quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Orelha e Caramelo: Polícia fecha inquérito sobre agressões a cães em praia de SC


       O cão Orelha – Reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha e a agressão ao cachorro Caramelo, ocorridas na Praia Brava, em Florianópolis. A informação foi confirmada pelo governo do estado à NSC TV, que informou que o resultado do inquérito deve ser divulgado ainda na noite desta terça-feira (3), com a indicação dos responsáveis e os respectivos indiciamentos por maus-tratos.

De acordo com a corporação, nos dois casos a autoria foi atribuída a adolescentes. A Polícia Civil não informou quantos participaram das agressões nem o grau de envolvimento de cada um. Os nomes, idades e locais de residência dos suspeitos não foram divulgados, em cumprimento ao sigilo determinado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, que protege procedimentos envolvendo menores de 18 anos.

O cão Orelha morreu em 4 de janeiro, após ser agredido na região da Praia Brava. Conforme o laudo pericial, o animal foi atingido na cabeça com um objeto contundente. Inicialmente, a investigação apurava a possível participação de quatro adolescentes, mas um deles foi descartado na sexta-feira (30), após a conclusão de que não teve envolvimento com os maus-tratos.

Durante a apuração, a Polícia Civil analisou cerca de mil horas de imagens captadas por câmeras de segurança instaladas na região no período das agressões. Segundo a corporação, um dos principais desafios foi a ausência de registros diretos do momento do espancamento. Ainda assim, imagens de outros episódios ocorridos na mesma área e período foram consideradas para o avanço das investigações.


Além dos adolescentes apontados como autores, três adultos — dois pais e um tio dos suspeitos — também foram indiciados. Eles são investigados por suspeita de coação a uma testemunha durante o andamento do inquérito. Segundo a Polícia Civil, a vítima seria um vigilante de condomínio que teria uma fotografia considerada relevante para o esclarecimento do crime.

Orelha era um cão comunitário que vivia há pelo menos dez anos na Praia Brava e recebia cuidados regulares de moradores da região. O bairro, localizado no Norte da Ilha de Santa Catarina, é uma das áreas turísticas de Florianópolis e mantém estruturas voltadas ao acolhimento dos animais que circulam pelo local, como casinhas destinadas aos cães considerados mascotes da comunidade.

A médica veterinária Fernanda Oliveira, que acompanhava Orelha, relatou que o animal fazia parte da rotina dos moradores e era conhecido pelo comportamento dócil. Segundo ela, o cachorro interagia com frequência com turistas e pessoas que circulavam pelo bairro. Moradores que encontraram o animal ferido relataram que ele ainda foi levado para atendimento veterinário, mas não resistiu aos ferimentos.

Fonte: DCM com informações da NSC TV

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