quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Brasil segue polarizado, mas com paradoxos: Lula supera Bolsonaro, mas direita supera esquerda

Pesquisa Datafolha mostra que 74% se identificam como petistas ou bolsonaristas, enquanto 57% se declaram de direita ou esquerda — com vantagem da direita

Brasil segue polarizado, mas com paradoxos: Lula supera Bolsonaro, mas direita supera esquerda (Foto: Ricardo Stuckert | Reuters )

O Brasil segue mergulhado em um ambiente de forte polarização política, mas os números revelam um quadro cheio de paradoxos. Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, publicada em reportagem da Folha de S. Paulo, 74% dos brasileiros se identificam com algum dos dois principais polos políticos do país — o campo ligado ao presidente Lula e o grupo associado a Jair Bolsonaro. Nesse recorte, os petistas voltaram a ser maioria: 40%, contra 34% de bolsonaristas.

O levantamento foi realizado entre 2 e 4 de dezembro, com 2.002 entrevistas em 113 municípios, ouvindo eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Além dos dois grupos polarizados, 18% se declararam neutros, 6% disseram não apoiar nenhum dos dois, e 1% não soube responder.

Petistas voltam à dianteira após um período de empate técnico

Na rodada anterior, realizada no fim de julho, o cenário era de empate técnico: 39% se diziam mais próximos do partido de Lula e 37% alinhados a Bolsonaro. Agora, embora a variação também ocorra dentro da margem de erro, a distância deixou de configurar empate, e o grupo petista retoma a liderança numérica.

O Datafolha usa, desde dezembro de 2022, uma escala para medir essa identificação:
“considerando uma escala de 1 a 5, onde 1 é bolsonarista e 5 petista, em qual número você se encaixa?”
Quem responde 1 ou 2 é classificado como bolsonarista; quem marca 4 ou 5 entra no grupo petista; e os que respondem 3 são considerados neutros.

Segundo a própria série histórica citada na reportagem, os apoiadores de Lula foram maioria em 9 dos 11 levantamentos realizados desde então, o que reforça a estabilidade estrutural desse campo dentro da polarização.

◉ A pesquisa foi feita após a prisão e condenação de Bolsonaro

A reportagem da Folha destaca que o levantamento ocorreu em um momento politicamente decisivo: após a prisão e condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente, ainda conforme o texto, já havia sido colocado em prisão domiciliar por descumprir medidas cautelares e, antes da condenação, chegou a ser preso preventivamente em Brasília após tentar violar a tornozeleira eletrônica.

Enquanto isso, o presidente Lula aparece em posição confortável no horizonte eleitoral. A pesquisa, segundo a reportagem, aponta que Lula lidera as intenções de voto para a eleição de 2026 tanto no primeiro quanto no segundo turno.

◉ Quem é mais petista e quem é mais bolsonarista

Os dados revelam que a polarização não é homogênea: ela se distribui com nitidez por gênero, renda, religião, escolaridade e região.

De acordo com o Datafolha, o petismo é mais concentrado:

  •  Entre mulheres (42%)
  •  Entre aposentados (45%)
  •  Entre quem tem até o ensino fundamental (52%)
  •  Na região Nordeste (49%)
  •  Entre católicos (48%)

◉ Já o bolsonarismo prevalece:

  •  Entre homens (37%)
  •  Entre empresários (41%)
  •  Entre quem ganha de cinco a dez salários mínimos (42%)
  •  Na região Sul (41%)
  •  Entre evangélicos (47%)

◉ Polarização cresce com a idade: 84% entre eleitores acima de 60 anos

A polarização também se intensifica entre os mais velhos. Entre pessoas com 60 anos ou mais, 84% se encaixam como petistas ou bolsonaristas, sendo 46% mais próximos de Lula e 38% inclinados a Bolsonaro. Esse dado indica que, para essa faixa etária, a disputa entre os dois líderes segue estruturando a forma como se percebe a política nacional.

◉ O paradoxo central: direita supera esquerda, apesar da vantagem de Lula na polarização

É nesse ponto que surge o principal paradoxo revelado pela pesquisa. Embora o campo petista seja numericamente maior do que o bolsonarista, a identificação ideológica mostra um país mais inclinado à direita do que à esquerda.

De acordo com o levantamento, 57% dos entrevistados se definem como de direita ou esquerda, sendo:

  •  35% de direita
  •  22% de esquerda

Outros segmentos se distribuem no centro:

  •  7% centro-esquerda
  •  17% centro
  •  11% centro-direita
  •  8% não souberam responder

Ou seja: o eleitorado que se vê como “de direita” é significativamente maior do que o que se vê como “de esquerda”, mesmo em um cenário em que o grupo identificado como petista é maior do que o bolsonarista.

◉ Trânsito de votos expõe contradições ideológicas

Outro dado destacado pela reportagem reforça essa complexidade: a autodeclaração ideológica não determina de forma automática o voto.

Entre os que se disseram de esquerda, 9% afirmaram ter votado em Bolsonaro em 2022. No grupo identificado como de direita, 22% declararam ter votado em Lula. Isso indica que parte relevante do eleitorado se move por fatores que não se reduzem à identidade ideológica.

Quando o recorte é feito dentro dos grupos polarizados, esse trânsito parece menor, mas ainda presente:

  •  5% dos bolsonaristas disseram ter votado em Lula
  •  7% dos petistas afirmaram ter votado em Bolsonaro

◉ O que a pesquisa sugere sobre o Brasil de 2026

O retrato traçado pelo Datafolha sugere um Brasil em que a polarização segue predominante, mas em que as identidades políticas convivem com contradições profundas. Lula lidera o polo mais numeroso, mas o país se declara majoritariamente de direita, o que tende a manter o ambiente de tensão política e disputa simbólica em alta.

A pesquisa indica também que, apesar da centralidade de Lula e Bolsonaro como polos estruturadores, há uma camada significativa que se vê como neutra, centrista ou sem alinhamento direto, e que pode voltar a ser decisiva no jogo eleitoral.

Em resumo, o Brasil segue polarizado — mas a fotografia é mais complexa do que o simples embate entre dois líderes. Ela revela um país onde a disputa entre petismo e bolsonarismo continua determinante, mas em que o eixo ideológico direita-esquerda aponta para uma inclinação conservadora, mesmo quando o petismo aparece numericamente à frente.

Fonte: Brasil 247 com reportagem da Folha de S. Paulo

Quem é Renata Mendonça, jornalista da Globo atacada pelo presidente do Flamengo


Renata Mendonça, comentarista esportiva da Globo, em evento de divulgação da cobertura da Copa do Mundo da FIFA 2022. Foto: Globo/Reprodução

A jornalista Renata Mendonça, comentarista do Grupo Globo, foi alvo de ofensas do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap. O dirigente chamou a profissional de “nariguda” durante uma apresentação de dados financeiros do clube.

Renata Mendonça atua na emissora há cinco anos e comenta partidas na TV aberta, no SporTV e no Premiere. Aos 35 anos, ela também é colunista de esporte da Folha de S.Paulo e acumula passagens por veículos como ESPN Brasil e BBC ao longo da carreira jornalística.

Além do trabalho na televisão, a jornalista é uma das fundadoras do portal Dibradoras, criado em 2015 com o objetivo de ampliar a visibilidade das mulheres no esporte. O site se consolidou como referência na cobertura de temas ligados ao futebol feminino, igualdade de gênero e condições de trabalho para atletas.

As declarações ofensivas ocorreram enquanto Bap apresentava números sobre receitas do futebol feminino do Flamengo, especialmente valores relacionados aos direitos de transmissão. Ao abordar o tema, o dirigente afirmou que há desequilíbrio na distribuição de recursos entre clubes e emissoras.

“A audiência crescente, tem relevância na TV aberta e fechada. Se compara ao futebol masculino? Não, mas não pode ser essa diferença. A TV fica com os lucros do pacote de marketing e não distribui”, disse o presidente do clube durante o evento.

BAP rebate jornalista Renata Mendonça
Na sequência, Bap fez o ataque direto à jornalista. “Tem lá a nariguda da Globo que fica falando mal da gente, que o futebol não estimula. Dá vontade de falar: ‘Filha, convence a sua empresa a botar R$ 10 milhões por ano, R$ 20 milhões por ano, em direito de transmissão. Aí, a coisa fica melhor’. Pau que dá em João, tem que bater em Maria também. Somos nós que temos que pagar as contas”, afirmou.

Após a repercussão, a Globo divulgou nota oficial repudiando a fala do dirigente. A emissora classificou o episódio como um “ataque gratuito e misógino” e reafirmou o respeito às mulheres e ao exercício de críticas que não envolvam ofensas pessoais.

Até a última atualização, Renata Mendonça não havia se manifestado publicamente sobre o episódio. O caso gerou ampla repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre machismo, liberdade de crítica e as condições do futebol feminino no Brasil.

Fonte: DCM

VÍDEO – Presidente do Flamengo chama jornalista da Globo de “nariguda”

BAP rebate jornalista Renata Mendonça

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como BAP, atacou a jornalista Renata Mendonça durante uma apresentação sobre as finanças do clube, realizada na terça-feira (23). Ao comentar críticas feitas ao futebol feminino rubro-negro, o dirigente usou uma expressão ofensiva ao se referir à profissional, que atua na TV Globo.

“Tem lá a nariguda da Globo que fica falando mal da gente e tudo mais, do futebol, que não estimula (o futebol feminino). Dá vontade de falar: ‘filha, convence a sua empresa a botar R$ 10 milhões por ano, R$20 milhões por ano em direitos de transmissão que aí a coisa fica melhor”, disse BAP.

As críticas do dirigente fazem referência a um vídeo publicado em outubro por Renata Mendonça em parceria com o portal Dibradoras. O material mostrou problemas estruturais no centro de treinamento do time feminino do Flamengo, incluindo vestiários danificados, água barrenta nas pias, ausência de espaços adequados de fisioterapia e um campo de treino com dimensões inferiores às oficiais.

O conteúdo teve grande repercussão nas redes sociais ao expor as condições enfrentadas pelas jogadoras. Procurada, a CNN Brasil repercutiu o episódio, que reacendeu o debate sobre investimento, estrutura e responsabilidades no desenvolvimento do futebol feminino no país.

Fonte: DCM

Daniela Lima contraria Malu Gaspar sobre reuniões de Moraes


       A colunista Daniela Lima. Foto: Reprodução

A jornalista Daniela Lima afirmou, durante participação no canal UOL News, que as reuniões realizadas em Brasília entre o ministro STF Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, trataram dos impactos da Lei Magnitsky e incluíram apenas menções ao Banco Master, segundo relatos de fontes ouvidas por ela. A fala foi apresentada em contraposição a informações divulgadas pela jornalista do Globo Malu Gaspar.

Segundo Daniela Lima, “por conta da imposição da Magnitsky, o ministro lá atrás teve de trocar a bandeira do cartão de crédito dele por uma bandeira 100% formada no Brasil, a bandeira da Elo, que está ali vinculada ao Banco do Brasil”. Ela acrescentou que “temia-se que, utilizando uma bandeira que tem conexões com os Estados Unidos, o provedor do cartão de crédito fosse sancionado pelo governo americano”.

A jornalista afirmou que as dúvidas levaram instituições financeiras a buscar interlocução política. “Daniela, só o presidente do Banco Central foi acionado? Não”, relatou. Segundo ela, “os bancos acionaram o ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia”, que à época presidia um grupo ligado a fintechs conectado à Febraban.

Daniela Lima disse que Maia era procurado “por ser uma pessoa que tinha trânsito com o ministro Alexandre de Moraes há muito tempo, inclusive na esfera pessoal”. Segundo o relato, as conversas giravam em torno de questionamentos como “o que que a gente faz?” e “como é que a gente organiza isso?”.

No vídeo, Daniela Lima afirmou que “foram feitas conversas” e que “sim, o Banco Master foi citado”. Ela relatou ter ouvido de uma fonte: “Daniela, eu acompanhei uma visita do Marcelo Rubens Paiva ao Banco Central”. Segundo o relato, durante o encontro, ele teria perguntado a Gabriel Galípolo: “E o Master?”.

Ainda de acordo com a jornalista, a fonte afirmou que a menção ocorreu “de uma maneira que, obviamente, não era o tema central da reunião”. Ela disse que a resposta atribuída a Galípolo foi: “Leviano insinuar que houve qualquer tipo de pedido, cobrança ou gestão em direção ao Banco Master”. Segundo o relato, “as reuniões tratavam rigorosamente da Magnitsky” e, se houve menção, “foi como assunto de interesse geral, porque só se falava disso em Brasília naquela época”.

Após a divulgação do vídeo, as contradições nas falas de Malu Gaspar passaram a circular nas redes sociais. Em uma das publicações, um usuário afirmou: “É uma delícia ver Dani Lima contrariando a Malu Gaspar e a GloboNews trazendo o que realmente aconteceu nas reuniões do Xandão com Galípolo”. Veja a repercussão:

Fonte: DCM

Moraes libera filhos de Bolsonaro a visitarem hospital


      Carlos Bolsonaro fala com jornalistas do lado de fora do hospital DF Star, em Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes autorizou a visita dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro ao hospital DF Star, em Brasília, onde ele está internado para a realização de uma cirurgia. A decisão foi tomada após pedido da defesa e vale para todo o período de internação.

Bolsonaro foi hospitalizado nesta quarta-feira (24) com diagnóstico de hérnia inguinal bilateral e deve passar por procedimento cirúrgico no dia de Natal. A necessidade da cirurgia foi confirmada por perícia médica da Polícia Federal, conforme informado no processo analisado pelo STF.

Inicialmente, os advogados solicitaram que o ex-vereador Carlos Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro fossem autorizados a acompanhar o pai como acompanhantes secundários, pedido que foi negado. Diante disso, a defesa fez nova solicitação, desta vez para permitir visitas, o que acabou sendo aceito pelo ministro.

Na decisão, Moraes determinou que as visitas dos filhos poderão ocorrer durante todo o período de internação, desde que sejam respeitadas “as regras gerais estabelecidas pelo hospital DF Star para todos os pacientes”. A autorização também foi estendida a outros filhos do ex-presidente, incluindo Jair Renan Bolsonaro e Laura Bolsonaro.

Ministro do STF Alexandre de Moraes. Foto: Divulgação
Mais cedo, Carlos Bolsonaro esteve na porta do hospital para acompanhar a chegada do pai e falou com jornalistas. “Aqui estou em um espaço público”, disse o ex-vereador do Rio de Janeiro à imprensa, em um momento em que ainda não havia autorização formal para a visita.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro já havia sido autorizada a acompanhar Bolsonaro desde a noite anterior. Segundo os advogados, a estratégia inicial era garantir ao menos a presença dos filhos mais próximos durante a internação, o que acabou sendo parcialmente atendido.

Esta será a oitava cirurgia de Jair Bolsonaro desde o atentado a faca sofrido durante a campanha presidencial de 2018. Desde então, o ex-presidente enfrenta uma série de complicações médicas e sequelas decorrentes do ataque.

Na decisão mais recente, Alexandre de Moraes reforçou as restrições já impostas. “Reitero que deverão ser observadas todas as medidas determinadas na decisão de 23/12/25, inclusive quanto à vedação de ingresso no quarto hospitalar de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos e que todas as demais visitas deverão ser previamente autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal”, escreveu o ministro.

Fonte: DCM

Moraes só deve ser investigado se houver “mínimo de materialidade”, diz o jurista Pedro Serrano


      O jurista Pedro Estevam Serrano. Foto: Paulo Pinto

O jurista Pedro Estevam Serrano afirmou que a Procuradoria-Geral da República só deve investigar o ministro do STF Alexandre de Moraes caso haja um “mínimo de materialidade” nas alegações envolvendo suposta pressão sobre o Banco Central em favor do Banco Master. A avaliação foi feita em entrevista ao UOL News.

Segundo Serrano, qualquer apuração deve observar critérios legais e cautela institucional. “A acusação posta é muito grave, de que ele [Moraes] teria feito pedido ou pressão ao Banco Central para atuar em favor de uma entidade privada, o que é um crime previsto em lei”, disse o professor de direito da PUC-SP, ao tratar do cenário hipotético descrito nas reportagens.


Até o momento, não há provas de que Moraes tenha feito pedido formal ou pressionado autoridades. O próprio ministro declarou que a conversa com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ocorreu no contexto da aplicação da Lei Magnitsky.

Ainda na entrevista, Serrano afirmou que, na ausência de indícios concretos, o procedimento adequado seria uma verificação preliminar dos fatos, sem abertura imediata de inquérito formal. “O PGR só deve investigar se tiver o mínimo de materialidade”, afirmou.

O jurista também se manifestou sobre o tema em uma publicação no X, defendendo cautela na análise do caso. “O caso do ministro Alexandre tem de ser visto com calma. Sem condenações a priori”, escreveu. Ele também afirmou que denúncias baseadas em fontes sigilosas exigem atenção redobrada e que, se as imputações não se confirmarem, haverá “imensa falta de ética e ofensa à honra e à democracia”.

Serrano acrescentou que Galípolo negou ter tratado de qualquer assunto relativo ao Banco Master com Moraes e defendeu moderação na condução do tema. “Sugiro que devemos manter atenção ao que é apurado de fato. Moderação é o que temos de seguir por hora”, escreveu o professor.

Fonte: DCM

Brasil tem 40% de petistas e 34% de bolsonaristas, mas direita supera esquerda, diz Datafolha

 

Bandeiras de apoio a Bolsonaro e a Lula agitadas por apoiadores em Brasília – Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
A polarização política segue predominante no Brasil e atinge 74% da população, segundo a mais recente pesquisa do Datafolha. O levantamento indica que o grupo de eleitores alinhados ao partido do presidente Lula voltou a superar numericamente os simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a pesquisa, realizada entre os dias 2 e 4 de dezembro, 40% dos entrevistados se identificam como petistas, enquanto 34% se dizem bolsonaristas. Outros 18% se posicionaram como neutros, 6% afirmaram não apoiar nenhum dos dois polos e 1% não soube responder. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em 113 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais.

O instituto utiliza, desde dezembro de 2022, uma escala para medir a polarização política. A pergunta apresentada é: “considerando uma escala de 1 a 5, onde 1 é bolsonarista e 5 petista, em qual número você se encaixa?”. Quem respondeu 1 ou 2 foi classificado como bolsonarista, e os que marcaram 4 ou 5, como petistas. Os entrevistados que escolheram o número 3 foram considerados neutros.

Na pesquisa anterior, realizada no fim de julho, o índice de polarização era de 76%, com os dois grupos tecnicamente empatados. Naquele momento, 39% estavam mais próximos do partido de Lula e 37% alinhados a Bolsonaro. Embora a variação esteja dentro da margem de erro, a nova rodada rompe o empate e recoloca os petistas como maioria.

Bandeira do PT é erguida durante ato político. Foto: Fátima Meira/Agência Enquadrar
O levantamento mais recente foi realizado após a prisão e condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Antes disso, o ex-presidente havia sido colocado em prisão domiciliar por descumprir medidas cautelares e chegou a ser preso preventivamente pela Polícia Federal em Brasília após tentar violar a própria tornozeleira eletrônica.

Lula, por sua vez, lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais de 2026, tanto no primeiro quanto no segundo turno, segundo levantamentos divulgados ao longo do segundo semestre.

O Datafolha também traçou o perfil social dos grupos. O petismo é numericamente mais concentrado entre mulheres, aposentados, pessoas com escolaridade até o ensino fundamental, moradores do Nordeste e católicos. Já o bolsonarismo prevalece entre homens, empresários, pessoas com renda entre cinco e dez salários mínimos, moradores da região Sul e evangélicos.

Apesar da forte divisão entre petistas e bolsonaristas, a identificação ideológica é menos intensa. Segundo o levantamento, 57% dos entrevistados se declaram de direita ou de esquerda, sendo 35% de direita e 22% de esquerda. Outros 7% se disseram de centro-esquerda, 17% de centro, 11% de centro-direita e 8% não souberam se posicionar.

Fonte: DCM

Governo Lula oficializa aumento de R$ 103 no salário mínimo; saiba novo valor


            O governo federal oficializou o salário mínimo de R$ 1.621 para 2026

O governo federal publicou, no Diário Oficial desta quarta-feira (24), o Decreto nº 12.797, que oficializa o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O aumento de R$ 103 foi confirmado em meio ao cenário de inflação e crescimento econômico, e já afetará salários e benefícios como o seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que serão pagos no início de fevereiro.

O novo valor do salário mínimo representa um aumento de 6,79%, e o reajuste visa garantir o poder de compra dos trabalhadores, conforme determina a Constituição Brasileira. O salário mínimo é considerado a menor remuneração que um trabalhador formal pode receber no Brasil e serve como referência para 59,9 milhões de pessoas, incluindo aposentados e beneficiários do sistema de seguridade social.

A Constituição exige que o salário mínimo seja ajustado periodicamente, de modo a preservar o poder de compra da população. Além disso, o valor deve ser fixado levando em conta a inflação e as necessidades básicas dos trabalhadores, como moradia, alimentação e saúde. De acordo com o Dieese, o valor necessário para cobrir as despesas mínimas de uma família de quatro pessoas seria de R$ 7.067,18, mais de quatro vezes o valor do salário mínimo atual.

O presidente Lula aparece ao lado do ministro Fernando Haddad (Fazenda)
Nos governos anteriores, o salário mínimo foi reajustado apenas pela inflação. No entanto, durante o mandato de Lula, o reajuste foi ampliado, incorporando ganhos reais para além da inflação, com o objetivo de garantir uma maior valorização do trabalhador. Esse reajuste mais generoso ocorre devido à promessa de campanha do presidente, que defendeu uma política de valorização do salário mínimo.

Para chegar aos R$ 1.621, o governo utilizou uma nova fórmula, que combina o crescimento do PIB com a inflação acumulada até novembro de 2025. O aumento é mais expressivo do que o esperado se fosse aplicado apenas a correção pela inflação. De acordo com os cálculos, um aumento de R$ 103 resulta em um impacto de cerca de R$ 43,2 bilhões nas despesas obrigatórias do governo, o que pode afetar o orçamento destinado a outras áreas.

Fonte: DCM

VÍDEO – Apresentador bolsonarista paga mico em frente a loja das Havaianas


        O apresentador Sikêra Júnior em frente a loja das Havaianas. Foto: Reprodução

O apresentador bolsonarista Sikêra Júnior publicou um vídeo nas redes sociais neste domingo (21) em frente a uma loja das Havaianas. Nas imagens, ele aparece pulando com o pé direito e faz referência direta à marca. A gravação foi divulgada após a repercussão da última campanha publicitária da empresa.

A publicação menciona a propaganda estrelada pela atriz Fernanda Torres. Na peça, a artista afirma: “Não quero que você comece o ano com o pé direito”. A frase gerou a revolta de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que decidiram jogar seus chinelos no lixo em protesto.

O vídeo de Sikêra Júnior passou a ser compartilhado por seguidores e perfis de apoio ao apresentador. Até o momento da postagem, a Havaianas não havia se posicionado sobre a manifestação do comunicador nas redes sociais.

Fonte: DCM

Cirurgia de Bolsonaro vai durar 4 horas, dizem médicos


          O ex-presidente Jair Bolsonaro no hospital DF Star, em Brasília. Foto: Reprodução

A cirurgia de Jair Bolsonaro (PL), prevista para amanhã (25/12), tem duração estimada de quatro horas, de acordo com os médicos responsáveis pelo procedimento. O ex-presidente será operado para tratar de uma hérnia inguinal bilateral, uma intervenção já confirmada pela perícia médica da Polícia Federal. O cirurgião Cláudio Birolini, que acompanha o caso, explicou que a operação será realizada no início do dia e, inicialmente, não inclui o tratamento para os problemas de soluço de Bolsonaro. As informações são do UOL.

O soluço persistente de Bolsonaro, que chega a ocorrer de 30 a 40 vezes por minuto, será tratado em um segundo momento. A equipe médica está estudando a possibilidade de uma anestesia no diafragma, um procedimento não considerado cirurgia, para amenizar os sintomas. A previsão é que esse tratamento seja feito após a alta hospitalar, já no início da próxima semana. “O foco amanhã é apenas a cirurgia da hérnia”, afirmou Birolini.

Bolsonaro foi transferido para o hospital DF Star em Brasília em um comboio da Polícia Federal. Ele passará a noite de Natal internado, com expectativa de alta dentro de sete dias, após os cuidados pós-operatórios que incluem fisioterapia, monitoramento de feridas e prevenção de trombose. O ex-presidente, que apresenta sinais de depressão e ansiedade, deverá seguir internado sob vigilância médica.

Carlos Bolsonaro fala com jornalistas do lado de fora do hospital DF Star, em Brasília
A ansiedade de Bolsonaro, conforme afirmou o cardiologista Brasil Caiado, tem impacto direto nos episódios de soluço, afetando seu sono. Caiado também destacou que, ao receber alta, Bolsonaro retornará à Superintendência da Polícia Federal, com todos os cuidados médicos necessários para garantir sua segurança. O ex-presidente será acompanhado por sua esposa, Michelle Bolsonaro, autorizada por Alexandre de Moraes, ministro do STF, a permanecer com ele no hospital.

O tratamento para o soluço de Bolsonaro, segundo o médico, é uma medida que será adotada em um segundo momento, após a realização da cirurgia da hérnia. O foco inicial é garantir que o procedimento corra sem complicações, como já ocorreu em sua cirurgia de emergência em abril, que durou 12 horas. A visita de familiares será liberada conforme as normas do hospital DF Star.

O caso de Bolsonaro continua a ser monitorado pela Polícia Federal, e a população acompanha as atualizações sobre o estado de saúde do ex-presidente, que está afastado temporariamente das atividades políticas devido à internação.

Fonte: DCM com informações do UOL

Sóstenes mostra escritura e IR para tentar explicar dinheiro apreendido pela PF

Deputado diz que montante vem de imóvel vendido por R$ 500 mil no Triângulo Mineiro

       Sóstenes Cavalcante (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), voltou a se manifestar publicamente sobre os R$ 430 mil em dinheiro vivo apreendidos pela Polícia Federal em um flat alugado por ele no Distrito Federal. Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira, o parlamentar apresentou cópias da escritura de um imóvel e de sua declaração do Imposto de Renda para sustentar a versão de que os valores têm origem lícita.

Sóstenes é investigado pela Polícia Federal sob suspeita de desvio de recursos públicos da cota parlamentar, em apuração que também inclui o deputado Carlos Jordy, colega de bancada.

No vídeo, Sóstenes reafirma que o montante encontrado pelos agentes federais seria resultado da venda de uma casa localizada em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. Segundo ele, o imóvel foi adquirido em 2023 e a operação de venda foi devidamente informada à Receita Federal no ano seguinte. “DeclareI no meu imposto de renda em 2024. Então, tudo conforme manda a lei, nada ilegal. Porque quem não deve, não teme”, afirmou o deputado, enquanto exibia os documentos.

Ainda de acordo com o parlamentar, a residência chegou a ser anunciada por uma imobiliária pelo valor de R$ 690 mil, mas acabou sendo vendida por R$ 500 mil. Ele explicou que o pagamento foi realizado à vista e em dinheiro. “Após uma reforma, coloquei a casa à venda. Inclusive, para provar que o imóvel estava à venda, temos essa imobiliária que estava negociando pelo valor de 690 mil, mas no Brasil do descondenado Lula, tudo está se desvalorizando. Recebemos a proposta de um comprador que pagou 500.000 à vista em dinheiro”, declarou.

Na gravação, Sóstenes Cavalcante também disse acreditar que o valor apreendido será devolvido após a análise da documentação apresentada. O caso chama atenção ainda pela evolução patrimonial do deputado: em declaração encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral nas eleições de 2022, ele informou possuir R$ 4.926,76 em bens, distribuídos em duas contas bancárias, valor significativamente inferior ao montante agora sob investigação.

Fonte: Brasil 247

Bolsonaro está deprimido, ansioso e com crise de soluços, diz médico

Equipe médica detalha quadro clínico do ex-presidente internado em Brasília para cirurgia de hérnias, com previsão de até sete dias de hospitalização

O ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília-DF, onde cumpre prisão domiciliar, enquanto aguarda a execução penal pela condenação por golpe de Estado - 29/09/2025 (Foto: REUTERS/Diego Herculano)


 Jair Bolsonaro (PL) foi internado na manhã desta quarta-feira (24), em Brasília, para a realização de um procedimento cirúrgico de reparação de duas hérnias inguinais. A cirurgia está prevista para as 9h desta quinta-feira (25), e a expectativa da equipe médica é de que o ex-presidente permaneça hospitalizado por um período entre cinco e sete dias, a depender de reavaliações clínicas ao longo da recuperação.

Segundo a equipe médica que acompanha Bolsonaro, além da condição física que motivou a internação, o ex-presidente enfrenta um quadro emocional delicado, marcado por ansiedade, sintomas depressivos e crises recorrentes de soluço.

O cardiologista Brasil Ramos Caiado explicou que o estado emocional tem impacto direto no desconforto apresentado pelo ex-presidente. “O presidente está deprimido, um pouco, pela situação que está passando, bastante ansioso. A ansiedade leva a um quadro recorrente de soluço, que atrapalha o sono dele. Então, ele fica muito incomodado com isso”, afirmou o médico a jornalistas.

De acordo com o cirurgião Cláudio Birolini, a cirurgia das hérnias não deve, por si só, resolver o problema dos soluços. Por isso, a equipe avalia a possibilidade de um procedimento complementar. “A cirurgia visa a correção das hérnias. Durante essa internação, nós vamos avaliá-lo novamente, do ponto de vista clínico, e está prevista a realização de outro procedimento, que seria o bloqueio anestésico do nervo frênico — uma anestesia do nervo do diafragma”, explicou.

Birolini ressaltou, no entanto, que a intervenção adicional não é automática e depende da evolução do quadro após a cirurgia principal. “Após a cirurgia de hérnia, a gente vai reavaliar essa situação e ver se convém fazer esse bloqueio anestésico, que é um procedimento relativamente seguro, mas que não é o padrão para tratamento de soluço”, completou.

Bolsonaro deu entrada no Hospital DF Star, na capital federal, onde passou por exames e recebeu medicações antes de ser encaminhado ao quarto. Durante o período de internação, a segurança da unidade foi reforçada por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Também foi autorizada a presença dos filhos Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura Bolsonaro no hospital.

Fonte: Brasil 247

Escala 6x1 pode acabar já, avalia ministro do Trabalho

Luiz Marinho afirma que o país tem condições de avançar no fim da escala 6x1 e defende transição gradual até 36 horas semanais

                               Escala 6x1 pode acabar já, avalia ministro do Trabalho (Foto: ABR)

O debate sobre a redução da jornada de trabalho ganhou novo impulso no governo federal. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, avalia que o Brasil tem condições imediatas de diminuir a carga semanal das atuais 44 horas para 40 horas, como passo inicial antes de uma transição gradual para 36 horas. A discussão está inserida na prioridade do governo Lula de enfrentar o fim da escala 6x1 a partir de 2026, tema que vem sendo tratado como estratégico para melhorar as condições de trabalho no país.

Segundo o Painel da Folha de S.Paulo, o ministro considera que o governo tem um entendimento consolidado sobre a necessidade de revisar o modelo atual. “A escala 6x1 é a mais cruel existente na face da Terra, em especial para as mulheres. E creio que o Brasil e a economia brasileira estão totalmente maduros para fazer a revisão da jornada máxima do país e, junto com isso, eliminar a escala 6x1”, afirmou Marinho.

No Congresso, a discussão já avança em diferentes frentes. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o tema “com certeza” será debatido ao longo do próximo ano. Há, atualmente, um projeto em tramitação na Comissão de Trabalho da Câmara que propõe a adoção da escala 5x2 com jornada de 40 horas semanais. Paralelamente, uma proposta de emenda à Constituição está pronta para análise no plenário do Senado, prevendo jornada máxima de 36 horas e dois dias de descanso remunerado.

Marinho argumenta que a redução da jornada, sem diminuição salarial, pode trazer impactos positivos diretos tanto para os trabalhadores quanto para as empresas. “Nós estamos convencidos da importância de reduzir a jornada de trabalho sem redução do salário para melhorar a qualidade da relação do trabalho”, disse. Na avaliação do ministro, melhores condições de vida tendem a refletir em maior produtividade e em um ambiente laboral mais equilibrado.

Apesar de defender mudanças, o ministro pondera que uma redução imediata de 44 para 36 horas não seria viável no atual contexto econômico. “Eu, pessoalmente, como ministro do Trabalho não vejo a possibilidade de reduzir de uma vez para 36 horas. Seria um impacto muito grande para o mercado de trabalho, para os custos das empresas, para ser absorvido de uma vez. Teria que fazer de uma forma gradativa”, afirmou.

Por outro lado, ele vê espaço para um corte inicial mais moderado. “Na minha visão, se nós reduzirmos o trabalho imediatamente para 40 horas semanais e entrar num processo de estudo para gradativamente chegar às 36 horas, o governo não tem nenhuma restrição em trabalhar esse processo”, declarou. Para Marinho, o avanço dependerá de diálogo e negociação entre trabalhadores e empregadores, de forma a equilibrar direitos trabalhistas e demandas do setor produtivo. “Você tem que garantir o direito dos trabalhadores e garantir a necessidade do setor econômico”, concluiu.

Fonte: Brasil 247