quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Carla Zambelli: quem são os deputados que votaram para salvar o mandato da foragida

Confira como votou cada parlamentar na sessão que rejeitou a cassação de Carla Zambelli

Carla Zambeli em vídeo conferência na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara - (Créditos: Lula Marques/Agência Brasil)

Um dia após aprovar o projeto que reduz penas de condenados por tentativa de golpe de Estado, incluindo Jair Bolsonaro, a Câmara dos Deputados desafiou o STF e decidiu manter o mandato de Carla Zambelli (PL-SP). Mesmo condenada definitivamente a dez anos de prisão por comandar a invasão hacker ao sistema do CNJ e presa na Itália, o plenário rejeitou a cassação por 227 votos a 170, com 10 abstenções — abaixo dos 257 necessários. A decisão contrariou a CCJ, que havia recomendado a perda do mandato por 32 votos a 2.

O impasse entre Legislativo e Judiciário se intensifica. O STF determinou a cassação imediata por considerar que Zambelli, presa em regime fechado, está impedida de comparecer às sessões, o que configuraria perda automática por faltas. Já bolsonaristas e o presidente da Câmara, Hugo Motta, defendem que o plenário tem a palavra final mesmo em condenações definitivas.

O PT anunciou que recorrerá ao Supremo. Para deputados como Lídice da Mata (PSB-BA), a permanência é apenas formal, já que o regime fechado tornará inevitável a perda do mandato por faltas.iva

Zambelli fugiu do Brasil após a condenação, passando por Argentina e EUA antes de ser presa em julho na Itália, onde é mantida em penitenciária ao norte de Roma devido ao alto risco de fuga. Seu processo de extradição foi novamente adiado após a defesa apresentar novos documentos. A próxima audiência está marcada para 18 de dezembro, enquanto o Brasil aguarda decisão da Corte de Apelações de Roma sobre seu retorno para cumprir a pena.

Abaixo, confira como votou cada deputado na sessão que rejeitou a cassação de Carla Zambelli.

Votos contra a cassação

Bruno Farias (Avante-MG): Não
Greyce Elias (Avante-MG): Não
Luis Tibé (Avante-MG): Não
Neto Carletto (Avante-BA): Não
Arnaldo Jardim (Cidadania-SP): Não
Alceu Moreira (MDB-RS): Não
Alexandre Guimarães (MDB-TO): Não
Antônio Doido (MDB-PA): Não
Cobalchini (MDB-SC): Não
Delegado Palumbo (MDB-SP): Não
Gutemberg Reis (MDB-RJ): Não
Lucio Mosquini (MDB-RO): Não
Luiz Fernando Vampiro (MDB-SC): Não
Olival Marques (MDB-PA): Não
Otoni de Paula (MDB-RJ): Não
Pezenti (MDB-SC): Não
Sergio Souza (MDB-PR): Não
Adriana Ventura (Novo-SP): Não
Gilson Marques (Novo-SC): Não
Luiz Lima (Novo-RJ): Não
Marcel van Hattem (Novo-RS): Não
Ricardo Salles (Novo-SP): Não
Alberto Fraga (PL-DF): Não
Altineu Côrtes (PL-RJ): Não
André Fernandes (PL-CE): Não
André Ferreira (PL-PE): Não
Bia Kicis (PL-DF): Não
Bibo Nunes (PL-RS): Não
Cabo Gilberto Silva (PL-PB): Não
Capitão Alberto Neto (PL-AM): Não
Capitão Alden (PL-BA): Não
Capitão Augusto (PL-SP): Não
Carlos Jordy (PL-RJ): Não
Chris Tonietto (PL-RJ): Não
Coronel Chrisóstomo (PL-RO): Não
Coronel Fernanda (PL-MT): Não
Coronel Meira (PL-PE): Não
Daniel Agrobom (PL-GO): Não
Daniel Freitas (PL-SC): Não
Daniela Reinehr (PL-SC): Não
Delegado Caveira (PL-PA): Não
Delegado Éder Mauro (PL-PA): Não
Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP): Não
Domingos Sávio (PL-MG): Não
Dr. Jaziel (PL-CE): Não
Eli Borges (PL-TO): Não
Emidinho Madeira (PL-MG): Não
Eros Biondini (PL-MG): Não
Fernando Rodolfo (PL-PE): Não
Filipe Barros (PL-PR): Não
Filipe Martins (PL-TO): Não
General Girão (PL-RN): Não
General Pazuello (PL-RJ): Não
Giacobo (PL-PR): Não
Gilvan da Federal (PL-ES): Não
Giovani Cherini (PL-RS): Não
