sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Silvinei Vasques tentou fugir do Brasil levando seu cachorro; entenda


    O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques e seu cachorro. Foto: Divulgação

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso na madrugada desta sexta-feira (26), no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, quando tentava deixar o Brasil com um passaporte falso.

Segundo a Polícia Federal (PF), ele estava acompanhado de seu cachorro e materiais destinados ao transporte do animal, como ração e tapetes higiênicos. A prisão de Vasques foi resultado de uma investigação que revelou que, antes de tentar embarcar, ele usou um carro alugado para transportar diversos objetos, incluindo potes de comida e acessórios para seu animal.

Imagens de câmeras de segurança mostram ele carregando o veículo com esses itens por volta das 19h de quarta-feira (25), véspera de Natal. Além disso, ele foi visto com o cachorro, que aparentava ser da raça pitbull, minutos antes de partir.

Silvinei, que cumpria medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o país, teve o monitoramento interrompido no dia 25 de dezembro. A PF foi alertada quando o sinal da tornozeleira falhou, levantando suspeitas sobre sua fuga.

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. Foto: Divulgação
A busca intensificada revelou que o ex-diretor estava ausente de sua residência em São José (SC), e a garagem estava vazia. O plano de fuga de Vasques envolvia um voo com escala no Panamá, com destino final em El Salvador.

A investigação indicou que ele tentaria alterar a foto do passaporte para enganar as autoridades de imigração. No entanto, a adidância da PF brasileira já havia sido informada, o que possibilitou a prisão no Paraguai antes de ele conseguir embarcar.

Condenado pelo STF em 16 de dezembro de 2025 por sua participação na “minuta do golpe”, Silvinei Vasques é um dos envolvidos na tentativa de impedir a posse de Lula em 2022. O ex-diretor da PRF foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão, e a defesa ainda pode recorrer da decisão.

A prisão de Vasques em Assunção ocorreu após esforços das autoridades brasileiras, que estavam em contato com a diplomacia local para viabilizar sua extradição. Ainda não se sabe qual será o destino do cachorro dele, que também foi apreendido durante a operação policial.

Fonte: DCM

Relatório da OEA ignora bolsonaristas e defende instituições democráticas


       Pedro Vaca Villareal, Luís Roberto Barroso, e Alexandre de Moraes. Foto: Divulgação

Nesta sexta-feira (26), a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA), divulgou um relatório especial sobre a liberdade de expressão no Brasil. O documento foi produzido a partir de uma visita ao país em fevereiro, realizada por uma delegação chefiada pelo relator especial para a liberdade de expressão da CIDH, Pedro Vaca Villareal.

O relatório se baseia em entrevistas com autoridades e figuras-chave, incluindo o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, e o ministro Alexandre de Moraes, além de reuniões com parlamentares bolsonaristas.

O relatório da CIDH refutou as alegações feitas por setores do bolsonarismo, que tentaram convencer o relator da existência de supostas violações dos direitos humanos e da liberdade de expressão promovidas pelo STF, especialmente por parte de Moraes.

Apesar das acusações, o documento concluiu que o Brasil mantém “instituições democráticas fortes e eficazes”. O relator ressaltou que o país tem realizado “eleições livres e justas”, com uma separação clara de poderes, o que assegura a proteção dos direitos humanos.

Além disso, o relatório afirmou que o Brasil possui um sistema judiciário autônomo e um funcionamento eficiente dos mecanismos de freios e contrapesos. Essas características, segundo a CIDH, permitem ao país “continuar defendendo o exercício da liberdade de expressão”.

Reunião do CIDH. Foto: Divulgação

Vaca Villareal ainda destacou o papel crucial da defesa da democracia no Brasil como um componente essencial para garantir a plena execução do direito à liberdade de expressão, em um contexto de estabilidade democrática.

Em um trecho específico sobre o bolsonarismo, o relator criticou duramente aqueles que acusam o Estado de censura, apontando que “alguns dos atores que mais acusam o Estado de censura tentam restringir a livre divulgação das ideias de seus oponentes, chegando a pedir ao Estado que o faça”.

Esse ponto foi um dos mais incisivos do relatório, destacando a contradição entre as acusações de censura e as tentativas de silenciar a oposição. O relatório também fez uma análise crítica do papel do STF, reconhecendo sua importância nas investigações sobre ataques às instituições democráticas.

No entanto, Vaca Villareal expressou preocupações sobre a “concentração de poder” no tribunal, alertando para o risco de decisões excepcionais se tornarem precedentes que poderiam ser usados para justificar regimes autoritários no futuro. “Embora a defesa da democracia deva fundamentar a ação do Estado, há o risco de transformar uma solução temporária, destinada a ser excepcional, em um problema duradouro”, afirmou o relator.

Entre as principais recomendações da CIDH, destacam-se medidas para limitar o sigilo de investigações a casos excepcionais e a necessidade de evitar restrições à liberdade de expressão baseadas em “conceitos vagos”. O relator também sugeriu que restrições a este direito sejam aplicadas somente após decisões finais sobre o mérito dos processos e que a categoria “atos antidemocráticos” não seja usada para cercear discursos críticos às autoridades.

Fonte: DCM

Silvinei foi preso com carta sobre câncer no cérebro e remédio para HIV


        Silvinei Vasques na Direção Nacional de Migração do Paraguai. Foto: Reprodução

Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) preso no Paraguai nesta sexta (26), carregava uma carta que alegava estar indo para El Salvador para tratamento médico de câncer. Ele foi detido no Aeroporto Internacional de Silvio Pettirossi, em Assunção, com um passaporte falso.

A carta que Silvinei levava consigo detalhava sua alegada condição médica, com o diagnóstico de Glioblastoma Multiforme – Grau IV, um câncer no cérebro. No documento, o bolsonarista informava que não podia se comunicar verbalmente e que passou por tratamento em Foz do Iguaçu (PR).

“Tenho diagnóstico de Glioblastoma Multiforme – Grau IV, câncer localizado na cabeça (cérebro), doença oncológica de prognóstico grave, motivo pelo qual não posso me comunicar verbalmente nem compreender instruções orais. Por esse motivo, não posso responder a perguntas de forma falada. Se necessário, a comunicação pode ser realizada por escrito”, diz o texto.

Ele também mencionava ter passado por radioterapia e quimioterapia, mas afirmou que os tratamentos causaram lesões no crânio. O nome do médico citado no documento não corresponde ao número de registro no Conselho Regional de Medicina.

Apesar das condições citadas na carta, ele dizia estar “lúcido, consciente e em condições clínicas adequadas” para a viagem. O documento também citava o uso de remédios para controle de colesterol, hipertensão, depressão, insônia e até mesmo para HIV.

Veja o documento:

Carta apreendida com Silvinei Vasques cita câncer no cérebro e uma série de medicamentos. Foto: Reprodução
O ex-diretor da PRF foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão pelo envolvimento na trama golpista. Durante as eleições, ele deu ordens à PRF para dificultar o trânsito de eleitores favoráveis ao então candidato Lula, utilizando a máquina pública para sustentar o projeto golpista, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Sua prisão preventiva foi decretada após a PF constatar que ele havia deixado sua residência em Santa Catarina, fugindo para o Paraguai com documentos falsificados.

A prisão ocorreu depois que a Polícia Federal identificou o rompimento de sua tornozeleira eletrônica e a falta de sinal GPS, o que gerou um alerta para sua captura.

Fonte: DCM

Aos 84 anos, Eduardo Suplicy vai correr pela terceira vez a São Silvestre

Eduardo Suplicy ao término da corrida São Silvestre. Foto: Divulgação

Aos 84 anos, o deputado estadual Eduardo Suplicy será um dos participantes da histórica 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, que ocorrerá no dia 31 de dezembro em São Paulo. Esta será a terceira vez que ele enfrentará o percurso de 15 km, uma das provas mais tradicionais do Brasil. Ele já havia participado em 1988 e 2001.

Em reconhecimento à sua trajetória, Suplicy foi homenageado pela Câmara Municipal de São Paulo, em uma sessão solene realizada no último dia 12, celebrando o centenário da corrida. Durante o evento, ele recebeu a Salva de Prata, uma das maiores honrarias concedidas pelo Legislativo paulistano. A entrega foi feita pela vereadora Renata Falzoni (PSB).

Nas redes sociais, ele compartilhou sua alegria: “Estou muito feliz em terminar o ano com muita saúde”, afirmou. Ele também se disse pronto para alinhar na largada da prova, que ocorrerá na Avenida Paulista e deve reunir cerca de 55 mil corredores, um aumento de 47% em relação ao ano passado. As inscrições já estão esgotadas.

Após enfrentar desafios de saúde, incluindo um câncer linfático, Parkinson, Covid-19 e pneumonia, Suplicy atribui sua disposição atual ao tratamento com Cannabis medicinal, o que tem ajudado significativamente na sua recuperação.

Fonte: DCM

Chacinas, bolsonarismo e bloqueio de estradas: a gestão de Silvinei na PRF


         O ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques . Foto: Divulgação

A gestão de Silvinei Vasques à frente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre 2021 e 2022, foi marcada por ações controversas, incluindo o bloqueio de estradas no segundo turno das eleições de 2022. Durante essa operação, a PRF foi acusada de realizar blitzes em rodovias do Nordeste, no dia 30 de outubro, desrespeitando a ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia proibido qualquer ação que pudesse dificultar o deslocamento de eleitores.

Além das investigações sobre os bloqueios eleitorais, a PRF esteve envolvida em uma série de operações violentas com o apoio de polícias militares, como o Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Uma dessas ações ocorreu na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, onde 25 pessoas foram mortas em um confronto com a Polícia Militar e agentes da PRF. Em fevereiro de 2022, outra operação conjunta no Complexo da Penha resultou em mais oito mortes, enquanto em outubro do mesmo ano, em Minas Gerais, 25 pessoas morreram em uma operação contra o “novo cangaço”.

As ações geraram críticas sobre o uso excessivo da força e a falta de clareza sobre os limites de competência da PRF, que não se restringe às estradas, como o próprio site da corporação menciona.

O Núcleo de Operações Especiais (NOE) da PRF desempenhou um papel fundamental nessas operações, sendo responsável pelo planejamento e execução de ações de enfrentamento a crimes como roubo de cargas, tráfico de drogas, e crimes envolvendo armas e explosivos.

A participação dos grupos de elite da PRF gerou polêmicas, especialmente quando as operações resultaram em um número elevado de mortes e confrontos com suspeitos.

Equipe do Núcleo de Operações Especiais (NOE) da Polícia Rodoviária Federal do Rio de Janeiro. Foto: Divulgação

Sob a liderança de Silvinei Vasques, a PRF estreitou laços com esquadrões de elite de polícias militares, como o Bope, conhecido pela letalidade de suas ações. Em um anúncio em suas redes sociais, ele destacou a criação de um grupo de trabalho para desenvolver ações operacionais e projetos estratégicos em parceria com o batalhão.

Essa aproximação com forças militares gerou questionamentos sobre a postura da PRF e sua ligação com o governo Bolsonaro, com críticas à politização da corporação. Além disso, a gestão de Vasques foi marcada por privilégios concedidos à PRF.

O então presidente Jair Bolsonaro tinha anunciado o aumento de 20% para os agentes rodoviários federais, enquanto outras forças de segurança, como a Polícia Federal, receberam reajustes menores. Vasques também foi elogiado por Bolsonaro, que assinou um decreto autorizando a convocação de excedentes do concurso da PRF, prometendo o maior efetivo da história da corporação.

O caso mais trágico dessa gestão ocorreu em maio de 2022, quando a PRF foi responsável pela morte de Genivaldo de Jesus Santos, um homem com transtorno mental, dentro de uma viatura transformada em câmara de gás em Sergipe.

Durante uma abordagem, Genivaldo foi colocado no porta-malas da viatura, onde os policiais despejaram gás, resultando em sua morte. A corporação alegou que o homem havia resistido à abordagem e que foram usadas técnicas de imobilização e instrumentos de menor potencial ofensivo.

Silvinei Vasques foi nomeado para o cargo de diretor-geral da PRF pelo senador Flávio Bolsonaro em abril de 2021. Desde então, sua gestão foi associada a episódios controversos, como a revogação das comissões de direitos humanos e a aproximação com o bolsonarismo.

Fonte: DCM

VÍDEO – Senador bolsonarista elogia proposta de Lula: “Vou defender”


         Bolsonaro ao lado do senador Cleitinho Azevedo. Foto: Divulgação

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) usou suas redes sociais nesta sexta-feira (26) para expressar apoio ao discurso do presidente Lula sobre a proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1.

Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o parlamentar mineiro afirmou que, apesar de ser oposição ao governo federal, defende ações que beneficiem os trabalhadores, especialmente aquelas que promovem o bem-estar da população.

Cleitinho destacou que sua defesa das pautas sociais não deve ser confundida com um alinhamento político com o governo. “Sou oposição ao Lula, mas não sou oposição ao Brasil. Não sou aliado do Lula, mas sou aliado do povo e tudo que for a favor do povo, eu vou defender”, afirmou o senador em sua publicação.

Ele reforçou que sua postura é consistente e que já sustenta essa posição há mais de um ano, independentemente do debate recente iniciado pelo governo sobre a jornada de trabalho.

O senador afirmou que sua posição não reflete um alinhamento político, mas sim um compromisso com a melhoria das condições de vida da população. O parlamentar usou uma experiência pessoal para justificar seu apoio à mudança na jornada de trabalho.

“Sabe por que eu já venho defendendo isso tem mais de um ano? Porque agora nessa época do ano: Natal, Réveillon… no dia 24, eu passava assim: com meu pai, e meu pai dormia mais cedo porque tinha que ir trabalhar. Todo ano meu pai trabalhava tanto no dia 25 quanto no dia 1º. Meu pai passou 365 dias trabalhando”, contou Cleitinho, mostrando a relevância do tema para sua própria vivência familiar.


Cleitinho Azevedo, que foi integrante da base de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), continua a adotar posições de oposição ao governo Lula em várias frentes, incluindo economia, políticas sociais e sua relação com o Judiciário.

O senador, que ocupa uma posição estratégica no Congresso, tem sido crítico em questões relacionadas ao governo atual, mas enfatizou que seu apoio ao fim da jornada de trabalho 6×1 é uma questão de direitos trabalhistas, e não de alinhamento partidário.

O discurso de Cleitinho também reflete um movimento mais amplo no Congresso, onde alguns membros da oposição têm se mostrado dispostos a apoiar medidas que favoreçam os trabalhadores, mesmo em contextos de divergência política com o governo de turno.

Além disso, o apoio do senador ao fim da escala 6×1 se insere no contexto de um debate mais amplo sobre as condições de trabalho no Brasil. A proposta do governo Lula visa reduzir a carga horária de trabalho dos trabalhadores que enfrentam a jornada 6×1, onde o profissional tem uma folga semanal e trabalha por seis dias consecutivos.

Fonte: DCM

Deputado bolsonarista gastou R$ 883,5 mil com aluguel de barcos e carros


     O deputado federal bolsonarista Éder Mauro (PL-PA). Foto: Gabriela Biló/Folhapress

Deputados federais gastaram, ao longo dos últimos sete anos, pelo menos R$ 279 milhões com aluguel de carros, barcos e aeronaves. Esse valor inclui despesas feitas de 2019 a 2025, com um aumento de cerca de 18% no período, descontada a inflação.

Esses gastos são financiados pela Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, também conhecida como “Cotão”, que destina verba pública para cobrir despesas como manutenção de escritórios nas bases eleitorais, passagens aéreas e locação de veículos.

Embora esses gastos sejam comuns, as investigações sobre o uso da cota, especialmente por deputados bolsonaristas, levantaram suspeitas de irregularidades. Na legislatura atual, o deputado Éder Mauro (PL-PA) foi o que mais gastou com locações, totalizando R$ 883,5 mil, com uma parte (R$ 540 mil) destinada ao aluguel de embarcações.

Essa prática, segundo o bolsonarista, é essencial para sua atuação política, especialmente no Pará, onde muitas cidades só são acessíveis por rios. Mauro defendeu que os valores pagos estão dentro do mercado e que as locações são necessárias devido às condições de transporte na região Norte, mais isolada.

Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, deputados do PL do Rio de Janeiro. Foto: Reprodução
Recentemente, a Polícia Federal investigou dois deputados bolsonaristas, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ), por suspeitas de irregularidades no uso da verba da cota parlamentar para locação de veículos.

A PF encontrou indícios de que uma empresa de locação, contratada pelos dois, continuou recebendo pagamentos mesmo após ser dissolvida irregularmente. As investigações indicaram que assessores dos deputados podem ter colaborado para dar uma aparência de legalidade à operação, levantando suspeitas de conluio e uso indevido de recursos públicos.

Sóstenes e Jordy reagiram às acusações e se defenderam das investigações. O primeiro alegou que o dinheiro encontrado em sua residência, cerca de R$ 430 mil, era proveniente da venda de um imóvel e que ele não havia feito o depósito devido à “correria de trabalho”.

Já Jordy, em um vídeo publicado nas redes sociais, classificou a ação policial como “covarde” e reafirmou que a empresa de locação era a mesma com a qual ele e Sóstenes trabalhavam desde o início de seus mandatos, justificando os gastos como legítimos.

Fonte: DCM

Moraes libera visita de enteada a Bolsonaro e veta cunhados em hospital


           O ex-presidente Jair Bolsonaro em hospital. Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita de Leticia Marianna Firmo da Silva, enteada de Jair Bolsonaro, ao ex-presidente no hospital DF Star, em Brasília. Ela tem 23 anos, e é filha mais velha da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Letícia tem uma relação próxima com o padrasto, visitando-o quase diariamente durante o período de prisão domiciliar. Além de Leticia, Bolsonaro também pode receber visitas de Michelle e seus filhos Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura.

As visitas terão que seguir as regras do hospital e Moraes vetou o uso de aparelhos celulares, computadores ou dispositivos eletrônicos. A previsão é de que a internação dure até sete dias e o ex-presidente está em uma área isolada dos demais pacientes.

O ex-presidente, que está preso na Superintendência da Polícia Federal desde 22 de novembro, passou por uma cirurgia de hérnia inguinal no hospital. O cirurgião responsável, Cláudio Birolini, informou que o procedimento transcorreu sem intercorrências.

Leticia Marianna Firmo da Silva e Michelle Bolsonaro. Foto: Reprodução
Bolsonaro foi submetido à anestesia geral, mas já estava acordado e em seu quarto após o procedimento, segundo o médico. Apesar da autorização para a visita de Leticia e outros familiares, o ministro Alexandre de Moraes negou a autorização para que os cunhados de Bolsonaro o visitassem.

Os irmãos de Michelle, Carlos Eduardo Antunes Torres e outros parentes, não têm permissão para entrar no hospital. Carlos Eduardo, um dos cunhados, costumava levar comida para o ex-presidente quando ele estava preso na Superintendência da PF, mas não teve o direito de vê-lo durante sua internação.

A cirurgia de hérnia inguinal foi solicitada pela defesa do ex-presidente e foi autorizada pelo STF na terça (23).

Fonte: DCM

O plano de fuga e o passaporte falso bizarro de Silvinei Vasques


O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. Foto: Divulgação

O ex-diretor-geral bolsonarista da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso na madrugada de sexta-feira (26), no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, enquanto tentava fugir para El Salvador com documentos falsificados.

Segundo as autoridades paraguaias, Vasques apresentou um passaporte e um documento de identidade em nome de um paraguaio chamado Julio Eduardo. No entanto, durante a inspeção, agentes de imigração perceberam que as impressões digitais e os números nos documentos não correspondiam aos de Vasques, o que levantou suspeitas.

Após a abordagem, ele confessou que os documentos não eram seus. A prisão ocorreu após o ex-diretor romper sua tornozeleira eletrônica, em Santa Catarina, no dia de Natal. Com isso, as autoridades brasileiras imediatamente alertaram os países vizinhos, incluindo Colômbia, Paraguai e Argentina, para monitorar sua possível fuga.

Silvinei tentou escapar para El Salvador utilizando documentos do Paraguai. Foto: Divulgação
A Polícia Federal (PF) confirmou ainda que ele havia desaparecido de sua residência por volta das 19h do dia 24 de dezembro, e imagens de câmeras de segurança mostraram que ele havia colocado bolsas e itens pessoais em um carro locado, além de ração e outros objetos, sugerindo uma fuga iminente.

Silvinei Vasques, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e 6 meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 2022, havia tentado usar a estrutura da PRF para monitorar autoridades e impedir a votação de eleitores, principalmente no Nordeste, durante o segundo turno das eleições de 2022.

Em 2023, após ser preso e libertado sob medidas cautelares, incluindo o uso da tornozeleira eletrônica, Vasques foi nomeado secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação na Prefeitura de São José (SC). Contudo, em dezembro de 2025, ele pediu exoneração do cargo após ser novamente condenado pelo STF.

As autoridades paraguaias informaram que, ao ser preso, ele estava tentando embarcar em um voo para El Salvador com o passaporte falso. Ele foi imediatamente detido e aguarda o processo de extradição para o Brasil, onde enfrentará novas acusações relacionadas à sua fuga e tentativas de burlar a Justiça.

O ex-diretor da PRF passará por uma audiência de custódia na tarde desta sexta-feira (26), onde serão definidas as próximas etapas do processo. Ele deverá ser expulso do Paraguai e entregue às autoridades brasileiras para cumprir sua condenação.

Fonte: DCM

Moraes decreta prisão de Silvinei após violação de tornozeleira e fuga


           O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão preventiva de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), após a Polícia Federal (PF) informar sobre a violação das medidas cautelares impostas ao ex-agente.

Silvinei foi detido nesta sexta (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, quando tentava embarcar para El Salvador. A decisão de Moraes se baseia no rompimento da tornozeleira eletrônica, que perdeu sinal de GPS e comunicação por GPRS no dia 25 de dezembro, além de outros indícios de fuga.

A PF realizou diligências no endereço de Silvinei em São José (SC) e constatou que ele havia deixado o apartamento na noite de 24 de dezembro, levando consigo um carro alugado, bolsas, objetos pessoais e um cachorro.

A investigação revelou que o ex-diretor da PRF não retornou ao local, e o apartamento foi encontrado trancado. O relatório policial apontou que, até as 19h22 de 24 de dezembro, Silvinei estava no local, preparando a fuga.

Segundo o relatório da PF, o bosonarista deixou seu prédio em um carro alugado com bolsas, itens pessoais e um cachorro. “Pela sequência de imagens, colocou bolsas no porta-malas do carro, colocou mais coisas no banco de trás, carregando potes comedouros e conduzindo um cachorro (…) e saiu”, escreveu a PF.

Para Moraes, os elementos reunidos indicam fuga. O ministro argumentou que o descumprimento das medidas cautelares justifica a conversão em prisão preventiva.

“A fuga do réu, caracterizada pela violação das medidas cautelares impostas sem qualquer justificativa, autoriza a conversão das medidas cautelares em prisão preventiva”, prosseguiu o magistrado.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Foto: Adriano Machado/Reuters
Silvinei teve liberdade provisória decretada em agosto de 2024 e tinha que cumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, entrega de passaportes e proibição de deixar o país.

O ex-diretor da PRF foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão por sua participação na trama golpista, que visava manter Jair Bolsonaro no poder após sua derrota nas eleições presidenciais de 2022. Além da condenação, Silvinei foi condenado ao pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, perdeu seu cargo público e teve sua inelegibilidade comunicada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A Procuradoria Geral da República (PGR) acusou Silvinei Vasques de ter atuado dentro do governo Bolsonaro para dar apoio institucional e operacional ao plano golpista. Segundo o órgão, o ex-diretor da PRF utilizou a estrutura da corporação para favorecer a candidatura de Bolsonaro, concentrando operações policiais no Nordeste para dificultar o deslocamento de eleitores de Lula.

Fonte: DCM

Bolsonaro, Silvinei e mais 17: os golpistas que romperam a tornozeleira


                    Silvinei Vasques e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

Bolsonaristas envolvidos no ataque de 8 de janeiro de 2023 e na trama golpista tentaram romper suas tornozeleiras eletrônicas após medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Muitos deles, incluindo o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, violaram o equipamento e tentaram fugir do Brasil.

Alguns dos fugitivos utilizaram rotas para Argentina, Uruguai e outros países vizinhos O ex-presidente Jair Bolsonaro também foi alvo de investigações e, enquanto estava em prisão domiciliar, foi para a cadeia em regime fechado após fazer o mesmo: tentar violar sua própria tornozeleira eletrônica.

Peritos da Polícia Federal confirmaram que Bolsonaro usou um ferro de solda para danificar o equipamento. O laudo pericial apontou que a violação foi realizada de maneira “grosseira” e sem precisão técnica, confirmando que ele tentou escapar do monitoramento eletrônico.

Vasques também foi preso em Assunção, no Paraguai, na madrugada desta sexta-feira (26). Ele havia deixado o Brasil sem autorização judicial e tentado embarcar para El Salvador com um passaporte falso. O rompimento de sua tornozeleira gerou alertas nas fronteiras, resultando na sua captura, com apoio da Polícia Federal brasileira.

Ao menos dez bolsonaristas que participaram dos atos golpistas de 8 de janeiro também quebraram suas tornozeleiras eletrônicas e fugiram para a Argentina e Uruguai. A maioria desses fugitivos, que são em sua maioria mulheres com idades em torno dos 50 anos, foram condenados a penas de mais de 10 anos de prisão.

Bolsonaristas que romperam tornozeleiras eletrônicas e deixaram o país. Foto: Reprodução

A fuga desses golpistas aconteceu principalmente pelas fronteiras de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Entre os mais conhecidos estão Daniel Luciano Bressan, Ângelo Sotero e Gilberto Ackermann.

Bressan, por exemplo, foi condenado por envolvimento na tentativa de golpe e foi para a Argentina, onde tentou arrecadar dinheiro por meio de rifas. Sotero, um músico de Blumenau, fugiu para o mesmo país após quebrar sua tornozeleira.

Outras figuras como Raquel de Souza Lopes, Luiz Fernandes Venâncio e Flávia Cordeiro Magalhães Soares também romperam suas tornozeleiras e estão foragidas. A primeira, por exemplo, é uma das fugitivas que participou diretamente dos ataques ao Palácio do Planalto e foi condenada a 16 anos e meio de prisão.

Klepter Rosa Gonçalves, ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), não chegou a romper o equipamento, mas deixou de usá-lo. Em abril deste ano, sua tornozeleira parou de ser detectada e a defesa alegou que ela estava “carregando”.

Veja a lista de golpistas que violaram suas tornozeleiras:

  1. Jair Bolsonaro
  2. Silvinei Vasques
  3. Daniel Luciano Bressan
  4. Ângelo Sotero
  5. Gilberto Ackermann
  6. Raquel de Souza Lopes
  7. Luiz Fernandes Venâncio
  8. Flávia Cordeiro Magalhães Soares
  9. Alethea Verusca Soares
  10. Rosana Maciel Gomes
  11. Jupira Silvana da Cruz Rodrigues
  12. Fátima Aparecida Pleti
  13. Paulo Augusto Bufarah
  14. Klepter Rosa Gonçalves
  15. Edith Christina Medeiros Freire
  16. Marinaldo Adriano Lima da Silva
  17. Roque Saldanha
  18. Roberta Jersyka Oliveira Brasil Soares
  19. Vitório Campos da Silva
Fonte: DCM

Quem é o bolsonarista Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF preso


        Silvinei Vasques durante cerimônia do governo Bolsonaro em 2021. Foto: Divulgação

Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi preso no Paraguai na sexta (26) ao tentar embarcar para El Salvador. Ele havia rompido sua tornozeleira eletrônica e deixado o Brasil sem autorização judicial.

Vasques foi abordado pelas autoridades paraguaias no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, onde estava tentando sair do país com um passaporte paraguaio, que não correspondia à sua identidade. Após a prisão, ele foi identificado e deverá ser expulso do Paraguai e entregue às autoridades brasileiras.

Natural de Ivaiporã, no Paraná, Vasques ingressou na PRF em 1995 e construiu uma carreira de 27 anos na corporação. Durante o governo Bolsonaro, ele foi nomeado diretor-geral da PRF, cargo que ocupou até dezembro de 2022, quando se aposentou voluntariamente.

Após deixar a PRF, assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação de São José, em Santa Catarina, mas pediu exoneração em 2025, após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela trama golpista.

Vasques foi condenado por improbidade administrativa por usar a estrutura da PRF para fins eleitorais, em apoio à reeleição de Jair Bolsonaro em 2022. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) concluiu que ele promoveu confusão intencional entre sua função pública e manifestações políticas, como publicações nas redes sociais com a farda da PRF e participação em eventos com pedidos explícitos de voto. Ele foi multado em R$ 546,6 mil e proibido de contratar com o poder público por quatro anos.

Post de Silvinei Vasques pedindo voto para Jair Bolsonaro em 2022. Foto: Reprodução


Em outro processo, o STF o condenou a 24 anos e seis meses de prisão por sua participação em uma trama golpista que visava reverter o resultado das eleições presidenciais de 2022. Vasques foi considerado parte de um “núcleo 2” da organização criminosa responsável por ações operacionais para dificultar o voto, especialmente no Nordeste, e monitorar autoridades públicas.

Ele também foi condenado a contribuir com uma indenização coletiva de R$ 30 milhões e teve seus direitos políticos suspensos.

Vasques já havia sido preso preventivamente em 2023, mas deixou a prisão em agosto daquele ano sob medidas cautelares. As decisões judiciais indicam que ele ultrapassou os limites de seu cargo, ao atuar politicamente e integrar ações que ameaçaram o Estado Democrático de Direito.

Fonte: DCM