo principal, também são mencionadas saídas adicionais até abril, como: 

● Márcio França (Empreendedorismo e Pequena Empresa), que sonha com uma candidatura em São Paulo
●Alexandre Silveira (Minas e Energia), citado como possível postulante ao Senado por Minas Gerais
● Camilo Santana (Educação), que pode deixar o MEC para tentar voltar ao governo do Ceará, diante da ameaça representada pela pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) no cenário estadual

No caso do Ceará, Camilo é visto como um nome mais competitivo do que o atual governador Elmano de Freitas, aliado do presidente.

☉ Troca recente no Turismo sinaliza novo método de recomposição política

Antes do fim do ano, Lula já promoveu uma mudança relevante: o Ministério do Turismo passou por troca após a saída de Celso Sabino, substituído por Gustavo Feliciano, indicado por uma parcela da bancada do União Brasil e aliado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Sabino, segundo o relato, foi expulso do União Brasil por não respeitar a decisão da legenda de deixar o governo e agora procura uma sigla para se candidatar ao Senado pelo Maranhão.

☉ Estratégia eleitoral e continuidade administrativa

A reconfiguração planejada por Lula combina cálculo eleitoral com continuidade administrativa. Ao apostar em secretários-executivos, o Planalto tenta garantir que as entregas continuem sem sobressaltos num período decisivo, em que o governo busca reduzir ruídos, manter obras em andamento e apresentar resultados concretos.

Ao mesmo tempo, o movimento abre espaço para reposicionamentos partidários e rearranjos internos — tanto nas alianças quanto nas disputas regionais — que devem marcar o início de 2026 como um dos momentos mais sensíveis do mandato, com o governo já operando sob lógica de campanha.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Ex-assessor de Bolsonaro, Filipe Martins é preso pela PF após ordem de Moraes

Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro. Foto: reprodução

O ex-assessor presidencial Filipe Martins foi preso na manhã desta sexta-feira (2) em sua residência, em Ponta Grossa (PR), após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Agentes da Polícia Federal cumpriram o mandado de prisão preventiva e conduziram Martins para um presídio da cidade. Ele estava em prisão domiciliar desde o último sábado (27).

A prisão preventiva foi decretada após o ministro apontar o descumprimento de medidas cautelares impostas ao ex-assessor, especialmente a proibição de uso de redes sociais.

Segundo a decisão, Martins teria realizado uma pesquisa na plataforma LinkedIn, o que configuraria violação direta da ordem judicial. Diante do episódio, Moraes concluiu pela necessidade de substituição da prisão domiciliar pela custódia preventiva.

Martins foi condenado por participação na trama golpista investigada pelo STF, sob a acusação de colaborar com a chamada minuta do golpe. Ele nega as acusações. Apesar da condenação, a pena definitiva ainda não começou a ser cumprida porque os recursos apresentados pela defesa não foram esgotados.

No julgamento mais recente, realizado em 16 de dezembro de 2025, a Primeira Turma do STF fixou pena de 21 anos de prisão, além de impor medidas cautelares rigorosas.

Na última segunda-feira (29), Moraes havia determinado que a defesa de Martins se manifestasse em até 24 horas sobre a possível violação das cautelares. No despacho, o ministro registrou que foi anexado aos autos um relato indicando que o ex-assessor estaria utilizando sua conta no LinkedIn para realizar buscas sobre perfis de terceiros. A ausência de justificativa considerada plausível levou à decretação da prisão preventiva, com base no artigo 312, §1º, do Código de Processo Penal.

Em 2021, Filipe Martins fazendo gesto de supremacia branca. Foto: reprodução

A decisão contra Martins ocorre em meio a um conjunto de medidas adotadas pelo STF para evitar novas fugas de investigados e condenados por envolvimento em tentativas de golpe de Estado.

