segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

“Orgulho”: Lula e Janja celebram vitórias de “O Agente Secreto” no Globo de Ouro


A primeira-dama Janja, o ator Wagner Moura, o presidente Lula e o diretor Kleber Mendonça no Palácio da Alvorada, em Brasília. Foto: Adriano Machado

O presidente Lula e a primeira-dama Janja da Silva celebraram publicamente as vitórias de “O Agente Secreto” no Globo de Ouro deste domingo (11). O filme dirigido por Kleber Mendonça Filho venceu na categoria de melhor filme em língua não inglesa, enquanto Wagner Moura conquistou o prêmio de melhor ator em filme de drama.

Em publicação no Instagram, Lula exaltou o papel do cinema nacional: “Viva o cinema brasileiro, que segue sendo sinônimo de orgulho nos principais palcos do mundo. O Agente Secreto é um filme essencial para não deixar cair no esquecimento a violência da ditadura e a capacidade de resistência do povo brasileiro”, escreveu, citando as atrizes Tânia Maria, Alice Carvalho e Maria Fernanda Cândido.

Em outra postagem, ele destacou o feito de Moura: “Sensacional a vitória do talentosíssimo Wagner Moura. Como o próprio Wagner tem dito, o cinema brasileiro vem mobilizando a atenção e o respeito das pessoas em todas as regiões, e tem sido um símbolo importante da volta da valorização dos artistas em nosso país.”




Janja também comemorou o momento histórico do ator ao publicar uma foto ao lado dele. “É ORGULHO QUE FALA??? Wagner Moura, o primeiro ator brasileiro a vencer o Globo de Ouro de Melhor Ator. Wagner, o Brasil te ama e tem orgulho de você.”

Ela também elogiou o reconhecimento do longa na categoria internacional. “O Agente Secreto é um filme que honra a memória do nosso país e nos enche de orgulho, provando que o cinema brasileiro é referência mundial.”

A premiação marcou a segunda vitória consecutiva do Brasil no Globo de Ouro em categorias de atuação. No ano anterior, Fernanda Torres venceu como melhor atriz. Além disso, foi a primeira vez em 27 anos que um filme brasileiro conquistou o prêmio de melhor filme em língua não inglesa, repetindo o feito de “Central do Brasil”. Com duas vitórias em uma mesma edição, o Brasil alcançou um marco inédito na história da premiação.

Fonte: DCM

Em sua rede social, Trump se apresenta como “presidente em exercício da Venezuela”


           Donald Trump se apresentando como “presidente da Venezuela”. Foto: reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na noite do último domingo (11), na rede Truth Social, criada por ele para se comunicar com a extrema-direita, uma imagem que o apresenta como “presidente em exercício da Venezuela”.

O material reproduz o formato de uma ficha biográfica digital, semelhante à usada pela Wikipedia, com foto oficial, datas e cargos atribuídos ao republicano, associando simbolicamente seu nome ao comando do país sul-americano a partir de janeiro de 2026.

A publicação foi feita poucos dias após uma operação conduzida por forças dos Estados Unidos em Caracas, na madrugada de 3 de janeiro, por volta das 3h no horário de Brasília, que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A ação marcou uma escalada direta da atuação militar estadunidense na Venezuela e alterou o cenário político do país.

Postagem de Donald Trump em seu perfil no Truth Social no qual se diz “presidente em exercício” da Venezuela


Na última sexta-feira (9), o líder estadunidense afirmou que vê a Venezuela e sua liderança interina, Delcy Rodríguez, como aliados “neste momento”. Segundo ele, a prioridade de sua administração é impedir a presença da Rússia e da China na região. “No momento, eles parecem ser um aliado. E acho que continuará sendo um aliado e não queremos que a Rússia esteja lá. Não queremos que a China esteja lá”, declarou.

Questionado por repórteres sobre a possibilidade de encontros com autoridades venezuelanas, Trump disse que pretende se reunir em breve com representantes do país. “Provavelmente em breve vou me encontrar com vários representantes da Venezuela. Nós não estabelecemos isso”, afirmou.

Além do ataque à Venezuela, Trump voltou a atacar outros países da América Latina após seu governo mencionar a região como “quintal dos Estados Unidos”. Na ocasião, o republicano disse que Cuba deixará de receber petróleo e recursos financeiros da Venezuela, avaliando que a perda desse apoio pode levar ao colapso do governo cubano.



Sem apresentar explicações adicionais sobre a imagem divulgada, Trump reforçou uma visão já expressa em entrevista recente ao New York Times, na qual afirmou que seu poder como comandante-em-chefe é limitado apenas por sua “própria moralidade”. “Minha própria moralidade. Minha própria mente. É a única coisa que pode me impedir. Não preciso do direito internacional. Não quero ferir ninguém”, disse.

Na entrevista, Trump afirmou esperar que os Estados Unidos administrem a Venezuela e explorem suas reservas de petróleo por anos. Segundo ele, o governo interino venezuelano, composto por aliados de Maduro, estaria cooperando com Washington.

Ao ser questionado sobre prazos, respondeu: “Só o tempo dirá”. Disse ainda: “Nós vamos reconstruí-la de uma forma muito lucrativa. Vamos usar petróleo, e vamos tirar petróleo. Estamos baixando os preços do petróleo, e vamos dar dinheiro à Venezuela, algo que eles precisam desesperadamente”.

Fonte: DCM

VÍDEO – Wagner Moura detona era Bolsonaro após vencer Globo de Ouro: “Período obscuro”

Wagner Moura recebe o Globo de Ouro de melhor ator por filme de drama por ‘O Agente Secreto’. Foto: Reprodução

Wagner Moura conquistou o prêmio de melhor ator em filme de drama no Globo de Ouro 2026 por “O Agente Secreto, durante a cerimônia realizada no domingo (11), e aproveitou para criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a ditadura militar.

“Precisamos continuar fazendo filmes sobre a ditadura. A ditadura é ainda uma ferida aberta no Brasil. Aconteceu há apenas 50 anos. Entre 2018 e 2022, tivemos um presidente de extrema-direita que é uma manifestação física dos ecos da ditadura”, afirmou o ator, ainda na premiação, em conversa com a imprensa.

“Acho que a cultura e a democracia andam juntas, e no Brasil temos, finalmente, depois de um período obscuro, uma democracia na qual podemos respirar e um governo que entende que a cultura é importante para o desenvolvimento de um país. Democracia, cultura e filmes, eles coexistem, não vivem um sem o outro”, concluiu, com o troféu de melhor ator na mão.

Ele também ressaltou o simbolismo de sua atuação em “O Agente Secreto”.É um filme sobre memória, a falta dela e um trauma geracional. Eu acho que se um trauma pode ser passado por gerações, os valores também podem. Esse prêmio vai para quem está seguindo seus valores em momentos difíceis.”

Em português, enviou uma mensagem ao público brasileiro: “E para todo mundo no Brasil que está assistindo isso agora, viva o Brasil e a cultura brasileira.”

Dupla vitória histórica do cinema brasileiro

A premiação marcou a segunda vitória consecutiva do Brasil no Globo de Ouro na categoria de atuação em drama — no ano anterior, Fernanda Torres levou o troféu de melhor atriz.

Além do reconhecimento a Wagner Moura, O Agente Secreto venceu como melhor filme em língua não inglesa, repetindo um feito que o país não alcançava desde Central do Brasil, há 27 anos.

Com dois prêmios na mesma edição, o Brasil alcançou um marco inédito em sua trajetória na premiação, consolidando um momento histórico para o cinema nacional.

Fonte: DCM

Wagner Moura vence o Globo de Ouro e consolida carreira brilhante


                                 Cena de “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho

Na cerimônia do Globo de Ouro 2026, que aconteceu neste domingo (11), Wagner Moura recebeu uma das maiores honrarias da noite, vencendo o prêmio de Melhor Ator-Drama por sua performance em “O Agente Secreto”, filme de Kleber Mendonça Filho.

“É um filme sobre memória, a falta dela e um trauma geracional. Eu acho que se um trauma pode ser passado por gerações, os valores também podem. Esse prêmio vai para quem está seguindo seus valores em momentos difíceis”, disse o baiano em seu discurso.

“E para todo mundo no Brasil que está assistindo isso agora, viva o Brasil e a cultura brasileira”, completou em português. Veja o discurso:


Moura disputava a categoria com Joel Edgerton (“Sonhos de Trem”), Oscar Isaac (“Frankenstein”), Dwayne Johnson (“Coração de Lutador”), Michael B. Jordan (“Pecadores”) e Jeremy Allen White (“Springsteen: Salve-me do Desconhecido”).

A vitória é um reflexo de seu grande momento na carreira, que inclui uma série de papéis marcantes, como o Capitão Nascimento em “Tropa de Elite” e o chefão do tráfico Pablo Escobar em “Narcos”.

Em uma entrevista recente ao New York Times, ele destacou a importância de escolhas cuidadosas em sua carreira. “Nunca fiz nada por dinheiro ou porque é um grande sucesso em Hollywood que todo mundo vai ver. E, especialmente depois de Narcos, não quero fazer nada que estereotipe os latinos”, afirmou.

Sua atuação no filme, que traz uma trama de espionagem e resistência política, foi amplamente elogiada pela crítica. O longa conquistou o Globo de Ouro 2026 de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa.

Em 2024, ele esteve em “Guerra Civil”, filme de Alex Garland, e atualmente pode ser visto na série “Ladrões de Drogas”, da Apple TV.

Após a premiação, ele criticou Jair Bolsonaro, chamando-o de fascista. Assista:

Fonte: DCM

“O Agente Secreto” ganha o Globo de Ouro de melhor filme em língua não-inglesa


Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura no set de “O Agente Secreto”

“O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, fez história ao conquistar o Globo de Ouro 2026 de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa. Um filme brasileiro não ganhava um prêmio da categoria desde 1999, com “Central do Brasil”.

Ao lado do ator Wagner Moura e de outros colaboradores do filme, o diretor iniciou seu discurso mandando um ‘alô’ para o Brasil, e encerrou afirmando: “Estou muito honrado de estar nesse grupo de filmes internacionais e dos Estados Unidos”.

“Eu dedico este filme para os cineastas jovens, porque este é um momento muito difícil para fazer filmes. Aqui nos Estados Unidos e no Brasil, jovens cineastas, façam filmes!”, disse Kleber Mendonça.

Veja o discurso:

O longa brasileiro, que já havia sido aplaudido no Festival de Cannes com dois prêmios, superou uma competição acirrada de grandes produções internacionais e levou para casa a estatueta.

Os filmes que concorriam contra “O Agente Secreto” eram “Foi Apenas um Acidente”, do Irã, “Valor Sentimental”, da Noruega, “Sirat”, da Noruega, “A Quem Eu Pertenço”, da Tunísia, e “A Única Saída”, da Coreia do Sul.

A trama, que mistura política e espionagem internacional, capturou a atenção de críticos e do público, não apenas pela sua narrativa envolvente, mas também pela sua maneira de abordar questões sociais e políticas com profundidade.

Além de ser premiado como Melhor Filme de Língua Não-Inglesa, o longa ainda disputa outras categorias de grande prestígio, como Melhor Filme-Drama e Melhor Ator-Drama para Wagner Moura, que também teve sua atuação exaltada nas críticas.

Dentre os concorrentes, “Valor Sentimental”, uma produção de Joachim Trier que explora as complicações familiares e a busca pela reconciliação, e “A Única Saída”, de Park Chan-Wook, com sua crítica social afiada, estavam entre os favoritos. Mesmo com esse forte elenco de filmes, foi o filme brasileiro que conquistou o prêmio, mostrando o crescente reconhecimento do Brasil no cinema internacional.

Fonte: DCM

domingo, 11 de janeiro de 2026

VÍDEOS: Tornado atinge Curitiba, causa destruição e ventos fortes arrastam telhas e árvores

           Registros de passagem de tornado neste sábado pelo município de São José dos Pinhais (PR)

Neste sábado (10), um tornado atingiu o município de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, gerando cenas de destruição. O fenômeno foi registrado por moradores, que compartilharam imagens de uma nuvem em formato de funil, que causou danos consideráveis, incluindo a derrubada de árvores e o destelhamento de casas. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a tempestade também trouxe ventos fortes, com velocidades próximas a 70 km/h em Curitiba. O alerta para tempestades na região continua, com previsão de mais instabilidade até a manhã deste domingo (11).

