Ministra destaca redução de 50% do desmatamento na Amazônia e afirma que ações do governo Lula intensificaram o combate a crimes ambientais
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), destacou nesta sexta-feira (13) que os índices de desmatamento no Brasil registraram queda expressiva desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em publicação nas redes sociais, ela comparou os resultados atuais com o período da gestão de Jair Bolsonaro (PL) e atribuiu ao ex-presidente responsabilidade pelo enfraquecimento da política ambiental.
Segundo Gleisi, “o índice de desmatamento caiu 50% na Amazônia Legal e 32% em todo o país desde o início do governo do presidente Lula. Os resultados medidos pelo Inpe e apresentados pela ministra Marina Silva confirmam o nosso compromisso com a defesa do meio ambiente e o enfrentamento da crise climática. É uma notícia importante para o Brasil e para o mundo. Estamos enfrentando os criminosos que tocaram fogo na floresta, incentivados por Jair Bolsonaro, que tentou destruir o Ibama”.
Os números citados pela ministra são baseados em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De acordo com o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), entre agosto de 2025 e janeiro de 2026 as áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia Legal somaram 1.324 km². O volume representa redução de 35% em relação ao ciclo anterior, quando foram registrados 2.050 km² entre agosto de 2024 e janeiro de 2025.
No Cerrado, o mesmo período apontou 1.905 km² sob alerta de desmatamento, ante 2.025 km² no ciclo anterior, o que corresponde a uma queda de 6%. Já os indicadores de degradação florestal na Amazônia apresentaram redução ainda mais acentuada: a área afetada caiu de 44.555 km² para 2.923 km², diminuição de 93%.
Os dados foram divulgados na quinta-feira (12), após a 6ª reunião ordinária da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Combate ao Desmatamento, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. Reativado em 2023, o colegiado reúne 19 ministérios, sob coordenação da Casa Civil e secretaria executiva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
O Deter funciona como sistema de alertas diários para apoiar ações de fiscalização e controle ambiental. Já o Prodes, também do Inpe, mede a taxa anual de desmatamento entre agosto de um ano e julho do ano seguinte. Conforme o Prodes, em 2025, na comparação com 2022, houve redução de 50% do desmatamento na Amazônia e de 32,3% no Cerrado.
O governo federal atribui os resultados à reorganização da governança ambiental e à implementação dos Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento (PPCDs) em todos os biomas, com a meta de eliminar o desmatamento até 2030.
Em relação a 2022, o Ibama ampliou em 59% as ações de fiscalização, enquanto o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) registrou aumento de 24%. As áreas embargadas pelo Ibama cresceram 51% e, pelo ICMBio, 44%. O número de operações de fiscalização ambiental na Amazônia aumentou quase 148% em comparação ao ciclo anterior, com registros de ocorrências saltando de 932 para 1.754. A quantidade de veículos abordados subiu de 13.526 para 28.607, crescimento de cerca de 110%.
Também houve alta nas apreensões, com retenção de minérios avançando mais de 170% e apreensões de madeira crescendo 65%. Entre as estratégias adotadas estão a ampliação de embargos remotos de uso do solo e o fortalecimento da fiscalização sobre cadeias produtivas associadas ao desmatamento ilegal.
No Pantanal, entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, houve aumento de 45,5% nas áreas sob alerta de desmatamento em comparação com o mesmo período anterior, passando de 202 km² para 294 km². No entanto, na comparação entre 2023 e 2024, foi registrada queda de 65,2%.
Entre 2022 e 2025, o desmatamento caiu 65,5% nos 70 municípios prioritários do programa União com Municípios (UcM), voltado ao controle de desmatamento e incêndios florestais. Outra frente de atuação envolve a destinação de 15 milhões de hectares de florestas públicas federais, conforme o Decreto nº 12.046/2024 e a Portaria Interministerial MMA/MDA nº 1.309/2025. A iniciativa inclui a emissão de Contratos de Direito Real de Uso (CDRU) para Povos e Comunidades Tradicionais, com meta de beneficiar 300 comunidades até 2026.
A reativação e ampliação do Fundo Amazônia também integra o conjunto de medidas. Nos últimos três anos, foram investidos R$ 3,642 bilhões, com ampliação do número de doadores internacionais de dois para nove países. Em 2025, foram aprovados R$ 850 milhões para fortalecer ações de fiscalização ambiental na Amazônia.
Fonte: Brasil 247
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