terça-feira, 22 de julho de 2025

Jogador do Chelsea revela "medo" de Trump durante premiação da Copa do Mundo de Clubes

Presidente dos EUA entregou a taça aos jogadores e se recusou a sair do pódio, deixando elenco confuso; “O cara não queria ir embora”, disse Marc Cucurella

     (Foto: Reuters)

A comemoração do Chelsea pelo título da Copa do Mundo de Clubes foi marcada por uma cena inusitada e desconcertante: a presença prolongada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no palco de premiação. O episódio foi relatado pelo lateral espanhol Marc Cucurella em entrevista ao podcast JijantesFC. As informações são do Metrópoles.

Segundo Cucurella, os jogadores foram informados de que Trump participaria apenas da entrega da taça, mas que, por protocolo, deveria deixar o pódio antes da equipe levantar o troféu. No entanto, o presidente americano ignorou essa orientação e permaneceu no palco, mesmo durante a celebração.

“Nos disseram que, por regra, Donald Trump viria nos entregar o troféu e não o poderíamos levantar até que ele fosse embora. E claro, estávamos todos lá esperando ele ir embora, mas o cara não queria ir embora, e ainda por cima olhamos para Trump e ele disse: ‘Levantem ele, eu fico aqui’. E eu me perguntava quem ia dizer alguma coisa a ele, sabe… Eu estava me cagando de medo”, contou Cucurella

O momento gerou visível desconforto entre os atletas. Após receber a taça, o capitão Reece James chegou a perguntar a Trump se ele continuaria no pódio. Com a resposta afirmativa do presidente, o time optou por seguir com a comemoração mesmo com a presença do chefe de Estado.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Bolsonaristas pressionam Motta por sessão remota para votar anistia e mudar impeachment de ministros do STF

Mobilização integra reação da oposição contra medidas cautelares impostas pelo STF contra Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe

      Plenário da Câmara dos Deputados (Foto: Bruno Spada/Agência Câmara )

Em meio ao recesso legislativo, a deputada bolsonarista Caroline De Toni (PL-SC) protocolou nesta segunda-feira (22) um pedido para a realização de uma sessão extraordinária remota da Câmara dos Deputados. A iniciativa, segundo O Globo, busca inserir na pauta três projetos, entre eles a proposta que concede anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e às manifestações que contestaram o resultado das eleições de 2022.

A investida da deputada ocorre em um momento delicado para Jair Bolsonaro, que se encontra submetido a medidas cautelares determinadas pela Justiça. Desde a operação da Polícia Federal realizada na última sexta-feira (19), o ex-mandatário passou a usar tornozeleira eletrônica, o que intensificou os apelos da base bolsonarista por uma reação institucional do Congresso.

Além da proposta de anistia, Caroline De Toni pretende pautar dois projetos que alteram a Lei do Impeachment em relação aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Um deles amplia as possibilidades de enquadramento por crime de responsabilidade, enquanto o outro busca fixar prazos e critérios objetivos para o andamento de pedidos de afastamento de ministros no Senado. As medidas fazem parte da ofensiva da oposição contra o Judiciário, especialmente o STF.

A tentativa de convocação da sessão remota tem como alvo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Na semana passada, aliados de Bolsonaro já haviam tentado suspender o recesso parlamentar, mas a iniciativa foi barrada pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP).

Nesta segunda-feira (22), Bolsonaro se reuniu com parlamentares e defendeu que a anistia seja tratada como prioridade. O ex-mandatário deverá comparecer nesta terça-feira (23) a comissões da Câmara onde estão previstas moções de repúdio à sua atual situação jurídica.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

"Extrema-direita quer transformar o Congresso num circo de horrores", diz Lindbergh

Líder do PT condena tentativa da oposição de burlar o recesso parlamentar com sessões para fazer “proselitismo” em defesa de Bolsonaro

       Lindbergh Farias (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Em publicação feita nesta terça-feira (22), o líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), criticou duramente a tentativa da extrema-direita de realizar reuniões durante o recesso parlamentar para promover moções de apoio a Jair Bolsonaro.

Segundo Lindbergh, a atitude da oposição afronta as normas regimentais da Casa. Também na manhã desta terça, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), proibiu a realização de reuniões de comissões.

“O Ato do Presidente da Câmara, Hugo Motta, é claro: estão suspensas as reuniões de comissões entre 22 de julho e 1º de agosto. O regimento deve ser respeitado. Nenhum grupo pode se colocar acima da Presidência da Casa. A extrema-direita quer transformar o Parlamento num circo de horrores, desrespeitando normas internas para fazer proselitismo em pleno recesso. Não aceitaremos esse vale-tudo. Seguiremos firmes na defesa da institucionalidade e da autoridade do comando legítimo da Câmara dos Deputados”, escreveu o parlamentar petista.



