quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Argentina que imitou macaco no RJ passa a usar tornozeleira e reclama de abandono por parte do governo argentino

O advogado Sebastián Robles afirmou que irá ingressar com um pedido de habeas corpus para tentar reverter as medidas cautelares

Agostina Páez acumula 80 mil seguidores nas redes sociais. Ela é acusada de injúria racial contra gerente de bar no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)

 O caso envolvendo a argentina Agostina Páez ganhou novos desdobramentos nesta semana no Brasil. Detida após a divulgação de imagens em que aparece fazendo gestos racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, ela passou a usar tornozeleira eletrônica por determinação da Justiça brasileira, além de ficar proibida de deixar o país enquanto a investigação segue em andamento.

As informações foram divulgadas pelo site argentino Info del Estero, que acompanha o caso desde que os vídeos ganharam repercussão nas redes sociais e na imprensa internacional.Segundo a publicação, a equipe de defesa de Páez considerou a decisão judicial “muito severa e excessiva”.

O advogado Sebastián Robles afirmou que irá ingressar com um pedido de habeas corpus para tentar reverter as medidas cautelares impostas à influenciadora, que incluem monitoramento judicial permanente. A jovem, de 29 anos, é natural de Santiago del Estero e se tornou alvo de investigação após a circulação de um vídeo, divulgado no dia 14, em que aparece fazendo gestos racistas, imitando um macaco, direcionados a funcionários de um bar em Ipanema. As imagens provocaram forte reação pública e levaram à abertura de procedimento criminal no Brasil.

De acordo com a defesa, Agostina Páez sustenta que a discussão começou após funcionários do estabelecimento tentarem cobrar por bebidas que ela e um grupo de amigos afirmam não ter consumido. Ainda segundo sua versão, durante o desentendimento, ela teria sido ameaçada e apalpada nas partes íntimas, o que teria motivado sua reação.

Outro episódio relatado pela imprensa argentina aumentou a tensão em torno do caso. Conforme o Info del Estero, na última segunda-feira, três pessoas teriam invadido o apartamento onde Páez estava hospedada no Rio de Janeiro, fingindo ser policiais brasileiros.

No momento da invasão, a influenciadora não estava no local.Ao retornar ao apartamento e perceber sinais da invasão, Agostina teria sofrido um colapso nervoso. Em ligação telefônica ao pai, o empresário Mariano Páez, ela relatou em tom de desespero: “Pai, estou apavorada, eles querem me matar”.

O caso foi comunicado às autoridades e passou a ser citado pela defesa como um fator de risco à integridade física da investigada.Em declaração ao Info del Estero, Agostina Páez afirmou estar emocionalmente abalada com a repercussão do episódio e com a situação judicial que enfrenta no Brasil.

“Por causa da minha reação terrível, da qual me arrependo, há pessoas me procurando, desejando-me coisas muito piores do que aquilo que fiz”, disse. Em outro momento, completou: “Dói-me ver este abandono do meu país”.

Segundo a influenciadora, os contatos com o consulado argentino no Brasil estão em andamento, mas ainda não resultaram em avanços concretos. Ela afirma se sentir desamparada pelas autoridades de seu país de origem diante da gravidade do caso.

A repercussão também atingiu familiares. Nesta terça-feira, uma tia de Agostina, irmã de sua mãe, publicou um longo vídeo em sua conta no Facebook criticando a atuação de jornalistas e veículos de comunicação, acusando parte da imprensa de tratar o caso de forma sensacionalista.

Enquanto isso, a Justiça brasileira mantém as medidas cautelares e segue apurando os fatos relacionados às denúncias de racismo. O caso continua sob investigação, e novos desdobramentos judiciais são aguardados nos próximos dias.

Fonte: Brasil 247 com informações divulgadas pelo site argentino Info del Estero

Nenhum comentário:

Postar um comentário