Um boletim de ocorrência registrado na 27ª Delegacia de Polícia, no Campo Belo, zona sul de São Paulo
Um boletim de ocorrência registrado na 27ª Delegacia de Polícia, no Campo Belo, zona sul de São Paulo, relata o furto de diversos bens da casa onde vivia o médico aposentado Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, encontrado morto no imóvel no início de janeiro. O crime teria ocorrido dias após a morte e em meio a uma disputa judicial envolvendo a herança deixada por ele .As informações constam em reportagem publicada originalmente pelo jornal O Globo, assinada por Ullisses Campbell.
Segundo o registro policial, o imóvel estava fechado e desabitado desde o dia 9 de janeiro, data em que o corpo do médico foi localizado, quando uma movimentação considerada suspeita chamou a atenção de um vizinho, que alertou familiares.
O boletim foi registrado por Ricardo Abdala de Freitas, também sobrinho de Miguel Abdalla Netto. Ele relatou à polícia que, ao ir até a residência após o aviso, encontrou a porta blindada da sala arrombada, indicando invasão recente ao local.
De acordo com o documento, foram levados da casa uma máquina de lavar roupas, um sofá, uma poltrona e uma bolsa que continha documentos pessoais e dinheiro. O registro policial não especifica quais documentos desapareceram nem o valor em dinheiro subtraído. A ocorrência foi classificada como furto, com autoria desconhecida, e a polícia requisitou perícia no imóvel.
Em depoimento formal, Ricardo afirmou que o tio havia morrido no início do mês e que ninguém frequentava a casa desde então. Ele disse ainda que só se dirigiu ao local após ser avisado pelo vizinho sobre a movimentação atípica. Até o momento, não há suspeitos identificados.
Miguel Abdalla Netto é tio de Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais em 2002, e sua morte passou a ser investigada como suspeita pela Polícia Civil. Paralelamente, abriu-se uma disputa judicial pela herança, estimada em milhões de reais, envolvendo Suzane e a prima Silvia Magnani.
Silvia Magnani tenta ser reconhecida judicialmente como companheira do médico para ter direito a parte dos bens. Diante desse conflito familiar, coube a Ricardo Abdala de Freitas a responsabilidade de registrar o boletim de ocorrência sobre o furto no imóvel.Antes mesmo da invasão, o prédio onde Miguel morava já havia sido alvo de pichações com frases como “Suzane é assassina” e “foi a Suzane?”. As manifestações aumentaram a tensão entre familiares e vizinhos e reforçaram o clima de desconfiança em torno da morte e do destino do patrimônio do médico.
Nesse contexto, a invasão e o esvaziamento parcial da residência passaram a ser interpretados por pessoas próximas como uma tentativa de dificultar o acesso aos bens deixados por Miguel Abdalla Netto. Enquanto isso, a Polícia Civil segue apurando tanto as circunstâncias da morte quanto a autoria do furto registrado no imóvel.
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo
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