sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Alvo da PF, líder do PL declarou só R$ 4,9 mil em 2022

Patrimônio informado à Justiça Eleitoral contrasta com apreensão de R$ 430 mil feita pela Polícia Federal nesta sexta-feira

         Alvo da PF, líder do PL declarou só R$ 4,9 mil em 2022 (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta sexta-feira (19/12). Registros oficiais mostram que, nas eleições de 2022, o parlamentar informou à Justiça Eleitoral possuir apenas R$ 4,9 mil em bens, valor considerado irrisório para um deputado federal em exercício. As informações são do Metrópoles.

Conforme a declaração apresentada por Sóstenes à Justiça Eleitoral, todo o patrimônio informado estava concentrado em duas contas correntes: uma com saldo de R$ 4,3 mil e outra com cerca de R$ 600. Não havia registro de imóveis, veículos ou outros bens relevantes em seu nome naquele período.

☉ Apreensão de dinheiro em Brasília

Três anos após a prestação de contas eleitoral, a Polícia Federal apreendeu, nesta sexta-feira (19), cerca de R$ 430 mil em espécie em um flat alugado pelo deputado na região central de Brasília, onde ele reside durante a semana. A apreensão ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Sóstenes afirmou que o dinheiro encontrado tem origem lícita e seria resultado da venda de um imóvel realizada após as eleições de 2022. Segundo ele, a operação financeira ocorreu posteriormente à declaração de bens, o que explicaria a ausência do valor nos registros eleitorais.

“Aprendam uma coisa: dinheiro de corrupção não aparece lacrado, identificado e recolhido oficialmente na sua residência. Quem quer viver de corrupção, bota em outro lugar. Vendi um imóvel, o imóvel me foi pago com dinheiro lícito, está lacrado, tem a origem, então não tenho nada a temer”, disse o deputado.

Histórico patrimonial do deputado

A declaração apresentada em 2022 contrasta com informações de eleições anteriores. Em 2018, quando também se elegeu deputado federal, Sóstenes Cavalcante informou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 134,6 mil. A maior parte desse valor correspondia a um veículo modelo Tucson, avaliado em R$ 122 mil.

☉ Operação Galho Fraco

A ação da Polícia Federal faz parte da Operação Galho Fraco, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos relacionados ao uso de cotas parlamentares. Além de Sóstenes Cavalcante, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo da investigação. Ao todo, a Polícia Federal cumpriu sete mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF, com ações realizadas no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Exportações de carne bovina crescem 50% e sinalizam recorde histórico para o ano

Foi o terceiro melhor resultado do ano, com receitas que devem superar a marca de US$ 18 bilhões. Em volume, a movimentação aumentou 30%

Funcionário carrega pedaços de carne em açougue de São Paulo 10/10/2014 REUTERS/Nacho Doce (Foto: Marcos Brindicci - Reuters)

A Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) informou nesta sexta-feira (19) que as exportações do setor de carne bovina, em novembro de 2025, cresceram 50% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, mantendo o elevado ritmo de crescimento que vem sendo observado ao longo do ano. No mês, as vendas externas de carne bovina in natura e industrializada, miudezas comestíveis e outros subprodutos alcançaram US$ 1,874 bilhão. Foi o terceiro melhor resultado do ano, sinalizando para um novo recorde em 2025, com receitas que devem superar a marca de US$ 18 bilhões. Em volume, a movimentação foi de 361.885 toneladas (+ 30%).

A ABRAFRIGO compilou as estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No ano passado, em novembro, as exportações tiveram receita de US$ 1,249 bilhão e movimentação de 279.207 toneladas.

Faltando ainda contabilizar as vendas do mês de dezembro, com o final das tarifas punitivas aplicadas pelos Estados Unidos à carne bovina brasileira e manutenção do ritmo de compras pela China, além do crescimento de outros mercados como México, Rússia, União Europeia e Chile, as exportações totais de carne bovina em 2025 deverão ultrapassar US$ 18 bilhões e se aproximar de 4 milhões de toneladas embarcadas. No acumulado até novembro, segundo a Abrafrigo, a receita já atingiu US$ 16,530 bilhões (+37,5%) e 3,510 milhões de toneladas (+19%).

