segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Estudantes são proibidos de exibir vídeos de Bolsonaro em peça sobre fake news


Alunos durante a apresentação; montagem discutia fake news que circularam na pandemia. Imagem: reprodução

Estudantes de teatro da Casa de Cultura Dinorath do Valle, em São José do Rio Preto (SP), foram impedidos de exibir vídeos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante uma peça sobre fake news na pandemia. A decisão foi tomada pela direção do espaço na sexta-feira (19), após a coordenação ser informada, durante um ensaio, sobre o conteúdo político do material. Com informações da UOL.

A montagem, baseada em texto do autor francês Jean-Pierre Martinez, abordava a disseminação de notícias falsas na crise sanitária e seus impactos no Brasil. Para contextualizar o período, os alunos haviam selecionado vídeos de Bolsonaro com declarações sobre vacinas e a frase “não sou coveiro”, dita ao comentar as mortes por Covid-19.

O ex-presidente Jair Bolsonaro em entrevista. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Segundo a professora Beta Cunha, o coordenador pedagógico da Faperp e o diretor do teatro, Nelson Castro, informaram que os vídeos não poderiam ser exibidos, por orientação atribuída ao secretário municipal de Cultura, Robson Vicente, nomeado em janeiro pelo prefeito Fábio Candido (PL). A Faperp é responsável pelos cursos oferecidos gratuitamente no local, em parceria com a prefeitura.

Em resposta, os estudantes protestaram durante a apresentação e informaram ao público quando um vídeo havia sido vetado. Ao fim do espetáculo, o grupo se manifestou sobre o ocorrido. Em nota, o secretário de Comunicação, Ricardo Nonato, afirmou que o regimento interno do teatro proíbe manifestações políticas ou religiosas em eventos institucionais e negou censura, dizendo que houve apenas pedido de cumprimento das normas.

Alunos e frequentadores, porém, apontam que o espaço já recebeu outras peças com temas políticos, reacendendo o debate sobre liberdade artística e possíveis limites impostos pela gestão pública.

Fonte: DCM com informações do UOL

Supercopa Rei terá final reeditada em 2026: Flamengo e Corinthians

Flamengo, campeão do Brasileirão, e Corinthians, da Copa do Brasil. Foto: reprdoução

Está definido o confronto da Supercopa Rei de 2026. Campeão da Copa do Brasil no último domingo, após vencer o Vasco no Maracanã, o Corinthians garantiu vaga para enfrentar o Flamengo, vencedor do Brasileirão de 2025, no torneio que abre a temporada do futebol nacional.

A Supercopa Rei de 2026 está prevista para o dia 24 de janeiro, com local ainda indefinido. A Confederação Brasileira de Futebol avalia três candidaturas: a Arena da Amazônia, o Estádio Mané Garrincha e a Arena Fonte Nova. O estádio de Brasília aparece como favorito nos bastidores.

Rebatizada como Supercopa Rei após a morte de Pelé, em 2022, a competição reúne os campeões nacionais desde seu retorno ao calendário. Atual detentor do título, o Flamengo tentará manter a hegemonia, enquanto o Corinthians busca o segundo troféu, após a conquista histórica de 1991 sobre o rival carioca.

Veja todos os campeões da Supercopa Rei

  • 2025: Flamengo
  • 2024: São Paulo
  • 2023: Palmeiras
  • 2022: Atlético-MG
  • 2021: Flamengo
  • 2020: Flamengo
  • 1991: Corinthians
  • 1990: Grêmio
Fonte: DCM

O lançamento do livro do ex-carcereiro de Lula sobre os 580 dias do presidente na prisão

 

O presidente Lula (PT) e o agente da Polícia Federal Jorge Chastalo. Foto: Reprodução
Carcereiro de Lula (PT) durante os 580 dias em que o presidente ficou preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, o policial Jorge Chastalo Filho lançará, em abril do ano que vem, um livro sobre a rotina do petista no período de detenção, conforme informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

Ainda sem título, a obra será publicada pela WMF Martins Fontes e terá formato de diário. O livro reunirá registros feitos por Chastalo Filho desde a chegada de Lula à prisão, em abril de 2018, até a soltura, em novembro de 2019.

Segundo o policial, o volume abordará o cotidiano da detenção, as visitas recebidas pelo então ex-presidente e o início do relacionamento com Janja. Também fazem parte do relato episódios marcantes vividos por Lula durante a prisão, como a morte do neto Arthur, de 7 anos, vítima de meningite bacteriana.

Conhecido como “Rodrigo Hilbert da PF”, Chastalo Filho foi o agente que mais teve contato com Lula durante o período em Curitiba. Ele já afirmou que recebeu a bênção do próprio petista para escrever o livro.

● Conversas, angústias e planos

Em entrevista concedida em 2023 ao jornalista Guilherme Amado, o policial relatou a experiência de lidar com Lula desde a preparação para sua chegada à Superintendência da PF, quando precisou adaptar um dormitório de policiais para atender às condições de “sala de Estado-Maior”.

Ao longo do convívio, Lula compartilhou lembranças do passado, angústias relacionadas à prisão e projetos futuros. Segundo Chastalo, o então ex-presidente demonstrava satisfação com seus primeiros governos, mas admitia que poderia ter defendido com mais força alguns projetos e vislumbrava um retorno ao Planalto.

“Ele falou isso mais de uma vez. Eu pensava que tudo é possível, inclusive nada, porque a situação dele não era fácil. Era terrível. Era bastante complicado acreditar que ele pudesse chegar onde chegou”, relatou o agente da PF.

● O momento mais difícil da prisão

Durante o período de detenção, Chastalo Filho testemunhou dramas pessoais vividos por Lula, como a perda de pessoas próximas, entre elas o amigo Sigmaringa Seixas e o neto Arthur. O policial descreveu a morte do menino como o momento mais difícil enfrentado por Lula na prisão.

“O momento mais terrível para ele, e acredito que um dos momentos mais terríveis da vida dele, foi a perda do neto Arthur. Isso causou um sofrimento absurdo, ele chorou, ficou muito mal durante uma semana, depois começou a se sentir mais… o tempo vai ajudando. Esse foi o pior momento”, contou Jorge.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

Lula tenta recompor diálogo com Alcolumbre e Hugo Motta, afirma Randolfe Rodrigues

Líder do governo no Congresso diz que tensões com o Senado serão superadas e nega distanciamento político entre o presidente e Alcolumbre

      Randolfe Rodrigues (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha para recompor o diálogo com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), após um período de tensões entre os Poderes. A avaliação é do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso Nacional, em entrevista ao Valor Econômico, publicada nesta terça-feira.

Segundo Randolfe, a expectativa é que Executivo e Legislativo encerrem 2025 em um ambiente de reaproximação, especialmente após uma conversa “aberta, franca, sincera e direta” entre Lula e Alcolumbre. “Com o governo, com o presidente, eu acho que tudo vai se resolver quando eles conversarem. Não há distanciamento entre o Davi Alcolumbre e o governo”, afirmou o senador.

A relação entre Lula e o presidente do Senado se deteriorou após a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre defendia a nomeação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o que gerou desgaste e acabou provocando também o rompimento entre o presidente do Senado e o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA).

De acordo com Randolfe, o conflito com Wagner agravou a crise institucional. “Com o Jaques Wagner, ele criou de fato uma aversão. Eu já tentei até mediar. Na semana passada eu tentei falar com ele, para ver se ele recebia [o Wagner], mas ele ficou realmente na dele”, relatou. O senador acrescentou que Alcolumbre nunca teria cobrado cargos do governo, rebatendo versões de bastidores que indicavam pressões por espaço em órgãos reguladores.

Apesar das divergências, Randolfe destacou a proximidade política entre Lula e Alcolumbre, especialmente no Amapá. “O campo do Davi Alcolumbre no Amapá é o campo do presidente Lula. Nós temos mais razões que nos colocam próximos, na mesma página, do que nos separam”, afirmou.

Crise na base e PL da dosimetria

Outro foco de tensão citado pelo líder do governo foi a condução do acordo que permitiu a aprovação do projeto de lei que reduz a dosimetria das penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Randolfe se mostrou contrariado com a atuação de Jaques Wagner no episódio, embora tenha evitado ataques diretos. “Não queria ser mais um a fazer a crucificação pública”, disse.

Ele revelou que alertou Wagner sobre os riscos políticos do acordo. “Eu disse para ele: ‘Wagner, vamos tentar pedir vista, vamos postergar esse debate. Não tem acordo com a nossa base social sobre isso’”, contou. Segundo Randolfe, Lula foi pego de surpresa durante a votação e só tomou conhecimento do acordo enquanto a sessão estava em andamento. “O presidente Lula me ligou durante a votação, lá no plenário do Senado, para perguntar o que estava acontecendo”, relatou.

Ainda de acordo com o senador, Lula deixou claro que pretendia vetar o projeto e que não autorizou nenhum tipo de acordo. “Ele reiterou para mim que queria vetar [o PL da dosimetria] e que não deu autorização para ser feito qualquer tipo de acordo”, afirmou.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal  Valor Econômico

Lewandowski passa a defender criação do ministério da Segurança Pública

Ministro da Justiça condiciona divisão da pasta à aprovação de PEC, ampliação do papel da União e destinação de recursos substanciais

      Ricardo Lewandowski (Foto: Isaac Amorim/MJSP)

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, mudou de posição e passou a defender a criação do Ministério da Segurança Pública, tema que anteriormente rejeitava. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o ministro afirmou que a divisão da atual pasta só fará sentido se houver a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do tema, além da definição clara do papel da União no combate à criminalidade e da destinação de recursos expressivos para a nova estrutura.

Lewandowski alinhou-se à posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já declarou que só enviará a proposta ao Congresso caso a PEC seja aprovada. “Se não houver clareza e não houver um aporte substancial de recursos novos, porque o combate à criminalidade precisa de recursos, nós simplesmente teremos mais do mesmo”, afirmou o ministro.

◈ Mudança de posição e exigência de recursos

Questionado sobre a mudança de entendimento, Lewandowski explicou que hoje concorda com a divisão da pasta desde que haja fortalecimento do papel da União. “Eu concordo com o presidente que essa divisão faria sentido, primeiro, se houvesse uma ampliação do papel da União no combate à criminalidade. Em segundo lugar, se viessem verbas substanciais”, disse. Ele citou como exemplo o orçamento do Fundo Nacional de Segurança Pública, que classificou como insuficiente: “Hoje nós temos no nosso Fundo Nacional de Segurança Pública a verba irrisória de R$ 2 bilhões”.

Ao comparar com os estados, destacou: “Só para ter uma ideia, o Estado da Bahia tem R$ 8 bilhões para segurança”.

◈ Críticas à PEC da segurança na Câmara

Lewandowski criticou as alterações feitas pelo relator da PEC da segurança na Câmara, deputado Mendonça Filho (União-PE). Segundo ele, o texto aprovado pelos deputados vai na direção oposta à proposta original do Executivo. “Nós apresentamos a centralização do combate ao crime. O principal ponto da PEC era justamente uma coordenação de forças e isso ficou de fora”, afirmou.

Para o ministro, a descentralização defendida no relatório representa um retrocesso em relação ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp). “Em vez de haver uma coordenação centralizada ao nível da União, como é a proposta do Susp, haveria inclusive um retrocesso”, disse.

◈ Defesa do modelo da Operação Carbono Oculto

Um dos pontos centrais da entrevista foi a defesa do modelo adotado na Operação Carbono Oculto, que revelou a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis. Lewandowski classificou a ação como exemplar. “A Carbono Oculto é uma operação paradigmática; não foi disparado um tiro. Ninguém morreu, ninguém ficou ferido”, afirmou.

Segundo ele, a operação traduz o espírito da PEC da segurança ao promover a atuação integrada de forças federais e estaduais, além de órgãos como o Ministério Público, Receita Federal e Coaf. “A ideia é não usar só a força física, mas sim a inteligência”, disse.

Ao comparar com a megaoperação realizada no Rio de Janeiro, que deixou 122 mortos, Lewandowski ressaltou a diferença de abordagem. “Uma operação com 122 mortos é uma operação, no mínimo, cruenta”, afirmou, defendendo que o combate ao crime deve ocorrer dentro dos limites da Constituição e do Estado Democrático de Direito.

◈ PL antifacção e soberania nacional

O ministro também comentou o projeto de lei antifacção enviado pelo governo ao Congresso. Ele explicou que o texto busca enfrentar um fenômeno novo com instrumentos modernos e integrados. “O crime organizado é um fenômeno novo, não se compara com a criminalidade que havia no passado”, disse.

Lewandowski criticou duramente a tentativa de equiparar facções criminosas a grupos terroristas, proposta inicialmente debatida na Câmara. “São dois tipos de crimes que têm uma natureza completamente diferente”, afirmou. Segundo ele, a medida poderia abrir espaço para interferência externa e afetar a soberania nacional. “Nós abriríamos um flanco muito grande e exporíamos a nossa soberania aos mais distintos tipos de ataques”, alertou.

Ele elogiou as mudanças feitas pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que, segundo o ministro, retomaram o espírito original do projeto. “Coincide em 90% com aquilo que nós propusemos”, disse.

◈ Vetos, atos golpistas e Estado Democrático de Direito

Lewandowski também comentou o projeto de lei da dosimetria, que reduziu penas de condenados pelos atos golpistas e do ex-presidente Jair Bolsonaro, e afirmou que a análise dos vetos passará pelo Ministério da Justiça. O ministro foi enfático ao criticar a flexibilização das punições. “Na medida em que você ameniza as sanções contra esse tipo de atentado contra as instituições, que é gravíssimo, você pode estimular futuros atentados contra o Estado Democrático de Direito”, afirmou.

Ele lembrou que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que não é possível conceder indulto ou anistia para crimes contra o Estado Democrático de Direito, ressaltando que a redução de penas pode, na prática, representar uma forma indireta de anistia.

◈ Combate ao crime e infiltração na política

Na entrevista, Lewandowski também alertou para a infiltração do crime organizado no processo eleitoral e atribuiu responsabilidade direta aos partidos políticos. “Tem que apurar, saber quem é quem antes de dar uma legenda”, disse. Segundo ele, o Estado atua de forma repressiva, mas a prevenção começa na seleção dos candidatos e no controle do financiamento de campanhas.

Ao final, o ministro afirmou que a Polícia Federal tem atuado com autonomia no atual governo e que o combate ao crime organizado seguirá como prioridade, desde que respeitados os limites constitucionais. “O Estado não pode praticar crimes ao combater crimes”, concluiu.

Fonte: Brasil 247 com informações do Valor Econômico

Quase metade acredita que Flávio Bolsonaro levará candidatura até o fim, aponta Genial/Quaest

Pesquisa revela divisão do eleitorado sobre se pré-candidatura do senador é para disputar o Planalto ou negociar interesses políticos

          O senador Flávio Bolsonaro em Brasília - 7/12/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Uma pesquisa do instituto Genial/Quaest indica que 49% dos brasileiros acreditam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) levará sua candidatura à Presidência da República até o dia da eleição. O levantamento mostra, no entanto, que uma parcela expressiva do eleitorado enxerga a pré-campanha como instrumento de negociação política.

Os dados foram divulgados pelo jornal Estado de S. Paulo neste domingo, 21, e revelam que 38% dos entrevistados avaliam que Flávio Bolsonaro utiliza a pré-candidatura para negociar interesses do clã liderado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outros 13% disseram não saber ou preferiram não responder.

O recorte por identificação política evidencia contrastes relevantes. Entre eleitores que se declaram bolsonaristas, a percepção majoritária é de que a candidatura será levada adiante: 81% acreditam que Flávio Bolsonaro disputará o pleito até o fim, enquanto 12% avaliam que a estratégia tem como objetivo negociar. Nesse grupo, 7% não souberam responder.

Já entre eleitores identificados com o lulismo, a leitura é predominantemente oposta. Segundo a pesquisa, 57% acreditam que a pré-candidatura do senador serve para negociação política, enquanto 32% apostam que ele será efetivamente candidato à Presidência em 2026. Outros 11% não souberam ou não responderam.

Entre os eleitores que se definem como independentes, o cenário aparece mais dividido. Aqueles que acreditam que Flávio Bolsonaro seguirá até o fim da disputa somam 46%, enquanto 37% avaliam que a candidatura é usada como instrumento de negociação. Nesse segmento, 17% não souberam ou não responderam.

O levantamento foi realizado com 2.004 eleitores entre os dias 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Fonte: Brasil 247

Aliados de Lula projetam Haddad na Casa Civil em cenário de reeleição

Ideia é aproximar o ministro da Fazenda do presidente e prepará-lo como sucessor em 2030

Brasília-DF - 14/10/2025 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (Foto: Lula Marques/Agência Braasil)

Lideranças do PT já trabalham com a possibilidade de o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, assumir a chefia da Casa Civil em um eventual quarto mandato do presidente Lula, numa eventuak reeleição em 2026.

De acordo com apuração do jornalista Igor Gadelha, do Metrópolés, integrantes do partido, a movimentação teria como objetivo manter Haddad ainda mais próximo de Lula no Palácio do Planalto, fortalecendo sua projeção nacional e preparando o ministro para ser apresentado como sucessor do presidente nas eleições de 2030, quando Lula não poderá mais disputar um novo mandato.

Haddad é considerado um dos quadros históricos do PT e tem trajetória consolidada em diferentes áreas da administração pública. Nos dois primeiros governos Lula, ele comandou o Ministério da Educação, cargo que ocupou até o início da gestão da ex-presidente Dilma Rousseff. Em 2012, deixou o MEC para disputar a Prefeitura de São Paulo.

No atual terceiro mandato de Lula, Fernando Haddad assumiu o Ministério da Fazenda, tornando-se uma das figuras centrais da política econômica do governo. Na semana passada, o ministro anunciou que deixará a pasta até fevereiro do próximo ano para coordenar a campanha de Lula à reeleição em 2026.

Apesar da projeção de parte das lideranças petistas em torno da Casa Civil, Lula teria outra estratégia para o aliado. Segundo a coluna, o presidente prefere que Haddad dispute o governo de São Paulo ou uma vaga no Senado em 2026, com o objetivo de servir como principal palanque eleitoral no estado que concentra o maior colégio eleitoral do país.

A definição sobre o futuro político de Haddad, no entanto, deve depender do cenário eleitoral e das articulações internas do PT nos próximos meses, especialmente diante da centralidade de seu papel tanto no governo quanto no projeto de reeleição de Lula.

Fonte: Brasil 247

Kassab se alia a Lula para tentar derrotar Ciro Nogueira no Piauí

Articulação entre PSD, MDB e o presidente Lula mira eleições de 2026 e ameaça reeleição do senador do PP

       Ciro Nogueira (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, articulou-se com o presidente Lula para tentar derrotar o senador Ciro Nogueira (PP-PI) nas eleições de 2026, quando o parlamentar buscará a reeleição ao Senado pelo Piauí. A informação foi revelada pela coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, e expõe um rearranjo político relevante no estado.

Segundo a apuração da coluna, Lula e Kassab acertaram o lançamento do deputado federal Júlio César (PSD-PI) como candidato ao Senado. A outra vaga da chapa será ocupada pelo atual senador Marcelo Castro (MDB-PI), formando uma aliança entre PSD e MDB com o apoio direto do Palácio do Planalto.

A composição da chapa cria um cenário adverso para Ciro Nogueira. De acordo com parlamentares piauienses ouvidos na articulação, pesquisas internas indicam que Júlio César aparece como um nome competitivo, ainda atrás de Marcelo Castro, mas com desempenho suficiente para pressionar o senador do PP e dificultar sua permanência no Senado.

Diante desse quadro, Ciro Nogueira passou a buscar alternativas fora do Piauí. Ciente da dificuldade para se reeleger, ele tentou se viabilizar como candidato a vice-presidente em uma eventual chapa presidencial encabeçada por Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2026.

A articulação, no entanto, não avançou. Com Flávio Bolsonaro (PL) despontando como candidato ao Planalto, a preferência interna do PP para a vaga de vice recai sobre a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, o que enfraqueceu ainda mais as pretensões de Ciro.

O movimento de Kassab ao lado de Lula reforça a estratégia do governo de ampliar alianças no Congresso e, ao mesmo tempo, isolar lideranças do campo bolsonarista. No Piauí, a costura política indica uma disputa de alto nível em 2026, com potencial de redesenhar o mapa de forças no Senado.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

PF diz que filho de garimpeiro ajudou Ramagem com documentos falsos nos EUA


      Celso Rodrigo de Mello e seu pai Rodrigo Cataratas. Foto: reprodução

A Polícia Federal atribui à família do garimpeiro Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas, um papel central na fuga e manutenção clandestina do ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos Estados Unidos. Segundo a investigação, Cataratas, a esposa Priscila de Mello e o filho Celso Rodrigo de Mello viabilizaram a estadia de Ramagem em um condomínio de luxo em Miami, na Flórida, e ainda o auxiliaram na obtenção de documentos falsos para permanecer no país.

As conclusões constam em trechos citados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão que negou ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a transferência para prisão domiciliar. De acordo com a PF, os documentos fraudulentos teriam como objetivo “ludibriar as autoridades dos Estados Unidos” e permitir que Ramagem obtivesse uma carteira de motorista, o que facilitaria sua permanência no exterior.

“No caso em análise, verifica-se que os investigados RODRIGO MARTINS DE MELLO, PRISCILA FREITAS DE MELO e CELSO RODRIGO DE MELLO desempenham papel de protagonismo na manutenção clandestina de ALEXANDRE RAMAGEM em Miami/EUA, porquanto estão viabilizando a sua moradia em condomínio luxo, além de estarem auxiliando o foragido a ludibriar as autoridades americanas com documentos falsos a fim de obter a chamada driver license (carteira de motorista)”, afirma a Polícia Federal no trecho reproduzido por Moraes.

Para os investigadores, a conduta indica “claro intuito de financiar a organização criminosa” investigada no inquérito da trama golpista.

Ao Globo, o advogado Jeffrey Chiquini, que representa Cataratas, afirmou que a defesa só irá se manifestar após ter acesso integral aos autos.
O empresário do garimpo Rodrigo Cataratas e Alexandre Ramagem. Foto: reprodução

No último fim de semana, Celso Rodrigo de Mello foi preso em Manaus por determinação de Moraes, no âmbito da mesma investigação. Semanas antes, Cataratas havia se pronunciado nas redes sociais após surgirem informações de que teria ajudado Ramagem a deixar o país.

“(Ramagem) tem vários amigos em Roraima, e eu também sou amigo dele, certo? Ele é deputado federal, pessoal. Quando ele esteve em Roraima pela última vez não existia nenhuma condenação contra ele. Então, essa narrativa de fuga, isso é uma narrativa falaciosa, justamente para manter uma perseguição”, disse. Em seguida, acrescentou: “Todos aqui somos de direita e somos perseguidos”.

No vídeo, o garimpeiro afirmou que só tomou conhecimento da condenação de Ramagem pelas redes sociais, quando o ex-parlamentar já estava fora do Brasil. Em março, Cataratas publicou uma foto ao lado de Ramagem em Boa Vista.

“Tive a honra de receber em Boa Vista o deputado federal Alexandre Ramagem, grande aliado do presidente Jair Bolsonaro e defensor incansável da liberdade e da soberania nacional”, escreveu na ocasião.

A PF também apurou que Ramagem passou pela Guiana antes de chegar aos Estados Unidos, rota na qual Cataratas mantém negócios. Segundo a investigação, a entrada no país vizinho ocorreu pelo município de Bonfim, na fronteira com Lethem.

Atualmente, Rodrigo Cataratas é pré-candidato ao Senado pelo PRD. Em 2022, disputou uma vaga na Câmara pelo PL e declarou manter R$ 4,5 milhões em dinheiro vivo. Seu patrimônio declarado inclui aeronaves, veículos e mais de R$ 33 milhões.

Ele também responde a ações judiciais por suspeita de envolvimento com garimpo ilegal e ataques a estruturas do Ibama e da Polícia Federal. O filho Celso já havia sido preso em 2022 por suspeita de exploração ilegal de ouro em terra indígena, mas acabou solto dias depois.

Fonte: DCM

domingo, 21 de dezembro de 2025

O que levou Lula a se aproximar de Kassab de olho em 2026


Lula ao lado de Gilberto Kassab e Otto Alencar durante articulação política sobre alianças para 2026 / Imagem: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o dirigente nacional do PSD, Gilberto Kassab, articulam uma aliança eleitoral no Piauí com o objetivo de disputar a vaga hoje ocupada pelo senador Ciro Nogueira nas eleições de 2026. O parlamentar do PP precisará concorrer à reeleição no próximo pleito.

Segundo apuração da coluna, Lula e Kassab definiram o nome do deputado federal Júlio César, do PSD, como candidato ao Senado pelo estado. A movimentação faz parte de um acordo político para fortalecer a base governista na disputa.

A outra vaga da chapa ao Senado deverá ser ocupada pelo senador Marcelo Castro, do MDB, que buscará a reeleição. Com isso, o bloco formado por PSD e MDB tende a concentrar apoio de partidos alinhados ao Palácio do Planalto no estado.

Parlamentares do Piauí avaliam que o cenário dificulta a permanência de Ciro Nogueira no Senado. Levantamentos internos indicam que Júlio César aparece como nome competitivo, embora ainda atrás de Marcelo Castro nas pesquisas locais mencionadas por aliados.

Em imagem de bastidor, o senador Ciro Nogueira (PP-PI)
Diante desse contexto, Ciro tentou viabilizar uma candidatura a vice-presidente em uma eventual chapa encabeçada por Tarcísio de Freitas, do Republicanos, nas eleições presidenciais de 2026. A articulação, no entanto, não avançou.

Com a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto ganhando força dentro do PL, o PP passou a discutir outros nomes para a vaga de vice em uma eventual composição nacional.

Nesse cenário, a senadora Tereza Cristina passou a ser apontada como favorita dentro do PP para integrar uma chapa presidencial, o que reduziu ainda mais as alternativas políticas de Ciro Nogueira fora do Senado.

A articulação liderada por Lula e Kassab no Piauí integra uma estratégia mais ampla de reorganização das alianças partidárias para 2026, com foco na ampliação da base governista no Congresso e no fortalecimento de candidaturas alinhadas ao Planalto.

Fonte: DCM

Flávio Dino suspende trecho de proposta do Congresso que 'ressuscita' emendas não pagas

Previsões feitas por técnicos da Câmara dos Deputados apontaram que o valor a ser liberado seria de cerca de R$ 3 bilhões

        Flávio Dino (Foto: Antonio Augusto/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu neste domingo (21) a proposta aprovada pelo Congresso que ressuscitava emendas parlamentares não pagas pelo governo entre 2019 e 2023. Previsões feitas por técnicos da Câmara dos Deputados apontaram que o valor a ser liberado seria de cerca de R$ 3 bilhões. De acordo com a Agência Senado, os congressistas devem ser responsáveis pela alocação de R$ 50,3 bilhões, por meio das emendas.

Em sua decisão, o magistrado atendeu a um pedido de parlamentares do PSOL e da Rede. Flávio Dino optou pela determinação antes mesmo de um posicionamento do presidente Lula, que pode aprovar ou vetar a proposta aprovada pelo Congresso na última quinta-feira (17).

O ministro afirmou que a proposta “impugnada extrapola os parâmetros institucionais e as balizas fixadas em conjunto, pelos Três Poderes, para a superação das inconstitucionalidades então reconhecidas".

Entenda

As emendas são propostas individualmente pelos parlamentares, pelas bancadas estaduais e pelas comissões permanentes. Elas precisam ser aprovadas pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e pelo Plenário do Congresso Nacional, ambos formados por senadores e deputados federais.

Duas das três modalidades de emendas são de execução obrigatória: as individuais e as de bancadas estaduais. Isso significa que o governo tem a obrigação de destinar os recursos, ressalvados casos de impedimento técnico analisado pelos ministérios.

Ainda existem as emendas de comissão permanente, que não são impositivas. Isso significa que, além de observarem requisitos técnicos, podem ser contingenciadas pelo governo federal.

Emendas individuais

  • Indicadas individualmente por senadores e deputados federais
  • São 81 senadores e 513 deputados
  • São impositivas: o Executivo é obrigado a atender às emendas individuais que forem aprovadas no Congresso
  • Em 2025: cada senador dispõe de R$ 68,5 milhões para destinar em emendas, e cada deputado dispõe de R$ 37,2 milhões
  • 49% das emendas parlamentares são individuais
  • Metade dos recursos devem ser para a área da saúde
  • Estados e municípios também podem receber os valores:
    • Por transferência com finalidade definida
      • Aplicadas em ações já definidas pelo governo federal
      • Precisam de acordo formalizado com o estado, o DF ou município
    • Por "emenda pix"
      • Aplicadas em ações já definidas pelo governo federal
      • O valor é enviado diretamente à conta específica do estado ou do município
      • Precisam de definição de objeto, valor e beneficiário e aprovação prévia do plano de trabalho elaborado pela unidade federativa para a liberação do recurso

Emendas de bancada estadual

  • Senadores e deputados federais do mesmo estado escolhem juntos
  • São 27 bancadas estaduais, que têm entre 11 e 73 parlamentares
  • São impositivas: o Executivo é obrigado a atender às emendas de bancada que forem aprovadas no Congresso
  • Em 2025: cada bancada tem, na média, cerca de R$ 530 milhões em emendas
  • 28% das emendas parlamentares são de bancada estadual

Emendas de comissão

  • As comissões permanentes do Senado, da Câmara e do Congresso Nacional podem determinar ações a serem realizadas pelo poder público
  • São 51 comissões, como de Constituição, Justiça e Cidadania ou de Educação e Cultura:
    • 30 comissões na Câmara dos Deputados
    • 16 comissões no Senado Federal
    • 5 comissões mistas
  • São discricionárias: o Executivo não é obrigado a atender às emendas de comissão que forem aprovadas pelo Congresso
  • Em 2025: cada comissão tem, em média, R$ 225 milhões em emendas
  • 23% das emendas parlamentares são de comissão
  • Metade dos recursos devem ser para a área da saúde

Fonte: Brasil 247 com informações da Agência Senado

Médicos detalham cirurgia de Jair Bolsonaro e recomendam internação hospitalar

Nota médica informa correção de hérnia bilateral e procedimento para tratar soluços persistentes

Ex-presidente Jair Bolsonaro durante prisão domiciliar - 03/09/2025 (Foto: REUTERS/Diego Herculano)

Os médicos responsáveis pelo acompanhamento de Jair Bolsonaro (PL) divulgaram neste domingo uma nota detalhando a cirurgia à qual ele será submetido após exames clínicos e de imagem confirmarem o diagnóstico de hérnia inguinal bilateral. Segundo o comunicado, o procedimento exigirá internação hospitalar para a realização das intervenções médicas programadas.

Segundo o jornal O Globo, a nota - assinada pelo cirurgião geral Claudio Birolini e pelo cardiologista Leandro Echenique - explica que os exames identificaram a projeção de parte do intestino para fora da parede abdominal durante a chamada manobra de Valsalva, que aumenta a pressão interna do abdômen.

◉ Exames confirmaram hérnia inguinal bilateral

De acordo com os médicos, os achados clínicos e de imagem levaram à indicação de tratamento cirúrgico específico. “Diante dos achados clínicos e de imagem, ele será submetido ao tratamento cirúrgico denominado herniorrafia inguinal bilateral”, afirma a nota divulgada pela equipe médica.

O ex-mandatário está preso desde 22 de novembro na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão determinada pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado.

◉ Procedimento inclui tratamento para crises de soluço

Além da cirurgia para correção da hérnia, os médicos informaram que está programada a realização de um bloqueio anestésico do nervo frênico, responsável pelo movimento do diafragma. O procedimento tem como objetivo controlar crises persistentes de soluço que não responderam ao tratamento medicamentoso.

“Considerando a presença de soluços persistentes e refratários ao tratamento medicamentoso instituído, está programado, durante o período de internação hospitalar, a realização de bloqueio anestésico do nervo frênico, com a finalidade de atenuar as crises de soluços”, informaram os médicos na nota.

◉ Cirurgia foi autorizada após perícia da Polícia Federal

A nota não informa a data exata da cirurgia nem o tempo previsto de internação, mas confirma que Bolsonaro permanecerá hospitalizado para a realização dos dois procedimentos. A intervenção médica foi autorizada na última sexta-feira (19) pelo ministro Alexandre de Moraes, após perícia da Polícia Federal apontar a necessidade da cirurgia.

O laudo pericial concluiu que o procedimento deve ser realizado “o mais breve possível”, embora em “caráter eletivo”. Com base nessa avaliação, o ministro considerou que não havia urgência imediata e determinou que a defesa sugerisse uma data para a realização da cirurgia.

Os peritos também indicaram que o ex-mandatário apresenta uma lesão em um nervo do tronco decorrente de procedimento cirúrgico anterior, condição associada às crises frequentes de soluço. Segundo o relatório, a correção dessa área lesionada é necessária para interromper o quadro clínico.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

VÍDEO: A ligação de Jair Bolsonaro a Zezé Di Camargo


        O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o cantor Zezé Di Camargo – Reprodução/Redes Sociais

Uma videochamada feita por Jair Bolsonaro (PL) ao cantor Zezé Di Camargo veio a público após declarações recentes do artista sobre a visita do presidente Lula (PT) e do ministro Alexandre de Moraes à sede do SBT. Segundo apuração da coluna de Fabia Oliveira no Metrópoles, a ligação ocorreu em 2022, quando Bolsonaro ainda exercia o mandato presidencial.

No vídeo, Zezé Di Camargo aparece em uma lancha, acompanhado de amigos, enquanto conversa de forma descontraída com Bolsonaro. O então presidente faz comentários em tom informal sobre a situação, e o cantor afirma que está “entre amigos”, buscando tranquilizar o interlocutor durante a chamada.

Além de Bolsonaro, participam da conversa o senador Magno Malta e um ministro não identificado. Ao final do diálogo, Zezé deseja “boa sorte”, agradece o contato e encerra a chamada com cumprimentos dirigidos aos demais participantes, em tom cordial.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles