domingo, 25 de janeiro de 2026

Nikolas é diretamente responsável pela tragédia em Brasília

A extrema-direita brasileira, obcecada por gestos simbólicos picaretas e mobilizações de massa, cruzou uma linha perigosa neste domingo (25) na Praça do Cruzeiro, em Brasília

Marcha golpista liderada por Nikolas Ferreira. Foto: Divulgação

O que deveria ser o encerramento triunfal de uma caminhada de 240 quilômetros liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) transformou-se em um cenário de pânico e dor. A queda de um raio nas proximidades do evento deixou dezenas de feridos, expondo uma negligência organizacional que ignora não apenas os alertas da ciência meteorológica, mas a própria segurança básica do gado fanatizado.

Os números: 42 vítimas estavam estáveis, conscientes e orientadas. Outras 30 precisaram ser levadas ao Hospital de Base do DF (HBDF) e ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Oito apresentavam quadro grave. Há registros de queimaduras nas mãos e no tórax, além de torções e casos de hipertermia ligados ao esforço físico e às condições climáticas.

A tragédia não foi um imprevisto. Desde a última sexta-feira, o Distrito Federal encontrava-se sob alerta laranja de perigo potencial para chuvas intensas, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Com previsões de tempestades severas e descargas elétricas, a manutenção de um ato político em campo aberto, utilizando estruturas metálicas como guindastes e grades, configura uma escolha deliberada pelo risco.

A descarga elétrica percorreu um guindaste que sustentava uma bandeira — funcionando como um para-raios improvisado no centro da multidão — e atingiu manifestantes que buscavam abrigo sob a chuva.


De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a operação de resgate foi imediata, mas a magnitude do dano reflete a gravidade da exposição ao risco.

A irresponsabilidade de Nikolas Ferreira e dos organizadores, como a deputada Bia Kicis (PL-DF), não se encerrou no momento do raio. Em seu discurso final, o parlamentar optou por ignorar solenemente as vítimas que, minutos antes, haviam sido socorridas por 25 viaturas dos bombeiros. Enquanto dezenas de seus apoiadores eram levados a hospitais com queimaduras e em estado de choque, o deputado focou sua retórica em ataques ao Supremo Tribunal Federal e em pautas eleitorais, como a “libertação do Nordeste”.

Ao convocar milhares de pessoas para uma jornada exaustiva sob condições climáticas adversas e manter a aglomeração mesmo diante de tempestades iminentes, a liderança política assume a responsabilidade direta pela integridade física de seus seguidores.

A busca por uma “chegada apoteótica” e o engajamento digital pesaram mais do que a vida dos “patriotas” que o deputado afirma defender.

Nikolas Ferreira não apenas liderou uma caminhada; ele conduziu seus eleitores para uma cilada diabólica.

Fonte: DCM

VÍDEOS: No fim do ato, Nikolas ataca Moraes e chama de Alcolumbre de “golpista”

Nikolas Ferreira, em discurso após chegar em Brasília (DF). Foto: Aline Rechmann/Gazeta do Povo


Neste domingo (25), o deputado federal Nikolas Ferreira discursou na Praça do Cruzeiro, em Brasília, ao fim da passeata golpista que promoveu desde a última quinta-feira (22). O ato marcou o encerramento da mobilização iniciada em Minas Gerais.

Durante a fala, Nikolas fez críticas diretas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e afirmou que o país não teme a atuação do magistrado. O discurso ocorreu sob forte chuva na capital federal.

Do alto de um carro de som, o parlamentar disse que havia perdido a expectativa de ver novas manifestações em Brasília, mas declarou ter recuperado a confiança após a adesão ao movimento. Segundo ele, a caminhada foi a maior já realizada no país nesse formato.

Nikolas afirmou que a mobilização não tinha como objetivo a tomada do poder, mas a reafirmação de quem o exerce. Pediu que os participantes não seguissem até a Esplanada dos Ministérios e que o ato fosse encerrado na própria praça, o que ocorreu após uma oração coletiva. No discurso, também atacou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a quem chamou de “golpista”.

