quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Apartamento de falecido tio de Suzane von Richthofen é arrombado e itens são furtados

Um boletim de ocorrência registrado na 27ª Delegacia de Polícia, no Campo Belo, zona sul de São Paulo

     Polícia investiga como suspeita a morte do tio de Suzane von Richthofen (Foto: Reprodução)

Um boletim de ocorrência registrado na 27ª Delegacia de Polícia, no Campo Belo, zona sul de São Paulo, relata o furto de diversos bens da casa onde vivia o médico aposentado Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, encontrado morto no imóvel no início de janeiro. O crime teria ocorrido dias após a morte e em meio a uma disputa judicial envolvendo a herança deixada por ele .As informações constam em reportagem publicada originalmente pelo jornal O Globo, assinada por Ullisses Campbell.

Segundo o registro policial, o imóvel estava fechado e desabitado desde o dia 9 de janeiro, data em que o corpo do médico foi localizado, quando uma movimentação considerada suspeita chamou a atenção de um vizinho, que alertou familiares.

O boletim foi registrado por Ricardo Abdala de Freitas, também sobrinho de Miguel Abdalla Netto. Ele relatou à polícia que, ao ir até a residência após o aviso, encontrou a porta blindada da sala arrombada, indicando invasão recente ao local.

De acordo com o documento, foram levados da casa uma máquina de lavar roupas, um sofá, uma poltrona e uma bolsa que continha documentos pessoais e dinheiro. O registro policial não especifica quais documentos desapareceram nem o valor em dinheiro subtraído. A ocorrência foi classificada como furto, com autoria desconhecida, e a polícia requisitou perícia no imóvel.

Em depoimento formal, Ricardo afirmou que o tio havia morrido no início do mês e que ninguém frequentava a casa desde então. Ele disse ainda que só se dirigiu ao local após ser avisado pelo vizinho sobre a movimentação atípica. Até o momento, não há suspeitos identificados.

Miguel Abdalla Netto é tio de Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais em 2002, e sua morte passou a ser investigada como suspeita pela Polícia Civil. Paralelamente, abriu-se uma disputa judicial pela herança, estimada em milhões de reais, envolvendo Suzane e a prima Silvia Magnani.

Silvia Magnani tenta ser reconhecida judicialmente como companheira do médico para ter direito a parte dos bens. Diante desse conflito familiar, coube a Ricardo Abdala de Freitas a responsabilidade de registrar o boletim de ocorrência sobre o furto no imóvel.Antes mesmo da invasão, o prédio onde Miguel morava já havia sido alvo de pichações com frases como “Suzane é assassina” e “foi a Suzane?”. As manifestações aumentaram a tensão entre familiares e vizinhos e reforçaram o clima de desconfiança em torno da morte e do destino do patrimônio do médico.

Nesse contexto, a invasão e o esvaziamento parcial da residência passaram a ser interpretados por pessoas próximas como uma tentativa de dificultar o acesso aos bens deixados por Miguel Abdalla Netto. Enquanto isso, a Polícia Civil segue apurando tanto as circunstâncias da morte quanto a autoria do furto registrado no imóvel.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

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