quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Lula, Dilma e Padilha anunciam Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS

Projeto prevê UTIs automatizadas, telemedicina e investimentos bilionários para modernizar o SUS em todas as regiões do país

         Padilha, Dilma e Lula (Foto: Reprodução Canal Gov)

O governo federal anunciou a criação de uma Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco em medicina de alta precisão, uso intensivo de inteligência artificial e incorporação de tecnologias avançadas para acelerar diagnósticos e atendimentos. A iniciativa é apresentada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, Dilma Rousseff. As informações são do G1.

A proposta prevê a adoção de inteligência artificial já na triagem dos pacientes, tornando o processo mais rápido e preciso, além da ampliação do uso da telemedicina para facilitar o acesso a especialistas. A expectativa do Ministério da Saúde é reduzir em até cinco vezes o tempo de espera em atendimentos emergenciais, com base em protocolos digitais e monitoramento contínuo dos pacientes.

A rede também incluirá ambulâncias equipadas com tecnologia 5G, capazes de transmitir em tempo real dados como batimentos cardíacos, pressão arterial e outros sinais vitais. Esses recursos permitirão que as equipes médicas iniciem a avaliação clínica ainda durante o deslocamento do paciente, integrando informações entre unidades de saúde e centros de referência. O projeto contempla ainda cirurgias robóticas, medicina de precisão e sistemas capazes de apoiar a tomada de decisões clínicas e a previsão de agravamento de quadros médicos.

Outro eixo central da iniciativa é a criação de uma estrutura totalmente digital, com integração entre equipamentos, sistemas de informação e bancos de dados. A proposta também prevê a troca permanente de conhecimento entre especialistas de diferentes regiões do país, conectados a uma central nacional de pesquisa e inovação voltada ao desenvolvimento de novas soluções para o SUS.

A Rede Nacional de Serviços Inteligentes contará, em sua primeira fase, com 14 Unidades de Terapia Intensiva automatizadas e interligadas, distribuídas por 13 estados das cinco regiões do Brasil. As UTIs funcionarão em hospitais selecionados pelo Ministério da Saúde em parceria com gestores estaduais, nas cidades de Manaus (AM), Dourados (MS), Belém (PA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Brasília (DF). A previsão é que os primeiros serviços comecem a operar ainda neste ano.

No centro do projeto está o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), que será instalado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). A unidade deverá atender cerca de 20 mil pacientes por ano e contará com uma estrutura robusta, incluindo 800 leitos destinados a emergências de adultos e crianças, nas áreas de neurologia, neurocirurgia, cardiologia, terapia intensiva e outras urgências. Do total, estão previstos 250 leitos de emergência, 350 de UTI, 200 de enfermaria e 25 salas cirúrgicas. O início das operações do instituto está programado para 2027.

O financiamento do ITMI-Brasil será viabilizado por meio de uma articulação do Ministério da Saúde com países do Brics. O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição financeira do bloco, aprovou um aporte de R$ 1,7 bilhão para a implantação do instituto, reforçando a cooperação internacional em projetos estratégicos para o sistema público de saúde brasileiro.

Além desse investimento, o governo federal anunciou um recurso adicional de R$ 1,1 bilhão destinado à compra de equipamentos e ao custeio de unidades hospitalares do SUS. O montante será utilizado na modernização de oito hospitais de excelência, com foco na oferta de serviços assistenciais inovadores. Entre as unidades contempladas estão os Hospitais Federais do Rio de Janeiro ligados à UFRJ e à UniRio, o Novo Hospital Oncológico da Baixada Fluminense, o Instituto do Cérebro, no Rio de Janeiro, e o novo hospital do Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Brasil supera os EUA e se torna maior produtor de carne bovina

Avanços em produtividade, confinamento e genética impulsionam o país e mudam o equilíbrio do mercado mundial de carne

Funcionário carrega pedaços de carne em açougue de São Paulo 10/10/2014 REUTERS/Nacho Doce (Foto: Marcos Brindicci - Reuters)

O Brasil alcançou uma posição inédita no mercado global de proteínas animais ao ultrapassar os Estados Unidos como o maior produtor mundial de carne bovina. Estimativas de mercado indicam que o desempenho brasileiro em 2025 superou as projeções iniciais em centenas de milhares de toneladas, contribuindo para aliviar a oferta global e conter pressões mais intensas sobre os preços internacionais da carne. As informações são da Folha de São Paulo.

O país já ocupava a liderança nas exportações do setor. Dados oficiais do governo mostram que os embarques brasileiros de carne bovina alcançaram quase US$ 17 bilhões em 2025, consolidando o Brasil como principal fornecedor global, mesmo antes da divulgação oficial dos números finais de produção, prevista apenas para fevereiro.

O avanço brasileiro ocorre em um contexto de forte demanda externa, especialmente de mercados como China e Estados Unidos, onde a oferta restrita elevou os preços a patamares recordes. Diante desse cenário, produtores nacionais intensificaram o envio de animais para abate. Tradicionalmente, ciclos de abate elevados levam a períodos posteriores de retração produtiva, mas especialistas avaliam que ganhos estruturais no Brasil podem evitar esse movimento.

Um dos fatores centrais é a aceleração da produtividade nas fazendas. Técnicas mais eficientes de inseminação, engorda intensiva e redução da idade de abate vêm transformando o sistema produtivo. “Há dez anos, a idade média do gado abatido no Brasil era de cinco anos. Agora é de 36 meses e está indo rapidamente para 24 [meses]”, afirmou Vinicius Barbosa, gerente comercial responsável por dezenas de milhares de cabeças de gado no confinamento da CMA, em Barretos, no interior de São Paulo.

Segundo Mauricio Nogueira, diretor da consultoria pecuária Athenagro, a produção brasileira em 2025 cresceu 4%, contrariando sua projeção inicial de queda de 2,7%. O aumento, estimado em cerca de 800 mil toneladas, equivale aproximadamente a todo o volume exportado anualmente pela Argentina, o quinto maior exportador mundial de carne bovina. O Rabobank, que previa retração, passou a projetar crescimento de 0,5%, elevando a produção brasileira para 12,5 milhões de toneladas em peso equivalente em carcaça.

Revisões semelhantes foram feitas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que em dezembro ampliou sua estimativa para a produção brasileira em 450 mil toneladas, alcançando 12,35 milhões. Caso os números de mercado se confirmem, 2025 marcará o primeiro ano em que o Brasil superará os Estados Unidos, cuja produção recuou 3,9%, para 11,8 milhões de toneladas, após sucessivos anos de seca.

Enquanto o USDA projeta nova queda da produção norte-americana em 2026, para 11,7 milhões de toneladas, o debate no Brasil gira em torno da capacidade de sustentar ou até ampliar o volume produzido. Nogueira avalia que os ganhos de eficiência podem adicionar cerca de 300 mil toneladas extras à produção nacional, mesmo diante de previsões oficiais mais conservadoras.

O crescimento do confinamento é outro vetor relevante. De acordo com a Scot Consultoria, quase 28% do gado abatido no Brasil será engordado em confinamento até 2027, ante 22% em 2025. “O confinamento faz em 100 dias o que levaria 18 a 24 meses a pasto”, explicou Barbosa, ao destacar que a unidade da CMA em Barretos deve processar 80 mil bovinos em 2026, acima dos 65 mil do ano anterior.

A expansão do etanol de milho também tem impacto direto na pecuária. O setor gera grãos secos de destilaria, um subproduto com maior teor proteico que acelera a engorda dos animais. Paralelamente, a adoção de técnicas reprodutivas mais eficientes vem elevando a taxa de prenhez. A Scot Consultoria projeta que esse índice alcance 54% em 2027, frente aos 50% esperados para 2026.

Analistas ressaltam ainda o papel do aprimoramento genético, que contribui para maior ganho de peso e melhora da qualidade da carne. Apesar dos avanços, o Brasil ainda está distante de padrões observados em outros países: cerca de 90% do gado passa por confinamento nos Estados Unidos, enquanto na Austrália o índice é de 40%.

Com um rebanho estimado em 238 milhões de cabeças, mais que o dobro dos 94 milhões dos Estados Unidos, o Brasil tem espaço para expandir a produção sem necessidade de ampliar áreas de pastagem. Esse fator é visto como estratégico para reduzir pressões econômicas associadas ao desmatamento. Projeções da Abiec indicam que, entre 2024 e 2034, o rebanho brasileiro deve crescer apenas 4%, enquanto a produção de carne pode avançar 24%.

No cenário internacional, a capacidade brasileira de manter sua produção será determinante para os preços globais. O USDA prevê que, em 2026, a produção combinada dos seis maiores produtores —Brasil, Estados Unidos, China, União Europeia, Argentina e Austrália— caia 2,4%, a maior retração anual em décadas. Caso as estimativas mais otimistas para o Brasil se confirmem, essa queda poderia ser quase neutralizada.

A demanda internacional segue aquecida. “Nunca houve tanta demanda internacional por carne bovina brasileira”, afirmou Guilherme Jank, analista da Datagro. Segundo ele, frigoríficos ampliaram a capacidade produtiva para atender ao mercado. “Estamos testemunhando em primeira mão uma mudança significativa na forma como o sistema de fornecimento de carne bovina funciona no Brasil, em termos de qualidade, escala, eficiência e produtividade”, disse.

Fonte: Brasil 247

Rui Falcão aciona AGU contra Eduardo Bolsonaro e Bilynskyj por fake news contra Lula e o PT

Representação aponta desinformação coordenada e acusações sem provas

      Rui Falcão (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) protocolou nesta quarta-feira (7) um Pedido de Providências na Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD), órgão vinculado à Advocacia-Geral da União (AGU), solicitando a abertura de investigação administrativa e a adoção de medidas judiciais contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP). A iniciativa tem como base, em tese, a Lei nº 14.197/2021, que trata dos crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Segundo o documento encaminhado à PNDD, as declarações públicas feitas pelos dois parlamentares, de forma sequencial e complementar, configurariam uma narrativa falsa e articulada. As falas imputam, sem apresentação de provas, acusações de narcoterrorismo, fraude eleitoral e associação com organizações criminosas ao presidente da República e ao PT. A representação sustenta que esse tipo de conteúdo ultrapassa o campo da crítica política e passa a atuar como instrumento de ataque institucional.

Na fundamentação do pedido, Rui Falcão argumenta que as manifestações públicas se enquadram, em tese, nos tipos penais previstos na nova legislação, especialmente no que diz respeito à tentativa de atentar contra o exercício constitucional de um Poder da República. Para o parlamentar, ao disseminar acusações graves e infundadas, os envolvidos buscariam deslegitimar o Poder Executivo e comprometer a eficácia social do processo eleitoral.

O deputado classifica o caso como exemplar do uso sistemático da desinformação como forma de agressão à democracia. De acordo com o texto, haveria um modus operandi organizado, baseado na difusão massiva de falsidades, com o objetivo de saturar o espaço informacional e produzir uma dissociação cognitiva capaz de confundir e alienar parcelas da sociedade.

Entre os pedidos apresentados à Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia estão a requisição de dados técnicos às plataformas digitais, como rede social X, para apurar indícios de coordenação na divulgação do conteúdo e eventual utilização de redes automatizadas ou impulsionamento pago. A representação também solicita a adoção de medidas cautelares para a remoção do material considerado ilícito e a propositura de ação civil pública por danos morais coletivos.

Rui Falcão requer ainda que cópias do procedimento sejam encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), para análise no âmbito do Inquérito 4.781 - o 'inquérito das fake news'. Segundo o parlamentar, haveria conexão direta entre os fatos narrados e as investigações conduzidas pela Corte sobre a atuação de milícias digitais na disseminação de desinformação, o que justificaria a atuação conjunta das instâncias administrativa e judicial.

Fonte: Brasil 247

Moraes autoriza que Bolsonaro realize exames em hospital após queda em prisão na PF

Ex-presidente será submetido a tomografia, ressonância e procedimento que avalia atividade do cérebro

O ex-presidente Jair Bolsonaro chega a hospital para realizar procedimentos de pele — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja levado a um hospital particular nesta quarta-feira para realizar exames. Moraes atendeu a um pedido da defesa, feito após Bolsonaro cair e bater a cabeça na madrugada de terça-feira.

Bolsonaro será submetido a uma tomografia e uma ressonância magnética do crânio e a um eletroencefalograma, procedimento que avalia a atividade do cérebro. Ele irá deixar a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, conde cumpre pena.

Moraes determinou que o transporte e a segurança do ex-presidente devem ser feitos pela PF, "de maneira discreta", com desembarque feito na garagem do hospital.

Um relatório médico elaborado pela PF na terça-feira indicou que Bolsonaro tinha uma "lesão superficial cortante" no rosto e no pé esquerdo.

De acordo com o documento, o ex-presidente estava "consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico". A PF também apontou que ele tinha "motricidade e sensibilidade de membros superiores e inferiores preservadas" e apresentou "leve desequilíbrio" ao ficar em pé.

A defesa havia solicitado que Bolsonaro fosse levado ao hospital ainda na terça-feira. Moraes, no entanto, afirmou que não havia "nenhuma necessidade de remoção imediata" e determinou que antes fossem apresentados o laudo da PF e a lista dos exames que a defesa considerava necessários.

Fonte: Jornal O Globo

China exige dos EUA libertação imediata de Maduro

Pequim rejeita narrativa usada por Washington, condena sanções e cobra diálogo para resolver impasse com a Venezuela

         Nicolás Maduro cercado por agentes dos Estados Unidos (Foto: Reuters/Eduardo Munoz)

O governo da China voltou a se posicionar de forma contundente contra as ações dos Estados Unidos em relação à Venezuela, ao denunciar o uso de narrativas sem fundamento para justificar sanções unilaterais, ataques militares e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Pequim reiterou o pedido de libertação imediata do chefe de Estado venezuelano e defendeu a resolução das divergências por meio do diálogo e da negociação diplomática.

As declarações foram feitas pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, durante entrevista coletiva, segundo informações divulgadas pela teleSUR. A diplomata classificou as medidas adotadas pelos Estados Unidos como violações graves do direito internacional e dos princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas.

Ao comentar a narrativa do chamado “Cartel de los Soles”, utilizada por autoridades norte-americanas para embasar ações contra a Venezuela, Mao Ning afirmou que se trata de um argumento político sem sustentação jurídica. Para Pequim, essa construção tem servido como pretexto para impor sanções ilegais e promover agressões que afetam diretamente a soberania do país sul-americano.

A porta-voz destacou os impactos das sanções aplicadas ao setor petrolífero venezuelano ao longo dos últimos anos. Segundo ela, essas medidas comprometeram seriamente o funcionamento econômico e social do país e provocaram efeitos negativos nas cadeias globais de produção e abastecimento. “A China condena energicamente essas ações”, declarou Mao Ning, ao ressaltar que a cooperação entre Pequim e Caracas ocorre entre Estados soberanos e está amparada pelo direito internacional e pelas legislações internas de ambos.

A representante chinesa também foi enfática ao tratar do sequestro de Nicolás Maduro e de Cilia Flores, classificando o episódio como uma violação direta das normas internacionais e uma ingerência inaceitável nos assuntos internos da Venezuela. “A China insta mais uma vez os Estados Unidos a libertarem imediatamente o presidente Maduro e sua esposa e a resolverem as diferenças por meio do diálogo e da negociação”, afirmou.

O posicionamento de Pequim ocorre em um contexto no qual documentos e declarações recentes do próprio Departamento de Justiça dos Estados Unidos colocaram em dúvida a existência do chamado “Cartel de los Soles”, fragilizando ainda mais a narrativa utilizada para legitimar ações contra o governo venezuelano. Para a China, a criminalização da cooperação com a Venezuela carece de qualquer base legal e integra uma estratégia mais ampla de pressão política.

A exigência chinesa pela libertação de Maduro e de sua esposa soma-se a manifestações de diversos setores internacionais que têm condenado as ações de Washington, apontando que seus efeitos ultrapassam as fronteiras venezuelanas e impactam toda a região latino-americana.

Fonte: Brasil 247 com informações da TeleSur

VÍDEO: Influencer instala câmeras escondidas e flagra agressão brutal do ex


     A influenciadora digital Rau Botelho. Foto: Reprodução

Uma influenciadora de Canoas (RS) gravou e divulgou imagens que mostram uma agressão brutal cometida pelo ex-companheiro dentro de casa. Os vídeos, publicados nesta terça-feira (6), revelam Rau Botelho sendo atacada no quarto e no sofá, enquanto tenta se soltar das imobilizações do agressor. Ela afirmou que colocou câmeras no imóvel após episódios anteriores de violência.

Segundo a jovem, o ex já tinha histórico de agressões físicas e psicológicas e voltou a atacá-la neste fim de semana, durante uma viagem a Santa Catarina. Ele chegou a ser preso, passou por audiência de custódia e foi liberado. A vítima disse ter conseguido uma medida protetiva com base nos registros de ocorrências anteriores.

A influenciadora relatou que os primeiros sinais de comportamento abusivo surgiram no início da relação e que as agressões começaram antes mesmo de o relacionamento ser assumido publicamente. Ela expôs as imagens para alertar outras mulheres e mostrar a gravidade da violência sofrida.

Fonte: DCM

VÍDEO: Bolsonaro dá “respostas lentas” e não se lembra de nada após queda, diz Michelle


Jair Bolsonaro (PL) preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Foto: Gabriela Biló/Folhapress

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que Jair Bolsonaro (PL) “não se lembra de nada” depois de cair e bater a cabeça dentro da cela da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A declaração foi feita na noite desta terça-feira (6), após visita ao marido, e veio acompanhada de críticas ao ministro Alexandre de Moraes, que negou levar o ex-presidente ao hospital.

Segundo Michelle, Bolsonaro apresentou hematoma no rosto, sangramento no pé e respostas lentas após a queda. Ela disse que tentou conversar com o marido, mas que ele não recordava o ocorrido: “Tentei conversar, mas ele não lembrava de nada. Ele disse que sabe que caiu, mas não lembra, não sabe quanto tempo ficou caído, não lembra quando acordou.”

A ex-primeira-dama afirmou temer possíveis danos neurológicos e questionou a ausência de atendimento imediato. “A gente não sabe por quanto tempo ele ficou desacordado, se ele teve algum trauma, se ele teve algum dano neurológico, essa é nossa preocupação”, disse.

Michelle também criticou Moraes e o procurador-geral Paulo Gonet: “Eu peço a Deus para que proteja ele e livre ele de todo mal. Mas é uma mancha para a instituição se acontecer alguma coisa com o meu marido. Não é possível que mais uma vez vai ter sangue de inocente na mão do excelentíssimo ministro e do Gonet.”



Suposta queda

A versão publicada por Michelle nas redes sociais aponta que Bolsonaro caiu durante a madrugada, enquanto dormia, dentro da cela onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

“Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel. Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita”, escreveu Michelle em um Story do Instagram.

A equipe médica da PF avaliou o ex-presidente e concluiu que não havia necessidade de remoção hospitalar. Um relatório encaminhado ao magistrado informa que Bolsonaro estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico.

Moraes nega envio ao hospital

O ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido dos advogados de Bolsonaro para que ele fosse levado ao hospital. No despacho, Moraes afirmou: “Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal.”

Bolsonaro voltou à sede da PF em 1º de janeiro após nove dias internado para tratar a hérnia inguinal bilateral e complicações relacionadas a crises de soluço. Nesse período, realizou bloqueios no nervo frênico, além de endoscopia que apontou esofagite e gastrite. O pedido de prisão domiciliar foi negado por Moraes.

Fonte: DCM

Bolsonaro não acionou protocolo de emergência após queda na PF


     O ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Foto: Divulgação

Jair Bolsonaro não acionou o protocolo de emergência após a queda ocorrida dentro da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O ex-presidente permaneceu no quarto depois de bater a cabeça e não comunicou imediatamente os agentes penitenciários. Pela manhã, policiais penais perceberam um machucado na testa e foram informados por Bolsonaro de que ele havia caído da cama e que “estava tudo bem”. Com informações do Globo.

A Polícia Federal divulgou nota afirmando que constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar imediato, orientando apenas observação. A corporação registrou que não houve acionamento do protocolo de urgência interna por parte do custodiado.

Despacho de Moraes. Foto: Reprodução

Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que “não há nenhuma necessidade de remoção imediata” de Bolsonaro para um hospital. Ele determinou a apresentação do laudo médico elaborado pela PF e pediu que a defesa detalhe quais exames pretende fazer, para avaliar se eles podem ser realizados na própria superintendência.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou que aguarda posicionamento da Procuradoria-Geral da República sobre os pedidos de exame. Ela afirmou: “A saúde e a vida do meu marido estão nas mãos da PGR”. Segundo Michelle, Bolsonaro estaria “um pouco grogue” por conta de medicação e não se lembraria do momento da queda.

Michelle em visita a Bolsonaro. Foto: Hugo Barreto/Metrópoles
A defesa solicitou tomografia, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma, alegando a necessidade de descartar trauma ou problema neurológico. Os advogados pediram autorização para que Bolsonaro fosse encaminhado a um hospital para exames clínicos e de imagem.

Moraes reiterou que a defesa tem direito à realização de exames desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade. A queda havia sido divulgada inicialmente por Michelle nas redes sociais, com o relato de que Bolsonaro teve uma crise de soluços enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel dentro da PF.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo

Núcleo do PT sugere a Lula três nomes para Ministério da Segurança Pública

Setorial do partido defende recriação da pasta e aponta Tarso Genro, Adriana Accorsi e Benedito Mariano para o comando

Brasília (DF) - 24/04/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de sanção de projetos de lei (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Setorial de Segurança Pública do PT encaminhou uma carta ao presidente nacional do partido, Edinho Silva, com a sugestão de que sejam apresentados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva três nomes de filiados para assumir o comando do eventual Ministério da Segurança Pública. A iniciativa ocorre após o chefe do Executivo sinalizar que a pasta pode ser recriada ainda neste ano, recolocando o tema no centro do debate político e institucional. As informações são da Folha de São Paulo.

O documento é datado de terça-feira (6) e leva a assinatura de Abdael Ambruster, coordenador nacional do Setorial de Segurança Pública do PT. No texto, o grupo propõe que Edinho Silva indique a Lula os nomes do ex-ministro da Justiça e ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro, da deputada federal e delegada de polícia Adriana Accorsi e de Benedito Mariano, ex-ouvidor da Polícia de São Paulo e ex-secretário em diferentes prefeituras administradas pelo PT.

Na carta, o coordenador do setorial sustenta que o campo conservador avançou sobre o debate da segurança pública no país. Segundo o texto, “hoje, a extrema direita, liderada pelo bolsonarismo, deu significado ideológico, mobilizou segmentos significativos das corporações policiais, propôs o armamento da população”. A avaliação aponta para a necessidade de o governo federal retomar protagonismo na formulação de políticas para a área.

O documento defende a articulação de uma estratégia nacional capaz de reorganizar o enfrentamento à violência. A proposta apresentada ao Palácio do Planalto é a de “implementar um pacto nacional capaz de reduzir a violência, enfrentar o crime organizado e viabilizar uma segurança cidadã”, integrando diferentes níveis de governo e instituições do sistema de Justiça.

Ao longo do texto, o setorial do PT também destaca que a segurança pública tende a ocupar posição central na próxima disputa eleitoral. Para o grupo, a recriação do ministério seria uma forma de dar concretude às diretrizes previstas na Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, no projeto de lei Antifacção e em novos programas nacionais voltados ao enfrentamento das facções criminosas e da criminalidade comum.

A carta ainda argumenta que a política de segurança deve se apoiar em pilares como inteligência policial, ações preventivas e repressão qualificada. O objetivo, segundo o documento, é “asfixiar as facções criminosas, dentre as quais estão as milícias”, reafirmando uma abordagem que combine coordenação institucional e foco estratégico no combate ao crime organizado.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Lula sanciona lei que proíbe descontos automáticos em benefícios do INSS

Nova legislação proíbe cobranças em benefícios do INSS, prevê ressarcimento de vítimas e impõe regras mais rígidas para empréstimos consignados

       O presidente Lula durante a COP30 em Belém - 19/11/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (7) a lei que proíbe qualquer tipo de desconto automático em aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A norma foi sancionada com vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e estabelece mecanismos de proteção aos beneficiários, incluindo a identificação ativa de vítimas de cobranças indevidas e o ressarcimento integral dos valores descontados de forma irregular.

A nova legislação é uma resposta direta às denúncias do esquema de fraudes no INSS, que expôs um sistema bilionário de descontos ilegais aplicados a aposentados e pensionistas ao longo dos últimos anos.

Até então, a legislação permitia que beneficiários autorizassem descontos mensais em seus pagamentos para associações, sindicatos e outras entidades representativas. Com a mudança sancionada por Lula, esse dispositivo foi revogado, tornando ilegais os descontos automáticos mesmo quando houver autorização prévia do aposentado ou pensionista.

Para localizar os beneficiários prejudicados por fraudes e práticas abusivas, o INSS poderá utilizar auditorias de órgãos públicos, além de considerar reclamações, denúncias, ações judiciais e pedidos formais de exclusão de descontos indevidos. Identificada a irregularidade, a associação ou instituição financeira responsável terá prazo de até 30 dias para devolver integralmente os valores cobrados.

Caso o ressarcimento não seja realizado dentro desse período, caberá ao próprio INSS indenizar o beneficiário e, posteriormente, acionar a entidade ou o banco na Justiça para reaver os recursos pagos.

A lei também traz mudanças significativas nas regras para contratação de empréstimos consignados. A partir de agora, esse tipo de operação só poderá ser realizada mediante autenticação biométrica ou assinatura eletrônica qualificada, ficando proibida a formalização de contratos por telefone. Após a contratação, o benefício será automaticamente bloqueado para novas operações, exigindo um procedimento específico de desbloqueio para futuras solicitações.

As alterações ocorrem em meio às investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União desde abril de 2025. As apurações apontam para um esquema bilionário de fraudes que teria causado prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões a aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.

Segundo os investigadores, os suspeitos inseriam dados falsos em sistemas oficiais para vincular beneficiários a associações ou entidades inexistentes. A partir dessa inclusão fraudulenta, eram realizados descontos mensais diretamente nos benefícios, muitas vezes sem que as vítimas tivessem qualquer conhecimento das cobranças.

Fonte: Brasil 247

Diretor da TV cultura cita "demo" em postagem após saída de Vera Magalhães da emissora

A saída de Vera Magalhães da TV Cultura, anunciada nesta terça-feira (6), provocou forte reação nos bastidores

Vera Magalhães e Leão Serva (Foto: Reprodução)


A saída de Vera Magalhães da TV Cultura, anunciada nesta terça-feira (6), provocou forte reação nos bastidores do jornalismo paulista e reacendeu críticas à atual gestão da emissora pública. Um dos comentários mais duros veio de Leão Serva, ex-diretor de jornalismo do canal e responsável pela contratação da jornalista, que acusou a TV Cultura de ter feito um “pacto com o demo”.

A informação foi divulgada pelo Metrópoles. Vera esteve à frente da atração por seis anos e havia acertado, segundo ela, a renovação para um sétimo ano.

Nas redes sociais, Leão Serva criticou diretamente a condução da emissora e associou a decisão ao governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), responsável pela gestão da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura. “‘O vampiro só ataca quem o convida’. A TV Cultura fez um acordo de cavalheiros com o demo… Agora quem manda é ele”, escreveu o jornalista.

Em outra publicação, Serva ampliou o tom político das críticas. “A burrice marca as gestões bolsonaristas em cultura”, afirmou, em referência ao grupo político que apoia o governador paulista. Ele também mencionou o momento em que a saída de Vera ocorre, às vésperas do início da corrida eleitoral de 2026. “A Cultura abriu as portas e agora segue a cartilha… CQD [como queria demonstrar]”, completou.

◉ Versões conflitantes

Pelas redes sociais, Vera Magalhães afirmou que a emissora voltou atrás após ter renovado seu contrato cerca de um mês antes. Segundo a jornalista, a TV Cultura teria solicitado que ela permanecesse apenas mais quatro meses à frente do Roda Viva, proposta que foi recusada por representar, segundo ela, uma quebra do acordo firmado anteriormente.

A apresentadora não detalhou os motivos formais apresentados pela direção para a mudança de decisão, mas indicou insatisfação com a condução do processo e com a falta de cumprimento do combinado.

◉ Nota da emissora

Em nota oficial, a TV Cultura negou irregularidades e afirmou que o desligamento de Vera Magalhães segue a tradição do programa. “Um dos sucessos do programa está justamente na rotatividade de seu comando ao longo de décadas”, informou a emissora.

A direção destacou ainda que o Roda Viva passará por um processo de renovação em 2026, ano em que completa 40 anos de exibição. “No ano em que completa 40 anos, um dos programas mais prestigiados da televisão brasileira será renovado e dará continuidade ao seu relevante papel, trazendo um novo nome para o time de apresentadores que fizeram a história do Roda Viva”, acrescentou a nota.

A saída de Vera Magalhães, no entanto, segue gerando debates sobre independência editorial, influência política e os rumos da TV Cultura em um ano pré-eleitoral.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

STF vê "ousadia indecente" do TCU sobre o Banco Central em defesa do Master

Ministros avaliam que Jhonatan de Jesus dá “cobertura a crimes financeiros” e alertam: “se continuar a passar a linha vermelha, vai se complicar”

      Jhonatan de Jesus (Foto: MyKe Sena/Câmara dos Deputados)

A atuação do Tribunal de Contas da União (TCU) no processo que levou à liquidação do banco Master pelo Banco Central provocou forte reação entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Magistrados de diferentes correntes da Corte avaliam que a iniciativa representa uma extrapolação das competências do órgão de controle e pode resultar em questionamentos judiciais no próprio Supremo, relata Malu Gaspar, do jornal O Globo.

Ao menos três integrantes da Corte demonstraram surpresa e indignação com a ofensiva conduzida pelo ministro do TCU Jhonatan de Jesus, classificando a iniciativa como inadequada e juridicamente problemática.

Em decisão tomada nesta semana, Jhonatan de Jesus determinou, em caráter de “máxima urgência”, a realização de uma inspeção técnica do TCU no processo conduzido pelo Banco Central que culminou na liquidação do Master. A autarquia monetária apurou que contratos utilizados para justificar o repasse de R$ 12,2 bilhões do Banco de Brasília (BRB) ao Master teriam sido falsificados, o que embasou a intervenção.

Apesar de afirmar, em despacho de cinco páginas, que não seria apropriado “antecipar juízo conclusivo” sobre o atendimento dos critérios legais pelo Banco Central, o ministro do TCU sinalizou a possibilidade de desfazer a liquidação “em momento oportuno”. Na avaliação de integrantes do STF, essa postura abre margem para a anulação da decisão do BC, o que poderia permitir a devolução da instituição a seu controlador, Daniel Vorcaro, ou fundamentar um eventual pedido bilionário de indenização.

“O TCU não tem atribuição para fazer o que está fazendo”, afirmou um ministro do STF, sob condição de anonimato, por poder vir a julgar o caso. Segundo ele, caso a Corte de Contas avance na tentativa de derrubar a liquidação, o caminho jurídico seria o mandado de segurança no Supremo. “A imagem do TCU pode ficar manchada por dar cobertura a crimes financeiros”, declarou.

Outro ministro classificou a ofensiva como “um absurdo” e lembrou que o STF já consolidou o entendimento sobre a autonomia do Banco Central. “O STF reconheceu a autonomia e independência do Banco Central. Se o TCU continuar a passar a linha vermelha, vai se complicar”, afirmou. Para esse magistrado, um mandado de segurança poderia “derrubar essa ousadia indecente”.

As manifestações fazem referência direta ao julgamento realizado pelo plenário do STF em agosto de 2021, quando a Corte, por oito votos a dois, confirmou a constitucionalidade da lei que garantiu autonomia formal ao Banco Central, estabelecendo mandatos fixos de quatro anos para o presidente e os diretores da instituição. Na ocasião, os votos contrários partiram de Rosa Weber e Ricardo Lewandowski, que posteriormente se aposentaram.

Um terceiro ministro do Supremo avalia que a eventual judicialização de uma decisão favorável ao Master não seria incomum. Ele recorda que a Receita Federal recorre com frequência ao mandado de segurança no STF para suspender deliberações do TCU consideradas abusivas, como multas aplicadas em casos de negativa de compartilhamento de dados fiscais, sob o argumento de proteção ao sigilo. Segundo essa leitura, o conflito atual se insere em um histórico mais amplo de disputas institucionais sobre os limites de atuação da Corte de Contas.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Brasil amplia exportações para mais da metade de seus parceiros após tarifaço

Dados oficiais mostram crescimento das vendas externas em 2025, com recordes em mais de 40 países e avanço da indústria de transformação

Brasília (DF) - 17/11/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Brasil conseguiu ampliar suas exportações para mais da metade de seus parceiros comerciais ao longo de 2025, mesmo em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e mudanças nas regras do comércio global. O avanço alcançou 53,3% dos países com os quais o Brasil mantém relações comerciais, indicando uma diversificação relevante dos destinos das vendas externas.

As informações constam em levantamento da balança comercial divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Segundo os dados oficiais, mais de 40 países registraram volumes recordes de compras de produtos brasileiros ao longo do ano passado.

Entre os mercados que mais ampliaram as importações de produtos do Brasil estão Canadá, com crescimento de 14,8%, Índia (30,2%), Noruega (8,8%), Paquistão (132,6%), Paraguai (6,9%), Suíça (53,7%), Turquia (7,9%) e Uruguai (29,5%). O desempenho reflete, segundo o governo, uma estratégia ativa de abertura e consolidação de novos mercados em meio às dificuldades do comércio internacional.

Em nota oficial, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou o resultado obtido pelo país. “Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos.”, afirmou.

Na contramão desse movimento, as exportações brasileiras para os Estados Unidos apresentaram retração. O volume vendido ao país caiu de US$ 40,37 bilhões em 2024 para US$ 37,72 bilhões em 2025, uma redução de 6,6%. Com isso, o déficit comercial brasileiro com os norte-americanos aumentou de forma significativa, alcançando US$ 7,53 bilhões no ano passado.

Um dos principais motores do bom desempenho geral foi a indústria de transformação, responsável pela conversão de matérias-primas em produtos de maior valor agregado. De acordo com o MDIC, as exportações desse segmento atingiram um volume recorde de US$ 189 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 1,02 trilhão.

Dentro desse setor, vários produtos alcançaram marcas históricas de vendas externas, como carne bovina (US$ 16,6 bilhões), carne suína (US$ 3,4 bilhões), alumina (US$ 3,4 bilhões), veículos para transporte de mercadorias (US$ 3,1 bilhões), caminhões (US$ 1,8 bilhão), café torrado (US$ 1,2 bilhão), máquinas e aparelhos elétricos (US$ 1,0 bilhão), além de máquinas e ferramentas mecânicas, produtos de perfumaria, cacau em pó, instrumentos de medição e defensivos agrícolas.

Na indústria extrativa, alguns itens também bateram recordes de embarques ao exterior. O minério de ferro somou 416 milhões de toneladas exportadas, enquanto o petróleo atingiu 98 milhões de toneladas. Já os bens agropecuários registraram crescimento de 3,4% em volume e de 7,1% em valor, reforçando a importância do setor para a balança comercial.

Fonte: Brasil 247

Pai de Vorcaro negocia venda de mansão milionária em Orlando

Imóvel avaliado em R$ 180 milhões fica em condomínio de luxo na Flórida e a negociação ocorre em meio a investigações envolvendo o Banco Master

         Mansão de Henrique Vorcaro (Foto: Reprodução)

Henrique Vorcaro, empresário do setor imobiliário e pai do banqueiro Daniel Vorcaro, colocou no mercado uma mansão de alto padrão localizada em Orlando, na Flórida, avaliada em cerca de R$ 180 milhões. A propriedade, considerada uma das mais luxuosas da região, tem 3,5 mil metros quadrados de área construída e reúne uma série de equipamentos de lazer, como quadra oficial de basquete, pista de boliche e campo de futebol. As informações são do Metrópoles.

Nos bastidores do mercado imobiliário local, circula a informação de que ao menos um contato já demonstrou interesse concreto, com a negociação em estágio inicial.

O imóvel foi adquirido em 2023 por cerca de US$ 35 milhões, valor que à época figurou entre as maiores transações imobiliárias já registradas no estado da Flórida. A mansão está localizada no condomínio Isle Worth, no bairro de Windermere, uma das áreas mais exclusivas da região de Orlando, e ocupa um terreno de aproximadamente 14 mil metros quadrados.

A residência foi construída pelo fundador da rede de escolas Wise Up, Flávio Augusto da Silva, após três anos de obras. O investimento total no projeto chegou a R$ 95 milhões até a conclusão. Atualmente, o imóvel está registrado em nome da SOZO Real Estate, empresa que tem Henrique Vorcaro como presidente.

Fundador do grupo imobiliário Multipar, Henrique Vorcaro atua há décadas nos setores imobiliário e de saúde. Entre seus negócios de maior destaque está a participação na venda do Hospital Promed para a Hapvida, operação realizada por R$ 1,5 bilhão pouco tempo depois da aquisição da unidade hospitalar.

Em nota enviada ao Metrópoles, a assessoria do empresário afirmou que “o senhor Henrique e suas empresas atuam no setor imobiliário há mais de 30 anos, dentro da estrita legalidade. Por questões de privacidade, não expõem informações ao público”.

As tratativas para a venda da mansão ocorrem em um contexto delicado para a família Vorcaro. Daniel Vorcaro é alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga um esquema de fraude financeira estimado em R$ 12 bilhões envolvendo o Banco Master. Antes mesmo da operação, a instituição já enfrentava uma grave crise financeira e teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles