sábado, 17 de janeiro de 2026

Líder do MBL joga sal grosso em réplica da casa de Lula: “Para não nascer outro”

 

Renan Santos joga sal grosso em réplica da casa em que Lula viveu na infância. Foto: Reprodução/Redes sociais
O fundador do MBL e pré-candidato à Presidência, Renan Santos, divulgou nas redes sociais um vídeo asqueroso em que espalha sal grosso na réplica da casa onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viveu na infância, em Caetés, no Agreste de Pernambuco. A gravação foi publicada nos perfis do grupo de extrema-direita.

No vídeo, Santos diz ter levado o sal ao local “para que nunca mais outro Lula possa nascer no Brasil”. A declaração, marcada por ódio político explícito, é feita diante da construção que reproduz a moradia onde o presidente viveu até os 4 anos de idade, antes de migrar com a família para o Sudeste.

Na tentativa de dar verniz histórico ao gesto, o pré-candidato pelo Missão à Presidência da República, ligado ao Movimento Brasil Livre, recorre a uma analogia com o Império Romano. Segundo ele, após derrotarem Cartago, os romanos teriam lançado sal sobre a terra para impedir que algo voltasse a nascer.


A réplica da casa foi construída próxima ao local da residência original e integra um espaço de memória ligado à trajetória do presidente. Luiz Inácio Lula da Silva visitou o imóvel em julho de 2022, durante a campanha eleitoral que antecedeu sua eleição para o terceiro mandato.

Na pesquisa Genial/Quaest mais recente, divulgada nesta semana, Renan Santos aparece com intenção de voto entre 1% e 4%, a depender do cenário de primeiro turno testado. No mesmo levantamento, Lula lidera todos os cenários e venceria os adversários no segundo turno, com vantagem que varia de 5 a 20 pontos percentuais.

Fonte: DCM

UE-Mercosul assinam acordo histórico neste sábado após 25 anos

 

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e Lula. Foto: Ricardo Stuckert
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assina neste sábado (27) o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, encerrando uma negociação que se arrasta há mais de 25 anos. O tratado cria a maior área de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto combinado superior a US$ 22 trilhões.

A assinatura ocorre no Paraguai, país que ocupa atualmente a presidência rotativa do bloco sul-americano, após os 27 países da União Europeia darem aval político ao texto na semana passada.

Apesar da formalização, o acordo ainda não entra em vigor de imediato. Antes disso, será submetido a uma revisão jurídica detalhada e à tradução para todas as línguas oficiais dos países envolvidos, o que deve levar pelo menos um ano até que produza efeitos concretos.

No Brasil, o governo avalia que o tratado trará impactos positivos amplos. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que a abertura comercial tende a beneficiar diferentes setores da economia. “Esse acordo vai trazer mais emprego, mais renda, fortalecer o agronegócio, a indústria e, consequentemente, também os serviços”, disse durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC.

Do ponto de vista europeu, a expectativa é de uma redução tarifária sem precedentes. Projeções indicam que cerca de 4 bilhões de euros em impostos sobre exportações deixarão de ser cobrados. Hoje, produtos europeus enfrentam tarifas elevadas no Mercosul, como 35% para autopeças, 28% para laticínios e 27% para vinhos.

Representantes do Mercosul com Ursula von de Leyen. Foto: Ricardo Stuckert

Apesar do entusiasmo oficial, o acordo provoca reações divergentes. No Brasil, representantes da indústria de transformação alertam para riscos à competitividade. A Abimaq defende que o país enfrente entraves estruturais, como juros elevados e carga tributária complexa, para aproveitar os benefícios do tratado.

“Se, por um lado, é bom para o consumidor final, porque os produtos ficarão mais baratos, e para o agronegócio, porque o agro brasileiro tem uma competitividade melhor, esse acordo é um risco para a indústria de transformação”, disse José Velloso, presidente executivo da entidade, em entrevista ao Uol.

Na Europa, agricultores lideram protestos contra o tratado, especialmente na França. Nos últimos dias, tratores bloquearam vias em Paris, e toneladas de batatas foram despejadas em frente à Assembleia Nacional, em atos que expressam o temor de concorrência com produtos sul-americanos.

Para tentar conter resistências, a Comissão Europeia incluiu salvaguardas, como reforço nos controles de resíduos de pesticidas, criação de um fundo de crise e compromissos relacionados à importação de fertilizantes.

Após a assinatura política, o acordo ainda depende da aprovação do Parlamento Europeu, onde maioria simples dos 720 eurodeputados é necessária. Ao menos 150 parlamentares já sinalizaram resistência. “Mesmo após a assinatura política, o Parlamento Europeu pode rejeitar o acordo, exigir mudanças ou atrasar sua aprovação”, afirma Benny Spiewak, especialista em direito internacional.

“A pressão política dos agricultores europeus, especialmente na França, influencia diretamente os eurodeputados e governos nacionais. Isso pode levar a exigências de salvaguardas maiores, atrasos ou até à rejeição do acordo no processo de ratificação”.

Fonte: DCM

Michelle exclui post sobre Papudinha após chamar presídio de ‘menos torturante’


    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Foto: Divulgação

Nesta sexta-feira (16), Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, publicou um texto nas redes sociais comentando a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, também conhecido como Papudinha.

Inicialmente, Michelle descreveu as novas condições de prisão do marido como “menos torturantes”, mas, uma hora depois, fez uma atualização, substituindo a expressão por “menos prejudiciais à saúde” do ex-presidente.

Além dessa alteração, Michelle também modificou outros trechos de sua postagem original. Ela excluiu um parágrafo em que afirmava que Bolsonaro “não cometeu crime algum” e que “está tudo errado desde o início”.

A ex-primeira-dama também retirou uma parte do texto onde destacava que “a certeza da injustiça permanece” e a menção à união familiar em torno de Bolsonaro, em que dizia: “Eu, minhas filhas e meus enteados – os filhos do meu amor – estamos unidos para cuidar do nosso líder, pai e esposo”.

Postagem exluida pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Foto: Reprodução

Apesar dessas mudanças, Michelle manteve a parte do texto onde reiterou seu compromisso em continuar lutando para levar o marido para casa. Ela também pediu aos seguidores para não a julgarem pessoalmente, escrevendo: “Àqueles que também amam e defendem o meu amor, o nosso líder, peço que não me levem ao tribunal do julgamento pessoal, que não se apressem em me julgar ou a criar rótulos de conotação política”.

Em um tom mais conciliador, Michelle também expressou sua gratidão aos esforços da Polícia Federal, agradecendo pelo apoio prestado a Bolsonaro durante seu tempo na Superintendência Regional da Polícia Federal. Na nova postagem, a esposa de Jair escreveu ainda que “no tempo oportuno, vocês irão compreender todas as coisas”.

Segundo relatos de aliados próximos a Bolsonaro, o ex-presidente avaliou positivamente a transferência para o presídio Papudinha, considerando a decisão como um “bom gesto”. Essa opinião foi compartilhada por interlocutores de Michelle, que conversaram com ela após a transferência, ocorrida na quinta-feira, 15.

Bolsonaro foi condenado em setembro a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

A transferência para o 19º Batalhão da PM foi uma medida após o período de custódia na Polícia Federal, com a ex-primeira-dama agradecendo aos cuidados da corporação durante sua detenção.

O post de Michelle, após as alterações:


 



Confira o texto de Michelle Bolsonaro no Instagram:


Sou esposa. Sou mãe. Sou mulher. Carrego a dor da minha filha, a dor do meu marido e a dor de todos que o amam. A minha própria dor eu preciso conter para conseguir continuar de pé, porque eu preciso resistir, preciso ser uma coluna, uma intercessora, para ajudar o meu marido a suportar os sofrimentos em cada um desses dias. O estado de saúde do meu marido, inclusive os riscos de queda, demandam que ele esteja em casa; sendo cuidado por nós, pela família. Ainda que hoje as instalações do complexo sejam menos prejudiciais à sua saúde e lhe tragam mais dignidade, continuaremos lutando para levá-lo para casa.

Sou uma mulher que ama, honra e defende os seus. Para mim, a família está acima de qualquer narrativa, acima de qualquer conveniência política. Aqueles que também amam e defendem o meu amor, o nosso líder, peço que não me levem ao tribunal do julgamento pessoal, que não se apressem em me julgar ou a criar rótulos de conotação política. Agimos sempre pedindo o discernimento de Deus. No tempo oportuno, vocês irão compreender todas as coisas. Confiem nele (Jair). Confiem em mim. Confiem em Deus! Foi com entrega, sofrimento e dor que ele governou e cuidou do nosso povo. Eu farei tudo e darei a minha vida pelo meu marido, porque ele entregou a vida dele pelos brasileiros e pelo Brasil.

“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” Gênesis 2:24 Que Deus nos ajude e nos conceda sabedoria e discernimento enfrentarmos as incompreensões, ofensas e os desafios que ainda virão. para as Que Deus toque os corações de todos aqueles que agora nos atacam, para que sejam capazes de compreender a verdade que lhes será revelada no tempo oportuno. Que Deus toque também todos aqueles que assumiram o compromisso de reportar a verdade para que a busquem de coração sincero e não sejam instrumentos para a propagação da mentira e do mal Michelle Bolsonaro

Fonte: DCM

Ex-dirigente afastada após prints contra Lula pode reassumir diretoria

Sabrina Góis é apontada como favorita para retornar à diretoria do Serviço Geológico do Brasil após afastamento da presidência interina

          Sabrina Góis, ex-presidente interina do Serviço Geológico do Brasil (Foto: Reprodução)

Após ser afastada do comando interino do Serviço Geológico do Brasil (SGB), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), Sabrina Góis voltou a figurar como o principal nome para reassumir a Diretoria de Infraestrutura Geocientífica (DIG). A função técnica já era exercida por ela de forma acumulada enquanto esteve à frente da presidência temporária da estatal.

A proposta de retorno de Sabrina à diretoria conta com respaldo dentro do MME, mas ainda depende de decisão do Conselho de Administração do SGB. Na sexta-feira (9), o colegiado optou por adiar a deliberação após um pedido de vistas. Conselheiros querem examinar com mais profundidade as circunstâncias que levaram à sua saída da presidência interina e os argumentos para seu reaproveitamento em um cargo de confiança.

O afastamento de Sabrina Góis ocorreu em 12 de novembro, após a circulação de prints de conversas privadas. Nas mensagens divulgadas, ela comemorava a prisão de Lula e aparecia em registros fotográficos ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A repercussão do conteúdo gerou desgaste político e levou à sua saída do comando da estatal.

Nos bastidores de Brasília, também são observadas as conexões políticas da ex-dirigente. Sabrina mantém parceria com Carlos Henrique Sobral, atual secretário de Infraestrutura do Ministério do Turismo, conhecido por sua proximidade com nomes como Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima. Essas relações ampliaram o nível de atenção sobre a eventual recondução da gestora.

Questionada sobre os novos desdobramentos, Sabrina Góis preferiu não se manifestar. Por meio de assessores, informou apenas que não comentaria o assunto neste momento.

Atualmente, o Serviço Geológico do Brasil está sob a gestão de Vilmar Simões, ligado a Inácio Cavalcanti Melo, ex-presidente do órgão e ex-cônjuge da senadora Eliziane Gama. Inácio deixou o cargo após denúncias que apontaram o uso irregular de recursos da estatal para despesas pessoais de dependentes, incluindo gastos com hospedagens e alimentação, o que colocou a gestão do SGB sob questionamentos.

Fonte: Brasil 247

Marinha propõe trabalho e estudos para almirante condenado por trama golpista


Documento enviado ao STF prevê atividades técnicas, estudos e leitura para possível remição de pena do ex-comandante da Marinha Almir Garnier

        Almir Garnier Santos (Foto: Ton Molina/STF)

A Marinha do Brasil encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um plano de trabalho para ser cumprido pelo almirante da reserva Almir Garnier, condenado a 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. A proposta prevê que o militar exerça atividades de caráter intelectual e técnico enquanto cumpre a pena em instalações da própria força, em Brasília. Segundo a CNN Brasil, o documento foi enviado ao STF nesta sexta-feira (16).

Garnier está preso desde novembro de 2025 na Estação de Rádio da Marinha, na capital federal, onde permanece sob custódia enquanto o plano aguarda análise do relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes.

☉ Plano depende de aval do STF

Segundo a Marinha, o plano só poderá ser colocado em prática após autorização do Supremo. Caso aprovado, Garnier passará a cumprir uma rotina de trabalho dentro da unidade de custódia, com atividades consideradas compatíveis com sua formação militar.

☉ Atividades técnicas e intelectuais

O documento encaminhado ao STF descreve uma série de tarefas analíticas e técnicas. Entre elas estão a avaliação de sistemas de comando e controle da Marinha, análises do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAZ), estudos técnicos sobre fragatas da Classe Tamandaré e avaliações de sistemas de simulação, sensores, armas e veículos não tripulados. O plano também inclui análises de projetos técnicos da Marinha e estudos sobre inteligência artificial aplicada a processos decisórios militares.

☉ Jornada de trabalho e restrições

As atividades seriam realizadas em uma sala administrativa dentro da unidade de custódia, com o uso de computador sem acesso à internet. O plano prevê a possibilidade de participação em videoconferências, desde que sem acesso a navegadores abertos. A jornada de trabalho proposta varia de seis a oito horas por dia, de segunda a sábado, com expediente entre 8h e 18h.

 Cursos e remição de pena

Além das atividades laborais, a Marinha informou que já dispõe dos meios necessários para que Garnier possa iniciar cursos técnicos ou profissionalizantes. O plano também prevê acesso a livros para participação no programa de remição de pena por leitura, conforme estabelece a Lei de Execuções Penais. Se autorizado pelo STF, o desempenho do almirante será avaliado com base em relatórios e materiais produzidos, que poderão ser utilizados para validar eventual remição da pena.

☉ Condenação por tentativa de golpe

De acordo com o Supremo Tribunal Federal, Almir Garnier foi o único comandante das Forças Armadas a aderir explicitamente ao plano golpista liderado por Jair Bolsonaro (PL). As provas reunidas durante a fase de instrução penal indicam que o então comandante da Marinha teria colocado tropas da força à disposição do então presidente, em um contexto de tentativa de ruptura da ordem democrática por meio de um golpe de Estado.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Moraes se declara impedido e envia pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro para Gilmar Mendes

Ministro se declarou impedido durante recesso e remeteu autos ao decano do STF
         O ministro Alexandre de Moraes (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu encaminhar ao decano da Corte, Gilmar Mendes, um pedido de prisão domiciliar apresentado em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao analisar o habeas corpus, Moraes afirmou não poder decidir sobre o mérito da solicitação em razão do período de recesso do Judiciário. No documento, segundo o SBT News, Moraes explica que está excluído da distribuição de processos entre os dias 12 e 31 de janeiro, intervalo correspondente à segunda metade do recesso judiciário, período em que atua na condição de presidente do STF.

☉ Moraes aponta impedimento durante recesso do STF

No texto, Moraes destaca que o habeas corpus o aponta como autoridade coatora, expressão jurídica utilizada para indicar o agente público que teria praticado ou determinado ato considerado ilegal contra a liberdade de locomoção. Diante disso, o ministro avaliou que não poderia apreciar o pedido.

“Uma vez que a autoridade apontada como coatora no presente Habeas Corpus é o próprio Ministro responsável pela análise das urgências no período, inviável a apreciação dos pedidos formulados por esta Vice-Presidência”, afirmou Moraes no despacho.

☉ Defesa pede avaliação médica e regime domiciliar

O habeas corpus foi apresentado pelo advogado Paulo Emendabili Souza Barros de Carvalhosa. No pedido, a defesa solicita que sejam verificadas as condições de atendimento médico no local onde Jair Bolsonaro se encontra custodiado, além de requerer o cumprimento da pena em regime domiciliar.

o concluir a decisão, Alexandre de Moraes citou o regimento interno do Supremo para justificar o envio do processo ao decano da Corte. “Nos termos do § único do artigo 13 do Regimento Interno (O Presidente poderá delegar a outro Ministro o exercício da faculdade prevista no inciso VIII), DETERMINO a remessa dos autos ao Decano desta CORTE, Min. GILMAR MENDES”, escreveu.

☉ Pedido e redistribuição no STF

O habeas corpus foi impetrado pelo advogado Paulo Emendabili Souza Barros de Carvalhosa, que não integra a defesa oficial de Bolsonaro. No pedido, o autor solicita duas providências principais: que o Conselho Federal de Medicina (CFM) avalie se o local de custódia do ex-presidente oferece condições adequadas para atendimento médico contínuo, com equipes de saúde preparadas e multidisciplinares, e que seja analisada a possibilidade de cumprimento de eventual pena em regime domiciliar.

Inicialmente, segundo o Metrópoles, a ação havia sido distribuída à ministra Cármen Lúcia, por prevenção, conforme o Regimento Interno do STF e resolução da própria Corte. A prevenção ocorre quando um ministro já atuou em processos relacionados ao mesmo tema, passando a ser o relator responsável.

☉ Transferência para a Papudinha

Na quinta-feira (15), Jair Bolsonaro deixou a Superintendência da Polícia Federal e foi transferido para a chamada Papudinha, uma Sala de Estado-Maior localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar, anexa ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A transferência foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Na decisão, Moraes fixou condições específicas para a custódia do ex-presidente. Entre elas estão assistência médica integral por médicos particulares previamente cadastrados, disponível 24 horas por dia, e deslocamento imediato para hospitais em casos de urgência, com comunicação ao STF em até 24 horas.

☉ Condições de custódia e estrutura da unidade

Também foram autorizadas sessões de fisioterapia com profissionais cadastrados, alimentação especial diária entregue por pessoa indicada pela defesa, atendimento médico em regime de plantão pelo sistema penitenciário, visitas semanais da esposa e dos filhos, além de assistência religiosa com dois líderes indicados. O ex-presidente pode realizar leituras e instalar barras de apoio na cama e aparelhos de fisioterapia, como esteira e bicicleta. O pedido para acesso a uma smart TV foi rejeitado.

A Papudinha está localizada no Jardim Botânico, a poucos metros das unidades da Papuda destinadas a presos comuns. O espaço tem capacidade para até 60 detentos e conta com oito celas em formato de alojamentos coletivos, equipadas com banheiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala. As instalações passaram por reforma em 2020.

☉ Fiscalização e perfil dos custodiados

Os custodiados podem receber itens de higiene, limpeza, roupas e enxoval, conforme regras da administração penitenciária. A unidade dispõe ainda de sala exclusiva para atendimento de advogados, consultório médico com atendimentos semanais e áreas para prática esportiva, incluindo pista de caminhada.

O Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM), onde fica a Papudinha, é destinado a militares estaduais, militares aguardando possível perda do cargo e civis com direito à sala de Estado-Maior, como advogados inscritos na OAB e determinadas autoridades. A fiscalização do local é realizada pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, responsável por acompanhar o cumprimento de penas e medidas de segurança.

Fonte: Brasil 247 com informações do SBT News e Metrópoles

Líder do PL formalizou venda de imóvel após ação da PF que apreendeu R$ 430 mil em espécie

Transação foi formalizada 11 dias após a operação policial que apreendeu o dinheiro no apartamento funcional do deputado Sóstenes Cavalcante

        Sóstenes Cavalcante (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados | Divulgação/PF)

A transação imobiliária apresentada pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados, como justificativa para os R$ 430 mil apreendidos em sua residência, em Brasília, só foi formalizada em cartório quase duas semanas após a ação da Polícia Federal. Segundo a Folha de São Paulo, o documento referente à escritura de venda do imóvel localizado em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, foi assinado em 30 de dezembro, 11 dias depois de a Polícia Federal (PF) apreender o dinheiro, em 19 de dezembro, durante o cumprimento de mandado de busca.

⊛ Escritura foi assinada após apreensão de dinheiro

Segundo o deputado, o dinheiro em espécie teria origem na venda da casa em Minas Gerais. Ele afirmou que manteve os valores guardados em casa por falta de tempo para realizar o depósito bancário. A apreensão ocorreu no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de desvio de recursos públicos vinculados às cotas parlamentares.

Sóstenes declarou que a negociação do imóvel foi concluída em 24 de novembro, quando um contrato particular foi assinado entre ele e o comprador. De acordo com o parlamentar, o documento previa que a escritura definitiva seria lavrada até o fim do ano.

A escritura assinada em 30 de dezembro faz referência ao contrato mencionado pelo deputado, mas não relaciona esse documento entre os papéis apresentados ao tabelião no momento do registro. Sóstenes disse que irá apresentar o contrato em sua defesa ao ministro Flávio Dino, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

⊛ Venda em dinheiro vivo e exceções no cartório

O documento registra exceções pouco comuns em transações imobiliárias. O imposto de transmissão não foi recolhido antes da lavratura da escritura, e o comprador dispensou a apresentação de certidão fiscal municipal do imóvel, além de certidões cíveis e criminais do deputado no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O comprador foi o advogado Thiago de Paula, que atua em Ituiutaba, Uberlândia e Barueri. O imóvel foi vendido por R$ 500 mil, valor pago integralmente em dinheiro vivo, conforme a escritura. Procurado pela reportagem, ele não respondeu.

A venda representou uma valorização de 78% em relação ao valor registrado na aquisição do imóvel pelo deputado, em fevereiro de 2023. À época, a escritura apontava o preço de R$ 280 mil. Sóstenes afirma que pagou R$ 310 mil, incluindo R$ 30 mil de comissão ao corretor, e atribui a valorização à reforma realizada no imóvel.

“Eu conheço em Ituiutaba muitos advogados que até os honorários eles pegam em cash, no caixa. No interior, é uma transação muito comum, até porque eles querem desconto, pagar mais barato porque vão pagar em dinheiro, à vista. É uma operação mais comum do que muita gente pensa. Não é comum em grandes cidades, até por causa do risco de assalto. Então, não me levantou nenhum problema porque não tinha nada de ilegal”, disse Sóstenes.

⊛ Investigação apura suspeitas sobre cota parlamentar

Antes de adquirir o imóvel, ao registrar sua candidatura à Justiça Eleitoral em 2022, Sóstenes declarou patrimônio de R$ 4.926,76, mantido em conta bancária. Ele afirma que recorreu a um empréstimo consignado para comprar a casa em Ituiutaba, cidade onde viveu por cerca de dez anos e onde sua esposa tem familiares. “Eu tinha comprado a casa como uma oportunidade de negócio, para ajudar um familiar, que se mudou para Uberlândia.
Na mudança, eu decidi vender o imóvel”, disse o deputado.

A operação da PF teve como objetivo aprofundar investigações sobre suspeitas de desvios de recursos públicos ligados à cota parlamentar, valor mensal destinado ao custeio de despesas do mandato. Segundo a corporação, há indícios de que uma empresa de locação de veículos contratada por parlamentares teria continuado a receber recursos mesmo após ter sido dissolvida de forma irregular.

Além de Sóstenes Cavalcante, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de mandados de busca e apreensão. Ambos negam as suspeitas.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Ursula von der Leyen exalta "liderança" de Lula antes de assinar acordo UE-Mercosul

Presidente da Comissão Europeia destacou valores democráticos e papel decisivo de Lula na conclusão do acordo

Presidente Lula durante reunião com a presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Palácio do Itamaraty (Foto: Ricardo Stuckert)


A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, exaltou a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) horas antes da assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, que será assinado neste sábado em Assunção, no Paraguai.

"Meu caro presidente Lula, o senhor é realmente um líder comprometido com valores que são muito importantes para nós: democracia, uma ordem internacional com base em regras e respeito ao nosso planeta, respeito às comunidades e respeito às comunidades e nações soberanas. É este tipo de líder que precisamos hoje", disse.

