segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

PGR arquiva investigação contra Bolsonaro por ato golpista


O ex-presidente Jair Bolsonaro durante manifestação de apoiadores em Copacabana, em março. Foto: Reprodução

A Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou por falta de provas uma investigação contra Jair Bolsonaro relacionada a falas feitas em um ato político em Copacabana, no Rio de Janeiro, em março. A apuração analisava se o discurso poderia caracterizar conduta golpista ou crime contra o Estado Democrático de Direito.

A representação chegou à PGR por meio do canal do cidadão e se baseava em declarações do ex-presidente durante a manifestação. O entendimento do órgão foi de que não havia elementos suficientes para sustentar a abertura ou o prosseguimento de uma investigação criminal a partir do conteúdo apresentado.

No ato, Bolsonaro atacou o Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que haveria uma narrativa construída contra ele. “Se é 17 anos para as pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim”, disse, em referência às penas aplicadas a condenados pelos atos de 8 de janeiro. Sua pena foi fixada em 27 anos e 3 meses pela Corte.

Em outro momento do discurso, Bolsonaro afirmou que não pretende deixar o país. “Não vou sair do Brasil. A minha vida estaria muito mais tranquila se eu estivesse ao lado deles”, declarou, sem apresentar provas da suposta perseguição.

O procurador-geral da República Paulo Gonet. Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Na ocasião, ex-presidente também questionou a decisão que o tornou inelegível até 2030. “Como viram que a questão da inelegibilidade dá para ser alterada. Afinal de contas, me tornaram inelegíveis por quê? Pegaram dinheiro na minha cueca? Alguma caixa de dinheiro no meu apartamento?”, prosseguiu.

A manifestação ocorreu às vésperas do julgamento da Primeira Turma do STF que decidiu se a Corte aceitaria ou não a denúncia apresentada pela PGR noc aso da trama golpista. Bolsonaro foi um dos 34 citados no caso.

O ato em Copacabana foi idealizado pelo pastor Silas Malafaia e reuniu governadores, senadores e deputados federais aliados do ex-presidente, além de apoiadores que defenderam anistia aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes.

Fonte: DCM

Gleisi Hoffmann decide sair do governo Lula; entenda

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, decidiu disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições do próximo ano. Com a escolha, a responsável pela articulação política do governo do presidente Lula deverá deixar o cargo até abril, prazo legal para a desincompatibilização de ministros que pretendem concorrer a cargos eletivos.

Em 2022, Gleisi foi a segunda deputada federal mais votada do Paraná, com mais de 261 mil votos, ficando atrás apenas de Deltan Dallagnol. Em março deste ano, ela havia se licenciado do mandato para assumir a Secretaria de Relações Institucionais, função estratégica na coordenação da base governista no Congresso.

A saída da ministra faz parte de um movimento mais amplo no governo federal. Mais de uma dezena de auxiliares de Lula devem deixar ministérios no início do próximo ano para disputar eleições. Entre eles está o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que já sinalizou publicamente a possibilidade de entregar o cargo até fevereiro.

Fonte: DCM

Lula planeja veto a projeto da dosimetria em ato no Planalto

Presidente quer transformar decisão sobre penas do 8 de janeiro em gesto político em defesa da democracia

Brasília (DF) - 18/12/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá entrevista coletiva durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende vetar o projeto de lei que altera critérios de dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. A decisão deverá ser anunciada em um ato político no Palácio do Planalto, planejado para marcar simbolicamente a data e reforçar a defesa das instituições democráticas.

De acordo com informações publicadas pelo colunista Ricardo Noblat, no portal Metrópoles, Lula avalia que o veto ao texto aprovado pelo Congresso Nacional deve ser apresentado como uma resposta direta à tentativa de ruptura institucional ocorrida no início de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas, em Brasília.

A proposta aprovada pelo Legislativo trata da dosimetria das penas, ou seja, dos critérios utilizados pela Justiça para fixar a punição dos envolvidos nos atos antidemocráticos. No Palácio do Planalto, a avaliação é de que mudanças nesse sentido poderiam enfraquecer a responsabilização dos autores dos ataques e abrir margem para revisões consideradas incompatíveis com a gravidade dos crimes cometidos.

O presidente pretende reunir ministros de Estado e os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal no evento. A iniciativa busca reforçar a imagem de unidade institucional em torno da defesa da democracia e do respeito às decisões do Judiciário.

A organização do ato ficará a cargo do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), que participa das articulações junto ao governo para a realização da cerimônia. A data escolhida tem forte carga simbólica, ao rememorar um dos episódios mais graves da história recente da República.

Internamente, auxiliares do presidente avaliam que o veto não será apenas um procedimento formal, mas um gesto político calculado, com o objetivo de reafirmar o compromisso do governo com a ordem constitucional e com a punição dos responsáveis pelos ataques às instituições.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Senador Alessandro Vieira anuncia investigação sobre contrato da esposa de Alexandre de Moraes com o Banco Master

Parlamentar vai recolher assinaturas após o recesso para apurar contrato de R$ 129 milhões e suposta atuação do ministro em favor da instituição financeira

       Alessandro Vieira (Foto: Marcos Oliveira/Ag. Senado)

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou que pretende articular, após o recesso parlamentar, a abertura de uma investigação no Senado sobre o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia ligado à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Segundo o parlamentar, o acordo, estimado em R$ 129 milhões, estaria “fora do padrão da advocacia” e se soma a denúncias de atuação direta do magistrado em favor do banco.

A declaração foi feita por meio de uma publicação nas redes sociais. “Após o recesso vou coletar as assinaturas para investigação de notícias sobre um contrato entre o Banco Master e o escritório da família do ministro Moraes, de 129 milhões de reais, fora do padrão da advocacia, além desta notícia de atuação direta do ministro em favor do banco”, escreveu o senador.



A manifestação ocorre em meio à repercussão de reportagens que apontam que o escritório Barci de Moraes Associados, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF, manteve contrato com o Banco Master com pagamentos mensais milionários ao longo de três anos. As informações vieram a público em apuração jornalística que também revelou contatos de Alexandre de Moraes com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante o período em que a autoridade monetária analisava a situação da instituição financeira.

Pressão sobre Moraes

Para Alessandro Vieira, o volume financeiro do contrato e o contexto das revelações levantam suspeitas que precisam ser esclarecidas no âmbito do Legislativo. Nos bastidores do Senado, a iniciativa é vista como um passo concreto para transformar o desgaste político em um procedimento formal de apuração, seja por meio de uma comissão ou de outro instrumento de investigação parlamentar.

O anúncio do senador amplia a pressão institucional sobre Alexandre de Moraes em um momento em que o ministro já é alvo de críticas públicas de setores da imprensa e de questionamentos políticos sobre conflitos de interesse e credibilidade do Supremo. Aliados do governo acompanham o movimento com cautela, enquanto parlamentares da oposição defendem que o caso seja apurado de forma ampla e transparente.

Até o momento, nem Alexandre de Moraes nem representantes do Banco Master comentaram a iniciativa anunciada pelo senador. A expectativa é que, com o fim do recesso, o tema passe a ocupar o centro do debate político no Congresso, aprofundando a crise em torno do ministro do STF e das relações entre o Judiciário, o sistema financeiro e o poder político.

Fonte: Brasil 247

Cristina Kirchner se recupera bem após cirurgia

Boletim médico aponta recuperação estável e ausência de complicações após procedimento para tratar peritonite aguda

A ex-presidente argentina Cristina Fernández de Kirchner em uma sacada, no dia em que o Tribunal Federal de Apelações Criminais confirmou uma sentença de prisão por suposta corrupção na concessão de obras públicas durante sua presidência, em Buenos Aires, Argentina, em 13 de novembro de 2024 (Foto: REUTERS/Matias Baglietto)

A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner apresenta um quadro clínico estável e evolução considerada positiva após passar por uma cirurgia de urgência para tratar uma peritonite aguda. Internada desde o último fim de semana em Buenos Aires, ela segue sob observação médica, sem registro de intercorrências até o momento.

Um boletim médico divulgado nesta segunda-feira (22) indica que a paciente evolui de forma satisfatória no pós-operatório. O comunicado foi emitido pela clínica Otamendi, localizada na capital argentina, onde a ex-presidente permanece hospitalizada.

Segundo a nota médica, Cristina Kirchner “permanece sem febre ou complicações neste momento”, o que reforça a avaliação de que a recuperação ocorre dentro do esperado após o procedimento cirúrgico. A ex-presidente tem 72 anos e foi submetida à cirurgia após dar entrada no hospital com fortes dores abdominais.

A internação ocorreu no sábado, em caráter emergencial. O episódio de saúde aconteceu poucos dias depois de Kirchner ter recebido autorização judicial para a transferência de sua residência. Desde junho, ela cumpre pena de seis anos de prisão por corrupção, em regime determinado pela Justiça argentina.

Fonte: Brasil 247

Globo já defende o impeachment de Alexandre de Moraes; vídeo

Em comentário na CBN, Merval Pereira e Carlos Alberto Sardenberg falaram sobre as relações entre o ministro do STF e o Banco Master

18/11/2025 - O ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante o julgamento da Ação Penal 2696 referente ao Núcleo 3 da trama golpista (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

A Rede Globo passou a vocalizar, ainda que de forma indireta, a defesa do impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em comentário exibido na rádio CBN, os jornalistas Merval Pereira e Carlos Alberto Sardenberg classificaram como “gravíssima” a revelação de supostas relações do magistrado com o Banco Master, apontando uma crise de credibilidade no Supremo e afirmando que a situação exige um limite institucional.

O comentário teve como base reportagem da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, segundo a qual Alexandre de Moraes teria mantido ao menos cinco contatos — incluindo telefonemas e um encontro presencial — com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar de temas de interesse do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro.

“Bom, Merval, a nossa colega Malu Gaspar publicou no blog dela que o ministro Alexandre de Moraes teve pelo menos cinco encontros com o presidente do Banco Central, o Galípolo, para encontros nos quais o ministro Moraes falou ou fez pressão a favor do Banco Master. Merval, é bastante grave, né?”, afirmou Carlos Alberto Sardenberg na abertura do comentário.

Merval Pereira respondeu de forma ainda mais contundente. “É gravíssimo, é gravíssimo. É gravíssimo e isso tem que ter um limite, tem que ter um fim. Porque a cada revelação que aparece sobre interesses privados envolvendo decisões do Supremo perde-se a credibilidade, o Supremo vira um objeto de desconfiança do cidadão”, disse.

Na sequência, Merval foi além e associou diretamente as denúncias à permanência de Moraes no cargo. “Na medida que o ministro Alexandre Moraes não nega oficialmente, formalmente, que a sua mulher recebeu mais de 30 milhões de reais no ano, 50 milhões, para trabalhar pelo Banco do Borgaro, que ele ligou cinco vezes e convocou o presidente do Banco Central uma vez para um encontro pessoal, presencial, para trabalhar a favor do Banco do Borgaro, isso vira uma coisa absurda, vira uma razão de vítima, vira uma crise política”, afirmou.

O comentarista prosseguiu dizendo que o ministro “tem que se pronunciar, tem que provar que não é verdade, tem que recusar isso de maneira veemente”, sob pena de “perder completamente a credibilidade” diante da divulgação dos fatos.

Sardenberg destacou ainda que tanto Alexandre de Moraes quanto Gabriel Galípolo foram procurados por Malu Gaspar antes da publicação da reportagem, mas optaram por não comentar. “Ela obviamente, com o seu profissionalismo, procurou tanto o ministro Alexandre de Moraes quanto o presidente do Banco Central para comentar essas informações e nenhum dos dois quis comentar”, disse.

Merval Pereira fez questão de reforçar a credibilidade da jornalista do Globo. “A Malu tem uma tradição de bem informar, ela é uma jornalista muito bem informada, muito séria. E ela não publica coisas levianas”, afirmou. Segundo ele, as informações sobre os valores pagos pelo Banco Master ao escritório da esposa do ministro foram publicadas “com detalhes” e “não foram refutadas por ninguém”.

O tom adotado pelos dois principais comentaristas políticos da Globo foi interpretado, nos bastidores de Brasília, como um endosso explícito à tese de que o caso ultrapassou o campo da controvérsia jornalística e ingressou no terreno de uma crise institucional com potencial de resultar em um pedido de impeachment no Senado.

Ao tratar o episódio como uma ameaça direta à credibilidade do Supremo e afirmar que “isso tem que ter um fim”, Merval Pereira sinalizou que, para o grupo Globo, a permanência de Alexandre de Moraes no cargo passou a ser vista como politicamente insustentável caso ele não apresente uma resposta pública considerada convincente.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Brasil produz mais de 11% do volume mundial de carnes

Consumo interno representa apenas 7,7%, criando margem para avanço no mercado externo

       Pedaços de carne em açougue no Rio de Janeiro 26/11/2024 (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

O Brasil vem ampliando de forma acelerada sua presença no mercado global de carnes, impulsionado por ganhos expressivos de produtividade, crescimento do consumo interno e, sobretudo, pela expansão das exportações. O ritmo surpreendeu analistas e agentes do setor ao longo de 2025, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de proteínas animais.

De acordo com a Folha de São Paulo, com base em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), o Brasil ultrapassou os Estados Unidos na produção de carne bovina antes do prazo inicialmente previsto, que era de dois anos. A antecipação reflete a intensidade do avanço produtivo no país, sustentado por melhorias tecnológicas e pela forte demanda doméstica e internacional.

A produção brasileira de carnes bovina, suína e de frango deve alcançar 32,5 milhões de toneladas em 2025, segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), volume 23% superior ao registrado em 2018. O próprio Usda trabalha com estimativa semelhante. Esse crescimento ocorre tanto pelo aumento do consumo no mercado interno quanto pelo desempenho das exportações, que ganharam peso estratégico na última década.

No consumo doméstico, o frango lidera com folga. Cada brasileiro consome, em média, 45,5 quilos por ano, alta de 8,1% em relação a 2017, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O consumo de carne suína avançou ainda mais, chegando a 18,6 quilos por pessoa, um crescimento de 26,5% no mesmo período. Já a carne bovina mantém estabilidade, em torno de 30 quilos anuais, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

O salto da produção está diretamente associado ao aumento da produtividade. Em 2020, o peso médio da carcaça bovina era de 262 quilos por animal. Em setembro deste ano, esse indicador atingiu 303 quilos pela primeira vez, com a produção mensal superando 1 milhão de toneladas, conforme levantamento da consultoria Athenagro. Na suinocultura, a carcaça média passou de 90,7 quilos para 94,2 quilos, enquanto o peso médio do frango chegou a 2,1 quilos por ave, segundo o IBGE.

Apesar da evolução interna, foi o mercado externo que se consolidou como principal motor desse crescimento. A partir de 2017, a combinação de urbanização e aumento de renda em diversos países elevou de forma significativa a demanda global por proteína animal. Ao mesmo tempo, grandes produtores enfrentaram crises sanitárias, como surtos de doenças em rebanhos, cenário que não se repetiu no Brasil, favorecendo a expansão das exportações nacionais.

A China teve papel central nesse processo. Em 2015, o Brasil exportou 406 mil toneladas de carnes bovina, suína e de frango para o mercado chinês. Em 2025, até novembro, esse volume já alcança 1,9 milhão de toneladas. A carne de frango ganhou espaço durante o período mais crítico da gripe aviária no país asiático, enquanto a suína avançou no contexto da peste suína africana. A carne bovina, por sua vez, passou a integrar de forma crescente a dieta de uma população em ascensão social.

Atualmente, o Brasil responde por 11% das 287 milhões de toneladas da produção mundial dessas três proteínas, enquanto o consumo interno representa apenas 7,7% do total global. Essa diferença garante margem confortável para o avanço das exportações. A China, sozinha, importa 16% de todo o volume comercializado no mundo, estimado em 32,7 milhões de toneladas.

Os números ilustram a dimensão desse crescimento. Em relação a 2017, as exportações brasileiras de carne suína para a China saltaram de 49 mil toneladas para 533 mil em 2021. As de frango avançaram de 391 mil para 672 mil toneladas em 2020. Já a carne bovina teve o movimento mais expressivo, passando de 211 mil toneladas para 1,5 milhão em 2025.

Esse cenário de forte demanda internacional também teve reflexos nos preços internos. Desde o início de 2019, a inflação acumulada da carne bovina no Brasil chegou a 95%. No mesmo período, os preços do frango subiram 94% e os da carne suína, 93%, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Para efeito de comparação, a inflação geral foi de 46%, enquanto a de alimentos atingiu 76%.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Arrecadação federal atinge R$ 226,7 bilhões em novembro e marca novo recorde

Resultado mensal é o maior da série histórica iniciada em 1995 e reflete alta de tributos, juros elevados e novas fontes de receita

Arrecadação federal atinge R$ 226,7 bilhões em novembro e marca novo recorde (Foto: Agência Brasil )

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e outras receitas alcançou R$ 226,7 bilhões em novembro deste ano, consolidando o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. O desempenho representa um crescimento real de 3,75% em relação a novembro do ano passado, já descontada a inflação, quando o total arrecadado foi de R$ 218,5 bilhões.

Segundo a Receita Federal, o avanço reflete uma combinação de fatores econômicos e mudanças recentes na política tributária adotada pelo governo federal.

Entre os principais impulsionadores do resultado está o aumento da arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a tributação das apostas esportivas, conhecidas como bets, incluindo receitas de loterias. Apenas esse segmento respondeu por R$ 850 milhões em novembro, reforçando o peso das novas fontes de receita criadas nos últimos anos.

Outro fator relevante foi o crescimento do Imposto de Renda incidente sobre aplicações financeiras, movimento associado ao atual patamar elevado da taxa de juros. A arrecadação com juros sobre capital próprio também contribuiu para elevar o resultado do mês, segundo a Receita Federal.

No acumulado do ano, os números também são recordes. De janeiro a novembro, a arrecadação federal somou R$ 2,59 trilhões em valores nominais. Considerando a correção pela inflação, o total chega a R$ 2,62 trilhões, o que representa um crescimento real de 3,25% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o montante foi de R$ 2,54 trilhões. Trata-se do maior valor já registrado para os onze primeiros meses do ano.

Além do IOF e da tributação das bets, o desempenho positivo de 2025 também reflete um conjunto de medidas adotadas pelo governo para ampliar a base de arrecadação. Entre elas estão a tributação de fundos exclusivos e offshores, mudanças na cobrança sobre incentivos fiscais concedidos por estados, a retomada da tributação de combustíveis, o imposto sobre encomendas internacionais, conhecido como “taxa das blusinhas”, a reoneração gradual da folha de pagamentos e o fim de benefícios fiscais para o setor de eventos, no âmbito do Perse.

No campo fiscal, o resultado ocorre em um contexto de metas estabelecidas pelo novo arcabouço das contas públicas. A regra prevê uma margem de tolerância de até 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto, permitindo um déficit de aproximadamente R$ 31 bilhões sem que a meta seja considerada descumprida. Além disso, para fins de apuração do resultado fiscal, são excluídos R$ 44,1 bilhões em precatórios, referentes a decisões judiciais, conforme definido na legislação vigente.

Fonte: Brasil 247

Galípolo se cala sobre suposta pressão de Alexandre de Moraes para evitar a intervenção no Banco Master

Presidente do Banco Central decidiu não comentar o caso revelado nesta segunda-feira pelo jornal O Globo

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante coletiva de imprensa, em Brasília - 27/03/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, optou por não comentar as revelações feitas pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, sobre supostas pressões exercidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em meio às discussões internas da autoridade monetária envolvendo o Banco Master. Procurados após a publicação da reportagem, tanto Galípolo quanto Moraes decidiram permanecer em silêncio.

Segundo a apuração de Malu Gaspar, Alexandre de Moraes teria procurado Galípolo em ao menos quatro ocasiões — três por telefone e uma presencialmente — para tratar da situação do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, enquanto o Banco Central analisava a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB) e avaliava a possibilidade de uma intervenção. Seis fontes relataram os episódios ao blog, incluindo uma que ouviu o próprio ministro falar sobre a reunião e outras cinco que tomaram conhecimento dos contatos por integrantes do BC.

De acordo com o relato, Moraes buscou informações sobre o andamento da operação de venda anunciada em março e ainda pendente de autorização. Em um encontro presencial solicitado em julho, o ministro teria afirmado que “gostava de Vorcaro” e repetido o argumento de que o Banco Master estaria sendo alvo de resistência por disputar espaço com grandes bancos. Ainda segundo a reportagem, Moraes pediu que o Banco Central aprovasse a operação.

Divergências internas no BC

Na ocasião, porém, já havia divergências internas no BC sobre decretar ou não intervenção no banco. Galípolo teria informado ao ministro que técnicos da autarquia haviam identificado fraudes no repasse de R$ 12,2 bilhões em créditos do Banco Master para o BRB. Conforme os relatos, Moraes reconheceu que, caso a fraude fosse comprovada, a operação não poderia ser aprovada.

O caso teve desfecho na segunda-feira (18), quando a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro e outros seis executivos acusados de envolvimento nas fraudes. No mesmo dia, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master.

A reportagem também revelou que o escritório Barci de Moraes Associados, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF, mantinha contrato com o Banco Master. O acordo previa honorários mensais de R$ 3,6 milhões por três anos, a partir de janeiro de 2024, o que totalizaria cerca de R$ 130 milhões. O contrato indicava atuação junto ao Banco Central, à Receita Federal, ao Cade e ao Congresso Nacional. No entanto, informações obtidas via Lei de Acesso à Informação apontam que nenhuma dessas instituições registrou pedidos de reuniões ou petições do escritório.

A tensão institucional aumentou quando, na quarta-feira (17), o ministro Dias Toffoli decidiu avocar para o Supremo a investigação sobre o Banco Master, decretou sigilo total e concedeu à Polícia Federal 30 dias para a realização de oitivas, com acompanhamento de juízes auxiliares. Técnicos do Banco Central relataram apreensão diante da possibilidade de serem chamados a depor, afirmando a investigadores que nunca haviam sofrido tanta pressão política em favor de um único banco.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Lula planeja vetar projeto que reduz penas de Bolsonaro e golpistas no 8 de janeiro


    O presidente Lula (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foto: Reprodução


O presidente Lula (PT) pretende vetar o PL da dosimetria, projeto que reduz penas aplicadas aos condenados pelos atos golpistas, no dia 8 de janeiro, data simbólica que marca os três anos da invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília, conforme informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

A proposta, aprovada pela Câmara e pelo Senado, também beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado neste ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O dia 8 de janeiro de 2026 completa três anos dos ataques promovidos por apoiadores de Bolsonaro contra o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF, com depredação, violência e agressões a policiais.

O STF entendeu que os atos estavam articulados com o plano de golpe de Estado liderado por Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, sendo seis anos e nove meses em regime fechado.

Aprovado pelo Congresso neste mês, o PL da dosimetria prevê a redução das punições impostas aos condenados pelo 8/1, inclusive a Bolsonaro. Aliados do ex-presidente calculam que, com as novas regras, ele poderia cumprir pouco mais de dois anos em regime fechado.

Dois anos do 8 de janeiro: a fragilidade da democracia e o papel das elites na disseminação da desinformação - Sintietfal
Bolsonaristas durante os ataques de 8 de janeiro, em Brasília. Foto: Reprodução

Lula confirma intenção de vetar

Lula já deixou claro que pretende barrar o projeto. “Se o Congresso quiser, que derrube meu veto”, afirmou o presidente na sexta-feira (19), durante discurso na festa de Natal da ExpoCatadores, em São Paulo.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), já começou a mobilizar apoiadores para manifestações caso o veto seja confirmado na data. “Se o presidente Lula veta, no meio daquela data, do 8/1, dia em que tentaram dar um golpe na democracia no Brasil, aí, gente, é com a gente nas ruas”, afirmou.

Há, no entanto, um ponto sensível. Lula pretende realizar no mesmo dia uma cerimônia oficial para relembrar os ataques de janeiro de 2023, com a presença dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Ambos comandam as Casas que aprovaram o projeto, e assessores avaliam que a assinatura do veto no mesmo dia pode gerar uma saia justa institucional.

Prazo legal para o veto

O projeto de lei foi encaminhado à Presidência em 19 de dezembro. Lula tem 15 dias úteis para decidir se veta ou sanciona a proposta. O prazo começou a contar nesta segunda-feira (22). Considerando os feriados de 25 de dezembro e 1º de janeiro, além dos fins de semana, o presidente teria até o dia 13 de janeiro para formalizar o veto.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

Em vídeo, Eduardo Bolsonaro joga fora chinelos e prega boicote à Havaianas

Ex-deputado grava vídeo nos EUA, critica campanha da Havaianas e acusa marca de mensagem política

Em vídeo, Eduardo Bolsonaro joga fora chinelos e prega boicote à Havaianas (Foto: Reprodução/Instagram)

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro usou as redes sociais no domingo (21) para anunciar um boicote à Havaianas após a divulgação de uma campanha de fim de ano que passou a ser alvo de críticas de apoiadores da direita. Em um vídeo gravado nos Estados Unidos, onde vive desde fevereiro, ele aparece jogando no lixo um par de chinelos da empresa e associa a publicidade a uma suposta mensagem política.

A reação ocorreu após a circulação de uma peça publicitária estrelada pela atriz Fernanda Torres. No vídeo da campanha, a atriz afirma não desejar que as pessoas “comecem o ano com o pé direito” e diz preferir que o público inicie 2026 “com os dois pés”, em uma mensagem que incentiva uma postura mais ativa e menos vinculada à ideia de sorte.

O conteúdo da publicidade gerou ampla repercussão nas redes sociais e passou a ser interpretado de maneiras distintas. Enquanto parte do público avaliou a mensagem como apenas uma estratégia criativa de marketing, outros enxergaram um posicionamento político implícito, o que impulsionou críticas por parte de grupos conservadores.

No vídeo divulgado, Eduardo Bolsonaro afirmou que sempre considerou a Havaianas um símbolo nacional e disse ter se decepcionado com a escolha da garota-propaganda. Segundo ele, a campanha não teria sido casual e refletiria um alinhamento ideológico. O ex-deputado citou nomes de pessoas condenadas pelos atos de 8 de Janeiro e acusou a atriz de defender prisões relacionadas às invasões às sedes dos Três Poderes.

Ainda na gravação, Eduardo estabeleceu um paralelo com a marca de cerveja Budweiser, nos Estados Unidos, alegando que a empresa teria enfrentado prejuízos após campanhas consideradas desconectadas de parte de seu público. Para ele, a Havaianas correria o risco de repetir o mesmo erro ao adotar uma comunicação que, em sua avaliação, afastaria consumidores conservadores.

A manifestação ocorre poucos dias depois de a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarar a perda do mandato de Eduardo Bolsonaro por excesso de faltas, já que ele permanece fora do país. Enquanto isso, a campanha da Havaianas segue em debate nas redes sociais, dividindo opiniões entre quem vê apenas uma mensagem publicitária e quem identifica um posicionamento político implícito.

Fonte: Brasil 247

Efeito Lula: Brasil dribla tarifaço e aumenta volume de exportações, mostra estudo


Donald Trump e Lula. Foto: Ricardo Stuckert

As exportações brasileiras fecharam os primeiros onze meses deste ano com desempenho acima do esperado e atingiram o maior valor dos últimos dez anos para o período, mesmo após o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. A combinação entre diversificação de mercados buscada pelo presidente Lula (PT) e maior peso de setores especializados ajudou a reduzir o impacto das sobretaxas e a diminuir a dependência do mercado estadunidense.

De janeiro a novembro, o Brasil exportou US$ 317,18 bilhões, alta de 1,8% em relação a 2024. O avanço ocorreu apesar da sobretaxa adicional anunciada em julho e aplicada a partir de agosto, que elevou a alíquota total sobre diversos produtos brasileiros para até 50%.

O impacto foi mais concentrado nos embarques para os Estados Unidos, mas acabou compensado pelo crescimento das vendas para outros destinos.

Estudo da Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostra que o efeito do tarifaço variou significativamente entre os setores exportadores.

Dos 30 setores que vendem para os EUA, 19 registraram queda nas exportações, somando US$ 21,2 bilhões entre janeiro e novembro, retração de 14,5% em relação ao mesmo período de 2024, quando ainda não havia tarifas adicionais.

Por outro lado, 11 setores conseguiram ampliar as vendas ao mercado estadunidense mesmo sob a vigência do tarifaço. Juntos, eles exportaram US$ 12,9 bilhões no período e cresceram 9,8% na comparação anual. Esse desempenho ajudou a conter a retração total das exportações brasileiras para os EUA, que ficou limitada a 6,7% no acumulado até novembro.

Vista aérea do Porto de Santos. Foto: reprodução
“O resultado do tarifaço foi assimétrico entre os setores”, afirmou Daiane Santos, pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), economista da Funcex e responsável pelo estudo, em entrevista ao Estadão. Segundo ela, os segmentos que avançaram nas vendas externas oferecem produtos com maior grau de especialização e alguma vantagem comparativa, como aviões, óleos combustíveis, carne bovina, suco de laranja, café, máquinas e equipamentos elétricos.

Outro fator relevante, segundo a economista, é a dependência dos importadores. “Quem precisa das máquinas brasileiras, mesmo com a tarifa importou. Isto é, pagou o preço, mesmo com a sobretaxação”. É o caso do café em grão, cujas exportações cresceram 6,8% em valor, e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que avançaram 11,3%.

Já entre os setores mais prejudicados pelo tarifaço predominam commodities e bens intermediários, produtos padronizados e facilmente substituíveis. Com isso, a participação dos EUA nas exportações brasileiras recuou para a faixa de 7% a 8% neste ano, após ter oscilado entre 10% e 12% em 2023 e entre 13% e 14% em 2024.

“Os EUA ainda têm participação relevante na nossa pauta de exportação, mas agora não são dominante, como foram no passado”, disse a especialista.

O impacto das tarifas ficou mais evidente em outubro, quando as exportações para os Estados Unidos caíram quase 40% na comparação com o mesmo mês de 2024, segundo a economista do Itaú BBA, Julia Marasca. Em novembro, houve reação, após o recuo do governo Trump na aplicação da sobretaxa de 40% sobre mais de 200 produtos. “Trump voltar atrás na tarifa de 50% foi primordial”, afirma Daiane

No conjunto, o comércio exterior brasileiro surpreendeu positivamente. “Isso significa que as exportações, excluindo os Estados Unidos, estão crescendo” observou Julia. Ásia e América do Sul ganharam espaço, com destaque para China, Índia e Argentina, além de países europeus, do Oriente Médio e do Norte da África.

Até novembro, a balança comercial acumula superávit de US$ 57,8 bilhões. A projeção do Itaú BBA é de que o saldo chegue a US$ 65 bilhões em 2025, com exportações em alta mesmo diante do tarifaço, enquanto a redução em relação a 2024 será explicada principalmente pelo crescimento das importações.

Fonte: DCM

Bêbado se passa por cirurgião, vê tutorial no YouTube e mata paciente durante operação


      Cirurgiões durante operação. Foto: ilustração

Uma mulher morreu após ser submetida a uma cirurgia realizada por um homem que fingia ser médico em uma clínica clandestina na cidade de Barabanki, no estado de Uttar Pradesh. O procedimento foi feito enquanto o falso profissional assistia a um vídeo no YouTube, segundo a polícia.

De acordo com o marido da vítima, Munishra Rawat, de 50 anos, o dono da clínica, Gyan Prakash Mishra, disse que a dor abdominal era causada por “pedras” e iniciou a cirurgia mesmo sob efeito de álcool. Durante o procedimento, ele e o sobrinho teriam cortado artérias e veias importantes, provocando complicações graves. A mulher foi levada a um hospital, mas morreu na noite seguinte, em 6 de dezembro.

A polícia abriu investigação por homicídio culposo por negligência médica e registrou acusações com base na Lei de Prevenção de Atrocidades (SC/ST Act), já que a vítima pertencia a uma casta protegida. A clínica, que funcionava sem licença, foi fechada.

Fonte: DCM

Lula comemora título da Copa do Brasil do Corinthians: “Presente de Natal antecipado”

O presidente Lula com casaco do Corinthians, seu time. Imagem: reprodução

Torcedor do Corinthians, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou nas redes sociais o título da Copa do Brasil conquistado pelo clube neste domingo (21/12). Lula publicou uma imagem com jogadores do Timão, entre eles Memphis Depay e Yuri Alberto, ao lado do troféu da competição.

Na legenda, o presidente escreveu: “Presente de Natal antecipado pra nação corinthiana. Parabéns, Timão! ✨”.



O Corinthians garantiu o título após vencer o Vasco por 2 a 1, depois de empate sem gols na partida de ida, disputada na Neo Química Arena. Yuri Alberto e Memphis Depay marcaram para o time paulista, enquanto Nuno Moreira fez o gol do Cruzmaltino. Esta é a quarta conquista do Corinthians na Copa do Brasil – antes, o clube venceu o torneio em 1995, 2002 e 2009.

Tetracampeão

O Vasco tentou assumir o controle da partida desde o início, com maior presença ofensiva e jogadas trabalhadas no ataque, enquanto o Corinthians adotou postura mais cautelosa, reforçou a marcação no meio-campo e apostou na velocidade nos contra-ataques. A estratégia deu resultado aos 18 minutos, quando Matheuzinho lançou Yuri Alberto, que apareceu livre e finalizou na saída de Léo Jardim para abrir o placar.

O time carioca reagiu, criou chances em bola parada e levou perigo com Philippe Coutinho, até empatar aos 40 minutos, após cruzamento de Andrés Gómez e cabeceio certeiro de Nuno Moreira. Na volta do intervalo, o Vasco subiu as linhas e pressionou, mas voltou a sofrer com os espaços deixados atrás. Aos 17, Breno Bidon iniciou a jogada, Matheuzinho encontrou Yuri Alberto, que serviu Memphis Depay para marcar o segundo.

Com a desvantagem, o Vasco se lançou ao ataque, promoveu mudanças ofensivas e ainda assustou nos minutos finais, parando em boa defesa de Hugo Souza. Bem organizado defensivamente, o Corinthians segurou o resultado e confirmou a vitória que garantiu o título de tetracampeão da Copa do Brasil.

Veja os melhores momentos da disputa: 

Fonte: DCM

Pesquisa indica Ratinho Jr como o governador mais bem avaliado do Brasil

Levantamento do Real Big Data mostra que o paranaense registra 85% de aprovação, índice acima de outros nomes cotados para a disputa presidencial de 2026

     O governador Carlos Massa Ratinho Jr. (Foto: Roberto Dziura Jr./Divulgação)

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), encerra 2025 com o maior índice de aprovação entre todos os governadores brasileiros. Levantamento foi realizado pelo instituto Real Big Data em 20 estados entre novembro e dezembro.

Segundo a pesquisa, Ratinho Junior alcança 85% de aprovação após sete anos à frente do governo paranaense — resultado que o coloca à frente de nomes que também despontam como potenciais candidatos ao Palácio do Planalto em 2026 e que disputarão espaço contra o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O desempenho reforça a expectativa do PSD de utilizar sua popularidade como trunfo na formação de alianças e chapas para o próximo ano eleitoral. No recorte regional, os governadores do Sul e Sudeste que são frequentemente comparados a Ratinho Junior têm índices mais modestos. O paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 60% de aprovação, enquanto o gaúcho Eduardo Leite (PSDB) registra 62%.

Quem mais se aproxima do desempenho paranaense é Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo, que pontua 75%. A pesquisa também revela grande disparidade entre as regiões do país. Enquanto Ratinho Junior e Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás, figuram entre os líderes nacionais em aprovação, estados do Norte e Nordeste concentram os índices mais baixos.

O amazonense Wilson Lima (União Brasil) aparece com 40%, e Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte, tem 29%.O cenário reforça a força política de Ratinho Junior às vésperas de um ano decisivo, no qual diferentes legendas calibram estratégias para ampliar espaço nacional. Com desempenho acima da média e bem superior ao de possíveis adversários, o governador paranaense se consolida como um dos principais ativos eleitorais do PSD para 2026.

Fonte: Brasil 247