segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Moraes manda Exército avaliar visita íntima a general golpista

O general golpista Mário Fernandes. Foto: Divulgação/PF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Comando Militar do Planalto informe se a unidade onde está preso o general Mário Fernandes reúne condições para a realização de visita íntima. O militar cumpre prisão preventiva sob custódia do Exército e solicitou autorização para receber a esposa.

Segundo a coluna de Manoela Alcântara no Metrópoles, após o envio das informações pelo comando da unidade, Moraes fixou prazo de 5 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste. A decisão não autoriza a visita, apenas condiciona a análise do pedido ao cumprimento de requisitos legais e regimentais da unidade prisional militar.

Mário Fernandes está preso desde novembro de 2024, quando foi detido pela Polícia Federal. O pedido de visita íntima chegou ao STF em 2 de fevereiro e menciona a intenção de receber a esposa, Daniela Cabral Fernandes, no local da custódia.

O general foi condenado a 26 anos e seis meses de prisão por envolvimento na trama golpista. Ele foi julgado no chamado “núcleo 2” da ação penal que apurou a articulação após as eleições presidenciais de 2022.

Alexandre de Moraes. Foto: Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo
Segundo a denúncia acolhida pelo STF, Fernandes foi apontado como autor intelectual e principal incentivador do plano conhecido como Punhal Amarelo, que previa os assassinatos do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do próprio Moraes.

Durante o governo de Jair Bolsonaro, o general ocupou o cargo de secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, posição de destaque na estrutura do Palácio do Planalto.

Na sentença, Fernandes foi condenado por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, considerados de elevada gravidade pelo tribunal.

Fonte: DCM com informações da coluna de Manoela Alcântara no Metrópoles

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