Polícia Federal apura crimes de racismo e associação criminosa após publicações com teor preconceituoso alcançarem mais de 3 milhões de visualizações
Operação Recalque: PF investiga suspeito por discurso de ódio contra LGBTQIA+ nas redes (Foto: Reuters)
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (10) a Operação Recalque, voltada à investigação de crimes de racismo e associação criminosa praticados por meio da internet, após a identificação de postagens com discurso de ódio direcionado à comunidade LGBTQIA+. A ação foi realizada na Região Serrana do Rio de Janeiro e teve como alvo um investigado suspeito de liderar uma rede de publicações preconceituosas em plataformas digitais.
De acordo com a PF, agentes da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DELECIBER) cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, de 24 anos, localizada em Nova Friburgo. Durante as diligências, foram apreendidos diversos smartphones, que agora serão analisados para aprofundar as apurações e reunir provas no inquérito em andamento.
A investigação teve início após policiais federais detectarem uma circulação recente e intensa de publicações ofensivas contra minorias LGBTQIA+, atribuídas ao suspeito. Segundo as autoridades, as postagens teriam atingido grande repercussão, ultrapassando 3 milhões de visualizações nas redes sociais.
Com a instauração do inquérito, o perfil inicialmente identificado — que contava com mais de 56 mil seguidores — foi bloqueado. Ainda assim, conforme apontam os investigadores, o suspeito teria criado uma nova conta e retomado a divulgação de conteúdos semelhantes, mantendo a atuação em redes sociais e continuando a disseminar mensagens preconceituosas contra a comunidade LGBTQIA+.
A Polícia Federal destacou ainda que, desde 2019, a homofobia e a transfobia passaram a ser enquadradas no Brasil como condutas equiparadas ao crime de racismo, conforme entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Esse tipo de crime é considerado inafiançável e imprescritível, o que reforça a gravidade das investigações conduzidas no âmbito da Operação Recalque.
Fonte: Brasil 247
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