sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Polícia apreende celular de suspeitos pela morte de Orelha que voltaram ao Brasil

 

Orelha, cão comunitário agredido por adolescentes em SC. Foto: reprodução
A Polícia Civil de Santa Catarina apreendeu, nesta quinta-feira (29), celulares e roupas de dois adolescentes investigados pela morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. Os jovens desembarcaram no Aeroporto Internacional da capital após uma viagem escolar aos Estados Unidos e foram abordados por agentes logo na chegada, em cumprimento a mandados de busca e apreensão.

As ordens judiciais foram executadas por equipes da Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle) e da Delegacia de Proteção Animal (DPA). A medida ocorreu depois que as polícias Civil e Federal identificaram a antecipação do voo de retorno dos adolescentes ao Brasil, o que levou à ação imediata no terminal aéreo.

Procurada, a defesa informou que a volta dos jovens foi articulada com a polícia e confirmou que os aparelhos telefônicos e outros pertences foram entregues às autoridades em uma sala restrita do aeroporto. Os adolescentes também foram intimados a prestar depoimento. Segundo os advogados, “é fundamental reforçar que os adolescentes vêm colaborando com todas as etapas solicitadas”.

Os celulares apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para extração de dados. O material se soma a equipamentos recolhidos em diligências realizadas na última segunda-feira (26), quando mandados de busca foram cumpridos nas residências dos investigados. A polícia também solicitou a emissão de laudo de corpo de delito do animal, que morreu após graves agressões.

O cão Orelha. Foto: Reprodução
Orelha, de 10 anos, era um cão comunitário da região da Praia Brava e foi encontrado agonizando neste mês. As investigações apontam ao menos quatro adolescentes suspeitos de agredir o animal com violência, concentrando golpes na cabeça, com a intenção de causar sua morte. As autoridades apuram ainda se o mesmo grupo tentou afogar outro cão comunitário na mesma praia, no início de janeiro.

Além do inquérito que apura a morte do animal, há uma investigação paralela sobre o crime de coação. Três familiares dos adolescentes foram indiciados por supostamente intimidar testemunhas do caso. Na quarta-feira (28), a Justiça concedeu liminar determinando que plataformas digitais removam postagens que identifiquem os investigados, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A defesa afirma que os trabalhos técnicos vão esclarecer os fatos e comprovar a “inocência dos dois jovens”. “Os representantes legais reiteram a necessidade de que o debate público seja pautado por responsabilidade e respeito aos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), evitando julgamentos precipitados”, acrescentaram.

Fonte: DCM

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