sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Bolsonaro recebe alta hospitalar e volta à PF em Brasília após Moraes negar domiciliar


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal, em novembro – Brenno Carvalho/Agência O Globo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira e voltou à sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.

A defesa havia pedido que Bolsonaro permanecesse no hospital até a análise definitiva de um pedido de prisão domiciliar humanitária, mas o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o requerimento.

Antes da saída do hospital, um carro com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou pelo local e ela acenou para um grupo de cerca de dez apoiadores. O grupo vestia roupas com a estampa da bandeira do Brasil e um manifestante estava com uma bandeira de Israel. Eles gritaram palavras de ordem com ofensas ao presidente Lula e pedidos para que Bolsonaro deixasse a prisão.

Bolsonaro havia sido internado na semana passada para cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral. Após crises de soluço, foi submetido a novos procedimentos. A defesa argumentou que o quadro clínico ainda exigiria acompanhamento médico contínuo para justificar a prisão domiciliar.

Moraes afirmou que a defesa não apresentou fatos novos que afastem os fundamentos da decisão anterior, que já havia negado a prisão domiciliar em 19 de dezembro. Segundo o ministro, não houve agravamento do estado de saúde, mas sim melhora dos desconfortos, conforme laudos dos próprios médicos de Bolsonaro.

“O quadro clínico é de melhora dos desconfortos que estava sentindo, após a realização das cirurgias eletivas”, escreveu Moraes ao rebater os argumentos da defesa.

Na decisão, o ministro ainda ressaltou que todas as prescrições médicas apontadas pelos advogados podem ser cumpridas na Superintendência da Polícia Federal, onde Bolsonaro cumpre pena.

Moraes destacou que seguem ausentes os requisitos legais para concessão de prisão domiciliar, citando “reiterados descumprimentos de medidas cautelares” e “atos concretos visando à fuga”, incluindo a destruição dolosa de tornozeleira eletrônica, como motivos para manter o regime fechado.

Na segunda-feira, Bolsonaro foi submetido a um bloqueio anestésico do nervo frênico no lado esquerdo. No sábado passado, o mesmo procedimento foi realizado no lado direito.

O bloqueio do nervo frênico é um procedimento anestésico usado em casos de soluços persistentes quando tratamentos com medicamentos não funcionam. O nervo frênico controla os movimentos do diafragma, músculo essencial para a respiração, e a contração involuntária do diafragma provoca o soluço.

No procedimento, anestesia localizada reduz temporariamente a condução dos impulsos nervosos ao diafragma para interromper as contrações involuntárias. O método não causa paralisia permanente nem afeta a respiração de forma definitiva.

Em casos como o de Bolsonaro, o tratamento é feito de forma bilateral, primeiro em um lado e depois no outro, para avaliar a resposta do organismo antes da conclusão do procedimento. O método é indicado apenas em situações específicas e após avaliação clínica detalhada, especialmente quando os soluços estão associados a alterações neurológicas ou gastrointestinais.

Fonte: DCM

Defesa chama prisão de Filipe Martins de 'perseguição política' e 'vingança'

Defesa critica ministro do STF Alexandre de Moraes e ausência do devido processo legal

      Filipe Martins (Foto: Arthur Max/MRE)

A prisão preventiva do ex-assessor internacional da Presidência Filipe Martins, decretada nesta sexta-feira (2) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, provocou reação de sua defesa. Martins, que cumpria prisão domiciliar desde o fim de dezembro, foi transferido para o presídio de Ponta Grossa, no Paraná, após decisão do magistrado.

O advogado Jeffrey Chiquini classificou a medida como uma ação de cunho político e acusou o STF de promover perseguição contra seu cliente, condenado a 21 anos de prisão no julgamento do chamado núcleo 2 da ação que apura a tentativa de golpe para manter Jair Bolsonaro no poder. As informações são do Metrópoles.

● Defesa reage à decisão do STF

Ao comentar a prisão, Chiquini afirmou que a decisão já era esperada e representa uma prática reiterada. “Fato é que hoje Alexandre de Moraes colocou em prática aquilo que ele deseja desde 2019. Felipe Martins é oficialmente um preso político, mais um perseguido por esse regime autoritário que se instalou no Brasil. Mas não vamos jogar a toalha, vamos continuar lutando, lutando por justiça e por liberdade”, declarou.

● Advogado fala em perseguição política

Segundo o advogado, a prisão preventiva não se sustenta juridicamente e teria como objetivo antecipar o cumprimento da pena. “Nada mais é do que uma medida de vingança e para antecipar o cumprimento da pena pela condenação, embora ainda caibam recursos da condenação”, afirmou.

Chiquini também comparou o caso de Martins a outras condenações relacionadas ao mesmo processo. “Foi assim com o Bolsonaro, foi assim com os demais condenados da farsa da trama golpista e hoje foi assim com Felipe Martins. O Brasil vê que não há devido processo legal aqui”, disse.

● Uso do LinkedIn motivou prisão preventiva

A decisão de Alexandre de Moraes foi tomada após o recebimento de uma denúncia, juntada aos autos em 29 de dezembro, que apontava o suposto uso da conta de Filipe Martins no LinkedIn para buscar perfis de outras pessoas. O ex-assessor estava proibido de utilizar redes sociais e a defesa teve 24 horas para se manifestar sobre o caso. Na terça-feira (30), o ministro já havia advertido que a explicação sobre o uso da plataforma deveria ser apresentada sob pena de decretação de prisão preventiva.

● Medidas cautelares impostas a Filipe Martins

Além da prisão domiciliar, Martins estava submetido a uma série de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega do passaporte, a suspensão do porte de armas, a restrição de visitas apenas a advogados e a proibição do uso de redes sociais.

Para a defesa, a prisão não se deu por atos concretos. “Hoje, essa prisão do Felipe Martins não foi por algo que ele fez, mas, sim, por quem ele é. Felipe Martins, hoje, no segundo dia do ano, 2 de janeiro de 2026, foi preso por ser Felipe Martins, porque a ordem de prisão não tem motivo”, afirmou Chiquini.

O advogado informou que irá se reunir com os demais integrantes da defesa para definir os próximos passos do caso e adiantou que pretende recorrer da decisão junto ao próprio ministro Alexandre de Moraes.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Bolsonaro acerta quadra na Mega da Virada em bolão com o irmão

Aposta teve o número 13 e foi realizada pelo irmão do ex-presidente, Renato Bolsonaro, e incluiu também um assessor

      Jair e Renato Bolsonaro (Foto: Reproduçã0/Facebook)


No mesmo dia em que recebeu alta hospitalar após mais de uma semana internado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ganhou a quadra da Mega da Virada de 2026 em um bolão feito com o irmão, Renato Bolsonaro, e um assessor. A aposta premiada foi registrada na quinta-feira (1º.jan.2026), data do sorteio especial de fim de ano.

A informação foi publicada pelo site Poder360 e detalha que, ao deixar o hospital, Bolsonaro retornou à cela da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. A aposta conjunta chamou atenção nas redes sociais após Renato divulgar a cartela com os números escolhidos pelo grupo.

Segundo a publicação, o jogo continha as dezenas 06, 13, 21, 22, 32 e 59. Desses números, o bolão acertou quatro: 13, 21, 32 e 59. Um dos acertos foi o 13, número tradicionalmente associado ao PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O valor gasto na aposta foi de R$ 18, conforme aparece na imagem compartilhada por Renato.

Na postagem, Renato Bolsonaro celebrou o resultado. “Começamos o ano de 2026 com sorte! Acertamos a quadra em um bolão da mega da virada. Esse bolão eu fiz junto com Mosart e Jair Bolsonaro”, escreveu. Ao Poder360, ele informou que o prêmio total foi de R$ 216, a ser dividido igualmente entre os três participantes, resultando em R$ 72 para cada um.

Renato também afirmou que as apostas em grupo fazem parte da rotina da família. “Todo ano a gente joga. Fazemos sempre bolão eu, meu irmão, o Mozart e um cunhado meu. Eu que organizo sempre o bolão. Ano passado a gente jogou e também ganhamos a quadra. Dessa vez não saiu o 22, mas em 2026 pode anotar que o 22 vai ganhar”, declarou.

De acordo com as regras da Caixa Econômica Federal, responsável pelas loterias no Brasil, prêmios de até R$ 2.259,20 podem ser retirados em casas lotéricas credenciadas ou em agências da Caixa. Valores superiores a esse limite devem ser sacados exclusivamente nas agências do banco, mediante apresentação de documento oficial com foto e comprovante da aposta. Em apostas do tipo bolão, a divisão do prêmio ocorre automaticamente conforme o registro feito no volante.

