sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Inflação de 2025 é a quinta menor em 31 anos e a mais baixa desde 2018

IPCA fecha o ano em 4,26%, fica abaixo do teto da meta e confirma um dos melhores resultados inflacionários do período pós-plano Real

Inflação de 2025 é a quinta menor em 31 anos e a mais baixa desde 2018 (Foto: Agência Brasil )

O Brasil encerrou 2025 com a inflação oficial entre as mais baixas das últimas décadas, registrando o quinto menor índice dos últimos 31 anos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 4,26% no ano, o resultado mais contido desde 2018, quando o índice havia sido de 3,75%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice ficou 0,57 ponto percentual abaixo da inflação registrada em 2024, que fechou em 4,83%, e também abaixo do teto da meta de 4,5% definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Com esse desempenho, 2025 passa a figurar entre os anos de menor inflação desde o início do plano Real. Apenas quatro anos apresentaram resultados inferiores: 1998, com 1,65%; 2017, com 2,95%; 2006, com 3,14%; e 2018, com 3,75%. O resultado consolida o período recente como um dos mais estáveis do ponto de vista inflacionário.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou o número por meio de uma publicação na rede X, destacando a frustração das previsões mais pessimistas feitas no início do ano. “Há um ano, o mercado dizia que íamos fechar 2025 com inflação de 5%, fora da meta. Hoje, o IBGE confirma que os pessimistas estavam errados: encerramos o ano com IPCA de 4,26%, o menor índice desde 2018 e dentro da meta estabelecida para nossa economia. Esse dado confirma: teremos em quatro anos a menor inflação acumulada da história. Resultado de uma política econômica séria, que faz o Brasil crescer, distribuir renda e considera, em primeiro lugar, o bem-estar do povo brasileiro”, afirmou o presidente.

No resultado mensal, o IPCA de dezembro ficou em 0,33%. A taxa foi superior à registrada em novembro, que havia sido de 0,18%, mas inferior ao índice observado em dezembro de 2024, quando a inflação mensal alcançou 0,52%.

O grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no cálculo do IPCA, teve papel relevante na desaceleração da inflação em 2025. Após encerrar 2024 com alta acumulada de 7,69%, o grupo registrou variação de 2,95% no ano passado. O principal fator foi a alimentação no domicílio, cuja alta caiu de 8,23% para 1,43%. Entre junho e novembro, os preços dos alimentos consumidos em casa apresentaram seis meses consecutivos de queda, acumulando retração de 2,69%. Nos demais meses, a alta somou 4,23%.

Em sentido oposto, a energia elétrica residencial foi o subitem com maior impacto individual sobre a inflação do ano. Os preços acumularam alta de 12,31% em 2025, contribuindo com 0,48 ponto percentual para o IPCA. Na sequência apareceram cursos regulares, com impacto de 0,29 ponto percentual e variação de 6,54%; planos de saúde, com 0,26 ponto e aumento de 6,42%; aluguel residencial, com 0,22 ponto e alta de 6,06%; e lanche, que teve impacto de 0,21 ponto percentual e variação de 11,35%.

O grupo Habitação também influenciou de forma significativa o resultado anual. Em 2025, os preços subiram 6,79%, acima dos 3,06% registrados em 2024, gerando o maior impacto entre os grupos, de 1,02 ponto percentual. No ano anterior, esse impacto havia sido de 0,47 ponto.

Fonte: Brasil 247

Inflação de 4,26% em 2025 "coroa um grande ano para o Brasil", diz Gleisi

Ministra destaca IPCA entre os menores da história e associa resultado a emprego recorde e aumento da renda das famílias

Brasília (DF) - 04/12/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou nesta sexta-feira (9) que a inflação de 4,26% registrada em 2025 consolida um dos melhores momentos recentes da economia brasileira. Para a ministra, o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) reflete um conjunto de indicadores positivos que marcaram o ano.

A declaração foi publicada por Gleisi em uma postagem nas redes sociais, após a divulgação oficial dos dados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação de 2025 ficou abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional e configurou o quinto menor índice dos últimos 31 anos.

Ao comentar o resultado, a ministra ressaltou o caráter histórico do número e a relação com outros avanços econômicos e sociais registrados no período. “A inflação de 4,26% em 2025 é uma das menores da história. Soma-se ao recorde histórico de menor desemprego e ao aumento do salário e da renda das famílias para coroar um grande ano para o Brasil e o nosso povo”, afirmou Gleisi.

Na mesma mensagem, a ministra projetou a continuidade do cenário positivo para este ano, destacando a atuação do governo federal. “2026 será mais um ano de boas notícias, com o governo do presidente Lula trabalhando pelo país”, escreveu.

O IPCA acumulado de 2025 representou uma desaceleração de 0,57 ponto percentual em relação a 2024, quando o índice havia fechado em 4,83%. O resultado também foi o mais baixo desde 2018, ano em que a inflação foi de 3,75%. Desde o início do plano Real, apenas quatro anos registraram índices inferiores ao de 2025: 1998, 2017, 2006 e 2018.

Além do desempenho anual, o IBGE informou que a inflação de dezembro foi de 0,33%, acima do índice de novembro, mas abaixo do registrado no mesmo mês do ano anterior. O comportamento dos preços ao longo do ano foi influenciado por diferentes grupos, com destaque para a desaceleração de Alimentação e bebidas e o impacto relevante de itens como energia elétrica e habitação.

O IPCA é o principal indicador da inflação oficial do país e mede a variação do custo de vida de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. O índice é calculado a partir da coleta de preços de 377 produtos e serviços em diversas regiões metropolitanas e capitais brasileiras.

Fonte: Brasil 247

Moraes pede à PGR que se manifeste sobre redução de pena de Bolsonaro

Mais cedo, a defesa de Bolsonaro pediu que o ex-presidente seja autorizado a realizar atividades de leitura

Brasília (DF) - 10/09/2025 - O ministro Alexandre de Moraes, na primeira turma do STF, durante o julgamento de Jair Bolsonaro (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou à Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifeste dentro de 5 dias a respeito do pedido da defesa do ex-presidente preso Jair Bolsonaro, para que ele possa reduzir sua pena.

"Abra-se vista à Procuradoria-Geral da República para manifestação, no prazo de 5 (cinco) dias. Publique-se. Brasília, 9 de janeiro de 2026", diz o despacho de Moraes.

Mais cedo, a defesa de Bolsonaro pediu que o ex-presidente seja autorizado a realizar atividades de leitura "com oobjetivo de desenvolver atividades educativas e culturais compatíveis com a finalidade ressocializadora da pena”. O pedido se baseia em regras regulamentadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e solicita a remição de pena.

O despacho também se refere a um pedido para instalação de uma "Smart TV" e a realização de vistoria institucional nas dependências da Sede da Polícia Federal em Brasília-DF, onde Bolsonaro está preso. Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos no caso da trama golpista após as eleições de 2022.

Fonte: Brasil 247

Lula quer Haddad no Senado, mas PT quer lançá-lo para governo de SP


       O ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Reprodução

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ganhou força dentro do PT para disputar o governo de São Paulo, mesmo com o presidente Lula preferindo vê-lo candidato ao Senado, conforme informações do Estadão.

Nas últimas semanas, petistas passaram a defender que ele concorra ao comando do Estado, avaliando que o partido precisa de um nome forte para montar palanque no maior colégio eleitoral do país.

A mudança de cenário ocorre porque a cúpula petista considera cada vez mais consolidado que Geraldo Alckmin não disputará o governo paulista. Segundo dirigentes, o vice-presidente quer continuar na chapa de Lula.

Sem Alckmin, Haddad aparece como o único nome capaz de viabilizar a candidatura estadual e garantir estrutura ao presidente na campanha.

Essa movimentação contraria o plano inicial de Lula. Fontes afirmam que o presidente gostaria que Haddad tentasse uma vaga no Senado, onde petistas acreditam que ele teria maiores chances de vitória e poderia atuar como contraponto à tentativa do bolsonarismo de ampliar a maioria a partir de 2027.

Lula retoma nesta sexta-feira reunião para definir corte de gastos | Agência Brasil
O presidente Lula (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Reprodução

Haddad diz que não pretende ser candidato

O ministro da Fazenda, porém, resiste à ideia de entrar na disputa. Em entrevista em novembro de 2025, declarou: “Foi no ano passado que falei para ele que eu não tinha intenção de ser candidato em 2026”. No fim do ano passado, também afirmou que pretende deixar o ministério para ajudar na campanha de Lula de alguma forma.

Relatos internos indicam que Haddad cumpre missões importantes para o partido, mas estaria cansado e desejando um período fora do governo. Mesmo assim, petistas avaliam que ele não recusaria um convite definitivo caso o partido defina sua candidatura.

Na visão de aliados, Haddad não retornaria à Fazenda. Ele próprio disse, na transição de 2022, que aceitaria a Fazenda ou a Casa Civil no terceiro mandato de Lula, e acabou assumindo o primeiro cargo enquanto Rui Costa ficou com o segundo.

Se concorrer ao governo de São Paulo, dificilmente terá protagonismo na campanha presidencial, embora petistas considerem praticamente certa sua indicação para um ministério de primeiro escalão se perder a eleição para o atual governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Fonte: DCM com informações do Estadão

Bolsonaro solicita ao STF instalação de uma smart TV na cela da PF


O ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Foto: CNN Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para que ele tenha acesso a uma televisão do tipo Smart TV enquanto está custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Também foi pedido que dois pastores pudessem ter acesso à cela. Os pedidos foram protocolados nesta quinta-feira (8).

Segundo os advogados, o acesso à programação jornalística teria como objetivo “a preservação do vínculo do custodiado com a realidade social, política e institucional do país”. A defesa afirmou que o aparelho seria fornecido pela família e que não teria acesso a redes sociais, sendo restrito a canais de notícias e plataformas de vídeo, como o “YouTube”.

Ainda nesta quinta-feira, a defesa também pediu autorização para que o ex-presidente participe do programa de remição de pena por leitura. O mecanismo permite a redução de quatro dias da pena para cada obra lida, conforme regras do sistema penitenciário.

Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo


Paralelamente, a senadora Damares Alves protocolou um pedido de vistoria institucional na cela onde Bolsonaro está preso. O requerimento foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo.

No documento, Damares justificou a solicitação citando a recente queda sofrida por Bolsonaro dentro da cela, episódio que resultou em um diagnóstico de “traumatismo craniano leve”, segundo laudo médico. A senadora afirmou que o pedido se insere no exercício da função fiscalizatória do Senado, por meio da Comissão de Direitos Humanos. Caberá a Alexandre de Moraes decidir sobre todas as solicitações apresentadas.

Fonte: DCM

Roubo de petróleo: Trump diz que conseguiu R$ 4 bilhões em um dia

A estratégia, conforme anunciado por Trump, envolve a entrada de grandes petrolíferas no país sul-americano

Presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington - 06/01/2026 (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (8) que seu país “apropriou-se” de **US$ 4 bilhões em petróleo venezuelano em um único dia”, em comentários que intensificam a controvérsia internacional sobre a intervenção militar dos EUA na Venezuela e o controle de seus recursos energéticos. A declaração foi feita durante uma entrevista à Fox News, repercutida por várias agências de notícias internacionais.

“Pensem no que fizemos: tomamos o controle de um país inteiro. Vamos tornar o país forte e bom, e, a longo prazo, vocês poderão votar e eleger alguém de quem gostem. O petróleo que tomamos, levamos petróleo no valor de US$ 4 bilhões em um único dia. E isso vai aumentar. Vamos reconstruí-lo. Todas as grandes petrolíferas estão entrando. Elas vão ganhar muito dinheiro”, declarou Trump, em uma das passagens mais contundentes da entrevista à emissora americana.

O presidente também argumentou que os lucros obtidos com a venda do petróleo venezuelano serão compartilhados com Caracas e Washington, parte de um esquema que, segundo ele, “trouxe estabilidade para a região e preços do petróleo muito mais baixos”. A estratégia, conforme anunciado por Trump, envolve a entrada de grandes petrolíferas no país sul-americano para revitalizar a produção de petróleo, que estava em declínio há anos.

Fonte: Brasil 247

Brasil descarta pedir eleições na Venezuela e defende estabilidade política sob Delcy

Planalto reconhece liderança interina em Caracas, condena ação dos EUA e concentra esforços em evitar agravamento da crise regional

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Caracas - 11/08/2025 (Foto: REUTERS/Gaby Oraa)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a adotar como eixo central de sua política para a Venezuela a defesa da estabilidade política e institucional do país vizinho, agora sob a liderança de Delcy Rodríguez. A orientação brasileira descarta, ao menos neste momento, qualquer iniciativa para pressionar por novas eleições ou por um processo formal de transição política após o sequestro de Nicolás Maduro. As informações são da Folha de São Paulo.

Segundo diplomatas auxiliares do Palácio do Planalto, a estratégia brasileira se apoia em duas frentes principais: a denúncia pública do que o governo Lula considera uma violação da soberania venezuelana e do direito internacional, e a atuação diplomática e humanitária para evitar um cenário de instabilidade política e social com impactos diretos sobre a região.

Delcy Rodríguez assumiu oficialmente o comando do país na segunda-feira (5), dois dias após o sequestro de Maduro. Desde então, segundo assessores do governo brasileiro, ainda não há clareza sobre o grau de coesão do chavismo em torno da nova líder nem sobre os termos do entendimento em construção entre Caracas e Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu país administrará a Venezuela até que haja uma transição e declarou que o regime venezuelano deverá fornecer entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA.

Na quarta-feira (7), Trump voltou ao tema e disse que a supervisão norte-americana pode se estender por mais tempo, acrescentando que, até agora, o governo venezuelano teria aceitado todas as exigências feitas por Washington. Delcy Rodríguez, por sua vez, reagiu afirmando que nenhum agente externo governará a Venezuela, sinalizando resistência a qualquer tutela estrangeira direta.

Para o governo brasileiro, Delcy conseguiu reunir condições de legitimidade tanto interna, ao ser aceita como liderança pelo chavismo, quanto externa, ao ser tratada como interlocutora pelos Estados Unidos. Esse conjunto de fatores levou o Planalto a vê-la como a principal aposta para evitar uma escalada de tensões políticas e sociais no país, que poderia gerar reflexos negativos para o Brasil, especialmente devido aos mais de 2 mil quilômetros de fronteira compartilhada.

Nesse contexto, o reconhecimento brasileiro da liderança de Delcy ocorreu desde os primeiros momentos após a captura de Maduro. Conforme noticiado anteriormente pela Folha, o próprio Lula telefonou para a dirigente venezuelana pouco depois dos acontecimentos, com o objetivo, segundo o Palácio do Planalto, de confirmar junto às autoridades locais as informações que circulavam na imprensa internacional.

Ainda no sábado (3), a secretária-geral do Itamaraty, embaixadora Maria Laura da Rocha, declarou que o Brasil considerava Delcy Rodríguez presidente interina da Venezuela. Pouco depois, a embaixadora brasileira em Caracas, Glivânia Maria de Oliveira, participou da cerimônia de posse da nova líder, reforçando o reconhecimento formal por parte do governo brasileiro.

Além da atuação diplomática, o Planalto também avançou em ações humanitárias. Na segunda-feira (5), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o Brasil enviará insumos e medicamentos para pacientes venezuelanos que necessitam de tratamento de diálise. Segundo ele, bombardeios recentes destruíram um centro de atendimento a pacientes renais no país. O pedido de apoio chegou ao governo brasileiro por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

De acordo com Padilha, Lula autorizou imediatamente a ajuda e determinou que o Brasil contribua com tudo o que for necessário para mitigar os efeitos da crise. Um avião venezuelano deve pousar nesta sexta-feira (9) no aeroporto de Guarulhos para recolher os insumos. Auxiliares do presidente afirmam que a disposição do governo federal em apoiar medidas que evitem o agravamento da situação na Venezuela é total.

Enquanto prioriza a estabilidade, o governo brasileiro tem evitado endossar publicamente propostas de transição política ou de convocação de eleições. Maduro havia sido declarado vencedor das eleições de julho de 2024. Após os ataques a Caracas, algumas nações defenderam explicitamente a abertura de um processo de transição.

A França, por exemplo, classificou a ação dos Estados Unidos como contrária à Carta da ONU, mas afirmou que se abriu uma possibilidade de transição que deveria ser “pacífica, democrática e que respeite as escolhas do povo venezuelano”. O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, reiterou que seu país defende há anos um processo que respeite a vontade democrática da população. Já a alta representante da União Europeia para Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, declarou que o respeito à vontade popular é o único caminho para restaurar a democracia e enfrentar a crise, posição endossada por todos os países do bloco, com exceção da Hungria.

O governo Lula, porém, concentrou suas manifestações na condenação da captura de Maduro e dos bombardeios, destacando os riscos regionais e a violação do direito internacional. Não houve, até agora, menção oficial à necessidade de eleições ou de uma transição democrática na Venezuela.

Essa postura é explicada por diferentes fatores. O governo brasileiro mantém desconfiança histórica em relação à oposição venezuelana e vê com reservas a possibilidade de ascensão do grupo liderado por María Corina Machado, considerada pelo Planalto uma liderança de extrema direita. Além disso, diplomatas avaliam que comentários sobre o processo político interno venezuelano poderiam ferir o princípio da não intervenção em assuntos internos de outros Estados.

Soma-se a isso o fato de o próprio Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ter rejeitado a convocação de eleições no curto prazo e reconhecido Delcy Rodríguez como líder do país, o que enfraquece a articulação internacional em favor de uma transição imediata.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Gleisi: Ausência de Motta e Alcolumbre em evento sobre o 8 de janeiro não teve caráter político

A ministra comunicou os presidentes da Câmara e do Senado sobre o veto ao PL da Dosimetria

Brasília-DF - 27/11/2025 - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O Palácio do Planalto entrou em contato direto com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para informar, de forma antecipada, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetaria o Projeto de Lei da Dosimetria. As ligações foram feitas aos parlamentares Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), líderes das duas Casas do Congresso Nacional. As informações são do jornalista Paulo Cappelli, do Metrópoles.

O veto presidencial foi formalizado na quinta-feira (8), durante a cerimônia que marcou os três anos dos atos de 8 de Janeiro, em Brasília. De acordo com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), o governo fez questão de comunicar previamente os chefes do Legislativo sobre a decisão. “Liguei para o Motta e para o Alcolumbre para avisar que iríamos seguir com o veto”, afirmou a ministra. Segundo ela, a iniciativa buscou manter o diálogo institucional e evitar surpresas no relacionamento entre os Poderes.

Ainda conforme a ministra, a ausência dos presidentes da Câmara e do Senado na solenidade no Palácio do Planalto não teve caráter político. “Não é apenas simbólica”, disse Gleisi, ao explicar que ambos os parlamentares tinham compromissos pessoais previamente assumidos, o que justificaria a não participação no evento oficial.

A assessoria de Hugo Motta confirmou a realização da ligação e a versão apresentada pelo governo sobre os motivos da ausência.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Leilões de objetos do nazismo avançam no Brasil e despertam alerta

Venda de moedas, documentos e símbolos do regime hitlerista provoca reação da comunidade judaica e reacende debate sobre a Lei do Racismo

Suástica nazista (Foto: Reuters)

Casas de leilões brasileiras passaram a ofertar, com frequência crescente, objetos associados ao nazismo, como moedas, cartões-postais, documentos oficiais e réplicas de condecorações militares do regime de Adolf Hitler. Os anúncios costumam vir acompanhados de avisos em que os vendedores afirmam não compactuar com a ideologia nazista, mas a prática tem provocado críticas contundentes de representantes da comunidade judaica e levantado dúvidas sobre possíveis violações à legislação brasileira que combate o racismo.

O jornal O Globo apurou a existência de lances ativos em diferentes plataformas para itens do período da Alemanha nazista, muitos deles ostentando símbolos como a suástica. Os vendedores alegam que os objetos têm valor histórico e são destinados a colecionadores, enquanto especialistas e entidades alertam para o risco de banalização de um dos períodos mais violentos do século XX.

Entre os produtos anunciados estão cartas do serviço postal militar alemão durante a Segunda Guerra Mundial, um seguro de saúde do período e moedas cunhadas em 1941, todas com simbologia nazista. Em comum, os anúncios trazem uma espécie de ressalva prévia. “A comercialização deste artigo não incita nem divulga de nenhuma forma o nazismo e seus ideais, (...) que repudiamos e não aceitamos”, afirma um site que tenta vender três moedas alemãs, descritas como “somente um artigo monetário de coleção”.

Outro anúncio, referente a um distintivo de membro da Juventude Hitlerista “utilizado na indústria cinematográfica”, sustentava que o item “não promove ou glorifica violência ou intolerância racial”. Já o Empório das Artes, de Vitória (ES), colocou à venda um cartão-postal em que aparece uma bandeira com cruz de ferro cercada de suásticas em um campo de batalha. “Está à venda apenas para fins de preservação da memória histórica. A Casa de Leilões não faz apologia a quaisquer movimentos políticos ou ideológicos, bem como repudia qualquer ideologia de cunho racista”, declarou a empresa no anúncio.

Em nota, o Empório das Artes reafirmou que os itens anunciados “são apresentados para fins de preservação” e informou que menos de 1% dos mais de 900 lotes disponíveis têm relação com o tema. A empresa acrescentou já ter leiloado peças que satirizam o líder nazista. Por telefone, o funcionário Carlos Henrique Moraes declarou: "Nós trabalhamos com a história geral e nela se enquadra a Segunda Guerra. É impossível excluir o que ocorreu. É impossível excluir que Hitler massacrou milhões de pessoas e é impossível excluir que ele fez um governo que imprimiu diversos tipos de itens. Caso o cliente vá, como costumam, colocar em museus do Holocausto, ou se ele quiser fazer uma saudação nazista ou qualquer tipo de coisa, isso é uma questão pessoal dele. Nada tem a ver com a loja".

Parte das vendas ocorre em plataformas que fornecem tecnologia para leilões online. O site LeilõesBr, por exemplo, informou que não participa da “curadoria, autenticação ou seleção de quaisquer dos lotes apresentados nos catálogos”, limitando-se ao fornecimento do sistema. Já moedas descritas como “comemorativas”, algumas com rostos de generais nazistas como Erwin Rommel, também foram encontradas no Mercado Livre, que não se manifestou sobre o tema.

Leiloeiros afirmam que enviam previamente seus catálogos ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). — É o órgão que regula tudo isso. Então, se o Iphan falar “não pode vender essa caneta”, a gente não vende — disse Felix Conrado, proprietário da loja Conrado Leiloeiro. O próprio Iphan, porém, negou ter competência para “aprovar” leilões. Em nota, o instituto esclareceu que os negociantes devem apenas remeter avisos por meio do Cadastro de Negociantes de Obras de Arte e Antiguidades (Cnart) e que o acompanhamento é responsabilidade compartilhada, cabendo também à sociedade acionar o Ministério Público ou a Polícia Federal em casos suspeitos.

A comercialização de itens nazistas já motivou intervenções judiciais. Em 2021, a Justiça do Rio suspendeu um leilão virtual de um quadro com símbolos nazistas após pedido da Federação Israelita do Rio de Janeiro. No exterior, episódios semelhantes são recorrentes. Em 2019, a casa alemã Hermann Historica vendeu objetos pessoais de Hitler e de Eva Braun, gerando críticas internacionais. Em novembro do ano passado, a Ulrich Felzmann cancelou a venda de documentos do período nazista após protestos de associações de sobreviventes de Auschwitz.

No Brasil, a Lei do Racismo, promulgada em 1989, define como crime fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos nazistas para fins de divulgação da ideologia. A pena varia de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. Para o advogado criminalista Guilherme Furniel, a simples presença da suástica já caracteriza ilegalidade. "No caso de um broche com a suástica, independe de qualquer informação que o vendedor coloque que não tem fins de divulgação do racismo, isso não existe. É a mesma coisa que você vender uma camisa com texto homofóbico e escrever que 'não tem fins de propagação de crime de ódio'".

Há, contudo, divergências jurídicas. Furniel avalia que livros, selos e moedas podem se enquadrar na preservação histórica quando não trazem símbolos explícitos. Já o promotor e professor de Direito Penal do Ibmec-SP, Luís Mileo, defende interpretação mais ampla da lei. "Se não, nós ficaremos num limbo de injustiça e impunidade, porque bastava eu representar a figura do Hitler e dizer que não havia uma suástica".

Os especialistas também discordam sobre a responsabilidade de quem compra os objetos. Furniel entende que a aquisição para guarda privada não configura crime, enquanto Mileo sustenta que o comprador integra a cadeia de comercialização, o que é vedado pela lei. Segundo o promotor, mesmo a posse pode gerar consequências legais. "Se alguém encontrar um item com o símbolo da suástica no fundo do quintal, deve imediatamente denunciar às autoridades competentes, pois a simples manutenção desse símbolo já configura apologia ao nazismo".

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Lula se reúne com Alcolumbre e 'pacifica' caminho de Messias ao STF

Encontro no Alvorada sinaliza acordo político e fortalece caminho de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal

    Presidente Lula indica Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Um encontro reservado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP), realizado pouco antes do Natal no Palácio da Alvorada, ajudou a reduzir tensões políticas e a reorganizar o diálogo entre o Planalto e o Congresso. A conversa ocorreu em meio a divergências que vinham se acumulando, especialmente em torno da indicação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com Lauro Jardim, do jornal O Globo, o principal impasse envolvia a escolha do nome para o STF. Lula havia optado por indicar o atual chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, enquanto Alcolumbre defendia a nomeação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Após a conversa, o clima teria se tornado mais favorável à indicação presidencial.

Segundo relato de um interlocutor do presidente, Lula demonstrou alívio ao comentar o desfecho do encontro. “O caminho do Messias está pacificado”, afirmou o chefe do Executivo, sinalizando que a resistência política à indicação teria sido superada ou, ao menos, significativamente reduzida.

Ainda não há informações oficiais sobre quais pontos teriam sido incluídos na negociação entre os dois líderes. Nos bastidores, circulam especulações sobre a distribuição de cargos como parte do entendimento político. Um dos nomes citados é o de Otto Lobo, indicado para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Integrantes do entorno de Lula atribuíram a indicação de Otto Lobo a Alcolumbre, versão que o senador fez questão de negar em conversas recentes com parlamentares.

Em entrevista concedida na quinta-feira (8), o senador Jaques Wagner (PT-BA) ponderou que Lula e Alcolumbre ainda não teriam fechado um acordo definitivo em torno da indicação de Jorge Messias. Mesmo assim, avaliou que o chefe da AGU reúne condições políticas para obter os votos necessários e ser aprovado pelo plenário do Senado, etapa decisiva para a confirmação no STF.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Lula discute crise na Venezuela e comércio em conversa com premiê do Canadá

Telefonema tratou de paz regional, governança global e acordo Mercosul-Canadá; Mark Carney também aceitou convite de Lula para visitar o Brasil em abril

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com o Primeiro-Ministro do Canadá, Mark Carney. Kananaskis, Alberta - Canadá (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (OT) manteve, na tarde desta quinta-feira (8), uma conversa telefônica com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney. O diálogo entre os dois líderes abordou temas centrais da agenda internacional, com destaque para a situação na Venezuela e seus reflexos para a região.

De acordo com o Palácio do Planalto, os chefes de governo trocaram impressões sobre o cenário venezuelano e concordaram quanto à necessidade de respeito ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas, rejeitando qualquer forma de uso da força sem respaldo legal.

● Venezuela e compromisso com a paz regional

Durante a conversa, Lula ressaltou que o futuro da Venezuela deve ser definido de maneira soberana por seu próprio povo. Os dois líderes também reafirmaram a importância de preservar a América do Sul como uma zona de paz, baseada no diálogo e na cooperação entre os países da região.

● Governança global e reformas institucionais

Outro ponto tratado no telefonema foi a necessidade de reformas nas instituições responsáveis pela governança global. Brasil e Canadá compartilharam a avaliação de que o atual sistema internacional precisa ser atualizado para refletir melhor os desafios contemporâneos e a diversidade dos países.

● Relações bilaterais e comércio Mercosul-Canadá

No campo bilateral, o primeiro-ministro Mark Carney aceitou o convite de Lula para realizar uma visita oficial ao Brasil em abril. A expectativa é de que o encontro presencial permita aprofundar as relações diplomáticas e comerciais entre os dois países.

Os dois líderes manifestaram ainda forte interesse em acelerar as negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá, iniciativa vista como estratégica para ampliar o intercâmbio econômico e fortalecer a integração entre as economias do continente.

Fonte: Brasil 247

Brasil envia 100 toneladas de ajuda médica à Venezuela após ataque dos EUA destruir centro de saúde

Primeira remessa tem 40 toneladas de insumos para garantir hemodiálise aos pacientes venezuelanos seguirá nesta sexta-feira

                 Insumos médicos destinados à Venezuela (Foto: Rafael Nascimento/MS)

O Brasil anunciou o envio de 100 toneladas de medicamentos e insumos médico-hospitalares à Venezuela em resposta à destruição do maior centro de distribuição de saúde do país vizinho, atingido por um ataque militar feito por forças dos Estados Unidos no último fim de semana. A medida tem caráter humanitário e busca assegurar a continuidade de tratamentos essenciais, especialmente para pacientes que dependem de hemodiálise.

O Ministério da Saúde confirmou o envio imediato da primeira remessa, com 40 toneladas de insumos, prevista para a manhã desta sexta-feira (9). Segundo a pasta, cerca de 16 mil pacientes venezuelanos correm risco de vida caso não tenham acesso regular aos tratamentos interrompidos após a ofensiva.

☉ Envio emergencial para garantir tratamentos vitais

Os insumos enviados incluem medicamentos de uso contínuo, filtros, linhas arterial e venosa, cateteres e soluções específicas para procedimentos de hemodiálise. O material foi obtido por meio de doações realizadas por hospitais universitários e instituições filantrópicas de diversas regiões do país e integra um conjunto estratégico considerado essencial para a assistência hospitalar.

As 100 toneladas de doações estão armazenadas no Centro de Distribuição de Insumos e Medicamentos do Ministério da Saúde, em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. A primeira carga será transportada por uma aeronave venezuelana, e novos envios estão programados para ocorrer ao longo da próxima semana.

☉ Doações não comprometem atendimento do SUS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a iniciativa não impacta o atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde no Brasil. “Essa doação não afeta a estrutura e assistência dos cerca de 170 mil pacientes que realizam diálise atualmente no Sistema Único de Saúde. Temos estoques seguros no Brasil e podemos ser solidários com o país vizinho. Não podemos esquecer que, durante a pandemia da Covid-19, a Venezuela nos disponibilizou 130 mil metros cúbicos de oxigênio para o tratamento dos nossos cidadãos, diante de uma crise por uma má gestão do governo passado”, declarou.

Além do envio dos insumos, Padilha encaminhou uma carta à ministra da Saúde da Venezuela, Magaly Gutiérrez, reforçando o apoio do governo brasileiro à garantia da assistência em saúde da população venezuelana, com atenção especial aos pacientes de diálise afetados pela destruição do centro logístico.

☉ Apoio institucional e ações na fronteira

O governo federal informou ainda que mantém ações permanentes de apoio humanitário na fronteira entre Brasil e Venezuela. Atualmente, cerca de 40 profissionais de saúde atuam na Operação Acolhida, em Pacaraima, no norte de Roraima, prestando atendimento médico, psicológico e social às pessoas que chegam ao país.

Segundo o Ministério da Saúde, uma nova equipe técnica foi enviada ao município nesta quarta-feira (7) para avaliar a situação local, enquanto um plano de contingência segue em curso para reforçar a resposta na região. Paralelamente, o governo autorizou o envio da Força Nacional de Segurança Pública para Pacaraima e Boa Vista, onde os agentes atuarão, por 90 dias, na preservação da ordem pública, da segurança das pessoas e do patrimônio.

Fonte: Brasil 247

Bolsonaristas agridem manifestantes em ato contra anistia aos golpistas na USP

 

Ato na faculdade do largo de São Francisco, nesta quinta-feira (8) – Bruno Santos/Folhapress
Manifestantes se reuniram na tarde desta quinta-feira (8), no salão nobre da Faculdade de Direito da USP, no centro de São Paulo, em ato contra o Projeto de Lei da Dosimetria, vetado mais cedo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mobilização ocorreu na data em que se completaram três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes, em 2023. Com informações da Folha.

Durante o evento, um grupo de extrema-direita entrou em confronto com participantes do ato. Segundo relatos, o ex-deputado estadual bolsonarista Douglas Garcia, do União Brasil, subiu às galerias do salão para gravar vídeos e provocar os manifestantes. Em meio aos gritos de “fascista”, ele teve a camisa rasgada e foi retirado do local.

O ex-deputado Douglas Garcia agride participante de ato nesta quinta – Bruno Santos/Folhapressp
No térreo do prédio, a situação se intensificou com a presença do vereador Rubinho Nunes, também do União Brasil, e integrantes de sua equipe. Houve troca de agressões físicas entre políticos e militantes, diante de policiais que acompanhavam a movimentação.

Um dos participantes do ato, Luiz Nicoletti, de 21 anos, integrante do coletivo Graúna, afirmou ter sido agredido. “Eles vieram tumultuar, principalmente Douglas. A polícia ficou apenas cercando o local, sem intervir”, disse. O protesto foi convocado pelo PT de São Paulo, pelo Centro Acadêmico XI de Agosto e pelo grupo Prerrogativas, e reuniu cerca de 40 entidades.



Os organizadores divulgaram um manifesto que defende a data como um marco em defesa da democracia e se posiciona contra iniciativas para perdoar ou reduzir penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Entre os signatários estão o coordenador do Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, a senadora Teresa Leitão e o advogado Pierpaolo Bottini.

Durante o ato, manifestantes entoaram palavras de ordem como “sem anistia” e fizeram críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O ator Paulo Betti atuou como mestre de cerimônias e defendeu a eleição de parlamentares comprometidos com a democracia. Também participaram o ex-presidente do PT José Genoíno e o deputado federal Ricardo Galvão.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Moraes intima diretor de hospital onde Bolsonaro estava internado

A defesa tem pedido ao Judiciário que transfira o ex-mandatário para a prisão domiciliar, o que foi negado pelo STF

Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília onde cumpre prisão domiciliar - 03/09/2025 (Foto: REUTERS/Diego Herculano)

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes assinou um mandado de intimação para que o Diretor do Hospital DF Star/DF, Allisson Barcelos Borges, preste esclarecimento sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro (PL).

Nessa quarta (7), Bolsonaro passou por exames no hospital DF Star, em Brasília (DF), após ter sofrido uma queda. O acidente ocorreu seis dias após receber alta. O ex-mandatário foi internado após passar por procedimentos médicos para tratar uma hérnia e um quadro de soluços.

Atualmente, o político da extrema-direita está em uma cela da Polícia Federal e sofreu a queda na cela, durante a madrugada desta terça-feira (6). Moraes deve verificar a possibilidade de que os exames sejam feitos no sistema penitenciário.

Advogados também reclamaram da cela da PF. A corporação informou que não é possível "reduzir significativamente", com "medidas simples ou pontuais", o ruído no sistema de ar-condicionado do local em que o político da extrema-direita está preso.

A defesa do ex-mandatário, condenado a 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista, tem pedido ao Judiciário que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar. Ele foi acusado de cinco crimes - golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado pela violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado.

Fonte: Brasil 247