As vendas para a China, nosso principal comprador, cresceram 48% até novembro de 2025, em relação aos primeiros 11 meses do ano anterior, somando US$ 8,029 bilhões, com embarques de 1,499 milhão de toneladas (+23,65%).

A participação das exportações de carne bovina in natura para o mercado chinês, em relação ao total exportado, aumentou para 54% na parcial até novembro de 2025, ante uma participação de 51% no mesmo período do ano anterior. Os valores médios de exportação de carne bovina in natura para a China subiram 19,5% neste ano, passando de US$ 4.482 por tonelada (média de janeiro a novembro de 2024) para US$ 5.355 por tonelada (média de janeiro a novembro de 2025).

Esse aumento nos preços médios de exportações reflete movimentos nos preços do boi gordo no Brasil, que vêm subindo em virtude de fatores como uma mudança no ciclo pecuário, que sinalizam para uma oferta mais restrita da matéria prima e preços mais elevados no próximo ano.

Também há preocupações no mercado com possíveis restrições ao comércio que venham a ser decretadas pelo governo chinês em razão do processo de investigação de salvaguardas que vem sendo conduzido pelo Ministério do Comércio (MOFCOM) do país asiático, previsto para ser concluído no dia 26 de janeiro de 2026, após 2 prorrogações ocorridas em agosto e novembro deste ano.

As vendas para os Estados Unidos, segundo maior destino das exportações de carne bovina, ainda não se recuperaram das tarifas adicionais que vigoraram entre agosto e novembro deste ano. Em novembro, as exportações de carne bovina in natura para os Estados Unidos recuaram 58,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, contabilizando US$ 62 milhões.

No mesmo mês, as vendas de carne bovina industrializada recuaram 48%, para US$ 22,2 milhões, enquanto as vendas de sebo industrializado caíram 56,8%, para US$ 8,094 milhões. Apesar disso, as vendas totais para o país norte-americano cresceram 26,65% no período de janeiro a novembro de 2025, frente ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 1,889 bilhão. A expectativa é de que as vendas mensais de carne bovina para os Estados Unidos voltem a crescer a partir deste mês de dezembro, após a retirada total das tarifas adicionais por parte governo de Donald Trump.

A União Europeia, considerando um único mercado, é o terceiro maior comprador da carne bovina brasileira. As vendas para o bloco europeu aumentaram 70,9% em receitas e 52% em volume no período de janeiro a novembro de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Foram US$ 946,9 milhões e 116,3 mil toneladas embarcadas para aquele mercado, com valores médios de exportação que alcançaram US$ 8.380 por tonelada de carne bovina in natura embarcada.

O bloco europeu representou, de janeiro a novembro deste ano, 3,3% em volume e 5,7% em receitas com exportações de carne bovina. Há expectativas positivas para o setor com a possibilidade de assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, com perspectiva de ocorrer em janeiro de 2026. Mas, essas expectativas são acompanhadas de preocupações com as duras regras de salvaguardas previstas no acordo e que vêm sendo objeto de novas discussões na Comissão Europeia, em função da pressão realizada pelos produtores europeus, os quais temem perder espaço para a carne do Mercosul, de melhor qualidade e maiores volume e competitividade.

As regras de salvaguarda que já eram excessivamente restritivas em versões anteriores do acordo podem ficar ainda piores e dificultar as vendas de carne bovina para o mercado europeu, anulando em parte os possíveis ganhos com o tratado, que já vem sendo negociado há mais de 20 anos, e frustrando as expectativas do mercado.

A isso se somam inúmeras outras dificuldades para exportar para o bloco europeu, como a dificuldade de aprovação de novas áreas para exportações, sendo que atualmente o Brasil é livre de febre aftosa sem vacinação – com reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), e novas exigências como a EUDR, lei europeia que exige a comprovação de que o produto exportado (no caso de carne bovina, desde o nascimento do bezerro) não provém de áreas desmatadas a partir de janeiro de 2020, mesmo que de forma legal, conforme dispõe a legislação brasileira.

No terceiro lugar como país individual veio o Chile, com compras de 96.896 toneladas e receita de US$ 461,2 milhões em 2024, até novembro. Em 2025 as aquisições foram a 118.326 toneladas (+22,1%), proporcionando uma receita de US$ 654,6 milhões (+ 41,9%).

A quarta posição foi ocupada pelo México, que saiu de uma movimentação de 43.153 toneladas e receita US$ 201 milhões no ano passado para 113.378 toneladas (+ 162,7%) e receita de US$ 619 milhões (+207%) em 2025.

Em quinto lugar entre os 20 maiores importadores veio a Rússia que adquiriu 79.083 toneladas com receita de US$ 281,2 milhões em 2024 e comprou 117.279 toneladas (+48,3) e pagou por elas US$ 500 milhões (+ 77,8%).

Ressalte-se, em 2025, além do México, o crescimento da Indonésia que saiu de 9.668 toneladas e receita de US$ 44,3 milhões em 2024 para 38.501 toneladas (+ 298,2%) e receita de US$ 139, 3 milhões em 2025 (+ 214,3%). No total, foram 179 países compradores da carne bovina brasileira, sendo que 137 países tiveram crescimento nas suas importações, enquanto outros 42 diminuíram suas aquisições.

Fonte: Brasil 247

'Coisa de ditadura', afirma jornalista após prisão de ativista a favor de cotas raciais em universidades

'Momento de muita tensão', alertou Amanda Miranda em vídeo nas redes sociais

        Amanda Miranda e um carro da Polícia Militar de Santa Catarina (Foto: Reprodução )

A jornalista Amanda Miranda denunciou nesta sexta-feira (19), pelas redes sociais, a gravidade da prisão de Vanessa Brasil, ativista do movimento Vida Além do Trabalho (VAT). A detenção ocorreu durante uma ação de panfletagem contra o fim das cotas raciais na Praça XV de Novembro, no centro de Florianópolis (SC).

“Muito grave”, disse Amanda. “A gente não está vivendo em uma democracia. Momento de muita tensão para quem é de esquerda, para quem luta pelos direitos humanos, ao lado das minorias. PL Anti-Costa, de natureza racista. Estamos vivendo em um estado com uma Constituição própria”, continuou.

A jornalista esclareceu que Vanessa Brasil foi liberada após ser presa. “Mas não vamos nos calar! O que aconteceu em Florianópolis, na tarde desta quinta-feira, foi coisa de ditadura!”, complementou.

Fonte: Brasil 247

Presidente Lula acompanha a abertura da Ponte da Integração Brasil-Paraguai

Obra do Novo PAC vai desafogar a Ponte da Amizade e ampliar o fluxo econômico entre os dois países

Presidente Lula acompanha a abertura da Ponte da Integração Brasil-Paraguai (Foto: William Brisida/Itaipu Binacional)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha nesta sexta-feira, 19 de dezembro, a cerimônia de abertura da Ponte Internacional da Integração Brasil–Paraguai, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O evento está marcado para as 15h, na nova aduana binacional, e marca a entrega da segunda ligação viária entre os dois países na região da tríplice fronteira.

As informações foram divulgadas pelo Palácio do Planalto. Segundo o governo federal, a obra contou com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e recebeu investimento total de R$ 1,9 bilhão, com participação financeira dos dois países. A liberação do tráfego ocorrerá de forma gradual, começando com a circulação de caminhões sem carga.

● Nova ligação viária após seis décadas

A Ponte da Integração surge como alternativa à Ponte da Amizade, inaugurada há mais de 60 anos e atualmente a única conexão rodoviária entre Brasil e Paraguai na região. De acordo com a Receita Federal, o local registra diariamente a passagem de cerca de 100 mil pessoas e 45 mil veículos, o que gera congestionamentos frequentes e impactos diretos na mobilidade urbana de Foz do Iguaçu.

