sábado, 3 de janeiro de 2026

Instalações petrolíferas da Venezuela não foram afetadas por ataque dos EUA, dizem fontes

Porto de La Guaira, próximo a Caracas, um dos maiores do país, mas que não é usado para exportação de petróleo, teria sofrido graves danos

     PDVSA (Foto: Divulgação)


Reuters - A produção e o refino de petróleo da Venezuela, controlados pelo Estado, estavam operando normalmente no sábado e não sofreram nenhum dano em um ataque dos EUA que retirou o presidente do país, disseram duas fontes com conhecimento das operações da empresa de energia PDVSA.

As forças dos EUA capturaram o presidente Nicolás Maduro, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, depois de meses de pressão sobre ele por acusações de tráfico de drogas e ilegitimidade no poder.

O porto de La Guaira, próximo a Caracas, um dos maiores do país, mas que não é usado para exportação de petróleo, teria sofrido graves danos, segundo uma das fontes.

Em dezembro, Trump anunciou um bloqueio aos navios petroleiros que entram ou saem do país e os EUA apreenderam duas cargas de petróleo venezuelano.

Isso reduziu as exportações do país da Opep no mês passado para cerca de metade dos 950.000 barris por dia (bpd) que foram enviados em novembro, de acordo com dados de monitoramento e documentos internos.

As medidas dos EUA fizeram com que muitos proprietários de embarcações se afastassem das águas venezuelanas, o que aumentou rapidamente os estoques de petróleo e combustível da PDVSA.

A PDVSA foi forçada a desacelerar as entregas nos portos e armazenar petróleo em navios-tanque para evitar cortes na produção de petróleo ou no refino.

O sistema administrativo da PDVSA também não se recuperou totalmente de um ataque cibernético em dezembro que a obrigou a isolar terminais, campos de petróleo e refinarias de seu sistema central e a recorrer a registros escritos para continuar as operações.

Fonte: Brasil 247 com informações da Reuters

Itamaraty condena ataque dos EUA à Venezuela e manifesta solidariedade

Presidente Maduro e sua esposa foram sequestrados da Venezuela

Rio de Janeiro (RJ), 28/04/2025 – O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, manifestou sua forte condenação à agressão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, em uma chamada telefônica com o ministro das Relações Exteriores, Yvan Gil, neste sábado (3).

De acordo com o relato de Caracas, Gil agradeceu ao Brasil pela solidariedade diante dos ataques dos EUA.

"Tive uma conversa telefónica com o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil, Mauro Vieira, que manifestou a sua forte condenação deste inaudito ato de agressão militar criminosa contra o nosso povo. Também lhe agradecemos sinceramente as suas expressões de solidariedade", escreveu Gil em sua conta na rede Telegram.
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Ataques dos Estados Unidos contra o território venezuelano atingiram a capital, os estados de Miranda e Aragua, além de várias outras localidades do país, afirmou neste sábado o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López. O presidente Maduro e Flores foram sequestrados da Venezuela.

Fonte: Brasil 247

Mélenchon critica ataque dos EUA à Venezuela e alerta para risco global

Líder da esquerda francesa acusa Washington de violar soberania venezuelana e usar narcotráfico como pretexto

       Jean-Luc Melenchon (Foto: Reuters)

O líder da esquerda francesa Jean-Luc Mélenchon fez duras críticas à ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, afirmando que a ação representa uma violação aberta da soberania do país e coloca em risco a estabilidade internacional. Para o político, o episódio evidencia a retomada de práticas de intervenção direta como instrumento central da política externa das grandes potências.

As declarações foram feitas em uma postagem publicada neste sábado (3) nas redes sociais, na qual Mélenchon reagiu às informações sobre a operação norte-americana e ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que forças do país sequestraram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa

Na mensagem, Mélenchon afirmou: “Os Estados Unidos de Trump se apoderam do petróleo da Venezuela violando sua soberania com uma intervenção militar de outro tempo e com o sequestro odioso do presidente Maduro e de sua esposa”. Segundo ele, o discurso do combate ao narcotráfico passou a cumprir o papel de justificativa política e midiática para ações de força. “O narcotráfico tornou-se o pretexto do império e de seus agentes políticos e midiáticos para destruir o que resta de uma ordem internacional livre da lei do mais forte”, declarou.

O dirigente francês ampliou sua crítica ao situar a ofensiva contra a Venezuela em um contexto internacional mais amplo. Para Mélenchon, a invasão militar voltou a ser um método recorrente na política global contemporânea. “Com a Ucrânia, Gaza, a República Democrática do Congo, a invasão voltou a ser um modo de operação”, escreveu, ao apontar uma escalada de conflitos armados e intervenções diretas em diferentes regiões do mundo.

Na avaliação do líder da França Insubmissa, as consequências desse padrão de atuação vão além de um único país ou região. “A paz do mundo inteiro está em jogo”, alertou Mélenchon, ao associar a ofensiva norte-americana à erosão de princípios básicos do direito internacional e ao enfraquecimento de mecanismos multilaterais de resolução de conflitos.

As declarações do político francês se somam a manifestações críticas de lideranças e intelectuais internacionais diante da escalada militar envolvendo a Venezuela, em um momento de forte tensão geopolítica e de questionamentos sobre os limites da atuação das grandes potências no cenário global.

Fonte: Brasil 247

Rússia chama reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU após agressão dos Estados Unidos à Venezuela

Moscou expressou total solidariedade ao povo venezuelano e reafirmou o apoio aos esforços do governo bolivariano para defender a soberania

Putin e Maduro em Moscou 25/9/2019 Sputnik/Alexei Druzhinin/Kremlin via REUTERS (Foto: Sputnik/Alexei Druzhinin/Kremlin via REUTERS)


MOSCOU (Sputnik) - O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou veementemente os ataques militares dos EUA contra a Venezuela, classificando-os como um "ato de agressão armada" sem justificativa plausível.

"Esta manhã, os Estados Unidos realizaram um ato de agressão armada contra a Venezuela. Isso causa profunda preocupação e condenação. Os pretextos citados para justificar tais ações são infundados", disse o ministério.

Moscou expressou total solidariedade ao povo venezuelano e reafirmou o apoio aos esforços do governo bolivariano para defender a soberania e os interesses nacionais.

"Reafirmamos nossa solidariedade ao povo venezuelano e nosso apoio ao caminho trilhado por sua liderança bolivariana para salvaguardar os interesses e a soberania da nação", disse o ministério.

O ministério endossou os apelos de Caracas e de parceiros latino-americanos por uma sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

O ministério enfatizou que a América Latina deve permanecer uma zona de paz, conforme declarado em 2014, e destacou o direito da Venezuela à autodeterminação, livre de "interferências externas destrutivas, muito menos militares".

"A América Latina deve permanecer uma zona de paz, como se autoproclamou em 2014. A Venezuela deve ter garantido o direito de determinar seu próprio destino sem qualquer interferência externa destrutiva, muito menos militar", observou o ministério.

Alertando contra uma escalada ainda maior, a Rússia instou todas as partes a priorizarem o diálogo em vez do confronto.

"A hostilidade motivada por ideologia substituiu o engajamento pragmático e a vontade de construir relações previsíveis e baseadas na confiança. O caminho a seguir reside em soluções diplomáticas e estamos prontos para ajudar", afirmou o ministério.

A embaixada russa em Caracas continua operando normalmente, apesar da agressão armada dos EUA contra a Venezuela, acrescentou o ministério.

O ministério também confirmou a declaração anterior da embaixada, afirmando que não há relatos de cidadãos russos feridos e que as autoridades consulares permanecem em contato contínuo com autoridades e cidadãos venezuelanos no país.

Fonte: Brasil 247 com informações da agência Sputnik

México condena ação dos EUA na Venezuela e cita Carta das Nações Unidas

Em comunicado, a Secretaria de Relações Exteriores do México afirma que a agressão dos EUA à Venezuela viola o direito internacional

      Claudia Sheinbaum (Foto: REUTERS/Raquel Cunha)

O governo do México condenou com veemência a operação conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela na madrugada deste sábado (3), classificando a ação como uma “intervenção militar”. Em posicionamento oficial, a administração mexicana denunciou a captura e o traslado do presidente venezuelano Nicolás Maduro e defendeu o respeito ao direito internacional, além da busca por uma solução pacífica para a crise.

Em comunicado, a Secretaria de Relações Exteriores do México afirmou que a ação das forças dos Estados Unidos configura “uma violação da Carta da Organização das Nações Unidas”. O texto ressalta que a América Latina e o Caribe são reconhecidos como uma zona de paz e alerta que qualquer intervenção armada representa uma ameaça direta à estabilidade regional.


De acordo com relatos reunidos por agências internacionais, a operação militar teve início por volta das 2h da manhã, em Caracas. O ataque incluiu bombardeios a instalações militares, explosões em diferentes áreas da capital, interrupções no fornecimento de energia elétrica e o sobrevoo de helicópteros Chinook.

Moradores relataram momentos de pânico diante das detonações e da intensa movimentação aérea, enquanto imagens de fumaça e apagões circularam nas redes sociais.

Segundo informações publicadas pelo The New York Times, a ação resultou na captura de Nicolás Maduro e de Cilia Flores, que teriam sido levados para fora do território venezuelano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou publicamente a operação e a descreveu como “uma operação brilhante, de verdade”. A partir de Mar-a-Lago, ele acrescentou que a ação exigiu “muita planejamento e muita gente e militares muito bons”, afirmando ainda que detalharia posteriormente a base legal da iniciativa e os próximos passos de seu governo.

Diante do agravamento da situação, o governo mexicano reiterou sua política externa baseada no princípio da não intervenção e no respeito estrito ao direito internacional. No mesmo comunicado, o México apelou à comunidade internacional para que privilegie os canais diplomáticos e solicitou à Organização das Nações Unidas uma atuação imediata com o objetivo de reduzir as tensões e criar condições para uma solução pacífica e duradoura.

A Secretaria de Relações Exteriores informou também que, por meio da Embaixada do México na Venezuela, foram ativados canais de emergência para prestar apoio e assistência consular aos cidadãos mexicanos que vivem no país. A recomendação oficial é que a comunidade mexicana acompanhe as informações por meios institucionais e utilize os contatos oficiais para solicitar ajuda ou relatar situações de risco.

Ao final do posicionamento, o governo do México reafirmou sua vocação pacifista e manifestou disposição para participar de iniciativas de mediação e diálogo que contribuam para evitar a ampliação do conflito e preservar a estabilidade na região.

Fonte: Brasil 247

Boric condena ataques dos EUA e defende diálogo na Venezuela

Presidente chileno afirma que crise deve ser resolvida com diálogo e respeito ao direito internacional

        Presidente do Chile, Gabriel Boric (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O governo do Chile manifestou preocupação com os ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela e condenou o uso de ações militares no país vizinho. Em posicionamento nas redes sociais, a administração do presidente Gabriel Boric afirmou que acompanha de perto a evolução da situação e reiterou sua rejeição a qualquer solução baseada na violência ou na ingerência estrangeira. “Como Governo do Chile, expressamos nossa preocupação e condenação às ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e apelamos por uma solução pacífica para a grave crise que afeta o país”, escreveu Boric

No texto, o presidente chileno também destacou que a crise venezuelana deve ser enfrentada por meio de mecanismos diplomáticos e do fortalecimento do multilateralismo, em consonância com as normas internacionais.

⊛ Rejeição ao uso da força e defesa do direito internacional

“O Chile reafirma sua adesão aos princípios básicos do Direito Internacional, como a proibição do uso da força, a não intervenção, a solução pacífica de controvérsias internacionais e a integridade territorial dos Estados. A crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio do multilateralismo, não por meio da violência ou da interferência estrangeira”, ressaltou Boric na postagem.

⊛ Crise venezuelana e diplomacia regional

A posição do governo chileno reforça a defesa de uma abordagem baseada no diálogo político e na cooperação internacional como caminho para a superação da crise venezuelana. Ao se posicionar contra ações militares e ingerências, o Chile sinaliza apoio a uma saída institucional e negociada, alinhada à estabilidade regional e ao fortalecimento do multilateralismo na América Latina.

Trump confirma ataque e diz que Maduro foi capturado

Neste sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que autorizou ataques militares na Venezuela. Ele declarou ainda que Nicolás Maduro foi capturado e levado para fora do país. Nos últimos meses, a relação entre Washington e Caracas se deteriorou, com o deslocamento de um grande contingente militar estadunidense e ações contra embarcações no Caribe, elevando o nível de tensão na região.
Fonte: Brasil 247

Procuradora-geral dos EUA diz que Maduro e esposa enfrentarão acusações criminais em Nova York

Maduro e Cilia Flores enfrentarão acusações após indiciamento em Nova York, disse Pam Bondi

      Pam Bondi (Foto: Getty Images)

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, afirmou neste sábado (3) que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, enfrentarão acusações criminais após uma acusação formal apresentada em Nova York. Em uma publicação nas redes sociais, Bondi prometeu que o casal “em breve enfrentará todo o peso da justiça americana, em solo americano, nos tribunais americanos”. A informação é da agência AP.

Mais cedo, a AP informou que a procuradora-geral dos EUA afirma que Maduro e sua esposa enfrentarão acusações após indiciamento em Nova York.

Ataques dos Estados Unidos contra o território venezuelano atingiram a capital, os estados de Miranda e Aragua, além de várias outras localidades do país, afirmou neste sábado o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López.

Fonte: Brasil 247 com informação da agência AP

Milei comemora agressão dos Estados Unidos à América do Sul

Em declarações públicas, Milei celebrou a ação norte-americana, alinhando-se à posição de Washington em relação ao governo venezuelano

O presidente da Argentina, Javier Milei, em Buenos Aires - 26/10/2025 (Foto: REUTERS/Cristina Sille)

O presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou neste sábado (3) o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. A manifestação ocorreu poucas horas após o governo norte-americano confirmar oficialmente a operação, que teria resultado na retirada de Maduro do território venezuelano.

Em declarações públicas, Milei celebrou a ação norte-americana, alinhando-se à posição de Washington em relação ao governo venezuelano.

Mais cedo, Donald Trump confirmou o ataque militar em uma publicação na rede social Truth Social. Segundo ele, a ofensiva foi bem-sucedida e resultou na captura de Maduro e de sua esposa. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e o seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, juntamente com a sua esposa, capturado e levado para fora o país”, escreveu o presidente norte-americano.

A repercussão do anúncio gerou incertezas dentro do próprio regime venezuelano. A vice do governo de Caracas, Delcy Rodríguez, afirmou que as autoridades não sabem onde estão Nicolás Maduro e sua esposa. De acordo com ela, o paradeiro do casal é desconhecido desde a operação anunciada pelos Estados Unidos.

Trump também comentou a ação em uma breve entrevista por telefone ao jornal The New York Times, na manhã deste sábado (3), pouco depois do anúncio oficial. O presidente norte-americano elogiou a execução da ofensiva militar. “Muito bom planejamento e muitas tropas excelentes e pessoas excelentes”, disse ao jornal. “Foi uma operação brilhante, na verdade."

Na publicação feita nas redes sociais, Trump acrescentou que a operação foi conduzida em conjunto com a Polícia dos Estados Unidos e prometeu divulgar mais detalhes posteriormente. Até o momento, não há informações oficiais adicionais sobre o local para onde Maduro teria sido levado ou sobre os próximos passos da ação norte-americana.

Fonte: Brasil 247

Delcy Rodriguez confirma sequestro de Maduro e cobra dos EUA prova de vida do presidente venezuelano

Vice-presidente Delcy Rodríguez afirma não saber onde está o presidente e responsabiliza o governo Trump

Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela (Foto: Vice-presidência da Venezuela/Brasil de Fato)


A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste sábado que o governo venezuelano não sabe onde estão o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores. A declaração foi feita após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma operação militar de grande escala contra a Venezuela e afirmar que Maduro teria sido capturado. O pronunciamento de Rodríguez ocorreu em uma rádio venezuelana, poucas horas depois da publicação de Trump em uma rede social. O governo venezuelano contesta a versão apresentada por Washington e exige esclarecimentos imediatos. As informações são do G1.

⊛ Delcy Rodríguez exige prova de vida

Durante o pronunciamento, Delcy Rodríguez foi categórica ao cobrar uma resposta oficial dos Estados Unidos. “Diante dessa situação brutal e desse ataque, nós desconhecemos o paradeiro de Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. Exigimos do governo Trump prova de vida imediata do presidente Maduro e da primeira-dama”, declarou.

A vice-presidente não detalhou como ficará a condução do governo venezuelano diante do cenário de incerteza, mas afirmou que medidas emergenciais foram adotadas para preservar a soberania nacional.

⊛ Ataque dos EUA atingiram diversas regiões da Venezuela

Segundo a Telesur, Delcy também denunciou que a agressão militar estadunidense teria atingido a capital do país e os estados de Aragua, Miranda e La Guaira, com registro de mortes de civis

De acordo com comunicado divulgado por autoridades do governo venezuelano, Rodríguez afirmou que o presidente Nicolás Maduro havia alertado previamente a população sobre a possibilidade de uma ofensiva desse tipo, que poderia alcançar diferentes regiões do país e afetar diretamente a população civil. Diante da concretização do cenário descrito, as estruturas de defesa nacional teriam sido acionadas conforme orientações estabelecidas pelo chefe de Estado.

Ainda segundo a vice-presidenta, a ativação da defesa da nação seguiu protocolos previstos para situações de agressão externa, com o objetivo de proteger a soberania do país e resguardar a população diante da escalada de violência relatada. O governo venezuelano sustenta que os ataques tiveram caráter coordenado e impactaram áreas densamente povoadas.

⊛ Anúncio de Trump e reação em Caracas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,afirmou que forças armadas estadunidenses realizaram uma ofensiva militar contra a Venezuela e que Nicolás Maduro e sua esposa teriam sido retirados do país por via aérea. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, escreveu. Trump não informou o destino do presidente venezuelano e disse que mais detalhes seriam divulgados em uma coletiva de imprensa marcada para a tarde, no horário de Brasília.

⊛ Governo fala em agressão imperialista

Logo após o anúncio dos EUA, o governo da Venezuela divulgou um comunicado afirmando que o país estava sob ataque. O texto oficial não confirma a captura de Maduro e informa que o presidente ordenou a ativação de planos de mobilização social e política.

“O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada”, diz o comunicado. Em outro trecho, o governo afirma: “O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista”.

Delcy Rodríguez reforçou que as ordens de Maduro já haviam sido dadas antes do ataque. “O presidente Maduro já havia sido muito claro e advertido o povo venezuelano de que uma agressão dessa natureza pelos Estados Unidos podia acontecer. A primeira coisa que disse ao povo foi: POVO NAS RUAS. Ele ativou as milícias e todos os planos”, afirmou.

⊛ Escalada de pressão dos Estados Unidos

A atual crise ocorre após meses de crescente pressão dos Estados Unidos sobre a Venezuela. Em agosto, Washington elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Nicolás Maduro e reforçou a presença militar no Mar do Caribe.

Nos meses seguintes, autoridades estadunidenses passaram a indicar que o objetivo das ações seria a derrubada do governo venezuelano. Em novembro, Trump e Maduro chegaram a conversar por telefone, mas, segundo a imprensa dos EUA, o diálogo terminou sem avanços. No mesmo período, o governo norte-americano classificou o Cartel de los Soles como organização terrorista e acusou Maduro de liderar o grupo.

O governo venezuelano afirma que os Estados Unidos buscam controlar recursos estratégicos do país, como petróleo e minerais, e declarou que se reserva o direito de exercer a legítima defesa, convocando países da América Latina e do Caribe a se mobilizarem em solidariedade à Venezuela.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Maduro enfrentará julgamento criminal nos EUA após prisão, diz senador americano

Maduro e sua esposa foram sequestrados da Venezuela, disse Trump

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na base militar de Fort Tiuna, em Caracas, Venezuela - 25 de novembro de 2025 (Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, será julgado nos Estados Unidos por acusações criminais, afirmou neste sábado (3) o senador republicano Mike Lee, citando o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ataque em larga escala bem-sucedido contra a Venezuela, afirmando que Maduro e sua esposa haviam sido capturados e retirados do país.

“Acabei de desligar o telefone com Rubio. Ele me informou que Nicolás Maduro foi preso por agentes dos EUA para enfrentar julgamento por acusações criminais nos Estados Unidos”, escreveu Lee na rede social X.

Segundo o senador, os ataques dos EUA protegeram as forças responsáveis pela detenção de Maduro, realizada com base em um mandado judicial.

Fonte: Brasil 247

Ataques dos EUA à Venezuela matam civis, autoridades e militares

Ataques dos Estados Unidos contra o território venezuelano atingiram a capital, os estados de Miranda e Aragua, além de várias outras localidades do país

                  Explosões em Caracas - 3/1/2026 (Foto: VIDEO OBTAINED BY REUTERS)

Um carro foi explodido em Caracas e o ato deixou vítimas civis, disse o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em publicação na rede social X neste sábado (3). Além disso, o ataque dos Estados Unidos matou autoridades e militares, afirmou neste sábado a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez.

“Condenamos essa agressão brutal que tirou a vida de autoridades, militares e venezuelanos inocentes”, declarou Rodríguez.

Nenhuma vítima americana resultou da operação na Venezuela, informou neste sábado o jornal The New York Times, citando uma autoridade dos Estados Unidos. Segundo a reportagem, a autoridade se recusou a comentar sobre possíveis vítimas venezuelanas.



Ataques dos Estados Unidos contra o território venezuelano atingiram a capital, os estados de Miranda e Aragua, além de várias outras localidades do país, afirmou neste sábado o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López.

“Neste momento, a barbárie das forças invasoras profanou nossa terra sagrada em Fuerte Tiuna, em Caracas, nos estados de Miranda e Aragua, e em La Guaira”, disse López em um pronunciamento em vídeo publicado nas redes sociais.

Segundo o ministro, as autoridades venezuelanas estão investigando relatos de possíveis vítimas civis após os ataques dos Estados Unidos.

“As Forças Armadas Nacionais Bolivarianas informam à comunidade internacional que, nas primeiras horas de hoje, 3 de janeiro, o povo venezuelano se tornou alvo da mais criminosa agressão militar já perpetrada pelo governo dos Estados Unidos da América do Norte… Neste momento, estamos reunindo informações sobre os feridos e os mortos”, declarou.

López afirmou ainda que o ataque dos EUA contra a Venezuela é vil e covarde e ameaça a paz regional.

“Diante desse ataque vil e covarde, que coloca em risco a paz e a estabilidade da região, emitimos nossa mais enérgica condenação”, disse o ministro.

A Venezuela não cederá aos ataques dos Estados Unidos e sairá vitoriosa, acrescentou.

“Fomos atacados, mas não nos dobraremos… Juntos, soldados e povo, formaremos um muro inquebrantável de resistência. A vitória é nossa, porque a razão e a dignidade estão do nosso lado — venceremos”, afirmou.

Por fim, López pediu que a população evite o pânico e a anarquia.

“Não sucumbamos ao pânico que o inimigo busca semear. Evitemos o pânico e a anarquia — armas tão mortais quanto as próprias bombas”, concluiu.

Fonte: Brasil 247

Governo Lula faz reunião de emergência após ataques dos EUA contra a Venezuela

Reunião analisa efeitos diplomáticos do ataque estadunidense e do anúncio da captura de Nicolás Maduro feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump

         O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - 26/09/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião de emergência para a manhã deste sábado (3) com o objetivo de avaliar os desdobramentos políticos e diplomáticos do anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma operação militar na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro. O encontro, segundo a coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, está previsto para às 10h, no Palácio Itamaraty, em Brasília.

◉ Reunião de emergência no Itamaraty

A expectativa é de que o presidente Lula participe da reunião de forma remota. O chefe do Executivo brasileiro está em período de férias na base da Marinha, em Marambaia, no litoral do Rio de Janeiro. Ainda assim, assessores presidenciais já o informaram sobre o anúncio feito por Trump, o que levou à convocação imediata do encontro.

◉ Lula acompanha situação

O presidente brasileiro avalia a possibilidade de antecipar seu retorno a Brasília, em razão da gravidade do episódio e de seus possíveis reflexos na política externa brasileira. Até então, a previsão era de que Lula encerrasse o recesso e retomasse suas atividades presenciais apenas na segunda-feira (6).

◉ Avaliação dos impactos diplomáticos

A reunião no Itamaraty deve se concentrar na análise dos impactos regionais e diplomáticos da situação, especialmente no contexto das relações do Brasil com a Venezuela e com os Estados Unidos. O encontro reúne ministros e assessores estratégicos para acompanhar a evolução do cenário e discutir os próximos passos da diplomacia brasileira diante da crise na região.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Rússia defende soberania da Venezuela contra ingerência externa após ataque dos EUA

Chancelaria russa condena ações militares externas, defende diálogo político e apoia convocação do Conselho de Segurança da ONU

           Chanceler russo, Sergei Lavrov (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que a Venezuela deve ter assegurado o direito de decidir seu próprio futuro, sem interferência externa. Segundo a diplomacia russa, a América Latina precisa manter-se como uma zona de paz, princípio estabelecido desde 2014, e evitar iniciativas que provoquem instabilidade ou agravem tensões na região.

Segundo a Sputnik Brasil, Moscou expressou preocupação com ações militares externas dirigidas ao país sul-americano. Para o governo russo, esse tipo de iniciativa representa uma ameaça direta à soberania venezuelana e à estabilidade regional.

⊛ Rússia critica ações militares externas

No comunicado, a chancelaria russa avalia que atos de agressão armada promovidos por Washington contra a Venezuela são motivo de profunda preocupação e merecem condenação. Moscou considera que intervenções desse tipo violam princípios do direito internacional e contribuem para o aumento das tensões geopolíticas na América Latina.

A diplomacia russa sustenta que qualquer tentativa de interferência externa, especialmente de natureza militar, é destrutiva e compromete esforços voltados à paz e à estabilidade regional.

⊛ Apoio à soberania e à liderança venezuelana

A Rússia reafirmou solidariedade ao povo venezuelano e manifestou apoio à orientação de sua liderança, destacando o compromisso com a defesa da soberania do Estado. Moscou considera essencial respeitar as escolhas internas do país e garantir que decisões políticas sejam tomadas exclusivamente pelos próprios venezuelanos.

O governo russo também declarou que mantém contato permanente com as autoridades venezuelanas, reforçando a disposição de acompanhar a situação de forma diplomática e responsável.

⊛ Defesa do diálogo e do papel da ONU

Ainda segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, é fundamental evitar qualquer escalada adicional do conflito e buscar soluções por meio do diálogo. Moscou manifestou apoio à convocação do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir a situação na República Bolivariana.

Fonte: Brasil 247 com informações da Sputnik Brasil

Irã condena ataque dos EUA à Venezuela e fala em "grave violação da soberania"

Governo iraniano pede que Conselho de Segurança da ONU aja imediatamente diante da ofensiva militar estadunidense

Líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, discursa em evento para estudantes em Teerã, Irã - 03/11/2025 (Foto: Escritório do Líder Supremo do Irã)

 O governo do Irã condenou neste sábado (3) o ataque militar dos Estados Unidos realizado em território da Venezuela, classificando a ação como uma grave afronta à soberania nacional e à integridade territorial do país sul-americano. Segundo Teerã, a ofensiva representa uma ameaça direta ao direito internacional e amplia os riscos de instabilidade regional. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores iraniano, o ataque constitui uma “violação flagrante da soberania nacional e integridade territorial” da Venezuela, aliada política do Irã no cenário internacional. As informações são da CNN Brasil.

⊛ Teerã denuncia violação do direito internacional

Em nota oficial, a chancelaria iraniana afirmou que a ofensiva não pode ficar sem resposta da comunidade internacional. Para o governo do país, ações militares desse tipo enfraquecem normas fundamentais das relações entre Estados soberanos e ampliam tensões já existentes na região.

⊛ Pedido de ação imediata ao Conselho de Segurança

O Ministério das Relações Exteriores do Irã solicitou que o Conselho de Segurança das Nações Unidas “aja imediatamente para deter a agressão ilegal” e adote medidas para responsabilizar os responsáveis pelo ataque ao território venezuelano.

⊛ Escalada de tensão envolvendo os Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que autorizou ataques militares na Venezuela. Ele declarou ainda que Nicolás Maduro foi capturado e levado para fora do país. Nos últimos meses, a relação entre Washington e Caracas se deteriorou, com o deslocamento de um grande contingente militar norte-americano e ações contra embarcações no Caribe, elevando o nível de tensão na região.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Caixa bloqueia R$ 35 milhões da premiação do Corinthians na Copa do Brasil

     Jogadores do Corinthians durante premiação do título da Copa do Brasil. Foto: Pedro Kirilos/Estadão


A Caixa Econômica Federal bloqueou cerca de R$ 35 milhões da premiação do Corinthians pelo título da Copa do Brasil. O montante corresponde a aproximadamente metade do valor líquido que seria repassado pela CBF ao clube após a conquista. A retenção ocorreu com base em contratos firmados entre as partes.

A diretoria corintiana abriu diálogo com o presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira Fernandes, para tratar da liberação da quantia. O presidente Osmar Stábile participa diretamente das conversas e considera o dinheiro essencial para o fluxo financeiro do clube neste início de temporada.

O clube sustenta que o banco utilizou uma receita vinculada ao exercício seguinte para cobrir juros com vencimento posterior. A instituição financeira, por sua vez, afirma que o procedimento segue dispositivos contratuais de cessão fiduciária, que autorizam o uso de recebíveis como garantia de operações.

A dívida relacionada à construção da Neo Química Arena, superior a R$ 600 milhões, está no centro do impasse. Em renegociações anteriores, diferentes fontes de arrecadação foram oferecidas como garantia, incluindo bilheteria, receitas do estádio e outros créditos.

Neo Química Arena, estádio do Corinthians. Foto: Divulgação


A premiação da Copa do Brasil também integra esse conjunto de recebíveis passíveis de retenção. Com o bloqueio, o clube deixou de acessar valores previstos para quitação de compromissos imediatos e para cumprimento de obrigações assumidas com o elenco profissional.

Parte do dinheiro seria utilizada no pagamento de bônus a jogadores e funcionários pela conquista do torneio, enquanto outra parcela seria direcionada à redução de débitos e à tentativa de resolver o transfer ban imposto pela Fifa em razão de pendências com clubes do exterior.

Leia abaixo a nota do Duílio Monteiro Alves, ex-presidente do Corinthians, na íntegra:

Durante a minha gestão, celebramos um acordo muito saudável entre o Corinthians e a Caixa Econômica, que reduziu de R$ 3 bilhões para R$ 700 milhões uma contingência que o clube tinha a respeito da Neo Química Arena.

No nosso último ano de gestão, quitamos R$ 80 milhões referentes a esse acordo. Esse pagamento deveria continuar sendo priorizado nos anos seguintes à minha saída. Se alguma receita listada como garantia foi bloqueada, isso lamentavelmente significa que alguma parcela vencida está em aberto.

Sobre nossa gestão, cabe apenas mencionar que reduzi a dívida com a Caixa – que não foi contraída por mim – e que pagamos a primeira parcela, mostrando, em 2023, que o acordo era factível. Fizemos uma transição pacífica ao fim de 2023 com o presidente então eleito e tudo isso foi explicado.

A Neo Química Arena é um dos maiores orgulhos da Fiel e sempre será. Por isso, é preciso fiscalizar e combater a tática mesquinha de demonizar e descumprir os acordos que viabilizaram a quitação do nosso estádio, especialmente quando ela é empregada para justificar as irresponsabilidades administrativas que se seguiram, rasgando acordos como se não fossem positivos, além de piorar sensivelmente a saúde financeira de um clube que, de 2021 a 2023, apresentou três superávits.

Fonte: DCM