Fonte: Brasil 247

PF determina retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo

Ato no Diário Oficial da União prevê medidas administrativas em caso de ausência injustificada; ex-parlamentar reside atualmente nos EUA

     Eduardo Bolsonaro - 14/08/2025 (Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak)


A Polícia Federal determinou o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro (PL) ao cargo que ocupa na corporação, após a declaração da perda de seu mandato na Câmara dos Deputados. A medida tem como objetivo a regularização formal de sua situação funcional e prevê a adoção de providências administrativas caso haja ausência injustificada.

A decisão, segundo a CNN Brasil, consta de ato declaratório publicado nesta sexta-feira (2) no Diário Oficial da União (DOU). No documento, a Polícia Federal estabelece o “retorno imediato para fins exclusivamente declaratórios e de regularização da situação formal”, alertando que o não cumprimento poderá resultar em “providências administrativas e disciplinares cabíveis”.

◈ Decisão da PF é publicada no Diário Oficial

O ato oficial destaca que a reapresentação é necessária para ajustar a situação funcional de Eduardo Bolsonaro, que estava afastado das atividades na corporação enquanto exercia o mandato parlamentar. A publicação no Diário Oficial formaliza a exigência e define os parâmetros administrativos a serem seguidos.

◈ Histórico funcional de Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal em 2010, no cargo de escrivão. Durante o período em que atuou como deputado federal, permaneceu afastado das funções policiais, conforme previsto na legislação que rege a acumulação de cargos públicos e mandatos eletivos.

Desde março do ano passado, ele está nos Estados Unidos, após se licenciar do mandato na Câmara dos Deputados. O afastamento prolongado foi um dos elementos que antecederam a decisão sobre sua situação parlamentar.

◈ Perda de mandato e exigência de retorno

Em dezembro, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato de Eduardo Bolsonaro. A justificativa apresentada foi o número suficiente de ausências não justificadas às sessões da Casa, o que levou ao encerramento formal de seu vínculo parlamentar.

Com a perda do mandato, a Polícia Federal passou a exigir o retorno imediato do servidor à corporação, exclusivamente para fins administrativos e de regularização funcional, conforme estabelecido no ato publicado no Diário Oficial da União.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

VÍDEO: Zezé Di Camargo usa playback em show de R$ 1 milhão no Pará e revolta fãs


       Zezé Di Camargo durante show em Marabá. Foto: reprodução

O show de réveillon com o bolsonarista Zezé Di Camargo, contratado por cerca de R$ 1 milhão com recursos provenientes de convênio com o governo federal, terminou marcado por forte reação negativa do público em Marabá, no sudeste do Pará. Desde os primeiros minutos da apresentação, pessoas que acompanhavam o espetáculo passaram a relatar que o cantor estaria dublando todas as músicas mais antigas de seu repertório, utilizando gravações de voz prévia em vez de execução ao vivo.

Segundo os relatos, a voz ouvida durante as canções não correspondia a uma performance em tempo real. O único som identificado como ao vivo ocorria quando o artista falava entre uma música e outra, ou em breves respirações e pausas entre frases cantadas. Para quem estava presente, tratou-se de um playback vocal do próprio cantor, o que gerou indignação imediata entre parte do público.


A repercussão negativa se intensificou quando a transmissão ao vivo feita pela Prefeitura de Marabá foi retirada do ar antes mesmo do término da primeira música. No entanto, uma outra transmissão foi iniciada quando o bolsonarista já encaminhava as últimas músicas.

Nos comentários da transmissão interrompida, internautas passaram a sugerir que a retirada do sinal teria ocorrido porque, no ambiente digital, a dublagem se tornava ainda mais perceptível. Após a queda da live, as críticas se intensificaram, reforçando a percepção de que o espetáculo não entregou o que havia sido prometido ao público.


À medida que a apresentação avançava, a insatisfação passou a se manifestar de forma aberta. Pessoas no local passaram a classificar o show como “pura enganação” e “farsa”, expressões que também se multiplicaram nas redes sociais.

Comentários com críticas diretas ao formato da apresentação ganharam volume conforme a dublagem se tornava mais evidente para quem assistia.

A estimativa de público foi de cerca de 10 mil pessoas, número considerado abaixo do esperado pela própria prefeitura para a principal atração da virada do ano. Participantes apontaram que a frustração com o show contribuiu para a dispersão e para a percepção de baixa adesão ao evento, que havia sido divulgado como um dos maiores réveillons da região.

Veja alguns comentários:

Fonte: DCM

Prisão de Filipe Martins ocorre após e-mail ao gabinete de Moraes

Mensagem questionou suposto uso de redes por ex-assessor de Bolsonaro e levou ministro do STF a concluir que houve descumprimento de medida cautelar

      Filipe Martins (Foto: Artur Max/MRE)

A prisão preventiva do ex-assessor presidencial Filipe Martins foi decretada após o envio de um e-mail ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no qual se questionava o eventual uso de redes sociais por parte do aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo informações da CNN. A mensagem deu origem à apuração que resultou na decisão judicial tomada nesta sexta-feira (2).

Segundo a decisão do STF, o e-mail encaminhado ao gabinete de Moraes trazia uma lista de perfis em redes sociais, entre eles o de Filipe Martins, condenado no processo que apura a existência de um plano golpista. O autor da mensagem perguntou se o ex-assessor não estaria impedido de acessar as plataformas digitais, já que contra ele havia sido imposta medida cautelar que restringia esse tipo de atividade.

A partir desse questionamento, o ministro avaliou que houve descumprimento das determinações judiciais. A defesa de Martins, no entanto, sustenta que ele não acessou pessoalmente as redes sociais, uma vez que estaria ciente das restrições impostas pela Suprema Corte. Os advogados argumentam que o eventual acesso teria sido realizado por integrantes da equipe do ex-assessor, e não por ele diretamente.

Apesar da justificativa apresentada, Moraes considerou que a própria manifestação da defesa confirmou a utilização das redes sociais, ainda que sob a alegação de fins relacionados à estratégia jurídica. Para o ministro, tal argumento não afasta a violação da medida cautelar estabelecida anteriormente.

Na decisão que fundamentou a prisão preventiva, Moraes foi categórico ao afirmar: “Efetivamente, não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social, não havendo qualquer pertinência da alegação defensiva no sentido de que as redes sociais foram utilizadas para ‘preservar, organizar e auditar elementos informativos pretéritos relevantes ao exercício da ampla defesa’.”

O ministro também destacou o que classificou como uma postura de afronta às determinações judiciais e às instituições democráticas. Segundo ele, o comportamento atribuído ao ex-assessor reforça a gravidade do descumprimento das regras impostas pelo Supremo.

Em outro trecho da decisão, Moraes afirma: “O acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas, em virtude de que, ao fazer uso das redes sociais, ofende as medidas cautelares aplicadas, assim como, todo o ordenamento jurídico.”

Com base nesse entendimento, Filipe Martins teve a prisão preventiva decretada e foi encaminhado para uma prisão pública na cidade de Ponta Grossa, no Paraná. A decisão reforça a posição do STF de rigor no cumprimento das medidas cautelares impostas a investigados e condenados em processos relacionados a ataques ao Estado democrático de direito.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Quase metade dos ministros deve deixar governo para disputar eleições, e Lula aposta em “números 2” para manter entregas

Trocas previstas a partir de abril devem atingir até 22 pastas; estratégia prioriza secretários-executivos para evitar paralisia

     Lula durante reunião ministerial (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caminha para uma das maiores reformulações ministeriais do atual mandato a partir de abril, quando ministros que pretendem concorrer nas eleições de 2026 precisarão se desincompatibilizar dos cargos. A estratégia definida no Palácio do Planalto é manter a máquina funcionando sem interrupções, promovendo majoritariamente os secretários-executivos — os chamados “números 2” das pastas — que, em geral, têm perfil mais técnico do que político. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo.

A expectativa é de que quase metade da Esplanada passe por mudanças. A medida, segundo a articulação do Planalto, busca impedir que o governo perca ritmo em obras, programas e entregas, num período em que Lula pretende elevar sua popularidade para disputar a reeleição.

Em conversa com jornalistas em meados de dezembro, Lula reconheceu que a saída de auxiliares será ampla e indicou que não pretende barrar a decisão de ninguém:

“Eu sei que tem uma enxurrada de ministros que vai sair, acho que pelo menos 18. Não vou impedir ninguém de sair, vou apenas torcer”, disse o presidente.

Segundo o desenho discutido internamente, o número de desligamentos pode chegar a 22 ministros, com Lula também sinalizando que pretende conversar pessoalmente com os auxiliares que devem deixar seus postos nos próximos meses.

