Ministra do Planejamento avalia que ministro da Fazenda tem papel decisivo na eleição em São Paulo
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, defendeu publicamente a entrada do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na disputa eleitoral em São Paulo. Ao analisar o cenário político do estado, Tebet afirmou que a construção de uma estratégia competitiva exige nomes de peso e indicou que a ausência de Haddad inviabilizaria a formação de um projeto sólido.
A declaração foi feita após a cerimônia de assinatura do pacto contra o feminicídio entre os Três Poderes, no Palácio do Planalto. Ao comentar a conjuntura paulista, Tebet foi categórica ao tratar do papel do colega de ministério. “Não tem como o ministro Haddad fugir dessa missão. Não dá. O quadro não fecha sem ele. E ele precisa ter essa consciência e acho que tem”, disse Tebet, de acordo com o jornal O Globo.
● Pressão por definição no maior colégio eleitoral
A fala da ministra ocorre após manifestações semelhantes do ministro da Educação, Camilo Santana, e da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que também defenderam maior envolvimento de Haddad na eleição estadual. Para Tebet, a dimensão política e eleitoral de São Paulo exige mais de uma candidatura forte para sustentar o campo governista.
Já está acertado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que Tebet deve disputar uma vaga no Senado por São Paulo. Ainda assim, a ministra tem afirmado que se colocou à disposição do presidente para concorrer tanto no estado paulista quanto no Mato Grosso do Sul. O prazo para a transferência do domicílio eleitoral se encerra em 4 de abril.
● Haddad e Alckmin no centro da estratégia
Na avaliação de Tebet, a eleição paulista não comporta uma candidatura isolada. “Não há possibilidade de ter pelo menos uma dupla em São Paulo. Uma andorinha não faz verão”, afirmou ao comentar a necessidade de uma composição mais ampla.
Questionada sobre a possibilidade de disputar o governo do estado, a ministra apontou Fernando Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como os nomes mais consistentes do campo aliado ao Planalto. “Os melhores nomes para o governo de São Paulo, por toda história, por conhecerem, por estarem mais atrelados à própria figura do presidente Lula, são o Haddad, por ser do PT, e o Alckmin, por ser vice. Se estamos falando em angariar votos para a majoritária federal, esses dois no governo do estado puxam mais votos”, declarou.
Segundo Tebet, uma nova conversa com Lula sobre o cenário eleitoral deve ocorrer antes do carnaval. De acordo com a ministra, o presidente tem discutido o tema principalmente com Haddad e Alckmin.
● Disputa pelo Senado e cenário partidário
Para viabilizar uma eventual candidatura ao Senado por São Paulo, Tebet pode ser obrigada a mudar de legenda. A ministra recebeu convite para se filiar ao PSB, embora lideranças do PT ainda alimentem a expectativa de que ela permaneça no MDB.
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo
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