sábado, 31 de janeiro de 2026

Lula avalia Simone Tebet para o governo de SP, aponta Vera Magalhães

Presidente dos Estados Unidos não é citado; articulação envolve ministério e estratégia eleitoral em 2026

Lula avalia Simone Tebet para o governo de SP, aponta Vera Magalhães (Foto: Washignton Costa/MPO)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera a ministra do Planejamento, Simone Tebet, um dos nomes mais fortes do campo governista para a disputa pelo governo de São Paulo em 2026. A avaliação foi apresentada pela jornalista Vera Magalhães ao analisar os bastidores das articulações eleitorais envolvendo o Palácio do Planalto e a definição das candidaturas no maior colégio eleitoral do país.

Segundo Vera Magalhães, Lula tem destacado a capacidade de enfrentamento público da ministra. O presidente teria dito a auxiliares que Simone Tebet é “muito boa de debate”, recordando os embates diretos entre os dois durante a campanha presidencial de 2022. A leitura no entorno do Planalto é que esse perfil poderia ser decisivo em uma eventual candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, em um confronto direto com o atual governador, Tarcísio de Freitas.

A jornalista relatou que a própria Simone Tebet confirmou ter tratado do tema com Lula e reconheceu que diferentes cenários estão em análise, sem qualquer decisão tomada até o momento. Hoje, a ministra tem domicílio eleitoral no Mato Grosso do Sul, o que exigiria uma mudança formal caso venha a disputar um cargo por São Paulo.

Entre as possibilidades avaliadas estão uma candidatura ao Senado paulista ou a composição de uma chapa ao lado da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também cotada para deixar o governo e concorrer. No entanto, conforme apurou Vera Magalhães, cresce a hipótese de Simone Tebet assumir a cabeça de chapa ao governo estadual, sobretudo diante da resistência do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em disputar novamente uma eleição majoritária em São Paulo.

A estratégia paulista é tratada como central para o projeto de reeleição de Lula. A diretriz do presidente, segundo a análise apresentada, é colocar ministros em campo para defender o governo federal e estabelecer um contraponto político claro nos estados considerados estratégicos. Mesmo em cenários adversos, a orientação é manter candidaturas competitivas e reduzir a margem de derrota.

No campo partidário, a eventual candidatura de Simone Tebet em São Paulo exigiria uma mudança de legenda. Interlocutores do MDB avaliam que não há espaço para uma candidatura alinhada a Lula no estado, onde o partido gravita em torno do prefeito da capital, Ricardo Nunes. Nesse contexto, a migração para o PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, é vista como um caminho possível.

Fonte: Brasil 247

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