☉ Haddad e Lewandowski puxam a fila — mas sem candidatura confirmada

Dois nomes aparecem como os primeiros a deixar o governo: Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça. Nenhum dos dois, segundo o relato, pretende disputar eleição, mas ambos comunicaram a intenção de saída.

Haddad disse que já conversou com Lula sobre o tema e, dias depois, indicou que pode se despedir do cargo ainda em fevereiro. Seu plano seria colaborar com a campanha de reeleição do presidente, embora Lula já tenha afirmado publicamente que gostaria de vê-lo candidato em São Paulo — opção defendida por setores do PT, que o pressionam a disputar o governo estadual ou o Senado.

No Ministério da Fazenda, Haddad trabalha para que o comando fique com seu secretário-executivo, Dario Durigan, garantindo continuidade da política econômica.

Já Lewandowski comunicou a Lula em 23 de dezembro que considera sua missão cumprida e quer uma rotina mais tranquila perto da família. Diferentemente da Fazenda, a sucessão na Justiça permanece indefinida.

☉ Alckmin pode sair do MDIC e abrir espaço para Márcio Elias Rosa

Outro movimento relevante envolve o vice-presidente Geraldo Alckmin, que ocupa também o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Ele teria de deixar o cargo caso dispute eleição em São Paulo — hipótese defendida por parte do PT — ou se for novamente o parceiro de chapa de Lula na campanha presidencial.

Nesse cenário, o secretário-executivo Márcio Elias Rosa, ex-procurador-geral do Ministério Público de São Paulo, aparece como possível substituto.

☉ Mudanças no Planalto: Casa Civil, SRI e comunicação no radar

Entre as pastas instaladas no Palácio do Planalto, a reforma deve alcançar Casa Civil e Secretaria de Relações Institucionais (SRI). O ministro Rui Costa pode sair em abril para concorrer ao Senado pela Bahia, e a tendência é que o posto fique com a secretária-executiva Miriam Belchior, ex-ministra do Planejamento no governo Dilma Rousseff.

Na SRI, Gleisi Hoffmann deve tentar novo mandato pelo Paraná. O substituto ainda não está definido, mas uma das possibilidades apontadas é a promoção do secretário-executivo, o diplomata Marcelo Costa.

Há ainda a hipótese de saída de Sidônio Palmeira, ministro da Comunicação Social, caso ele assuma a coordenação do marketing da campanha de Lula à reeleição.

☉ Lista de ministros que podem deixar o governo até abril

Fora do Planalto, o conjunto de saídas pode ser amplo e envolver ministérios centrais. Entre os nomes citados como prováveis ou possíveis candidatos estão:

  •  Marina Silva (Meio Ambiente)
  •  Simone Tebet (Planejamento)
  •  Jader Filho (Cidades)
  •  Waldez Goés (Integração Nacional)
  •  Renan Filho (Transportes)
  •  Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos)
  •  Wolney Queiroz (Previdência)
  •  Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário)
  •  André Fufuca (Esporte)
  •  André de Paula (Pesca)
  •  Macaé Evaristo (Direitos Humanos)
  •  Sonia Guajajara (Povos Indígenas)
  •  Anielle Franco (Igualdade Racial)

Desses, Renan Filho, do MDB, é apontado como o único com perspectiva de disputar um governo estadual: ele pretende voltar ao comando de Alagoas, que governou entre 2015 e 2022.

Outros ministros são mencionados como potenciais candidatos ao Senado, enquanto parte do grupo teria projetos de candidatura à Câmara.

☉ Marina e Tebet: decisões ainda dependem de Lula

Entre os nomes citados, dois casos se destacam por dependerem diretamente das decisões do presidente: Marina Silva e Simone Tebet.

No caso de Marina, a discussão envolve a possibilidade de candidatura ao Senado por São Paulo. Se a estratégia não avançar, ela pode tentar renovar o mandato de deputada, com a ressalva de que talvez precise mudar de partido, diante de conflitos internos na Rede Sustentabilidade. Para substituí-la no Meio Ambiente, o nome mais forte é o do secretário-executivo João Paulo Capobianco, que tem trajetória consolidada na área ambiental e dentro da própria pasta.

Já Tebet avalia disputar o Senado pelo Mato Grosso do Sul — seu estado de origem — ou por São Paulo. A decisão deve ser tomada no primeiro semestre. A expectativa é que seu secretário-executivo, Gustavo Guimarães, com ampla experiência na área econômica, assuma o comando do Planejamento.

☉ Infraestrutura deve seguir a “solução caseira”

A lógica de promover os “números 2” aparece com mais força nos ministérios de infraestrutura, para evitar atrasos e descontinuidade em obras.

Em Transportes, o nome citado como provável sucessor é George Santoro, ex-secretário da Fazenda de Alagoas. Em Portos e Aeroportos, a tendência é a promoção de Tomé Franca, com passagem por cargos estaduais em Pernambuco.

A avaliação no Planalto é que, em áreas com cronogramas sensíveis, trocas políticas com nomes externos poderiam gerar um período de adaptação e reduzir a capacidade de execução.

☉ Outras saídas possíveis: França, Silveira e Camilo Santana

Além do grupo principal, também são mencionadas saídas adicionais até abril, como: 

● Márcio França (Empreendedorismo e Pequena Empresa), que sonha com uma candidatura em São Paulo
●Alexandre Silveira (Minas e Energia), citado como possível postulante ao Senado por Minas Gerais
● Camilo Santana (Educação), que pode deixar o MEC para tentar voltar ao governo do Ceará, diante da ameaça representada pela pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) no cenário estadual

No caso do Ceará, Camilo é visto como um nome mais competitivo do que o atual governador Elmano de Freitas, aliado do presidente.

☉ Troca recente no Turismo sinaliza novo método de recomposição política

Antes do fim do ano, Lula já promoveu uma mudança relevante: o Ministério do Turismo passou por troca após a saída de Celso Sabino, substituído por Gustavo Feliciano, indicado por uma parcela da bancada do União Brasil e aliado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Sabino, segundo o relato, foi expulso do União Brasil por não respeitar a decisão da legenda de deixar o governo e agora procura uma sigla para se candidatar ao Senado pelo Maranhão.

☉ Estratégia eleitoral e continuidade administrativa

A reconfiguração planejada por Lula combina cálculo eleitoral com continuidade administrativa. Ao apostar em secretários-executivos, o Planalto tenta garantir que as entregas continuem sem sobressaltos num período decisivo, em que o governo busca reduzir ruídos, manter obras em andamento e apresentar resultados concretos.

Ao mesmo tempo, o movimento abre espaço para reposicionamentos partidários e rearranjos internos — tanto nas alianças quanto nas disputas regionais — que devem marcar o início de 2026 como um dos momentos mais sensíveis do mandato, com o governo já operando sob lógica de campanha.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Ex-assessor de Bolsonaro, Filipe Martins é preso pela PF após ordem de Moraes

Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro. Foto: reprodução

O ex-assessor presidencial Filipe Martins foi preso na manhã desta sexta-feira (2) em sua residência, em Ponta Grossa (PR), após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Agentes da Polícia Federal cumpriram o mandado de prisão preventiva e conduziram Martins para um presídio da cidade. Ele estava em prisão domiciliar desde o último sábado (27).

A prisão preventiva foi decretada após o ministro apontar o descumprimento de medidas cautelares impostas ao ex-assessor, especialmente a proibição de uso de redes sociais.

Segundo a decisão, Martins teria realizado uma pesquisa na plataforma LinkedIn, o que configuraria violação direta da ordem judicial. Diante do episódio, Moraes concluiu pela necessidade de substituição da prisão domiciliar pela custódia preventiva.

Martins foi condenado por participação na trama golpista investigada pelo STF, sob a acusação de colaborar com a chamada minuta do golpe. Ele nega as acusações. Apesar da condenação, a pena definitiva ainda não começou a ser cumprida porque os recursos apresentados pela defesa não foram esgotados.

No julgamento mais recente, realizado em 16 de dezembro de 2025, a Primeira Turma do STF fixou pena de 21 anos de prisão, além de impor medidas cautelares rigorosas.

Na última segunda-feira (29), Moraes havia determinado que a defesa de Martins se manifestasse em até 24 horas sobre a possível violação das cautelares. No despacho, o ministro registrou que foi anexado aos autos um relato indicando que o ex-assessor estaria utilizando sua conta no LinkedIn para realizar buscas sobre perfis de terceiros. A ausência de justificativa considerada plausível levou à decretação da prisão preventiva, com base no artigo 312, §1º, do Código de Processo Penal.

Em 2021, Filipe Martins fazendo gesto de supremacia branca. Foto: reprodução

A decisão contra Martins ocorre em meio a um conjunto de medidas adotadas pelo STF para evitar novas fugas de investigados e condenados por envolvimento em tentativas de golpe de Estado.

Na sexta-feira (26), Moraes determinou a prisão preventiva de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, após ele romper a tornozeleira eletrônica e tentar fugir para o Paraguai. Vasques foi detido pelas autoridades paraguaias quando tentava embarcar para El Salvador e acabou entregue à Polícia Federal na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu.

Em sua fundamentação, Moraes citou o histórico recente de descumprimentos e fugas para justificar o endurecimento das medidas. O ministro destacou o “fundado receio” de que integrantes do grupo investigado voltem a tentar sair do país para evitar o cumprimento das penas. Segundo ele, a organização criminosa demonstrou capacidade de planejar e executar fugas internacionais, com apoio dentro e fora do Brasil.

Entre os dias 27 e 29 de dezembro, a Polícia Federal cumpriu dez mandados de prisão domiciliar em diferentes estados, com apoio do Exército Brasileiro em algumas regiões.

As ações atingiram alvos no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal. O objetivo, segundo o STF, foi impedir novas evasões e garantir a efetividade das decisões judiciais relacionadas à repressão das tentativas de subversão institucional.

Fonte: DCM

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

VÍDEO – Turista argentino é agredido por funcionários de quiosque em Balneário Camboriú


Turista argentino é agredido por funcionários de quiosque em Balneário Camboriú. Foto: Reprodução

Uma confusão envolvendo ambulantes em um quiosque terminou com agressões a um turista em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. Vídeos registrados na terça (30) passaram a circular nas redes sociais e mostram cenas de violência semelhantes às ocorridas dias antes em Porto de Galinhas.

Nas imagens, ao menos três ambulantes, identificados por camisetas laranja, aparecem agredindo um homem com golpes de vassoura e tapas. Em outro momento, um quarto indivíduo entra na cena e atinge a vítima com uma voadora, enquanto outras pessoas observam a confusão.

De acordo com informações divulgadas por veículos de imprensa locais, o homem agredido é um turista argentino. Ele disse ter recebido uma cobrança de R$ 150 em um quiosque, valor que considerou indevido. A responsável pelo estabelecimento negou a acusação.

Após a divergência sobre a cobrança, um grupo de pessoas, incluindo a proprietária do quiosque, teria confrontado o turista, o que agravou a situação. Até o momento, não há confirmação oficial sobre providências adotadas por órgãos de segurança ou pela prefeitura.

Fonte: DCM

PT avança em mapa eleitoral para governos estaduais em 2026

Partido avalia alianças e evita conflitos regionais. Presidente Lula deverá discutir nomes após o Carnaval

      Lula (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O PT iniciou a construção de um diagnóstico detalhado dos cenários eleitorais para a disputa pelos governos estaduais em 2026. A estratégia envolve desde os maiores colégios eleitorais do país até estados considerados politicamente sensíveis, nos quais a definição de candidaturas passa por negociações complexas e acordos delicados. Segundo a coluna da jornalista Victoria Abel, do SBT News, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende debater pessoalmente os principais nomes e alianças apenas após o Carnaval, quando a direção partidária espera ter um quadro mais consolidado das articulações regionais.

● Maranhão concentra tensão política e negociações

No Maranhão, o cenário é considerado um dos mais delicados para o PT. O partido abriu diálogo com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), após reavaliar sua posição em relação à candidatura do deputado federal Duarte Jr. (PSB), aliado do governador Carlos Brandão (sem partido). A mudança reflete o desgaste político entre o PT e Brandão, agravado por conflitos envolvendo acordos institucionais e disputas internas no estado.

As divergências se intensificaram durante a eleição para a presidência da Assembleia Legislativa maranhense. Havia um entendimento para a recondução de Othelino Neto (PCdoB), alinhado ao então governador Flávio Dino. No entanto, Brandão optou por apoiar Iracema Vale (PSB), que venceu a disputa e, posteriormente, viabilizou a nomeação de Daniel Brandão, irmão do governador, como conselheiro vitalício do Tribunal de Contas do Estado. Um dirigente do PT que acompanha as articulações no Maranhão resumiu a avaliação interna da legenda: “Brandão quer um terceiro mandato. Na prática, é isso”.

● São Paulo, Minas e Rio no radar do partido

Em São Paulo, o PT mantém a intenção de insistir no nome do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como candidato ao governo estadual. Apesar das declarações públicas de Haddad indicando resistência a uma nova disputa, a direção do partido avalia que ele segue sendo o principal nome da esquerda com capacidade de protagonizar a eleição no maior estado do país. A possibilidade de uma candidatura de Geraldo Alckmin (PSB) chegou a ser considerada, mas o partido defende sua permanência na vice-presidência da República.

Em Minas Gerais, o cenário permanece indefinido. Lula tem demonstrado preferência pelo nome do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), mas ainda não há sinalização concreta de que o senador esteja disposto a assumir uma pré-candidatura ao governo estadual.

No Rio de Janeiro, a estratégia já está definida. O PT decidiu apoiar a candidatura do prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), abrindo mão de lançar um nome próprio na disputa pelo governo fluminense.

● Alianças regionais ganham prioridade no Sul

No Paraná, a legenda também optou por não apresentar candidatura própria. A estratégia é construir uma aliança que fortaleça o palanque nacional do partido no Sul do país. Nesse contexto, o PT deve apoiar um nome do PDT, com o deputado estadual Requião Filho despontando como principal escolha para a disputa.

Fonte: Brasil 247 com informações do SBT News

CGU recomenda demissão de agentes por suposta atuação política na Abin

Processos atingem ao menos 14 servidores por episódios atribuídos à chamada Abin paralela nas gestões de Alexandre Ramagem e Victor Carneiro

        Alexandre Ramagem (Foto: Fellipe Sampaio/STF)

A Controladoria-Geral da União (CGU) abriu processos administrativos disciplinares (PADs) e recomendou a demissão de ao menos 14 oficiais de inteligência e policiais federais suspeitos de envolvimento no caso conhecido como “Abin paralela”. As apurações atingem inclusive agentes que não foram indiciados pela Polícia Federal (PF), mas que, segundo a CGU, teriam participado de episódios irregulares no âmbito da Agência Brasileira de Inteligência.

As informações foram reveladas pela Folha de S.Paulo, que teve acesso a trechos dos processos instaurados pela controladoria. De acordo com a CGU, os pedidos de demissão se baseiam em diferentes episódios atribuídos à atuação da Abin durante a gestão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) e de seu sucessor, Victor Carneiro, à frente da agência no governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Um dos casos citados nos processos envolve a jornalista e pesquisadora Luiza Alves Bandeira, integrante do DFRLab (Digital Forensic Research Lab), ligado ao Atlantic Council, organização internacional sem fins lucrativos. Durante o governo Bolsonaro, Bandeira realizou um mapeamento de páginas, perfis e grupos em redes sociais que difundiam ataques e desinformação.

Segundo trecho do processo ao qual o Painel, coluna da Folha, teve acesso, a CGU concluiu que a atuação da Abin em relação à jornalista “foi clandestino, pois fora motivado por questões políticas de interesse do então governo, em detrimento da finalidade pública”. A controladoria sustenta que houve desvio de finalidade nas ações da agência.

Ainda conforme o documento, a CGU afirma que “o uso do First Mile [software de monitoramento de números celulares] ocorreu dentro desse contexto e, portanto, tratou-se de utilização indevida da ferramenta”. A menção ao sistema reforça a avaliação de que recursos de inteligência teriam sido empregados sem respaldo legal ou institucional.

A partir do mapeamento produzido pelo DFRLab, o Facebook e o Instagram removeram, em 2020, 88 contas que atuavam de forma coordenada. Segundo investigações, esses perfis estavam ligados ao chamado “gabinete do ódio” da Presidência da República e a funcionários associados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao então deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

O inquérito da Polícia Federal sobre a Abin paralela aponta que, após a remoção das contas, houve um pedido explícito de Frank Oliveira, ex-diretor-adjunto da Abin, e de Marcelo Bormevet, policial federal e ex-coordenador-geral do Centro de Inteligência Nacional (CIN), para “futucar” e “explodir” a jornalista, conforme registrado nos autos da investigação.

Os servidores públicos alvo dos PADs foram notificados pela CGU em 19 de dezembro para apresentação de defesa, com prazo inicial de dez dias, posteriormente prorrogado por mais 15. Como a comissão do processo foi instituída em 14 de novembro, Alexandre Ramagem também é citado nos procedimentos; atualmente foragido da Justiça, ele foi demitido da Polícia Federal em 3 de dezembro após condenação por tentativa de golpe de Estado.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo