quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Comandante do Exército autoriza Mauro Cid a ir para a reserva

Tomás Paiva assinou portaria que inclui o tenente-coronel na cota compulsória, com oficialização prevista no Diário Oficial no fim do mês

       Mauro Cid - 09/06/2025 (Foto: Ton Molina/STF)

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, foi autorizado a passar para a reserva do Exército. A decisão permite que o militar deixe a ativa antes de completar o tempo regular de serviço, mantendo a patente de tenente-coronel. As informações são do UOL.

O comandante do Exército, general Tomás Paiva, assinou na noite de terça-feira (27) a portaria que autoriza a inclusão de Cid na chamada cota compulsória. A medida será oficializada no próximo dia 31, data em que tradicionalmente o Diário Oficial da União publica promoções e passagens de militares para a reserva.

Mauro Cid havia solicitado formalmente, em agosto do ano passado, sua inclusão na cota compulsória, mecanismo que permite ao militar pedir a passagem para a reserva antes de completar os 35 anos de serviço exigidos. Quando assumiu o comando do Exército, em janeiro de 2023, Tomás Paiva chegou a sugerir que Cid optasse por esse caminho, mas o então assessor preferiu permanecer na ativa naquele momento, mesmo após ter sido afastado de suas funções.

O tenente-coronel foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto por participação na trama golpista, mas já está em liberdade. Ele chegou a ficar detido por alguns meses e, posteriormente, foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica, medida imposta após a assinatura do acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal, em 2023.

Em novembro do ano passado, a tornozeleira foi retirada durante audiência no Supremo Tribunal Federal. Mauro Cid não recorreu da condenação no julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado, o que levou o ministro Alexandre de Moraes a determinar o agendamento da audiência para retirada do equipamento. Com isso, ele se tornou o primeiro condenado por tentativa de golpe de Estado a ficar sem o monitoramento eletrônico.

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

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