segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

“Maluco” e “pilantra”: sobrenome Bolsonaro desgasta até entre os seus eleitores, aponta pesquisa


       O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foto: Reprodução

Mesmo entre eleitores que votaram em Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno de 2022, o sobrenome Bolsonaro passou a ser rejeitado. É o que indica uma pesquisa qualitativa realizada pelo Instituto Travessia, a pedido do Estadão, com oito eleitores do ex-presidente reunidos em São Paulo no dia 16 de dezembro.

O grupo, diverso em idade, gênero, bairro e classe social, foi unânime em recusar votar novamente em alguém da família Bolsonaro. Provocados a definir Jair Bolsonaro em uma palavra, os participantes foram diretos: “maluco”, “covarde”, “falastrão”, “instável”, “mentiroso” e “pilantra”.

Uma entrevistada disse sentir-se “traída”. “Ele prometeu tanta coisa. A gente sentia que haveria uma mudança”, afirmou M., comerciante de 59 anos, identificada apenas pela inicial para preservar o anonimato.

Em outro momento, ela criticou a condução da pandemia: “Ele viu muita gente morrer e não fez nada”, antes de acrescentar que Bolsonaro “falava muita asneira”.

A avaliação negativa também recaiu sobre o excesso de declarações desastrosas e a percepção de que o ex-presidente “prometeu demais e, na hora H, se acovardou”, nas palavras do vendedor D., de 44 anos.

● Inelegibilidade e episódios recentes

Embora alguns participantes considerem que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, tenha agido de forma pessoal, a condição de Bolsonaro como inelegível e detido na Superintendência da Polícia Federal não gerou contestação emocional.

Já a tentativa de romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda foi criticada e virou motivo de piada. “Não consigo pensar que um ex-presidente da República meteu um ferro de solda na tornozeleira eletrônica. Você é um ex-militar, como perdeu o controle?”, comentou um participante, ao citar a justificativa de “paranoia” e “alucinações”.

● Rejeição se estende à família

A rejeição alcança o sobrenome Bolsonaro como um todo. A relação do ex-presidente com os filhos é vista como problemática, e a maioria descarta votar em familiares.

“Qualquer membro da família Bolsonaro que entrar na política terá Bolsonaro por trás de tudo”, avaliou uma auxiliar administrativa.

Família Bolsonaro se prepara para as eleições pós prisão de Jair Bolsonaro - Bahia Na Política
Clã Bolsonaro durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Reprodução
Outro participante afirmou que o ex-presidente usou “a máquina para proteger os filhos”. A advogada M., de 41 anos, disse que “qualquer filho do Bolsonaro que disputar uma eleição contra Lula perde”.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro enfrenta menos resistência, mas foi lembrado que ela nunca exerceu mandato. “A gente precisa de político, não de alguém que fique bem nas fotos”, ponderou uma gerente de logística.

Já Flávio Bolsonaro é pouco conhecido pelo grupo. As impressões variam entre “sensato” e “muito manipulador”, com lembranças de “muitas coisas que ele fez e o pai cobriu”. A dinâmica, mediada pelo cientista político Renato Dorgan, não tem valor estatístico, mas ajuda a dimensionar o desafio eleitoral que o sobrenome Bolsonaro enfrenta.

Fonte: DCM

Democratas pedem impeachment de Trump após ataque dos EUA à Venezuela

Parlamentares questionam ofensiva militar, falta de aviso ao Congresso e falam em violação da Constituição americana

              O presidente dos EUA, Donald Trump - 03/12/2025 (Foto: REUTERS/Brian Snyder)

Um grupo de parlamentares do Partido Democrata nos Estados Unidos reagiu às recentes ações militares ordenadas pelo governo norte-americano contra a Venezuela. Os congressistas criticaram o bombardeio a diferentes localidades do país sul-americano e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, operações realizadas sem comunicação prévia ao Congresso, o que aprofundou a crise política em Washington.

A informação foi divulgada originalmente pela teleSUR, que acompanhou as reações no Capitólio e detalhou o posicionamento de líderes democratas diante da decisão tomada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Para os parlamentares, a ausência de informações ao Legislativo em um tema de alta relevância para a política externa representa uma ruptura institucional grave.

A liderança democrata no Congresso passou a exigir explicações formais do Executivo. Em comunicado conjunto, o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, e o líder democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, solicitaram que os congressistas fossem informados “a princípios da próxima semana” sobre os fundamentos e as consequências da ação militar.

No mesmo sentido, Gregory Meeks, principal representante democrata no Comitê de Relações Exteriores da Câmara, afirmou não ter recebido qualquer aviso antecipado. “Nesse momento, recebi toda a informação pelos meios de comunicação”, declarou, ao criticar a condução do governo em um episódio de grande impacto internacional.

