segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Isenção do Imposto de Renda passa a valer em 2026 para salários de até R$ 5 mil

Nova tabela do IRPF começa a refletir nos contracheques, amplia faixa de alívio tributário e reduz imposto para quem ganha até R$ 7.350

23.01.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de celebração da contratação de 2 milhões de moradias no “Minha Casa, Minha Vida” e entrega de 1.337 moradias em Maceió. Residencial Dr. Pedro Teixeira Duarte I e II. Maceió (AL) - Brasil Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Os trabalhadores brasileiros com renda mensal de até R$ 5 mil passam a contar, a partir de fevereiro, com isenção total do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A mudança decorre da atualização da tabela do imposto e já começa a aparecer nos contracheques, embora as novas regras tenham validade retroativa aos salários pagos desde janeiro.

Com a reformulação, quem recebe até R$ 7.350 mensais também é beneficiado por uma redução progressiva no imposto retido na fonte, o que amplia o alcance do alívio tributário. Segundo estimativas do Ministério da Fazenda, cerca de 16 milhões de contribuintes devem ser impactados pela medida, que reforça a política de desoneração sobre a renda do trabalho.

A nova tabela garante isenção integral do IRPF para trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil. O benefício se estende igualmente ao pagamento do décimo terceiro salário. Para rendimentos acima de R$ 7.350, permanece em vigor a tabela progressiva atual, cuja alíquota máxima chega a 27,5%.

Até 2025, a faixa de isenção do Imposto de Renda contemplava apenas quem ganhava até dois salários mínimos, o equivalente a R$ 3.036. Com a ampliação do limite para R$ 5 mil, a economia anual para o contribuinte pode alcançar até R$ 4 mil, considerando também o décimo terceiro salário.

A reforma instituiu ainda uma faixa intermediária de transição, com desconto gradual para salários entre R$ 5 mil e R$ 7.350. O objetivo é evitar o chamado “degrau tributário”, situação em que pequenos reajustes salariais resultam em aumentos desproporcionais no imposto devido. Nessa faixa, os impactos variam conforme a renda: para quem recebe R$ 5.500, a redução mensal do imposto pode chegar a cerca de 75%; salários de R$ 6.500 podem gerar uma economia aproximada de R$ 1.470 por ano; e rendimentos de R$ 7 mil podem resultar em alívio anual em torno de R$ 600. O valor final, no entanto, depende de cada caso, considerando outras fontes de renda e deduções.

Para compensar a redução de arrecadação provocada pela ampliação da isenção, a nova política tributária prevê aumento do imposto para contribuintes de alta renda. Quem recebe a partir de R$ 50 mil mensais, ou R$ 600 mil por ano, passará a pagar uma alíquota progressiva que pode chegar a 10%. Já rendas anuais superiores a R$ 1,2 milhão estarão sujeitas a uma alíquota mínima efetiva de 10%.

De acordo com dados do governo, cerca de 141 mil brasileiros passarão a ser enquadrados no Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado especificamente para a alta renda e que também alcança parte dos contribuintes que recebem dividendos, parcela dos lucros distribuídos pelas empresas a seus acionistas.

Apesar de os efeitos da nova tabela já serem percebidos nos salários pagos em 2026, a obrigação de declarar o Imposto de Renda permanece inalterada no próximo ano para quem se enquadrar nos critérios legais. Isso ocorre porque a declaração entregue em 2026 corresponde ao ano-base de 2025, período anterior à vigência das novas regras.

Assim, o impacto integral da atualização da tabela de isenção e dos descontos progressivos só será refletido na Declaração do Imposto de Renda de 2027, que terá como referência os rendimentos recebidos ao longo de 2026.

Fonte: Brasil 247

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