Gustavo Gayer (PL-GO): Não
Helio Lopes (PL-RJ): Não
Jefferson Campos (PL-SP): Não
João Carlos Bacelar (PL-BA): Não
Joaquim Passarinho (PL-PA): Não
José Medeiros (PL-MT): Não
Julia Zanatta (PL-SC): Não
Junio Amaral (PL-MG): Não
Junior Lourenço (PL-MA): Não
Lincoln Portela (PL-MG): Não
Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP): Não
Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG): Não
Marcelo Moraes (PL-RS): Não
Marcio Alvino (PL-SP): Não
Marcos Pollon (PL-MS): Não
Mario Frias (PL-SP): Não
Mauricio do Vôlei (PL-MG): Não
Miguel Lombardi (PL-SP): Não
Nikolas Ferreira (PL-MG): Não
Osmar Terra (PL-RS): Não
Pastor Eurico (PL-PE): Não
Pastor Gil (PL-MA): Não
Paulo Freire Costa (PL-SP): Não
Pr. Marco Feliciano (PL-SP): Não
Professor Alcides (PL-GO): Não
Ricardo Guidi (PL-SC): Não
Roberta Roma (PL-BA): Não
Roberto Monteiro Pai (PL-RJ): Não
Rodolfo Nogueira (PL-MS): Não
Rodrigo da Zaeli (PL-MT): Não
Rosana Valle (PL-SP): Não
Rosângela Reis (PL-MG): Não
Sanderson (PL-RS): Não
Sargento Gonçalves (PL-RN): Não
Soraya Santos (PL-RJ): Não
Sóstenes Cavalcante (PL-RJ): Não
Vinicius Gurgel (PL-AP): Não
Zé Trovão (PL-SC): Não
Zucco (PL-RS): Não
Gilson Daniel (Podemos-ES): Não
Glaustin da Fokus (Podemos-GO): Não
Mauricio Marcon (Podemos-RS): Não
Renata Abreu (Podemos-SP): Não
Sargento Portugal (Podemos-RJ): Não
Tiago Dimas (Podemos-TO): Não
Allan Garcês (PP-MA): Não
Clarissa Tércio (PP-PE): Não
Covatti Filho (PP-RS): Não
Da Vitoria (PP-ES): Não
Delegado Fabio Costa (PP-AL): Não
Dr. Luiz Ovando (PP-MS): Não
Evair Vieira de Melo (PP-ES): Não
Guilherme Derrite (PP-SP): Não
Thiago de Joaldo (PP-SE): Não
Vermelho (PP-PR): Não
Vicentinho Júnior (PP-TO): Não
Dr. Frederico (PRD-MG): Não
Magda Mofatto (PRD-GO): Não
Carlos Sampaio (PSD-SP): Não
Dr. Ismael Alexandrino (PSD-GO): Não
Gilberto Nascimento (PSD-SP): Não
Hugo Leal (PSD-RJ): Não
Igor Timo (PSD-MG): Não
Ismael (PSD-SC): Não
Júlio Cesar (PSD-PI): Não
Luisa Canziani (PSD-PR): Não
Luiz Gastão (PSD-CE): Não
Raimundo Santos (PSD-PA): Não
Reinhold Stephanes (PSD-PR): Não
Ribamar Silva (PSD-SP): Não
Rodrigo Estacho (PSD-PR): Não
Sargento Fahur (PSD-PR): Não
Stefano Aguiar (PSD-MG): Não
Tiririca (PSD-SP): Não
Geovania de Sá (PSDB-SC): Não
Alex Santana (Republicanos-BA): Não
Amaro Neto (Republicanos-ES): Não
Celso Russomanno (Republicanos-SP): Não
Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR): Não
Diego Garcia (Republicanos-PR): Não
Franciane Bayer (Republicanos-RS): Não
Gabriel Mota (Republicanos-RR): Não
Jeferson Rodrigues (Republicanos-GO): Não
Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF): Não
Lafayette de Andrada (Republicanos-MG): Não
Luis Carlos Gomes (Republicanos-RJ): Não
Marcelo Crivella (Republicanos-RJ): Não
Márcio Marinho (Republicanos-BA): Não
Messias Donato (Republicanos-ES): Não
Pedro Lupion (Republicanos-PR): Não
Roberto Duarte (Republicanos-AC): Não
Vinicius Carvalho (Republicanos-SP): Não
Alfredo Gaspar (União-AL): Não
Carla Dickson (União-RN): Não
Carlos Henrique Gaguim (União-TO): Não
Coronel Assis (União-MT): Não
Coronel Ulysses (União-AC): Não
Cristiane Lopes (União-RO): Não
Dayany Bittencourt (União-CE): Não
Delegado Marcelo Freitas (União-MG): Não
Delegado Matheus Laiola (União-PR): Não
Dr. Fernando Máximo (União-RO): Não
Dr. Zacharias Calil (União-GO): Não
Eduardo Velloso (União-AC): Não
Fabio Schiochet (União-SC): Não
Fausto Jr. (União-AM): Não
Felipe Francischini (União-PR): Não
Geraldo Mendes (União-PR): Não
Maurício Carvalho (União-RO): Não
Nicoletti (União-RR): Não
Pastor Diniz (União-RR): Não
Pauderney Avelino (União-AM): Não
Rodrigo Valadares (União-SE): Não
Rosangela Moro (União-SP): Não

