quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Alessandro Vieira aciona PGR contra ministro do TCU por decisões sobre Banco Master

Senador aponta possível abuso de autoridade em decisões do ministro do TCU Jhonatan de Jesus sobre a liquidação do Banco Master

      O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) - 17/12/2025 (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta quarta-feira (7) uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a abertura de investigação contra o ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU). O pedido se baseia em suspeitas de abuso de autoridade na condução de atos relacionados ao processo que envolveu o Banco Master, instituição financeira liquidada pelo Banco Central. Além da apuração, o parlamentar requer que sejam suspensas de forma imediata as determinações do TCU relacionadas ao caso. As informações são do Estadão Conteúdo.

◎ Pedido à PGR mira atuação do TCU

Na representação, Alessandro Vieira questiona a legitimidade da atuação do Tribunal de Contas no episódio. Segundo o senador, as medidas adotadas pelo TCU interferem em atribuições que seriam exclusivas do Banco Central (BC), responsável pela supervisão e pela eventual liquidação de instituições financeiras.

◎ Despacho do TCU levantou suspeitas sobre decisão do BC

O caso ganhou novo capítulo em dezembro do ano passado, quando o ministro Jhonatan de Jesus expediu um despacho no qual levantou dúvidas sobre a decisão do BC de liquidar o Banco Master. No documento, o ministro indicou que a medida poderia ter sido precipitada, apesar das acusações de fraude que envolvem o controlador do banco, Daniel Vorcaro.

Na mesma decisão, Jhonatan de Jesus determinou a realização de uma inspeção presencial por auditores do TCU, com o objetivo de avaliar os critérios adotados pelo Banco Central. O despacho também apontou para a possibilidade de adoção de medidas cautelares que poderiam impedir a venda de ativos do Banco Master.

◎ Senador aponta invasão de competência do Banco Central

Para Alessandro Vieira, a fiscalização exercida pelo Tribunal de Contas nesse contexto é inconstitucional. O senador sustenta que o Banco Central detém “competência técnica exclusiva” para decretar a liquidação de entidades financeiras.

No caso do Banco Master, a autoridade monetária justificou a medida com base na inviabilidade econômico-financeira da instituição, na existência de gestão temerária e em passivos sem cobertura, fatores que, segundo o Banco Central, comprometiam a segurança dos depositantes e a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional.

Fonte: Brasil 247 com informações do Estadão Conteúdo

Lula veta projeto de Derrite sobre idade em concursos policiais

A proposta, de autoria do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), foi considerada inconstitucional e contrária ao interesse público

Brasília (DF) - 18/12/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá entrevista coletiva durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Lula vetou integralmente o projeto de lei que unificaria o limite de idade para as carreiras de policial e bombeiro militar em 35 anos, ou 40 para oficiais especializados. A proposta, de autoria do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), foi considerada inconstitucional e contrária ao interesse público. A Justiça e a Advocacia-Geral da União (AGU) aconselharam o veto. Aprovada pelo Senado, a proposta aguarda análise do Congresso.

De acordo com o projeto, 35 anos seria a idade máxima para ingresso de oficiais e praças, e em 40 anos para oficiais médicos, de saúde ou com outras especializações. O critério etário atualmente em vigor varia conforme a legislação de cada estado, geralmente dentro da faixa entre 25 e 35 anos.

O Planalto afirmou, no Diário Oficial da União (DOU), que a decisão pelo veto foi consequência das manifestações feitas pelo Ministério da Justiça e pela AGU.

Senadores e deputados federais analisarão o tema em sessão conjunta.

Fonte: Brasil 247

Após exames, Bolsonaro deixa hospital e retorna à cela na PF

Ex-mandatário realizou exames de tomografia e ressonância após queda e voltou à custódia por decisão do STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília-DF, onde cumpre prisão domiciliar, enquanto aguarda a execução penal pela condenação por golpe de Estado - 29/09/2025 (Foto: REUTERS/Diego Herculano)

Jair Bolsonaro (PL) deixou no início da tarde desta quarta-feira (7) o hospital DF Star, em Brasília, após ser submetido a uma série de exames médicos, e retornou à Superintendência da Polícia Federal (PF), onde permanece preso por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Os exames foram autorizados judicialmente após a apresentação de documentação médica pela defesa do ex-mandatário ao ministro do STF Alexandre de Moraes. As informações são do jornal O Globo.

◎ Exames médicos após queda na prisão

Bolsonaro permaneceu cerca de cinco horas no hospital, onde realizou tomografia computadorizada, ressonância magnética do crânio e um eletroencefalograma. Os exames foram solicitados após uma queda sofrida durante a madrugada de terça-feira, ocorrida dentro das instalações da Polícia Federal em Brasília.

De acordo com informações da própria corporação, um relatório médico elaborado anteriormente indicava que o ex-mandatário estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico. O documento apontava apenas lesões superficiais e leve desequilíbrio ao permanecer em pé.

◎ Autorização judicial para deslocamento hospitalar

A realização dos exames fora da unidade prisional foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes após pedido formal da defesa e a entrega de laudos médicos ao Supremo Tribunal Federal. Inicialmente, o magistrado avaliou que não havia necessidade de remoção imediata, mas liberou o deslocamento após a análise da documentação apresentada. Todo o transporte e o esquema de segurança foram executados pela Polícia Federal, conforme estabelecido na decisão judicial.

◎ Retorno à custódia da Polícia Federal

Durante a permanência no hospital, Bolsonaro esteve acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Parlamentares aliados, como os deputados Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Bia Kicis (PL-DF), além de apoiadores, também estiveram no local.

Preso desde o fim de novembro, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A condenação foi imposta pelo Supremo Tribunal Federal por seu envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado, conforme decisão da Corte.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Michelle quer esclarecimentos da PF sobre queda de Bolsonaro em cela


    O ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Foto: CNN Brasil

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou nesta terça (6) que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitará à Polícia Federal um relatório detalhado sobre o acidente ocorrido em sua cela. Segundo ela, o objetivo é entender por quanto tempo ele permaneceu desacordado após a queda, antes de ser encontrado por agentes da PF.

Michelle afirmou à imprensa que deseja saber a hora exata em que o quarto foi aberto e o ex-presidente foi localizado caído no chão, após o traumatismo leve que ele sofreu. “Não sabemos por quanto tempo ele ficou desacordado. Estamos solicitando o relatório para saber que horas o quarto foi aberto”, disse.

De acordo com o médico da Polícia Federal, Bolsonaro sofreu ferimentos leves, incluindo um pequeno corte na região da bochecha, mas não houve necessidade de atendimento hospitalar. O laudo da corporação indicou que o ex-presidente estava consciente, orientado e sem sinais de déficits neurológicos, com a motricidade e sensibilidade preservadas.

“Ao exame: consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico. Pupilas isocóricas e reativas. Motricidade e sensibilidade de membros superiores e inferiores preservadas. Hemodinamicamente estável. Leve desequilíbrio na posição ortostática. Lesão superficial cortante em face (região malar) direita e em hálux esquerdo com presença de sangue”, diz o documento.

Michelle Bolsonaro na Superintendência da PF em Brasília. Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles
O médico confirmou que o diagnóstico de traumatismo cranioencefálico leve estava correto. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou a remoção imediata de Bolsonaro para o hospital DF Star, com base no relatório da PF, que não indicava a necessidade de internação.

Moraes também determinou que fosse anexado ao processo o laudo médico da Polícia Federal e que a defesa do ex-presidente indicasse quais exames julgava necessários, para que fossem realizados no sistema penitenciário, onde Bolsonaro se encontra preso.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado pela Primeira Turma do STF, por liderar uma organização criminosa que tentou impedir a posse de Lula em 2022. A sentença foi proferida após o ex-presidente já ter sido preso por descumprir cautelares. Bolsonaro começou a cumprir sua pena definitiva em 25 de novembro de 2025, quando a condenação transitou em julgado.

Durante o final do ano, Bolsonaro foi internado no hospital DF Star para tratar de hérnias e soluços, passando por procedimentos cirúrgicos. Após o tratamento, ele retornou à prisão em regime fechado, onde permanece sob vigilância.

Fonte: DCM

Hacker Delgatti é transferido do “presídio dos famosos” para outra prisão


                     O hacker Walter Delgatti Neto. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Walter Delgatti Neto, o hacker condenado pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi transferido da Penitenciária II “Dr. José Augusto Salgado”, em Tremembé, para a Penitenciária II de Potim, ambas localizadas no interior de São Paulo. Ele cumpria pena há quase 3 anos e chegou ao local em fevereiro do ano passado.

Sua transferência ocorreu em dezembro, juntamente com outros detentos. A Penitenciária II de Potim, onde ele foi realocado, já havia registrado um motim no ano anterior, que resultou em ferimentos em três presos. O hacker, que cumpre pena em regime fechado, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do CNJ em janeiro de 2023.

O objetivo da invasão, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), era desestabilizar o Judiciário e questionar a legitimidade das eleições de 2022. Além de inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, Delgatti foi condenado também por outros crimes relacionados à operação de hackeamento.

Antes de ser condenado pela invasão do CNJ, Delgatti já enfrentava uma condenação de 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas, uma sentença vinculada à Operação Spoofing. Ele ainda responde em liberdade a este caso, já que recursos estão pendentes na Justiça Federal de Brasília, na segunda instância.

Por sua atuação como hacker, Delgatti foi considerado um dos principais responsáveis por vazar informações de investigações da Operação Lava Jato.

Walter Delgatti Neto e Carla Zambelli. Foto: Reprodução
Além de Delgatti, a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) também foi condenada pela mesma invasão ao sistema do CNJ. Ela foi considerada pela PGR a mentora do crime e, como resultado, perdeu o mandato e recebeu uma sentença de 10 anos de prisão.

O nome de Zambelli foi incluído na lista da difusão vermelha da Interpol, o que facilita sua busca internacional. Sua condenação foi reforçada pelos argumentos da PGR, que alegaram que ela desempenhou um papel fundamental na articulação do ataque ao CNJ.

Fonte: DCM

Lula, Dilma e Padilha anunciam Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS

Projeto prevê UTIs automatizadas, telemedicina e investimentos bilionários para modernizar o SUS em todas as regiões do país

         Padilha, Dilma e Lula (Foto: Reprodução Canal Gov)

O governo federal anunciou a criação de uma Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco em medicina de alta precisão, uso intensivo de inteligência artificial e incorporação de tecnologias avançadas para acelerar diagnósticos e atendimentos. A iniciativa é apresentada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, Dilma Rousseff. As informações são do G1.

A proposta prevê a adoção de inteligência artificial já na triagem dos pacientes, tornando o processo mais rápido e preciso, além da ampliação do uso da telemedicina para facilitar o acesso a especialistas. A expectativa do Ministério da Saúde é reduzir em até cinco vezes o tempo de espera em atendimentos emergenciais, com base em protocolos digitais e monitoramento contínuo dos pacientes.

A rede também incluirá ambulâncias equipadas com tecnologia 5G, capazes de transmitir em tempo real dados como batimentos cardíacos, pressão arterial e outros sinais vitais. Esses recursos permitirão que as equipes médicas iniciem a avaliação clínica ainda durante o deslocamento do paciente, integrando informações entre unidades de saúde e centros de referência. O projeto contempla ainda cirurgias robóticas, medicina de precisão e sistemas capazes de apoiar a tomada de decisões clínicas e a previsão de agravamento de quadros médicos.

Outro eixo central da iniciativa é a criação de uma estrutura totalmente digital, com integração entre equipamentos, sistemas de informação e bancos de dados. A proposta também prevê a troca permanente de conhecimento entre especialistas de diferentes regiões do país, conectados a uma central nacional de pesquisa e inovação voltada ao desenvolvimento de novas soluções para o SUS.

A Rede Nacional de Serviços Inteligentes contará, em sua primeira fase, com 14 Unidades de Terapia Intensiva automatizadas e interligadas, distribuídas por 13 estados das cinco regiões do Brasil. As UTIs funcionarão em hospitais selecionados pelo Ministério da Saúde em parceria com gestores estaduais, nas cidades de Manaus (AM), Dourados (MS), Belém (PA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Brasília (DF). A previsão é que os primeiros serviços comecem a operar ainda neste ano.

No centro do projeto está o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), que será instalado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). A unidade deverá atender cerca de 20 mil pacientes por ano e contará com uma estrutura robusta, incluindo 800 leitos destinados a emergências de adultos e crianças, nas áreas de neurologia, neurocirurgia, cardiologia, terapia intensiva e outras urgências. Do total, estão previstos 250 leitos de emergência, 350 de UTI, 200 de enfermaria e 25 salas cirúrgicas. O início das operações do instituto está programado para 2027.

O financiamento do ITMI-Brasil será viabilizado por meio de uma articulação do Ministério da Saúde com países do Brics. O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição financeira do bloco, aprovou um aporte de R$ 1,7 bilhão para a implantação do instituto, reforçando a cooperação internacional em projetos estratégicos para o sistema público de saúde brasileiro.

Além desse investimento, o governo federal anunciou um recurso adicional de R$ 1,1 bilhão destinado à compra de equipamentos e ao custeio de unidades hospitalares do SUS. O montante será utilizado na modernização de oito hospitais de excelência, com foco na oferta de serviços assistenciais inovadores. Entre as unidades contempladas estão os Hospitais Federais do Rio de Janeiro ligados à UFRJ e à UniRio, o Novo Hospital Oncológico da Baixada Fluminense, o Instituto do Cérebro, no Rio de Janeiro, e o novo hospital do Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Brasil supera os EUA e se torna maior produtor de carne bovina

Avanços em produtividade, confinamento e genética impulsionam o país e mudam o equilíbrio do mercado mundial de carne

Funcionário carrega pedaços de carne em açougue de São Paulo 10/10/2014 REUTERS/Nacho Doce (Foto: Marcos Brindicci - Reuters)

O Brasil alcançou uma posição inédita no mercado global de proteínas animais ao ultrapassar os Estados Unidos como o maior produtor mundial de carne bovina. Estimativas de mercado indicam que o desempenho brasileiro em 2025 superou as projeções iniciais em centenas de milhares de toneladas, contribuindo para aliviar a oferta global e conter pressões mais intensas sobre os preços internacionais da carne. As informações são da Folha de São Paulo.

O país já ocupava a liderança nas exportações do setor. Dados oficiais do governo mostram que os embarques brasileiros de carne bovina alcançaram quase US$ 17 bilhões em 2025, consolidando o Brasil como principal fornecedor global, mesmo antes da divulgação oficial dos números finais de produção, prevista apenas para fevereiro.

O avanço brasileiro ocorre em um contexto de forte demanda externa, especialmente de mercados como China e Estados Unidos, onde a oferta restrita elevou os preços a patamares recordes. Diante desse cenário, produtores nacionais intensificaram o envio de animais para abate. Tradicionalmente, ciclos de abate elevados levam a períodos posteriores de retração produtiva, mas especialistas avaliam que ganhos estruturais no Brasil podem evitar esse movimento.

Um dos fatores centrais é a aceleração da produtividade nas fazendas. Técnicas mais eficientes de inseminação, engorda intensiva e redução da idade de abate vêm transformando o sistema produtivo. “Há dez anos, a idade média do gado abatido no Brasil era de cinco anos. Agora é de 36 meses e está indo rapidamente para 24 [meses]”, afirmou Vinicius Barbosa, gerente comercial responsável por dezenas de milhares de cabeças de gado no confinamento da CMA, em Barretos, no interior de São Paulo.

Segundo Mauricio Nogueira, diretor da consultoria pecuária Athenagro, a produção brasileira em 2025 cresceu 4%, contrariando sua projeção inicial de queda de 2,7%. O aumento, estimado em cerca de 800 mil toneladas, equivale aproximadamente a todo o volume exportado anualmente pela Argentina, o quinto maior exportador mundial de carne bovina. O Rabobank, que previa retração, passou a projetar crescimento de 0,5%, elevando a produção brasileira para 12,5 milhões de toneladas em peso equivalente em carcaça.

Revisões semelhantes foram feitas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que em dezembro ampliou sua estimativa para a produção brasileira em 450 mil toneladas, alcançando 12,35 milhões. Caso os números de mercado se confirmem, 2025 marcará o primeiro ano em que o Brasil superará os Estados Unidos, cuja produção recuou 3,9%, para 11,8 milhões de toneladas, após sucessivos anos de seca.

Enquanto o USDA projeta nova queda da produção norte-americana em 2026, para 11,7 milhões de toneladas, o debate no Brasil gira em torno da capacidade de sustentar ou até ampliar o volume produzido. Nogueira avalia que os ganhos de eficiência podem adicionar cerca de 300 mil toneladas extras à produção nacional, mesmo diante de previsões oficiais mais conservadoras.

O crescimento do confinamento é outro vetor relevante. De acordo com a Scot Consultoria, quase 28% do gado abatido no Brasil será engordado em confinamento até 2027, ante 22% em 2025. “O confinamento faz em 100 dias o que levaria 18 a 24 meses a pasto”, explicou Barbosa, ao destacar que a unidade da CMA em Barretos deve processar 80 mil bovinos em 2026, acima dos 65 mil do ano anterior.

A expansão do etanol de milho também tem impacto direto na pecuária. O setor gera grãos secos de destilaria, um subproduto com maior teor proteico que acelera a engorda dos animais. Paralelamente, a adoção de técnicas reprodutivas mais eficientes vem elevando a taxa de prenhez. A Scot Consultoria projeta que esse índice alcance 54% em 2027, frente aos 50% esperados para 2026.

Analistas ressaltam ainda o papel do aprimoramento genético, que contribui para maior ganho de peso e melhora da qualidade da carne. Apesar dos avanços, o Brasil ainda está distante de padrões observados em outros países: cerca de 90% do gado passa por confinamento nos Estados Unidos, enquanto na Austrália o índice é de 40%.

Com um rebanho estimado em 238 milhões de cabeças, mais que o dobro dos 94 milhões dos Estados Unidos, o Brasil tem espaço para expandir a produção sem necessidade de ampliar áreas de pastagem. Esse fator é visto como estratégico para reduzir pressões econômicas associadas ao desmatamento. Projeções da Abiec indicam que, entre 2024 e 2034, o rebanho brasileiro deve crescer apenas 4%, enquanto a produção de carne pode avançar 24%.

No cenário internacional, a capacidade brasileira de manter sua produção será determinante para os preços globais. O USDA prevê que, em 2026, a produção combinada dos seis maiores produtores —Brasil, Estados Unidos, China, União Europeia, Argentina e Austrália— caia 2,4%, a maior retração anual em décadas. Caso as estimativas mais otimistas para o Brasil se confirmem, essa queda poderia ser quase neutralizada.

A demanda internacional segue aquecida. “Nunca houve tanta demanda internacional por carne bovina brasileira”, afirmou Guilherme Jank, analista da Datagro. Segundo ele, frigoríficos ampliaram a capacidade produtiva para atender ao mercado. “Estamos testemunhando em primeira mão uma mudança significativa na forma como o sistema de fornecimento de carne bovina funciona no Brasil, em termos de qualidade, escala, eficiência e produtividade”, disse.

Fonte: Brasil 247

Rui Falcão aciona AGU contra Eduardo Bolsonaro e Bilynskyj por fake news contra Lula e o PT

Representação aponta desinformação coordenada e acusações sem provas

      Rui Falcão (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) protocolou nesta quarta-feira (7) um Pedido de Providências na Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD), órgão vinculado à Advocacia-Geral da União (AGU), solicitando a abertura de investigação administrativa e a adoção de medidas judiciais contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP). A iniciativa tem como base, em tese, a Lei nº 14.197/2021, que trata dos crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Segundo o documento encaminhado à PNDD, as declarações públicas feitas pelos dois parlamentares, de forma sequencial e complementar, configurariam uma narrativa falsa e articulada. As falas imputam, sem apresentação de provas, acusações de narcoterrorismo, fraude eleitoral e associação com organizações criminosas ao presidente da República e ao PT. A representação sustenta que esse tipo de conteúdo ultrapassa o campo da crítica política e passa a atuar como instrumento de ataque institucional.

Na fundamentação do pedido, Rui Falcão argumenta que as manifestações públicas se enquadram, em tese, nos tipos penais previstos na nova legislação, especialmente no que diz respeito à tentativa de atentar contra o exercício constitucional de um Poder da República. Para o parlamentar, ao disseminar acusações graves e infundadas, os envolvidos buscariam deslegitimar o Poder Executivo e comprometer a eficácia social do processo eleitoral.

O deputado classifica o caso como exemplar do uso sistemático da desinformação como forma de agressão à democracia. De acordo com o texto, haveria um modus operandi organizado, baseado na difusão massiva de falsidades, com o objetivo de saturar o espaço informacional e produzir uma dissociação cognitiva capaz de confundir e alienar parcelas da sociedade.

Entre os pedidos apresentados à Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia estão a requisição de dados técnicos às plataformas digitais, como rede social X, para apurar indícios de coordenação na divulgação do conteúdo e eventual utilização de redes automatizadas ou impulsionamento pago. A representação também solicita a adoção de medidas cautelares para a remoção do material considerado ilícito e a propositura de ação civil pública por danos morais coletivos.

Rui Falcão requer ainda que cópias do procedimento sejam encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), para análise no âmbito do Inquérito 4.781 - o 'inquérito das fake news'. Segundo o parlamentar, haveria conexão direta entre os fatos narrados e as investigações conduzidas pela Corte sobre a atuação de milícias digitais na disseminação de desinformação, o que justificaria a atuação conjunta das instâncias administrativa e judicial.

Fonte: Brasil 247

Moraes autoriza que Bolsonaro realize exames em hospital após queda em prisão na PF

Ex-presidente será submetido a tomografia, ressonância e procedimento que avalia atividade do cérebro

O ex-presidente Jair Bolsonaro chega a hospital para realizar procedimentos de pele — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja levado a um hospital particular nesta quarta-feira para realizar exames. Moraes atendeu a um pedido da defesa, feito após Bolsonaro cair e bater a cabeça na madrugada de terça-feira.

Bolsonaro será submetido a uma tomografia e uma ressonância magnética do crânio e a um eletroencefalograma, procedimento que avalia a atividade do cérebro. Ele irá deixar a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, conde cumpre pena.

Moraes determinou que o transporte e a segurança do ex-presidente devem ser feitos pela PF, "de maneira discreta", com desembarque feito na garagem do hospital.

Um relatório médico elaborado pela PF na terça-feira indicou que Bolsonaro tinha uma "lesão superficial cortante" no rosto e no pé esquerdo.

De acordo com o documento, o ex-presidente estava "consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico". A PF também apontou que ele tinha "motricidade e sensibilidade de membros superiores e inferiores preservadas" e apresentou "leve desequilíbrio" ao ficar em pé.

A defesa havia solicitado que Bolsonaro fosse levado ao hospital ainda na terça-feira. Moraes, no entanto, afirmou que não havia "nenhuma necessidade de remoção imediata" e determinou que antes fossem apresentados o laudo da PF e a lista dos exames que a defesa considerava necessários.

Fonte: Jornal O Globo

China exige dos EUA libertação imediata de Maduro

Pequim rejeita narrativa usada por Washington, condena sanções e cobra diálogo para resolver impasse com a Venezuela

         Nicolás Maduro cercado por agentes dos Estados Unidos (Foto: Reuters/Eduardo Munoz)

O governo da China voltou a se posicionar de forma contundente contra as ações dos Estados Unidos em relação à Venezuela, ao denunciar o uso de narrativas sem fundamento para justificar sanções unilaterais, ataques militares e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Pequim reiterou o pedido de libertação imediata do chefe de Estado venezuelano e defendeu a resolução das divergências por meio do diálogo e da negociação diplomática.

As declarações foram feitas pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, durante entrevista coletiva, segundo informações divulgadas pela teleSUR. A diplomata classificou as medidas adotadas pelos Estados Unidos como violações graves do direito internacional e dos princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas.

Ao comentar a narrativa do chamado “Cartel de los Soles”, utilizada por autoridades norte-americanas para embasar ações contra a Venezuela, Mao Ning afirmou que se trata de um argumento político sem sustentação jurídica. Para Pequim, essa construção tem servido como pretexto para impor sanções ilegais e promover agressões que afetam diretamente a soberania do país sul-americano.

A porta-voz destacou os impactos das sanções aplicadas ao setor petrolífero venezuelano ao longo dos últimos anos. Segundo ela, essas medidas comprometeram seriamente o funcionamento econômico e social do país e provocaram efeitos negativos nas cadeias globais de produção e abastecimento. “A China condena energicamente essas ações”, declarou Mao Ning, ao ressaltar que a cooperação entre Pequim e Caracas ocorre entre Estados soberanos e está amparada pelo direito internacional e pelas legislações internas de ambos.

A representante chinesa também foi enfática ao tratar do sequestro de Nicolás Maduro e de Cilia Flores, classificando o episódio como uma violação direta das normas internacionais e uma ingerência inaceitável nos assuntos internos da Venezuela. “A China insta mais uma vez os Estados Unidos a libertarem imediatamente o presidente Maduro e sua esposa e a resolverem as diferenças por meio do diálogo e da negociação”, afirmou.

O posicionamento de Pequim ocorre em um contexto no qual documentos e declarações recentes do próprio Departamento de Justiça dos Estados Unidos colocaram em dúvida a existência do chamado “Cartel de los Soles”, fragilizando ainda mais a narrativa utilizada para legitimar ações contra o governo venezuelano. Para a China, a criminalização da cooperação com a Venezuela carece de qualquer base legal e integra uma estratégia mais ampla de pressão política.

A exigência chinesa pela libertação de Maduro e de sua esposa soma-se a manifestações de diversos setores internacionais que têm condenado as ações de Washington, apontando que seus efeitos ultrapassam as fronteiras venezuelanas e impactam toda a região latino-americana.

Fonte: Brasil 247 com informações da TeleSur

VÍDEO: Influencer instala câmeras escondidas e flagra agressão brutal do ex


     A influenciadora digital Rau Botelho. Foto: Reprodução

Uma influenciadora de Canoas (RS) gravou e divulgou imagens que mostram uma agressão brutal cometida pelo ex-companheiro dentro de casa. Os vídeos, publicados nesta terça-feira (6), revelam Rau Botelho sendo atacada no quarto e no sofá, enquanto tenta se soltar das imobilizações do agressor. Ela afirmou que colocou câmeras no imóvel após episódios anteriores de violência.

Segundo a jovem, o ex já tinha histórico de agressões físicas e psicológicas e voltou a atacá-la neste fim de semana, durante uma viagem a Santa Catarina. Ele chegou a ser preso, passou por audiência de custódia e foi liberado. A vítima disse ter conseguido uma medida protetiva com base nos registros de ocorrências anteriores.

A influenciadora relatou que os primeiros sinais de comportamento abusivo surgiram no início da relação e que as agressões começaram antes mesmo de o relacionamento ser assumido publicamente. Ela expôs as imagens para alertar outras mulheres e mostrar a gravidade da violência sofrida.

Fonte: DCM

VÍDEO: Bolsonaro dá “respostas lentas” e não se lembra de nada após queda, diz Michelle


Jair Bolsonaro (PL) preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Foto: Gabriela Biló/Folhapress

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que Jair Bolsonaro (PL) “não se lembra de nada” depois de cair e bater a cabeça dentro da cela da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A declaração foi feita na noite desta terça-feira (6), após visita ao marido, e veio acompanhada de críticas ao ministro Alexandre de Moraes, que negou levar o ex-presidente ao hospital.

Segundo Michelle, Bolsonaro apresentou hematoma no rosto, sangramento no pé e respostas lentas após a queda. Ela disse que tentou conversar com o marido, mas que ele não recordava o ocorrido: “Tentei conversar, mas ele não lembrava de nada. Ele disse que sabe que caiu, mas não lembra, não sabe quanto tempo ficou caído, não lembra quando acordou.”

A ex-primeira-dama afirmou temer possíveis danos neurológicos e questionou a ausência de atendimento imediato. “A gente não sabe por quanto tempo ele ficou desacordado, se ele teve algum trauma, se ele teve algum dano neurológico, essa é nossa preocupação”, disse.

Michelle também criticou Moraes e o procurador-geral Paulo Gonet: “Eu peço a Deus para que proteja ele e livre ele de todo mal. Mas é uma mancha para a instituição se acontecer alguma coisa com o meu marido. Não é possível que mais uma vez vai ter sangue de inocente na mão do excelentíssimo ministro e do Gonet.”



Suposta queda

A versão publicada por Michelle nas redes sociais aponta que Bolsonaro caiu durante a madrugada, enquanto dormia, dentro da cela onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

“Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel. Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita”, escreveu Michelle em um Story do Instagram.

A equipe médica da PF avaliou o ex-presidente e concluiu que não havia necessidade de remoção hospitalar. Um relatório encaminhado ao magistrado informa que Bolsonaro estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico.

Moraes nega envio ao hospital

O ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido dos advogados de Bolsonaro para que ele fosse levado ao hospital. No despacho, Moraes afirmou: “Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal.”

Bolsonaro voltou à sede da PF em 1º de janeiro após nove dias internado para tratar a hérnia inguinal bilateral e complicações relacionadas a crises de soluço. Nesse período, realizou bloqueios no nervo frênico, além de endoscopia que apontou esofagite e gastrite. O pedido de prisão domiciliar foi negado por Moraes.

Fonte: DCM

Bolsonaro não acionou protocolo de emergência após queda na PF


     O ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Foto: Divulgação

Jair Bolsonaro não acionou o protocolo de emergência após a queda ocorrida dentro da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O ex-presidente permaneceu no quarto depois de bater a cabeça e não comunicou imediatamente os agentes penitenciários. Pela manhã, policiais penais perceberam um machucado na testa e foram informados por Bolsonaro de que ele havia caído da cama e que “estava tudo bem”. Com informações do Globo.

A Polícia Federal divulgou nota afirmando que constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar imediato, orientando apenas observação. A corporação registrou que não houve acionamento do protocolo de urgência interna por parte do custodiado.

Despacho de Moraes. Foto: Reprodução

Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que “não há nenhuma necessidade de remoção imediata” de Bolsonaro para um hospital. Ele determinou a apresentação do laudo médico elaborado pela PF e pediu que a defesa detalhe quais exames pretende fazer, para avaliar se eles podem ser realizados na própria superintendência.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou que aguarda posicionamento da Procuradoria-Geral da República sobre os pedidos de exame. Ela afirmou: “A saúde e a vida do meu marido estão nas mãos da PGR”. Segundo Michelle, Bolsonaro estaria “um pouco grogue” por conta de medicação e não se lembraria do momento da queda.

Michelle em visita a Bolsonaro. Foto: Hugo Barreto/Metrópoles
A defesa solicitou tomografia, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma, alegando a necessidade de descartar trauma ou problema neurológico. Os advogados pediram autorização para que Bolsonaro fosse encaminhado a um hospital para exames clínicos e de imagem.

Moraes reiterou que a defesa tem direito à realização de exames desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade. A queda havia sido divulgada inicialmente por Michelle nas redes sociais, com o relato de que Bolsonaro teve uma crise de soluços enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel dentro da PF.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

Núcleo do PT sugere a Lula três nomes para Ministério da Segurança Pública

Setorial do partido defende recriação da pasta e aponta Tarso Genro, Adriana Accorsi e Benedito Mariano para o comando

Brasília (DF) - 24/04/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de sanção de projetos de lei (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Setorial de Segurança Pública do PT encaminhou uma carta ao presidente nacional do partido, Edinho Silva, com a sugestão de que sejam apresentados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva três nomes de filiados para assumir o comando do eventual Ministério da Segurança Pública. A iniciativa ocorre após o chefe do Executivo sinalizar que a pasta pode ser recriada ainda neste ano, recolocando o tema no centro do debate político e institucional. As informações são da Folha de São Paulo.

O documento é datado de terça-feira (6) e leva a assinatura de Abdael Ambruster, coordenador nacional do Setorial de Segurança Pública do PT. No texto, o grupo propõe que Edinho Silva indique a Lula os nomes do ex-ministro da Justiça e ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro, da deputada federal e delegada de polícia Adriana Accorsi e de Benedito Mariano, ex-ouvidor da Polícia de São Paulo e ex-secretário em diferentes prefeituras administradas pelo PT.

Na carta, o coordenador do setorial sustenta que o campo conservador avançou sobre o debate da segurança pública no país. Segundo o texto, “hoje, a extrema direita, liderada pelo bolsonarismo, deu significado ideológico, mobilizou segmentos significativos das corporações policiais, propôs o armamento da população”. A avaliação aponta para a necessidade de o governo federal retomar protagonismo na formulação de políticas para a área.

O documento defende a articulação de uma estratégia nacional capaz de reorganizar o enfrentamento à violência. A proposta apresentada ao Palácio do Planalto é a de “implementar um pacto nacional capaz de reduzir a violência, enfrentar o crime organizado e viabilizar uma segurança cidadã”, integrando diferentes níveis de governo e instituições do sistema de Justiça.

Ao longo do texto, o setorial do PT também destaca que a segurança pública tende a ocupar posição central na próxima disputa eleitoral. Para o grupo, a recriação do ministério seria uma forma de dar concretude às diretrizes previstas na Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, no projeto de lei Antifacção e em novos programas nacionais voltados ao enfrentamento das facções criminosas e da criminalidade comum.

A carta ainda argumenta que a política de segurança deve se apoiar em pilares como inteligência policial, ações preventivas e repressão qualificada. O objetivo, segundo o documento, é “asfixiar as facções criminosas, dentre as quais estão as milícias”, reafirmando uma abordagem que combine coordenação institucional e foco estratégico no combate ao crime organizado.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo