quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Globo demitiu Daniela Lima sabendo que ela sofria ameaças e usava carro blindado


       Daniela Lima

A demissão da jornalista Daniela Lima pela GloboNews, anunciada na segunda-feira (4/8), surpreendeu o público e acendeu um alerta sobre a segurança da profissional.

Em meio à onda de ameaças que enfrenta desde sua ascensão na CNN Brasil e posterior passagem pela GloboNews, Daniela foi dispensada pela emissora sem qualquer amparo, mesmo após episódios reiterados de perseguição virtual e riscos à integridade física.

Segundo a coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles, pessoas próximas relatam que a rotina de Daniela virou “do avesso” nos últimos anos.

Alvo de ataques constantes de bolsonaristas, ela foi forçada a adotar medidas extremas, como o uso permanente de carro blindado. “A vida dela é infernal, nunca vi nada igual”, contou uma fonte ligada à jornalista.

A demissão aconteceu em um contexto de acirramento político, e grupos da extrema-direita comemoraram abertamente sua saída. Daniela era acusada por bolsonaristas de proximidade com ministros do STF e criticada por sua cobertura incisiva do governo anterior.

Apesar disso, a emissora justificou a dispensa com o argumento genérico de “renovação do quadro”.

Nas redes, Daniela disse que deixa a GloboNews com “cabeça erguida” e “missão cumprida”, mas amigos sugerem que ela se afaste temporariamente da televisão. Alguns aconselham um ano sabático até o fim do ciclo eleitoral de 2026, diante do clima de hostilidade e dos riscos de novos episódios de violência.

A falta de proteção institucional à jornalista após a demissão gerou críticas entre colegas de profissão e entidades ligadas à liberdade de imprensa. O episódio expõe uma crescente vulnerabilidade de comunicadores em um ambiente político radicalizado, em que vozes dissonantes, como a de Daniela Lima, viram alvos — e, muitas vezes, ficam sozinhas para lidar com as consequências.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

Eduardo Bolsonaro pode ser preso pela Interpol se for à Europa

       O deputado Eduardo Bolsonaro – Foto: Reprodução


Eduardo Bolsonaro corre risco de ser preso pela Interpol se deixar os Estados Unidos rumo à Europa.

O deputado licenciado, investigado por envolvimento em articulações golpistas, disse que vai consultar a lista de difusão vermelha da Interpol antes de aceitar o convite para discursar no Parlamento Europeu. A preocupação é com uma eventual ordem de prisão emitida por Alexandre de Moraes.

O convite partiu do eurodeputado ultraconservador Dominik Tarczyński, da Polônia. Eduardo afirmou que a viagem está nos planos, mas depende de garantias jurídicas:

“Tenho que me assegurar de que não serei mais uma vítima do Moraes e verificar se a Interpol está ou não pedindo minha prisão”, disse ele em entrevista ao portal Metrópoles.


A fala revela o temor de repetir o destino da aliada Carla Zambelli, presa em um presídio feminino na Itália por descumprimento de decisões do STF. Eduardo não esconde a desconfiança em relação ao Judiciário brasileiro:

“Não vivemos mais um período de normalidade. Os tiranos brasileiros querem colocar na cadeia quem denuncia suas atrocidades”, afirmou.

A data da viagem ainda não foi definida. O parlamentar segue nos Estados Unidos, onde busca proteção internacional contra possíveis medidas do Supremo.

Fonte: DCM

Monica Bergamo aponta suposto 'isolamento' de Moraes após prisão de Bolsonaro

Jornalista avalia que prisão do ex-presidente poderá ser reconsiderada

          Alexandre de Moraes (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de impor prisão domiciliar a Jair Bolsonaro (PL) provocou forte reação dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) e pode vir a ser revista. A informação foi publicada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, que relata o suposto "incômodo crescente entre ministros da Corte diante do episódio".

Segundo a colunista, magistrados da Primeira Turma, responsável pelo julgamento do ex-presidente, e também ministros que não participam do caso, avaliaram que a decisão de Moraes foi exagerada, desnecessária e frágil do ponto de vista jurídico. A percepção é de que, ao adotar a medida extrema, o ministro acabou isolado e fragilizou politicamente o STF em um momento de tensão internacional, já que o tribunal vem sendo alvo de ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que assumiu seu segundo mandato em 2025.

A análise interna é que Moraes criou um ruído em um cenário que até então era favorável ao Supremo. Antes da prisão, pesquisas indicavam que a maioria da população apoiava as respostas do STF às investidas de Trump contra o Brasil e à postura da família Bolsonaro em meio à crise provocada pelo tarifaço norte-americano. Empresários, diplomatas, advogados e analistas defendiam que o tribunal estava agindo de forma adequada diante das tentativas de pressão externa.

O ponto de maior contestação é a contradição entre decisões recentes de Moraes. Em despacho anterior, o ministro havia autorizado que Bolsonaro participasse de eventos e fizesse discursos, mas determinou sua prisão domiciliar após uma breve saudação do ex-presidente, transmitida por viva-voz pelo senador Flávio Bolsonaro, durante manifestação em Copacabana, no domingo (3). Na ocasião, Bolsonaro disse: “Boa tarde, Copacabana. Boa tarde, meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos”.

Do ponto de vista político, ministros do STF avaliam que a decisão quebrou o consenso que vinha se formando na opinião pública e em setores do empresariado e da imprensa. A medida de Moraes passou a ser criticada em editoriais de jornais e por analistas, que apontaram que a conta política da reação ao tarifaço de Trump poderia acabar recaindo sobre o próprio Supremo.

Apesar do desgaste, a expectativa nos bastidores do STF é que Moraes possa reconsiderar a decisão, embora ministros reconheçam que o magistrado raramente volta atrás e dificilmente segue ponderações de colegas. Caso isso não ocorra, a Primeira Turma poderia derrubar a medida, cenário visto como difícil, mas não impossível. Enquanto isso, a defesa de Bolsonaro já ingressou com recurso para tentar reverter a prisão domiciliar.

A reação negativa se intensificou na segunda-feira (4), quando começaram a surgir críticas públicas de empresários, economistas, cientistas políticos e ex-chanceleres, que antes apoiavam as medidas do STF contra Bolsonaro e Trump. Para integrantes da Corte, o episódio mostra como uma decisão isolada pode alterar rapidamente o cenário político e jurídico.

Fonte: Brasil 247 com informações da Foilha de S. Paulo

Cappelli diz que Trump quer interferir nas eleições de 2026: “o império em declínio não assistirá 8 anos de governo Lula”

Presidente da ABDI critica elite empresarial, vê fim das ilusões com aliados e afirma que confronto político vai escalar após tarifaço dos EUA

        Ricardo Cappelli (Foto: Paulo Victor Lago/Log Produções & Filmes/Brasil 247)

O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli, reagiu com dureza à nova ofensiva do governo dos Estados Unidos contra o Brasil. Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (5), Cappelli afirmou que a decisão de Donald Trump de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros representa uma interferência direta no processo político nacional e marca, segundo ele, o início da disputa eleitoral de 2026.

“Trump deflagrou o processo eleitoral de 2026 no Brasil. E deixou claro que vai interferir no processo”, escreveu Cappelli, associando a nova postura da Casa Branca a uma tentativa de desestabilização do atual governo. Para ele, o cenário internacional e interno exige uma reorganização do campo progressista: “O tempo mudou radicalmente. Em quatro anos de IA tudo muda. O Império em declínio não assistirá 8 anos de governo Lula.”

Além do tarifaço, o governo americano revogou os vistos de oito ministros do Supremo Tribunal Federal e do procurador-geral da República, acusando o Brasil de violar direitos fundamentais e perseguir adversários políticos.

Cappelli também direcionou críticas à elite econômica brasileira, após o novo presidente da FIESP responsabilizar o governo Lula pelas sanções norte-americanas. “A declaração do novo presidente da FIESP culpando Lula pelo tarifaço deixou a elite nua. Empresários nacionalistas? A associação a interesses internacionais é explícita. O preconceito ideológico está acima de qualquer interesse financeiro”, afirmou.

Em tom de mobilização, o presidente da ABDI defendeu que a resposta do governo e de sua base deve ser nas ruas e na política econômica: “A luta vai escalar. A hora é de arrumar o exército pra batalha. E marchar abraçado ao povo. Insistir nas pautas do fim da escala 6 x 1 e radicalizar na isenção do Imposto de Renda até 5 mil e no aumento para os ricos. Nós vamos ganhar com o povo.”

Segundo Cappelli, o momento exige rupturas dentro do próprio campo governista: “Nutrir ilusões com a elite é perda de tempo. Hora de ver quem é quem. Pseudo aliados devem ser jogados ao mar. Um exército menor e mais coeso vale muito mais que uma tropa grande cheia de traidores.”

A publicação termina com um chamado à militância: “2026 já chegou. Se preparem. Hora do Bom Combate.”

 

Fonte: Brasil 247

Extremistas querem fechar o Congresso Nacional, diz Zeca Dirceu

"Eles querem parar o Congresso Nacional e isso não vai acontecer", reitera o deputado

       Zeca Dirceu (Foto: Kayo Magalhaes / Câmara dos Deputados)

O deputado federal Zeca Dirceu (PT) disse na terça-feira (5), no plenário da Câmara dos Deputados, que o desespero de aliados de Jair Bolsonaro (PL) é tão grande que querem obstruir os trabalhos do Congresso Nacional. "Os deputados e deputadas mais extremistas, com avanço do julgamento e prisão definitiva de Bolsonaro, decidiram parar o Congresso. Querem fechar o Congresso Nacional, querem evitar que qualquer tipo de projeto de interesse para o Brasil seja votado", apontou o petista.

"Querem impedir, inclusive, a votação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Querem impedir que sejam votadas as medidas que o governo está apresentando para ajudar os setores da indústria, da agricultura, atingidos pela conspiração da família Bolsonaro ao lado do Donald Trump. É uma vergonha", completou o deputado.

Zeca Dirceu, no entanto, afirmou que é pequeno o número dos deputados que defendem Bolsonaro, preso depois de não cumprir as determinações do Supremo Tribunal Federal (STF). "Bolsonaro tem rompido com normas e decisões das penalidades impostas a ele e de outras irregularidades que já tinha cometido ao longo do julgamento no STF, no qual é réu".

"Eles querem parar o Congresso Nacional e isso não vai acontecer", reitera Zeca Dirceu.

O Congresso esteve em recesso até esta terça-feira (5), quando deveria retomar os trabalhos, destacou o deputado. "Esses deputados estão sendo pagos, muito bem pagos, deveriam estar votando medidas para ajudar o Brasil, ajudar o povo brasileiro. Mas não. Estão aqui com um único compromisso, salvar a pele do Bolsonaro".

"Se tiverem que se aliar aos EUA se aliam. Se tiverem que destruir a economia brasileira, eles destroem. Se tiverem que parar o parlamento, eles param. Esse é o nível dos deputados que defendem Bolsonaro. É vergonhoso o que está acontecendo. Beira o ridículo essa postura. E a gente tem que denunciar sim, mostrar até onde vai o ridículo desse pessoal", completou o petista.

Fonte: Brasil 247

Lula promete comprar excedentes e estuda compensações após tarifaço dos EUA

Presidente se reuniu com governadores do Nordeste e pediu tempo para avaliar efeitos das tarifas impostas por Donald Trump

       Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu-se na terça-feira (5), em Brasília, com os governadores do Nordeste para discutir as consequências do tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Segundo Igor Gadelha, do Metrópoles, durante o encontro, que ocorreu em um almoço no Palácio do Planalto, Lula pediu aos gestores estaduais um prazo para que o governo federal possa avaliar com precisão os impactos das tarifas norte-americanas antes de anunciar medidas de apoio direto. As novas tarifas, determinadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entram em vigor nesta quarta-feira (6) e preveem sobretaxa de 50% sobre diversos produtos brasileiros exportados ao mercado americano.

◉ Medidas em estudo para mitigar impactos - Lula garantiu que o governo apresentará alternativas para compensar os prejuízos provocados pela decisão de Washington. Entre as ações em análise estão medidas fiscais específicas e a compra, por parte do governo federal, de excedentes dos produtos que perderem competitividade no exterior.

De acordo com fontes ouvidas, o presidente destacou que essa estratégia de aquisição pública terá como prioridade os pequenos produtores das cadeias de agricultura e pesca, setores que devem sentir com mais intensidade os efeitos do tarifaço.

◉ Tentativa de negociação e abertura de novos mercados - Além de Lula, participaram da reunião os governadores (ou vices) dos nove estados nordestinos, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT). Durante o encontro, assessores do presidente reforçaram que ainda existem possibilidades de negociação com o governo Trump para tentar ampliar as exceções à medida tarifária.

Outra frente destacada foi o esforço da diplomacia e da equipe econômica para ampliar a inserção dos produtos brasileiros em mercados alternativos, diante da eventual retração das exportações para os Estados Unidos.

O governo federal estuda estratégias para compensar as perdas com o fechamento de novos acordos comerciais em outros países, em especial na Ásia e na África, com foco em ampliar a base de compradores internacionais para os produtos afetados pelas novas tarifas americanas.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

PF investiga ameaça a Moraes em VÍDEO com ovo representando o ministro


Ovo com rosto desenhado e roupa simulando uma toga representado o ministro Alexandre de Moraes. Reprodução

Um homem está sendo investigado por ameaçar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em vídeo divulgado nas redes sociais. As imagens contêm mensagens simbólicas que sugerem violência direta contra o magistrado.

Na filmagem, uma voz entoa o nome de Moraes enquanto um ovo com um rosto desenhado e vestindo uma capa preta — semelhante à toga usada pelos ministros — é mostrado. O ovo é então quebrado, com sua gema e clara jogadas em uma frigideira, e a casca é amassada por uma mão que aparece em cena.

A gravação causou alarme entre autoridades pelo seu tom ameaçador. A Polícia Federal apura se há ligação com grupos extremistas e se a ação configura incitação ao crime ou ameaça direta à integridade do ministro. As informações são do Portal Potiguar.


Alexandre de Moraes é relator de processos ligados aos atos antidemocráticos e à disseminação de fake news, o que o transforma em alvo recorrente de discursos de ódio e intimidação.

A Polícia Federal não divulgou se possui a identidade do suspeito, mas afirmou que todas as medidas legais cabíveis estão sendo adotadas.

Fonte: DCM com informações do Portal Potiguar

Visitas, silêncio e desânimo: como foi o primeiro dia de Bolsonaro em prisão domiciliar

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foto: Reprodução

O primeiro dia de Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar foi marcado por silêncio, desânimo e poucas visitas. Isolado em sua casa em Brasília, o ex-presidente passou a terça-feira (5) ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, assistindo a partidas de futebol na televisão, conforme informações do Globo.

Segundo interlocutores, Michelle o acompanhou de perto e foi quem recebeu os visitantes autorizados. Entre eles, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil, e advogados da defesa, que devem apresentar um pedido para reverter a prisão.

“Não vou dizer que ele não estava triste, mas é uma pessoa que ainda acredita muito no nosso país, em Deus. Espero que a gente possa superar o mais rapidamente possível essa situação”, disse Nogueira ao deixar a residência.


Apesar da movimentação de aliados e advogados, Bolsonaro demonstrou abatimento ao longo do dia e evitou até mesmo assistir aos vídeos da coletiva da oposição. Ainda assim, manteve a TV ligada em jogos de futebol — hábito que costuma manter em momentos de pressão.

Michelle Bolsonaro, que não foi afetada pelas medidas cautelares, recebeu ligações de apoio ao longo do dia. Nos bastidores, a mobilização de aliados tenta evitar o isolamento do ex-presidente.

A expectativa é de que figuras como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, recebam autorização para visitá-lo.

No Congresso, parlamentares bolsonaristas reagiram à prisão com protestos. A bancada iniciou um movimento de obstrução nas votações da Câmara e do Senado, como forma simbólica de resistência à decisão de Moraes. Nenhum projeto foi votado nas duas Casas.

A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após Bolsonaro aparecer por videochamada em um ato que pedia o impeachment do próprio magistrado. Desde então, ele está proibido de sair de casa, usar celular ou redes sociais, além de precisar de autorização judicial para receber visitas. O ex-presidente também utiliza tornozeleira eletrônica.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

Impacto de tarifaço dos EUA pode tirar até R$ 110 bilhões do PIB brasileiro, aponta Fiemg

Estudo da Fiemg alerta para perda de empregos, queda na renda das famílias e forte impacto sobre exportações de carne, aço e café

            Presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: Reuters)

Um levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), divulgado nesta terça-feira (5), estima que as novas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, mesmo com isenções parciais, causarão prejuízos significativos à economia nacional. Segundo o Metrópoles, o estudo revela que a medida, que entrou em vigor nesta quarta-feira (6), pode provocar uma retração de R$ 25,8 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) no curto prazo.

No horizonte de longo prazo, o cenário é ainda mais grave: a perda estimada é de R$ 110 bilhões. Além disso, a Fiemg calcula que a renda das famílias brasileiras poderá encolher R$ 2,74 bilhões nos próximos dois anos. O número de postos de trabalho também deve ser afetado, com previsão de redução de 146 mil empregos formais e informais.

De acordo com a reportagem, os setores industriais que sentirão com mais força os efeitos da medida são siderurgia, fabricação de calçados, produtos de madeira e de máquinas e equipamentos mecânicos — segmentos diretamente ligados à pauta exportadora brasileira.

Na agropecuária, o impacto se concentra na cadeia da carne bovina, que permanece fora da lista de isenções tarifárias. O segmento tem peso expressivo nas vendas externas do Brasil e será um dos mais prejudicados com o novo pacote tarifário.

Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 40,4 bilhões para os Estados Unidos, valor correspondente a 1,8% do PIB nacional. Metade dessas exportações se concentra em combustíveis minerais, ferro e aço, e máquinas e equipamentos — setores que também foram incluídos nas novas tarifas.

Segundo a Fiemg, os produtos que permanecem sujeitos à taxação respondem por cerca de 55% do total exportado para o mercado estadunidense, o equivalente a aproximadamente US$ 22 bilhões. Entre os itens mais impactados estão café, carne bovina, produtos semimanufaturados de ferro e aço, além de bens manufaturados em geral.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Motta e Alcolumbre convocam líderes para reunião em meio a protestos de bolsonaristas

Presidentes do Congresso querem destravar a pauta legislativa após obstrução da oposição

        Hugo Motta e Davi Alcolumbre (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

Diante da paralisação dos trabalhos no Congresso Nacional provocada por protestos da oposição, os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal decidiram agir. Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) convocaram uma reunião emergencial com as lideranças partidárias para esta quarta-feira (6), com o objetivo de “passar a situação a limpo” e retomar as atividades legislativas. As informações são da CNN Brasil.

Na terça-feira (5), deputados e senadores da oposição ocuparam a mesa diretora dos plenários da Câmara e do Senado, em um protesto silencioso. Com adesivos cobrindo suas bocas, os parlamentares denunciaram o que chamam de “censura” por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) e criticaram a decisão que impôs prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em resposta, anunciaram uma estratégia de obstrução das votações e passaram a pressionar pela votação da anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, além de cobrar o andamento de um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

A reação dos chefes das duas Casas veio horas depois. Em nota oficial, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, classificou a ocupação como um ato “inusitado e alheio aos princípios democráticos”, além de considerá-la um “exercício arbitrário das próprias razões”. Ele reforçou a necessidade de equilíbrio: “Faço, portanto, um chamamento à serenidade e ao espírito de cooperação”.

Já o presidente da Câmara, Hugo Motta, usou as redes sociais para informar que, mesmo estando em João Pessoa (PB), acompanhava o desenrolar dos acontecimentos e decidiu cancelar a sessão prevista para esta terça. Segundo ele, a reunião com os líderes servirá para definir a pauta da Casa, “com base no diálogo e no respeito institucional”. Inicialmente marcada para quinta-feira (7), a reunião foi antecipada diante da escalada da crise política.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Cúpula do Congresso resiste à pressão da extrema direita após prisão de Bolsonaro

Alcolumbre e Motta criticam ocupação dos plenários por aliados do ex-presidente e defendem funcionamento institucional

Hugo Motta e Davi Alcolumbre (Foto: Mário Agra / Câmara | Marcos Oliveira/Agência Senado)

Em meio à crescente instabilidade política, a cúpula do Congresso Nacional reagiu com firmeza à pressão de parlamentares bolsonaristas por medidas mais drásticas contra o Supremo Tribunal Federal (STF), informa a Folha de S.Paulo.

Nesta terça-feira (5), parlamentares bolsonaristas ocuparam as mesas diretoras dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, inviabilizando a realização de sessões e provocando um clima de hostilidade entre parlamentares da base e da oposição. A escalada de tensões ocorre um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

O presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), classificou a ação como uma violação aos princípios democráticos. “A ocupação das mesas diretoras das Casas, que inviabiliza o seu funcionamento, constitui exercício arbitrário das próprias razões, algo inusitado e alheio aos princípios democráticos”, afirmou em nota.

Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) também repudiou o bloqueio institucional promovido por parlamentares da oposição. “A pauta de votações da Câmara é definida por mim junto com os líderes dos partidos. Vamos garantir que os interesses da população não fiquem em segundo plano”, declarou, reforçando seu compromisso com a estabilidade institucional.

A reação, no entanto, gerou protestos da oposição. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, criticou a postura de Alcolumbre. “Nota muito ruim. Eu acho que o Davi não deveria tratar a nós da oposição de forma humilhante como está nos tratando”, reclamou.

Destoando da posição oficial de líderes do centrão, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) publicou em suas redes sociais um posicionamento contrário à decisão de Moraes. “O Brasil precisa tratar melhor seus ex-presidentes. Tenho dito e defendido isso há muito tempo. As medidas aplicadas a Jair Bolsonaro são exageradas e acirram os ânimos em um país já polarizado que, na verdade, precisa de paz e estabilidade para progredir”, escreveu.

Lira também alertou para os impactos econômicos do ambiente político conturbado: “Quando o ambiente é de insegurança jurídica e instabilidade política, a economia sofre. Quem paga essa conta é o povo. Quem perde é o Brasil.”

No campo governista, a ordem foi adotar prudência e evitar alimentar discursos de perseguição política e vitimização do ex-presidente. O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, orientou colegas da Esplanada a manterem discrição diante dos acontecimentos, especialmente diante da deterioração recente das relações com o governo Trump, que anunciou uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros.

Durante agenda pública nesta terça-feira, o presidente Lula optou por não comentar diretamente o caso Bolsonaro. “Acho que hoje é um dia de dar boas notícias. Vim comprometido a não falar muito da taxação, mas tenho que falar porque também, se eu não falar, vocês vão dizer: ‘Por que Lula não falou? Medo do Trump?’. Também não quero falar do que aconteceu com aquele outro cidadão, que tentou dar o golpe... Quero falar é do país”, disse o presidente, demonstrando cautela diante das tensões diplomáticas e internas.

Ao mesmo tempo em que líderes do Congresso se posicionam em defesa do funcionamento das Casas Legislativas, cresce a pressão bolsonarista. A postura de contenção adotada pelo Planalto reflete uma tentativa de não agravar ainda mais um ambiente já marcado por confrontos políticos, crises econômicas e instabilidade diplomática.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Tarifaço de 50% de Trump contra o Brasil entra em vigor hoje


         Donald Trump, presidente dos EUA – Foto: Reprodução

As tarifas de 50% impostas pelos EUA contra produtos brasileiros entram em vigor nesta quarta-feira (6), após decreto assinado pelo presidente Donald Trump. A medida, que adiciona 40% às tarifas já existentes, foi justificada pela Casa Branca como uma resposta a práticas do governo brasileiro que seriam uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança, economia e política externa dos EUA. Apesar disso, a decisão inclui uma lista de quase 700 produtos que ficam isentos da taxa, como suco de laranja, combustíveis, aeronaves civis e veículos.

O governo americano afirma que as novas sanções visam combater abusos de autoridade no Brasil, citando diretamente o ministro Alexandre de Moraes, do STF. O comunicado da Casa Branca o acusa de “ameaçar, perseguir e intimidar milhares de seus opositores políticos”, além de impor sanções a empresas americanas que se recusaram a seguir ordens judiciais brasileiras.

Segundo o texto divulgado, Trump está “protegendo cidadãos americanos contra perseguição política” e defende que as ações do STF brasileiro representam uma forma de censura que afeta diretamente os interesses dos EUA.

Como parte das sanções, o governo americano também bloqueou os vistos de ministros da Suprema Corte brasileira, incluindo Moraes, Barroso, Fachin, Toffoli, Zanin, Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Ficaram fora da lista os ministros André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux.

O Palácio do Planalto tenta manter aberta a possibilidade de diálogo com os Estados Unidos, mas admite que as negociações estão travadas. Apesar de Trump ter dito que Lula “pode ligar quando quiser”, o mandatário brasileiro afirmou que só pretende fazer esse contato quando houver clareza sobre o que pode ser negociado.

O presidente também revelou que está finalizando um plano de contingência para apoiar as empresas brasileiras prejudicadas pelas tarifas.

O presidente Lula – Foto: Reprodução
No momento, auxiliares avaliam que uma ligação sem alinhamento prévio pode prejudicar ainda mais o canal de negociação. A declaração do representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, no domingo (3), de que é “improvável” firmar novos acordos nos próximos dias, aumentou o pessimismo.

Mesmo assim, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que pretende se reunir nesta semana com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Segundo Haddad, esse encontro pode preparar o terreno para uma conversa entre Lula e Trump. O governo brasileiro busca uma solução diplomática que evite mais prejuízos econômicos, mas reconhece que o cenário atual é de impasse.

Fonte: DCM

terça-feira, 5 de agosto de 2025

"É uma espécie de AI-5 parlamentar", diz Lindbergh sobre ocupação das mesas do Congresso por bolsonaristas

Líder petista na Câmara afirmou que parlamentares envolvidos nas mobilizações autoritárias desta terça-feira "podem e vão ser responsabilizados"

Coletiva de imprensa liderada pelo deputado Lindbergh Farias (Foto: Gabriel Paiva/PT na Câmara)

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), classificou nesta terça-feira (5) como um “ataque à democracia” a ocupação forçada das mesas diretoras da Câmara e do Senado por parlamentares bolsonaristas, em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada na véspera pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“A oposição tem todo direito de fazer obstrução. É direito regimental. Agora, ocupar, na marra, as Mesas do Senado e da Câmara é fazer a mesma coisa que os vândalos do 8 de janeiro fizeram. É agredir uma instituição democrática do Brasil”, escreveu o deputado em sua conta na rede social X (antigo Twitter).

Lindbergh afirmou ainda que a ação lembra os tempos sombrios da ditadura militar: “Impedir seu funcionamento, por meio da violência, é uma espécie de AI-5 parlamentar. A democracia brasileira está sob ataque!”

A reação do petista ocorre em meio a uma escalada de tensões no Congresso, após a decisão do STF que determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro por descumprimento de medidas cautelares e tentativa de obstrução de justiça. Em resposta, deputados e senadores ligados ao ex-presidente iniciaram uma série de ações para travar os trabalhos legislativos.


O líder do PT na Câmara também concedeu entrevista coletiva em meio às mobilizações bolsonaristas. Segundo ele, o que aconteceu nesta terça-feira é "inaceitável".

"A palavra para definir o que houve aqui foi um sequestro da Mesa do Parlamento. Ninguém pode parar na força o trabalho legislativo. Isso aqui é mais um ataque às instituições. Teve o 8 de Janeiro e parece que eles continuam com a mesma linha de atacar todas as instituições e fazer um movimento que só tem um objetivo: tentar livrar a cara do Bolsonaro. Isso é uma chantagem contra o país", criticou.

Lindbergh informou ainda que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que participava de uma agenda com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em sua cidade natal de Patos (PB), foi informado da situação é já está retornando a Brasília para resolver o problema. “Estamos à espera do presidente. E cada um desses deputados que ocuparam a mesa dessa forma autoritária, podem e vão ser responsabilizados. Eles têm que ser responsabilizados no Conselho de Ética”, avisou.

Além de dezenas de parlamentares do PT, também participaram da coletiva líderes e parlamentares do PSB, PCdoB, PSOL e Rede.
O “pacote da paz”

A oposição, liderada pelo PL e com apoio de PP e União Brasil, partidos que integram a base ministerial do governo Lula, anunciou nesta terça uma estratégia de obstrução total nas duas Casas Legislativas até que o Palácio do Planalto aceite negociar o chamado “pacote da paz”.

Entre as exigências, estão a anistia ampla aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição que extingue o foro privilegiado e exige o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), usou tom agressivo para justificar a paralisação: “A partir de agora estamos nos apresentando para a guerra. Se é guerra que o governo quer, guerra terá.”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, apresentou formalmente as propostas da oposição. Segundo ele, a intenção é “restabelecer a harmonia entre os Poderes”. No entanto, os termos do “pacote da paz” têm sido vistos por aliados do governo como chantagem institucional.

Fonte: Brasil 247

Deu ruim: Eduardo recua e pede aos EUA “pausa” em sanções

O deputado federal Eduardo Bolsonaro. Foto: Divulgação

Após a decretação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Eduardo Bolsonaro intensificou articulações no exterior na tentativa de conter os danos políticos e econômicos decorrentes da decisão. Ao lado de Paulo Figueiredo, ele tem buscado reverter as sanções impostas pelos Estados Unidos em um esforço para preservar o que ainda resta da reputação do clã Bolsonaro.

Segundo apuração da CNN, os emissários bolsonaristas pediram uma espécie de “pausa estratégica” à Casa Branca. A ideia seria manter um canal de interlocução com parte do Supremo e construir uma convivência menos hostil, concentrando os ataques exclusivamente contra Moraes.

Internamente, aliados de Bolsonaro apostavam que as sanções do governo Trump contra o ministro, com base na Lei Magnitsky, provocariam um isolamento dele dentro do próprio STF, facilitando a votação da anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.

Essa estratégia, porém, sofreu um revés com a prisão domiciliar decretada nesta segunda (4). De acordo com aliados próximos de Eduardo Bolsonaro e Figueiredo, a medida endureceu o clima entre o bolsonarismo e o Judiciário.

Agora, a expectativa é que outras autoridades brasileiras passem a ser alvo de sanções internacionais, entre elas os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A inclusão desses nomes na lista da Magnitsky seria um próximo passo para aumentar a pressão institucional.

Alexandre de Moraes já foi alvo de sanções previstas na Lei Magnitsky. Foto: Divulgação

As tratativas para tentar conter o avanço das sanções já vinham ocorrendo nos bastidores. Na semana passada, líderes do PL participaram de um café da manhã com Gilmar Mendes, buscando entender os limites do STF diante da ofensiva bolsonarista no exterior.

No entanto, a conversa terminou sem avanços. Segundo relatos, o ministro teria reiterado que o Supremo não aceitará, por exemplo, transferir os processos do 8 de janeiro para a primeira instância, como desejam os aliados do ex-presidente.

A resposta do STF à atuação de Eduardo nos Estados Unidos foi dada por Moraes na abertura do segundo semestre do Judiciário. Em um discurso duro, o ministro classificou a iniciativa como uma tentativa “covarde e traiçoeira” de submeter o funcionamento do Supremo ao crivo de uma autoridade estrangeira.

Ele afirmou ainda que a Corte, a PGR e a Polícia Federal “não se vergarão a essas ameaças”, deixando claro que as instituições seguirão firmes no enfrentamento dos ataques bolsonaristas.

A decisão de Moraes de convertê-las em prisão domiciliar integral ocorreu após o ex-presidente descumprir as ordens judiciais. No último fim de semana, Bolsonaro participou por videochamada de atos bolsonaristas em São Paulo e no Rio de Janeiro, conversando com o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira durante os protestos, o que foi considerado uma violação grave das restrições impostas.

Fonte: DCM

Emocionado, Lula cobra medidas radicais contra causadores do mal e avisa: "Se o país cair na mão de outro governo, a fome volta"

Presidente falou em medidas drásticas: "decapitar"; "vou ficar cada vez mais socialista", acrescentou

        O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva proferiu, nesta terça-feira (5), um forte discurso contra os causadores da fome no Brasil, ao participar de um evento em celebração da saída do país do Mapa da Fome da ONU.

O resultado, fruto da retomada das políticas públicas restauradas pelo governo federal, foi anunciado na última semana e representa um marco histórico, após os governos neoliberais de Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Lula aproveitou para criticar a taxa de juros. "A cultura brasileira é que o primeiro compromisso desse país é guardar dinheiro para gastar juros. Isso vai mudando aos poucos, mas está longe. Não é fácil. Precisa construir mais. Se deixar outro governo, a fome volta nesse país. No governo que tiver alguém passando fome tem que decapitar o presidente", disse o presidente Lula, na reunião do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).

Emocionado, o presidente Lula enfatizou que a responsabilidade pelo combate à fome "é do Estado".

Sem citar as tensões com os Estados Unidos, Lula criticou o orçamento trilionário de defesa, enquanto gastos em programas sociais, como os de combate à fome, são ignorados.

Lula também afirmou: "Cada vez eu tenho que fazer mais, vou ficar mais esquerdista. Vou ficar cada vez mais socialista e vou ficar achando que a gente pode fazer mais".

Fonte: Brasil 247