Requerimento pede acesso a dados bancários e fiscais do senador e de seu escritório de advocacia
O Partido dos Trabalhadores decidiu ampliar sua atuação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS ao apresentar um requerimento que solicita a quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, do escritório de advocacia ligado a ele. A iniciativa ocorre após o partido já ter pedido a convocação do parlamentar para prestar esclarecimentos ao colegiado.
Segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo, o requerimento é assinado pelo deputado Rogério Correia (MG) e tem como objetivo identificar movimentações financeiras consideradas atípicas, além de eventuais repasses de recursos oriundos de pessoas físicas ou jurídicas investigadas no âmbito da CPMI.
☉ PT amplia atuação na CPMI do INSS
No documento, o parlamentar argumenta que a medida é necessária para aprofundar a apuração sobre possíveis irregularidades envolvendo o senador e seu escritório. Segundo o texto, a análise dos dados financeiros pode esclarecer se houve recebimento de valores incompatíveis com a atividade declarada ou conexões com investigados do caso.
☉ Relações familiares e empresariais entram no foco da comissão
Flávio Bolsonaro e seu escritório passaram a ser alvo do colegiado em razão da administradora da empresa, Letícia Caetano dos Reis. Ela é irmã do contador Alexandre Caetano dos Reis, apontado como suspeito de manter sociedade com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, em uma offshore.
O requerimento também registra que Letícia Caetano dos Reis teria sido indicada para a função pelo advogado Willer Tomaz, descrito no documento como alguém próximo a Flávio Bolsonaro. O texto menciona ainda que Willer Tomaz já atuou na defesa de Alexandre Caetano dos Reis em outro processo.
☉ Requerimento cita necessidade de apurar fluxo financeiro
Ao justificar o pedido, o documento apresentado à CPMI afirma que “a investigação desse fluxo financeiro é fundamental para apuração sobre possíveis conflitos de interesse, favorecimento indevido, tráfico de influência, recebimento de vantagens econômicas, ou seja, a eventual vinculação entre decisões administrativas, interesses eleitorais e as atividades do escritório”.
A iniciativa do PT foi protocolada após o relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União), ter solicitado a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo
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