A nova estrutura conecta Foz do Iguaçu à cidade paraguaia de Presidente Franco, ampliando a capacidade logística e fortalecendo a integração econômica e comercial entre os dois países.

● Características técnicas da ponte

A Ponte da Integração possui 760 metros de extensão e um vão livre de 470 metros, o maior da América Latina. O projeto é do tipo estaiado, sustentado por duas torres de 190 metros de altura, equivalentes a edifícios de aproximadamente 54 andares. A pista conta com duas faixas simples, cada uma com 3,6 metros de largura.

● Perimetral Leste reorganiza o tráfego urbano

O funcionamento pleno da ponte está diretamente ligado à Perimetral Leste, nova rodovia construída no lado brasileiro. Com 14,7 quilômetros de extensão, a via liga a BR-277 à ponte e tem como objetivo retirar o tráfego de caminhões do centro urbano de Foz do Iguaçu, aumentando a segurança viária e a fluidez do trânsito.

Na primeira semana de operação, mais de 10 mil veículos já circularam pela Perimetral Leste. O conjunto de obras inclui ainda duas novas aduanas e seis viadutos.

Para o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, o impacto da obra vai além da infraestrutura viária. “A ponte será um motor de prosperidade para Foz do Iguaçu e região. Ao otimizar o fluxo comercial e turístico, estamos não apenas entregando uma infraestrutura moderna, mas promovendo um reordenamento urbano que devolve qualidade de vida à população”, afirmou.

● Operação gradual e cronograma de liberação

A entrada em operação ocorrerá de forma escalonada para garantir segurança e adaptação dos órgãos de fiscalização. A partir do dia 20 de dezembro, a travessia estará liberada apenas para caminhões descarregados, conhecidos como “em lastro”, em horários definidos pela Receita Federal e pela Polícia Rodoviária Federal.

Os ônibus de turismo fretados deverão ser autorizados a circular em breve. A liberação total para veículos de carga está prevista para ocorrer entre o fim de 2026 e o início de 2027, condicionada à conclusão do Corredor Metropolitano del Este, no lado paraguaio.

● Financiamento e modelo de execução

A obra foi financiada pelo governo brasileiro por meio da Itaipu Binacional, que investiu R$ 712 milhões no projeto. Desse total, R$ 372 milhões foram destinados à construção da ponte e R$ 340 milhões às obras da Perimetral Leste até novembro de 2025.

O modelo de execução foi tripartite, com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) como órgão proprietário, o Governo do Paraná como executor e a Itaipu Binacional responsável pelo repasse dos recursos.

● Histórico do projeto binacional

As discussões iniciais sobre a nova ponte começaram no início dos anos 1990, mas o projeto ganhou contornos definitivos apenas em 2005, com a assinatura de um acordo internacional que definiu as bases técnicas e a responsabilidade financeira do Brasil. A obra foi incorporada ao PAC em 2012, passou por licenciamento ambiental e teve a licença emitida pelo Ibama em 2017.

A construção teve início em 2019 e foi concluída fisicamente em outubro de 2023. Em 2023, o governo assegurou os recursos finais para a entrega completa do empreendimento e sancionou a lei que oficializou o nome da estrutura como Ponte da Integração Prefeito Jaime Lerner, em homenagem ao arquiteto paranaense reconhecido por seu legado no urbanismo e na mobilidade urbana.

Fonte: Brasil 247

VÍDEO – Secretário de Trump elogia Lula e abandona Eduardo de vez



Donald Trump e Lula conversam durante encontro na Malásia, em outubro. Foto: Evelyn Hockstein/Reuters


O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que a relação entre Washington e Brasília está em uma “trajetória positiva” e relatou que existe uma boa interlocução entre os presidentes Donald Trump e Lula. A declaração foi feita nesta sexta (19), durante entrevista coletiva em Washington.

Rubio disse que os Estados Unidos pretendem avançar ainda mais na agenda bilateral com o Brasil. “Acho que avançamos em algumas coisas com o presidente Lula, incluindo comércio, mas ainda há trabalho a ser feito”, afirmou.

Segundo ele, o entendimento pessoal entre os dois presidentes é visto como um fator importante para o diálogo entre os países. O secretário afirmou ter conversado recentemente com o chanceler brasileiro e ressaltou áreas de interesse comum.

“Falei com o chanceler no início desta semana e temos muitos temas em comum com o Brasil nos quais gostaríamos de trabalhar juntos. Tivemos algumas divergências em algumas coisas ao longo dos anos também, mas sinto que esse relacionamento está numa trajetória positiva”, prosseguiu.

Rubio era visto como a maior esperança de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Paulo Figueiredo, que têm articulado sanções contra autoridades brasileiras nos últimos meses nos Estados Unidos. Com o discurso, o secretário mostra que a Casa Branca abandonou o bolsonarismo.


A fala ocorre após meses de tensão entre os dois países, marcados pela imposição do tarifaço sobre produtos brasileiros e por pressões do governo Trump contra o Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento de Jair Bolsonaro.

Como parte desse reposicionamento, os Estados Unidos retiraram tarifas para mais de 200 produtos brasileiros e revogaram sanções impostas ao ministro do STF Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky. As decisões foram anunciadas após reuniões entre autoridades dos dois países realizadas em novembro.

Questionado sobre a oferta de Lula para mediar tensões envolvendo a Venezuela, Rubio afirmou que o governo americano reconhece a boa vontade do presidente brasileiro para ajudar, mas evitou assumir compromissos. Ele também não descartou um eventual encontro entre Trump e o presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Fonte: DCM

Moraes nega novo recurso de Bolsonaro e mantém condenação

Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes. Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta sexta (19) recursos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na decisão, Moraes afirmou que os pedidos têm “caráter protelatório” e não atendem aos requisitos legais para ser admitido.

“Diante do exposto, nos termos do art. 21 do Regimento Interno deste Supremo Tribunal Federal, reconheço o caráter protelatório dos recursos e não conheço dos embargos infringentes opostos por Jair Messias Bolsonaro”, escreveu o ministro. O recurso havia sido protocolado no fim de novembro.

Bolsonaro tentou, por meio dos embargos, reverter a condenação no processo sobre tentativa de golpe de Estado. Em setembro, a Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão. Atualmente, ele está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Foto: CNN Brasil
O entendimento do STF é de que apenas réus que tenham obtido ao menos dois votos pela absolvição na Primeira Turma podem apresentar embargos infringentes. No julgamento de Bolsonaro, houve apenas um voto favorável à absolvição, o que inviabilizou o recurso.

Além da absolvição, a defesa pediu que o caso fosse remetido ao plenário do STF, onde votam os 11 ministros. Desde dezembro de 2023, no entanto, a regra interna da Corte determina que julgamentos criminais ocorram nas turmas, formadas por cinco ministros.

Moraes apontou que, caso a defesa recorra novamente da decisão, o novo recurso deverá ser analisado pela Primeira Turma. O colegiado já confirmou, por unanimidade, o trânsito em julgado da condenação e autorizou o início da execução da pena.

No recurso rejeitado, os advogados também pediram a anulação da ação penal e classificaram como “erro judiciário” a decretação da prisão antes da análise dos embargos. “Assim, diante da manifesta contrariedade com o direito e com as provas dos autos, a injusta condenação imposta a Jair Messias Bolsonaro (…) deve ser submetida ao crivo do Plenário do Supremo Tribunal Federal”, afirmaram.

Na mesma decisão, Alexandre de Moraes rejeitou embargos infringentes apresentados por outros condenados no caso, como Alexandre Ramagem e Augusto Heleno. Em ambos os casos, o ministro aplicou o mesmo argumento, ao afirmar que os recursos tinham “caráter protelatório”.

Fonte: DCM

Perícia da PF aponta necessidade de cirurgia em Bolsonaro "o mais breve possível"

Laudo médico foi enviado ao STF após avaliação determinada por Alexandre de Moraes

O ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília-DF, onde cumpre prisão domiciliar, enquanto aguarda a execução penal pela condenação por golpe de Estado - 29/09/2025 (Foto: REUTERS/Diego Herculano)

A Polícia Federal concluiu uma perícia médica que indica a necessidade de cirurgia de hérnia inguinal bilateral Jair Bolsonaro (PL). O laudo foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal e integra o processo que analisa um pedido apresentado pela defesa para a realização do procedimento cirúrgico. A avaliação médica foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, que solicitou um parecer técnico antes de tomar qualquer decisão sobre a autorização da cirurgia.

"Diante do exposto, essa Junta Médica pericial conclui que o periciado JAIR MESSIAS BOLSONARO é portador de hérnia inguinal bilateral que necessita reparo cirúrgico em caráter eletivo", diz um trecho do documento da perícia. de acordo com o G1.

"No tocante ao quadro de soluços, o bloqueio do nervo frênico é tecnicamente pertinente. Quanto à tempestividade do procedimento, esta Junta Médica entende que deve ser realizado o mais breve possível, haja vista a refratariedade aos tratamentos instituídos, a piora do sono e da alimentação, além de acelerar o risco das complicações do quadro herniário, em decorrência do aumento da pressão intra-abdominal", diz um outro trecho do documento.

◈ Avaliação médica na cela

O laudo foi elaborado por médicos da Polícia Federal, que estiveram com Jair Bolsonaro na cela onde ele se encontra para examinar seu estado de saúde. A equipe médica realizou a avaliação anteontem, com o objetivo de verificar se o ex-presidente apresenta condições clínicas que justifiquem a necessidade de um procedimento cirúrgico.

A perícia analisou o quadro apresentado por Bolsonaro e produziu um relatório técnico detalhado, encaminhado ao Supremo ainda na tarde desta sexta-feira.

◈ Pedido da defesa e decisão do STF

A iniciativa da perícia ocorreu após solicitação da defesa do ex-presidente, que pediu autorização judicial para a realização da cirurgia. O ministro Alexandre de Moraes optou por ouvir previamente a avaliação técnica da Polícia Federal antes de decidir sobre o pleito.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Relatório do Orçamento de 2026 prevê superávit de R$ 34 bilhões e R$ 61 bilhões em emendas

Parecer apresentado na CMO detalha meta fiscal, margem de tolerância e distribuição de recursos entre ministérios e emendas parlamentares

      Isnaldo Bulhões Jr. (Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados)

 O relator do Orçamento de 2026, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), apresentou nesta sexta-feira (19) o parecer geral da proposta orçamentária da União, estimando um superávit primário de R$ 34,5 bilhões para o próximo ano. O documento foi protocolado às vésperas do recesso parlamentar e deverá ser analisado pelo Congresso Nacional ainda nesta sexta, após apreciação prévia na Comissão Mista de Orçamento (CMO).

De acordo com o relatório, a meta fiscal definida para o próximo ano corresponde a um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 34,3 bilhões. O texto orçamentário incorpora o intervalo de tolerância previsto no arcabouço fiscal, permitindo que o resultado primário de 2026 oscile entre zero e um superávit de até R$ 68,5 bilhões. Esse mecanismo admite variações de até R$ 34,3 bilhões para mais ou para menos em relação à meta central.

No que se refere às emendas parlamentares, o parecer prevê um volume total de aproximadamente R$ 61,4 bilhões. Desse montante, R$ 49,9 bilhões estão destinados às emendas individuais (RP 6), de bancada estadual (RP 7) e de comissão (RP 8). Especificamente para as emendas de comissão permanente, o relatório fixa o valor de R$ 11,5 bilhões.

Entre os ministérios, a Previdência Social concentra o maior orçamento previsto para 2026, com R$ 1,146 trilhão. Na outra ponta, aparecem as pastas da Igualdade Racial, com R$ 203,4 milhões, e do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, com R$ 355,36 milhões, entre as menores dotações do Executivo federal.

O relatório também detalha os recursos destinados a outras áreas estratégicas do governo. O Ministério da Saúde contará com R$ 271,286 bilhões, enquanto a Educação terá R$ 233,6 bilhões. A pasta do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome aparece com R$ 302,8 bilhões. Já a Defesa terá R$ 142 bilhões, e o Trabalho e Emprego, R$ 123,1 bilhões.

Outros destaques incluem o Ministério da Fazenda, com R$ 23,2 bilhões; o da Justiça e Segurança Pública, com R$ 26,35 bilhões; o dos Transportes, com R$ 18,75 bilhões; e o das Cidades, com R$ 16,8 bilhões. Áreas como Meio Ambiente e Mudança do Clima (R$ 4,67 bilhões), Cultura (R$ 3,73 bilhões) e Ciência, Tecnologia e Inovação (R$ 15,3 bilhões) também têm seus valores especificados no parecer.

Antes de seguir para votação no plenário do Congresso Nacional, a proposta orçamentária precisa ser aprovada pela CMO. A expectativa é de que a análise ocorra ainda nesta sexta-feira, encerrando a tramitação do Orçamento de 2026 no Legislativo.

Fonte: Brasil 247

STF diverge sobre nova pena de Bolsonaro após PL da Dosimetria

Ao contrário dos 2 anos e 4 meses de regime fechado previstos por bolsonaristas, o STF calcula 5 anos e 4 meses

Brasília (DF) - 22/11/2025 - Manifestação em frente à sede da Polícia Federal após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A expectativa criada por aliados de Jair Bolsonaro (PL) em torno do Projeto de Lei da Dosimetria não encontra respaldo nos cálculos técnicos do Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto parlamentares ligados ao ex-presidente comemoravam uma possível redução drástica do tempo de prisão em regime fechado, análises internas da Corte apontam um impacto bem mais limitado caso a proposta venha a produzir efeitos, informa Valdo Cruz, do G1.

Técnicos do STF refizeram as contas com base no texto aprovado pelo Congresso e chegaram a conclusões diferentes das estimativas feitas por bolsonaristas. Durante a tramitação do projeto, aliados de Bolsonaro chegaram a afirmar que a pena poderia cair de 6 anos e 9 meses para apenas 2 anos e 4 meses, o que abriria caminho para benefícios imediatos.

Os cálculos do Supremo, no entanto, indicam que o período de prisão em regime fechado seria reduzido para cerca de 5 anos e 4 meses. Mesmo no cenário mais favorável ao ex-presidente, a pena ficaria acima de 4 anos, um resultado considerado distante do que seus apoiadores vinham divulgando. A diferença entre as projeções gera frustração no entorno político de Bolsonaro, que esperava uma diminuição mais expressiva do tempo de encarceramento.

Diante desse quadro, aliados avaliam que a alternativa mais viável para o ex-presidente seria a concessão de prisão domiciliar, já que a redução no regime fechado não alcançaria o patamar inicialmente defendido. Além disso, há consenso entre seus apoiadores de que os efeitos práticos do projeto, mesmo se mantido, não seriam imediatos.

Outro fator que pesa contra as expectativas é o calendário político e jurídico. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já sinalizou que vai vetar o projeto. Caso isso ocorra, o Congresso ainda poderá analisar a derrubada do veto, o que só deve acontecer entre fevereiro e março. Mesmo nesse cenário, a aplicação da nova regra dependeria de pedidos formais de revisão das penas por parte das defesas, com possibilidade de análise apenas a partir de abril, na hipótese mais otimista.

Assim, além de uma redução menor do que a anunciada, o eventual benefício previsto no PL da Dosimetria tende a enfrentar um longo caminho até produzir qualquer efeito concreto, reforçando a avaliação de que o impacto real da proposta está longe das promessas feitas durante sua votação.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

“Querem calar”: o surto de Malafaia após operação da PF contra Sóstenes e Jordy


    O pastor Silas Malafaia e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante. Foto: Reprodução


Aliado de primeira hora do deputado, o religioso afirmou que a ação seria uma tentativa de “pescar” informações e de calar a oposição. Ele ainda disse que a ofensiva contra Sóstenes teria motivação política e miraria parlamentares críticos ao ministro Alexandre de Moraes e ao governo Lula.

“Isso é mais uma prova de que estamos a caminho da Venezuela. Querem calar todo mundo que se levanta contra Alexandre de Moraes e o governo Lula. Eles querem calar. Gente, que país é esse?! O líder do maior partido da oposição. Inventam uma operação para tentar pescar coisa para ver se incriminam o cara. Porque Sóstenes tem sido um gigante. Tem batido duro em Alexandre de Moraes e no governo”, afirmou ao colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.

A operação

Sóstenes Cavalcante foi alvo de mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Galho Fraco, que apura desvio de recursos da cota parlamentar. Durante as buscas, a Polícia Federal encontrou uma grande quantidade de dinheiro em espécie com o deputado. Cálculos iniciais indicam cerca de R$ 430 mil em um dos endereços ligados ao parlamentar.

Outro alvo da operação foi o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ). Ao todo, a PF cumpre sete mandados no Distrito Federal e no estado do Rio de Janeiro. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e é um desdobramento da operação Rent a Car, realizada exatamente há um ano.

A Operação Galho Fraco busca aprofundar investigações sobre possíveis desvios de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares, envolvendo agentes políticos e seus entornos.

Fonte: DCM

VÍDEO: Leitura labial e a reação de Vini Jr em vídeo viral com dança de Virginia

     Virginia dançando para Vini Jr. Foto: reprodução

Um vídeo de Virginia Fonseca e Vini Jr voltou a repercutir após uma análise de leitura labial revelar o que o jogador teria dito durante a gravação. O especialista Velloso publicou uma versão dublada do suposto discurso do atacante do Real Madrid ao ver a namorada dançando. “Tá maluca, não, vida… não… não”, teria dito Vini Jr, aos risos, segundo a interpretação.

O registro faz parte de uma trend em que Virginia dança ao som da música “Alô, Virginia”, do Grupo Chocolate e Turma do Pagode. Na legenda, ela escreveu: “Eu mostrando para o meu namorado o que eu aprendi enquanto ele trabalhava”. Durante o vídeo, o jogador ri da performance e faz um gesto negativo com a mão, em tom de brincadeira.

Nos comentários, Vini Jr manteve o clima leve. “Você já colocou essa música 100x hoje hahahahahah”, escreveu o atleta. O casal está matando a saudade em Madri, onde Virginia viajou para se encontrar com o namorado.

Fonte: DCM

A regra da CBF que impede uma nova “invasão corintiana” no Maracanã pela Copa do Brasil


Fluminense x Corinthians, em 1976, com estimativa de 70 mil corintianos no Maracanã. Foto: reprodução

O Corinthians terá o apoio de aproximadamente 4 mil torcedores no Maracanã neste domingo, na final da Copa do Brasil contra o Vasco. O número é bem menor do que os estimados 70 mil corintianos que estiveram no estádio em 1976, na semifinal do Brasileirão contra o Fluminense. Uma regra da CBF explica a diferença: a torcida visitante pode ocupar no máximo 10% da capacidade do local.

O Artigo 128 do Regulamento Geral de Competições da CBF estabelece que “o Clube visitante terá o direito de reservar à sua torcida a quantidade máxima de ingressos correspondente a 10% da capacidade do estádio”. A negociação do percentual é feita entre os times. No domingo, os 4 mil corintianos preencherão cerca de 5,1% do Maracanã.

Na partida de ida, na Neo Química Arena, cerca de 2.560 vascaínos ocuparam 5,2% do estádio. A histórica “invasão” de 1976, quando o deslocamento em massa gerou até uma “Operação Corinthians” na Via Dutra, não se repetirá devido às regras atuais de lotação.

Fonte: DCM