"Amanhã assinaremos o acordo com o Mercosul. Mas, antes disso, é importante para mim me reunir com o senhor, presidente Lula. Por mais de duas décadas, inúmeros negociadores e seus líderes trabalharam neste acordo com o Mercosul, que levou 25 anos para ser concluído. Agora ele foi concluído e é a conquista de uma geração inteira. Mas a liderança política, o compromisso pessoal e a paixão que o senhor demonstrou nos últimos meses são enormes", ressaltou Von der Leyen em seu discurso.

"O acordo UE-Mercosul tem uma mensagem forte que diz: sejam bem-vindos ao maior mercado do mundo e à maior área de livre comércio do mundo", destacou.

"O comércio internacional não é jogo de soma zero. Pois concordamos que todo mundo deve se beneficiar com novos empregos e maiores oportunidades para o setor empresarial dos dois lados", completou mais à frente.

Fonte: Brasil 247

Irmã do prefeito Ricardo Nunes é colocada em liberdade após audiência de custódia

Janaina Reis Miron tinha mandados por embriaguez ao volante, desacato e lesão corporal. Prisão ocorreu após identificação pelo sistema Smart Sampa

   Ricardo Nunes (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)

A advogada Janaina Reis Miron, irmã do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), foi liberada da prisão após passar por audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (16), no Fórum da Barra Funda. Ela havia sido detida por policiais militares em razão de mandados de prisão expedidos pela Justiça, relacionados a condenações em processos distintos. Janaina tinha ordens de prisão em aberto por crimes de embriaguez ao volante, desacato e lesão corporal, após deixar de cumprir determinações judiciais impostas em sentenças anteriores. As informações são do G1.

⊛ Prisão e audiência de custódia

De acordo com a defesa, em declaração à TV Globo, Janaina não compareceu a audiências e apresentações periódicas exigidas pela Justiça, o que levou à expedição dos mandados de prisão. Como ela não possui advogado constituído, um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a acompanhou durante a audiência de custódia.

Segundo advogados da OAB, a prisão ocorreu quando Janaina estava em uma unidade de saúde, onde buscava medicamentos para o tratamento do alcoolismo e para a preparação de uma cirurgia de transplante em razão de cirrose. Ainda conforme os representantes da entidade, o delegado responsável informou que ela é dependente química e está em tratamento.

A família da advogada afirmou que não mantém contato com ela há mais de 15 anos e que não irá se manifestar sobre o caso. De acordo com apuração da TV Globo, a mãe de Janaina e do prefeito é responsável pela criação de um dos três filhos da advogada, enquanto os outros dois vivem com o pai.

⊛ Mandados judiciais em aberto

Após ser detida, Janaina foi levada ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito e, em seguida, encaminhada ao 20º Distrito Policial, onde permaneceu custodiada até a audiência. Em um dos processos, ela havia sido condenada em 2022 por embriaguez ao volante e desacato, com a determinação de comparecimento mensal ao fórum por oito meses como parte da pena.

Segundo representantes da OAB, Janaina relatou que deixou de cumprir a obrigação porque não foi informada pelo advogado sobre as datas em que deveria se apresentar à Justiça.

⊛ Casos que levaram às condenações

Os mandados de prisão referem-se a dois processos. O primeiro ocorreu em outubro de 2022, em uma rodovia de Botucatu, no interior de São Paulo. Policiais militares relataram que o veículo dirigido por Janaina estava “ziguezagueando” pela pista. Segundo os agentes, ela apresentava sinais de embriaguez, não portava documentos, estava com o licenciamento vencido e a habilitação fora do prazo de validade. Ao ser informada de que seria levada ao distrito policial, ela teria desacatado os policiais, feito ameaças e se recusado a realizar o teste do bafômetro. A condenação foi registrada em julho de 2025.

O segundo processo diz respeito a um caso de lesão corporal ocorrido em novembro de 2014 contra o próprio filho. A denúncia afirma que Janaina agrediu a criança com mordidas, puxões de cabelo, batidas da cabeça contra a parede e arremesso de objetos. As lesões foram comprovadas por exame de corpo de delito, e a condenação ocorreu em abril de 2024.

⊛ Identificação pelo sistema Smart Sampa

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que a prisão foi realizada com base em mandados judiciais, obedecendo ao rigor da lei, e seguiu os critérios de identificação do programa Smart Sampa. Janaina foi localizada por meio do sistema de reconhecimento facial da prefeitura, lançado em 2024 e considerado uma das principais iniciativas da gestão municipal.

O Smart Sampa conta com mais de 30 mil câmeras espalhadas pela cidade e opera a partir de uma central de monitoramento que integra órgãos como a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a SPTrans, a Guarda Civil Metropolitana e as polícias Civil e Militar.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

VÍDEO – Lula alerta sobre fake news nas eleições e cita “bobagens” de Bolsonaro


O presidente Lula durante discurso em cerimônia sobre os 90 anos do salário mínimo no Rio de Janeiro. Foto: Ricardo Stuckert/PR

No evento de comemoração dos 90 anos do salário mínimo no Rio de Janeiro, o presidente Lula fez um alerta sobre os riscos das fake news nas eleições deste ano. Ele mencionou o uso das redes sociais e da Inteligência Artificial (IA) para disseminar desinformação, especialmente por influenciadores.

Ele apontou que enquanto professores e especialistas têm poucos seguidores, influenciadores que falam “bobagens” podem atingir milhões.

“Os caras que trabalham na internet têm 3 milhões de seguidores. Não conheço nenhum professor, nem ninguém que ensina uma coisa séria que tem 4 milhões. Mas se o cara fala bobagem pode até ter 20 milhões. O Bolsonaro tinha 30 milhões”, afirmou.

Lula também fez um apelo para que os eleitores estejam atentos nas eleições de outubro, pedindo que não se deixem manipular por algoritmos ou desinformação. “Nunca coloquem uma raposa no galinheiro de vocês”, acrescentou.


Durante seu discurso, ele ainda detonou as privatizações e defendeu as empresas públicas, citando a Casa da Moeda, que havia sido incluída no rol de privatizações propostas pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Lula afirmou que a moeda é um símbolo nacional e que o dinheiro de um país não deve ser produzido em outro país. Ele apontou que muita gente diz que o serviço público é um “desastre” e que privatização seria a melhor solução.

“Vira e mexe, as pessoas dizem ‘não, porque tem que fechar as empresas estatais’. ‘Custa muito os Correios, custa muito o Banco Central. Caixa Econômica custa muito, Petrobras custa muito’. Agora imagina se não fossem essas empresas, como seria o Brasil?”, disse o presidente.

Fonte: DCM

“A Papuda lhe espera”: web resgata VÍDEO de Bolsonaro após transferência


    Jair Bolsonaro, então deputado, em seu gabinete em 2017. Foto: Reprodução

Após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de transferir Jair Bolsonaro para o complexo penitenciário da “Papudinha”, opositores ressuscitaram um antigo meme de 2017, onde o então deputado faz uma piada sobre a penitenciária.

No vídeo, Bolsonaro ri enquanto diz “a Papuda lhe espera”, em seu antigo gabinete na Câmara dos Deputados, zombando de deputados do PT que estavam na chamada “Lista do Fachin”. Essa lista envolvia investigações sobre supostas propinas pagas pela empreiteira Odebrecht.

O “meme” foi resgatado por diversos usuários do X e petistas após a transferência de Bolsonaro. O deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA) e o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos compartilharam o vídeo em suas redes sociais.

Rubens, ao compartilhar o vídeo, fez questão de brincar: “Tem vídeos que envelhecem mal, né? O que acham?”.

A decisão de Moraes de transferir Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha, nesta quinta (15), foi motivada por questões de saúde e a necessidade de condições melhores para o ex-presidente cumprir sua pena.

Na Papudinha, Bolsonaro ficará em uma cela maior, com condições melhores, incluindo a possibilidade de realizar exercícios físicos, o que não era permitido na carceragem da PF.

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Fonte: DCM