O tom das críticas se intensificou com manifestações que defendem a abertura de um processo de impeachment. A deputada Delia Ramirez divulgou uma nota afirmando que “Trump deve ser submetido a um juízo político” e anunciou a apresentação de uma resolução para limitar os poderes presidenciais em assuntos de guerra. Já o congressista Dan Goldman classificou a operação como uma afronta direta à ordem constitucional. “Essa violação da Constituição dos Estados Unidos é um delito que pode dar lugar a um juízo político”, afirmou.

Outros parlamentares democratas também atacaram o plano apresentado pela Casa Branca. Jared Huffman descreveu a iniciativa como “verdadeiramente insana” e disse que o país estaria entrando no terreno da 25ª Emenda da Constituição, mecanismo que permite afastar um presidente por incapacidade, com participação do gabinete.

As dúvidas não se restringiram ao campo democrata. No Partido Republicano, o deputado Brian Fitzpatrick também demonstrou desconforto com a estratégia anunciada pelo governo. Ao comentar a ideia de que os Estados Unidos “assumiriam” a condução da Venezuela, afirmou que “o único país que os Estados Unidos deveriam ‘dirigir’ são os próprios Estados Unidos da América”.

Em resposta às críticas, Donald Trump declarou que o Congresso não foi informado previamente porque “tem tendência a filtrar” informações sensíveis. O presidente também afirmou ter pedido aos meios de comunicação que não divulgassem nada antes da ofensiva, sob o argumento de não colocar em risco as tropas norte-americanas.

Fonte: Brasil 247

Mercado prevê inflação na meta e Selic em 12,25% em 2026, diz Boletim Focus

Projeções indicam IPCA próximo da meta, Selic em trajetória de baixa e crescimento econômico ainda visto com cautela pelo mercado

           Sede do Banco Central, em Brasília - 17/12/2024 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O primeiro Boletim Focus de 2026 sinaliza um cenário de inflação sob controle e expectativa de redução gradual dos juros, ao mesmo tempo em que revela uma postura conservadora do mercado em relação ao crescimento da economia brasileira e à situação fiscal. As estimativas indicam desaceleração dos preços e um ciclo de alívio monetário após um período prolongado de aperto.

O relatório semanal do Banco Central, divulgado no início de janeiro, aponta que a mediana das projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 é de 4,06%. O número permanece dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação de 3,5%, que admite variação de até 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

As expectativas captadas pelo Focus também indicam perda de fôlego da inflação ao longo do tempo. Para os primeiros meses de 2026, o mercado projeta índices mensais mais baixos e uma inflação acumulada em 12 meses próxima de 4%, reforçando a leitura de um ambiente mais favorável para a política monetária. Nesse contexto, a taxa básica de juros, a Selic, é estimada em 12,25% ao final de 2026, abaixo do patamar atual de 15% definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Apesar do cenário considerado benigno para preços e juros, as projeções de crescimento seguem moderadas. O Boletim Focus aponta expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,26% em 2025 e de 1,80% em 2026, revelando uma avaliação cautelosa sobre o ritmo da atividade econômica nos próximos anos. No mercado de câmbio, as estimativas permanecem praticamente inalteradas, com o dólar projetado em torno de R$ 5,50 entre 2025 e 2027.

O setor externo aparece com números expressivos, segundo as expectativas do mercado. O superávit comercial é estimado em mais de US$ 60 bilhões, enquanto o déficit em conta corrente deve se aproximar de US$ 75 bilhões em 2025, indicando desequilíbrios que ainda preocupam analistas, mesmo diante de um comércio exterior robusto.

Fonte: Brasil 247

Conselheiro de Trump ataca Lula após críticas ao sequestro de Maduro: “Vai se ferrar”

Jason Miller, conselheiro de Trump. Foto: Bruce Schaff

A reação do governo dos Estados Unidos às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ofensiva militar na Venezuela provocou um novo episódio de tensão diplomática. Jason Miller, um dos principais conselheiros do presidente Donald Trump, atacou Lula de forma direta nas redes sociais após o brasileiro condenar os bombardeios que resultaram no sequestro de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Em publicação no X, Miller compartilhou uma reportagem que noticiava o posicionamento crítico de Lula e escreveu: “Vai se foder, Lula. Agora todos nós sabemos qual é a sua posição”. A mensagem, divulgada em tom ofensivo, repercutiu rapidamente e elevou o grau do embate verbal entre aliados do presidente estadunidense e o Palácio do Planalto.

Horas após os ataques dos Estados Unidos à Venezuela, Lula havia se manifestado publicamente, afirmando que a ação ultrapassava uma “linha inaceitável”.

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, declarou.

Em seguida, o presidente brasileiro reforçou que “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.

Lula também afirmou que a condenação ao uso da força segue a tradição diplomática brasileira. “A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, disse.

A ofensiva militar dos Estados Unidos ocorreu no sábado (3), quando bombardeios atingiram diferentes regiões da Venezuela. Trump afirmou que Maduro e Cilia Flores foram capturados e levados de navio para Nova York, onde o líder chavista será julgado por narcoterrorismo.

Horas depois, o presidente estadunidense divulgou uma fotografia de Maduro algemado, com os olhos vendados e abafadores nos ouvidos, segurando uma garrafa de água. Segundo Trump, a imagem foi registrada a bordo do USS Iwo Jima, embarcação utilizada na transferência do prisioneiro.

Fonte: DCM

Montanhista apresenta nova versão sobre o mistério do desaparecimento de jovem no Pico Paraná

O desaparecimento de Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, durante uma trilha no Pico Paraná, voltou a ganhar destaque

Leandro Pierroti viralizou nas redes ao contar detalhes do que aconteceu no dia em que Roberto Farias desapareceu (Foto: Reprodução)


O desaparecimento de Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, durante uma trilha no Pico Paraná, voltou a ganhar destaque após a divulgação de um novo relato feito pelo montanhista e corredor de montanha Leandro Pierroti. Voluntário nas buscas pelo jovem, ele usou as redes sociais para apresentar uma versão diferente da que vem circulando amplamente na internet, especialmente em relação à conduta de Thayane Smith, amiga que acompanhava Roberto na trilha. As informações foram divulgadas pelo Metrópoles

Segundo Pierroti, a narrativa que aponta Thayane como responsável direta pelo desaparecimento do jovem é reducionista e pode atrapalhar o esclarecimento do caso. “Estão colocando apenas a menina como vilã, e isso não ajuda em nada na resolução do caso”, afirmou. Em vídeo que viralizou nas redes sociais, o montanhista explicou que participou ativamente das buscas e chegou a subir a montanha ao lado de Thayane na tentativa de localizar Roberto. De acordo com ele, os dois jovens estavam acampados no ponto conhecido como A1 e decidiram subir até o cume do Pico Paraná apenas para assistir ao nascer do sol, prática comum entre trilheiros experientes.

Segundo Pierroti, a dupla fez a subida sem mochilas ou equipamentos pesados, deixando os pertences no acampamento. “Muita gente deixa os pertences no A1 e sobe leve. Foi isso que eles fizeram”, explicou. Ele acrescentou que o celular de Roberto teria molhado durante a virada do ano e, por esse motivo, permaneceu guardado dentro da barraca, o que explicaria o fato de Thayane estar com objetos pessoais do jovem ao retornar da trilha.O montanhista também esclareceu como teria ocorrido a separação entre Roberto e Thayane. Conforme o relato, o distanciamento aconteceu durante a descida, em um trecho de pedras. Nesse momento, Thayane teria avisado que seguiria à frente junto a corredores de montanha que passavam pelo local.

“Ela ultrapassou o Roberto e seguiu com dois corredores. Um terceiro corredor permaneceu atrás dele. Essa informação foi confirmada pelos próprios corredores”, relatou Pierroti. Segundo ele, essa dinâmica desmonta a versão de que Roberto teria sido abandonado sozinho em situação de risco imediato.

Sobre os rumores de que o jovem estaria passando mal no momento do desaparecimento, o montanhista afirmou que as informações não procedem. Ao conversar com os corredores que estavam na trilha, Pierroti disse ter ouvido o seguinte relato: “Eles disseram que ele estava cansado, mas não passando mal, não vomitando”.

Pierroti também comentou os boatos sobre uma possível discussão grave entre Roberto e Thayane. De acordo com ele, não houve briga durante a descida da montanha. Segundo o atleta, a própria Thayane relatou apenas desentendimentos pontuais ocorridos anteriormente, ainda no acampamento A1, sem qualquer confronto relevante no momento crítico da trilha.Enquanto as buscas seguem e o caso continua sob investigação das autoridades, o novo depoimento reacende o debate em torno das circunstâncias do desaparecimento e reforça o apelo por cautela na disseminação de versões não confirmadas, especialmente nas redes sociais.

Confira seu depoimento postado no Instagram:

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Venezuela cria comissão especial para libertação de Maduro

Órgão será liderado por Jorge Rodríguez e busca libertar o presidente venezuelano e Cilia Flores após agressões norte-americanas e prisão em Nova York

Brasília (DF) - 29/05/2023 - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)


O governo da Venezuela anunciou a criação de uma comissão especial de alto nível para atuar pela libertação do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que, segundo Caracas, foram sequestrados durante uma ofensiva militar dos Estados Unidos contra o país. A medida ocorre em meio à escalada de tensões após ataques aéreos que atingiram Caracas e os estados de Miranda, La Guaira e Aragua. As informações são da RT.

De acordo com o ministro da Comunicação e Informação da Venezuela, Freddy Ñáñez, a comissão foi instituída por Delcy Rodríguez, que assumiu como presidente encarregada após decisão do Tribunal Supremo de Justicia, enquanto Maduro permanece detido.

O organismo será presidido por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, e contará ainda com a participação do chanceler Yván Gil, da vice-ministra para a Comunicação Internacional, Camilla Fabri, além do próprio Freddy Ñáñez. O objetivo central do grupo é articular ações políticas, jurídicas e diplomáticas para garantir a libertação do chefe de Estado venezuelano e de sua esposa.

Segundo o governo venezuelano, Nicolás Maduro e Cilia Flores foram capturados por forças militares dos Estados Unidos e transferidos para Nova York. O casal deu entrada no Centro de Detenção Metropolitano, no bairro do Brooklyn, uma prisão federal conhecida por abrigar detentos de grande repercussão internacional.

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, declarou que Maduro e Flores “em breve enfrentarão a ira da Justiça norte-americana em solo norte-americano e em tribunais norte-americanos”. A afirmação reforçou a posição de Washington, que passou a justificar a operação como parte de sua política externa em relação à Venezuela.

Após os bombardeios em larga escala, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington passaria a conduzir a política venezuelana até que a Casa Branca considere possível “fazer uma transição segura”. “Não podemos correr o risco de que outra pessoa assuma o controle da Venezuela”, declarou.

Em resposta, o governo da Venezuela classificou as ações norte-americanas como uma “gravíssima agressão militar”. Em comunicado oficial, Caracas advertiu que o objetivo da ofensiva “não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular de seu petróleo e de seus minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação”.

Fonte: Brasil 247 com informações da RT

China condena ataque dos EUA à Venezuela e denuncia "grave violação do direito internacional"

Chancelaria chinesa critica uso da força, apoia reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU e defende respeito à autodeterminação venezuelana

               Guo Jiakun, porta-voz da chancelaria chinesa (Foto: Global Times)

A ofensiva militar lançada pelos Estados Unidos contra a Venezuela no sábado (3), que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, provocou forte reação internacional e ampliou a tensão geopolítica na América Latina e no Caribe. A operação, considerada sem precedentes na região desde a invasão do Panamá em 1989, incluiu bombardeios aéreos em Caracas e em outras áreas do norte do país, além da captura do chefe de Estado venezuelano por forças especiais norte-americanas.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (5), o Ministério das Relações Exteriores da China condenou duramente a ação militar dos Estados Unidos. Segundo a chancelaria chinesa, “a China condena o uso flagrante da força pelos Estados Unidos contra a Venezuela, que viola gravemente o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais, infringe a soberania da Venezuela e ameaça a paz e a segurança na região da América Latina e do Caribe”.

A nota oficial afirma ainda que Pequim “exorta as partes a respeitarem o direito da Venezuela de escolher de forma independente seu caminho de desenvolvimento e a trabalharem pela estabilidade e pelo retorno da ordem no país”. A China também declarou apoio ao Conselho de Segurança das Nações Unidas na convocação de uma reunião de emergência para discutir os ataques militares dos Estados Unidos e ressaltou que o órgão deve “desempenhar seu papel conforme o mandato que lhe foi conferido”.

De acordo com o governo chinês, o país está disposto a atuar junto à comunidade internacional para “defender firmemente a Carta da ONU e os princípios fundamentais da justiça internacional”, em referência às normas que regem a soberania dos Estados e a resolução pacífica de conflitos.

A ofensiva norte-americana, batizada de Operação Resolução Absoluta, teve início nas primeiras horas da manhã, com o emprego de mais de 150 aeronaves das Forças Armadas dos Estados Unidos em ataques a alvos militares e estratégicos. No centro da ação esteve a detenção de Nicolás Maduro, que foi levado a Nova York, onde deverá responder a acusações de narco-terrorismo e tráfico de cocaína em tribunais federais norte-americanos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a operação em suas redes sociais, afirmando que a intervenção fazia parte de um esforço para combater o narcotráfico e enfrentar supostas ameaças à segurança nacional. Trump também declarou que Washington administraria temporariamente a Venezuela até uma “transição segura de poder” e mencionou interesses estratégicos ligados ao setor petrolífero venezuelano.

O governo da Venezuela classificou a ação como um ato de agressão e uma violação direta de sua soberania. Após o sequestro de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez foi nomeada presidente interina. Autoridades cubanas informaram que 32 oficiais de Cuba que atuavam junto às forças venezuelanas morreram durante a operação militar.

A reação da China se soma a uma série de críticas internacionais ao ataque, que reacendeu o debate sobre intervenções unilaterais, o respeito ao direito internacional e o papel das Nações Unidas diante de conflitos armados envolvendo grandes potências.

Fonte: Brasil 247

Colômbia busca apoio do Brasil contra ameaça dos EUA

Depois de atacar a Venezuela e sequestrar Maduro, Trump fala publicamente em lançar uma operação contra Gustavo Petro, da Colômbia

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidente da Colômbia, Gustavo Petro (Foto: REUTERS/Luisa Gonzalez)

O governo da Colômbia aprofundou a busca por apoio diplomático do Brasil em meio à escalada de tensões provocada pelas ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e por declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que admitiu considerar positiva uma eventual operação militar também contra território colombiano. O movimento de Bogotá ocorre diante do temor de que a instabilidade regional se agrave e ultrapasse as fronteiras venezuelanas, informa Paulo Cappelli, do Metrópoles.

Assessores do presidente Gustavo Petro procuraram técnicos do Itamaraty para discutir mecanismos de proteção internacional. A avaliação no Ministério das Relações Exteriores do Brasil é de que há preocupação concreta de que Washington amplie o alcance de suas operações militares na América do Sul.

A apreensão ganhou novos contornos após declarações de Donald Trump na noite de domingo (4), feitas a repórteres a bordo do Air Force One. Um dia depois da ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou no sequestro de Nicolás Maduro, em Caracas, Trump afirmou ver “com bons olhos” a possibilidade de uma ação militar contra a Colômbia. Ao comentar a situação, fez ataques diretos ao presidente colombiano. “A Colômbia é governada por um homem doente, que gosta de produzir e enviar cocaína aos Estados Unidos, e ele não vai fazer isso por muito mais tempo”, declarou. Questionado sobre uma eventual ofensiva militar, respondeu que a ideia lhe parecia boa.

Ainda no domingo, Gustavo Petro reagiu à operação contra Maduro, classificando-a como um sequestro e questionando sua legalidade. “Sem base legal para realizar uma ação contra a soberania da Venezuela, a detenção se transforma em sequestro”, escreveu o presidente colombiano em publicação na rede social X. Petro é um crítico frequente de Donald Trump e se posiciona contra ações militares dos Estados Unidos na região, que Washington afirma ter como objetivo o combate ao narcotráfico.

Diante da repercussão das falas do presidente norte-americano, Petro divulgou uma longa mensagem na qual afirmou que só responderia plenamente após confirmar o sentido exato das declarações em inglês atribuídas a Trump. O presidente colombiano classificou as falas como uma “ameaça ilegítima” e advertiu para o risco de uma crise política e social de grandes proporções caso haja qualquer ação contra seu governo. “Hoje verei se as palavras em inglês de Trump se traduzem como diz a imprensa nacional. Portanto, mais tarde as responderei até saber o que significa realmente a ameaça ilegítima de Trump”, escreveu.

Na mesma manifestação, Petro criticou duramente o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que teria tentado dissociar setores do governo norte-americano das declarações do presidente. “Em relação ao senhor Rubio, que desliga autoridades do presidente e diz que o presidente não quer colaborar e que as autoridades sim, solicito que leia a Constituição da Colômbia porque sua informação é completamente errada”, afirmou.

O tom da mensagem se intensificou quando o presidente colombiano mencionou a possibilidade de ser alvo direto de ações externas. “E se detêm o presidente que boa parte do meu povo quer e respeita, despertarão o jaguar popular”, escreveu, sugerindo que uma medida desse tipo poderia desencadear mobilizações massivas e um cenário de confronto interno e externo.

Petro afirmou ainda ter dado ordens explícitas às forças armadas e à polícia em defesa da soberania nacional. “Cada soldado da Colômbia tem uma ordem desde já: todo comandante da força pública que prefira a bandeira dos EUA à bandeira da Colômbia se retira imediatamente da instituição”, declarou, ressaltando que a Constituição determina que a força pública deve defender a soberania popular.

Em outro trecho, o presidente afirmou que, embora não seja militar, conhece “a guerra e a clandestinidade” e lembrou que jurou não voltar a usar armas após o pacto de paz de 1989. Ainda assim, deixou uma advertência simbólica: “Mas pela Pátria tomarei de novo as armas que não quero”.

Petro também rebateu as acusações feitas por Donald Trump, negando qualquer ligação com o narcotráfico ou questionamentos sobre sua legitimidade. “Não sou ilegítimo, nem sou narco. Só tenho como bem minha casa familiar, que ainda pago com meu salário”, escreveu, acrescentando que seus extratos bancários são públicos e que ninguém conseguiu provar gastos superiores à sua renda.

Ao final da mensagem, o presidente colombiano convocou a população a se mobilizar contra qualquer tentativa de agressão que considere ilegítima. “Eu tenho uma enorme confiança em meu povo e por isso solicitei ao povo que defenda o presidente de qualquer ato violento ilegítimo contra ele. A forma de me defender é tomar o poder em todos os municípios do país”, afirmou.

Enquanto isso, a crise segue no centro da agenda internacional. Líderes da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) se reuniram no domingo para discutir a situação na Venezuela e buscar uma resposta regional coordenada, sem chegar a consenso. Já o Conselho de Segurança da ONU agendou para esta segunda-feira (5) um debate sobre os ataques realizados na Venezuela, ampliando o peso diplomático do impasse que envolve Estados Unidos, Colômbia e o conjunto da América Latina.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

VÍDEO: Trump admite interesse das companhias dos EUA no petróleo da Venezuela


        Trump a bordo do Air Force. Foto: reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu publicamente o interesse no petróleo da Venezuela após a operação militar que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. Em conversa com jornalistas a bordo do avião presidencial, no domingo (4), Trump afirmou que dialogou com companhias petrolíferas dos Estados Unidos “antes e depois” da ofensiva.

Ele afirmou que empresas estadunidenses pretendem gastar vários bilhões de dólares para reerguer o setor. “Eles querem entrar, e vão fazer um grande trabalho para o povo da Venezuela”, disse o republicano.

A declaração foi feita um dia depois de forças estadunidenses realizarem uma operação militar durante a madrugada em território venezuelano, prendendo Maduro e a esposa, Cilia Flores.

Autoridades dos Estados Unidos informaram que o casal está detido no Centro Metropolitano de Detenção, no Brooklyn, e enfrenta acusações relacionadas a narcotráfico e crimes envolvendo armas.



O impacto das ações foi imediato nos mercados financeiros. No primeiro pregão da semana de 2026, ações de grandes companhias de petróleo registraram forte valorização com a possibilidade de se apossarem do petróleo venezuelano.

Chevron, ConocoPhillips e Valero Energy avançaram cerca de 9% cada, enquanto os papéis da ExxonMobil subiram quase 4% no pregão noturno. A Marathon Petroleum também teve alta superior a 9%, segundo dados do Yahoo Finance.

Com a abertura do mercado prevista para a manhã seguinte, analistas apontaram que as grandes petroleiras dos Estados Unidos poderiam adicionar mais de US$ 100 bilhões em valor de mercado de forma combinada, impulsionadas pela expectativa de investimentos bilionários na reconstrução da infraestrutura energética da Venezuela.

O reflexo também foi sentido nas empresas de serviços de campos petrolíferos. As ações da Halliburton saltaram 11%, enquanto a SLB registrou alta de 12% no pregão noturno.

O movimento reforçou a percepção de que a ofensiva dos Estados Unidos abriu caminho para uma ampla reorganização do setor de energia venezuelano sob influência direta de companhias estrangeiras.

Os preços do petróleo também reagiram, ainda que de forma moderada. De acordo com a CNBC, o barril do West Texas Intermediate subiu 11 centavos, para US$ 57,43, enquanto o Brent avançou 17 centavos, alcançando US$ 60,92 por barril no início da noite de domingo.

A Venezuela é membro da Opep, e a perspectiva de intervenção externa em sua produção gerou especulações sobre impactos futuros na oferta global.

Fonte: DCM

EUA já bombardearam 7 países desde o retorno de Trump à Casa Branca

Alvos se concentram na América Latina, África e Oriente Médio

O presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca - 9/11/2025 (Foto: REUTERS/Annabelle Gordon)

De volta à Casa Branca como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump passou a autopromover como um ator central na mediação dos principais conflitos armados em curso, como a guerra entre Rússia e Ucrânia e os confrontos no Oriente Médio. Paralelamente a esse discurso diplomático, porém, o governo norte-americano ampliou significativamente o uso da força militar, promovendo ataques em ao menos sete países ao longo de 12 meses, destaca o Metrópoles.

Foram alvos de bombardeios norte-americanos Venezuela, Síria, Iraque, Irã, Nigéria, Iêmen e Somália, em ações justificadas por Washington como parte do combate ao terrorismo internacional e ao narcotráfico.

A ofensiva mais recente e de maior impacto ocorreu na Venezuela, com ataques diretos à capital, Caracas. A operação resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, no sábado (3). Trump confirmou publicamente a ação, que marcou o ponto mais alto de uma escalada de tensões na América Latina e no Caribe iniciada meses antes.

Desde julho, forças militares norte-americanas vinham atuando na região sob o argumento de combater supostos grupos classificados como narcoterroristas. Nesse contexto, mais de 20 embarcações foram bombardeadas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, em operações que, segundo dados divulgados, deixaram mais de 100 mortos. A Casa Branca afirmou que as vítimas integrariam organizações criminosas, mas não apresentou provas públicas que sustentassem as acusações.

O governo dos Estados Unidos passou a apontar Nicolás Maduro como principal alvo das ações após acusá-lo de liderar o chamado Cartel de los Soles, grupo recentemente incluído por Washington na lista de organizações terroristas internacionais. Caracas, por sua vez, nega as acusações e denuncia as operações como violações de soberania.

Além da Venezuela, outras frentes militares foram abertas ao longo do ano. Em dezembro de 2025, Trump anunciou um ataque descrito como “poderoso e mortal” contra posições do Estado Islâmico (Isis) na Nigéria. No mesmo mês, forças norte-americanas bombardearam a Síria em resposta a uma ação atribuída ao grupo extremista que matou dois militares dos EUA. A ofensiva, batizada de operação Ataque Hawkeye, teve como objetivo eliminar jihadistas e destruir estruturas e depósitos de armas.

Ainda sob o argumento de combater o Isis, os Estados Unidos realizaram ataques na Somália em fevereiro de 2025, que, segundo Trump, resultaram na morte de um dos líderes do grupo e de outros integrantes. No Iêmen, bombardeios atingiram em abril o porto de Ras Isa, no norte da província de Hodeidah, considerado estratégico para o escoamento de petróleo. A ação deixou 84 mortos, e os ataques na região se estenderam ao longo do ano.

No Iraque, operações aéreas na província de Al-Anbar culminaram na morte de um integrante de alto escalão do Isis. Já durante a guerra de 12 dias entre Israel e Irã, os Estados Unidos bombardearam instalações nucleares em Teerã. Apesar da participação direta na ofensiva, Israel e Irã aceitaram um cessar-fogo posteriormente anunciado pelo presidente norte-americano. No conjunto, essas agressões resultaram em ao menos 634 mortos, além de um número não especificado de feridos.

Ao mesmo tempo em que autorizava essas operações, Trump intensificou sua atuação diplomática. Em outubro, após conversas telefônicas com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e negociações sobre a situação humanitária em Gaza, o presidente dos Estados Unidos anunciou o fim das ofensivas na Faixa de Gaza e apresentou um plano com 20 pontos para a paz, embora os confrontos não tenham sido totalmente interrompidos.

No front europeu, Trump também buscou protagonismo ao tentar intermediar um acordo entre Ucrânia e Rússia. No início de seu segundo mandato, afirmou que uma solução seria “fácil”, citando sua relação com o presidente russo, Vladimir Putin. Um ano depois, entretanto, os combates seguem ativos no leste europeu. Autoridades norte-americanas e ucranianas chegaram a se reunir na Flórida, em dezembro, para discutir novas propostas diplomáticas.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Conselho de Segurança da ONU reúne-se hoje para debater ação militar dos EUA e sequestro de Nicolás Maduro

Reunião na sede das Nações Unidas analisa legalidade da operação americana e impactos diplomáticos

               Reunião do Conselho de Segurança da ONU (Foto: REUTERS/Stephani Spindel)

O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúne nesta segunda-feira (5), para discutir as implicações jurídicas e políticas da operação militar dos Estados Unidos que resultou no sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O encontro ocorre em meio a fortes reações internacionais e a alertas sobre precedentes no uso da força entre Estados soberanos

O colegiado da ONU é formado por 15 países e deve iniciar os debates por volta das 12h, no horário de Brasília, na sede da organização, em Nova York, destaca reportagem do G1.

Maduro foi sequestrado na madrugada de sábado por forças especiais dos Estados Unidos, em uma operação que atingiu instalações militares e provocou apagões em regiões de Caracas. Após ser levado para território norte-americano, o presidente venezuelano se encontra preso e deve comparecer ainda nesta segunda-feira perante um juiz federal em Nova York.

Reações internacionais e debate no Conselho de Segurança da ONU

A operação americana gerou críticas imediatas de diversos países, que condenaram a violação do direito internacional pelos Estados Unidos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, também manifestou preocupação. Segundo seu porta-voz, ele avalia que a ação dos Estados Unidos estabelece “um precedente perigoso”. Especialistas em direito internacional ouvidos por diferentes organismos apontam que a legalidade da operação é questionável, embora reconheçam que Washington tem poder de veto no Conselho de Segurança, o que pode impedir qualquer tentativa formal de responsabilização.

Fonte: Brasil 247

Deboche e descaso: web se revolta com postura da amiga de jovem desaparecido no Pico do Paraná (vídeo)

Vídeos publicados no Instagram de Thayane, gravados entre os dias 31 de dezembro de 2025 e 1º de janeiro de 2026, mostram momentos da trilha

Thayane Smith e o amigo Roberto Farias (Foto: Reprodução)

A repercussão do desaparecimento de Roberto Farias, jovem que sumiu durante uma trilha no Pico Paraná, no litoral do Paraná, ganhou novos contornos nas redes sociais após a viralização de vídeos publicados por Thayane Smith, amiga que o acompanhava na expedição. Desde então, a jovem tem sido alvo de críticas por parte de internautas

As informações foram divulgadas pelo site Metrópoles. Segundo a Polícia Civil do Paraná, até o momento não há indícios de crime relacionados ao desaparecimento, e o episódio segue sendo tratado como um caso de busca por pessoa desaparecida em área de mata.

Vídeos publicados no Instagram de Thayane, gravados entre os dias 31 de dezembro de 2025 e 1º de janeiro de 2026, mostram momentos da trilha e da convivência entre ela e Roberto antes da subida ao cume. Uma publicação que reúne essas imagens já soma quase 4 mil comentários, a maioria com mensagens de revolta e críticas direcionadas à jovem.

Entre os comentários deixados por internautas, alguns chamaram atenção pelo tom acusatório. “Começa o vídeo com o menino e termina sem. E detalhe: sorrindo na maior naturalidade”, escreveu uma usuária. Outro comentário diz: “Vai dormir em paz, irmã? De ter abandonado o mlk? E ficar debochando ainda nas redes?”. Há ainda quem afirme: “Que a verdade prevaleça, mas vindo de você, só lamentos. Uma coitada que quer chamar atenção”.

De acordo com o relato inicial apresentado por Thayane às autoridades, ela e Roberto se encontraram no dia 31 de dezembro em um terminal de ônibus em Curitiba (PR) e seguiram juntos para o Parque Estadual Pico Paraná. O plano, segundo vídeos divulgados pela própria jovem, era acompanhar o primeiro nascer do sol de 2026 no topo do ponto mais alto do estado. Um terceiro trilheiro, identificado como Fábio, também fazia parte do grupo.

Ainda segundo esse relato, por volta das 3h da madrugada de quinta-feira (1º), os três acordaram no acampamento e iniciaram a caminhada até o cume. Durante o retorno, Roberto teria passado mal e não conseguiu manter o ritmo. Mesmo alertada para não deixá-lo sozinho, Thayane seguiu com o grupo até o acampamento. Outros trilheiros chegaram a retornar para procurá-lo, mas não o encontraram.

Thayane Smith, de 19 anos, é natural de Manaus (AM) e, conforme apurado, conhecia Roberto havia menos de um mês. Os dois teriam se conhecido no Largo da Ordem, em Curitiba, e decidiram passar juntos a virada do ano no Pico Paraná. A jovem já estava na capital paranaense semanas antes do desaparecimento, período em que passou também as festas de Natal.

Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros, montanhistas especializados e voluntários atuam em uma operação considerada complexa, devido ao relevo acidentado, à mata fechada e às condições climáticas da região. As buscas seguem sem previsão de encerramento.

Em uma publicação recente, Thayane afirmou que possui registros de toda a experiência vivida durante a trilha, mas disse que só pretende apresentar sua versão completa dos fatos posteriormente. Segundo ela, há “muitos vídeos do início de tudo, meio e fim”, e a “história completa” será contada “após tudo isso acabar”.

Em outro momento, a jovem disse que deixou o amigo para ir na frente com outros trilheiros pois era "seu estilo de vida" e que ele não conseguiu a acompanhar. O comentário ganhou destaque nos comentários, que indicam a frieza da jovem.

Na legenda de um dos vídeos, a jovem escreveu: “Isso é um pouco da nossa vivências juntos para vocês ter uma noção da trilha e pelo o que passamos. Eu tive experiências fodas demaisss lá em cima, vistas lindas, um nascer do sol do maior Pico do Sul”.

Enquanto as buscas continuam e as investigações seguem em andamento, o caso permanece mobilizando autoridades, familiares e a opinião pública, além de gerar intenso debate sobre responsabilidade, exposição nas redes sociais e segurança em trilhas de alto risco.

 


Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Preço do petróleo recua após ataque dos EUA na Venezuela

Mercado reage à agressão americana e vê risco menor de embargo às exportações venezuelanas

          Petroleiro no Lago Maracaibo, na Venezuela - 14/10/2022 (Foto: REUTERS/Issac Urrutia)

Os preços internacionais do petróleo iniciaram a semana em queda, influenciados pela agressão militar dos Estados Unidos na Venezuela e pelo anúncio de Washington de que pretende avançar sobre a exploração dos recursos petrolíferos do país sul-americano. O movimento reduziu as preocupações do mercado com possíveis restrições prolongadas à oferta global de petróleo. As informações são da AFP.

Por volta das 9h05, no horário local de Londres, o barril do Brent do Mar do Norte para entrega em março registrava recuo de 1,12%, sendo negociado a US$ 60,07. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, com vencimento em fevereiro, apresentava queda de 1,22%, cotado a US$ 56,62.

A reação dos investidores ocorreu após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças norte-americanas. Na sequência do episódio, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou estar disposta a dialogar com a administração de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, defendendo no domingo a construção de uma relação equilibrada e respeitosa entre os dois países.

Analistas avaliam que o novo cenário político pode reduzir riscos associados às exportações venezuelanas. Para Bjarne Schieldrop, analista do banco SEB, a mudança no contexto diminui a possibilidade de restrições prolongadas. “Isso reduz o risco de um embargo prolongado sobre as exportações de petróleo venezuelanas, que em breve poderão circular livremente fora da Venezuela”, afirmou.

Apesar de a Venezuela deter as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, sua capacidade produtiva segue limitada. Atualmente, o país produz cerca de 1 milhão de barris por dia, volume considerado baixo diante de seu potencial energético.

De acordo com Arne Lohmann Rasmussen, analista da Global Risk Management, uma recuperação mais significativa da produção exigirá um esforço de longo prazo. Para elevar os níveis de extração, segundo ele, “as necessidades de investimento são enormes”, e o processo necessário para alcançar esse objetivo deve levar “anos”.

Fonte: Brasil 247