sexta-feira, 25 de julho de 2025

Bolsonarista George Santos, ex-deputado dos EUA, deve ser preso nesta sexta

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o ex-deputado dos EUA George Santos. Foto: Reprodução

O ex-deputado dos Estados Unidos George Santos, filho de brasileiros, deve se entregar às autoridades americanas e ser preso nesta sexta-feira (25). Ele foi condenado em abril a sete anos de prisão por fraude eletrônica e falsidade ideológica, após admitir crimes ligados ao financiamento de sua campanha ao Congresso.

O bolsonarista perdeu o mandato em 2023, após cumprir pouco mais de um ano como deputado republicano por Nova York. No acordo judicial, aceitou pagar cerca de US$ 580 mil em multas e confessou ter roubado a identidade de pelo menos dez pessoas, incluindo familiares.

Segundo a imprensa americana, ele tem até 25 de julho, no caso hoje, para se apresentar voluntariamente. “Estou profundamente arrependido”, disse em carta enviada ao tribunal, embora tenha considerado a pena “severa demais”.

Na última quinta-feira (24), Santos publicou mensagens nas redes sociais para se despedir de seus apoiadores. Em tom sarcástico, escreveu: “Aos meus apoiadores: vocês fizeram esse cabaré político valer a pena. Aos críticos: obrigado pela publicidade gratuita. Talvez eu esteja saindo de cena (por enquanto), mas acreditem: lendas nunca se despedem de verdade”.



Quem é George Santos?

Eleito em 2022, Santos se tornou o primeiro republicano abertamente gay a ocupar uma cadeira no Congresso por um distrito que cobre partes do Queens e de Long Island, reduto tradicionalmente democrata. Desde então, seu caminho foi marcado por mentiras e acusações de corrupção.

Após a vitória, veio à tona que ele havia mentido sobre quase toda a trajetória: inventou passagens por grandes empresas, escondeu dívidas e processos de despejo, e até mentiu sobre a própria mãe.

Dentre as falsas declarações, destaca-se a alegação de que ela teria sobrevivido ao atentado às Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001. Documentos oficiais de imigração dos EUA desmentem essa afirmação, mostrando que a mãe do bolsonarista não estava no país na época.

Outras mentiras incluem alegações de que seus avós maternos teriam sido judeus sobreviventes do Holocausto, o que não foi comprovado. Santos também afirmou ter perdido funcionários no atentado à boate gay Pulse, em Orlando, sem evidências que respaldem essa história.

O bolsonarista, expulso do Congresso norte-americano em 2023, ficou conhecido no carnaval carioca como Kitara Ravache. Ele desfilava como drag queen em Niterói, no Rio de Janeiro.

O ativista Eula Rochard foi o responsável por relembrar a personificação de Santos no carnaval de 2008. “Eu com o deputado republicano na parada de Niterói. Como eu havia falado, ele não saía da minha casa. Está aí a prova para quem me chamou de mentirosa”, disse em uma entrevista ao Fantástico, da Globo.

No ano passado, o ex-deputado reviveu Kitara em um vídeo publicado na internet: “Aqui é Kitara, sua favorita, após 18 anos no armário. George Santos me trouxe de volta. Tanto faz! (…) Que tal colocar uma peruca, umas ‘boas’, e se divertir de verdade?”.

Fonte: DCM

Codinome misterioso para Moraes surgiu dentro do núcleo de confiança de Bolsonaro


    Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro – Foto: Reprodução

O coronel Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL), afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (24), que foi o tenente-coronel Mauro Cid quem criou o codinome “professora” para se referir ao ministro Alexandre de Moraes. Câmara, que é réu na investigação sobre a tentativa de golpe, disse que a expressão era usada em tom de brincadeira e negou que houvesse a intenção de esconder informações. “Partiu do tenente-coronel Cid. Eu entrei nessa brincadeira. Não tinha objetivo de esconder nada”, declarou.

A declaração foi feita durante depoimento no STF que ouviu acusados dos núcleos 2 e 4 da trama golpista. O ex-assessor buscou afastar qualquer vínculo com ações ilegais e afirmou que só repassava a Cid informações públicas, relacionadas à agenda de autoridades. “Nunca realizei nenhuma atividade ilícita. Tenho 30 anos de Exército. O que eu passava era ajuste de agenda. Se foi usado de outra forma, não era do meu conhecimento”, afirmou.

Segundo Câmara, o compartilhamento de uma imagem sobre o trajeto de Moraes no dia da diplomação do presidente Lula (PT) foi motivado por questões de logística, já que Bolsonaro havia dito que não participaria do evento. “Essa imagem era um convite, com fotos das autoridades. Era praxe no cerimonial. Quando recebi, passei para o Cid e começamos a tomar providências”, explicou

Ele negou ter tido conhecimento de qualquer plano para monitorar ilegalmente o ministro do STF.

As investigações apontam que Cid afirmou, em delação premiada, que o codinome “professora” era usado para ocultar conversas sobre Moraes e que Bolsonaro teria pedido um monitoramento como parte de uma operação chamada “Copa 2022”, com o objetivo de “neutralizar” o magistrado.

Mauro Cid enviando mensagens de áudio – Foto: Alexandre Cassiano/Agência O Globo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) investiga o uso de métodos sofisticados de espionagem e a existência de planos para eliminar Moraes e o presidente Lula.

Câmara é apontado como integrante do núcleo 2, que, segundo a PGR, atuou na elaboração de decretos golpistas e uso da Polícia Rodoviária Federal para dificultar o voto de eleitores de Lula. Também fazem parte desse grupo Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, e outros ex-membros do governo. Já o núcleo 4, segundo a acusação, era responsável por espalhar desinformação e integrar uma estrutura clandestina conhecida como “Abin paralela”.

Fonte: DCM

“Aberração”: Zema ataca STF, defende impeachment de magistrados e indulto a Bolsonaro

 

Jair Bolsonaro e Romeu Zema, governador de MG. Foto: Reprodução

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta quinta-feira (24), em entrevista à CNN, que apoiará candidatos ao Senado em 2026 que defendam o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, há excessos por parte da Corte, especialmente no caso envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Zema criticou as medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, como o uso de tornozeleira eletrônica, toque de recolher e a proibição de uso das redes sociais, alegando que decisões como essas representam uma perseguição. “É um absurdo você proibir um pai de falar com o filho, é um absurdo alguém não poder dar entrevistas. Isso me parece quase surreal”, afirmou.

Na avaliação do bolsonarista, é necessário reagir ao que classificou como uma “aberração” por parte do STF. Ele defendeu que os ministros revejam suas posturas antes que medidas mais drásticas sejam cogitadas. Para Zema, o Supremo extrapolou suas atribuições e precisa ser contido.

Zema também confirmou que concederá indulto a Bolsonaro caso seja eleito presidente em 2026. “Sim, com certeza”, respondeu, ao ser questionado sobre a possibilidade de perdoar judicialmente o ex-presidente. Ele já havia declarado que tem “muito em comum” com Bolsonaro e defende a anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

O governador deve ter sua pré-candidatura à Presidência da República lançada em 16 de agosto, durante um evento do partido Novo em São Paulo. Ele aposta em uma renovação expressiva do Senado nas próximas eleições, com a eleição de dois senadores por estado, e quer formar uma bancada alinhada ao discurso de enfrentamento ao STF.

Fonte: DCM

Golpistas temem que Marcos do Val atrapalhe articulação nos EUA


     Marcos do Val

A viagem do senador Marcos do Val (Podemos-ES) para os Estados Unidos, contrariando decisão do ministro Alexandre de Moraes, provocou desconforto entre aliados de Jair Bolsonaro envolvidos em articulações no exterior.

Golpistas que atuam para convencer autoridades americanas a aplicar a Lei Magnitsky contra Moraes veem a presença de Do Val em Washington como um possível “elemento desestabilizador” dessas negociações.

O senador é considerado totalmente biruta e já deu demonstrações de confusão mental públicas em lives alopradas.

Em 2023, do Val depôs à Polícia Federal no inquérito que apurava um suposto plano para gravar Moraes, com o objetivo de anular as eleições presidenciais de 2022.

No primeiro depoimento, afirmou que a proposta foi discutida em uma reunião com o então presidente Jair Bolsonaro e Silveira. Segundo o senador, Bolsonaro permaneceu em silêncio durante a conversa e, em nenhum momento, demonstrou rejeição à ideia ou a desautorizou.

Desde então, Marcos do Val apresentou diferentes versões do episódio. Em abril daquele ano, reafirmou que a proposta partiu de Daniel Silveira e voltou a destacar a omissão de Bolsonaro durante o encontro.

Na semana anterior, o próprio Bolsonaro também foi ouvido pela PF. Ele confirmou que participou da reunião com Do Val e Silveira, mas negou qualquer discussão sobre tentativa de golpe ou plano contra o ministro do STF.

A defesa de Daniel Silveira reagiu afirmando que Marcos do Val carece de credibilidade para fazer acusações, citando as várias mudanças de versão. Os advogados sustentam ainda que o encontro com Bolsonaro foi solicitado pelo próprio senador, que teria pedido a Silveira para intermediar a reunião.

O senador deixou o Brasil por Manaus com passaporte diplomático, embora esteja sob medidas cautelares determinadas pelo STF, incluindo o bloqueio de seus documentos de viagem.

Ele alega que a saída foi informada ao Supremo, ao Itamaraty e ao Senado, mas documentos disponíveis não indicam autorização formal de Moraes — que, aliás, indeferiu expressamente o pedido em 16 de julho.

Sua chegada aos EUA incomoda setores da extrema direita brasileira no exterior, que vinham atuando junto a senadores republicanos e órgãos diplomáticos. Há o temor de que o senador exponha a operação liderada por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, comprometendo a narrativa em construção.

Até o momento, nem a Polícia Federal nem o Itamaraty se manifestaram oficialmente sobre a saída do senador do país, apesar de decisão judicial em vigor. O gesto, porém, evidencia o enfraquecimento do controle sobre investigados por atos golpistas e, ao mesmo tempo, lança dúvidas sobre a articulação política do bolsonarismo em Washington.

Fonte: DCM

EUA devem aplicar nesta sexta Lei Magnitsky contra Moraes, dizem bolsonaristas em Washington


O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Foto: Rosinei Coutinho/STF

O governo dos Estados Unidos pode anunciar ainda nesta sexta-feira (25) a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

A informação é da comentarista da GloboNews Natuza Nery, que apurou junto a fontes bolsonaristas em Washington que o grupo aguarda a oficialização da medida nas próximas horas.

A Lei Magnitsky é conhecida como uma “pena de morte financeira”, pois prevê o bloqueio de bens, restrição de acesso ao sistema bancário dos EUA e eventual cancelamento de visto. Trata-se de um instrumento criado para punir autoridades estrangeiras acusadas de corrupção, repressão a liberdades fundamentais ou envolvimento em fraudes eleitorais.

O nome de Moraes começou a circular entre grupos ligados ao presidente Donald Trump após denúncias de aliados de Jair Bolsonaro, como os traidores da pátria Eduardo Bolsonaro e o lobista Paulo Figueiredo.

Ambos articularam junto ao Departamento de Estado a inclusão do ministro na lista de sancionados, sob o argumento de que suas decisões no STF violam garantias constitucionais e impactam a liberdade de expressão inclusive em solo americano.


A legislação permite que a retirada de um nome da lista ocorra apenas mediante decisão do presidente dos EUA, e desde que o sancionado comprove não ter praticado os atos que motivaram a punição, tenha respondido judicialmente por eles ou tenha alterado seu comportamento.

O movimento ocorre em meio à escalada golpista do governo Trump contra o Brasil. O presidente americano já adotou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e tem mantido tom crítico ao Judiciário brasileiro. A eventual sanção contra Moraes seria o gesto mais radical até agora nessa crise diplomática.

Os indivíduos punidos pela Lei Magnitsky são incluídos na lista de Cidadãos Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas (SDN list), mantida pela Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos (OFAC, na sigla em inglês).

A legislação foi aprovada pelo Congresso americano em 2012, durante o governo de Barack Obama, com o objetivo inicial de responsabilizar autoridades envolvidas na morte do advogado russo Sergei Magnitsky. Ele havia denunciado um esquema de corrupção de grandes proporções na Rússia e morreu sob custódia em uma prisão de Moscou, em 2009.

Em 2016, uma emenda ampliou o escopo da lei, permitindo que qualquer pessoa acusada de corrupção ou de violar gravemente os direitos humanos pudesse ser alvo de sanções. Isso inclui casos como execuções extrajudiciais, tortura, repressão política e cerceamento de liberdades fundamentais.

Para que um estrangeiro seja oficialmente sancionado, o presidente dos Estados Unidos deve considerar que há evidências consistentes das infrações. A aplicação das medidas pode incluir congelamento de bens, proibição de entrada no país e restrições financeiras, tornando-se uma ferramenta diplomática de forte impacto.

Fonte: DCM com informações da GloboNews

Agenda de Lula por justiça tributária tem respaldo popular, mas ainda é desconhecida pelos mais pobres

Levantamento Genial/Quaest revela que maior parte dos beneficiários da agenda desconhece o tema. Felipe Nunes destaca "enorme potencial" eleitoral

Jerônimo Rodrigues, Lula e Janja (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O discurso da “justiça tributária”, uma das principais bandeiras do terceiro governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ainda não alcançou plenamente a base social que tradicionalmente impulsionou o petista às vitórias nas urnas. Dados inéditos da pesquisa Genial/Quaest revelam que, apesar de a proposta contar com apoio popular expressivo, ela é majoritariamente desconhecida pelos brasileiros de menor renda — justamente os que mais seriam beneficiados por sua implementação, informa o jornal O Globo.

De acordo com o levantamento, entre os entrevistados que recebem até dois salários mínimos por mês, apenas 32% afirmaram conhecer os projetos de justiça tributária, enquanto 67% declararam não saber do que se trata. À medida que a renda aumenta, a familiaridade com o tema também cresce: 47% a 53% entre os que ganham entre dois e cinco salários, e 53% a 46% entre os que têm rendimentos superiores a cinco salários mínimos. Somente entre os mais ricos, portanto, o conhecimento supera a ignorância sobre o tema.

Apesar da falta de informação, o apoio à proposta é mais robusto justamente entre os mais pobres. Quando questionados se os mais ricos deveriam pagar mais impostos para financiar políticas públicas voltadas aos mais vulneráveis, 68% dos que ganham até dois salários mínimos responderam afirmativamente. O apoio cai levemente para 60% na faixa intermediária e 58% entre os mais ricos. No total, 63% dos brasileiros aprovam a ideia.

Para o CEO da Quaest, Felipe Nunes, os dados revelam um potencial ainda inexplorado. “Essa é uma agenda que tem enorme potencial para produzir representatividade, identidade com o eleitor”, afirmou. Segundo ele, a comunicação da proposta pode ser mais eficaz se for centrada na defesa de posições concretas, e não em um discurso polarizado. “Se vier num formato de polarização, de ‘ricos contra pobres’, acho que o efeito será menor; se vier como uma defesa específica de posicionamentos, tem potencial maior".

◉ Rejeição à polarização e cenário regional - A pesquisa também testou a receptividade da população ao uso de discursos que opõem diretamente ricos e pobres. Apenas 38% consideraram que essa abordagem é adequada por “chamar atenção para os privilégios de alguns”. A maioria, 53%, avaliou que essa retórica “cria mais briga e polarização no país”.

Felipe Nunes observou: “as pessoas concordam que os ricos deveriam pagar mais impostos, mas não concordam com a contraposição pública de ricos contra pobres.”

O levantamento revela ainda que, embora o Nordeste seja a região com maior identificação histórica com Lula, é também onde a proposta de justiça tributária é menos conhecida (apenas 35% disseram estar informados sobre ela). Por outro lado, é ali onde se registra o maior apoio à medida, com 73% dos nordestinos a favor da taxação dos mais ricos para aliviar os mais pobres.

◉ Medida concreta e tramitação no Congresso - A principal ação do governo para avançar na agenda de justiça tributária é a reformulação do Imposto de Renda, que prevê isenção total para quem ganha até R$ 5 mil mensais. O custo da medida seria compensado pela aplicação de alíquotas mais elevadas para quem recebe acima de R$ 50 mil. A proposta já foi aprovada na comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o texto.

◉ Efeito Trump na popularidade de Lula - Embora a justiça tributária seja vista como um pilar discursivo do governo, a mais recente oscilação positiva na avaliação de Lula teria sido impulsionada por um fator externo: o aumento das tarifas comerciais impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil. O impacto do “tarifaço” teria provocado uma reação nacionalista favorável a Lula, segundo a análise dos dados.

Curiosamente, essa melhora na percepção do governo não ocorreu entre os eleitores mais pobres ou no Nordeste — onde os índices permaneceram estáveis —, mas sim no Sudeste e entre brasileiros com renda intermediária. Isso indica que a retórica do governo contra medidas de Trump pode ter servido como um catalisador de popularidade em segmentos fora da base tradicional do petismo.

Felipe Nunes conclui: “se o caso das tarifas de Trump serviu para abrir a cabeça do público médio, o debate sobre justiça tributária tem total potencial para virar gatilho de mudança de opinião sobre o governo como um todo".

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Câmara descarta cassação de Eduardo Bolsonaro por faltas em 2025 e debate ficará somente para 2026

Mesmo ausente e conspirando contra o país, com presença mínima no plenário, deputado do PL-SP mantém mandato amparado por normas internas

      (Foto: Agência Brasil)

Mesmo ausente e conspirando contra o país, com presença mínima no plenário, a Câmara dos Deputados não deverá cassar o mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em 2025, mesmo que ele continue ausente de todas as sessões até o fim do ano sem apresentar justificativas. A informação foi revelada pela Folha de S.Paulo, que ouviu a Casa Legislativa sobre o caso do parlamentar, atualmente vivendo nos Estados Unidos sem previsão oficial de retorno.

A manutenção de Eduardo no cargo se apoia no Ato da Mesa nº 19/2017, que estabelece o procedimento para análise de faltas dos deputados federais. Segundo esse ato, a verificação formal do comparecimento dos parlamentares acontece apenas a partir de 5 de março do ano seguinte. Assim, as ausências de 2025 só poderão ser computadas para fins de eventual cassação a partir de março de 2026, ou seja, em pleno ano eleitoral.

Até agora, Eduardo Bolsonaro faltou a 4 das 19 sessões deliberativas realizadas em 2025 enquanto estava no exercício do mandato, o que representa 21% de ausências. No entanto, o deputado esteve licenciado de 20 de março até 19 de julho para tratar de interesses particulares — período que não é contabilizado como falta.

A Constituição Federal, em seu artigo 55, prevê a perda de mandato para parlamentares que faltarem, sem justificativa, a um terço das sessões ordinárias do ano. Contudo, o Ato da Mesa da Câmara estabelece que apenas as faltas ocorridas durante o exercício efetivo do mandato são levadas em consideração. Sessões perdidas durante licenças médicas ou particulares são descartadas da contagem.Mesmo que qualquer deputado ou partido possa provocar a Mesa Diretora da Câmara a declarar a perda de mandato por faltas — como prevê o artigo 240 do Regimento Interno — a assessoria da Casa afirmou à Folha que essa análise só pode começar no final do ano legislativo, a partir de 23 de dezembro.Apesar da ausência prolongada, o PL, partido de Eduardo, trabalha para garantir sua permanência na Câmara. Entre as estratégias aventadas estão a solicitação de licença médica por "abalo psicológico", o que exigiria laudo assinado por três médicos da Câmara que atestem a impossibilidade de o parlamentar seguir exercendo suas funções.

Fonte: Brasil 247 copm informações da Folha de S. Paulo

UNE convoca protestos contra Trump e defende soberania nacional com verde e amarelo

UNE organiza atos em capitais brasileiras para repudiar medidas comerciais dos EUA e pede uso das cores nacionais como símbolo de resistência

        Bianca Borges, presidenta da UNE (Foto: Divulgação )

A União Nacional dos Estudantes (UNE) convocou manifestações em todo o país para o próximo dia 1º de agosto, em repúdio ao aumento de tarifas imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos brasileiros. A informação foi divulgada pela coluna da jornalista Monica Bergamo na Folha de S.Paulo. A entidade orienta que os participantes vistam verde e amarelo como forma de reafirmar a defesa da soberania nacional.

O objetivo da entidade máxima dos estudantes brasileiros é realizar pelo menos um protesto em cada capital, com concentrações previstas em frente a embaixadas ou escritórios comerciais dos EUA em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Recife e Belo Horizonte.

"É uma interferência em um julgamento que demonstra o total desinteresse do bolsonarismo e da extrema direita pelo desenvolvimento do Brasil", afirmou Bianca Borges, recém-eleita presidenta da UNE. A fala faz referência às críticas da entidade às políticas econômicas que, segundo ela, prejudicam o país.

Além da UNE, outras organizações, como a Frente Brasil Popular e o Povo Sem Medo, aderiram aos protestos. Essas frentes reúnem centrais sindicais e movimentos sociais, ampliando a base de apoio às manifestações.

A escolha das cores nacionais como símbolo dos atos busca reforçar um discurso de resistência e autonomia diante das medidas unilaterais dos EUA. A estratégia remete a mobilizações históricas da entidade, que tradicionalmente se posiciona contra políticas consideradas lesivas aos interesses nacionais.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Trama golpista: General Mario Fernandes admite autoria de plano para matar Lula e Moraes


O general da reserva Mario Fernandes – Foto: Reprodução

O general da reserva Mario Fernandes admitiu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que foi o autor do “Punhal Verde e Amarelo”, plano que visava o assassinato do presidente Lula (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. A confissão foi feita nesta quinta-feira (24), durante seu interrogatório no processo que apura a tentativa de golpe de Estado orquestrada por Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados.

Fernandes afirmou que o plano era apenas um “pensamento” que acabou sendo digitalizado. Ele confirmou que chegou a imprimir o documento, mas negou ter compartilhado o conteúdo com qualquer outra pessoa.

O general é um dos réus do chamado núcleo 2, considerado pela Procuradoria-Geral da República como responsável pelo gerenciamento das ações golpistas.

Os interrogatórios desta quinta-feira fazem parte da Ação Penal 2668, e foram retomados por volta das 9h com transmissão ao vivo autorizada pelo STF.

Além de Fernandes, também prestaram depoimento outros acusados ligados à segurança e inteligência do governo anterior, incluindo o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques.

Filipe Martins, ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro, também foi ouvido. Ele está entre os investigados do núcleo 2 e responde por seu suposto envolvimento nas articulações para impedir a posse de Lula. A PGR considera que esse núcleo era composto por pessoas próximas ao ex-presidente, com cargos estratégicos durante o governo.

Filipe Martins, ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro – Foto: Reprodução

Já o núcleo 4, também envolvido no processo, é acusado de espalhar desinformação contra o sistema eleitoral. Entre os nomes ouvidos nesta quinta estão o ex-major Ailton Barros, o tenente-coronel Guilherme Almeida e o coronel Reginaldo Abreu, além de Carlos Moretzsohn Rocha, do Instituto Voto Legal, apontado como um dos articuladores das ações ilegais.

Fonte: DCM

quinta-feira, 24 de julho de 2025

VÍDEO – Haddad pede que clã Bolsonaro “saia do caminho” em negociação entre Brasil e EUA

Fernando Haddad em entrevista à Rádio Itatiaia. Foto: reprodução

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez duras críticas à família Bolsonaro durante entrevista à Rádio Itatiaia nesta quinta-feira (24), afirmando que o grupo e seus aliados estão obstruindo as negociações com os Estados Unidos sobre as tarifas de 50% anunciadas pelo presidente Donald Trump.

“Quem está obstruindo esse canal de negociação é a família Bolsonaro e os seus apoiadores. Vocês brasileiros que pensam que estão fazendo bem pelo Brasil, estão fazendo bem para uma família. Vocês perderam uma eleição. Saiam do caminho, deixem o governo negociar”, declarou Haddad.

O ministro petista fez um apelo direto aos simpatizantes do ex-presidente: “Para aqueles que têm vínculos com a extrema direita, vários governadores celebraram a eleição do Trump. Essas pessoas deveriam se mobilizar junto ao Bolsonaro, para que o Paulo Figueiredo, Eduardo [Bolsonaro], parem de militar contra o Brasil”.

Veja a fala de Haddad:


Haddad destacou que o governo brasileiro está pronto para negociar, mas enfrenta resistência: “A questão do Bolsonaro é central. Nós já estaríamos em uma mesa de negociação se não fosse a interveniência desses personagens para impedir que essa negociação aconteça, porque nós estamos disponíveis o tempo todo. Agora, precisa desobstruir esse canal”.

Em tom mais contundente, o ministro comparou a atuação de aliados bolsonaristas nos EUA a episódios históricos de traição: “A batata quente está sendo assada por gente de dentro do país. É uma força política nacional que está instaurada em Washington neste momento. Isso nunca aconteceu no país. Acho que desde a Inconfidência Mineira… há quanto tempo não se vê um traidor?”.

Haddad sugeriu que as tarifas podem estar relacionadas ao sucesso do sistema Pix: “Eles no Vale do Silício desenvolveram centenas de tecnologia e nós desenvolvemos uma melhor do que a deles”. A declaração vem após o governo estadunidense solicitar investigação sobre o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.

O ministro ressaltou o respaldo que o país vem recebendo: “A União Europeia está dando apoio ao Brasil, o mundo livre está apoiando o Brasil, não está apoiando essa ação unilateral dos EUA. A OMC está apoiando o Brasil, os organismos internacionais estão acompanhando o Brasil”.

Haddad finalizou fazendo uma distinção entre oposição política e oposição aos interesses nacionais: “Nós não podemos nos dividir e passar para a opinião pública que o que a oposição está fazendo é normal, você não pode se opor ao país, se opõe ao governo”.

O discurso do ministro ocorre no mesmo dia em que o Itamaraty condenou, na Organização Mundial do Comércio, as tarifas “implementadas de forma caótica”, embora sem citar diretamente Donald Trump.

Fonte: DCM

Marcos do Val foge do Brasil e vai para os EUA mesmo com passaporte bloqueado


      O senador Marcos do Val. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador Marcos do Val (Podemos-ES), alvo de investigações no Supremo Tribunal Federal (STF), viajou para Miami, nos Estados Unidos, no dia 23 de julho, mesmo tendo os passaportes comum e diplomático bloqueados por ordem do ministro Alexandre de Moraes.

A entrada do parlamentar em território americano foi confirmada por autoridades alfandegárias dos EUA e admitida pelo próprio senador ao UOL.

Apesar da decisão judicial que manteve o bloqueio dos documentos em março deste ano, Do Val embarcou em um voo que partiu de Manaus utilizando o passaporte diplomático, o mesmo que, segundo ele, não estava em sua posse na ocasião da apreensão do passaporte comum.

Durante a viagem, o senador foi reconhecido e cumprimentado por tripulantes da aeronave. “Estou dentro da lei, seguindo a lei. Se tinha um bloqueio, como é que eu saí? Tem que perguntar para a Polícia Federal”, afirmou.

O senador é investigado por crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, associação para o crime e divulgação de documentos sigilosos. A apuração corre sob sigilo no STF. Perturbado e sob efeito de substâncias estupefaciantes, Do Val grava vídeos delirantes com ataques tarados a Alexandre de Moraes.

Em junho de 2023, ele foi alvo de operação da Polícia Federal após afirmar que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria tentado envolvê-lo em um plano golpista. Na ação, foram apreendidos seus dispositivos eletrônicos e uma pistola Glock, ainda retida pela PF por decisão judicial.

Do Val, que teve suas redes sociais suspensas desde que passou a ser investigado por intimidação contra um delegado da PF, enviou à reportagem três documentos em PDF para embasar sua defesa. Nenhum deles é reconhecido oficialmente. Os arquivos tratam da suposta ilegalidade da decisão do STF e incluem um ofício de direitos humanos da Suíça, sem valor jurídico no Brasil.

O Itamaraty afirmou desconhecer a viagem e declarou que a responsabilidade é da Polícia Federal. Fontes da PF confirmaram que o passaporte comum do senador foi efetivamente apreendido e bloqueado no sistema desde agosto de 2024, mas o diplomático permaneceu sob posse dele. Em suas declarações recentes, o senador elevou o tom contra Moraes: “Isso vai mostrar que Alexandre está derrotado, já acabou. Acabou Alexandre. A decisão é ilegal”.

Fonte: DCM

“Pintou um clima”: Justiça condena Bolsonaro a pagar R$ 150 mil por fala sobre menores


Bolsonaro exibindo a tornozeleira eletrônica. Foto: reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado nesta quinta-feira (24/7) pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) a pagar R$ 150 mil por danos morais coletivos, em razão de uma declaração feita durante a campanha de 2022. Em entrevista a um podcast, Bolsonaro relatou um episódio envolvendo adolescentes venezuelanas no Distrito Federal, dizendo que “pintou um clima”, o que gerou acusações de conotação sexual imprópria.

A decisão foi tomada pela 5ª Turma Cível do TJDFT, que analisou recurso do Ministério Público contra a sentença de primeira instância que havia julgado improcedente a ação. O valor da indenização deverá ser destinado a fundos ou projetos voltados à promoção dos direitos da infância e adolescência.

Além da multa, a Justiça determinou que Bolsonaro se abstenha de utilizar imagens de crianças e adolescentes em qualquer tipo de material publicitário, vídeo ou transmissão sem autorização dos responsáveis. Também foi proibido de forçar menores a simular gestos violentos, como o uso de armas, ou de empregar qualquer linguagem ou atitude de conotação sexual envolvendo esse público.

O episódio ocorreu no dia 14 de outubro de 2022, quando Bolsonaro ainda era presidente. Na entrevista, ele contou que, ao andar de moto por uma comunidade de Brasília, abordou meninas venezuelanas de 14 a 15 anos, descrevendo-as como “bonitinhas” e afirmando que “pintou um clima” antes de entrar na residência onde elas estavam.

Após a repercussão negativa, o ex-presidente divulgou um vídeo pedindo desculpas e alegando que não teve a intenção de sugerir que as jovens estariam se prostituindo. Mesmo assim, a fala foi considerada ofensiva e inapropriada, violando princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente.

A decisão do TJDFT ainda cabe recurso. A defesa de Bolsonaro poderá levar o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), conforme informaram advogados consultados. A multa diária por eventual descumprimento das determinações judiciais foi fixada em R$ 10 mil.

Fonte: DCM