Na sexta-feira (26), Moraes determinou a prisão preventiva de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, após ele romper a tornozeleira eletrônica e tentar fugir para o Paraguai. Vasques foi detido pelas autoridades paraguaias quando tentava embarcar para El Salvador e acabou entregue à Polícia Federal na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu.

Em sua fundamentação, Moraes citou o histórico recente de descumprimentos e fugas para justificar o endurecimento das medidas. O ministro destacou o “fundado receio” de que integrantes do grupo investigado voltem a tentar sair do país para evitar o cumprimento das penas. Segundo ele, a organização criminosa demonstrou capacidade de planejar e executar fugas internacionais, com apoio dentro e fora do Brasil.

Entre os dias 27 e 29 de dezembro, a Polícia Federal cumpriu dez mandados de prisão domiciliar em diferentes estados, com apoio do Exército Brasileiro em algumas regiões.

As ações atingiram alvos no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal. O objetivo, segundo o STF, foi impedir novas evasões e garantir a efetividade das decisões judiciais relacionadas à repressão das tentativas de subversão institucional.

Fonte: DCM

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

VÍDEO – Turista argentino é agredido por funcionários de quiosque em Balneário Camboriú


Turista argentino é agredido por funcionários de quiosque em Balneário Camboriú. Foto: Reprodução

Uma confusão envolvendo ambulantes em um quiosque terminou com agressões a um turista em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. Vídeos registrados na terça (30) passaram a circular nas redes sociais e mostram cenas de violência semelhantes às ocorridas dias antes em Porto de Galinhas.

Nas imagens, ao menos três ambulantes, identificados por camisetas laranja, aparecem agredindo um homem com golpes de vassoura e tapas. Em outro momento, um quarto indivíduo entra na cena e atinge a vítima com uma voadora, enquanto outras pessoas observam a confusão.

De acordo com informações divulgadas por veículos de imprensa locais, o homem agredido é um turista argentino. Ele disse ter recebido uma cobrança de R$ 150 em um quiosque, valor que considerou indevido. A responsável pelo estabelecimento negou a acusação.

Após a divergência sobre a cobrança, um grupo de pessoas, incluindo a proprietária do quiosque, teria confrontado o turista, o que agravou a situação. Até o momento, não há confirmação oficial sobre providências adotadas por órgãos de segurança ou pela prefeitura.

Fonte: DCM

PT avança em mapa eleitoral para governos estaduais em 2026

Partido avalia alianças e evita conflitos regionais. Presidente Lula deverá discutir nomes após o Carnaval

      Lula (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O PT iniciou a construção de um diagnóstico detalhado dos cenários eleitorais para a disputa pelos governos estaduais em 2026. A estratégia envolve desde os maiores colégios eleitorais do país até estados considerados politicamente sensíveis, nos quais a definição de candidaturas passa por negociações complexas e acordos delicados. Segundo a coluna da jornalista Victoria Abel, do SBT News, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende debater pessoalmente os principais nomes e alianças apenas após o Carnaval, quando a direção partidária espera ter um quadro mais consolidado das articulações regionais.

● Maranhão concentra tensão política e negociações

No Maranhão, o cenário é considerado um dos mais delicados para o PT. O partido abriu diálogo com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), após reavaliar sua posição em relação à candidatura do deputado federal Duarte Jr. (PSB), aliado do governador Carlos Brandão (sem partido). A mudança reflete o desgaste político entre o PT e Brandão, agravado por conflitos envolvendo acordos institucionais e disputas internas no estado.

As divergências se intensificaram durante a eleição para a presidência da Assembleia Legislativa maranhense. Havia um entendimento para a recondução de Othelino Neto (PCdoB), alinhado ao então governador Flávio Dino. No entanto, Brandão optou por apoiar Iracema Vale (PSB), que venceu a disputa e, posteriormente, viabilizou a nomeação de Daniel Brandão, irmão do governador, como conselheiro vitalício do Tribunal de Contas do Estado. Um dirigente do PT que acompanha as articulações no Maranhão resumiu a avaliação interna da legenda: “Brandão quer um terceiro mandato. Na prática, é isso”.

● São Paulo, Minas e Rio no radar do partido

Em São Paulo, o PT mantém a intenção de insistir no nome do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como candidato ao governo estadual. Apesar das declarações públicas de Haddad indicando resistência a uma nova disputa, a direção do partido avalia que ele segue sendo o principal nome da esquerda com capacidade de protagonizar a eleição no maior estado do país. A possibilidade de uma candidatura de Geraldo Alckmin (PSB) chegou a ser considerada, mas o partido defende sua permanência na vice-presidência da República.

Em Minas Gerais, o cenário permanece indefinido. Lula tem demonstrado preferência pelo nome do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), mas ainda não há sinalização concreta de que o senador esteja disposto a assumir uma pré-candidatura ao governo estadual.

No Rio de Janeiro, a estratégia já está definida. O PT decidiu apoiar a candidatura do prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), abrindo mão de lançar um nome próprio na disputa pelo governo fluminense.

● Alianças regionais ganham prioridade no Sul

No Paraná, a legenda também optou por não apresentar candidatura própria. A estratégia é construir uma aliança que fortaleça o palanque nacional do partido no Sul do país. Nesse contexto, o PT deve apoiar um nome do PDT, com o deputado estadual Requião Filho despontando como principal escolha para a disputa.

Fonte: Brasil 247 com informações do SBT News

CGU recomenda demissão de agentes por suposta atuação política na Abin

Processos atingem ao menos 14 servidores por episódios atribuídos à chamada Abin paralela nas gestões de Alexandre Ramagem e Victor Carneiro

        Alexandre Ramagem (Foto: Fellipe Sampaio/STF)

A Controladoria-Geral da União (CGU) abriu processos administrativos disciplinares (PADs) e recomendou a demissão de ao menos 14 oficiais de inteligência e policiais federais suspeitos de envolvimento no caso conhecido como “Abin paralela”. As apurações atingem inclusive agentes que não foram indiciados pela Polícia Federal (PF), mas que, segundo a CGU, teriam participado de episódios irregulares no âmbito da Agência Brasileira de Inteligência.

As informações foram reveladas pela Folha de S.Paulo, que teve acesso a trechos dos processos instaurados pela controladoria. De acordo com a CGU, os pedidos de demissão se baseiam em diferentes episódios atribuídos à atuação da Abin durante a gestão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) e de seu sucessor, Victor Carneiro, à frente da agência no governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Um dos casos citados nos processos envolve a jornalista e pesquisadora Luiza Alves Bandeira, integrante do DFRLab (Digital Forensic Research Lab), ligado ao Atlantic Council, organização internacional sem fins lucrativos. Durante o governo Bolsonaro, Bandeira realizou um mapeamento de páginas, perfis e grupos em redes sociais que difundiam ataques e desinformação.

Segundo trecho do processo ao qual o Painel, coluna da Folha, teve acesso, a CGU concluiu que a atuação da Abin em relação à jornalista “foi clandestino, pois fora motivado por questões políticas de interesse do então governo, em detrimento da finalidade pública”. A controladoria sustenta que houve desvio de finalidade nas ações da agência.

Ainda conforme o documento, a CGU afirma que “o uso do First Mile [software de monitoramento de números celulares] ocorreu dentro desse contexto e, portanto, tratou-se de utilização indevida da ferramenta”. A menção ao sistema reforça a avaliação de que recursos de inteligência teriam sido empregados sem respaldo legal ou institucional.

A partir do mapeamento produzido pelo DFRLab, o Facebook e o Instagram removeram, em 2020, 88 contas que atuavam de forma coordenada. Segundo investigações, esses perfis estavam ligados ao chamado “gabinete do ódio” da Presidência da República e a funcionários associados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao então deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

O inquérito da Polícia Federal sobre a Abin paralela aponta que, após a remoção das contas, houve um pedido explícito de Frank Oliveira, ex-diretor-adjunto da Abin, e de Marcelo Bormevet, policial federal e ex-coordenador-geral do Centro de Inteligência Nacional (CIN), para “futucar” e “explodir” a jornalista, conforme registrado nos autos da investigação.