A Defesa Civil do Paraná informou que o tornado causou a destruição de carros e o colapso de estruturas em São José dos Pinhais, além de diversos danos em Curitiba, onde pelo menos 57 árvores foram derrubadas. A área foi colocada sob alerta laranja para tempestades severas, devido à persistência de condições atmosféricas instáveis. No ano passado, o Paraná já havia sido atingido por tornados de grande intensidade, com ventos que chegaram a 330 km/h e destruíram diversas áreas, como o município de Rio Bonito do Iguaçu.

A situação em São José dos Pinhais e Curitiba continua sendo monitorada pelas autoridades, que realizarão vistorias para avaliar a intensidade do fenômeno e os danos causados. O órgão de monitoramento climático reforça que, embora tornados não sejam fenômenos comuns, as condições de alta umidade e instabilidade atmosférica na região favorecem a ocorrência desses eventos. Veja os vídeos:

Fonte: DCM

Carlos Bolsonaro pede que Trump tire o pai da cadeia e cita Nicarágua e Venezuela


        Carlos e Jair Bolsonaro. Foto: ANDRé RIBEIRO/FUTURA PRESS

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) defendeu publicamente que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atue para pressionar o Brasil pela libertação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A manifestação foi feita em publicação nas redes sociais, na qual Carlos comparou a situação brasileira a processos recentes de libertação de presos políticos em países da América Latina, com destaque para a Nicarágua.

Na postagem, Carlos afirmou que diferentes governos da região libertaram opositores após pressão externa. Ele citou a Venezuela, onde jornalistas, ativistas e adversários do governo teriam sido soltos, e a Nicarágua, que anunciou recentemente a libertação de dezenas de detidos por motivação política, entre líderes religiosos, opositores e ex-autoridades. Também mencionou Colômbia e Bolívia, apontando revisões políticas e institucionais nesses países.

Em contraste, Carlos Bolsonaro sustentou que, no Brasil, “presos políticos seguem encarcerados”, afirmando que o país estaria sendo comparado a regimes fechados. Na sequência, retomou críticas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dizendo que, durante as eleições de 2022, teria havido proibição de menções às relações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o venezuelano Nicolás Maduro e o nicaraguense Daniel Ortega. Segundo ele, os acontecimentos recentes dariam novo significado a essas restrições.

Jair Bolsonaro está preso desde 22 de novembro de 2025 na Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por liderar uma trama golpista, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal. O local carrega uma ironia simbólica: em frente ao prédio há uma placa com o nome de Bolsonaro e a data em que a unidade da PF foi modernizada durante seu próprio governo. Nos primeiros anos de mandato, o então presidente investiu na infraestrutura da Polícia Federal, e a inauguração das obras registra também o nome de seu então ministro da Justiça, Anderson Torres, igualmente condenado pelo STF no mesmo processo.


A comparação feita por Carlos Bolsonaro ocorre no momento em que o governo da Nicarágua, copresidido por Daniel Ortega e Rosario Murillo, anunciou a libertação de “dezenas de pessoas” que permaneciam detidas, entre elas vários presos políticos. O anúncio foi feito no sábado (10), por ocasião dos 19 anos do governo no poder, e em meio a pressão dos Estados Unidos.

Em nota oficial, o Executivo nicaraguense afirmou que a medida seria um “símbolo de compromisso com a paz” e com a convivência familiar e comunitária. O governo não divulgou uma lista completa dos libertados, mas a agência EFE confirmou, com familiares, a soltura de pelo menos sete opositores, entre eles líderes políticos e um pastor evangélico. Veículos locais apontaram números que variam entre 19 e 30 presos políticos libertados.

A postagem da embaixada citou uma mensagem de Donald Trump na rede Truth Social, na qual o presidente norte-americano comemorou a libertação de presos políticos na Venezuela como sinal de busca por paz. O tema também foi retomado por grupos opositores nicaraguenses, que voltaram a exigir a libertação imediata de todos os detidos por motivação política no país.

Fonte: DCM

Em condições normais, Lula venceria no primeiro turno, diz Leonel Radde

Deputado avalia veto ao PL da dosimetria, critica o bolsonarismo e defende Ministério da Segurança Pública como eixo central da eleição de 2026

       Leonel Radde e Lula (Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Porto Alegre | Ricardo Stuckert)

“Se a gente tivesse numa zona normal, o Lula seria eleito, sem dúvidas, no primeiro turno das eleições de 2026.” A avaliação é do deputado estadual Leonel Radde (PT-RS), em entrevista concedida ao jornalista Otávio Rosso no programa Boa Noite 247, exibido no dia 10 de janeiro de 2026, na TV 247.



Ao longo da conversa, Radde analisou o veto do presidente Lula ao chamado PL da dosimetria, apontou os riscos da ofensiva bolsonarista no Congresso, defendeu uma mobilização nacional para sustentar a decisão presidencial e avaliou o cenário político e eleitoral que se desenha para 2026, tanto no plano nacional quanto no Rio Grande do Sul.

O programa teve início com a repercussão dos dados do IBGE sobre a inflação oficial. O IPCA fechou 2025 em 4,26%, abaixo do teto da meta de 4,5%. Para Otávio Rosso, o dado tem peso político relevante. “A inflação… está controlado nesse ano eleitoral”, afirmou o jornalista ao introduzir o tema.

● Resultados econômicos fortalecem Lula

Na avaliação de Leonel Radde, os indicadores econômicos criam uma base sólida para a reeleição do presidente. “O Lula vai terminar o quarto ano desse mandato dele com a menor inflação da história… de um mandato completo”, afirmou. Segundo ele, o governo também entregará “a menor taxa de desemprego da história”, além do “maior ganho real do salário mínimo” e aumento do poder de compra da classe trabalhadora.

Radde também rebateu críticas sobre dívida pública, lembrando que o endividamento cresceu mais durante o governo Bolsonaro, especialmente no período da pandemia. Para ele, o debate central deveria estar nos juros, tema que classificou como responsabilidade do Banco Central, que é independente do governo federal.

● “Não existe terceira via” na direita

Ao analisar o campo conservador, o deputado foi categórico ao afirmar que a chamada terceira via não se sustenta eleitoralmente. “Não existe essa terceira via. A terceira via da direita, que seria uma direita democrática, ela foi totalmente engolida e coptada pela extrema direita, pelo bolsonarismo”, declarou.

Radde citou pesquisas que colocam Flávio Bolsonaro à frente de Tarcísio, interpretando o dado como prova da força do núcleo bolsonarista. “Quando coloca o Flávio Bolsonaro… o Flávio Bolsonaro tá muito à frente do Tarcísio”, disse, ressaltando que isso desmonta a narrativa de uma direita moderada viável fora do bolsonarismo.

● Veto ao PL da dosimetria e confronto institucional

O veto do presidente Lula ao PL da dosimetria foi apontado por Radde como um divisor de águas na relação entre Executivo, Congresso e STF. Para ele, a tentativa de derrubar o veto tem menos a ver com mérito jurídico e mais com estratégia política. “O objetivo central deles é tensionar com STF”, afirmou.

O deputado defendeu que a manutenção do veto depende de pressão popular organizada. “A mobilização social é extremamente importante nesse sentido”, disse, lembrando que outras propostas já recuaram diante de reação da sociedade.

Radde também criticou duramente o argumento bolsonarista de que o projeto serviria para corrigir “excessos”. “Essa lei da dosimetria todo mundo sabe que vai favorecer pedófilo, que vai favorecer o crime organizado, faccionados, vai favorecer o criminoso comum”, afirmou, defendendo que esse seja o eixo central da campanha para manter o veto presidencial.

● Desinformação, redes e pressão dos Estados Unidos

Para Leonel Radde, a eleição de 2026 não será decidida apenas por indicadores econômicos. “A gente tá lidando com grupos fanatizados, que têm muito recurso financeiro e uma rede de desinformação muito bem ajeitada”, afirmou, citando o papel de algoritmos, WhatsApp e Telegram.

Ele também relacionou o cenário brasileiro a um contexto internacional mais amplo, mencionando os Estados Unidos sob Donald Trump, atual presidente norte-americano. “Agora conta com os Estados Unidos, com o Trump lá nos Estados Unidos, com o objetivo de desestabilizar toda a América”, disse.

● Segurança pública e a saída de Lewandowski

Questionado sobre a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça, Radde avaliou que o ex-ministro teve desempenho positivo “dentro das limitações” e citou projetos debatidos durante sua gestão.

Na sequência, defendeu a criação imediata de um Ministério da Segurança Pública, separado do Ministério da Justiça. “Eu defendo essa tese de que é necessária a criação do Ministério da Segurança Pública, independente do Ministério da Justiça”, afirmou, classificando a segurança como o tema central das eleições de 2026.

Radde rejeitou a ideia de adiar a criação do novo ministério para transformá-la em promessa eleitoral. “Eu discordo. Eu acredito que se foi promessa de campanha tem que ser cumprida”, declarou.

● Comunicação da esquerda e o medo na sociedade

O deputado também fez uma autocrítica ao campo progressista sobre a forma de abordar a segurança pública. “A esquerda só aparece no momento de crítica”, afirmou, alertando que isso facilita a narrativa da direita de que a esquerda seria contrária às forças policiais.

Segundo Radde, ignorar o medo da população abre espaço para soluções autoritárias. “A sociedade tem medo”, disse, defendendo um discurso que combine direitos humanos, propostas concretas e diálogo com as categorias da segurança.

● Rio Grande do Sul e a disputa local

No plano estadual, Leonel Radde disse ver com preocupação o avanço da extrema direita no Rio Grande do Sul. “É muito preocupante. Uma disputa muito difícil aqui no estado”, afirmou, defendendo a unidade do campo democrático.

Ele também comentou a disputa ao Senado e afirmou que o PT já tem um nome definido. “O Paulo Pimenta será o candidato ao Senado da chapa do PT”, declarou.

● Um retrato do embate que vem pela frente

Ao longo da entrevista ao Boa Noite 247, Leonel Radde apresentou o veto ao PL da dosimetria como parte de um embate mais amplo entre governo, Congresso conservador e extrema direita, em um cenário marcado por desinformação, medo e disputa institucional.

Mesmo com indicadores econômicos favoráveis, o deputado alertou que a eleição será dura. Ainda assim, manteve a convicção expressa no início da entrevista. “Se fosse pela racionalidade, se fosse por índices, se fosse por governança, o Lula ganharia tranquilamente no primeiro turno.”

Fonte: Brasil 247

Cappelli diz que veto de Lula à dosimetria reflete gravidade do 8 de janeiro e pode ser preservado pelo Congresso

Ex-interventor na segurança do DF afirma que projeto é “casuístico”, admite análise no STF e defende que punição a golpistas é marco histórico

                      Ricardo Cappelli (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

A decisão do presidente Lula de vetar o projeto conhecido como “PL da dosimetria” está “em sintonia com a gravidade do que aconteceu” no 8 de janeiro, quando extremistas atacaram as sedes dos Três Poderes, afirmou Ricardo Cappelli, presidente da ABDI e pré-candidato ao governo do Distrito Federal.



A declaração foi feita em entrevista concedida à TV 247, na qual Cappelli avaliou os atos de lembrança do 8 de janeiro, comentou a disputa política sobre punições a crimes contra a democracia e relatou bastidores do momento em que assumiu o comando da segurança pública do Distrito Federal durante a crise.

☉ “O que aconteceu foi tentativa de criar um estopim para um golpe de estado”

Ao defender a realização de solenidades para marcar a data, Cappelli rejeitou qualquer tentativa de relativizar a violência golpista.

“Eu acho muito importante esses dois atos, porque eles reforçam que primeiro o que aconteceu não foi um passeio no parque, não foi uma manifestação democrática”, afirmou. “O que aconteceu foi a tentativa de criar um stopim para um golpe de estado.”

Na entrevista, ele sustentou que o país viveu uma mudança inédita na responsabilização de golpistas.

“Pela primeira vez na história do Brasil, conspiradores, golpistas, civis e militares sentaram no banco dos réus, foram julgados respeitando o devido processo legal, foram condenados e alguns estão presos”, disse.

Cappelli também ressaltou que a democracia exige cuidado permanente.

“A democracia nunca é uma obra pronta, finalizada”, afirmou, ao defender que a memória institucional do 8 de janeiro fortalece princípios democráticos na sociedade.

☉ “O veto do presidente Lula tá em sintonia com a gravidade do que aconteceu”

No trecho mais político da conversa, Cappelli relacionou diretamente o veto presidencial à dimensão do plano golpista revelado por investigações.

“Acho que o veto do presidente Lula tá em sintonia com a gravidade do que aconteceu”, declarou. “Não é possível que depois de ter conhecimento que existia um plano para assassiná-lo, para assassinar o vice-presidente da República, para assassinar o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Lula simplesmente sancionasse uma redução de penas daqueles que planejaram isso.”

Ele criticou o caráter pontual do projeto e defendeu que mudanças penais não podem ser desenhadas para responder a um único episódio.

“Fazer uma alteração na legislação casuística em função de um ato, de um fato, não me parece o caminho mais adequado”, disse. “Você não pode alterar leis para responder a um fato.”

☉ Congresso, veto e STF: “Vamos aguardar”

Cappelli afirmou preferir o cenário em que o Congresso não derrube o veto, embora reconheça que a disputa faz parte da dinâmica institucional.

“Eu prefiro ser um otimista e acreditar que o veto do presidente pode não ser derrubado pelo Congresso”, disse. “Faz parte do jogo democrático.”

Ele observou, porém, que mesmo com eventual derrubada do veto, a questão pode ser judicializada.

“Se o Congresso derrubar o veto, a matéria ainda pode ser apreciada pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou, ao repetir que se trata de uma “alteração legislativa casuística”.

☉ Bastidores do 8 de janeiro: “Assuma o comando do que tá acontecendo”

Ao relembrar sua atuação no Ministério da Justiça naquele dia, Cappelli descreveu a ausência de comando local como fator crítico e relatou a ordem que recebeu ao ser nomeado para a intervenção federal na segurança pública do DF.

“Nós estávamos vendo os prédios públicos sendo tomados… e as forças de segurança completamente sem comando”, disse, ao mencionar que o governador do DF “simplesmente estava desaparecido” e que o secretário de segurança “estava nos Estados Unidos”.

Segundo ele, o recado foi objetivo:

“Olha, o presidente da República acabou de te nomear interventor federal da segurança pública no Distrito Federal. Vá à Secretaria de Segurança, reúna com o comando que tem lá, desça e assuma o comando do que tá acontecendo.”

Cappelli disse ter recusado sobrevoo de helicóptero e determinado atuação direta na linha de frente.

“Eu disse para eles: ‘Não, eu não vou de helicóptero. Nenhum dos senhores vai de helicóptero. Nós vamos sair daqui agora e vamos pra linha de frente comandar a tropa’”, afirmou. E completou a orientação operacional: “Efetuar o máximo de prisões possíveis e desmontar o acampamento golpista nessa noite.”

☉ Prisões e investigação: “Maior operação de polícia judiciária da história do Brasil”

Cappelli reconheceu a possibilidade de que algumas pessoas tenham escapado durante a madrugada, mas destacou o desmonte do acampamento e o volume de prisões.

“A gente conseguiu desmontar o acampamento e efetuar a prisão de todos que estavam no acampamento sem nenhum incidente”, afirmou.

Ele citou o transporte de cerca de 1.500 pessoas e classificou o esforço como sem precedentes.

“Durante 3 dias realizamos a maior operação de polícia judiciária da história do Brasil, que não é brincadeira prender 1500 pessoas”, disse, mencionando o cumprimento do devido processo legal com participação de diferentes órgãos.

☉ Livros de história e memória: “Você não pode dizer que não aconteceu”

Na entrevista à TV 247, Cappelli afirmou não ter dúvidas de que o 8 de janeiro será incorporado ao ensino e ao registro histórico, independentemente de disputas políticas.

“São fatos objetivos”, disse. “Você pode ter até opiniões sobre os fatos, mas você não pode dizer que não aconteceu.”

Ele também mencionou ter publicado um livro sobre o episódio.

“Publiquei um livro, 8 de janeiro, que o Brasil não viu”, afirmou, defendendo que o registro é essencial “para que jamais se repita o que aconteceu”.
Segurança pública na eleição: “O crime tá cada vez mais organizado”

Ao tratar do cenário político, Cappelli avaliou que segurança pública será tema decisivo no debate eleitoral, citando pesquisas de opinião.

☉ “Segurança pública aparece como preocupação número um”, afirmou.

Ele argumentou que o problema se tornou nacional com a atuação de grandes organizações criminosas.

“Você tem duas ou três organizações criminosas que verticalizaram o crime no Brasil”, disse, defendendo integração entre órgãos federais e coordenação política para enfrentar o problema.

“Precisa ter alguém no Ministério com coragem, com decisão, com vontade de enfrentar o crime organizado no Brasil”, declarou. “O crime tem penetrado em todas as instituições da República.”

Fonte: Brasil 247