Na véspera do ato, o Gabinete de Segurança Institucional cercou o Palácio do Planalto com grades, diante de preocupações com a segurança. A manifestação terminou sem a presença de integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, como o senador Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O ato foi marcado por um incidente causado pela queda de um raio, que atingiu uma estrutura metálica montada na praça. Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas, e 13 precisaram ser encaminhadas a hospitais de Brasília.

A chamada Caminhada pela Liberdade começou na segunda-feira (19), em Paracatu, no noroeste de Minas Gerais. O percurso teve cerca de 240 quilômetros até a capital federal, com atos e concentrações ao longo do trajeto.

Na concentração final, Nikolas afirmou que a mobilização teve como objetivo divulgar denúncias envolvendo autoridades e cobrar mudanças no país. Ele também confirmou que utilizou colete à prova de balas durante o percurso, após relatar ameaças à própria segurança, segundo orientação da Polícia Legislativa Federal.

Veja vídeos:

Fonte: DCM

Erika Hilton condena irresponsabilidade de Nikolas e se solidariza às suas vítimas

Deputada afirma que ato foi conduzido de forma irresponsável, expôs crianças a risco e priorizou ganhos eleitorais em meio a tempestade

        Nikolas Ferreira (círculo) e Erika Hilton (Foto: Agência Câmara)

A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) criticou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) após pessoas ficarem feridas com a queda de um raio durante ato convocado pelo parlamentar. Em publicação nas redes sociais, Hilton classificou a condução do ato como “completamente irresponsável” e afirmou que os participantes foram colocados em risco em meio a uma tempestade.

“Minha solidariedade às pessoas feridas após a queda de um raio na caminhada ‘liderada’, de forma completamente irresponsável, pelo deputado Nikolas Ferreira”, escreveu Erika Hilton em sua página nas redes sociais.

Segundo ela, houve uma escolha deliberada entre preservar a segurança dos apoiadores e manter o cálculo político do evento. “Entre proteger seus apoiadores de uma tempestade ou perder o timing político, Nikolas optou por colocar pessoas em risco em nome de ganhos pessoais e eleitorais”, enfatizou.

Na publicação, a deputada destacou que registros divulgados pelo próprio Nikolas Ferreira indicariam a presença de crianças durante a caminhada, o que, para ela, agrava ainda mais a situação.

“Nikolas priorizou apenas sua chance de ouro de escantear a família Bolsonaro e roubar pra si seus eleitores. Hoje, esses eleitores estão no hospital”, enfatizou.

Hilton questionou a decisão de convocar a população para percorrer longas distâncias em condições adversas: “Quem convoca a população pra andar 200 quilômetros no acostamento de uma BR, o que já é um risco em si, precisa ter o mínimo de clareza mental para dialogar com autoridades, se atentar aos alertas de risco dos órgãos competentes, OLHAR PRA CIMA E VER AS CONDIÇÕES DO CÉU e, em caso de tempestade com raios, parar em um local protegido”, advertiu.

Erika Hilton também atribuiu responsabilidade a outros atores envolvidos no ato, além do deputado que o liderava. “E essa é uma responsabilidade que também recai, sim, sobre todos os outros políticos que acompanhavam a caminhada e os próprios manifestantes, principalmente os que levaram crianças. Pois é melhor uma responsabilidade na cabeça do que um raio", acrescentou.

E completou: “Mas, infelizmente, os políticos e manifestantes priorizaram mais a liberdade de um bandido do que a vida humana”.

Fonte: Brasil 247

Entenda como o raio atingiu os participantes da marcha golpista de Nikolas

Manifestantes da marcha golpista liderada por Nikolas momentos antes de um raio cair. Foto: Reprodução

Um raio atingiu um guindaste instalado na Praça do Cruzeiro, em Brasília, durante um forte temporal na tarde deste domingo (250, e deixou dezenas de pessoas feridas. O equipamento fazia parte da estrutura do ato final da “Caminhada pela Liberdade”, mobilização liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira, que reunia apoiadores sob chuva intensa no momento do incidente.

De acordo com informações apuradas pelas equipes de resgate, a descarga elétrica percorreu o guindaste e se espalhou pela área próxima, atingindo participantes da manifestação. Pessoas que estavam próximas à estrutura sofreram choques elétricos e precisaram de atendimento imediato ainda no local.

No total, 34 pessoas foram socorridas e encaminhadas para unidades de saúde do Distrito Federal. As vítimas foram levadas principalmente ao Hospital de Base do Distrito Federal e ao Hospital Regional da Asa Norte, referência no atendimento de urgência na capital.

Segundo dados obtidos junto às autoridades de saúde, 13 pacientes deram entrada no Hospital de Base, enquanto outros 11 foram encaminhados ao Hran. O restante recebeu atendimento inicial e avaliação médica antes de eventual liberação ou transferência para outras unidades.
Manifestantes da marcha golpista de Nikolas atingidos pelo raio sendo socorridos pelo SAMU. Reprodução
Cinco dos feridos apresentaram quadro mais grave e precisaram ser levados à chamada sala vermelha. Três deles foram encaminhados ao Hran e dois ao Hospital de Base, por demandarem monitoramento intensivo e cuidados imediatos das equipes médicas.

Em outro balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros, foi informado que um raio também atingiu um poste de iluminação durante a manifestação, elevando o número total de feridos para 34 pessoas. A corporação confirmou que o choque elétrico ocorreu em meio à concentração de manifestantes.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado e enviou várias ambulâncias ao local. Macas chegaram em sequência à Praça do Cruzeiro, enquanto equipes do Samu e dos bombeiros relataram dificuldades momentâneas para acomodar todos os feridos, alguns deles desacordados.

Diante do risco de novos acidentes, os organizadores do ato determinaram a retirada imediata do sistema de som e dos guindastes que sustentavam bandeiras do Brasil. A decisão foi tomada como medida preventiva, enquanto a chuva seguia intensa na região central de Brasília.

Fonte: DCM

Após raio ferir mais de 30 pessoas, seis em estado grave, Nikolas Ferreira mantém ato sob forte chuva

Manifestação seguiu sob forte chuva; vídeo mostra momento em que descarga elétrica atinge pessoas durante caminhada

Após raio ferir mais de 30 pessoas, seis em estado grave, Nikolas Ferreira mantém ato sob forte chuva (Foto: Reprodução)

Mesmo após um raio atingir mais de 30 pessoas e deixar pessoas feridas, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) manteve a realização de um ato político em Brasília neste domingo (25), sob forte chuva. O incidente ocorreu nas proximidades da Praça do Cruzeiro, onde estava previsto o encerramento da manifestação.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento exato em que a descarga elétrica atinge pessoas durante a caminhada do parlamentar.


De acordo com PlanNews, ao todo, 16 pessoas foram transportadas ao Hospital de Base, sendo seis em estado grave, de acordo com fontes na unidade de saúde. Outras 17 foram encaminhadas ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a descarga elétrica caiu em meio à concentração de apoiadores, provocando pânico e correria generalizada. Mesmo após o incidente, o ato seguiu por um período, apesar da continuidade da chuva e dos riscos associados às descargas elétricas. Até o momento, não há um balanço oficial sobre o número total de feridos.

Testemunhas relataram que várias pessoas sofreram choques elétricos no momento em que o raio atingiu a área da manifestação. Algumas vítimas caíram no chão logo após a descarga, e houve registros de pessoas desacordadas. O clima no local passou rapidamente de mobilização política para apreensão, enquanto participantes tentavam prestar socorro aos feridos.

As autoridades seguem acompanhando o caso e aguardam a consolidação das informações sobre o número de pessoas atingidas e o estado de saúde dos feridos, enquanto as imagens do vídeo que registra o momento da queda do raio reforçam a gravidade do ocorrido.

Fonte: Brasil 247 com informações da PlanNews

Marcelo Uchôa explica o raio de Brasília: bandidos expondo alienados ao risco

Jurista critica a extrema-direita em publicação no X e denuncia mentiras recorrentes e uso oportunista de narrativas religiosas

     Marcelo Uchôa explica o raio de Brasília: bandidos expondo alienados ao risco (Foto: Reprodução)

O jurista e professor Marcelo Uchôa comentou, nas redes sociais, o episódio do raio ocorrido em Brasília e usou o fato para criticar duramente o que classificou como um padrão histórico de manipulação e mentira da extrema-direita brasileira.

Um raio atingiu participantes do ato convocado pelo bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG) nas proximidades da Praça do Cruzeiro, em Brasília, onde estava previsto o encerramento do ato, neste domingo (25), provocando pânico entre os participantes e deixando pessoas feridas.

Em postagem nas redes sociais, Marcelo Uchôa ironiza a possibilidade de setores extremistas recorrerem a interpretações sobrenaturais caso o contexto político fosse outro. Segundo ele, esse tipo de leitura não é ocasional, mas parte de uma estratégia recorrente que expõe pessoas vulneráveis a riscos reais.

“Se fosse o contrário (o raio!) certamente teriam o disparate de dizer que fora aviso divino. Tem sido assim na história recente da extrema-direita brasileira: bandidos expondo pessoas alienadas aos riscos do banditismo. E sempre mentindo. Até quando isso seguirá? Só posso lamentar”, enfatizou.

Na avaliação do advogado, o uso seletivo de símbolos religiosos e de explicações místicas serve para encobrir práticas políticas irresponsáveis e para manter uma base de apoiadores em permanente estado de alienação. Ele sustenta que essa dinâmica contribui para a normalização da desinformação e para a banalização de situações que envolvem risco à integridade das pessoas.

Fonte: Brasil 247

Flopou: depois de 240 km, caminhada de Nikolas termina esvaziada em Brasília

 A caminhada organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL) chegou ao fim neste domingo (25), em Brasília, com adesão abaixo da expectativa alimentada por aliados e por perfis bolsonaristas nas redes sociais. Apesar do discurso de mobilização nacional, o ato final reuniu um público reduzido e não produziu impacto relevante na capital federal. São, nas palavras da CNN, “centenas de apoiadores”.

O grupo percorreu os últimos quilômetros entre o Park Way e a Praça do Cruzeiro, encerrando um trajeto iniciado em Paracatu (MG), apresentado pelos organizadores como uma demonstração de força popular. Na prática, porém, a mobilização não ocupou áreas centrais de Brasília nem provocou alterações significativas na rotina da cidade.

Durante entrevistas, Nikolas tentou atribuir peso político ao ato ao mencionar denúncias contra autoridades e escândalos financeiros, como o caso do Banco Master e supostas fraudes no INSS. As falas, no entanto, repetiram discursos recorrentes do bolsonarismo e não trouxeram fatos novos, limitando a repercussão ao próprio círculo de apoiadores.

Os manifestantes a caminho da Praça do Cruzeiro. Foto: Poder 360

O deputado também chamou atenção ao usar um colete à prova de balas, afirmando que a medida teria sido adotada por orientação da segurança institucional diante de ameaças. O gesto acabou assumindo caráter simbólico e reforçou a leitura de que a caminhada teve forte apelo performático, sem correspondência em mobilização concreta.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro esteve presente no encerramento da caminhada. Em vídeo compartilhado nas redes sociais, ela chamou Nikolas de “nosso líder” e pediu que os participantes seguissem suas orientações. Nos bastidores, a declaração gerou desconforto no núcleo familiar do ex-presidente, especialmente entre seus filhos, que viram o gesto como uma sinalização de deslocamento de protagonismo dentro do bolsonarismo.

Mesmo em férias, MP Militar avança para expulsar Bolsonaro das Forças Armadas

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Sergio Lima/AFP
O Ministério Público Militar trabalha durante o recesso do Judiciário para concluir, nos próximos dias, pedidos de expulsão das Forças Armadas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de generais condenados pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento na trama golpista. As representações devem ser encaminhadas de forma conjunta ao Superior Tribunal Militar, segundo apurações em Brasília. As informações são do Estadão.

O procurador-geral da Justiça Militar, Clauro de Bortolli, mantém equipes em trabalho remoto e presencial para finalizar as peças, mesmo em um período tradicionalmente esvaziado nos tribunais superiores. A expectativa é que os pedidos cheguem ao STM na próxima semana, dando início ao trâmite que avaliará se os condenados mantêm “idoneidade e dignidade” para permanecer nas fileiras militares.

O Procurador-geral de Justiça Militar, Clauro Roberto de Bortolli. Foto: MPM/Divulgação
Caso os pedidos sejam recebidos, o STM não reavaliará o mérito das condenações, já encerradas no Supremo. A Corte militar analisará apenas as consequências administrativas das sentenças, como a eventual perda de posto e patente. Entre os condenados estão Bolsonaro, capitão reformado do Exército, e oficiais-generais da reserva que integraram o núcleo central do plano de ruptura democrática.

Além do ex-presidente, foram condenados o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; os generais Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministros da Defesa; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional. Desses, Heleno é o único que atualmente cumpre pena em regime domiciliar humanitário.

No STM, cada representação será distribuída por sorteio a um relator e a um revisor, sem prazo definido para apresentação de votos. Durante o julgamento em plenário, qualquer ministro poderá pedir vista, o que pode adiar a decisão. Pela tradição da Corte, a presidente do tribunal não vota, exceto em caso de empate, quando o voto de desempate favorece o réu.

Os julgamentos serão inéditos na história do STM, que nunca analisou pedidos de perda de patente por crimes contra a democracia nem expulsou generais condenados. Levantamento recente indica que, nos últimos anos, a Corte acolheu 93% das solicitações do Ministério Público Militar para expulsar militares condenados, sobretudo em casos de corrupção, peculato e estelionato.

Fonte: DCM com informações do Estadão

Crianças desaparecidas no Bacabal podem estar em São Paulo, diz polícia

Ágatha Isabelly e Allan Michael. Foto: Divulgação

A Polícia Civil de São Paulo apura uma denúncia que aponta o possível paradeiro de duas crianças desaparecidas no Maranhão. Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, teriam sido vistos na tarde de sábado (24) em um hotel localizado no bairro da República, na região central da capital paulista.

Os irmãos desapareceram no início deste mês após saírem para brincar em Bacabal, município do interior do Maranhão. Desde então, o caso mobiliza autoridades locais e familiares, que buscam informações sobre o trajeto e eventuais deslocamentos das crianças para fora do estado.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a Polícia Civil do Maranhão já foi comunicada sobre o relato. A apuração segue em andamento para verificar a veracidade da denúncia e confirmar se as crianças vistas no hotel são, de fato, Ágatha e Allan.

Fonte: DCM

Com camisa de Israel, Michelle chama Nikolas de “nosso líder”

Michelle Bolsonaro apoia caminhada do deputado Nikolas Ferreira e pede que apoiadores sigam sua liderança em ato contra decisões do STF

     Com camisa de Israel, Michelle chama Nikolas de “nosso líder” (Foto: Reprodução )

Vestindo uma camisa com a bandeira de Israel, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou apoio público ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) durante a manifestação realizada neste domingo (25), em Brasília, que marcou o encerramento da caminhada iniciada em Minas Gerais. Em fala direcionada aos apoiadores, Michelle pediu que o público seguisse as orientações do parlamentar mineiro, a quem se referiu como “nosso líder”.

“É um evento pacífico, ordeiro. Um evento conduzido por Deus. Então, por favor, sigam as orientações do nosso líder, o Nikolas. Quando vocês chegarem ali, depois cada um para a sua casa. Nós estamos aqui lutando pela libertação da nossa nação”, afirmou Michelle Bolsonaro, ao reforçar o caráter religioso e político do ato.

A manifestação encerrou a caminhada organizada por Nikolas Ferreira, que começou na última segunda-feira (19), no município de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais. O grupo liderado pelo deputado chegou ao Distrito Federal na noite de sábado (24), após percorrer cerca de 240 quilômetros. A concentração final ocorreu na Praça do Cruzeiro, na zona cívico-administrativa da capital federal, onde estavam previstos discursos de lideranças da oposição.

As informações foram divulgadas inicialmente por veículos da imprensa nacional que acompanharam o ato e a chegada dos manifestantes a Brasília, além de declarações concedidas pelo próprio parlamentar a jornalistas ao longo da manhã deste domingo.

O ato teve como principal bandeira o apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e críticas às condenações relacionadas aos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram depredadas. Os manifestantes também protestaram contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo os réus dos atos antidemocráticos.

Em conversa com jornalistas, Nikolas Ferreira afirmou que a mobilização já havia atingido seu propósito antes mesmo do encerramento formal da caminhada. “O objetivo foi alcançado antes mesmo do ato final, que é despertar as pessoas, abrir seus olhos para o que está acontecendo... escândalo do Banco Master, contratos milionários com esposas de ministros, como a do Alexandre de Moraes... temos escândalo do INSS, mesadinha para filho de Lula, impostos em cima das pessoas”, declarou o deputado, listando temas que, segundo ele, motivaram a mobilização.

Nos últimos dias da caminhada, Nikolas passou a utilizar um colete à prova de balas. De acordo com a assessoria do parlamentar, a medida foi adotada de forma preventiva após ameaças recentes. A origem e a autoria dessas supostas ameaças não foram divulgadas, e o deputado não entrou em detalhes sobre o teor das mensagens recebidas.

A caminhada teve início em Paracatu e ganhou visibilidade nas redes sociais, o que resultou na adesão de outros parlamentares, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e eleitores do deputado mineiro. Segundo Nikolas, o gesto simbólico buscou pressionar o Judiciário e chamar atenção para o que ele considera excessos nas decisões do STF, especialmente nos processos relacionados aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

O parlamentar também tem reiterado críticas à condenação de Jair Bolsonaro, que, segundo o próprio deputado, teria ocorrido por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022. O ex-presidente está preso no Complexo da Papuda, em Brasília, conforme mencionado pelo próprio Nikolas em declarações públicas anteriores.

Na véspera da manifestação, o Palácio do Planalto instalou grades de proteção ao redor da sede do Executivo. Segundo o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a medida foi adotada “em virtude da possibilidade de manifestações programadas em locais próximos à instalação presidencial”, como forma de reforçar a segurança no fim de semana do ato.

A presença de Michelle Bolsonaro e o tom religioso de sua fala reforçaram o caráter político e simbólico da manifestação, que reuniu apoiadores do ex-presidente e aliados do deputado Nikolas Ferreira em mais um capítulo da mobilização da oposição contra o Supremo Tribunal Federal e o governo federal.

Fonte: Brasil 247

Sob chuva forte, raio atinge ato de Nikolas em Brasília e deixa pelo menos 34 feridos

Manifestantes da marcha golpista de Nikolas atingidos pelo raio sendo socorridos pelo SAMU. Reprodução

Um raio atingiu um poste de iluminação durante a manifestação organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira, na Praça do Cruzeiro, em Brasília, neste domingo (25), deixando 34 pessoas feridas, segundo o Corpo de Bombeiros.

O ato ocorria sob chuva intensa quando a descarga atmosférica provocou choques elétricos em participantes que estavam próximos à estrutura atingida. Segundo relatos de equipes de resgate, várias vítimas sofreram descargas elétricas e precisaram de atendimento imediato.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e enviou diversas ambulâncias ao local. Macas chegaram em sequência, enquanto bombeiros relataram dificuldade para acomodar todos os feridos, alguns deles desacordados.

Diante do risco, a organização do ato determinou a retirada imediata do sistema de som e de guindastes que sustentavam bandeiras do Brasil. A medida foi adotada como forma de reduzir novos acidentes durante o temporal que atingia a região central da capital federal no momento da manifestação.


A concentração fazia parte da chamada “caminhada” convocada por Nikolas Ferreira, anunciada pelo parlamentar no dia 19 de janeiro. A iniciativa foi apresentada como um protesto contra decisões judiciais e políticas que ele considera injustas, incluindo a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

O deputado classificou a mobilização como um gesto simbólico para “trazer luz” às pautas defendidas pelo grupo e, segundo ele, estimular novamente o engajamento político de seus apoiadores. A marcha teve início em Paracatu, no noroeste de Minas Gerais, e seguiu em direção a Brasília ao longo de cerca de 240 quilômetros.

A caminhada chegou ao sétimo dia neste fim de semana em meio a alertas da Polícia Rodoviária Federal. A corporação informou ter notificado formalmente o gabinete do deputado sobre riscos operacionais identificados na BR-040, rodovia utilizada durante o trajeto, destacando a responsabilidade do parlamentar como organizador do ato.

Em nota, a PRF afirmou que o ofício enviado “destaca a necessidade de adoção de ações para mitigação de riscos à segurança”. A assessoria de Nikolas respondeu que recebeu um e-mail no qual o órgão “se colocou à disposição para atuar, caso necessário, com foco na segurança dos participantes”, e declarou manter contato com autoridades do Distrito Federal.

Além dos riscos elétricos e do tráfego rodoviário, participantes relataram uma série de ferimentos ao longo da caminhada. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram pés inchados, bolhas, cortes e pessoas recebendo atendimento improvisado. O próprio Nikolas exibiu lesões nos pés após mais de 140 quilômetros percorridos.

Outros parlamentares que aderiram à marcha também relataram problemas físicos. O vereador paulistano Fernando Holiday afirmou ter lesionado o joelho e procurado atendimento médico. Deputados como Gustavo Gayer e André Fernandes relataram ferimentos nos pés e a necessidade de interromper temporariamente o percurso.

A mobilização também virou alvo de críticas e ironias de parlamentares alinhados ao presidente Lula. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, classificou a marcha como uma encenação e afirmou que pediu à PRF a interrupção do ato. Outros políticos da base governista usaram as redes sociais para criticar o protesto e seus objetivos.

Confira os vídeos:



Fonte: DCM

Lula anuncia isenção de vistos a cidadãos chineses

Segundo a declaração do Palácio do Planalto, o objetivo é facilitar o intercâmbio de pessoas entre o país asiático

CGTN – O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nesta sexta-feira (23) que o país implementará a política de isenção de vistos a algumas categorias de curta duração para cidadãos chineses, em reciprocidade à medida de isenção de vistos adotada pela China desde 2025 para cidadãos brasileiros. A data da implemantação da política ainda será divulgada.

Segundo a declaração do Palácio do Planalto, o objetivo é facilitar o intercâmbio de pessoas entre o país asiático e outras regiões, no contexto de aproximação da China com a América Latina e outros blocos.

Fonte: CMG

STF é acionado contra lei de governador bolsonarista que proíbe cotas raciais em SC


Sessão Plenária do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

O Supremo Tribunal Federal foi acionado neste sábado (24) contra a Lei nº 19.722/2026, de Santa Catarina, que proíbe cotas raciais e outras ações afirmativas em instituições de ensino superior públicas ou financiadas com recursos públicos. A Ação Direta de Inconstitucionalidade foi apresentada pelo PSOL, pela União Nacional dos Estudantes e pela Educafro. As informações são do Globo.

Sancionada na quinta-feira pelo governador bolsonarista Jorginho Mello (PL), a norma veta políticas de reserva de vagas baseadas em critérios étnico-raciais. Permanecem autorizadas apenas exceções para pessoas com deficiência, critérios exclusivamente socioeconômicos e estudantes oriundos da rede pública estadual. A lei estabelece ainda multas, cancelamento de certames e corte de repasses públicos em caso de descumprimento.

Na ação, os autores pedem medida cautelar urgente para suspender os efeitos da lei. Sustentam que a proibição viola a Constituição ao afrontar o direito à educação, o princípio da igualdade material, a autonomia universitária e o repúdio ao racismo, além de representar retrocesso social frente a políticas afirmativas já consolidadas no país.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A petição também aponta que o STF possui precedentes que reconhecem a constitucionalidade das cotas raciais no ensino superior, com base na promoção da igualdade e na correção de desigualdades históricas. Segundo os autores, a lei catarinense contraria essa jurisprudência ao impor vedação ampla e genérica às ações afirmativas.

O relator do caso deverá abrir prazo para manifestação do governo de Santa Catarina e da Procuradoria-Geral da República antes da análise do pedido liminar. A tramitação seguirá o rito das ações de controle concentrado de constitucionalidade.

Dados anexados ao processo indicam que políticas afirmativas ampliaram o acesso de estudantes negros às universidades catarinenses sem prejuízo ao desempenho acadêmico. Caberá agora ao STF decidir, primeiro, sobre a suspensão imediata da lei e, no mérito, sobre sua compatibilidade com a Constituição.

Fonte: DCM com informações do jornal O Globo