Votos a favor da cassação
André Janones (Avante-MG): Sim

Waldemar Oliveira (Avante-PE): Sim

Amom Mandel (Cidadania-AM): Sim

Acácio Favacho (MDB-AP): Sim

Andreia Siqueira (MDB-PA): Sim

Baleia Rossi (MDB-SP): Sim

Cleber Verde (MDB-MA): Sim

Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT): Sim

Eunício Oliveira (MDB-CE): Sim

Fábio Teruel (MDB-SP): Sim

Henderson Pinto (MDB-PA): Sim

Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG): Sim

Hildo Rocha (MDB-MA): Sim

Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL): Sim

Iza Arruda (MDB-PE): Sim

José Priante (MDB-PA): Sim

Rafael Brito (MDB-AL): Sim

Ricardo Maia (MDB-BA): Sim

Alice Portugal (PCdoB-BA): Sim

Daiana Santos (PCdoB-RS): Sim

Daniel Almeida (PCdoB-BA): Sim

Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ): Sim

Jandira Feghali (PCdoB-RJ): Sim

Márcio Jerry (PCdoB-MA): Sim

Orlando Silva (PCdoB-SP): Sim

Professora Marcivania (PCdoB-AP): Sim

Renildo Calheiros (PCdoB-PE): Sim

Afonso Motta (PDT-RS): Sim

André Figueiredo (PDT-CE): Sim

Dorinaldo Malafaia (PDT-AP): Sim

Duda Salabert (PDT-MG): Sim

Félix Mendonça Júnior (PDT-BA): Sim

Flávia Morais (PDT-GO): Sim

Josenildo (PDT-AP): Sim

Leônidas Cristino (PDT-CE): Sim

Mário Heringer (PDT-MG): Sim

Mauro Benevides Filho (PDT-CE): Sim

Max Lemos (PDT-RJ): Sim

Pompeo de Mattos (PDT-RS): Sim

Robério Monteiro (PDT-CE): Sim

Icaro de Valmir (PL-SE): Sim

Dr. Victor Linhalis (Podemos-ES): Sim

Raimundo Costa (Podemos-BA): Sim

Rodrigo Gambale (Podemos-SP): Sim

Sergio Santos Rodrigues (Podemos-MG): Sim

Adriano do Baldy (PP-GO): Sim

Afonso Hamm (PP-RS): Sim

Aguinaldo Ribeiro (PP-PB): Sim

AJ Albuquerque (PP-CE): Sim

Amanda Gentil (PP-MA): Sim

André Abdon (PP-AP): Sim

Átila Lira (PP-PI): Sim

Bebeto (PP-RJ): Sim

Claudio Cajado (PP-BA): Sim

Daniel Barbosa (PP-AL): Sim

Dilceu Sperafico (PP-PR): Sim

Doutor Luizinho (PP-RJ): Sim

Eduardo da Fonte (PP-PE): Sim

Elmano Férrer (PP-PI): Sim

Julio Lopes (PP-RJ): Sim

Luiz Antônio Corrêa (PP-RJ): Sim

Lula da Fonte (PP-PE): Sim

Marx Beltrão (PP-AL): Sim

Mauricio Neves (PP-SP): Sim

Mersinho Lucena (PP-PB): Sim

Robinson Faria (PP-RN): Sim

Toninho Wandscheer (PP-PR): Sim

Zé Adriano (PP-AC): Sim

Marreca Filho (PRD-MA): Sim

Bandeira de Mello (PSB-RJ): Sim

Felipe Carreras (PSB-PE): Sim

Gervásio Maia (PSB-PB): Sim

Heitor Schuch (PSB-RS): Sim

Jonas Donizette (PSB-SP): Sim

Júnior Mano (PSB-CE): Sim

Lídice da Mata (PSB-BA): Sim

Lucas Ramos (PSB-PE): Sim

Pedro Campos (PSB-PE): Sim

Rodrigo Rollemberg (PSB-DF): Sim

Tabata Amaral (PSB-SP): Sim

Caio Vianna (PSD-RJ): Sim

Célio Studart (PSD-CE): Sim

Delegada Katarina (PSD-SE): Sim

Domingos Neto (PSD-CE): Sim

Fernando Monteiro (PSD-PE): Sim

Laura Carneiro (PSD-RJ): Sim

Luiz Fernando Faria (PSD-MG): Sim

Paulo Litro (PSD-PR): Sim

Paulo Magalhães (PSD-BA): Sim

Pedro Paulo (PSD-RJ): Sim

Sérgio Brito (PSD-BA): Sim

Adolfo Viana (PSDB-BA): Sim

Aécio Neves (PSDB-MG): Sim

Beto Pereira (PSDB-MS): Sim

Beto Richa (PSDB-PR): Sim

Dagoberto Nogueira (PSDB-MS): Sim

Daniel Trzeciak (PSDB-RS): Sim

Geraldo Resende (PSDB-MS): Sim

Lêda Borges (PSDB-GO): Sim

Lucas Redecker (PSDB-RS): Sim

Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG): Sim

Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP): Sim

Vitor Lippi (PSDB-SP): Sim

Célia Xakriabá (PSOL-MG): Sim

Chico Alencar (PSOL-RJ): Sim

Erika Hilton (PSOL-SP): Sim

Fernanda Melchionna (PSOL-RS): Sim

Glauber Braga (PSOL-RJ): Sim

Ivan Valente (PSOL-SP): Sim

Luiza Erundina (PSOL-SP): Sim

Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ): Sim

Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP): Sim

Sâmia Bomfim (PSOL-SP): Sim

Talíria Petrone (PSOL-RJ): Sim

Tarcísio Motta (PSOL-RJ): Sim

Airton Faleiro (PT-PA): Sim

Alencar Santana (PT-SP): Sim

Alexandre Lindenmeyer (PT-RS): Sim

Alfredinho (PT-SP): Sim

Ana Paula Lima (PT-SC): Sim

Ana Pimentel (PT-MG): Sim

Arlindo Chinaglia (PT-SP): Sim

Benedita da Silva (PT-RJ): Sim

Bohn Gass (PT-RS): Sim

Camila Jara (PT-MS): Sim

Carlos Veras (PT-PE): Sim

Carlos Zarattini (PT-SP): Sim

Carol Dartora (PT-PR): Sim

Dandara (PT-MG): Sim

Denise Pessôa (PT-RS): Sim

Dilvanda Faro (PT-PA): Sim

Dimas Gadelha (PT-RJ): Sim

Dr. Francisco (PT-PI): Sim

Erika Kokay (PT-DF): Sim

Fernando Mineiro (PT-RN): Sim

Flávio Nogueira (PT-PI): Sim

Florentino Neto (PT-PI): Sim

Helder Salomão (PT-ES): Sim

Jack Rocha (PT-ES): Sim

Jilmar Tatto (PT-SP): Sim

João Daniel (PT-SE): Sim

Jorge Solla (PT-BA): Sim

José Airton Félix Cirilo (PT-CE): Sim

José Guimarães (PT-CE): Sim

Joseildo Ramos (PT-BA): Sim

Josias Gomes (PT-BA): Sim

Juliana Cardoso (PT-SP): Sim

Kiko Celeguim (PT-SP): Sim

Lenir de Assis (PT-PR): Sim

Leonardo Monteiro (PT-MG): Sim

Lindbergh Farias (PT-RJ): Sim

Luiz Couto (PT-PB): Sim

Luizianne Lins (PT-CE): Sim

Marcon (PT-RS): Sim

Maria do Rosário (PT-RS): Sim

Merlong Solano (PT-PI): Sim

Miguel Ângelo (PT-MG): Sim

Natália Bonavides (PT-RN): Sim

Nilto Tatto (PT-SP): Sim

Odair Cunha (PT-MG): Sim

Padre João (PT-MG): Sim

Patrus Ananias (PT-MG): Sim

Paulão (PT-AL): Sim

Paulo Guedes (PT-MG): Sim

Paulo Pimenta (PT-RS): Sim

Pedro Uczai (PT-SC): Sim

Reginaldo Lopes (PT-MG): Sim

Reimont (PT-RJ): Sim

Rogério Correia (PT-MG): Sim

Rubens Otoni (PT-GO): Sim

Rubens Pereira Júnior (PT-MA): Sim

Rui Falcão (PT-SP): Sim

Tadeu Veneri (PT-PR): Sim

Valmir Assunção (PT-BA): Sim

Vander Loubet (PT-MS): Sim

Vicentinho (PT-SP): Sim

Waldenor Pereira (PT-BA): Sim

Welter (PT-PR): Sim

Zé Neto (PT-BA): Sim

Zeca Dirceu (PT-PR): Sim

Aliel Machado (PV-PR): Sim

Clodoaldo Magalhães (PV-PE): Sim

Lucas Abrahao (Rede-AP): Sim

Ricardo Galvão (Rede-SP): Sim

Túlio Gadêlha (Rede-PE): Sim

Adail Filho (Republicanos-AM): Sim

Albuquerque (Republicanos-RR): Sim

Aluisio Mendes (Republicanos-MA): Sim

Antônia Lúcia (Republicanos-AC): Sim

Augusto Coutinho (Republicanos-PE): Sim

Ely Santos (Republicanos-SP): Sim

Euclydes Pettersen (Republicanos-MG): Sim

Fred Linhares (Republicanos-DF): Sim

Gilberto Abramo (Republicanos-MG): Sim

Gustinho Ribeiro (Republicanos-SE): Sim

Jadyel Alencar (Republican-PI): Sim

Jorge Braz (Republicanos-RJ): Sim

Ossesio Silva (Republicanos-PE): Sim

Ricardo Ayres (Republicanos-TO): Sim

Rogéria Santos (Republicanos-BA): Sim

Ronaldo Nogueira (Republicanos-RS): Sim

Samuel Viana (Republicanos-MG): Sim

Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ): Sim

Maria Arraes (Solidariedade-PE): Sim

Paulinho da Força (Solidariedade-SP): Sim

Zé Silva (Solidariedade-MG): Sim

Arthur Oliveira Maia (União-BA): Sim

Daniela do Waguinho (União-RJ): Sim

Douglas Viegas (União-SP): Sim

Felipe Becari (União-SP): Sim

Fernando Coelho Filho (União-PE): Sim

Gisela Simona (União-MT): Sim

José Nelto (União-GO): Sim

José Rocha (União-BA): Sim

Juninho do Pneu (União-RJ): Sim

Juscelino Filho (União-MA): Sim

Kim Kataguiri (União-SP): Sim

Leur Lomanto Júnior (União-BA): Sim

Luciano Bivar (União-PE): Sim

Meire Serafim (União-AC): Sim

Moses Rodrigues (União-CE): Sim

Pedro Lucas Fernandes (União-MA): Sim

Ricardo Abrão (União-RJ): Sim

Rodrigo de Castro (União-MG): Sim

Silvye Alves (União-GO): Sim

Vanderlan Alves (União-CE): Sim

Yandra Moura (União-SE): Sim

Abstenções

Fábio Macedo (Podemos-MA): Abstenção

Romero Rodrigues (Podemos-PB): Abstenção

Delegado Bruno Lima (PP-SP): Abstenção

Fausto Pinato (PP-SP): Abstenção

João Leão (PP-BA): Abstenção

Pinheirinho (PP-MG): Abstenção

Júnior Ferrari (PSD-PA): Abstenção

Luiz Nishimori (PSD-PR): Abstenção

Jorge Goetten (Republicanos-SC): Abstenção

Benes Leocádio (União-RN): Abstenção

Fonte: Revista Fórum

Copel anuncia R$ 1,35 bilhão em dividendos; veja quem tem direito e quando sai o pagamento

A Copel aprovou a distribuição de R$ 1,35 bilhão em dividendos referentes a 2025. Proventos serão pagos até junho de 2026, com direito garantido a acionistas posicionados até 30 de dezembro de 2025


A Copel anunciou a distribuição de R$ 1,35 bilhão em dividendos referentes ao exercício de 2025. A decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e comunicada ao mercado nesta segunda-feira.

Segundo a companhia, terão direito ao provento os acionistas com posição registrada até o fim do dia 30 de dezembro de 2025, data que marca o período “com direito”. A partir de 2 de janeiro de 2026, as ações passam a ser negociadas na B3 já em condição ex-proventos.

O valor bruto previsto é de R$ 0,45460171311 por ação ordinária, montante que poderá sofrer ajustes dependendo do eventual exercício de direito de recesso por acionistas preferencialistas — situação prevista no Aviso aos Acionistas nº 07/25.

A data de pagamento dos dividendos ainda não está definida. A decisão será tomada na Assembleia Geral Ordinária marcada para 23 de abril de 2026, reunião em que também serão analisados o Relatório de Administração, o Balanço Patrimonial e as demonstrações financeiras da empresa.

A Copel destacou que o cálculo atual do dividendo considera a nova estrutura acionária resultante da migração da companhia para o Novo Mercado da B3, aprovada em assembleias realizadas em 22 de agosto de 2025 e 17 de novembro de 2025. O capital social passa a ser composto exclusivamente por ações ordinárias, com exceção da ação preferencial de classe especial mantida pelo Estado do Paraná.

Caso haja alterações no valor por ação devido ao exercício de direito de recesso, a companhia informou que os ajustes serão comunicados ao mercado por meio de novo aviso.

Fonte: Jornal Plural

Senado aprova PL Antifacção com penas elevadas e fundo pago por bets

Texto precisará passar por uma nova votação da Câmara em função das alterações feitas pelo Senado

       Plenário do Senado Federal (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O Senado aprovou o PL Antifacção, que estabelece uma nova estrutura legal para enfrentar facções criminosas e milícias no país. A iniciativa, relatada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi detalhada nesta quarta-feira (10). O parecer inclui um dispositivo que determina prazo de 180 dias para que o Executivo apresente uma proposta de reorganização dos fundos que hoje sustentam ações de segurança — entre eles Funad, Funapol, FNSP e Funpen. A medida busca reduzir sobreposições e aumentar a eficiência no uso de recursos destinados ao combate ao crime organizado. O texto precisará passar por uma nova votação da Câmara em função das alterações feitas pelo Senado. As informações do Estadão Conteúdo.

