sábado, 1 de novembro de 2025

Haddad determina que fundos revelem CPF de todos os cotistas

Medida da Receita Federal visa coibir pirâmides financeiras e aumentar transparência sobre operações suspeitas

          Fernando Haddad (Foto: Diogo Zacarias/MF)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta sexta-feira (31) uma nova determinação da Receita Federal que obriga todos os fundos de investimento a informarem o CPF de seus cotistas em casos de suspeita de pirâmide financeira. A medida, segundo o ministro, tem o objetivo de ampliar a capacidade de fiscalização sobre operações financeiras suspeitas e combater o uso de estruturas complexas de investimento para ocultar a verdadeira origem dos recursos.

As declarações foram dadas em coletiva de imprensa, conforme noticiou o Broadcast. Haddad explicou que há situações em que “um fundo controla outro fundo, que é cotista de outro fundo e que é cotista de outro”, criando uma cadeia de intermediações que dificulta a identificação dos verdadeiros detentores do capital. “Agora, todos os fundos vão ser obrigados a dizer, até o CPF, se houver um esquema de pirâmide. Fundo que controla fundo, que controla fundo — você vai ter que chegar no CPF da pessoa”, afirmou o ministro.

Haddad detalhou que a nova portaria elimina brechas usadas por criminosos financeiros para ocultar patrimônio. “A partir de agora, com a nova portaria da Receita Federal, não vai ter mais aquela história de ‘ah, o cotista desse fundo é um outro fundo’”, disse. Segundo ele, a medida permitirá ao Fisco identificar “quem é o verdadeiro dono do dinheiro, se é um laranja, se é um residente ou não-residente”, ampliando o poder de fiscalização.

Durante a coletiva, o ministro também fez um apelo político ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), para que convença seu partido a apoiar na Câmara o Projeto de Lei Complementar (PLP) 164/2022. A proposta cria regimes especiais de tributação para contribuintes suspeitos de desequilíbrio comercial por meio de sonegação fiscal. “O governador parece estar mal informado, porque o devedor contumaz, o sonegador sistemático, é o crime organizado — não aquele contribuinte que deixa de pagar um ou outro imposto por falta de liquidez”, criticou.

Haddad também mencionou a Operação Carbono Oculto, realizada na Avenida Faria Lima, em São Paulo, como um caso emblemático de lavagem de dinheiro. “Vimos que pessoas que fazem as coisas licitamente acabam se misturando com pessoas que têm uma fachada bonita, mas por trás o que há é lavagem de dinheiro e crime organizado da pesada em todas as áreas”, declarou.

O ministro concluiu afirmando que o foco do governo é atingir o capital ilícito que circula por fundos de investimento, criptomoedas e estruturas offshore. “O capital está nesses fundos, está em criptos, está em fundo offshore. E é isso que nós estamos combatendo desde que chegamos: tributando offshore, dando transparência, regulamentando cripto e apostas, cobrando imposto, fazendo a pessoa botar o CPF pra gente saber quem é, impedindo laranja e dando segurança jurídica para a ação do Estado”, completou.

Fonte: Brasil 247

Presidente do STM reafirma defesa à democracia após sofrer ataques de colega de corte

Maria Elizabeth Rocha foi atacada por um próprio ministro do STM após participar de ato em homenagem a Vladimir Herzog

        A presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Rocha (Foto: José Cruz/Agência Brasi)

A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, reiterou sua defesa à democracia e cobrou a tolerância política a esse ponto de vista por parte daqueles que a criticaram pela participação no recente ato em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, morto pelo regime militar, realizado na Catedral da Sé, em São Paulo-SP.

“Não tenho nada a acrescentar sobre meu pronunciamento em São Paulo no último fim de semana. O que eu tinha a dizer sobre essa questão foi dito na Catedral da Sé. Numa democracia, que é o regime político que eu defendo, as dissidências e opiniões contrárias devem ser ouvidas e toleradas”, diz a nota da ministra-presidente do STM.

Em entrevista recente à jornalista Denise Assis (247), Rocha contou sobre sua participação no evento em memória de Herzog e o seu discurso, no qual pediu desculpas, em nome da instituição, pelo assassinato da ditadura militar. Assista:

Mais cedo, o ministro da Corte Militar Carlos Augusto Amaral Oliveira atacou Rocha pelo discurso no evento e, ao proferir seus ataques, divulgados pela mídia nesta sexta-feira (31), falou em "absurdo", referindo-se à fala da ministra no evento em São Paulo.

Fonte: Brasil 247

Aliados relatam Bolsonaro deprimido e sem esperança política

Em prisão domiciliar, ex-presidente demonstra pessimismo, fala em “milagre” e deposita única esperança em anistia que não avança no Congresso

         Jair Bolsonaro (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasi)

Aliados próximos que visitam Jair Bolsonaro em sua prisão domiciliar relatam um cenário de abatimento e desânimo. Segundo informações da coluna de Bela Megale, no jornal O Globo, o ex-presidente tem demonstrado um humor cada vez mais sombrio e uma visão pessimista sobre o próprio futuro político e judicial.

De acordo com os interlocutores, Bolsonaro está ciente de que uma eventual transferência para um regime fechado é uma possibilidade real e próxima. Nessas conversas, o capitão reformado tem dito que apenas um “milagre” poderia mudar seu destino. O tom de resignação tem sido recorrente, revelando a perda de confiança em uma saída jurídica ou política que o beneficie.

Um dos fatores que mais o afetam, relatam os visitantes, é o afastamento da cena política. Bolsonaro reconhece que se tornou, segundo suas próprias palavras, uma “carta fora do baralho”. O isolamento o incomoda profundamente, e a única esperança que ainda alimenta é a possibilidade de uma anistia — proposta que está parada no Congresso Nacional, sem perspectiva de avanço.

Nesta semana, ao ser questionado por um aliado se ainda haveria um caminho para sua reabilitação política, Bolsonaro foi direto: citou novamente a anistia como sua última aposta. A estagnação do tema, porém, é conhecida entre seus correligionários, que evitam transmitir a má notícia para não agravar o quadro emocional do ex-presidente.

Diante desse impasse, parte dos aliados mais próximos tenta convencê-lo a “virar a página” e construir um novo projeto de vida fora da política. O esforço, entretanto, tem encontrado resistência. Bolsonaro, segundo pessoas próximas, reage mal à ideia e insiste que o que mais o frustra é estar “neutralizado” e sem capacidade de articulação política.

Além das questões emocionais, a saúde do ex-presidente também preocupa. Em algumas das visitas, ele foi descrito como sonolento e apático — efeito colateral de medicamentos que tem tomado para controlar crises de soluço. A combinação de fatores físicos e psicológicos reforça, segundo aliados, o quadro de fragilidade do ex-presidente, que vive um dos momentos mais delicados desde que deixou o Palácio do Planalto.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Câmara quer votar PEC da Segurança proposta por Lula até dezembro

Proposta prevê integração entre forças de segurança e novas atribuições para a PF e PRF

Brasília (DF) - 21/05/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (d), durante reunião com ministros no Palácio do Planalto (Foto: RICARDO STUCKERT/PR)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que a PEC da Segurança deverá ser votada nas primeiras semanas de dezembro, informa o G1. A proposta, apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora aguarda parecer final da comissão especial antes de seguir para o plenário da Casa.

☉ União ganha papel central na segurança pública

De acordo com o texto atual, a União passará a definir diretrizes nacionais para a segurança pública e o sistema penitenciário, mantendo, porém, a autonomia dos estados e municípios na implementação de políticas locais. A proposta também garante que polícias civis, militares e penais, além dos corpos de bombeiros, continuarão subordinados aos governadores.

☉ Integração e novas funções para a Polícia Federal e PRF

A PEC prevê que os governos federal, estaduais e municipais atuem de forma integrada e coordenada dentro do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), buscando maior eficiência no combate ao crime.Entre as mudanças mais relevantes, está a ampliação das competências da Polícia Federal (PF), que poderá investigar organizações criminosas, milícias e crimes ambientais. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, observou que a PF já atua nessas áreas, mas a nova PEC “formaliza essa competência na Constituição”. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também passará por transformações. Caso a proposta seja aprovada, a corporação será renomeada como Polícia Viária Federal, com atribuição para patrulhar rodovias, ferrovias e hidrovias federais. Além disso, poderá prestar apoio operacional aos estados, mediante solicitação dos governadores.

☉ Guardas municipais ganham reconhecimento constitucional

Outro ponto importante da proposta é o reconhecimento das guardas civis municipais como integrantes do Sistema Único de Segurança Pública. As guardas passam a poder realizar policiamento ostensivo e comunitário, além de efetuar prisões em flagrante.A medida segue entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que, em fevereiro de 2025, decidiu que as guardas podem atuar na segurança urbana, desde que não exerçam funções investigativas nem se sobreponham às polícias estaduais.

☉ Criação de corregedorias e controle externo

A PEC determina que todas as forças de segurança do país terão corregedorias autônomas, responsáveis por investigar eventuais irregularidades de agentes. No caso das guardas municipais, deverão ser criadas ouvidorias independentes, sob o controle do Ministério Público, para garantir transparência e responsabilização.

☉ Possíveis alterações e endurecimento penal

O deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), relator do projeto, já sinalizou que poderá incluir novos dispositivos no relatório final, endurecendo o combate ao crime. Entre as possíveis mudanças, estão medidas para restringir benefícios penais a integrantes de facções criminosas e a retomada da prisão após condenação em segunda instância — tema que o STF alterou em 2019, ao determinar que o cumprimento da pena só ocorre após o trânsito em julgado.O presidente da Câmara reafirmou que o texto será votado com rapidez. “Saindo da comissão, pautamos com a máxima urgência no plenário. Será rápido”, disse Hugo Motta. Para ser aprovada, a proposta precisa de 308 votos favoráveis em dois turnos e, em seguida, deve ser analisada pelo Senado Federal. Caso as duas Casas aprovem, a promulgação será feita pelo Congresso, sem necessidade de sanção do presidente Lula.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Ministro manda presidente do STM “estudar” após pedido de perdão às vítimas de 64


A presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Rocha, ao lado do tenente-brigadeiro Carlos Augusto Amaral Oliveira. Imagem: reprodução

O ministro do Superior Tribunal Militar (STM), Carlos Augusto Amaral Oliveira, criticou a presidente do tribunal, Maria Elizabeth, após ela pedir desculpas às vítimas da ditadura militar (1964-1985). A declaração de Elizabeth aconteceu durante um evento ecumênico no último sábado (25), na Catedral da Sé, em São Paulo, em memória do jornalista Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura há 50 anos.

Durante o ato, Elizabeth, em sua fala, pediu perdão às vítimas do regime, mencionando casos como os de Herzog, Rubens Paiva, Miriam Leitão e José Dirceu. Ela também pediu desculpas pelos erros cometidos pela Justiça Militar durante a ditadura. Sua fala foi aplaudida pela plateia, incluindo Dirceu.

“Eu peço, enfim, perdão à sociedade brasileira e à história do país pelos equívocos judiciais cometidos pela Justiça Militar Federal em detrimento da democracia e favoráveis ao regime autoritário. Recebam o meu perdão, a minha dor e a minha resistência”, concluiu Elizabeth durante sua fala.

O discurso causou reações negativas entre alguns ministros do STM. Oliveira, em sessão da última quinta-feira (30), leu uma crítica à presidente, afirmando que ela não representou o consenso do tribunal e sugeriu que ela estudasse mais sobre a história do período militar antes de se manifestar em nome da Justiça Militar.

“Reafirmo que não há nenhuma censura da minha parte ao conteúdo do que pode ou não a nossa ministra falar, embora a ela sugiro estudar um pouco mais da história do tribunal para opinar sobre a situação do período histórico a que ela se referiu e às pessoas a quem ela pediu perdão”, disse.


Em nota, Elizabeth disse que não tem nada a acrescentar sobre o seu posicionamento na ocasião: “O que eu tinha a dizer sobre essa questão foi dito na Catedral da Sé. Numa democracia, que é o regime político que eu defendo, as dissidências e opiniões contrárias devem ser ouvidas e toleradas”.

Maria Elizabeth Rocha durante ato em memória aos 50 anos da morte de Vladimir Herzog. Imagem: reprodução
Vale ressaltar que Maria Elizabeth é a primeira ministra a presidir o Superior Tribunal Militar em mais de 200 anos de história. De acordo com a Folha de S.Paulo, a eleição da ministra foi a mais difícil em muitos tempos na corte castrense, tendo uma ala do tribunal disposta a encerrar a tradição bicentenária de sucessão da presidência para impedi-la de assumir o cargo.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

CNH: governo prevê fim da exigência de autoescolas ainda em 2025


        Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Foto: Reprodução

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL), anunciou que a proposta do governo para acabar com a obrigatoriedade das autoescolas na emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pode ser implementada ainda este ano, por meio de uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), sem necessidade de aprovação no Congresso. A medida visa reduzir custos e simplificar o processo de habilitação.

O governo estuda oferecer aulas teóricas gratuitas on-line em escolas públicas e permitir que candidatos escolham entre Centros de Formação de Condutores (CFCs) ou instrutores autônomos, que poderão usar o carro do aluno, desde que identificado.

Profissionais terão que ser certificados pelo Ministério dos Transportes ou pelos Detrans. A mudança pode reduzir em até 80% o custo total da habilitação, atualmente elevado a cerca de R$ 5 mil e com até nove meses de duração.

Renan apontou que o alto custo é um obstáculo para muitos brasileiros, levando muitos a dirigir sem a CNH. Ele também sugeriu que a preparação para a CNH seja incluída no currículo das escolas públicas.

Dirigir carro. Imagem: reproduçãocng
Embora as autoescolas continuem no mercado, perderão a exclusividade na formação de condutores. A proposta está em consulta pública até domingo (2) e, após o prazo, o Contran deverá divulgar a resolução. O ministro rebateu críticas do setor, alegando que a resistência vem de quem busca manter uma reserva de mercado, até porque, a ideia é de que a medida também abra oportunidades de trabalho para cerca de 200 mil instrutores independentes.

Fonte: DCM

Partidos da base de Lula acionam Moraes e chamam operação no Rio de “massacre”


Corpos enfileirados em rua do Rio de Janeiro após operação policial mais letal da história da cidade. Foto: Divulgação

O PT, o PSOL e o PCdoB protocolaram nesta sexta-feira (31) um pedido conjunto no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o acesso imediato das famílias aos corpos das vítimas da operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, que deixou mais de 120 mortos nos complexos do Alemão e da Penha.

As siglas classificam a ação como um “massacre” e uma das maiores tragédias da segurança pública do estado. O pedido foi apresentado dentro da “ADPF das Favelas”, ação movida pelo PSB em 2019 para monitorar abusos policiais em comunidades cariocas.

Na petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, os partidos pedem que as famílias possam reconhecer os corpos acompanhadas por advogados, defensores públicos ou representantes de direitos humanos.

As legendas também solicitam que o governo de Cláudio Castro apresente, em até 48 horas, a lista nominal das vítimas e o destino dos corpos, sob pena de responsabilidade. “A polícia do Rio matou mais do que prendeu. Para cada duas pessoas mortas ou presas, foi apreendida apenas uma arma”, diz o documento.

O texto ainda requer a presença de peritos independentes nas análises conduzidas pela Polícia Civil e uma inspeção urgente da Anvisa no Instituto Médico Legal (IML) da Avenida Francisco Bicalho, no Rio, devido a relatos de condições insalubres.

Corpos enfileirados em rua do Rio de Janeiro após operação policial mais letal da história da cidade. Foto: Divulgação
Para as siglas, há uma tentativa de “violência simbólica” contra as famílias das vítimas, com burocracias que dificultam o reconhecimento e a liberação dos corpos. A iniciativa ocorre em meio a uma crise interna entre o PSB e o grupo de advogados responsáveis pela ADPF das Favelas.

Após a operação que resultou em 121 mortes, o jurista Daniel Sarmento, representante da legenda no Supremo, protocolou uma petição pedindo investigação de eventuais abusos cometidos pelas forças policiais. A medida irritou a direção do PSB, que decidiu substituí-lo no caso.

Segundo integrantes do partido, o pedido de Sarmento não foi previamente autorizado pela cúpula nacional, presidida por João Campos (PSB-PE). O incômodo decorre do receio de desgaste político às vésperas das eleições municipais de 2026, já que parte da opinião pública apoia a atuação policial sob o governo de Cláudio Castro.

O governador fluminense, por sua vez, voltou a criticar duramente a ADPF. Durante entrevista, Castro chamou a decisão do STF de “maldita”, alegando que a medida “prejudicou o combate ao crime” e favoreceu traficantes. “Ainda são o que chamamos de filhotes dessa ADPF maldita”, disse. Segundo ele, a limitação imposta pelo Supremo às operações teria permitido que criminosos se refugiassem nas comunidades.

Moraes deve avaliar os novos pedidos nos próximos dias. Caso acolha as solicitações, a decisão poderá obrigar o governo do Rio a garantir transparência no processo de identificação dos corpos e permitir o acompanhamento independente das perícias.

Fonte: DCM

Em 15 dias carreta de especialidades médicas já atendeu 644 mulheres

Arapongas foi indicada para sediar o programa e de consultas e exames por 30 dias

Foto: Divulgação

A Carreta Agora Tem Especialistas, do Governo Federal, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), 16ª Regional de Saúde e Prefeitura de Arapongas, atendeu 644 mulheres em duas semanas. O foco do programa é a avaliação diagnóstica inicial da saúde da mulher, na especialidade de ginecologia.

A Carreta Agora Tem Especialistas permanece em Arapongas por mais duas semanas. O município é o primeiro do Sul do Brasil a ser contemplado com a iniciativa, que visa reduzir as filas de espera na especialidade de ginecologia.

A carreta vai atender outras regiões do Paraná, onde a fila de espera por atendimento em ginecologia é maior. Em Arapongas, o programa atende as mulheres da cidade e dos outros 16 municípios ligados à 16ª Regional de Saúde de Apucarana.

A carreta está baseada na Estação Cultural Milene, na área central de Arapongas. Os atendimentos, que incluem consulta e exames, foram agendados previamente nas UBS´s dos municípios.

O diretor da 16ª Regional de Saúde, Paulo Vital, informa que são ofertadas consultas, exames e tratamentos que focam na prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero, garantindo um atendimento completo e humanizado.

“O secretário Beto Preto se manifestou satisfeito com os resultados apresentados em Arapongas, com a carreta de especialidade ginecológica. Ele agradece o empenho do prefeito Rafael Cita e do secretário de saúde, Carlos Eduardo Arruda. A boa parceria da Sesa com o governo federal e com a Prefeitura de Arapongas vem funcionando muito bem no atendimento das mulheres”, avalia o diretor da Regional de Saúde, Paulo Vital.

PARANÁ ROSA – O secretário Beto Preto lembra que o Paraná também também criou o Programa Saúde da Mulher, com uma carreta itinerante, por sugestão da primeira-dama do estado, Luciana Massa, com o apoio do governador Ratinho Junior.

A Carreta “Saúde da Mulher”, está percorrendo o Paraná ofertando exames e consultas pelo Programa Paraná Rosa. “O programa acaba de chegar à metade do percurso com ótimos números. A cidade de Colorado é a 6ª entre as 13 localidades agendadas. Até agora foram realizados mais de 8.400 atendimentos”, informa o secretário Beto Preto.

Em seis cidades, o programa registrou 6.221 exames de mamografia, ultrassonografia vaginal, de mamas e tiroide, além de citopatologia (papanicolau). Em seis municípios foram realizadas 2.266 consultas médicas. As mulheres atendidas com ultrassom saem da carreta com os resultados em mãos.

Fonte: Assessoria

Trump nega planos de ataque contra a Venezuela após boatos na imprensa

Presidente dos EUA afirmou que não há ações ofensivas planejadas contra o país sul-americano, contrariando reportagens veiculadas pela mídia estadunidense

Nicolás Maduro, Donald Trump, navio anfíbio USS Iwo Jima navegando no mar do Caribe e o mapa da América do Sul ao fundo (Foto: Divulgação I Logan Goins/Marinha dos Estados Unidos)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desmentiu nesta sexta-feira (31) que Washington esteja planejando ataques militares contra a Venezuela. As declarações foram dadas a bordo do avião presidencial Air Force One, após veículos de comunicação estadunidenses divulgarem informações sobre supostos preparativos de ofensiva contra o país sul-americano.

De acordo com a emissora Telesur, Trump foi questionado por jornalistas sobre as reportagens que apontavam uma possível decisão da Casa Branca de bombardear instalações venezuelanas. O presidente respondeu de forma categórica: “não”. As declarações ocorrem em meio a um novo capítulo de tensão diplomática entre Caracas e Washington, marcado por acusações mútuas e movimentações militares no Caribe.

◆ 'Notícias falsas", diz Trump

O Miami Herald havia publicado que o governo estadunidense “tomou a decisão de atacar vários alvos militares na Venezuela a qualquer momento”, com base em fontes anônimas do Pentágono. Já o Wall Street Journal relatou planos de ofensiva preventiva que incluiriam bases e instalações estratégicas das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB). Trump classificou essas notícias como “falsas”, garantindo que seu governo “não tem ações ofensivas planejadas contra Caracas”. No entanto, o mandatário não negou o envio de navios e aviões militares para a região, o que mantém aberta a dúvida sobre o real propósito das operações.

De Caracas, o presidente Nicolás Maduro afirmou que a Venezuela é alvo de “uma guerra multifacetada orquestrada pelos Estados Unidos”, destinada a impor “uma mudança de regime e um governo fantoche”. Maduro acusou Washington de tentar criar uma “nova guerra eterna”, comparando a estratégia à dos conflitos no Oriente Médio, e destacou que “94% do povo venezuelano rejeita qualquer tipo de intervenção militar estrangeira”.

◆ Reação venezuelana

Nos últimos dias, as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, junto com a Milícia Nacional e forças policiais, realizaram exercícios nas áreas costeiras do país. Segundo o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, as manobras integram a doutrina da “guerra popular prolongada”, voltada a resistir a possíveis invasões.

Em outubro,Trump havia admitido a existência de operações secretas da CIA em território venezuelano, o que provocou forte indignação do governo de Caracas. As autoridades venezuelanas afirmam que tais ações fazem parte de um amplo plano de desestabilização política e econômica, que inclui sanções, bloqueio comercial, guerra midiática e campanhas psicológicas.

◆ Mobilização de tropas dos EUA no Caribe e Pacífico

Em agosto, Washington deslocou navios de guerra, um submarino nuclear, caças e forças especiais para as proximidades da costa venezuelana, sob o argumento de combater o narcotráfico. Diversos incidentes foram relatados no Caribe e no Pacífico, com ataques a embarcações supostamente ligadas ao tráfico, resultando em dezenas de mortes. Para Caracas, essas operações são “ações secretas de natureza política”, destinadas a criar pretextos para uma escalada militar na região.

Fonte: Brasil 247 com informações da Telesur

Milhares protestam no Complexo da Penha após chacina com 121 mortos no Rio

Após a mais letal ação policial do país, moradores e movimentos sociais exigem justiça e o fim das incursões em favelas

Pessoas em motocicletas protestam, um dia após uma operação policial fatal contra o tráfico de drogas na favela da Penha, no Rio de Janeiro, Brasil, 29 de outubro de 2025 (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

RIO DE JANEIRO, 31 de outubro (Reuters) - As autoridades do Rio de Janeiro disseram na sexta-feira que identificaram a maioria dos mortos na operação policial mais letal da história do Brasil, enquanto protestos eram convocados para denunciar o elevado número de vítimas.

A operação contra a facção Comando Vermelho, que controla o tráfico de drogas em diversas favelas – bairros pobres e densamente povoados que se estendem pelo terreno acidentado da cidade – deixou 121 mortos na terça-feira, incluindo quatro policiais.

Felipe Curi, secretário da Polícia Civil do Rio, disse a repórteres que, até a manhã de sexta-feira, 99 corpos haviam sido identificados. Destes, 42 tinham mandados de prisão em aberto e 78 possuíam antecedentes criminais, afirmou.


Autoridades estaduais descreveram a operação como um sucesso, com o governador Claudio Castro afirmando que as "únicas vítimas reais" foram os policiais mortos, alegando que todos os outros mortos eram criminosos.

O elevado número de mortes gerou críticas de funcionários das Nações Unidas e especialistas em segurança. "Esses atos podem configurar homicídios ilegais e devem ser investigados de forma imediata, independente e completa", afirmaram especialistas da ONU na sexta-feira.

Alguns moradores locais disseram ter encontrado cadáveres com membros amarrados e sinais de tortura, o que provocou protestos e reações políticas negativas.

Movimentos sociais, incluindo os principais sindicatos, grupos de direitos humanos e partidos de esquerda, convocaram uma manifestação na tarde de sexta-feira perto do complexo de favelas da Penha, onde ocorreu a operação policial.

Os manifestantes exigem o fim das "incursões militares" nas favelas e a responsabilização das vítimas, segundo um comunicado conjunto. Eles também pedem a destituição do governador Castro.

Apesar das crescentes críticas, as autoridades de segurança locais continuaram a defender a operação. "Agimos da forma mais transparente possível. Foi uma ação legítima do Estado após um ano de investigações", disse Curi. "Não temos nada a esconder."

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier e Fabio Teixeira no Rio de Janeiro; reportagem adicional de Emma Farge em Genebra; texto de Gabriel Araujo; edição de Lucinda Elliott e Richard Chang.

Fonte: Brasil 247

Rússia confirma apoio à Venezuela diante de ameaças externas

De acordo com o governo russo, é preciso 'defender a soberania nacional' do país sul-americano

        Presidentes Nicolás Maduro (Venezuela) e Vladimir Putin (Rússia) (Foto: Sergei Chirikov/Reuters)

O governo do presidente russo, Vladimir Putin, anunciou nesta sexta-feira (31) que apoia a Venezuela contra os ataques das forças militares dos Estados Unidos a embarcações supostamente envolvidas no tráfico internacional de drogas.

“Apoiamos a liderança de #Venezuela na defesa de sua soberania nacional, levando em consideração a dinâmica da situação internacional e regional”, publicou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

“Estamos prontos para responder adequadamente às solicitações de nossos parceiros em vista das ameaças emergentes”.

Mais de 60 pessoas morreram desde que o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, determinou, há pouco mais de um mês, o deslocamento de militares para as regiões do Caribe e do Oceano Pacífico, em áreas perto da América do Sul.

O presidente Donald Trump negou que o seu governo esteja preparando ataques militares contra a Venezuela, presidida por Nicolás Maduro. A informação sobre o suposto plano foi divulgada no Wall Street Journal (WSJ).

Ofensiva

A ação militar conduzida pelos Estados Unidos faz parte da estratégia adotada pelo governo do presidente Donald Trump, que determinou o deslocamento de tropas para regiões próximas à América do Sul. De acordo com informações de Washington, o objetivo da iniciativa é reforçar o combate ao chamado narcoterrorismo.

O governo norte-americano também anunciou uma recompensa de até US$ 50 milhões — cerca de R$ 270 milhões — para quem fornecesse informações que possibilitassem a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O presidente Donald Trump instruiu a CIA e o Pentágono a intensificarem as ações voltadas contra o governo venezuelano.

A política de Trump em relação à Venezuela está igualmente ligada à questão do petróleo. Dados divulgados pelo site World Atlas indicam que, em 2024, a Venezuela ocupava a primeira posição entre os países com as maiores reservas de petróleo do planeta, totalizando 300,9 bilhões de barris. Em segundo lugar estava a Arábia Saudita, com 266,5 bilhões de barris, seguida pelo Canadá, com 169,7 bilhões.

A lista prossegue com o Irã (157,8 bilhões), Iraque (150 bilhões), Rússia (103,2 bilhões), Kuwait (101,5 bilhões), Emirados Árabes Unidos (97,8 bilhões), Estados Unidos (48,5 bilhões) e Líbia (48,4 bilhões). O Brasil aparece na 15ª colocação, com 16,2 bilhões de barris, representando aproximadamente 1% das reservas mundiais.

Fonte: Brasil 247

Massacre no Rio: Castro se nega a receber Moraes no Palácio Guanabara


governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Foto: Reprodução

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou que não pretende receber o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Palácio Guanabara. A visita do magistrado ao estado será para tratar de segurança pública após a Operação Contenção, que causou massacre nos complexos do Alemão e da Penha.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, o encontro ocorrerá no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), sede das forças de segurança do estado. Castro argumentou que a reunião terá caráter técnico, não político.

O espaço escolhido abriga uma mesa central e dezenas de monitores que exibem imagens em tempo real da cidade. O ministro Alexandre de Moraes é o relator da ADPF das Favelas, ação do STF que busca reduzir a letalidade policial nas comunidades do Rio.

De acordo com o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, Castro justificou a escolha do local afirmando que “a visita de Alexandre não é política, é técnica”. O governador pretende mostrar ao ministro vídeos da Operação Contenção, captados por drones, com cenas dos confrontos entre policiais e suspeitos armados no Complexo da Penha.

O deputado federal bolsonarista Paulo Bilynskyj (PL-SP). Foto: Pablo Valadares/Agência Câmara
Segundo o bolsonarista, as imagens mostram criminosos atirando contra os agentes e ferindo dois deles. “É uma filmagem muito forte, em que cinco ou seis policiais entram em fila na mata e se envolvem em tiroteio. Os dois primeiros são atingidos de cima para baixo e caem”, relatou o deputado. Não há registros, nas imagens exibidas, de suspeitos sendo atingidos pela polícia.

Durante a reunião com parlamentares, Castro e as autoridades fluminenses demonstraram “zero preocupação” com a visita de Moraes. “Eles estão seguros de que todas as regras da ADPF foram cumpridas”, afirmou Bilynskyj. O governo sustenta que a operação foi autorizada judicialmente e baseada em uma investigação de um ano.

O governador alegou que os 121 mortos na operação reagiram à presença policial. “Os que morreram não se entregaram, decidiram atacar os policiais”, disse Bilynskyj ao reproduzir a fala de Castro. A megaoperação, segundo o governo, cumpria 70 mandados de prisão e 180 de busca e apreensão contra o Comando Vermelho.

Durante a coletiva, o governo estadual informou ainda que cerca de 500 criminosos atuam armados no Complexo do Alemão e outros 900 na Penha. A operação resultou na apreensão de 91 fuzis, 26 pistolas e 14 artefatos explosivos, números apresentados por Castro como prova da “magnitude da ameaça enfrentada pelas forças de segurança”.

Fonte: DCM

Paranoico, Bolsonaro evita falar por telefone em prisão domiciliar; entenda


Com a decretação da prisão domiciliar, Bolsonaro adota cautela ao se comunicar com familiares e amigos. Foto: Divulgação

O ex-presidente Jair Bolsonaro tem evitado qualquer tipo de contato telefônico durante o período em que cumpre prisão domiciliar em Brasília. Segundo aliados, ele adota uma postura de cautela extrema e se recusa a usar os celulares da esposa, Michelle, ou dos filhos, por receio de que uma eventual ligação possa agravar sua situação jurídica.

A restrição foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu ele de utilizar telefone ou internet. Um governador aliado relatou que, recentemente, telefonou ao senador Flávio Bolsonaro enquanto o parlamentar visitava o pai.

Durante a conversa, ele disse ter ouvido a voz de Bolsonaro ao fundo, dialogando com outras pessoas da casa, mas confirmou que o ex-presidente em nenhum momento pegou o aparelho. O cuidado, segundo pessoas próximas, seria uma tentativa de evitar novas suspeitas ou possíveis violações da decisão judicial.

A ordem de Moraes determina que Bolsonaro só pode se comunicar pessoalmente com familiares e visitantes previamente autorizados. Qualquer outro tipo de contato, inclusive por telefone, é vetado. O descumprimento da medida poderia resultar na revogação da prisão domiciliar e no retorno ao regime fechado.

Fonte: DCM