domingo, 1 de fevereiro de 2026

Rubio e Mauro Vieira alinham agenda de encontro entre Lula e Trump nos EUA


Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA e Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone no fim da tarde de sexta-feira (31) com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio (Partido Republicano). Segundo o uol, a ligação durou cerca de 20 minutos e teve como objetivo alinhar as prioridades para um novo encontro entre Lula (PT) e Donald Trump (Partido Republicano), previsto para março.

O contato ocorre depois de os dois presidentes terem falado por cerca de 50 minutos na segunda-feira anterior, quando acertaram a visita do mandatário brasileiro aos Estados Unidos. A avaliação de interlocutores ouvidos pela reportagem é que, desta vez, os dois querem chegar à Casa Branca com anúncios concretos.

Entre os pontos em discussão está a tentativa de encerrar de vez os efeitos do “tarifaço” e as sanções a autoridades brasileiras, que ainda teriam pendências. A ideia seria apresentar esses temas como superados e, ao mesmo tempo, lançar iniciativas novas de cooperação bilateral.

Um dos projetos citados é um plano de combate ao crime organizado, proposto por Lula (PT) em dezembro e visto como de interesse de Washington. A costura, segundo a apuração, busca dar conteúdo político e prático ao encontro, para além do gesto diplomático.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento em Brasília – Gabriela Biló/Reprodução
Para destravar outras agendas, Vieira também deve conversar na próxima semana com Jamieson Greer, representante comercial dos EUA (USTR). A ele cabem as análises sobre tarifas que incidem hoje sobre cerca de 20% dos produtos exportados pelo Brasil ao mercado americano.

A visita é tratada como prioridade na política externa brasileira, em um ano de eleição presidencial no Brasil, marcada para outubro. O objetivo, conforme o texto, é manter uma relação funcional com o governo Trump (Partido Republicano) e reduzir riscos de tensão bilateral no período eleitoral.

A reportagem relembra que, em julho do ano passado, a gestão Trump iniciou uma ofensiva contra o Brasil com sanções e tarifas, justificadas por razões políticas. Entre elas, o processo criminal contra Jair Bolsonaro (PL), depois condenado por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, e decisões do Supremo que atingiram publicações em redes sociais, classificadas pela Casa Branca como censura e prejuízo para big techs.

Diplomatas avaliam que a crise ficou perto de ser totalmente contornada, citando atuação de representantes oficiais e do setor empresarial, além de uma boa relação pessoal entre os presidentes. O texto aponta, porém, novos pontos de atrito, como o ataque americano à Venezuela que retirou Nicolás Maduro (PSUV) do poder e a resistência do Brasil em compor o Conselho da Paz recém-lançado por Trump (Partido Republicano).

Fonte: DCM com informações do UOL

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