⊛ Tipificações mais rígidas e penas mais altas

O texto aprovado determina novos enquadramentos penais para integrantes de facções e milícias, mantendo todas as mudanças dentro da Lei de Organizações Criminosas. Para membros dessas estruturas, as penas passam a variar entre 15 e 30 anos, reforçando a estratégia de endurecimento jurídico.

Entre as principais mudanças está a criação do crime de facção criminosa qualificada, direcionado às lideranças dessas organizações. Quando houver agravantes — como casos que envolvam crianças —, as penas podem atingir até 120 anos de prisão, número superior ao previsto no texto aprovado anteriormente pela Câmara, que estabelecia limite de 80 anos.

⊛ Criminalização do apoio às facções

O projeto também define o crime de favorecimento a facções e milícias. A legislação passa a punir condutas como “dar abrigo ou guarida” a membros dessas organizações e “fornecer apoio à facção criminosa ou milícia privada com o intuito de possibilitar a prática de crimes”. As penas previstas variam de 8 a 15 anos, além de multa.

⊛ Ajustes em relação ao texto da Câmara

Ao incorporar todas as mudanças diretamente na Lei de Organizações Criminosas, o relatório de Vieira se afasta da formulação proposta pelo deputado Guilherme Derrite, que defendia a criação de uma legislação autônoma. Para o governo, a nova lei isolada poderia gerar sobreposição normativa e conflitos com dispositivos já vigentes.

O senador argumentou, em entrevista à GloboNews, que as alterações dão mais segurança jurídica e evitam problemas constitucionais. “Os tipos penais devem estar nessa lei, evitando inconstitucionalidade”, afirmou. Ele também destacou que o projeto alcança equilíbrio entre rigor e técnica, ao afirmar que o relatório garante “proporcionalidade, com penas muito duras e de cumprimento extremamente restrito, expressando o sentimento da sociedade brasileira, que é de endurecimento, mas respeitando a técnica”.

Fonte: Brasil 247 com informações do Estadão Conteúdo

Venezuela denuncia “roubo descarado” de navio petroleiro pelos EUA no Caribe

Governo venezuelano acusa administração de Donald Trump de pirataria internacional

 Donald Trump e Nicolás Maduro (Foto: Manaure Quintero/Reuters I Piroschka Van De Wouw/Reuters)

O Governo da Venezuela denunciou nesta quarta-feira (10) o “roubo descarado” de um navio petroleiro por parte dos Estados Unidos no mar do Caribe, em meio à escalada de ameaças militares conduzidas pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump. As informações foram divulgadas pela teleSUR, com base em comunicado oficial emitido pela Chancelaria da Venezuela.

No documento, o governo venezuelano afirma que o episódio constitui “um ato de pirataria internacional”, anunciado publicamente pelo próprio presidente dos Estados Unidos, que “confessou o assalto de um buque petrolero em el mar Caribe”.

◉ Chancelaria diz que agressão revela disputa por petróleo venezuelano

A Chancelaria destacou que a ação não representa um fato isolado. O órgão lembrou que Donald Trump já havia declarado, ainda em sua campanha presidencial de 2024, que seu objetivo “sempre foi ficar com o petróleo venezuelano sem pagar nenhuma contraprestação”, deixando explícito que a política de agressão contra o país “responde a um plano deliberado de despojo de nossas riquezas energéticas”.

O comunicado acrescenta que o novo ato criminoso se soma ao “roubo da Citgo”, ativo estratégico do Estado venezuelano que, segundo o governo, foi tomado por meio de mecanismos judiciais fraudulentos e contrários ao direito internacional.

◉ Manifestações internacionais e mobilização popular na Venezuela

A Chancelaria também destacou que “a humanidade está despertando e lutando contra os abusos imperiais do Norte”, citando protestos “numerosos e concorridos” em diferentes estados dos EUA e em cidades europeias. O governo ressaltou ainda que o povo venezuelano deu uma “contundente demonstração” de apoio nas ruas, defendendo a paz e a soberania nacional.

Em um dos trechos mais incisivos, o comunicado rejeita justificativas usualmente utilizadas para pressionar o país: “Não é a migração. Não é o narcotráfico. Não é a democracia. Não são os direitos humanos. Sempre se tratou de nossas riquezas naturais, de nosso petróleo, de nossa energia, dos recursos que pertencem exclusivamente ao povo venezuelano.”

◉ Governo afirma que operação busca encobrir fracasso político em Oslo

Para a Venezuela, o ataque no Caribe tem também uma finalidade política internacional. A Chancelaria afirma que o ato de pirataria busca “distrair a atenção e tapar o fracasso rotundo do show político montado hoje em Oslo”, onde teriam sido expostas “manipulações e a falta de resultados” de grupos que tentam, há anos, promover uma operação de mudança de regime no país, em aliança com governos ocidentais.

◉ Caracas pede firmeza interna e condenação global

O comunicado conclama o povo venezuelano a manter-se firme “em defesa da pátria” e solicita à comunidade internacional que rejeite “esta agressão vandálica, ilegal e sem precedentes que se pretende normalizar como ferramenta de pressão e saqueio”.

A Venezuela também reafirma que levará o caso às instâncias internacionais competentes e que defenderá “com determinação absoluta sua soberania, seus recursos naturais e sua dignidade nacional”.

Encerrando a nota, a Chancelaria declara: “A Venezuela não permitirá que nenhum poder estrangeiro pretenda arrebatar ao povo venezuelano o que lhe pertence por direito histórico e constitucional.”

Fonte: Brasil 247 com informações divulgadas pela TeleSur

“A mobilização popular venceu”, diz Glauber Braga após suspensão decidida pela Câmara

Deputado do PSOL comemora manutenção do mandato e afirma que mobilização nacional foi decisiva; Câmara aprovou suspensão de seis meses

        Dep. Glauber Braga (PSOL - RJ) (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

“A MOBILIZAÇÃO POPULAR VENCEU!” Com essa frase, o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) comemorou, em suas redes sociais, a decisão da Câmara dos Deputados que rejeitou sua cassação e aprovou uma suspensão de seis meses. A Câmara decidiu o caso na quarta-feira (10), conforme noticiou a Agência Brasil.

No texto publicado em seu perfil, Glauber contextualizou a resistência política que se formou em torno de seu mandato:
“Rodamos os 26 estados e o Distrito Federal com a Caravana Glauber Fica, realizamos atividades e atos por todo o país. Mostramos que a defesa de um mandato vai muito além de um cargo: é a defesa de um instrumento de luta da classe trabalhadora.”

O deputado também afirmou que seguirá atuando com foco em direitos e democracia: “Seguimos firmes na defesa das conquistas democráticas, na luta contra a anistia, em defesa dos direitos e na luta para transformar a realidade, que muitos dizem ser impossível acontecer.”

● Câmara rejeita cassação e aprova suspensão de seis meses

Em uma votação marcada por tensões e articulações de último minuto, o Plenário decidiu suspender o mandato do parlamentar por seis meses, em vez de cassá-lo. A cassação exigia ao menos 257 votos, mas foi rejeitada. Com a suspensão, Glauber mantém seus direitos políticos e evita se tornar inelegível.

A medida alternativa foi aprovada por 318 votos a 141, com três abstenções. Uma votação anterior já havia sinalizado o caminho da suspensão, quando os deputados aprovaram, por 226 votos a 220, a preferência que substituiu a cassação pela punição mais branda.

A suspensão foi proposta pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e contou com apoio de diferentes bancadas, incluindo PSD e MDB.

● Parlamentares defendem punição, mas criticam cassação

Entre os defensores da punição alternativa, Hildo Rocha (MDB-MA) afirmou que, embora Glauber tenha errado, a cassação seria desproporcional: “Isso não é motivo de cassação.”

A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), mesmo sendo oposição, disse compreender a reação de Glauber diante das provocações e citou o contexto familiar do deputado: “Glauber erra muito. Mas a mãe dele estava na UTI. Eu daria também um tapa [se estivesse na situação].”

Já o relator Paulo Magalhães (PSD-BA) insistiu na cassação, afirmando que o tema foi amplamente debatido no Conselho de Ética e na CCJ: “Acredito que nós temos que manter todos os conhecimentos que foram apresentados e debatidos.”

● Glauber relatou agressão após ofensa à mãe

O processo contra o deputado se originou após um episódio em abril do ano passado, quando Glauber reagiu a provocações do integrante do MBL Gabriel Costenaro. Segundo o parlamentar, a agressão ocorreu após uma ofensa à sua mãe, internada na UTI na época.

Antes da votação, Glauber discursou emocionado no plenário e disse: “Calar o mandato de quem não se corrompeu é sim uma violência.”

● Mobilização nacional marca a defesa do mandato

A decisão que preservou o mandato de Glauber ocorreu após semanas de protestos, manifestações, atos públicos e a Caravana Glauber Fica, realizada em todos os estados e no Distrito Federal. A mobilização buscava mostrar que a defesa do mandato representava, segundo seus apoiadores, a defesa de pautas da classe trabalhadora e da democracia.

Com a decisão tomada pela Câmara, Glauber agora terá seu mandato suspenso temporariamente, mas segue elegível e promete continuar atuando politicamente.

“A mobilização popular venceu” tornou-se, assim, o lema de sua reação à decisão do Parlamento — e o ponto de partida para a continuidade de sua atuação após o desfecho do processo disciplinar.

Fonte: Brasil 247

PT anuncia ida ao STF contra decisão da Câmara que manteve o mandato de Zambelli

Lindbergh Farias afirma que Mesa da Câmara descumpriu determinação judicial e que decisão sobre Zambelli não deveria ter sido submetida a votação

        O deputado federal Lindbergh Farias - 09/07/2025 (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)


O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou na madrugada desta quinta-feira (11) que ingressará com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a decisão do plenário que rejeitou a cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). As informações foram publicadas pela CNN Brasil.

O plenário contabilizou 227 votos favoráveis à cassação e 170 contrários, número insuficiente para a perda do mandato — eram necessários ao menos 257 parlamentares. Para Lindbergh, entretanto, o caso não deveria sequer ter sido levado à votação. Segundo ele, a decisão do STF na condenação da parlamentar já determinava a obrigação da Mesa da Câmara de afastá-la imediatamente.

◎ Decisão “muito clara” do Supremo, afirma Lindbergh

Ao comentar o episódio, Lindbergh destacou que a Câmara descumpriu um comando judicial. “A decisão do Supremo é muito clara. Na decisão do ministro Alexandre de Moraes na condenação da deputada Carla Zambelli, ele cita o artigo 55 da Constituição, que a Mesa da Câmara tem que fazer o afastamento [da Zambelli]. Estamos falando isso há seis meses. Não era para ter ido à CCJ [nem a plenário]. O presidente Hugo Motta acabou criando um problema para si próprio”, afirmou.

O líder petista acrescentou que está acionando o STF para obrigar a Casa a cumprir a determinação judicial. “Então estou entrando com mandado de segurança para que o Supremo decida que o presidente da Câmara tem que obedecer a decisão judicial”, disse.

Ele reforçou que a ação será protocolada ainda nesta quinta-feira:
“Nós do PT estamos entrando [quinta] com esse mandado de segurança. Para nós é inconcebível que exista bancada de foragidos.”

◎ Condenação e prisão de Zambelli

Carla Zambelli foi condenada a dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Desde julho, ela está presa na Itália, para onde viajou após a condenação no Brasil.

◎ Reação do PL

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), respondeu às críticas e afirmou à CNN Brasil estar habituado a contestações judiciais feitas por adversários políticos.
Segundo ele, está “acostumado” com judicializações “por parte da esquerda” quando esta “perde no voto”.

Fonte: Brasil 247 com informações publicadas pela CNN Brasil

Lula poderá vetar integralmente redução de penas dos condenados por golpe após alerta sobre acordo por anistia

Alerta sobre acordo mobiliza governo, enquanto PT e movimentos convocam atos contra redução de penas dos condenados por trama golpista

       Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: REUTERS/Adriano Machado)


O avanço do projeto de anistia no Congresso desencadeou uma nova disputa política e colocou o governo em alerta diante da possibilidade de um “acordão” para aliviar penas de envolvidos na trama golpista, o que envolve até mesmo a anistia. Segundo o Estadão Conteúdo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a considerar a possibilidade de vetar o texto integralmente após articulações no Senado indicarem espaço para negociações capazes de beneficiar integrantes da cúpula golpista.

● Alerta sobre acordo reacende tensão política

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), aliado do governo, já comunicou que pedirá vista para estender o prazo de análise da proposta. A decisão final sobre eventual adiamento da votação caberá ao senador Otto Alencar (PSD-BA).

Nos bastidores, auxiliares de Lula inicialmente discutiram a hipótese de um veto parcial, resguardando condenados de menor participação, como Débora Rodrigues dos Santos, a “Débora do Batom”, conhecida pela pichação “Perdeu, Mané” na estátua da Justiça, em frente ao Supremo Tribunal Federal. Hoje, o cenário aponta para veto completo.

● Veto total ganha força dentro do governo

A avaliação de que qualquer flexibilização poderia sinalizar tolerância com a tentativa de ruptura institucional consolidou a defesa de um veto integral. A pressão aumentou após dirigentes partidários alertarem para os riscos políticos de permitir brechas no texto.

● Mobilizações nacionais se intensificam

Em reação à possibilidade de aprovação do projeto, o PT, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo convocaram manifestações em São Paulo e em outras capitais no domingo, 14. Os atos também denunciarão a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que estabelece 5 de outubro de 1988 como marco para demarcação de terras indígenas.

● PT critica retrocessos aprovados pelo Congresso

O presidente do PT, Edinho Silva, classificou as iniciativas aprovadas pelo Congresso como profundamente nocivas. “Nesta semana, o Congresso Nacional aprovou dois projetos que representam retrocessos gravíssimos”, afirmou.

Ao comentar a redução de penas para envolvidos na trama golpista, Edinho declarou: “Na Câmara, aprovaram a redução de pena para quem planejou e tentou executar um golpe contra a democracia (...), contra a vontade popular expressa nas urnas. (...) E mais: planejaram matar o presidente da República, o vice-presidente e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Redução de pena para assassinos? Não dá”.

Ele também criticou o PL do Marco Temporal, ressaltando seu caráter ofensivo à história e aos povos originários. “Isso é um desrespeito à história, a todas as brasileiras e os brasileiros, um desrespeito à Constituição federal”, afirmou ao convocar a população para os atos em defesa da democracia.

Fonte: Brasil 247 com informações do Estadão Conteúdo

Jornalistas fazem ato contra censura e agressões na Câmara

ABI vai ingressar com ações judiciais contra Hugo Motta

       Foto: Pedro Rafael/Agência Brasil

Grupo de jornalistas realizou nesta quarta-feira (10) um ato na Câmara dos Deputados contra censura e ação violenta de policiais legislativos cometidos nessa terça-feira (9).

Durante retirada à força do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) da cadeira da presidência da Casa, o sinal da TV Câmara, que transmitia ao vivo a sessão em plenário, foi imediatamente cortado e jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e assessores de imprensa foram retirados pela Polícia Legislativa do Plenário da Câmara.

Imagens e relatos mostram ação truculenta de policiais legislativos contra repórteres, cinegrafistas e fotógrafos que tentavam realizar seu trabalho. Alguns profissionais precisaram de atendimento médico por conta de agressões, que incluíram puxões, cotoveladas e fortes empurrões.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) não compareceu a um encontro com uma comissão de representantes da imprensa para tratar do episódio. Ele enviou uma assessora como representante.

Em nota, a Associação Brasileira de Imprensa informou nesta quarta que irá entrar com ações judiciais contra o presidente da Câmara pelas "violências cometidas pela Polícia Legislativa, na sessão da terça-feira (9), contra jornalistas, parlamentares e servidores da Casa e a liberdade de imprensa".

A associação irá ingressar com uma representação na Procuradoria-Geral da República por crime de responsabilidade, com afetação ao direito à liberdade de imprensa e expressão; com uma denúncia na Relatoria Especial de Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA e uma representação na Comissão de Ética da Câmara de Deputados por quebra de decoro parlamentar e infração disciplinar.

Nessa terça-feira, após o episódio, Motta afirmou, em uma rede social, que determinou a "apuração de possíveis excessos em relação à cobertura da imprensa".

Fonte: Agência Brasil

Meta é denunciada ao MPF por possível "shadowban" de perfis de esquerda após agressão a Glauber Braga

Parlamentares e entidades ligadas à defesa da comunicação pedem que o MPF investigue denúncias de restrições a perfis de esquerda nas plataformas da Meta

Glauber Braga é agredido pela polícia legislativa sob as ordens de Hugo Motta (Foto: Rede digital X/Glauber Braga)

Deputadas do Psol e entidades dedicadas à defesa da comunicação protocolaram uma denúncia no Ministério Público Federal para investigar suspeitas de que a Meta estaria restringindo a visibilidade de perfis ligados à esquerda após a ação do deputado Glauber Braga (Psol-RJ), que ocupou simbolicamente a cadeira da presidência da Câmara dos Deputados. As informações são da coluna de Lauro Jardim, de O Globo.

Apoiadores relataram que contas de parlamentares do Psol, especialmente as de Glauber Braga e Sâmia Bomfim, deixaram de aparecer nas buscas do Instagram. A mesma situação teria ocorrido com o perfil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com páginas de jornalismo independente, incluindo o sindicato da categoria em São Paulo.

Suspeitas de censura e questionamentos sobre moderação

De acordo com o documento enviado ao MPF, os signatários afirmam que o estabelecimento de barreiras tecnológicas sem justificativa configuraria censura. Por isso, solicitam que a Meta explique se houve moderação de conteúdo, quais critérios teriam sido usados e se existe alguma política que sustente o mecanismo associado ao chamado “shadowban”.

As entidades também reivindicam que a empresa informe se há um canal específico para que usuários possam contestar restrições aplicadas de maneira indevida, já que diversos perfis teriam sofrido queda repentina de alcance e visibilidade.

Entidades cobram transparência da plataforma

O pedido de investigação menciona ainda que páginas jornalísticas e instituições profissionais enfrentaram limitações semelhantes. A preocupação central é a possibilidade de a Meta aplicar filtros ou mecanismos de redução de alcance sem aviso prévio, afetando especialmente vozes críticas e representantes políticos de esquerda.

O documento enviado ao MPF é assinado pelas deputadas Sâmia Bomfim e Fernanda Melchionna, ambas do Psol, além da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e outras três entidades que defendem a liberdade de comunicação e a transparência no ambiente digital.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Presidente do PT convoca atos populares contra "retrocessos" do Congresso

Aumenta a pressão popular sobre o Congresso diante do avanço de pautas como a anistia e o marco temporal, segundo Edinho Silva
Ato na Avenida Paulista, em São Paulo, contra anistia e a PEC da blindagem - 21/09/2025 (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, convocou atos populares em defesa da democracia e do povo, contra o que classificou como "retrocessos gravíssimos" promovidos pelo Congresso Nacional. Os atos estão marcados para o domingo (14), segundo anunciou.

"Neste domingo, nossa militância, movimentos populares, sindicais, partidos do campo democrático, estarão nas ruas para proteger o que é essencial: a democracia e os direitos de todo o povo. Todos nós, nas ruas, em defesa do povo brasileiro", disse Silva em postagem nas redes.

Ao citar a redução de penas aos golpistas e a aprovação do marco temporal, o dirigente criticou, no vídeo publicado na rede X, os "retrocessos" impostos pelo Congresso Nacional.
Fonte: Brasil 247

Por insuficiência de votos, Câmara mantém mandato de Carla Zambelli

Plenário rejeita cassação apesar da condenação no STF e da prisão da deputada na Itália

      Carla Zambelli (Foto: Lula Marques/ Agência Brasil )

A Câmara dos Deputados decidiu, nesta quarta-feira (10), manter o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP) ao rejeitar, por insuficiência de votos, o pedido de cassação apresentado pela Mesa Diretora. A informação é da Câmara dos Deputados, que registrou 227 votos a favor da perda do mandato, 110 contra e 10 abstenções — eram necessários 257 votos para aprovação.

Com o resultado, a representação contra a parlamentar será arquivada, mesmo após sua condenação definitiva pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de reclusão pela participação nas invasões aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Zambelli está presa na Itália, depois de fugir do Brasil, e o STF aguarda a extradição.

☉ CCJ havia recomendado a perda do mandato

A decisão do Plenário contrariou o parecer aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), elaborado pelo deputado Claudio Cajado (PP-BA), que defendia a cassação por considerar inviável o exercício do cargo em regime fechado.

“Como alguém pode exercer o mandato estando recluso em regime fechado? O mandato exige presença, comparecer ao Plenário e participar das comissões”, afirmou Cajado.
Ele citou ainda jurisprudência do STF referente ao caso do ex-deputado Nelson Meurer, julgado em 2018.

Segundo a representação enviada pelo Supremo, a 1ª Turma entendia que a Mesa Diretora deveria declarar diretamente a perda do mandato. A Câmara, porém, adotou a interpretação de que caberia à CCJ analisar o caso.

☉ Condenação envolveu inserção de documentos falsos no CNJ

A 1ª Turma do STF também condenou Zambelli ao pagamento de multa e a uma indenização de R$ 2 milhões por sua participação como “instigadora” das invasões conduzidas por Walter Delgatti Neto e Thiago Eliezer, no âmbito da Operação Spoofing.

De acordo com o Ministério Público, em janeiro de 2023 ocorreram 13 invasões que resultaram na emissão de 16 documentos falsos, incluindo mandados de prisão, alvarás de soltura e ordens de bloqueio de ativos. Um dos documentos simulava um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, supostamente assinado por ele próprio.

☉ Parecer alternativo defendia manutenção do mandato

O relator inicial na CCJ, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), apresentou relatório pela manutenção do mandato. Sua análise, no entanto, foi rejeitada pela comissão.

Garcia alegou que não havia provas da participação direta da deputada nos crimes e citou depoimento do perito Anderson de Jesus Anchieta Carvalho, que teria traçado um perfil de “mitômano” para Delgatti.

Após a derrota do parecer, Garcia afirmou em Plenário: “Tudo o que a acusação afirma estar no relatório policial, não se encontra lá. Uma deputada da esquerda me disse que não poderia ir contra o voto por eu estar falando a verdade.”

☉ Defesa aponta “fragilidade” das provas

O advogado de Zambelli, Fábio Pagnozzi, criticou duramente os elementos que embasaram a condenação no STF.

“Tudo o que a deputada mais quer é que não seja cassada, para ela ter dignidade onde está presa. Pois só mostrando à Justiça italiana que seus pares não a cassaram, ela vai ter uma chance de ficar livre”, afirmou.

Pagnozzi disse ainda que Zambelli teria considerado renunciar caso permanecesse no cargo: “A Carla Zambelli só quer dignidade.”

☉ Parlamentares se dividem sobre a decisão

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), vice-líder do governo, criticou o fato de o caso ter sido submetido ao Plenário: “Se não fosse uma deputada já condenada, haveria sentido esse debate. Não tem mais, ela está presa.”

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu que a cassação não fosse analisada em Plenário, argumentando que a Mesa Diretora poderia declarar a perda do mandato em razão das faltas da parlamentar: “Vamos respeitar o mandato da deputada e, daqui a uma semana, deixar que a Mesa resolva este assunto e não trazer esse problema para todos nós deputados.”

O deputado Júlio Lopes (PP-RJ) rebateu a tese, afirmando que Zambelli só ultrapassaria o limite constitucional de faltas no fim de fevereiro de 2026, segundo parecer técnico da Casa.

Já a líder da Minoria, deputada Chris Tonietto (PL-RJ), sustentou que a decisão deveria permanecer com os parlamentares: “A cassação perpetuaria a injustiça contra Zambelli.”

Fonte: Brasil 247