Os servidores públicos alvo dos PADs foram notificados pela CGU em 19 de dezembro para apresentação de defesa, com prazo inicial de dez dias, posteriormente prorrogado por mais 15. Como a comissão do processo foi instituída em 14 de novembro, Alexandre Ramagem também é citado nos procedimentos; atualmente foragido da Justiça, ele foi demitido da Polícia Federal em 3 de dezembro após condenação por tentativa de golpe de Estado.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Novas exigências da Previdência entram em vigor em 2026 e adiam aposentadorias

Etapas automáticas da reforma de 2019 elevam idade mínima e pontuação para acesso ao benefício do INSS

Novas exigências da Previdência entram em vigor em 2026 e adiam aposentadorias (Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)

A virada de 2026 marca um novo endurecimento das regras para aposentadoria no Brasil. A partir de 1º de janeiro, passam a valer critérios mais rigorosos para quem ainda não conseguiu se aposentar pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), resultado de etapas automáticas previstas na reforma da Previdência aprovada em 2019. As mudanças atingem diretamente trabalhadores que estavam próximos de cumprir os requisitos e ampliam o tempo necessário de permanência no mercado de trabalho, explica o Metrópoles. O modelo aprovado há seis anos prevê elevação gradual de idade, tempo de contribuição e pontuação, adiando o acesso ao benefício para milhares de segurados.

☉ Idade mínima progressiva sobe em 2026

A principal alteração em vigor a partir deste ano ocorre na chamada regra da idade mínima progressiva. As mulheres passam a precisar de, no mínimo, 59 anos e seis meses de idade, além de 30 anos de contribuição ao INSS. Para os homens, a exigência sobe para 64 anos e seis meses, com tempo mínimo de contribuição de 35 anos.

Esse acréscimo de seis meses segue o cronograma estabelecido na reforma e continuará sendo aplicado anualmente até que se chegue às idades definitivas: 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

☉ Regra de pontos também fica mais rígida

Outra forma bastante utilizada para aposentadoria é a regra de pontos, que soma idade e tempo de contribuição. Em 2026, o patamar exigido aumenta em um ponto para ambos os sexos. As mulheres precisarão atingir 93 pontos, mantendo o mínimo de 30 anos de contribuição, enquanto os homens deverão alcançar 103 pontos, com pelo menos 35 anos de recolhimento ao INSS.

Até o fim de 2025, os requisitos eram de 92 pontos para mulheres e 102 pontos para homens, o que evidencia o avanço gradual das exigências previsto no texto constitucional.

☉ Comparativo das regras

Na regra de idade mínima, antes de 2026, homens precisavam de 64 anos e mulheres de 59 anos, além do tempo mínimo de contribuição. Com a nova etapa, há acréscimo de seis meses na idade para ambos.

Na regra de pontos, o aumento é de um ponto em relação ao que vigorava até o ano passado, mantendo-se inalterado o tempo mínimo de contribuição exigido.

☉ Pedágios permanecem, mas atingem menos pessoas

As chamadas regras de pedágio, criadas para quem estava muito próximo de se aposentar quando a reforma entrou em vigor em 2019, não sofrem alterações em 2026. Elas exigem um período adicional de contribuição, proporcional ao tempo que faltava para a aposentadoria à época.

No entanto, essas regras beneficiam um grupo cada vez menor de trabalhadores, já que se aplicam apenas a quem estava a poucos meses de cumprir os requisitos há mais de seis anos.

☉ Cálculo do benefício não muda

Apesar do endurecimento no acesso à aposentadoria, o cálculo do valor do benefício permanece o mesmo em 2026. A média é feita com base em 100% das contribuições realizadas ao longo da vida laboral, sem descarte das menores remunerações. Sobre essa média, aplica-se um percentual que cresce conforme o tempo total de contribuição, sempre respeitando o teto do INSS.

Esse modelo, adotado após a reforma, reduziu o valor de muitos benefícios em comparação às regras anteriores, que descartavam parte das contribuições mais baixas.

☉ Impacto maior para quem estava perto de se aposentar

As mudanças afetam principalmente trabalhadores que estavam no limite das exigências e planejavam se aposentar nos próximos anos. Para esse grupo, o adiamento pode significar meses ou até anos adicionais de contribuição, dependendo da regra escolhida.

A reforma da Previdência, aprovada em 2019, teve como objetivo conter o crescimento dos gastos previdenciários e equilibrar as contas públicas no longo prazo. Ela extinguiu a aposentadoria apenas por tempo de contribuição, instituiu idade mínima para a maioria dos segurados e criou regras de transição progressivas, que seguem em elevação até a estabilização completa em 2033.

☉ Regras específicas para professores

Os professores da educação básica continuam tendo direito a critérios diferenciados, em razão da penosidade da profissão. Embora também sejam submetidos às regras de pontos e à idade mínima progressiva, há uma redução de cinco anos nos requisitos em relação aos demais trabalhadores.

Em 2026, pela regra da idade mínima de transição, professoras precisam ter 54 anos e seis meses de idade, além de 25 anos de efetivo exercício no magistério. Professores homens devem alcançar 59 anos e seis meses, com 30 anos de magistério.

No sistema de pontos, as mulheres precisam somar 88 pontos, com no mínimo 25 anos de magistério, enquanto os homens devem atingir 98 pontos, respeitando o tempo mínimo de 30 anos em sala de aula. As exigências para professores também continuarão aumentando gradualmente até 2033, quando o ciclo de transição previsto na reforma será concluído.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

O que muda com o novo salário mínimo que começa a valer hoje


       Dinheiro e Carteira de Trabalho. Foto: reprodução

O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a valer a partir desta quinta-feira (1º). O reajuste de 6,79% reflete a inflação do INPC em 12 meses até novembro, somada a um ganho real limitado pela regra do arcabouço fiscal. Com a limitação, o aumento ficou R$ 15 abaixo do que seria caso o crescimento do PIB de dois anos antes fosse incorporado integralmente.

O piso serve de referência para uma série de benefícios, como aposentadorias e pensões do INSS pagas pelo valor mínimo, o BPC (Benefício de Prestação Continuada), o abono do PIS/Pasep e o valor mínimo do seguro-desemprego. O reajuste deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.

Com a mudança, o limite para ações nos Juizados Especiais Federais sobe para R$ 97.260, e a contribuição mensal do microempreendedor individual (MEI) passa a R$ 81,05. Os pagamentos com o novo valor começam a ser feitos no fim de janeiro, conforme o calendário do INSS.

Fonte: DCM

“Feliz Ano Novo”: 20 frases prontas para enviar no WhatsApp ou usar na legenda no Réveillon


      Queima de fogos – Reprodução

Para quem prefere evitar mensagens prontas e deseja inovar nos votos de Feliz Ano Novo no Réveillon de 2025 para 2026, preparamos uma lista de frases para enviar no WhatsApp, com opções que vão das mais curtas às mais elaboradas, para familiares, amigos e contatos de trabalho.

Mensagens de Ano Novo

1. “Feliz 2026! Que não falte amor, coragem e bons encontros pelo caminho.”
2. “Que 2026 seja repleto de coragem para seguir e sabedoria para reconhecer o que importa.”
3. “Que o novo ano traga leveza para os dias difíceis e motivos diários para sorrir.”
4. “Feliz 2026! Que o ano novo seja um recomeço gentil e cheio de possibilidades.”
5. “Saúde, paz e prosperidade. Que 2026 seja de luz para todos. Feliz Ano Novo!”
6. “Todo fim é apenas um novo começo. Que seja um grande ano!”
7. “Feliz Ano Novo! Que não falte saúde, amor e um pouco de sorte também.”
8. “Uma nova oportunidade para escrever o capítulo mais bonito da sua história. Feliz Ano Novo!”
9. “‘A vida é bonita, é bonita e é bonita’ — que em 2026 a gente lembre disso todos os dias. Feliz Ano Novo!”
10. “Feliz Ano Novo! Que a felicidade encontre você nos detalhes.”


Para os amigos

1. “Que possamos brindar muitas vezes em 2026. Saúde, paz e alegria neste novo ano!”.
2. “Feliz Ano Novo! Que 2026 venha com menos perrengue e mais momentos bons!”
3. “Desejo a todos um ano novo de muitas virtudes e alguns pecados suaves e bem aproveitados.” – frase de Rubem Braga, da crônica Votos para o Ano-Novo.
4. “Feliz Ano Novo! Que 2026 tenha menos ‘vamos marcar’ e mais ‘tô chegando’.”

Para contatos profissionais

1. “Que seja um ano de conquistas, crescimento e bons resultados!”
2. “Que o novo ano traga oportunidades, parcerias e muito sucesso. Feliz Ano Novo!”
3. “Feliz Ano Novo! Que venham 365 dias de desafios positivos e ótimos resultados.”
4. “Que 2026 seja de conquistas, aprendizado e bons resultados para a nossa equipe!”
5. “Obrigado pelo trabalho e comprometimento. Desejo um Ano Novo de saúde, equilíbrio e sucesso para todos.”
6. “Feliz Ano Novo! Seguimos motivados para mais um ano de trabalho e aprendizado.”

Fonte: DCM

Moraes mantém prisão preventiva de homem que levou bomba a aeroporto de Brasília


      Alan Diego dos Santos Rodrigues, que está preso – Breno Esaki/Metrópoles

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes manteve a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues. Ele é acusado de envolvimento na tentativa de explosão de um artefato no Aeroporto Internacional de Brasília, às vésperas do Natal de 2022. A decisão foi tomada no âmbito do processo que apura o episódio registrado em 24 de dezembro daquele ano. Com informações do Metrópoles.

O STF iniciou, em 12 de dezembro de 2025, o julgamento dos três acusados pelo caso. Além de Alan Diego, também respondem o empresário George Washington de Oliveira Sousa e o blogueiro e jornalista Wellington Macedo de Souza. Em 17 de dezembro, Moraes já havia decidido manter a prisão preventiva de Wellington Macedo.

Os três foram condenados pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Parte do processo, relativa aos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança de transporte aéreo, foi posteriormente remetida ao STF para análise.

artefato no Aeroporto Internacional de Brasília
O artefato no Aeroporto Internacional de Brasília – Reprodução
Na denúncia apresentada à Corte, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que Wellington Macedo dirigiu o veículo usado para levar o artefato explosivo até as imediações do aeroporto. Alan Diego confessou ter instalado o dispositivo no caminhão estacionado no local. Já George Washington, segundo a acusação, “adquiriu R$ 60 mil em armamentos e explosivos” e realizou pesquisas na internet sobre o tema antes do fato.

Na véspera do Natal de 2022, equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal e Polícia Civil atuaram na região do Aeroporto de Brasília para desativar a bomba encontrada acoplada a um caminhão-tanque. O então diretor-geral da Polícia Civil do DF, Robson Cândido, afirmou que o artefato tinha potencial para causar danos graves ou “uma tragédia”. O dispositivo não foi acionado devido a falha técnica, e suspeitos foram identificados e presos.

De acordo com denúncia do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) no TJDFT, os acusados, inconformados com o resultado das eleições presidenciais de 2022, teriam planejado provocar “comoção social”. Segundo a acusação, o objetivo seria levar à decretação de estado de sítio e intervenção militar. As imputações seguem em análise no STF.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles