Cibelly Ferreira, de 29 anos, natural de Lavras, em Minas Gerais, e conhecida nas redes como professora Cibelly, apareceu entre as criadoras de conteúdo adulto que mais faturaram na plataforma Privacy. O ranking de 2024 colocou a mineira na sétima posição, atrás de nomes como Andressa Urach, Martina Oliveira e Pipokinha.
Nos últimos meses, Cibelly também passou a declarar publicamente que se converteu ao cristianismo e que atribui sua boa fase atual a uma orientação divina.
Antes de ganhar projeção como influenciadora, Cibelly atuava como professora de inglês e viralizou com vídeos em que aparece dançando com alunos durante as aulas. A repercussão impulsionou sua presença nas redes e ampliou a renda com conteúdos voltados a adultos, vendidos por assinatura.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet e o presidente Lula. Foto: Divulgação
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, acertou com o presidente Lula a transferência do domicílio eleitoral para São Paulo, movimento ligado ao desenho da chapa estadual de 2026. A articulação prevê ela na disputa pelo Senado, enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é apontado como possível candidato ao governo paulista.
O tema foi tratado durante viagem ao Panamá, onde Lula e Tebet participaram de evento do CAF. A ministra tem até 4 de abril para mudar o título eleitoral do Mato Grosso do Sul, estado onde já foi senadora, e ainda avalia se permanece no MDB ou migra para o PSB.
STF rejeita recursos finais, encerra processo e autoriza cumprimento definitivo da pena em casa sob medidas cautelares
Roberto Jefferson (Foto: Reprodução)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (2) o início do cumprimento definitivo da pena imposta ao ex-deputado federal Roberto Jefferson, após rejeitar os últimos recursos apresentados por sua defesa. Com a decisão, o processo transitou em julgado, encerrando a possibilidade de novas contestações judiciais.
Apesar de a pena ter sido fixada em regime fechado, Moraes autorizou que Jefferson cumpra a sanção em prisão domiciliar, mantendo as medidas cautelares já impostas anteriormente.
Representações devem ser apresentadas ao STM e podem resultar na perda de posto e patente após condenação por crimes contra a democracia
O ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília-DF - 14/09/2025 (Foto: REUTERS/Mateus Bonomi)
O Ministério Público Militar (MPM) deve encaminhar ao Superior Tribunal Militar (STM), ainda nesta semana, pedidos formais para a expulsão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros militares condenados no âmbito da chamada trama golpista. A expectativa é que as representações sejam protocoladas nesta terça-feira (3), data que marca a abertura dos trabalhos do Judiciário em 2026.
Caso o STM acolha os pedidos, a decisão resultará, na prática, na exclusão dos envolvidos das Forças Armadas. O julgamento desse tipo de ação costuma levar, em média, cerca de seis meses no tribunal militar.
Partido avalia que comissão na Câmara pode esvaziar CPMI articulada pela oposição
Segurança do lado de fora do Banco Master, após a prisão do acionista controlador do banco, Daniel Vorcaro, em São Paulo - 18 de novembro de 2025 (Foto: REUTERS/ Amanda Perobelli)
A bancada do PT na Câmara dos Deputados passou a defender a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar fraudes envolvendo o Banco Master. O requerimento para instalação do colegiado foi apresentado na segunda-feira (2) e recebeu o apoio de 42 dos 67 deputados do partido, incluindo o líder da legenda na Casa, Lindbergh Farias (RJ).
De acordo com a Folha de São Paulo, a ala majoritária do PT avalia que a CPI pode cumprir um papel estratégico ao evitar que a oposição concentre o debate sobre o caso e avance na criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional.
Renúncia de Marco Lavagna ocorre oito dias antes da divulgação da nova metodologia de inflação, que altera a cesta de consumo e peso da moradia e serviços
Presidente do instituto que mede a inflação na Argentina renuncia (Foto: Agência Brasil )
O presidente do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), órgão responsável por medir a inflação na Argentina, Marco Lavagna, renunciou nesta segunda-feira ao cargo que ocupava desde 2019. A informação foi confirmada por uma fonte do próprio organismo, sem detalhar os motivos da decisão.
A saída ocorre a apenas oito dias da divulgação do primeiro resultado do índice de inflação calculado com a nova metodologia liderada por Lavagna. A informação foi noticiada inicialmente pelo jornal La Nación, que ouviu representantes dos trabalhadores do instituto e acompanhou as mudanças promovidas no sistema de medição.
Militares cumprirão serviços, restrições e curso sobre democracia após acordo com a PGR
Brasília (DF) - 10/09/2025 - O ministro Alexandre de Moraes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no quarto dia do julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O Supremo Tribunal Federal homologou os acordos firmados entre a Procuradoria-Geral da República e dois militares investigados no âmbito da tentativa de golpe de Estado analisada na Ação Penal 2696. A decisão foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, que concluiu que as medidas pactuadas são suficientes para a reprovação e a prevenção dos crimes apurados. Os acordos foram celebrados entre a PGR e os militares Márcio Nunes de Resende Jr. e Ronald Ferreira de Araújo Jr., integrantes do chamado Núcleo 3 da investigação.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu nesta segunda-feira (2) as declarações feitas pelo padre Ferdinando Mancilio, da Igreja do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, sobre a realização da caminhada até Brasília (DF) e a defesa do porte de armas.
Em um vídeo gravado em uma missa ocorrida no domingo passado (25), o religioso afirmou que não adianta uma pessoa sem "nenhum projeto a favor do povo" realizar um ato que, de acordo com o pároco, tem apenas o objetivo de querer o poder.
Investigação aponta uso de redes sociais para articular ataques com bombas e coquetéis molotov. Operação também resultou em prisões no Rio de Janeiro
Polícia prende 12 suspeitos de planejar atentado na Av. Paulista (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Uma operação da Polícia Civil de São Paulo realizada nesta segunda-feira (2) resultou na prisão de 12 pessoas suspeitas de integrar um grupo que planejava ataques com bombas e coquetéis molotov na avenida Paulista. Segundo as autoridades, as ações estavam previstas para ocorrer no próprio dia da deflagração da operação. De acordo com a pasta, os explosivos não foram localizados durante o cumprimento dos mandados, e a polícia segue investigando o paradeiro dos artefatos. As informações são da Folha de São Paulo.
Lula afirmou que os processos contra os golpistas, como aqueles que tentaram reverter o resultado eleitoral em 8/1, deixaram um claro recado à sociedade
Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (2) que é momento de reafirmar o compromisso das instituições com a Constituição, a democracia e a soberania do Brasil. Ele disse que, em 2023, quando participou do mesmo evento, o país ainda estava "profundamente ferido" pelo "ataque frontal às instituições democráticas".
O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu seus trabalhos para o ano de 2026 nesta segunda-feira (2), em cerimônia na Corte, iniciada pelo discurso do presidente do STF, Edson Fachin, ladeado dos líderes representantes dos outros Poderes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do evento, bem como o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Apolo tem 28 anos e responde por incitação ao crime e associação criminosa no âmbito dos ataques de 8 de Janeiro de 2023. Ele foi identificado pela Polícia Federal dentro das sedes invadidas em Brasília a partir de vídeos encontrados em seu próprio celular e analisados por perícia.
As imagens mostram o arte-finalista usando boné branco, máscara improvisada com a bandeira do Brasil e camiseta azul enquanto circulava pelos prédios públicos depredados. Em alguns registros, segundo laudo do perito Jorge Ricardo Oliveira, “é possível ouvir frases como ‘tá invadido’, ‘tudo nosso’, ‘é nosso’ e ‘tudo invadido’”.
Apesar disso, Apolo foi preso apenas no dia seguinte, no acampamento montado em frente ao quartel-general do Exército. Essa circunstância impediu que ele fosse denunciado por crimes mais graves, como golpe de Estado, dano ao patrimônio e abolição violenta do Estado democrático de Direito.
● Medidas judiciais e descumprimento
Após a prisão, Apolo passou a cumprir medidas cautelares determinadas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Ele foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica, permanecer em casa, não deixar o país e entregar o passaporte.
A decisão também determinava que a Polícia Federal e o Itamaraty tomassem “todas as providências necessárias para obstar a emissão de quaisquer outros passaportes em nome do investigado”. O documento foi entregue em 18 de setembro de 2023 à Vara de Execuções Criminais de Uberaba (MG).
Em 10 de junho de 2024, porém, Apolo rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu do Brasil com destino à Argentina. Em setembro daquele ano, foi expedido um mandado de prisão contra ele.
Mandado de prisão do bolsonarista Apolo Carvalho da Silva está em aberto desde 2024. Foto: Reprodução
● Rota de fugas pela América Latina
Após deixar o país, Apolo se juntou a outros investigados pelos ataques aos Três Poderes que haviam se refugiado na Argentina. Meses depois, participou de nova fuga, passando por Peru e Colômbia. O grupo seguiu então para o México, e alguns integrantes conseguiram chegar aos Estados Unidos, onde acabaram presos.
Apolo permaneceu no México entre janeiro e dezembro do ano passado, estabelecendo-se no estado de Querétaro, a cerca de 200 km da Cidade do México, onde trabalhava como mecânico. Foi a partir dali que ele articulou sua terceira fuga.
Em 2 de setembro de 2025, Apolo foi à Cidade do México e registrou um boletim de ocorrência no qual afirmou ter “perdido” o passaporte. “Perdi meu passaporte no centro da Cidade do México. Eu me dei conta da falta do documento ao chegar ao hotel”, declarou. “Estava no México como turista.”
Com o boletim em mãos, ele reuniu a documentação exigida pelo consulado brasileiro: carteira de motorista original, segunda via da certidão de nascimento obtida pela internet, título eleitoral digital, comprovante de pagamento de multas por não ter votado nas eleições de 2024 e o número do CPF. Também informou um endereço falso para evitar ser localizado.
Mesmo com mandado de prisão em aberto e ordens judiciais expressas para impedir a emissão de documentos, nenhuma dessas informações foi verificada pelos funcionários do consulado brasileiro no México.
● Passaporte emitido e falha reconhecida
O novo passaporte foi emitido em 29 de setembro e assinado pelo vice-cônsul Gustavo Alexandre Magalhães, com a justificativa de ter sido “concedido em substituição a passaporte extraviado”. O consulado funciona na Cidade do México, onde também operam a Embaixada do Brasil e dois representantes da Polícia Federal, um delegado e um agente.
Passaporte novo do bolsonarista foi expedido por consulado no México em 2025. Foto: Reprodução/UOL
Ainda assim, ninguém identificou que Apolo era foragido da Justiça. O próprio Itamaraty reconheceu que houve “falha” e “concessão indevida de passaporte comum”. O documento só foi cancelado em 29 de janeiro. Em nota, o ministério afirmou que iniciou uma revisão das práticas de emissão de documentos de viagem “para evitar equívocos como o que lamentavelmente ocorreu no México”.
Após conseguir o passaporte, Apolo permaneceu no México por mais algum tempo, levantando dinheiro para comprar a passagem aérea. Em dezembro, embarcou para a Espanha, onde foi recebido por Oswaldo Eustáquio, apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Já em território espanhol, procurou a polícia em Almería, a cerca de 540 km de Madri, e formalizou o pedido de “proteção internacional”. Ele vive atualmente na capital espanhola e deverá se apresentar no dia 16 de abril à brigada da Direção Geral da Polícia para a primeira audiência do processo.
● Defesa aposta em asilo político
Apolo é representado pelo advogado Fábio Pagnozzi, defensor da ex-deputada Carla Zambelli, que também está foragida e foi presa na Itália. A expectativa da defesa é repetir o desfecho obtido por Oswaldo Eustáquio, que conseguiu proteção na Espanha e não foi extraditado.
“A Espanha se mostrou muito receptiva às pessoas do 8 de Janeiro”, afirmou Pagnozzi. Segundo ele, o pedido equivale a asilo político e se baseia na alegação de “perseguição política” contra opositores no Brasil.
Em janeiro de 2024, Apolo recusou um acordo com o Ministério Público que encerraria o processo mediante confissão, pagamento de multa de R$ 20 mil, prestação de serviços comunitários e participação em um curso sobre democracia. A defesa sustenta que as acusações são genéricas.
Segundo Pagnozzi, o arte-finalista também teme que, ao retornar ao Brasil, o Ministério Público utilize a perícia da Polícia Federal em seu celular para pedir o agravamento da pena, incluindo acusações de golpe de Estado e dano ao patrimônio.
Direita tenta criar “front anti-Lula”, mas bastidores revelam estratégia de sobrevivência eleitoral
O senador Flávio Bolsonaro em Brasília - 7/12/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
A movimentação do PSD para 2026 ganhou novo peso com a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao partido, ampliando a lista de nomes que se colocam como alternativa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No discurso público, lideranças da direita tentam transmitir a ideia de unidade e evitar ataques internos no primeiro turno, enquanto, nos bastidores, o jogo é de cálculo e espera para medir quais candidaturas de fato se sustentarão. As informações são da jornalista Andréia Sadi, do G1.
A estratégia predominante entre os principais atores do campo conservador é aguardar prazos eleitorais e mudanças de cenário antes de qualquer definição mais rígida. A lógica, segundo a apuração, se aproxima de um “resta um”: todos se posicionam, mas observam quem terá fôlego para permanecer competitivo até a consolidação das chapas.
Com a chegada de Caiado ao PSD na semana passada, o partido passa a abrigar três figuras já colocadas como pré-candidatas: além do governador goiano, aparecem Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Esse trio compõe um novo bloco que se apresenta como “front anti-Lula”, ao menos no plano retórico e enquanto a disputa interna não se intensifica.
Ao mesmo tempo, a direita em torno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também busca vender uma imagem de trégua no primeiro turno, com a mensagem de “ninguém solta a mão de ninguém”. A apuração, porém, aponta que a convivência entre pré-candidatos e potenciais postulantes segue marcada por tensão controlada: oficialmente há pacto de não agressão “por ora”, mas, longe das câmeras, cada grupo testa caminhos para não ficar para trás.
A indefinição abre espaço até mesmo para hipóteses hoje tratadas como secundárias, como a eventual reabilitação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no debate presidencial. Embora ele tenha declarado que disputará a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes, seu nome reaparece sempre que aliados cogitam mudanças bruscas no percurso, inclusive se houver algum revés envolvendo a candidatura de Flávio Bolsonaro.
No cálculo do senador, ataques concentrados a Lula no primeiro turno podem beneficiar quem estiver no campo adversário, elevando a rejeição do presidente e rearrumando o tabuleiro para a etapa decisiva da eleição. Ao tratar da importância de Tarcísio, Flávio afirmou: “Eu preciso de Tarcísio forte”.
Ministra é alternativa caso Fernando Haddad decida por não concorrer ao Palácio dos Bandeirantes
Simone Tebet e Raí (Foto: Lula Marques/Agência Brasil | Reprodução/Instagram/@rai10oficial/@sciencespo)
O ex-jogador de futebol Raí passou a ser considerado como um possível nome para a vice em uma eventual candidatura de Simone Tebet (MDB) ao governo de São Paulo nas eleições de 2026. A ideia vem sendo debatida nos bastidores políticos ligados à ministra e a setores do PSB, partido pelo qual Tebet pode vir a disputar o Palácio dos Bandeirantes, segundo Guilherme Amado, do PlatôBR.
De acordo com relatos de pessoas envolvidas nas conversas, tanto Simone Tebet quanto Raí demonstram receptividade à composição. A construção dessa possível chapa, no entanto, ainda depende do andamento das articulações do campo governista no estado de São Paulo, considerado estratégico por concentrar o maior colégio eleitoral do país
O cenário segue indefinido porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não sinalizou quem será o nome apoiado pelo governo federal na disputa paulista de 2026. A definição é vista como central para a reorganização das forças políticas alinhadas ao Planalto no estado.
Dentro do PT, uma ala do partido defende o nome do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como candidato ao governo paulista. Haddad, porém, tem manifestado resistência à ideia de voltar a concorrer ao cargo. O ministro avalia o risco de uma nova derrota eleitoral para o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), adversário que já enfrentou na eleição de 2022.
Enquanto as definições não avançam, a hipótese de uma chapa encabeçada por Simone Tebet, com Raí como vice, permanece em discussão como uma alternativa dentro do tabuleiro político que começa a ser montado para a disputa estadual de 2026.
Estratégia de MDB, União Brasil e PP prioriza controle de emendas e poder no Congresso em detrimento de alianças nacionais para o Planalto
Centrão foca em controlar emendas e deixa disputa presidencial em segundo plano (Foto: Abr)
Enquanto os principais nomes cotados para a corrida ao Palácio do Planalto começam a se movimentar, partidos do chamado centrão adotam outra prioridade para as eleições de 2026. A estratégia passa longe, ao menos por ora, da definição de um projeto presidencial unificado e concentra esforços na ampliação das bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. As informações são do UOL, que ouviu parlamentares de MDB, PP e União Brasil.
As siglas planejam montar chapas robustas para deputado federal e senador, sem abrir espaço para concessões motivadas por alianças presidenciais. A lógica que orienta a movimentação é pragmática: tamanho de bancada significa poder político e maior acesso a recursos.
As decisões estratégicas devem ser tomadas de forma conjunta entre as executivas nacionais e os diretórios estaduais, com tendência de prevalecer a realidade local sobre acordos nacionais. Nesse contexto, cresce a possibilidade de neutralidade na disputa pelo Planalto, permitindo que cada partido maximize seu desempenho parlamentar sem amarras eleitorais.
O foco nas bancadas está diretamente ligado ao controle das emendas parlamentares. As emendas impositivas garantem valores fixos a cada congressista, independentemente da posição política, mas o montante total disponível cresce conforme o tamanho da representação partidária. No último ano, cada um dos 513 deputados teve direito a R$ 37 milhões, enquanto cada um dos 81 senadores contou com R$ 68 milhões.
Ampliar o número de cadeiras significa, portanto, aumentar a capacidade de irrigar bases eleitorais com recursos públicos, fortalecendo alianças locais e criando condições mais favoráveis para eleições municipais futuras, como as de 2028, quando estarão em jogo prefeituras e câmaras de vereadores.
Além das emendas individuais, entram na conta as emendas de comissão. Comissões permanentes, como as de Saúde, Educação e Agricultura, administram fatias relevantes do orçamento federal. A maior bancada tem prioridade na escolha das presidências desses colegiados, o que garante maior influência sobre a destinação dos recursos — especialmente em áreas tradicionalmente mais financiadas, como a saúde.
☉ PSD tenta equilibrar projeto presidencial e força no Congresso
Dentro desse cenário, o PSD busca uma estratégia híbrida. Na semana passada, o partido filiou seu terceiro pré-candidato à Presidência da República. O presidente da sigla, Gilberto Kassab, sinalizou que desta vez a candidatura é para valer, diferentemente do recuo observado em 2022.
Mesmo assim, a prioridade parlamentar segue preservada. Um integrante do PSD afirmou ao UOL que a candidatura ao Planalto será usada como instrumento para ampliar a bancada no Congresso. A avaliação interna é que a presença de um presidenciável aumenta a visibilidade do partido, facilitando a memorização do número da legenda pelo eleitor no momento do voto para deputado e senador.
Esse mesmo dirigente destacou que o nome lançado à Presidência não pode ser meramente simbólico. A candidatura precisa “somar” e contribuir para fortalecer o partido como um todo, mantendo, inclusive, a posição do PSD como a maior bancada do Senado.
☉ Dificuldades para unificar a centro-direita
A opção do centrão por priorizar o Congresso impõe obstáculos à tentativa de unificação da centro-direita em torno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A família Bolsonaro defende uma aliança nacional ampla, mas a estratégia esbarra na resistência de partidos que não querem comprometer seus projetos regionais.
O próprio PSD ilustra essa dificuldade. A filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, adicionou um elemento de complexidade à equação. Com perfil ligado ao agronegócio, Caiado pode impulsionar candidaturas em estados com forte presença ruralista, mas enfrenta rejeição em regiões como o Nordeste, onde o eleitorado historicamente tende a votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Diante desse cenário, setores do partido passaram a defender a neutralidade. O senador Otto Alencar (PSD-BA), aliado de Lula, manifestou publicamente a posição de que os diretórios estaduais deveriam ter liberdade para firmar alianças conforme seus interesses locais.
A resistência interna ajuda a explicar por que a indicação de Flávio Bolsonaro, formalizada em dezembro, ainda não se consolidou como um projeto nacional competitivo. A falta de coesão entre as siglas dificulta a formação de uma frente única para enfrentar Lula.
Do lado do PT, o movimento é visto com alívio. A avaliação no partido era de que o centrão dificilmente abraçaria o projeto de reeleição do presidente, mas havia preocupação com a possibilidade de os partidos transferirem tempo de televisão e estrutura para um adversário forte. A decisão de priorizar bancadas e manter a neutralidade acabou simplificando o cenário para o governo.
Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados | Carlos Moura/Agência Senado)
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, voltou a considerar a possibilidade de lançar o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ao governo de Minas Gerais, em uma articulação que envolve partidos do centrão. A movimentação ganhou força nos últimos dias e foi debatida em conversas com dirigentes do União Brasil e do PP, que hoje atuam de forma federada. Interlocutores confirmaram as tratativas, que têm como pano de fundo a necessidade de um palanque robusto em um dos estados mais estratégicos do país, segundo a Folha de São Paulo.
De acordo com aliados, a viabilidade da candidatura de Nikolas está diretamente ligada à posição do atual governador Romeu Zema (Novo). O chefe do Executivo mineiro é cotado para compor como vice uma eventual chapa presidencial liderada por Flávio Bolsonaro, mas também se coloca como pré-candidato ao Planalto. Caso Zema mantenha essa ambição, o cenário em Minas se torna mais complexo para o PL, já que o vice-governador Matheus Simões (PSD) é apontado como herdeiro natural do cargo estadual.
Simões, que deve assumir o governo em março, já deixou clara sua posição sobre o alinhamento político no estado. “O presidente [do partido, Gilberto] Kassab foi muito claro. Em Minas Gerais, o palanque é do governador Romeu Zema, é assim que nós caminharemos”, afirmou ele em outubro do ano passado.
Dentro do centrão, a avaliação é de que Nikolas Ferreira seria um candidato altamente competitivo ao Palácio Tiradentes. O deputado é visto como favorito em uma eventual disputa, tanto pelo desempenho eleitoral quanto pela capacidade de mobilização. Minas Gerais é considerado decisivo nas eleições nacionais, já que os últimos presidentes eleitos também venceram no estado, o segundo maior colégio eleitoral do país, marcado por equilíbrio entre forças políticas.
Apesar do entusiasmo de parte das legendas, aliados relatam que Nikolas já manifestou, em outras ocasiões, resistência a disputar um cargo majoritário. Pessoas próximas a Flávio Bolsonaro afirmam que, no ano passado, o parlamentar foi consultado sobre a possibilidade e respondeu negativamente. Ainda assim, a avaliação interna mudou, e sua candidatura passou a ser tratada como estratégica para impulsionar o desempenho do PL em Minas.
Segundo interlocutores, haverá uma nova tentativa de convencê-lo. O deputado é apontado como um nome com forte apelo digital e presença em atos de rua, características que reforçaram sua projeção nacional. O partido avalia que a manifestação realizada em Brasília no último dia 25, contra a prisão de Jair Bolsonaro (PL), reforçou esse capital político.
Nikolas Ferreira foi o deputado federal mais votado do país em 2022, com 1,47 milhão de votos. No PL, a expectativa é que ele supere a marca de 2 milhões em 2026, impulsionado pelo alcance nas redes sociais e pelo papel de cabo eleitoral exercido na campanha municipal de 2024.
Procurado, o coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse não ter conhecimento das negociações, mas elogiou o deputado mineiro. “Não soube. Mas é um bom nome. Se ele tiver interesse, vamos respaldar, mas até agora não manifestou".
Caso Nikolas não aceite entrar na disputa, o PL precisará estruturar outro nome competitivo em Minas Gerais. Entre as alternativas citadas está o senador Cleitinho (Republicanos), identificado com pautas conservadoras, embora tenha protagonizado atritos com Jair Bolsonaro e sua família.
No campo governista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende a candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD) ao governo mineiro. Diante da resistência do ex-presidente do Senado, o Planalto passou a trabalhar com opções alternativas. Aparecem como possíveis nomes o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite (MDB), e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares.
Paralelamente às articulações eleitorais, Nikolas Ferreira também figura em um episódio recente envolvendo Jair Bolsonaro, que está preso na Papudinha, em Brasília. A defesa de Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para visitas do deputado e de outros três parlamentares do PL: Sanderson (RS) e os senadores Carlos Portinho (RJ) e Bruno Bonetti (RJ). O ministro relator Alexandre de Moraes autorizou os encontros, que devem ocorrer individualmente nos dias 18 e 21 de fevereiro.
Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo
Cão Orelha, que foi agredido por adolescentes em SC. Foto: reprodução
Novos elementos podem mudar o rumo da apuração sobre a morte do cão comunitário Orelha, caso que gerou forte comoção em Florianópolis. Imagens inéditas obtidas durante a investigação indicam que um dos adolescentes suspeitos estava acompanhado de outra jovem na orla da Praia Brava no mesmo dia em que o animal foi encontrado gravemente ferido, em 4 de janeiro.
Os registros, exibidos pelo programa “Domingo Espetacular”, mostram os dois adolescentes circulando pela beira da praia na data em que ocorreu a suposta agressão. O material foi incorporado ao inquérito policial e passou a ser analisado como parte da investigação sobre os atos infracionais atribuídos aos jovens envolvidos.
Segundo a Polícia Civil, as imagens já estão sob análise e a jovem que aparece ao lado do adolescente foi convocada para prestar depoimento como testemunha. A expectativa dos investigadores é que o relato contribua para esclarecer a dinâmica dos fatos e ajude a definir o grau de participação de cada envolvido no episódio.
A delegacia responsável informou que pretende concluir na próxima semana a perícia do conteúdo extraído dos celulares apreendidos durante a investigação. O trabalho inclui o cruzamento de dados das mídias digitais com depoimentos já colhidos, o que pode fornecer uma linha do tempo mais precisa do que ocorreu na Praia Brava naquele dia.
De acordo com a Polícia Civil, Orelha, também conhecido como Preto, foi agredido em 4 de janeiro. O cachorro, que vivia de forma comunitária na região, foi encontrado agonizando por frequentadores da praia e apresentava ferimentos considerados extremamente graves.
O animal foi encaminhado a uma clínica veterinária, mas, devido à severidade das lesões, precisou ser submetido à eutanásia no dia seguinte, 5 de janeiro. O laudo aponta lesão grave na cabeça, especialmente no lado esquerdo, além de inchaço intenso, sangramento pelo nariz e pela boca e indícios de fraturas na mandíbula e no maxilar.
Diante da violência dos ferimentos, a polícia passou a tratar o caso como agressão de extrema crueldade. Inicialmente, quatro adolescentes foram apontados como suspeitos. Um deles apresentou provas de que não estava no local no momento da agressão e foi retirado da investigação.
Outros dois jovens, que haviam viajado para a Disney, nos Estados Unidos, retornaram ao Brasil na quinta-feira (29) e foram alvos de mandados de busca e apreensão.
Além da morte de Orelha, a Polícia Civil apura a possibilidade de outra agressão contra um cachorro na mesma região da Praia Brava. Informações que possam colaborar com as investigações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia, no telefone 181.
A modelo fitness Sarah Lloyd, de 25 anos, relatou ter tido um “coregasmo” (orgasmo induzido por exercício) durante uma aula de pilates. “Descobri minha técnica mágica para orgasmos por acaso”, contou ela em suas redes sociais. O episódio ocorreu durante elevações de perna, quando ela sentiu um formigamento e uma sensação similar à do clímax sexual.
Segundo Lloyd, após cerca de dez repetições, entrou em pânico e precisou parar o exercício. “Não sei se minha respiração ofegante me entregou”, revelou. A pesquisadora sexual Debby Herbenick, autora de “The Coregasm Workout”, estima que cerca de 10% das pessoas experimentam esse fenômeno, geralmente em exercícios que exigem muito dos músculos abdominais.
Os “coregasmos” são mais comuns em movimentos como abdominais, elevações de perna e agachamentos. Lloyd afirma que agora evita o exercício. “Simplesmente tenho que recusar. Não consigo fazer, senão literalmente tenho um orgasmo”, disse. Apesar da experiência, ela segue frequentando academias diariamente.
Pablo Marçal e Guilherme Boulos durante o debate da TV Bandeirantes, no Morumbi, Zona Sul da capital paulista, em 8 de agosto de 2024. Foto: Reprodução/YouTube
Pablo Marçal foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar uma indenização de R$ 100 mil a Guilherme Boulos (PSOL) por ter divulgado mentiras durante a campanha eleitoral de 2024 à Prefeitura da capital, associando falsamente o adversário ao uso de cocaína. A decisão aponta que o influenciador espalhou fake news com o objetivo de atingir a honra do então candidato, conforme informações do colunista Rogério Gentile, do UOL.
A condenação tem como base a divulgação, por Marçal, de um laudo médico falso nas redes sociais, às vésperas do primeiro turno. O documento, com assinatura forjada de um médico já falecido, afirmava que Boulos teria sofrido um suposto “surto psicótico grave, em delírio persecutório e ideias homicidas, apresentando período de confusão mental e episódios de agitação”.
O papel também atribuía ao então candidato do PSOL o uso de cocaína e recomendava sua internação psiquiátrica. A informação era falsa e foi desmentida posteriormente por laudos periciais da Polícia Civil e da Polícia Federal.
À esquerda, documento com a assinatura original de José Roberto de Souza. À direita, documento falsificado usado por Marçal. Foto: reprodução
Antes mesmo da divulgação do laudo falso, Marçal já vinha associando Boulos ao uso de drogas em outras ocasiões. Em 8 de agosto de 2024, durante um debate na TV Bandeirantes, ao indicar que o adversário era o destinatário de uma pergunta, ele imitou o gesto de cheirar cocaína e citou um ministro do governo Lula.
Seis dias depois, em outro debate, voltou a atacar o então candidato, afirmando que ele era um “aspirador de pó”.“Vou mostrar que você [Boulos] é o maior aspirador de pó da cidade de São Paulo”, declarou.
Juiz fala em fraude e ação planejada
Ao proferir a sentença, o juiz Danilo Fadel de Castro afirmou que a conduta de Marçal caracterizou fraude e ultrapassou os limites do debate democrático.
“Não se trata aqui de opinião, de sátira ou de hipérbole retórica. Trata-se da fabricação fria e calculada de uma mentira documental para ludibriar o eleitorado e destruir a honra do adversário”, escreveu. Segundo ele, “a alegação de desconhecimento da falsidade beira a má-fé”, já que o réu vinha anunciando a divulgação da suposta “bomba” dias antes.
O magistrado ressaltou ainda que, embora o debate político admita críticas duras, isso não autoriza crimes contra a honra nem a disseminação deliberada de informações falsas. “A imunidade da crítica não autoriza a prática de crimes contra a honra, tampouco a fabricação e disseminação dolosa de fatos sabidamente inverídicos (fake news)”, afirmou.
Defesa nega intenção e fala em liberdade de expressão
Na defesa apresentada à Justiça, Marçal afirmou que não participou de conluio para forjar documentos e que “jamais teve ciência ou anuência prévia acerca da falsidade do referido laudo”. Segundo ele, apenas compartilhou um conteúdo recebido, sem condições imediatas de verificar sua autenticidade.
O influenciador também sustentou que suas “manifestações políticas e satíricas” foram falas inseridas no contexto eleitoral, protegidas pela liberdade de expressão, e que não configuraram acusação criminosa nem prática deliberada de desinformação. “O réu [Marçal], enquanto candidato, exerceu o direito de se posicionar em relação a seu adversário político, não extrapolando os limites constitucionais da crítica política”, alegou a defesa.
Postulação da ex-presidente chilena à Secretaria-Geral destaca articulação latino-americana e defesa do multilateralismo
Michele Bachelet (Foto: REUTERS/Pierre Albouy)
O presidente do Chile, Gabriel Boric, oficializou nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, a candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas. O anúncio ocorreu durante uma cerimônia no Palácio de La Moneda, em Santiago, com a presença de autoridades diplomáticas do Brasil e do México, consolidando uma iniciativa inédita de coordenação regional na América Latina. As informações são do El Maipo.
O registro formal da postulação cumpre um compromisso previamente assumido pelo governo chileno. A cerimônia contou com a participação da própria Michelle Bachelet, do chanceler Alberto van Klaveren e dos embaixadores do Brasil e do México no Chile, Paulo Pacheco e Laura Moreno, respectivamente.
◎ Iniciativa tripartite inédita
Durante o evento, Boric destacou o caráter histórico da candidatura conjunta, que reúne Chile, Brasil e México, os três maiores países da América Latina. Segundo ele, a articulação contou com o respaldo direto dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Claudia Sheinbaum.
“A candidatura da presidenta Bachelet será apresentada conjuntamente com os países irmãos Brasil e México. Agradeço a convicção e a coragem do presidente Lula da Silva e da presidenta Claudia Sheinbaum, com quem estive conversando ao longo desses meses”, afirmou o presidente chileno.
Boric também ressaltou que a ação expressa uma posição política comum da região diante dos desafios globais, ao afirmar que a iniciativa demonstra “a vontade comum de contribuir para a governança global e para o fortalecimento do multilateralismo”, além de reforçar a expectativa de que a América Latina e o Caribe façam ouvir sua voz na construção de soluções internacionais.
◎ Experiência política e trajetória internacional
Ao defender a candidatura, Boric destacou a trajetória de Michelle Bachelet, lembrando que ela foi a primeira mulher eleita duas vezes para a Presidência do Chile e que acumulou experiência relevante no sistema das Nações Unidas, ao ocupar o cargo de alta comissária da ONU para os Direitos Humanos.
“Sua trajetória como chefe de Estado por duas vezes no Chile, a primeira mulher, uma mulher que abre caminhos, demonstra uma experiência política e humana que lhe permite oferecer uma contribuição séria e substantiva ao trabalho das Nações Unidas, em um momento em que o mundo precisa de mais cooperação, confiança e responsabilidade compartilhada”, declarou.
◎ “Sinto-me muito honrada”, afirma Bachelet
Em sua fala, Michelle Bachelet agradeceu o apoio dos três governos latino-americanos e destacou o significado político da candidatura conjunta.
“Sinto-me muito honrada por ser candidata à Secretaria-Geral não apenas pelo Chile, mas também pelo Brasil e pelo México. Assumo a tremenda responsabilidade que isso significa”, afirmou a ex-presidente.
Bachelet avaliou que o respaldo simultâneo dos três países “reflete um compromisso compartilhado e renova a esperança de que podemos trabalhar juntos por objetivos comuns”, mesmo em um cenário internacional marcado por tensões e instabilidade geopolítica.
A ex-presidente chilena também defendeu a necessidade de reformas internas no sistema das Nações Unidas para responder aos desafios atuais. “Em um contexto de múltiplas crises, conflitos, mudança climática, profundas desigualdades e irrupção tecnológica, as Nações Unidas precisam se renovar para continuar sendo legítimas, mais modernas, eficientes e transparentes”, declarou.
A candidatura de Michelle Bachelet foi formalmente registrada nesta segunda-feira em Nova York, dando início ao processo de escolha do próximo secretário-geral da ONU e consolidando uma das mais relevantes articulações diplomáticas recentes da América Latina no cenário multilateral.
Fonte: Brasil 247 com informações do portal El Maipo