☆ Bolsonaristas desafiam comando da Casa - Segundo o g1, mesmo com decisão anterior de Motta de manter o recesso parlamentar, deputados do PL haviam convocado duas reuniões deliberativas para esta terça-feira com pautas explicitamente voltadas a moções de apoio a Bolsonaro.

As convocações ignoraram o comunicado de Hugo Motta, que havia reiterado a manutenção do recesso, apesar dos apelos da oposição para que o período fosse interrompido. Uma das justificativas apresentadas por Motta para a manutenção do recesso foi a realização de obras internas nas dependências da Câmara, que impediriam qualquer atividade regular.

☆ Bolsonaro era esperado, mas recuou - Mesmo com medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal — como o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de usar redes sociais —, Jair Bolsonaro era esperado nas reuniões convocadas pelos aliados. No entanto, pela manhã, foi visto apenas na sede do PL.

Fonte: Brasil 247

Hugo Motta resiste à pressão bolsonarista e proíbe reuniões em comissões da Câmara

Despacho do presidente da Câmara proibindo reuniões das comissões parlamentares durante o recesso legislativo de julho.foi publicado no Diário Oficial

     Hugo Motta (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Em decisão publicada no Diário Oficial da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (22), o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou a suspensão de todas as reuniões das comissões parlamentares durante o recesso legislativo de julho. De acordo com a coluna da jornalista Isabel Mega, da CNN Brasil, o despacho determina que as atividades só devem ser retomadas em agosto.

No entanto, o Partido Liberal (PL) convocou sessões para o mesmo dia, às 10h, nas comissões de Relações Exteriores e de Segurança Pública, ambas presididas por integrantes da sigla. Motta já havia sinalizado anteriormente para o período do recesso legislativo.

O objetivo das reuniões, segundo o partido, é aprovar moções de apoio a Jair Bolsonaro (PL), que cumpre medidas cautelares impostas pela Justiça desde a última sexta-feira (18). As restrições incluem o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, proibição de contato com embaixadores, diplomatas e demais investigados no mesmo processo, além da vedação ao uso de redes sociais.

A convocação fere frontalmente a nota divulgada anteriormente pela presidência da Câmara. “O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, informa que o recesso parlamentar de julho está confirmado, conforme previamente estabelecido. Durante esse período, não serão realizadas votações em plenário nem reuniões das comissões permanentes da Casa”, destaca o comunicado.

Mesmo diante da manifestação oficial da presidência da Câmara, o líder do PL na Casa, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), minimizou a controvérsia e defendeu a legalidade da convocação. “Para nós é muito importante votar as moções de louvor ao Jair Bolsonaro. Os presidentes [das comissões] são autônomos, eleitos e as comissões estão convocadas”, afirmou o parlamentar na ocasião.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Bolsonaristas já querem que Trump revogue visto de Hugo Motta; entenda

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Foto: Reprodução

Lideranças bolsonaristas já discutem, nos bastidores, pedir ao governo de Donald Trump a revogação do visto do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), como forma de retaliação, assim como ocorreu com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme informações do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.

A ameaça surge após Motta entrar na mira do grupo por não ter pautado o projeto de anistia aos condenados do 8 de Janeiro antes do recesso parlamentar — promessa atribuída a ele, mas jamais confirmada publicamente.

A tensão aumentou depois que o deputado negou o pedido da oposição para suspender o recesso diante das medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“O Hugo não foi subserviente aos acordos com o PL. Agora, quem sabe será ao Trump? Até porque ele não teve o visto suspenso ainda”, declarou uma liderança próxima do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em tom de ameaça.

Motta ignorado

Mesmo com a negativa da presidência da Câmara, bolsonaristas convocaram sessões de duas comissões controladas pelo grupo: Segurança Pública e Relações Exteriores. As pautas incluem moções de repúdio às decisões do STF e de apoio ao ex-presidente.

Deputados do PL ainda se reuniram na última segunda-feira (21) na Câmara. Bolsonaro também apareceu por lá, exibiu a tornozeleira eletrônica, que passou a usar por ordem do STF, e chamou a medida de “covardia” e “humilhação”.



O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), telefonou para Motta no sábado (19) para informá-lo da decisão de convocar as comissões, desafiando a orientação oficial. “Falei com ele (Motta) no sábado. Só comuniquei nossas decisões. Ele ouviu e agradeceu a comunicação”, relatou o deputado.

Fonte: DCM

PF faz buscas contra suplente de Alcolumbre em operação contra fraudes na BR-156

Operação Route 156 investiga direcionamento de licitações e desvio de R$ 60 milhões em obras do DNIT no Amapá

      Agentes da Polícia Federal (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (22) a Operação Route 156, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), para apurar um esquema de fraude em contratos públicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Amapá (DNIT/AP). Segundo a coluna do jornalista Fabio Serapião, do Metrópoles, um dos alvos da operação é o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A ação cumpre 11 mandados de busca e apreensão para avançar nas investigações sobre um esquema criminoso de direcionamento de licitações e desvio de recursos públicos federais destinados à manutenção e recuperação da rodovia BR-156.

De acordo com a Polícia Federal, as apurações indicam a atuação de uma organização criminosa dentro da Superintendência Regional do DNIT no Amapá. O grupo teria manipulado ao menos quatro pregões eletrônicos, simulando competitividade com propostas fictícias e impondo cláusulas restritivas nos editais. O valor total das licitações sob suspeita chega a R$ 60 milhões.

Breno Chaves Pinto é ligado à empresa LB Construções, uma das vencedoras dos contratos investigados. Ele também mantém vínculos com outras companhias que têm contratos com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

As suspeitas apontam que as fraudes foram planejadas para criar uma falsa concorrência entre empresas que, na prática, atuavam de forma coordenada para assegurar a vitória nas licitações e viabilizar o desvio dos recursos públicos.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Após ter contas bloqueadas, Eduardo Bolsonaro volta a atacar Moraes e diz que não pretende recuar

Deputado chama ministro de “ditador” e diz que decisão foi “arbitrária e criminosa”

      Deputado Eduardo Bolsonaro - 24/02/2024 (Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a atacar nesta terça-feira (22) o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de suas contas bancárias no Brasil. Segundo revelou o Metrópoles, o bloqueio foi percebido pelo parlamentar ao tentar realizar duas transferências via Pix nesta segunda-feira (21). Eduardo afirma que a decisão é “arbitrária e criminosa”.

Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Eduardo Bolsonaro classificou a medida como abusiva. “Moraes age em interesse próprio. Moraes usa as instituições para tentar se blindar. Moraes se vale de decisões ilegais para se proteger das consequências dos seus crimes. Como todo ditador”, escreveu o deputado.

As medidas contra Eduardo fazem parte de uma investigação em curso no Supremo Tribunal Federal, conduzida pela Polícia Federal, que apura sua atuação nos Estados Unidos.

No despacho, Moraes cita os crimes investigados, que envolvem Eduardo e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal envolvendo organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O ministro afirma que o deputado teria atuado de forma reiterada para incentivar que o governo dos Estados Unidos impusesse sanções a autoridades brasileiras, incluindo membros do STF, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF), alegando perseguição política.

“Esta é só mais uma demonstração de abuso de poder e confirma tudo o que tenho denunciado em Washington e para autoridades de todo o mundo”, afirmou Eduardo. Ele também declarou que não pretende recuar diante das decisões judiciais: “Eu me preparei para este momento”.

“Só irei descansar quando Alexandre Moraes for punido. Só irei sossegar quando o seu impeachment for aprovado pelo Senado, porque essa é a única solução para o Brasil. Moraes é o maior problema do país”, completou.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

VÍDEO – Eduardo diz que Moraes é responsável por tarifaço e ataca Lula: “É o bêbado da rua”

 

Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo no podcast Inteligência Limitada, no YouTube – Foto: Reprodução

Durante participação no podcast Inteligência Ltda., ao lado do golpista Paulo Figueiredo, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos ao Brasil é mais culpa do ministro Alexandre de Moraes do que do presidente Lula (PT). Ele chamou o presidente de “bêbado do rua”.

“Eu não responsável pela tarifa, o Alexandre de Moraes é o responsável pela tarifa juntamente com o Lula. Mas o Lula sempre foi uma pessoa coadjuvante, ninguém se importa muito com o que o Lula fala, ele é o bebado na rua que você passa para comprar pão e o cara tá te xingando e você ignora “, disse o filho 03 de Bolsonaro no Podcast Inteligência Ltda.

Na live, Eduardo declarou que está pronto para “morrer no exílio aqui nos EUA” e afirmou que o país estaria “à beira de uma Venezuela”. Ao criticar o governo brasileiro, disse ver um povo “desesperado” e sem alternativas. Ele também voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal, mencionando que sua prioridade é soltar “aquelas velinhas que estão presas”.


O filho 03 de Bolsonaro ainda afirmou que “por isso mais uma vez eu agradeço ao Trump que está entreando nesse jogo e tá sendo o fator que está mudando esse tabuleiro todo. Então, não tô fazendo cálculo eleitoral, não estou fazendo cálculo político. Para mim pouco importa a questão de desgaste ou não, para mim importa se a gente vai soltar aquelas velinhas que estão presas, para mim importar se o brasileiro não está fadado ao virar Cuba que todo o fruto do seu trabalho vai ao ditador e eu não posso questionar isso”.

Nos últimos meses, Eduardo Bolsonaro tem circulado pelos corredores da Casa Branca, desde março, em busca de apoio de autoridades norte‑americanas contra o ministro Alexandre de Moraes. Ele é alvo de um inquérito da Polícia Federal por obstrução de Justiça, coação no curso do processo e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito, por sua atuação política nos EUA. Em 8 de julho, Moraes atendeu a um pedido da PF e prorrogou o inquérito por mais 60 dias para concluir as investigações relacionadas à sua movimentação externa.

Essa permanência prolongada nos EUA é vista como uma verdadeira fuga do ambiente de controle judicial no Brasil — um exílio político que Eduardo escolheu para continuar mobilizando aliados em defesa própria e de seu pai, enquanto dribla a jurisdição nacional.

Fonte: DCM

Prisão iminente de Bolsonaro é consenso entre governistas e oposição

Ministro Alexandre de Moraes deu 24h para defesa se manifestar sobre descumprimento de cautelares impostas pelo STF

      Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Diego Herculano)

Governistas e opositores concordam: a prisão de Jair Bolsonaro (PL) pode acontecer a qualquer momento. Segundo avaliação de lideranças tanto da base do governo Lula (PT) quanto da oposição, o ex-presidente corre risco real de ser detido ainda nesta terça-feira (22) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), informa o Metrópoles.

A tensão ganhou força após o ministro Moraes proibir Bolsonaro de participar de transmissões em redes sociais, sejam próprias ou de terceiros, inclusive entrevistas à imprensa. A decisão foi comunicada nesta segunda-feira (21), com prazo de 24 horas para que a defesa do ex-mandatário se manifestasse, sob pena de prisão imediata por descumprimento de medidas cautelares.

Até então, a expectativa era de que uma eventual prisão só ocorresse no final do ano — novembro era o mês mais citado nos bastidores. No entanto, ao falar publicamente na saída do Congresso Nacional nesta segunda, mesmo após ter cancelado uma coletiva para evitar conflitos com a decisão judicial, Bolsonaro reacendeu o alerta tanto entre aliados quanto adversários.

☆ PL pego de surpresa - A nova escalada da crise foi classificada como inesperada por dirigentes do PL, incluindo um ex-ministro com influência no partido. Sem um plano claro, a sigla colocou parlamentares em “plantão” em Brasília, preparados para agir em caso de prisão de Bolsonaro.

A maioria do partido entende que não há justificativa jurídica para uma ordem de prisão, mas enxerga a atuação de Moraes como motivada por fatores políticos — e, por isso, acredita que a detenção seja provável. Um grupo minoritário, no entanto, discorda: acredita que, se houvesse intenção real de prender o ex-presidente, o magistrado não teria concedido prazo para manifestação da defesa.

Há ainda lideranças da legenda que enxergam uma eventual prisão como uma oportunidade. Para esse grupo, principalmente parlamentares do Centrão em estados onde Bolsonaro se tornou figura impopular, a saída precoce do ex-presidente permitiria à direita se reorganizar e lançar um novo nome para disputar a Presidência em 2026.

☆ PT e governo avaliam impactos - Pelo lado do governo, ainda não há uma estratégia pronta para reagir à possível prisão de Bolsonaro. De acordo com interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ouvidos sob reserva, há duas leituras em curso: uma aposta que a saída forçada de Bolsonaro pode reduzir a polarização política, o que dificultaria o avanço da popularidade do governo; outra acredita que a direita ficará desarticulada, abrindo uma guerra interna entre as diferentes alas bolsonaristas.

Essa disputa já dá sinais de tensão. Integrantes do governo citam o recente atrito entre Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), motivado por divergências sobre o apoio do deputado a sanções americanas contra o Brasil. O conflito só foi encerrado após a intervenção do próprio Bolsonaro, o que reforça a ideia de que sua ausência pode deixar a extrema-direita sem liderança.

☆ As medidas cautelares impostas a Bolsonaro - As medidas restritivas impostas por Moraes incluem:

  • Uso de tornozeleira eletrônica
  • Recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 6h nos dias úteis, e integral aos fins de semana e feriados
  • Proibição de acesso a embaixadas e consulados
  • Proibição de contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras
  • Proibição de contato com Eduardo Bolsonaro e investigados ligados aos quatro núcleos da suposta tentativa de golpe
  • Proibição do uso de redes sociais, inclusive por meio de terceiros

Foi justamente essa última medida que Bolsonaro descumpriu, segundo avaliação do STF. Embora tenha evitado falar em coletiva, o ex-presidente exibiu a tornozeleira eletrônica e deu declarações a jornalistas na saída do Congresso, o que resultou em ampla circulação de vídeos em redes sociais.

O STF considera que a medida foi desrespeitada e que Bolsonaro continua usando sua imagem para impulsionar uma campanha contra as instituições democráticas e o Judiciário.

Sanções de Trump e nova frente de investigação - As cautelares impostas por Moraes também têm relação com outro episódio recente: a taxação de 50% a produtos brasileiros pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciada após relatos de que Bolsonaro e Eduardo teriam incentivado sanções contra o Brasil.

De acordo com a Polícia Federal, Bolsonaro teria articulado para estimular medidas que dificultassem o andamento de ações penais contra ele, inclusive buscando apoio de Trump. A investigação aponta que, desde 7 de julho, Eduardo Bolsonaro vem trabalhando nos EUA para viabilizar retaliações da Casa Branca, sob o argumento de perseguição política ao ex-presidente.

Segundo a PF, essas ações visam criar entraves comerciais e políticos com os Estados Unidos para pressionar o Supremo e interferir diretamente nos julgamentos em curso.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Ipsos-Ipec: 72% dos brasileiros acreditam que conflitos globais podem afetar muito a economia nacional

O levantamento também analisou a opinião dos brasileiros sobre os países atualmente envolvidos em conflitos ou tensões geopolíticas

Palestinos inspecionam os danos no local de um ataque aéreo israelense durante a noite contra uma tenda que abrigava deslocados, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza (Foto: REUTERS/Hatem Khaled)


 Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (22) pelo instituto Ipsos-Ipec revelou que a grande maioria dos brasileiros está preocupada com os efeitos das tensões internacionais sobre a economia nacional. De acordo com o levantamento, 72% dos entrevistados acreditam que os recentes conflitos entre países têm potencial para impactar muito a economia do Brasil. As informações são do g1.

O estudo ouviu 2 mil pessoas em todo o país, entre os dias 3 e 8 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Além da preocupação econômica, 66% dos participantes também acreditam que esses conflitos podem prejudicar de forma significativa as relações diplomáticas do Brasil com outras nações.

◈ Percepção sobre os conflitos - A pesquisa questionou os entrevistados sobre o grau de impacto que os conflitos podem ter no país. Além dos 72% que consideram que os efeitos econômicos podem ser grandes, outros 20% acham que podem afetar um pouco, enquanto apenas 4% disseram que não haveria impacto. Outros 4% não souberam ou preferiram não responder.

Quando a questão envolveu as consequências nas relações internacionais do Brasil, o padrão de respostas foi semelhante: 66% acreditam em forte impacto, 23% veem possibilidade de impacto parcial, 7% acham que não haverá alteração e 5% não opinaram.

◈ Avaliação dos países envolvidos - O levantamento também analisou a opinião dos brasileiros sobre os países atualmente envolvidos em conflitos ou tensões geopolíticas. A imagem internacional de nações como Rússia, Irã e Palestina é majoritariamente negativa entre os entrevistados.

A Rússia e o Irã lideram o índice de rejeição, com 70% de avaliações desfavoráveis ou muito desfavoráveis. Apenas 15% (no caso da Rússia) e 14% (no caso do Irã) manifestaram algum tipo de simpatia ou apoio. A Ucrânia, embora invadida, também registrou um índice considerável de rejeição: 53% veem o país de forma negativa, enquanto 32% têm uma percepção positiva.

Já os Estados Unidos, tradicional parceiro comercial do Brasil, receberam 49% de avaliações desfavoráveis, contra 37% favoráveis. Israel e Palestina aparecem com imagens igualmente desgastadas: 52% veem Israel de forma negativa, enquanto 61% têm avaliação desfavorável da Palestina.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Bolsonaro ignora risco de prisão e é esperado em atos na Câmara nesta terça

 

Jair Bolsonaro mostra tornozeleira eletrônica na Câmara dos Deputados. Foto: Reprodução

Mesmo proibido de usar redes sociais e sujeito a medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é aguardado nesta terça-feira (22) em atos organizados por aliados na Câmara dos Deputados, conforme informações do G1.

Comissões presididas por parlamentares do PL agendaram reuniões com pautas de apoio político ao ex-capitão, contrariando a decisão da presidência da Casa de manter o recesso parlamentar de julho.

As reuniões foram convocadas pela Comissão de Segurança Pública e pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, ambas controladas por bolsonaristas. A primeira pretende aprovar uma moção de solidariedade a Bolsonaro, alegando perseguição política e citando supostos riscos à ordem e à segurança públicas.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já havia comunicado que não haveria votações nem reuniões de comissões durante o recesso, em razão de obras nas dependências da Casa. “As atividades legislativas serão retomadas na semana do dia 4 de agosto”, reforçou Motta em nota oficial.

Bolsonaro descumpre ordem de Moraes


O ex-presidente esteve na Câmara dos Deputados e, diante de apoiadores, exibiu a tornozeleira eletrônica que passou a usar por ordem do STF. Bolsonaro classificou a medida como “covardia” e uma “humilhação”.

“Não roubei os cofres públicos, não desviei recurso público, não matei ninguém, não trafiquei ninguém. Isso aqui é um símbolo da máxima humilhação em nosso país. Uma pessoa inocente. Covardia o que estão fazendo com um ex-presidente da República. Nós vamos enfrentar a tudo e a todos. O que vale para mim é a lei de Deus”, declarou.

A fala foi transmitida por apoiadores e circulou nas redes sociais, o que configura violação direta da decisão judicial, que também proíbe que entrevistas do ex-mandatário sejam divulgadas online.

Fonte: DCM com informações do G1

PL mobiliza força-tarefa para manter engajamento digital de Bolsonaro após proibição nas redes sociais

Após decisão do STF, aliados intensificam ações para defender Bolsonaro nas redes enquanto ex-presidente é obrigado a se afastar da comunicação pública

      Jair Bolsonaro e Maurício do Vôlei (Foto: Reprodução (Redes Sociais))

Três dias após ser alvo de medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Jair Bolsonaro iniciou um período de recolhimento estratégico para evitar punições ainda mais severas. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo, que relatou a mobilização do Partido Liberal (PL) para manter o ex-presidente em evidência nas redes sociais, mesmo após a imposição de restrições à sua comunicação pública.

Na segunda-feira (21), deputados federais do PL realizaram uma reunião na sede da liderança do partido na Câmara dos Deputados para debater formas de sustentar o discurso bolsonarista. A principal preocupação foi manter a militância mobilizada e o engajamento digital elevado em defesa de Bolsonaro, que está proibido de utilizar as redes sociais e participar de transmissões ao vivo — mesmo em perfis de terceiros — sob risco de prisão, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes.

☆ Tornozeleira e silêncio imposto

Bolsonaro exibiu publicamente a tornozeleira eletrônica que passou a usar após a decisão judicial. Na última sexta-feira (18), ele concedeu entrevistas e falou com jornalistas em pelo menos cinco ocasiões, mas, após novas orientações de seus advogados, decidiu cancelar duas entrevistas previstas para a segunda-feira, temendo descumprir a ordem judicial e ser preso.

"Bolsonaro gostaria de falar a toda a imprensa nacional. Entretanto, por mais uma ordem de censura do ministro Alexandre de Moraes, preventivamente os seus advogados recomendaram não falar mais com a imprensa. Essa é a democracia relativa que estamos vivendo", afirmou o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada, durante coletiva no Salão Verde da Câmara.

☆ Mobilização nas redes e alinhamento do discurso

Para driblar o silêncio do ex-presidente, os deputados federais do PL decidiram intensificar publicações em suas próprias redes, com pressão sobre parlamentares menos ativos digitalmente. O plano inclui abastecer colegas menos familiarizados com redes sociais com conteúdos prontos, buscando alinhamento na defesa de Bolsonaro em meio ao acirramento das investigações contra ele.

Inicialmente, o encontro tinha como objetivo discutir mobilizações nacionais, prioridades legislativas para o semestre e estratégias de comunicação. Contudo, a proibição de entrevistas imposta a Bolsonaro dominou as discussões.

☆ Tensão com Eduardo Bolsonaro e o tarifaço de Trump

Entre as restrições impostas a Bolsonaro está também a proibição de manter contato com seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atualmente nos Estados Unidos. A restrição foi descrita pelo ex-presidente como a mais dolorosa entre as sanções recebidas. Eduardo tem desempenhado papel-chave na articulação internacional da família Bolsonaro, especialmente após o recente anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o tarifaço de 50% contra produtos brasileiros, decisão justificada pelo republicano em razão dos julgamentos do STF contra Bolsonaro.

Eduardo vinha se opondo publicamente a alternativas diplomáticas para resolver a questão das tarifas, incluindo críticas diretas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que buscava solução negociada com empresários e autoridades norte-americanas. “Subserviência servil às elites”, chegou a dizer Eduardo sobre a iniciativa de Tarcísio.

☆ Crise no bolsonarismo e tentativa de pacificação

A tensão interna no bolsonarismo levou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Ciro Nogueira (PP-PI) a articularem um cessar-fogo, envolvendo também Jair Bolsonaro e seu filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador pelo Rio de Janeiro. A ofensiva buscou encerrar o embate entre Eduardo e Tarcísio.

Em entrevista ao site Poder360, Bolsonaro sinalizou um tom conciliador: “Hoje foi botada uma pedra em cima. Conversei com Eduardo e conversei com o Tarcísio. E está tudo pacificado. Tarcísio continua sendo meu irmão mais novo e vamos em frente. Não podemos dividir. O Tarcísio é um tremendo de um gestor. Nada de crítica para ele. Se tiver, é por telefone pessoal”, disse.No entanto, a tentativa de pacificação durou pouco. A declaração de Bolsonaro sobre a falta de maturidade política de Eduardo incomodou o deputado, que telefonou ao pai para cobrar esclarecimentos. Após o episódio, o ex-presidente mudou novamente de postura, defendendo Eduardo em entrevista à CNN Brasil e elevando o tom contra Tarcísio.

“Eduardo tem 40 anos de idade, uma pessoa que tem responsabilidade. Esta aí abrindo mão, é o deputado mais votado da história do Brasil, ele tem consciência que se ele voltar pra cá ele vai ser preso. Tem que ser reconhecido o trabalho dele. Não adianta um governador de estado, com todo o respeito que tenho a ele, tentar resolver dentro do seu estado, que não vai resolver o assunto. Resolve é lá (nos EUA). O Eduardo está à disposição de qualquer governador para tratar desse assunto”, declarou Bolsonaro, em trecho que ele próprio divulgou nas redes sociais.

O episódio expôs a divisão dentro do bolsonarismo em um momento delicado para Bolsonaro, que se vê forçado ao silêncio e sob rígida vigilância judicial. Diante do vácuo na comunicação direta do ex-presidente, aliados do PL buscam compensar a ausência com uma atuação coordenada nas redes. Ao mesmo tempo, o partido tenta administrar disputas internas cada vez mais evidentes em meio à pressão internacional promovida por Donald Trump contra o Brasil.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Estado de S. Paulo

Kids pretos: Exército reestrutura batalhão e retira poder de grupo ligado a militares golpistas

Portaria do general Tomás Paiva transfere unidade de operações psicológicas dos “kids pretos” para Brasília e reduz influência do grupo

       Kids Pretos (Foto: Exército Brasileiro)

O Exército brasileiro decidiu modificar sua estrutura interna e enfraquecer o poder do grupo conhecido como “kids pretos”, ligado ao Comando de Operações Especiais e com vários integrantes denunciados por envolvimento na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, informa Octavio Guedes, do g1.

O comandante do Exército, general Tomás Paiva, assinou uma portaria determinando a transferência do Batalhão de Operações Psicológicas — até então sob a estrutura do Comando de Operações Especiais, sediado em Goiânia — para o Comando Militar do Planalto, em Brasília. A medida esvazia o núcleo operacional dos "kids pretos", considerado uma ala autônoma e radicalizada dentro da corporação.

Entre os denunciados está o tenente-coronel Guilherme Marques Almeida, ex-comandante do 1º Batalhão de Operações Psicológicas. A Polícia Federal obteve um áudio em que ele afirma que dá para “fazer um trabalho bom nisso aí”, referindo-se à invasão ao Congresso Nacional em 8 de janeiro de 2023, o que reforçou os indícios de uso indevido da estrutura militar.

◉ Reposicionamento estratégico e crise interna - De acordo com a definição oficial do Exército, o batalhão atua com o objetivo de “influir nas emoções, nas atitudes e nas opiniões de um grupo social, com a finalidade de obter comportamentos predeterminados”. Essa função foi aplicada em operações no Haiti e durante a intervenção federal no Rio de Janeiro, onde o uso da unidade foi considerado legítimo.

No entanto, a suspeita de que o batalhão teria sido utilizado para estimular manifestantes acampados diante dos quartéis a marchar até a Praça dos Três Poderes — ação tipificada como criminosa — evidenciou a falta de controle da cúpula do Exército sobre o grupo. A mudança promovida por Paiva é vista como tentativa de retomar a autoridade e limitar ações paralelas dentro da instituição.

"Não fazia sentido ter uma estrutura que é para atender ao Exército inteiro dentro de algo menor, que é o Batalhão de Operações Especiais. O Batalhão de Operações Psicológicas está num nível que não pode estar subordinado a um comando específico que pode se beneficiar destas operações caso precise", explicou um general do Alto Comando, em condição de anonimato.

◉ Elite paralela e tensão entre militares - Os chamados “kids pretos” eram formados pelo Comando de Operações Especiais e vinham sendo alvo de críticas internas por seu comportamento hierárquico, considerado descolado da estrutura regular das Forças Armadas. Integrantes do grupo se enxergavam como uma elite, à parte do restante da tropa.

“Exatamente como um policial do Bope se sente em relação ao policial da esquina. Como se ele fosse de uma outra corporação, superiores aos demais colegas de farda. Elite mesmo”, afirmou um oficial.

Apesar dos incômodos com a autonomia do grupo, nenhum comandante anterior havia promovido alterações na estrutura — algo que ocorre agora pela primeira vez sob a liderança de Tomás Paiva. A expectativa dentro da corporação é que outras mudanças venham a ser implementadas para ampliar o controle institucional e conter a atuação de grupos dissidentes.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Flávio Bolsonaro é criticado por bolsonaristas após viajar de férias em meio à crise com os EUA e momento difícil para o pai

Senador disse estar em viagem com a família, mas aliados do pai o acusam de abandono em momento crítico para Bolsonaro


A viagem de férias do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), confirmada por ele nas redes sociais neste domingo (20), provocou reações negativas entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai. O parlamentar foi duramente criticado por bolsonaristas por ter deixado o país justamente no momento em que se agravou a crise envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Segundo a coluna Sonar, de O Globo, a irritação cresceu ainda mais após a operação da Polícia Federal contra Bolsonaro na última sexta-feira (19), determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que incluiu medidas como o uso de tornozeleira eletrônica.

“Estou em viagem programada com minha família desde o ano passado, durante o recesso parlamentar de julho e férias escolares de minhas filhas. Falo com meu pai e lideranças aliadas todos os dias. Mas a propagação de mentiras se alastra rápido quando é contra Bolsonaro”, justificou o parlamentar no X (antigo Twitter).

A explicação não foi suficiente para conter as críticas. O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, atualmente foragido da Justiça brasileira e residente nos Estados Unidos, reagiu com ironia: “Ufa, ainda bem que são as férias e o recesso. Se funcionário público trabalhasse na iniciativa privada, estaria demitido na primeira crise. Sorte a de vocês que ninguém consegue demiti-los”.

O economista Paulo Figueiredo, também foragido e neto do ex-ditador João Figueiredo, saiu em defesa do senador. “Isso não é justo. Flávio tem sido de enorme ajuda e, mesmo no recesso, tem trabalhado conosco”, respondeu ele a Allan dos Santos, ainda na mesma plataforma.

Outros perfis da direita, porém, não foram tão complacentes. “Férias são sempre programadas, mas o que ocorreu com seu pai deveria ser prioridade pra você. Férias se tem todo ano, pai é um só”, comentou um usuário. Outro perfil escreveu que “com grandes poderes, vem grandes responsabilidades! Você tem muita responsabilidade, não é o momento de férias. Aliás, você tem 2 férias por ano, é melhor deixar pra tirar férias em outro momento”.

Ainda conforme a reportagem, parlamentares da oposição também usaram as redes para criticar Flávio. O deputado federal André Janones (Avante-MG) chegou a afirmar que o senador “entrou em desespero” e foi para Lisboa na tentativa de escapar da justiça” após a decisão de Moraes contra Bolsonaro.

Segundo Flávio, ele deve retornar à Brasília em 1º de agosto, antes do encerramento do recesso parlamentar. Apesar do apelo de líderes da oposição para antecipar o fim do recesso diante da gravidade das medidas contra o ex-mandatário, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), descartou a convocação extraordinária, mantendo a retomada dos trabalhos legislativos para o dia 4 de agosto.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo